A queda de doações preocupa entidades que atuam no socorro a famílias carentes; a primeira semana de junho registrou o menor volume de doações desde o início do mapeamento
A pandemia do Covid-19 tem afetado muitas famílias, especialmente nas famílias mais carentes. E as entidades beneficentes, que costumam assistir crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, também estão passando por apertos para conseguir manter os serviços prestados aos assistidos. Duas razões tem ajudado a piorar a situação de quem depende de doações: o isolamento, que tem feito as pessoas evitarem sair de casa e a retração econômica, que tem levado os doadores a segurar as finanças.
A queda de doações já começa a preocupar entidades que atuam no socorro a famílias carentes. Segundo dados do site Monitor das Doações, a primeira semana de junho registrou o menor volume de doações desde o início do mapeamento. Foram apenas 81 milhões de reais em novas doações (dados atualizados pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos /ABCR). “As pessoas se mobilizaram num primeiro momento, mas agora, me parece que começam a se acostumar com a tragédia”, afirma Jorge Eduardo Deister, coordenador da Vila do Pequenino Jesus, que atende pessoas com deficiências físicas e neurológicas.
Segundo Jorge Eduardo, muitas instituições estão correndo o risco, inclusive, de fechar as portas devido a falta de condições para manter despesas básicas, como aluguel, funcionários, remédios e até alimentos. Jorginho, como é conhecido, afirma que recebe semanalmente dezenas de ligações de outras entidades que não tem mais condições de manter os serviços. ”Percebemos um achatamento maior na curva de doações do que na curva de infectados; e os problemas enfrentados pelos mais vulneráveis estão longe de acabar”, alerta Jorge Deister.
Outro problema enfrentado pelas entidades diz respeito aos eventos, que costumam ser uma das formas de captação de recursos para as entidades assistenciais. Com a proibição de aglomerações, os eventos estão cancelados ou suspensos. “A maioria dos eventos nos últimos tempos contavam com arrecadação de alimentos, cobertores e outras coisas para doações, e com o cancelamento dos eventos, não temos o que fazer”, afirma Andreia Arantes, da Eleva Produção.
As soluções existem e passam pela mobilização da sociedade civil. O Youtuber Renan Bolsonaro visitou a entidade, recentemente, e se solidarizou com a necessidade que a instituição enfrenta para manter a saúde e a qualidade de vida dos assistidos, especialmente durante a pandemia. “Tenho certeza que podemos contribuir com esta e outras entidades pelo País, mobilizando artistas e celebridades, levantando recursos que podem salvar milhares de vidas”, afirmou o Youtuber, que baseado nisso tudo resolveu promover um evento esportivo solidário online.
O evento, que contará com a participação de 40 cantores e celebridades nacionais, e patrocínios de grandes empresas favoráveis ao movimento, está previsto para ser realizado na Arena do Estádio Nacional de Brasília. Os produtores esperam uma arrecadação grandiosa que beneficiará dezenas de instituições pelo país. A documentação já está em posse do Estádio, aguardando apenas autorização dos responsáveis.
A medida permite que o governo poderá receber repasses da União e se estende a outra áreas além da saúde
Por Ricardo Callado
O governador Ibaneis Rocha decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal. A pandemia do coronavírus no mais recente boletim da Secretaria de Saúde, na manhã desta segunda-feira (29), contabilizava 548 mortes e 44,9 mil infecções. O estado de calamidade é reconhecido em lei e previsto para estados e municípios.
Em abril, Ibaneis decretou outra alerta para o DF, dessa vez de “estado de emergência ambiental” para prevenir e minimizar os efeitos dos incêndios florestais durante o período de seca.
Com o decreto, o governo local não terá que seguir limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nem as metas fiscais previstas nas regras orçamentárias de 2020. Poderá ainda receber repasses da União.
A medida possibilita ainda a antecipação de benefícios sociais, a liberação de seguros e a prorrogação de pagamentos de empréstimos federais.
Em fevereiro, o governador Ibaneis tinha declarado o estado de emergência na capital, por 180 dias, mas a medida se aplicava apenas à área de saúde. Agora, o decreto se estende a outros setores.
Neste ano, o GDF prevê redução de R$ 1 bilhão na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e de R$ 183,7 milhões no Imposto sobre Serviços (ISS).
Estado de calamidade pública é mais grave que a situação de emergência, pode ser decretado quando o desastre é grande o suficiente para comprometer totalmente a capacidade de resposta do poder público local. Nestes casos, a União pode definir a intervenção da Força Nacional para auxiliar no controle de danos.
São ofertas de vagas com salários de até R$ 2,5 mil
As agências do trabalhador estão com 159 vagas de emprego abertas para esta segunda-feira (29). Deste total, 44 oferecem remuneração acima de R$ 2 mil. A maior delas, no valor de R$ 2.500, mais benefícios, é para serralheiro (20) e para mecânico (2). Para as duas profissões, é necessário ter experiência profissional e ensino fundamental completo.
Outras três áreas estão com 20 vagas abertas cada: ajudante de serralheiro, remuneração de R$ 1.500; balconista, com salário de R$ 1.184; e soldador, que oferece R$ 2 mil mensais.
À exceção de balconista, que exige nível médio, todas as outras pedem apenas o nível fundamental completo. Em todos os casos, é preciso ter experiência profissional.
As vagas para técnicos de enfermagem continuam abertas, 20 ao todo, sendo metade delas para aqueles que possuem experiência em terapia intensiva. O salário oferecido é, em média, R$ 1.400, mais benefícios. Ainda na área da saúde, duas vagas para biomédico, um com salário de R$ 1.800 e outra, de R$ 2.100. Nos dois casos, exige-se ensino superior completo.
Entre as vagas oferecidas há ainda para auxiliar administrativo, auxiliar técnico de refrigeração, encanador, mecânico, motorista, tosador de animais domésticos, entre outros. A média salarial para estas vagas é de cerca de R$ 1.400, mais benefícios.
Os interessados em concorrer a uma das vagas devem atender às exigências para se candidatar. Apesar de 15 Agências do Trabalhador estarem abertas, a recomendação é que a população solicite atendimento remoto, pela Central Alô Trabalho (Telefone 158) e por meio da web, pelo APP do Sine Fácil.
Para baixar o Sine Fácil gratuitamente, basta acessar a loja de aplicativos do seu celular. No momento, só há disponibilidade para aparelhos com sistema operacional Android. Acesse a Play Store e pesquise pelo aplicativo. Após concluir a instalação, clique no ícone do programa para iniciar o Sine Fácil.
Com a medida, postos drive-thru foram desativados nas regiões administrativas
A partir desta segunda-feira (29), a Secretaria de Saúde (SES) amplia a oferta de testes da Covid-19, que passam a ser feitos em todas as 172 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. A medida reforça os atendimentos para pessoas com sintomas da doença, oferecendo testes rápidos (IgG e IgM) e o RT-PRC (swab nasal e oral), de acordo com o perfil de cada paciente.
“Nesta fase próxima do pico da pandemia, alteramos o plano de ação das testagens”, explica o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares. Com a nova medida, os postos onde os testes rápidos eram feitos pelo sistema drive-thru foram desativados.
Equipes avaliam
Quem estiver com sintomas da doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) deve procurar a UBS mais próxima de sua residência, onde será acolhido e poderá fazer o teste de acordo com a avaliação das equipes do posto.
Os exames de pacientes que apresentarem sintomas são coletados nas próprias unidades. Além disso, é realizada a estratégia fast-track ou duplo fluxo, em que os pacientes com quadros respiratórios entram em fluxos separados na unidade.
Especialistas da SES alertam que o mais importante é fazer os testes com critério, somente após a recomendação de um profissional de saúde. A depender da avaliação da equipe, o paciente precisará ou não de exames complementares e internação. Assim, a UBS encaminhará para os hospitais de referência.
Pacientes assintomáticos
Para as pessoas assintomáticas que estejam em contato com quem apresente os sintomas, a recomendação é permanecer em isolamento social. Quando algum membro da família testa positivo para a Covid-19, todos do grupo familiar são orientados a ficarem em isolamento, recebendo atestado de 14 dias para observação dos sintomas.
Se houver piora, é necessário procurar novamente o serviço de saúde; independentemente desse quadro, é preciso respeitar o isolamento em casa e, somente depois, voltar às atividades. A SES orienta ainda que, partir do terceiro dia com sintomas e até o sétimo, já é indicado fazer o teste do swab. A partir do oitavo dia, pode ser o teste rápido, porque os anticorpos são mais detectáveis.
A testagem
Além dos testes rápidos, as unidades básicas de saúde oferecem testes RT-PCR para a Covid-19. Esse tipo de teste é realizado a partir da amostra colhida por nasofaringe, que são materiais genéticos obtidos da mucosa do fundo do nariz ou da garganta com uma haste flexível (cotonete). O processamento dos materiais coletados é feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF).
O estado de Goiás está com aproximadamente 80% dos leitos de UTI da Covid-19 ocupados
Por Marcos Alexandre
O secretário estadual de Saúde, Dr. Ismael Alexandrino em reunião na manhã dessa segunda (29) com os prefeitos e demais Poderes apresentou os números de leitos de UTI e enfermaria em todo o estado.
A reunião convocada pelo governador de Goiás, reuniou os prefeitos dos municípios goianos, aproximadamente mais de 300 autoridades de todos as cidades participaram em vídeo conferencia com Ronaldo Caiado.
Autoridades da Saúde do Estado de Goiás apresentaram dados e números do combate a Covid-19. Dr. Ismael Alexandrino, Secretário Estadual da Saúde do Estado de Goiás em sua explanação na reunião, apresentou os números de leitos e UTI em todo estado.
A UFG (Universidade Federal de Goiás) apresentou um estudo de estimativas de impacto populacional ad Covid-19 e dentro no estudo medidas de combate contra o coronavírus. A UFG apresentou duas formas de lockdown para os municípios, a total e a quinzenal alternada, segundo a universidade a mais adequada no momento seria a quinzenal, quinze dias aberto e e quinze dias fechado.
O governador Ronaldo Caiado frisou a importância dos prefeitos tomarem um posicionamento nesse momento de curva ascendente no estado.
”Cada prefeito, será responsável pelo número de óbitos nos seus municípios” Diz Caiado
Para o tribunal, não contar o tempo é punir o trabalhador duas vezes
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que o tempo de trabalho rural infantil pode ser computado para efeitos previdenciários. Na decisão, o tribunal reconheceu a ilegalidade do trabalho infantil, mas entendeu que não somar o tempo para o cálculo da aposentadoria é punir o trabalhador duas vezes.
O caso, julgado no inicio deste mês, envolveu um homem que começou a trabalhar com a família na zona rural aos 11 anos de idade e pediu à Justiça que o período trabalhado antes de completar 14 anos fosse somado ao tempo de serviço para solicitação da aposentadoria da Previdência Social. Nas instâncias inferiores, somente o período trabalhado a partir dos 14 anos foi aceito por ser permitido por lei.
No STJ, a Primeira Turma manteve a jurisprudência do tribunal e entendeu que não há idade mínima para reconhecimento do período de trabalho rural infantil para fins previdenciários.
No voto sobre a questão, o ministro Napoleão Nunes Maia, relator do caso, afirmou que o reconhecimento não é uma chancela do Judiciário ao trabalho infantil.
“Reafirma-se que o trabalho da criança e do adolescente deve ser reprimido com energia inflexível, não se admitindo exceção que o justifique. No entanto, uma vez prestado o labor o respectivo tempo deve ser computado, sendo esse cômputo o mínimo que se pode fazer para mitigar o prejuízo sofrido pelo infante, mas isso sem exonerar o empregador das punições legais a que se expõe quem emprega ou explora o trabalho de menores”, disse.
No dia 12 deste mês, em referência ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, diversas entidades lembraram que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes trabalhando ilegalmente.
Cataratas do Rio dos Couros, que terá a primeira unidade de conservação ambiental do Brasil com modelo compartilhado de gestão, no município de Alto Paraíso, e as belezas da região: área de mais de 5 mil hectares fica conjugada ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e será administrada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em parceria com a prefeitura local
Governo de Goiás e prefeitura de Alto Paraíso vão administrar unidade de conservação ambiental em área das Cataratas do Rio dos Couros. Governador reafirma compromisso total do Estado com o desenvolvimento sustentável e diz que modelo é exemplo para o Brasil. “Goiás tem a benção de estar cravado neste tesouro da humanidade, que é o cerrado. É um dever de cada um dos goianos proteger nossa casa”, diz. Região protegida terá mais de 5 mil hectares com vegetação virgem de cerrado e projetos de uso consciente do ecoturismo
O governador Ronaldo Caiado anunciou, neste sábado (27/06), a criação do Parque Estadual das Cataratas do Rio dos Couros, primeira unidade de conservação ambiental do Brasil com modelo compartilhado de gestão, no município de Alto Paraíso. A área de mais de 5 mil hectares fica conjugada ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e será administrada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) em parceria com a prefeitura local. “Goiás tem a benção de estar cravado neste tesouro da humanidade que é o cerrado. É um dever de cada um dos goianos proteger nossa casa”, afirma o governador. “Eu sou um apaixonado pela chapada, pela magia daquele lugar, e acredito que é o local ideal para realizarmos esse envolvimento maior da sociedade na gestão ambiental. Sempre defendi o desenvolvimento aliado a preservação. Não é por menos que Goiás saltou para o 3º lugar na produção de grãos e ainda dá exemplo na preservação”, diz Caiado.
Segundo a titular da Semad, Andréa Vulcanis, a criação do parque integra uma iniciativa ampla do Governo de Goiás de proteção do local, que vive sob pressão de invasores e criminosos ambientais. “Se por um lado a Semad fiscaliza, por outro protege a natureza e, como terceiro elemento que está chegando logo em seguida, já prepara as licenças simplificadas, com procedimento mais ágil e eficaz”, aponta.
A criação do parque se arrastava há anos sem uma definição e teve atenção especial do governador Ronaldo Caiado desde sua posse, em 2019. “A região estava largada à própria sorte, com invasores e desmatamento descontrolado. Nosso governo agiu firmemente contra o crime ambiental, basta ver as ações que temos realizado na região e que, agora, culmina na finalização do processo de criação do parque. Nossa política é de tolerância zero com qualquer destruição do nosso patrimônio natural”, afirma.
Desde o último dia 22 de junho o Governo de Goiás está na região da Chapada dos Veadeiros realizando um pente-fino em propriedade rurais e áreas públicas monitoradas pela inteligência da gestão ambiental. A Operação Presença, coordenada pela Semad, com apoio das forças policiais do Estado, realizou dezenas de autuações de desmatamento ilegal e de mineração sem licenciamento. Além das multas que passam dos R$ 3 milhões, o governo prepara uma investida judicial contra os criminosos para a recomposição das áreas destruídas. “Estamos trabalhando junto ao Ministério Público para que haja, inclusive, bloqueio de bens para garantir que o que foi desmatado seja reflorestado e devolvido ao povo goiano”, revela a secretária Andréa Vulcanis.
Em comunicado conjunto na sexta-feira (26/06) ao superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Igor Soares Lélis, a secretária Andréa Vulcanis e o prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Martinho Mendes da Silva, apresentaram os propósitos da iniciativa: assegurar a conservação de uma amostra significativa do Bioma Cerrado, garantindo a efetiva conservação dos ecossistemas ali encontrados; a proteção da beleza cênica das cataratas do Rio dos Couros; a realização de atividades de ecoturismo, pesquisa científica, sensibilização, conscientização e educação ambiental; bem como a integração com as comunidades do entorno e a participação da sociedade por meio de suas representações.
No documento, a secretária e o prefeito solicitam que seja dado prosseguimento aos atos necessários que estão sob instância do Incra, “visando a criação, como área protegida, desta relevante área protegida”.
Na gestão compartilhada, Governo de Goiás e Prefeitura de Alto Paraíso terão iguais atribuições na gestão da unidade de conservação, o que será previsto no ato de criação da unidade. Nos próximos dias, será criado grupo de trabalho com o fim de aperfeiçoar os estudos e documentos tendo em vista constituir os atos necessários para a criação da unidade de conservação, bem como com o fim de estabelecer os termos do acordo interinstitucional que tem como objetivo regular as ações entre as partes.
Segundo a secretária Andréa Vulcanis, o estabelecimento da região como um santuário natural é uma obrigação do Estado de Goiás com o planeta. “É uma das áreas com maior riqueza de biodiversidade no país, talvez a última de cerrado virgem do mundo, com espécies que só existem ali, uma área que é objeto de estudos de diferentes instituições, inclusive internacionais, além de organizações não-governamentais”, explica. “É importante dizer também que a mesorregião da Chapada dos Veadeiros é considerada uma das áreas prioritárias para a conservação do bioma Cerrado pelo Ministério do Meio Ambiente desde 2007”, lembra.
O prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Martinho Mendes da Silva, afirma que “mesmo neste momento de pandemia e de grande preocupação no setor de saúde, aqui recebemos a secretária Andréa Vulcanis para nos ajudar em área que nos traz grande preocupação, que é as Cataratas do Rio dos Couros”. Ele citou as conversas junto ao Incra sobre a área do governo federal para criação do parque enquanto gestão compartilhada. “A parceria com o Estado visa um bem maior que é a proteção daquele espaço tão singular para o nosso município”, destaca.
Além das belezas e riquezas naturais, a área tem importância para o desenvolvimento econômico sustentável regional, por meio do turismo controlado e da disciplina do impacto das ações humanas e do uso ambientalmente correto dos recursos ambientais.
“Nosso papel enquanto gestão ambiental não pode se limitar apenas a cercar uma área e, entre aspas, proteger o meio ambiente. Cabe à Semad participar do debate sobre o uso destas regiões, oferecer alternativas sustentáveis de subsistência às populações locais, incentivar políticas de uso correto do solo e da água”, afirma Andréa Vulcanis. “A própria existência de diversas reservas particulares do patrimônio natural na região mostra que é possível essa convivência harmônica”, diz ela.
Próximos passos
A criação do Parque Estadual Cataratas do Rio dos Couros tem uma trajetória que remonta há quase duas décadas de negociações. Desde 2019, com a posse do governador Ronaldo Caiado, a iniciativa ganhou força novamente, com uma inédita proposta de gestão compartilhada entre o Governo de Goiás e a prefeitura de Alto Paraíso. A possibilidade está na Lei Federal Complementar Nº 140, de 8 de dezembro de 2011, que fixou normas para a cooperação entre União, Estados, o Distrito Federal e os municípios nas ações administrativas de proteção ao meio ambiente.
“Para o Estado não há dúvidas que a área precisa ser efetivamente protegida e o esforço recente das instituições governamentais estadual e municipal só demonstram que é possível inovar e fazer diferente”, aponta a secretária Andréa Vulcanis. “Este é o momento de criar mecanismos que assegurem a criação e a implantação desta unidade de conservação”, diz ela. “Com a gestão compartilhada, encurtamos os caminhos do poder público. Podemos ter a estrutura da Semad, com seu corpo técnico qualificado, e a prefeitura, juntamente com a sociedade, que vivem ali no cotidiano, sabem melhor do que ninguém as necessidades urgentes, suas soluções e respostas”, acredita.
A proteção da região da Chapada dos Veadeiros ainda atende outra demanda crescente no cenário econômico internacional. Desde o ano passado, fundos de investimento internacionais estimados em mais de R$ 15 trilhões iniciaram um processo de exigência de ações do poder público brasileiro para conter a destruição do meio ambiente e o desmonte das políticas públicas do setor. São 230 grupos americanos e europeus, que devem se recusar a investir em áreas com desmatamento acelerado e, no caso brasileiro, iniciar a retirada de R$ 5 bilhões já investidos. No caso de Goiás, o cenário é acompanhado de perto pelo governo, uma vez que mercados internacionais tendem a recusar produtos agrícolas oriundos de regiões de desmatamento. Tal boicote atingiria fortemente a economia goiana, que conta hoje com cerca de 80% de suas exportações vindas do campo.
Andréa Vulcanis afirma que o Governo de Goiás acompanha de perto tais movimentações internacionais e que a determinação do governador Ronaldo Caiado é de tolerância zero com o crime ambiental. “O nosso objetivo é proteger o clima, a nossa rica biodiversidade, o agronegócio e a economia de Goiás. É preciso separar o joio do trigo. Os produtores que realizam suas atividades de forma legal, de forma sustentável, não podem ser prejudicados por uma minoria irresponsável. Estamos na iminência de portas se fecharem para nossos produtos por conta de casos como este”, afirma a secretária. “É preciso ter claro que o cerrado de Goiás é o que garante o sustento do produtor e que gira nossa economia. Sem o cerrado, sem a produção de água, sem as chuvas que o cerrado nos permite, não tem produção”, conclui.
No caso da área da Catarata dos Couros, os próximos passos devem ser os seguintes:
– Realização da consulta pública referente a criação do Parque Estadual Cataratas do Rio dos Couros, conforme as diretrizes das Resoluções CEMAM nº 06/2016 e 07/2016.
– Realização do georreferenciamento da área a ser protegida.
– Ato legal de criação, via decreto estadual, constando a Gestão Compartilhada com a Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás.
– Elaboração do Plano Estratégico com a Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás.
– Formação do Conselho Gestor Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e da população local, incluindo o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) que irá beneficiar cerca de 50 famílias do assentamento Esusa.
– Elaboração do Plano de Manejo utilizando a metodologia do ICMBio, uma metodologia participativa, rápida e efetiva.
– Elaboração do Plano de Uso Público de forma participativa utilizando como base as orientações metodológicas para elaboração de planos de uso público em unidades de conservação federais.
– Elaboração de uma estratégia para a integração do entorno, em especial o assentamento Esusa, de forma a atuar nas cadeias produtivas, incluindo o turismo de base comunitária, entre outras ações para a melhor gestão deste território.
Segundo Andréa Vulcanis, a intenção do Governo de Goiás era acelerar o processo ao máximo em 2020, no entanto, a pandemia de Covid-19 obrigou uma interrupção. “Estamos estudando formas alternativas e legais de realizarmos as audiências públicas, usando como exemplo iniciativas recentes bem-sucedidas, inclusive com maior participação social por meio de webinares”, afirma. “Também realizamos o planejamento para que as atividades que necessitem de visitas presenciais ou trabalho de campo sejam realizadas assim que o ambiente for seguro para os profissionais e cidadãos envolvidos, seguindo todas as orientações da Organização Mundial da Saúde”, diz.
Com desenvolvimento sustentável, na Chapada dos Veadeiros, a titular do meio ambiente goiano acredita que as questões fundiárias e ambientais possam ser, enfim, pacificadas. “O poeta Nicolas Behr diz que ‘o cerrado é milagre, como toda a vida, e é também pedaço do planeta que desaparece’. Com as ações planejadas, podemos mudar esta afirmação e perpetuar nosso cerrado para as futuras gerações”, acredita Andréa Vulcanis.
Semob pretende trocar toda a frota convencional da linha Esplanada. Veículo reduz emissão de poluentes e, assim, ajuda na preservação ambiental
Além de reforçar a linha de ônibus 0.108 (Rodoviária do Plano Piloto/Três Poderes), seis coletivos elétricos vão reduzir as emissões de gases de efeito estufa e preservar o meio ambiente. Ao custo de R$ 1,7 milhões cada, os veículos possuem um sistema eficiente e sustentável. Inicialmente, o Governo do Distrito Federal (GDF), pretende renovar toda a frota convencional que faz a linha da Esplanada (veja abaixo o horário das linhas).
Silenciosos, climatizados e com piso baixo, os ônibus elétricos oferecem mais conforto e segurança aos usuários do que um veículo convencional. A recarga de eletricidade leva quatro horas e é feita no pátio da empresa Piracicabana. Com essa energia o transporte é capaz de rodar por cerca de 200 quilômetros.
Instrutor de treinamento da empresa, Jonatas Moura explica que os motoristas recebem treinamento constante. “O carro é mais rápido, com uma frenagem mais agressiva, então requer um treino mais avançado”, comenta. Motorista há 12 anos, ele destaca que, graças à tecnologia, condutores têm mais conforto ao dirigir esse tipo de veículo. “Não tem barulho, calor ou troca de marchas. Dessa forma, o motorista se cansa menos”, garante.
“É uma tendência mundial utilizar energias renováveis e limpas para fazer o transporte coletivo”, destaca o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro. “É uma forma de reduzir a poluição do ar, protegendo a saúde da população”, acrescenta.
Jonatas Moura: “Não tem barulho, calor ou troca de marchas. O motorista se cansa menos” | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília
É o que reforça a superintendente de Gestão de Unidade de Conservação, Biodiversidade e Águas do Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti. “Principalmente no momento que estamos vivendo, com a pandemia do novo coronavírus. Precisamos de mudanças que gerem menos poluição, pois é isso o que gera as doenças pulmonares”, defende.
“Toda transformação de modal de transporte é muito importante. E essa atitude mais consciente não tem que vir só do governo, mas também da população, praticando o transporte solidário, utilizando o transporte público e a bicicleta, por exemplo”, arremata Rejane.
Passageiros aprovam
Poliana da Luz, 24 anos, comemora a atitude do governo local em renovar a frota de ônibus. “Tenho certeza de que será mais confortável para nós, passageiros, e para o motorista e o cobrador. Sem falar que é melhor para o meio ambiente. O GDF poderia investir em mais veículos como esse”, sugere a passageira.
A dona de casa Maria Lúcia Mourão, 56 anos, também aprova os coletivos elétricos. “Se serão silenciosos, com ar-condicionado e sem aquele cheiro forte, com certeza será melhor para a gente. Também gostaria que outras linhas aderissem a esse tipo de tecnologia”, disse Maria, que passa pela Rodoviária do Plano Piloto há 30 anos.
Ônibus elétrico reduz tanto a poluição ambiental quanto a sonora | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília
Linha
A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) também vai reforçar os horários da linha 0.108, passando de 54 para 145 saídas da rodoviária, entre 5h30 e 21h05. Dessa forma, o intervalo entre as viagens vai variar entre cinco e seis minutos nos horários de maior demanda – atualmente, esse tempo é de 15 minutos.
A nova linha 016.1 também passará a operar nesta segunda-feira (29). Ela fará o trajeto circular entre a rodoviária e o Memorial JK, com 52 viagens e um intervalo de 15 minutos entre elas.
A tarifa será R$ 2,70. Em função de sobreposição de itinerários, a linha 0.109 (Rodoviária do Plano Piloto/Memorial JK/Rodoviária do Plano Piloto/Esplanada dos Ministérios/Rodoviária do Plano Piloto) deixará de funcionar.
Confira o horário das linhas:
Linha 0.108 – Rodoviária do Plano Piloto / Três Poderes (saindo da Rodoviária)
05:30 09:20 13:20 17:20
05:45 09:26 13:26 17:26
06:00 09:32 13:32 17:32
06:06 09:38 13:38 17:38
06:11 09:44 13:44 17:44
06:16 09:50 13:50 17:50
06:21 09:56 13:56 17:56
06:26 10:02 14:02 18:02
06:31 10:08 14:08 18:08
06:36 10:14 14:14 18:14
06:41 10:20 14:20 18:20
06:46 10:26 14:26 18:27
06:51 10:32 14:32 18:34
06:56 10:38 14:38 18:41
07:01 10:44 14:44 18:48
07:06 10:50 14:50 18:55
07:11 10:56 14:56 19:02
07:16 11:02 15:02 19:11
07:21 11:08 15:08 19:20
07:26 11:14 15:14 19:30
07:31 11:20 15:20 19:40
07:36 11:26 15:26 19:50
07:41 11:32 15:32 20:15
07:46 11:38 15:38 20:40
07:51 11:44 15:44 21:05
07:56 11:50 15:50
08:01 11:56 15:56
08:07 12:02 16:02
08:12 12:08 16:08
08:18 12:14 16:14
08:23 12:20 16:20
08:29 12:26 16:26
08:34 12:32 16:32
08:40 12:38 16:38
08:45 12:44 16:44
08:51 12:50 16:50
08:56 12:56 16:56
09:02 13:02 17:02
09:08 13:08 17:08
09:14 13:14 17:14
Linha 016.1 – Rodoviária do Plano Piloto/Memorial JK/Rodoviária do Plano Piloto (saindo da Rodoviária)
Kildare Meira: “o governador Ibaneis Rocha tem um entendimento de que as igrejas são atividade essencial, e a sociedade não pode abrir mão delas”.
Católicos, as várias denominações evangélicas e as correntes religiosas de matriz africana, judeus, muçulmanos, bem como igrejas, templos, terreiros e casas espíritas entre outras confissões religiosas promovem a interlocução com o GDF
Por Edgar Lisboa
O advogado Kildare Meira, coordenador da Secretaria de Assuntos Religiosos do Distrito Federal, faz um balanço positivo da atividade que a unidade desenvolve, como interlocutora com as entidades religiosas neste ano e meio de criação. A pasta é ligada diretamente ao gabinete do governador Ibaneis Rocha (MDB/DF).
Atuando numa área bastante sensível, principalmente, em tempos de pandemia, Kildare cumpre a missão de fazer a ponte entre as organizações religiosas e o governo de Brasília.
Igrejas no Distrito Federal
O Anuário Católico mostra que o Distrito Federal tem mais de 150 paróquias católicas. Segundo o Conselho de Pastores – (Copev), existem em torno de quatro mil igrejas evangélicas. Já de acordo com o Mapeamento de Povos e Matriz Africana de Terreiros do DF, os terreiros são algo em torno de 300 casas. A Federação Espírita do Distrito Federal tem 180 casas espíritas filiadas.
Nos últimos cem dias, afirma Kildare. Não só no Distrito Federal, mas no Brasil e no mundo, a gente tem enfrentando essa que é a maior crise sanitária dos últimos cem anos. E acrescenta dizendo que, “na unidade de assuntos religiosos a gente tem a missão de fazer a interlocução com as entidades religiosas: igrejas, templos de todos os fins, terreiros e casas espíritas”.
Atividade Essencial
O governador Ibaneis Rocha tem um entendimento de que as igrejas são atividade essencial, e a sociedade não pode abrir mão delas, comparando até a atividade de saúde. Durante essa pandemia, explica Kildare Meira, “o governador tratou dessa forma, tanto é que as igrejas foram uma das últimas a serem atingidas pelas medidas adotadas pelo governo”. O advogado diz que “é importante esclarecer que as igrejas nunca fecharam, elas sempre permaneceram de portas abertas, podendo celebrar os seus cultos on-line, e podendo atender individualmente para orientação espiritual, confissões e orações individuais”.
Muito diálogo
Kildare lembra que o trabalho vem sendo desenvolvido com as igrejas desde que começou essa pandemia, com muito diálogo. “A gente teve uma adesão e uma colaboração muito importante das igrejas nesse sentido”.
O coordenador de assuntos religiosos lembra que “as igrejas, e a igreja católica em especial, que tem um fluxo muito grande de fies durante a Páscoa, passou todo o período da Páscoa sob a pandemia. A Semana Santa em especial, que é uma data de igrejas lotadas. E a gente fez tudo de forma on-line. Há um entendimento muito significativo e muito importante das igrejas, sobre o momento que estamos vivendo”, diz.
Consequências econômicas
Sem a celebração dos cultos, essa crise também estabeleceu algumas consequências econômicas sobre as igrejas. “A arrecadação das igrejas ela diminuiu, o que provocou a necessidade de o governo, sensível a essa situação, adotar algumas medidas em relação às igrejas que tem templos comprados junto à Terracap de forma parcelada”. Segundo Meira, “as parcelas dos pagamentos dos meses de maio, junho e julho, foram suspensas. Nos diálogos com as igrejas observa-se que, muitas vezes, todas as necessidades da população vão para elas. Então, a partir, inclusive, da sinalização da população de que a fome estava aumentando, da necessidade; foram desenvolvidos programas como a distribuição de cestas. E agora também esse programa de renda ao trabalhador. A situação foi identificada nas reuniões que a gente faz com as entidades religiosas. E nós contamos com essa parceria das igrejas para dar uma resposta àquelas populações mais necessitadas”.
Liberação dos cultos
Kildare Meira especifica “que o governador, num primeiro momento, sensível a isso, liberou os cultos em estacionamentos, com as pessoas dentro dos carros. Mais recentemente foram liberados os cultos para templos com espaços para mais de 200 pessoas, templos maiores. E essa liberação ela não foi uma medida excludente, na verdade, ela foi uma medida includente. Porque já havia as celebrações on-line, a celebração dentro do carro; e a gente, na perspectiva do cidadão, permitiu mais uma possibilidade de se assistir os cultos naqueles templos que tinham uma estrutura física maior”.
Salvar vidas
Segundo o advogado que trata dos assuntos religiosos do GDF, “não foi feita uma liberação geral, como se chegou a pleitear porque todas as medidas adotadas pelo governo do Distrito Federal, tinha como base, elementos técnicos e científicos, na perspectiva de salvar o maior número de vidas possíveis”.
Atividade essencial
Uma das preocupações do governador “eram os espaços muito pequenos, sem janelas e com muita gente. Com um vírus que se propaga a partir do espirro, ficou a preocupação sobre se esses espaços não iriam propiciar uma maior propagação do vírus”. De acordo com Kildare, “isso também está em discussão nesse momento. Inclusive, chegou para sanção do governador um Projeto de Lei aprovado pela Câmara Legislativa, que reconhece as igrejas como atividade essencial. Esse PL é algo que na verdade calha com tudo o que foi feito durante essa pandemia”.
Ausência de fiéis
Questionado sobre os problemas surgidos pela ausência de fiéis, por causa da pandemia. Admitiu que: “Sem dúvida, isso não é bom sob nenhum aspecto. porque as igrejas também têm um braço social. As igrejas também fazem caridade, elas fazem política de assistência social, e ficaram sem recursos. E o governo ficou sensível a isso, sempre dentro da premissa de que eu sempre costumo repetir, a relação estado/igreja está muito bem definida na Constituição. É vedado ao Estado subvencionar a Igreja, ele não pode doar dinheiro a igreja. Em virtude disso, dessa unidade, é que foi criada pelo governador Ibaneis uma relação de que aonde houver interesse público, haverá uma relação de parceria. E isso é o fio condutor que a gente tem desenvolvido com as igrejas. E inclusive é essa sensibilidade que nós estamos tendo nesse momento de crise para esse aspecto que você chamou atenção. Ou seja, o aspecto econômico”.
A Igreja não está isolada
“Na verdade, a igreja não está isolada nessa crise econômica, que se dá em todos os ramos da economia”, destaca o coordenador de assuntos religiosos. Diz Kildare, “o nosso governador é um homem muito perspicaz. E durante toda essa crise ele tem cobrado dos secretários, ele tem cobrado de todo o seu governo que o Distrito Federal não pare, porque o gasto público, o gasto estatal, ele gera emprego, ele gera divisas, e ele é muito importante, especialmente nos momentos de crises”.
Menos Conflitos
Os conflitos que as entidades religiosas enfrentavam, com frequência, deram uma acalmada, segundo Kildare. Ele conta que “teve um caso no final do ano, de um templo que foi queimado. Depois disso, esse ano, graças a Deus, nós não tivemos mais chamados. Agora tem uma conjuntura diferente, porque como teve a pandemia, a gente não pode dizer se isso se deu em decorrência do isolamento social”.
Obras não pararam
O responsável pela interação com as entidades religiosas destaca que “o governador cobra muito que o estado não pare, mesmo tendo pandemia. Tanto é que você anda pela cidade e as obras não pararam. Você desce aqui tem obra na pista, você desce lá para o lado do aeroporto, tem obras”.
Museu da Bíblia
Museu Nacional da Bíblia em Washington, inspiração para o Museu de Brasília
“Uma das coisas que está entre as prioridades do governo é o Museu da Bíblia”, assinala Kildare Meira. “Existem recursos na ordem de 15 milhões que foram destinados pela Frente Parlamentares Evangélicos, e que já estão no âmbito Distrital”. Kildare destacou o apoio do coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, no Congresso Nacional, deputado Silas Câmara. Acrescentando que, “nesses cem dias, nós aceleramos para fazer o concurso de projetos do Museu junto com a Secretaria de Cultura, a Secretaria de Desenvolvimento, do Secretário Mateus, junto com a Frente Parlamentar Evangélica, e com a sociedade bíblica”.
Emprego e renda
A construção para abrigar o Museu de Bíblia será no final da Asa Sul. “Já foi feita a definição do lote, já está dialogado com o Iphan. Quer dizer, então é uma obra que não parou. E o governador tem me cobrado isso toda semana. Qual é a visão do governador? Que está certo. É aquilo que nós estávamos falando sobre o impacto econômico nas igrejas. Isso é geral. Então se eu tenho um dinheiro para gastar, eu tenho a obrigação de gastar esse dinheiro, porque isso vai gerar emprego e renda, e vai fazer circular a economia local”.
Benefícios à população
“E essa diretriz, essa cobrança, nesse período está parecendo muito à política que o governador está adotando em relação ao combate ao coronavírus. Isso vai deixar um legado incrível, diferentemente do legado da Copa do Mundo, que só deixou confusão para a cidade. E esse legado do coronavírus vai nos deixar hospitais, UTIs, respiradores. O governo não está parando e um dos pontos é justamente a questão do Museu da Bíblia, que tem sido uma das ações que a gente tem desenvolvido nesse tempo de coronavírus”.
Regularização dos cadastros
A regularização do cadastro dos templos religiosos que foi aprovado pela Câmara Legislativa e sancionado pelo governador, é um ponto destacado por Kildare. “É uma medida que vai desburocratizar a relação das igrejas com o estado. Na regulamentação, na emissão do Decreto. Já chegou inclusive propostas da sociedade civil sobre isso, e está tramitando internamente”.
Todas as religiões
Perguntado se o Museu da Bíblia atenderia todas as religiões? Kildare Meira respondeu que “o Museu da Bíblia será um monumento público não confessional. Porque a Bíblia foi considerada pela Unesco, Patrimônio Histórico da Humanidade. Então, nós não estamos falando somente de um livro, de uma religião judaico cristã, não. Nós estamos falando de um Patrimônio Histórico da Humanidade, que é a Bíblia”.
Museu interativo
O coordenador de assuntos religiosos do governo do DF, afirma que “existe no Brasil um Museu da Bíblia em Barueri, que é gerenciado pela Sociedade Bíblica do Brasil. E existe um grande Museu Nacional da Bíblia em Washington, que é a inspiração desse nosso Museu da Bíblia. Então vai ser um Museu para todos os sentidos, um museu interativo. Além de ser um equipamento que vai ter espaços para grandes reuniões e conferências”.
Espaço Público
O Museu da Bíblia será “um espaço público, um estabelecimento público. Vai ter auditório. E vai ser um espaço que vai ter também espaços de restauros museológico. É o que eu estava dizendo, é um museu que vai dialogar em todos os sentidos. Os cheiros bíblicos que fala na Bíblia lá, o Aloé, o incenso, a mirra; que são os cheiros. E você vai ter lá a possibilidade de sentir esses cheiros. Você vai ter lá como se dá o processo de tradução da Bíblia, de tradução e de atualização dos textos. Então é um dos processos de ciências sociais mais interessantes que eu já vi. Porque na verdade você imagina você pegar uma expressão do grego ou do hebraico, traduzir e atualizar para a linguagem de hoje! Será mostrado esse processo de tradução e de atualização. Ele vai explorar os aspectos históricos e da geografia com detalhes, os contextos de história”.
Museu de história
Kildare Meira ressalta, com entusiasmo, “que será também um grande Museu de História. Museu de história, de geografia, de cultura, de filologia; como eu falei nesse aspecto da tradução. E é um Museu que vai ter aspecto de museu tradicional persa. A primeira Bíblia do Brasil, a primeira tradução feita em português, à primeira Bíblia em Tupi Guarani. É um museu que dialoga com as ciências humanas como um todo. Não é um Museu de religião. É um Museu sobre um Patrimônio Histórico Mundial decretado pela UNESCO. E que vai atrair turismo, vai gerar empregos, vai gerar renda”.
Interesse público
De acordo com Meira, “existe interesse público notório nisso. Nós vivemos num país onde mais de 80% da população tem uma confecionalidade. As pessoas se predispõem a se deslocar. E Brasília tem um aspecto sobre o turismo que é mal explorado. As pessoas se deslocam a Brasília muitas vezes para fazer um turismo institucional, porque tem coisas para resolver nos ministérios, no Congresso. Mas entre a chegada dela e o voo de volta, existe um tempo vago que é muito ocupado, basta você olhar aqui a quantidade de público que visita o Memorial JK. As pessoas vêm e consomem esse turismo. Então é mais uma opção que a gente está dando, que muitas vezes vai fazer com que esse turista institucional permaneça mais tempo na cidade. Então a perspectiva do governador sobre essa obra, é que é uma obra que vai gerar emprego e renda da sua constituição, até o seu funcionamento depois de pronto”.
Prazo para a obra
A proposta éinaugurar o Museu da Bíblia até dezembro de 2022. “Esse é o prazo que o governador está prospectando. Esse é o prazo que ele está cobrando de todos”, diz.
Ameaças a Dom Marcony
Dom Marcony Vinícius Ferreira, bispo auxiliar de Brasília
Um episódio que aconteceu há poucos dias chamou a atenção do mundo. Manifestantes, na Esplanada dos Ministérios, chegaram a ameaçar Dom Marcony, Bispo auxiliar de Brasília. O governador se posicionou fortemente e recebeu inclusive aplausos da oposição quanto às medidas tomadas. Como é que foi isso?
Kildare relata que “primeiro é preciso entender que Dom Marcony Vinícius Ferreira, é um patrimônio da cidade de Brasília. Porque é uma pessoa muito querida não só entre os católicos, mas por toda a sociedade. Por ser o primeiro filho de Brasília a ser ordenado Bispo e ordenado na Catedral. Ele se criou na Vila Planalto, foi Vigário da Catedral por muito tempo, estudou em Roma, e foi o primeiro Candango, o primeiro brasiliense, o primeiro nascido em Brasília a se tornar Bispo. E é uma pessoa que só faz o bem, que dialoga com todos”, enfatiza.
Interesse social com todos
Kildare Meira relata que “durante esse período que Dom Marcony esteve na Catedral como Bispo Auxiliar, Brasília já teve governos no Buriti e no Palácio do Planalto de todas as colorações, e a Catedral sempre teve, Brasília sempre teve um diálogo com base no interesse social com todos os governos. A figura de Dom Marcony é uma figura muito cara para o povo da cidade, muito representativa”. O segundo ponto desse contexto, ressalta Kildare. “É que Brasília tem uma vocação para as manifestações, ela foi construída pensando nisso. A Esplanada é a Esplanada não dos Ministérios, mas das manifestações, ela é a Esplanada do Povo, ela foi construída para as pessoas se manifestarem. E vinha sendo dessa forma. Só que foi detectado que alguns grupos extremistas extrapolaram a linha do aceitável, seja por manifestações antidemocráticas contra o Supremo, contra o Poder Legislativo, seja porque saíram da manifestação e foram para a ação com fogos de artifícios. Há denúncias de que tinha pessoas armadas; e eles admitem, no acampamento que estavam protestando. Então isso não é muito coerente com um Estado Democrático de Direito. E o governo do Distrito Federal agiu para retirar esses manifestantes que estavam acampados na Esplanada, e eles foram retirados de lá”.
Único espaço privado na Esplanada
Kildare lembra que “o único espaço privado lá na Esplanada é o espaço da Arquidiocese de Brasília, que está no conjunto ali do lado do antigo Ministério do Esporte, onde estão a Catedral e da Cúria Metropolitana. E os manifestantes despejados dos espaços públicos se alojaram na área privada da Catedral”, esclarece. “A Polícia os abordou e eles disseram, de forma não verdadeira, que tinham autorização do Bispo para permanecerem ali. A Polícia fez uma diligência, e disseram, não, ninguém autorizou nada. Os manifestantes se dirigiram até a Cúria e pediram para falar com o Bispo. E quem estava lá era o nosso querido Dom Marcony. O Dom Marcony os ouviu, perguntou quem eram eles? Eles se identificaram, e tal. E o Dom Marcony disse: olha, existe um Decreto Distrital que não permite aglomerações, inclusive para a gente fazer celebrações a gente é responsável por fazê-las dentro de um critério de organização de distanciamento, de uso de máscara. Eu não vou descumprir o Decreto permitindo que haja aglomeração num acampamento na área da Catedral, porque nós estamos submetidos a uma política distrital que está combatendo o coronavírus. E por isso eu não vou autorizar”.
Ameaças ao Bispo
“A partir daí os manifestantes foram agressivos e alguns deles ameaçaram Dom Marcony, que ficou muito abalado. Foram desrespeitosos com a igreja, e, com isso, Dom Marcony disse, acabou o diálogo, os senhores me desculpem. Muito tenso e preocupado, me ligou relatando o episódio. Ao que eu liguei imediatamente para o governador, e o governador determinou que a polícia descesse para reforçar a segurança”. O governador determinou ações imediatas. Disse que era preciso agir rápido acentuando: “você imagina se esse pessoal acha que pode, dentro do prédio da Cúria Metropolitana, afrontar, desrespeitar e ameaçar um bispo! Imagina o que é que eles não fazem com um cidadão comum que pense diferente deles? E o nosso dever é garantir a ordem nessa cidade. Além do que Dom Marcony é uma pessoa muito querida e é um patrimônio de Brasília. E as medidas foram adotadas”.
Fechamento da Esplanada
O governo do Distrito Federal agiu rápido, e entre as razões para justificar o fechamento da Esplanada, está explicitada essa ameaça ao Dom Marcony, afirmou Kildare. Lembrando que o ato público ele tem que ser motivado. “Eu estive com Dom Marcony, o Secretário Anderson Torres deu toda a assistência possível, nós continuamos monitorando essa situação. É um momento tenso no país. A Cúria Arquidiocesana não tem lado, não tem expressão política, de ter lado A ou B, acolhe a todos. Mas respeita as regras. O nosso dever como estado é garantir que ninguém faça ou deixe de fazer alguma coisa sobre ameaça”.
Respeitando o direito dos outros
“As ações e as medidas adotadas tem sido nesse sentido”, frisou o coordenador de assuntos religiosos do GDF. “Nesse último final de semana já ocorreram manifestações. Todas as manifestações que respeitarem o direito do outro, que não use de coação para tentar forçar A ou B, elas serão realizadas e estão sendo realizadas. Porque como eu disse, é a Esplanada das Manifestações. Então o incidente foi esse”.
Proteger a cidade
“A gente tem à frente do governo do Distrito Federal um homem de muita ação e de muita coragem”, avalia o advogado Kildare Meira. “O governador Ibaneis age quando precisa agir, e para proteger a cidade. Por isso o contexto foi esse, uma situação que eu acho que já está contornada. As manifestações de domingo ocorreram de um lado e do outro, e ocorreram tranquilamente. E a gente acha que esses incidentes já pararam. Mas nós estamos monitorando. Quem acha quem vem para Brasília para fazer baderna, ameaçar os outros, especialmente as igrejas; a gente aqui tem um profundo respeito pelas religiões, pela liberdade de religião, pela liberdade de crença, pela autonomia das religiões, e não vamos aceitar desrespeito contra qualquer que seja o credo. Seja com a Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, seja contra um terreiro de umbanda na zona rural da cidade. Essa tem sido a orientação e a postura. De respeito, de democracia”.
Unidade maior
Solicitado a fazer uma avaliação sobre o relacionamento entre os cultos, Kildare Meira “afirmou que noano e meio em que está à frente da unidade de assuntos religiosos, houve um avanço enorme do diálogo entre as igrejas e o governo. Contou que já milita com igrejas, na atividade profissional de advocacia, ou seja, no fórum religioso na época da OAB, há quase 20 anos”. Diz que “Brasília sempre foi exemplo mundial entre as religiões. Mas eu sinto, até pela presença de um órgão de governo pronto a dialogar com as religiões, uma proximidade maior entre as igrejas. O segmento evangélico, que é muito diverso, eu sinto uma unidade maior entre o segmento, uma unidade de ação, uma unidade de discurso. Isso facilita até a gestão do diálogo do estado”.
Igrejas juntas
“Nós vivemos agora nessa pandemia e, em vários momentos todas as igrejas tem estado juntas por um problema comum. Com pontos de vista em comum como eu nunca tinha visto antes. Com muito respeito, todos reconhecendo a essencialidade do outro, que é importante. O direito de cada um, do fiel católico ir à missa; do fiel evangélico ir ao culto; do espírita de frequentar a sua casa espírita; do pessoal de matriz africana de frequentar o seu terreiro. Esse momento que é um momento especial, difícil, de muita dificuldade, ele gerou flores no pântano. Umas delas foi justamente esse respeito das religiões e a defesa de cada uma pelo direito de todos de exercer o seu direito”.
Grande desafio
Na avaliação do chefe da pasta de Assuntos Religiosos do Governo do Distrito Federal, “o grande desafio, hoje, é ainda a questão da regularização fundiária dos templos. A gente tem uma Lei que vigora há mais de 10 anos, que é a Lei Complementar 86. Ela não abrange todas as situações, mas nós resolvemos vários gargalos dela para fazer com que o processo ande. Nós estamos pensando soluções também para a questão das igrejas que passaram a ocupar a área pública a partir de 31 de dezembro de 2006, que não são abrangidas pela Lei Complementar”. Kildare Meira adianta que “agora estão discutindo um Projeto de Lei para enviar para a Câmara Distrital, para buscar uma solução para aquelas igrejas, junto com a questão dos clubes sociais também, que está sendo resolvida em poucos dias, que tem dívida junto a Terracap. E uma forma de regularizar essa dívida, transformando em concessão de uso. Então eu acho que a questão fundiária ainda é um grande desafio”.
O advogado Kildare Meira revelou que tinha se programado para cumprir um ano de governo, para dar sua contribuição ao amigo Ibaneis Rocha, “só que veio esse desafio da Covid, tem alguns projetos que a gente precisa fazer caminhar, e eu acabei me envolvendo aí e já vou para um ano e meio. Porque realmente tem a vida profissional advocatícia que eu não posso perder o vínculo, e eu costumo dizer sempre nas reuniões com os pastores. Olha, eu não sou daqui, e não vim para ficar. Eu estou dando uma contribuição à cidade, uma contribuição ao meu amigo Ibaneis Rocha. Mas realmente eu tenho, eu tenho três filhos para criar, como se diz”, falou Kildare, sorrindo.
Trabalho apaixonante
“Mas é algo assim apaixonante, porque você ver que está contribuindo. E isso vem sendo uma experiência realmente muito positiva. Eu costumo dizer que cresce a minha admiração pelo governador Ibaneis e pela sua liderança. Eu tenho orgulho da amizade que tenho com ele, do caráter. O poder não o mudou. Ele continua sendo o mesmo Ibaneis que eu conheci na advocacia, é um homem de muita ação, de muita coragem, de muita honestidade. E está fazendo isso para servir, e permaneço, e estendi esse tempo porque tenho orgulho desse governo, orgulho do nosso governador. E cresce a minha admiração por ele. E um líder que é admirado, ele faz seguidores, ele conquista as pessoas e estimula a gente a permanecer colaborando. E isso eu acho que foi fundamental. O meu plano era de ficar um ano no governo, e já estou com seis meses mais, que eu debito na conta do Ibaneis”, concluiu.
Equipes da Administração Regional distribuíram os itens de proteção para à comunidade como uma das medidas no enfrentamento ao coronavírus. Na região diariamente são realizadas operações de fiscalização e orientação com o apoio de diversos órgãos do GDF
A Administração Regional de Ceilândia diariamente realiza a distribuição de máscaras de tecidos para à população de Ceilândia. As ações ocorrem também durante sábado e domingo em diversos pontos da cidade. A medida tem como um dos objetivos combater os altos índices de pessoas contaminadas pelo coronavírus na região, além de orientarem à comunidade de como usar de forma correta o item de segurança e recomendar o distanciamento social e os cuidados necessários no enfrentamento à Covid19.
A força-tarefa conta com o apoio de diversos órgãos do GDF e o DF Legal, que atuam na fiscalização e orientação de pedestres e comerciantes, além de realizar autos de infração em estabelecimentos que não são permitidos funcionar.
O administrador de Ceilândia, Marcelo Piauí, ressalta que as ações de combate ao coronavírus na maior região do DF são constantes e diárias. “Antes mesmo do primeiro caso de coronavírus registrado na cidade, já estávamos realizando operações e a distribuição de máscaras para a comunidade! Todos os dias de domingo a domingo, estamos nas ruas com a força-tarefa do GDF fiscalizando e orientando a população para sair de casa somente quando necessário e que evitem aglomerações. Só com a colaboração de comerciantes e de toda a sociedade é que vamos conseguir atravessar esse momento tão delicado”, enfatiza Marcelo Piauí.
Marcelo Piauí também diz que as ações no combate ao coronavírus na cidade têm seguido protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias. Além da distribuição de mais de 85 mil máscaras laváveis para à população, também foram instalados pontos de testes rápidos em locais estratégicos da cidade, a higienização e sanitização de feiras, escolas, delegacias e o Hospital de Ceilândia e nos principais pontos da região, além do fechamento de campos sintéticos e a interdição de Pontos de Encontro Comunitário (PECs).
Desde que começou as operações na cidade devido à pandemia, a força-tarefa do GDF conta com o apoio da Administração de Ceilândia, lideranças comunitárias, DF- Legal, do Departamento de Estradas e Rodagem (DER/DF), Diretoria de Vigilância Sanitária (Divsa), Secretaria de Transporte (Semob), Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil do DF, Procon-DF; Detran-DF, Brasília Ambiental, Secretaria da Agricultura, Secretaria de Governo do DF.