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“Vou continuar lutando para que Goiás tenha o menor número de mortes do País”, diz Caiado

Governador pediu apoio da população e afirmou que espera a adesão dos 246 prefeitos goianos ao novo decreto estadual: “Não vamos brigar com a realidade que o mundo inteiro já mostrou”

“Eu vou continuar insistindo e vou continuar lutando para que Goiás tenha o menor número de mortes do País. E eu tenho certeza de que terei a compreensão da população do Estado de Goiás para nós atingirmos esse objetivo”, destacou o governador Ronaldo Caiado, nesta terça-feira, 30, dia em que começou a valer o novo decreto de emergência sanitária do Governo de Goiás, publicado na noite desta segunda-feira (29/06) no Diário Oficial do Estado.

Como explica Caiado, o decreto foi elaborado com base na ciência, após a Universidade Federal de Goiás (UFG) divulgar novo estudo apontando colapso hospitalar no Estado, no mês de julho, e a perda de 18 mil vidas, até setembro. Para evitar que esse quadro se concretize, o governador publicou o decreto que prevê o fechamento de atividades não essenciais e a adoção de um sistema de revezamento das demais atividades econômicas, intercalado entre 14 dias de suspensão e 14 dias de funcionamento.

Desde o início da pandemia, o governo estadual tem feito a lição de casa, com a ampliação e regionalização da rede de saúde e a adoção de medidas sanitárias que visam o combate ao coronavírus. Apesar de todos os esforços, no entanto, hoje os índices de contaminação ultrapassam mil casos por dia. “Não podemos cruzar os braços e ver as pessoas precisarem de leito e não terem. O novo protocolo é importante para fazer a curva baixar”, ressalta Caiado.

Como médico e governador, ele explica que, com o fechamento a partir desta terça (30/06), os resultados só aparecerão daqui a cerca de 14 dias. Com a queda da curva de contaminação, será possível reabrir o comércio e serviços, e atender a população com leitos disponíveis na rede de saúde.

Diante do estudo realizado pela UFG, e da comprovação científica da importância do isolamento social no atual quadro vivido pelo Estado, o governador afirmou esperar a adesão dos prefeitos dos 246 municípios goianos ao decreto estadual. O embasamento do documento e a estratégia para salvar milhares de vidas foram apresentados nesta segunda-feira (29/06), em uma reunião conjunta com o governador, prefeitos e líderes dos Poderes do Estado.

“Quem se opõe está mais preocupado com a campanha eleitoral. Não se sustenta cientificamente, é no campo político”, afirma Caiado, e argumenta que nenhum País ou Estado conseguiu ofertar leitos sem medidas de controle e, por isso, os prefeitos que não assumirem a responsabilidade vão ter que responder à comunidade.

De acordo com o governador, o atual decreto busca um equilíbrio entre a preservação da vida e a economia. “Não se trata de saúde versus economia, e, sim, de saúde e economia juntos”. Segundo ele, o cumprimento do decreto permitirá que Goiás atravesse a pandemia preservando vidas e em condições de superar a crise e aquecer a economia. “O apelo que faço é que vocês avaliem bem. Se deixar como está, vamos chegar a 18 mil óbitos e ninguém deseja isso. Não vamos brigar com a realidade que o mundo inteiro já mostrou”.

Rodada de entrevistas

As explicações acerca do decreto e os argumentos que justificam a publicação do documento foram apresentados pelo governador durante uma série de entrevistas às emissoras de TV de Goiás e do Distrito Federal. O governador se colocou à disposição de toda a imprensa para esclarecer as dúvidas da população e demonstrar a importância do isolamento social neste momento crítico da pandemia para o Estado de Goiás.

Mais de R$ 73 milhões em emendas parlamentares para o Distrito Federal

Parlamentares aproveitaram abertura de crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual e remanejaram verba extra para uso do Executivo

O Governo do Distrito Federal vai receber mais de R$ 73 milhões em verbas parlamentares. Na última sessão do semestre da Câmara Legislativa do DF (CLDF), deputados distritais aproveitaram um projeto elaborado pelo Executivo para abertura de crédito à Lei Orçamentária Anual (LOA) de R$ 43,5 milhões e apresentaram 147 emendas com remanejamento de recursos. O texto final segue para sanção do governador Ibaneis Rocha.

O Projeto de Lei 1.257/2020 abre crédito para três destinações: R$ 24,5 milhões para obras de infraestrutura e comercialização de unidades de política habitacional pela a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab); R$ 19 milhões para difusão científica pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP); e R$ 3,6 mil para aquisição de veículo para treinamento e trabalho de apenados pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

A proposta foi aprovada nos dois turnos pelos deputados distritais que representam a população e recebeu uma enxurrada de adendos de verba do Legislativo. As emendas parlamentares elaboradas pelos parlamentares ultrapassam os R$ 73 mi com indicações diversas de aplicação, entre eles para enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Distrito Federal, obras e manutenções públicas.

“A aprovação desse crédito dá condições de fazer com que a economia continue andando sem prejuízo à população”, define o secretário de Assuntos Parlamentares, Bispo Renato Andrade.

De acordo com ele, inclusive, ao remanejar recursos, os parlamentares colocam prioridades naquilo que melhor tem utilidade em momento de crise. “Vai dar condições ao governo para políticas públicas.”

Ausência de festas juninas traz prejuízos para o turismo brasileiro

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Por conta da pandemia, as comemorações ligadas à data não foram realizadas para evitar aglomerações. O cancelamento dos festejos impacta a movimentação financeira nos estados

Sabe-se que, após o Carnaval, as festas juninas são grandes representantes da cultura brasileira. Apenas em 2019, o Ministério do Turismo (MTur) investiu mais de R$ 4 milhões para o setor. De acordo com o órgão, Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), consideradas as “gigantes” das comemorações, costumam movimentar, em média, R$ 500 milhões, com mais de 50 dias de programação.

Apesar de ser um período muito aguardado pelos brasileiros, as fogueiras e as bandeirinhas nas ruas tiveram que ser deixadas de lado, neste ano, por conta do avanço do coronavírus nos estados. Para evitar aglomerações, a tradição foi interrompida até mesmo nas regiões que são reconhecidas pela festividade.

Divaildo Bartolomeu, presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Campina Grande e Interior da Paraíba (SindCampina), estima que, em 2020, o município receberia dois milhões de visitantes durante os 30 dias de comemoração. “Em 2019, o mês de junho movimentou R$ 300 milhões na nossa economia. Hoje, vivemos uma situação completamente inversa. Não teremos o incremento de vendas do São João e, além disso, também passamos por uma depressão financeira devido ao distanciamento social”, complementa.

Já Caruaru, responsável por atrair cerca de três milhões de pessoas durante o mês junino, teve a perda de, em média, 12 mil empregos diretos e indiretos com o cancelamento das comemorações. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo. O veículo ainda informa que a ausência das festas impactam, além do turismo e entretenimento, os segmentos de alimentações e bebidas.

Dados levantados no último ano, também pelo MTur, mostram que as festas juninas impulsionam o turismo regional, visto que atraem visitantes do Brasil inteiro e até mesmo de algumas localidades do mundo. A data comemorativa estimula a circulação em restaurantes, bares e shoppings, além de contribuir para a ocupação dos hotéis das cidades.

“Prevíamos momentos difíceis com a pandemia, dentro do setor turístico, mas a situação se agrava cada vez mais. Batalhamos, constantemente, para manter as portas dos estabelecimentos abertas, entretanto, vemos que há fatores que agravam mais ainda essa possibilidade. Com muito pesar, não pudemos desfrutar de uma data extremamente importante para os brasileiros, que é a comemoração das festas juninas. Os impactos negativos para o nosso segmento aumentam em proporções extremas”, pontua Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).

A ausência da comemoração também levou prejuízo para o estado da Bahia. Foi estimada uma perda de meio bilhão de reais em toda a região, levando em consideração os 133 municípios turísticos.

“Tradicionalmente, neste período, há um grande fluxo gerado pelo turismo interno que, infelizmente, também não ocorreu em função da pandemia. Os territórios baianos possuem uma peculiaridade diferenciada em relação aos outros estados nordestinos no que diz respeito às comemorações juninas. Isso porque todos os municípios colocam em seus calendários as comemorações do mês de junho. A movimentação financeira é muito expressiva”, informa Getúlio Andrade, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similiares da Feira de Santana.

Sobre a FBHA – A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) é uma entidade sindical patronal constituída com a finalidade de coordenação, defesa administrativa, judicial e ordenamento dos interesses e direitos dos empresários da categoria e atividades congregadas. Integra a chamada pirâmide sindical, constituída pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pela própria FBHA, pelos Sindicatos e pelas empresas do setor.

É uma das maiores entidades sindicais do país e tem representação nos principais órgãos, entidades e conselhos do setor empresarial e turístico do Brasil, tais como o Conselho Nacional de Turismo (CNT), do Ministério do Turismo, ou o Conselho Empresarial do Turismo (Cetur) da CNC.

Está presente em todas as regiões, através de 67 sindicatos filiados. Representa em âmbito estadual e municipal cerca de 940 mil empresas, entre hotéis, pousadas, restaurantes, bares e similares.

“Brasil está perdendo de 7×1 no sistema financeiro”, avalia Izalci em audiência com ministro da Fazenda, Paulo Guedes

O senador apontou novamente a burocracia que está emperrando a liberação de recursos emergenciais para as empresas que tentam sobreviver na crise

A afirmação foi feita pelo Izalci Lucas (PSDB/DF) durante audiência pública remota, nesta terça-feira (30), com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em reunião, realizada pela comissão mista que acompanha as medidas do governo durante a pandemia, os parlamentares ouviram o ministro sobre as ações mais recentes que o ministério está tomando para atenuar os efeitos das crises econômica e de saúde.
O senador Izalci Lucas voltou a destacar que a demora na liberação dos recursos disponibilizados pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) esta prejudicando o setor. Segundo relatou o senador, o dinheiro não está chegando e uma mudança feita no texto aprovado pelo Congresso Nacional vai prejudicar parte dessas empresas.
“Uma norma posterior estabeleceu a liberação de 80% dos recursos para as microempresas e 20% para as pequenas. E pior, os bancos disseram que vão liberar primeiro os 80% para as microempresas e, só depois, destinar o resto dos recursos para as pequenas. Então, está tendo aí um problema sério com relação ao Pronampe. Espero que na nossa próxima reunião com o senhor, os bancos já tenham resolvido isso”, afirmou Izalci.
Paulo Guedes reconheceu que a ideia de destinar 80 e 20% foi de última hora e que também está preocupado com essa questão. Ele informou que o ministério vai trabalhar para cuidar do problema.
“Claro que o recurso para as empresas pequenas e médias sai mais fácil do que para as microempresas e nosso objetivo é que ele chegue também ao microempresário. O dinheiro deve ser usado no local mais necessário”, disse o ministro.
Izalci citou o PLP 96/2020 que apresentou para permitir mudanças no regime fiscal adotado pelas empresas. A iniciativa autoriza, durante o calendário de 2020, a alteração do regime tributário das pessoas jurídicas sujeitas ao lucro presumido, de modo que possam migrar, por opção, para o regime com base no lucro real ou no Simples Nacional.
“Quem optou pelo lucro presumido paga imposto sobre a receita. Só que, com a pandemia, essas empresas estão quebradas e não conseguirão pagar os valores baseados no faturamento”, explicou o senador ao pedir apoio do ministro para aprovação da matéria, que aguarda análise no Senado.
O ministro Paulo Guedes ressaltou que a medida é oportuna, mas explicou que o regime fiscal não pode ser mudado no mesmo ano em que vai vigorar, uma regra prevista na Constituição.
Izalci Lucas ainda lembrou ao ministro, a importância de destinar mais recursos para a Ciência e Tecnologia com o objetivo de fomentar pesquisas que vão ajudar no combate ao coronavirus. O senador citou projeto de sua autoria para mudar a Lei do Bem que estabelece a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizam pesquisa de inovação tecnológica. O PL 2707/2020 permite que as despesas dessas empresas sejam aproveitadas em períodos posteriores e ainda transforma o Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT), que hoje é um fundo contábil, em fundo financeiro. O projeto também aguarda análise do Plenário do Senado.
“Está claro que a solução do País, da pandemia está na pesquisa, no desenvolvimento tecnológico, na ciência. Se tivéssemos hoje o FNDCT como um fundo financeiro, com o próprio rendimento, eu tenho certeza absoluta de que estaríamos em outro patamar na pesquisa e na tecnologia”, avaliou Izalci.
Sobre essa questão, o ministro afirmou que concorda que é preciso destinar mais recursos à ciência e à tecnologia. “Sei que o senhor tem uma reunião marcada para conversar com a gente sobre isso e vamos ajudar no que pudermos”, disse Guedes.
Também participaram da reunião Marcelo Siqueira, Chefe da Assessoria Especial do Ministro; Waldery Rodrigues, Secretário Especial de Fazenda; Dr. Carlos da Costa, Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade; Bruno Bianco, Secretário Especial de Previdência e Trabalho.

Ricardo Callado

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Jornalista Ricardo Callado

Ricardo Callado tem 36 anos de jornalismo, é escritor e consultor político. Editor do Portal do Callado. Foi secretário de Comunicação Social do Governo do DF. Tem passagens pelos jornais da Comunidade, Coletivo, Gazeta Mercantil de São Paulo, Jornal de Brasília, O Povo, Tribuna do Ceará e Diário da Amazônia. É autor dos livros “PANDORA” e “Poeta das Praias”.

RETOMADA DA ECONOMIA | Refis pode voltar à pauta da Câmara Legislativa

Documento em análise pela Mesa Diretora do Legislativo requer revisão do resultado da votação do projeto que foi considerado rejeitado com 12 votos favoráveis

O projeto que institui o Programa de Regularização Fiscal (Refis) pode retornar para apreciação da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta terça-feira (30). A deputada distrital Júlia Lucy protocolou um requerimento para retificar o resultado da votação realizada na semana passada. Com maioria simples de 12 votos favoráveis, o texto foi considerado rejeitado a despeito de outras aprovações de mesmo teor.

“Fizemos um estudo mais aprofundado e percebemos que Refis não é matéria de lei complementar, mas de lei ordinária. Sendo assim, não precisa de maioria absoluta para ser julgado”, observa a deputada distrital Júlia Lucy. No requerimento encaminhado à mesa diretora, ela aponta “lapso formal” do texto, votado como Projeto de Lei Complementar nº 40/2020 ainda que não conste como exigência da Lei Orgânica do DF.

O requerimento que se baseia no regulamento interno da Casa está em análise. Ele deve ser votado pelos parlamentares para definir se o projeto será incluído na última sessão legislativa do semestre. “Acredito que ele vai prosperar. O projeto é importante e o fato de ter sido exigido 16 votos foi o que impediu a aprovação do projeto em primeiro turno. Com maioria simples, ele teria passado na forma original”, aponta a parlamentar.

A justificação do requerimento ainda aponta entendimento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) nesse sentido, além de lembrar 16 programas de recuperação fiscal apreciados desde 2003 como objeto de lei ordinária – e, portanto, aprovados mediante maioria simples de votos favoráveis.

Proposto pelo Governo do Distrito Federal, o projeto do Refis prevê que poderão ser incluídos débitos até 31 de dezembro de 2018, assim como saldos de parcelamentos essa data. A previsão é que, no pior cenário, R$ 326 milhões possam ser recuperados pelo DF no ano com o modelo proposto. Desta vez, o desconto valor principal e sobre a correção monetária para débitos inscritos em dívida ativa até 2012.

DF pronto para reabrir todas atividades econômicas e escolares, garante governador

A abertura não é uma contradição com o recente decreto que declarou calamidade pública no DF, segundo Ibaneis Rocha. “Todas as medidas de prevenção estão sendo tomadas para que tenhamos condições de fazer a abertura com segurança”

O Distrito Federal está pronto para abrir todas as atividades econômicas e escolares, segundo afirma o governador Ibaneis Rocha. Estudos feitos pelo GDF mostram que o confinamento das pessoas está saturado, seja pela necessidade econômica das famílias ou pela pressão psicológica, e, para ele, a abertura deve ser feita com responsabilidade e condições de atendimento da população na rede de saúde pública.

“Sabemos que um confinamento não pode durar mais de 60 dias. Hoje as pessoas estão massacradas, torturadas, asfixiadas econômica e psicologicamente”, disse o governador. “É preciso começar a voltar à normalidade. Vamos encarar a doença como deveria ter sido tratada desde o início: uma gripe letal, perigosa. Não é uma gripezinha como alguns chegam a falar, mas uma gripe que apresenta muitas complicações e que exige que os governantes ofereçam tratamento amplo e eficaz”.

A abertura da economia e das atividades escolares não é uma contradição com o recente decreto que declarou calamidade pública no DF, segundo Ibaneis Rocha. “Todas as medidas de prevenção estão sendo tomadas para que tenhamos condições de fazer a abertura com segurança”.

O governador ressalta que, na prática, grande parte da população já saiu do confinamento. “Não adianta fechar os olhos para o que já está acontecendo: bares estão funcionando a portas fechadas, manicures e cabeleireiros estão indo na casa das pessoas ou trabalhando meia-porta, professores de educação física estão reunindo grupos. É melhor criar condições sanitárias adequadas para que o comércio possa funcionar de forma segura para todos”, afirma.

“Ha uma desobediência geral, impossível de controlar. A população está ciente dos riscos que a covid-19 traz, mas ainda assim está saindo, por um ou outro motivo. Por isso é preciso organizar a volta à normalidade”, disse o governador.

As escolas serão o capítulo final dessa abertura. A preocupação do governador Ibaneis Rocha é que o retorno se dê de forma segura e organizada. “Quero reabrir as escolas privadas no dia 27 de julho e as públicas no dia 3 de agosto, mas antes tenho que aplicar todas as medidas de sanitização, instalar mais bebedouros, tapetes de desinfecção, oferecer álcool gel e providenciar espaçamento seguro para professores e alunos”, assegura.

Ele ressalta que este movimento está ocorrendo em todo o mundo, com maior ou menor sucesso. “Essa é uma realidade mundial, não temos como fugir. Todos já passaram ou vão passar por isso. É melhor encarar o problema, já que não há como evitar”, disse o chefe do Executivo.

O governador Ibaneis Rocha afirma que tem agido com responsabilidade desde o início da pandemia. Os resultados são incontestáveis. “O Distrito Federal tem um dos menores índices de morte por Covid-19 do Brasil. Infelizmente, muitas pessoas com comorbidades ainda vão sofrer e até morrer por causa do vírus, já que não há remédio ou vacina. É uma realidade dura, mas estamos oferecendo tratamento e internação para todos que precisam. Nós vamos ter 800 leitos de UTI prontos para atendimento de todos os cidadãos. Nenhuma cidade do Brasil terá isso”, explica o governador.

Ele acrescenta que o DF acaba de receber mais 300 mil testes e não vai faltar leito para tratamento da Covid -19 ou qualquer outra doença.

Sobre as contestações que o GDF tem sofrido, o governador afirma que não vai recuar das soluções apontadas pelos estudos e pesquisas que são atualizados a todo momento. “O Ministério Público tem procurado politizar uma situação que é de saúde pública. Eu não vou entrar nessa polêmica. Estou fazendo o melhor para a população e os resultados estão aí, com aumento constante da capacidade de atendimento da rede pública, parceria com a iniciativa privada e organização de todo o sistema. Eu tenho responsabilidade e sei exercer a autoridade que as urnas me deram”, finaliza o governador do DF.

Secretaria de Economia do DF autoriza concurso para agente de saúde

São 915 vagas. Postos de trabalho foram formalizados em duas portarias do Diário Oficial do DF desta terça-feira

A Secretaria de Economia do Distrito Federal autorizou a realização de concurso público para o preenchimento de 815 cargos de agente de vigilância ambiental em saúde e de cem cargos de agente comunitário de saúde. O órgão também delegou à Secretaria de Saúde as responsabilidades pela gestão do concurso.

As duas portarias – nº 242 e nº 243, da Secretaria de Economia – foram publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (30). Os cargos fazem parte da Carreira Vigilância Ambiental e Atenção Comunitária à Saúde do Distrito Federal.

A Portaria nº 242 – autoriza o concurso e a previsão de cadastro reserva igual a 50% da quantidade de vagas – diz que a ocupação dos cargos dependerá das disponibilidades orçamentária e financeira.

Por meio da Portaria nº 243, a Secretaria de Economia delegou a contratação da entidade que realizará o concurso à Secretaria de Saúde, que passa a ficar responsável por cada procedimento, informação e ato relativo à gestão do concurso.

Lei de Diretrizes Orçamentárias: cautela para 2021

Projeto encaminhado pelo Executivo local segue para votação pelos deputados distritais na Câmara Legislativa nesta terça-feira (30)

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprecia, nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei 1.194/2020, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2021. Em contexto de frustração de arrecadação provocada pela retração econômica decorrente da pandemia de coronavírus, a proposição que orienta a elaboração, organização e execução do orçamento é cautelosa e visa prudência.

A proposta foi encaminhada ao Legislativo em maio, com orçamento projetado em R$ 42,6 bilhões, somadas as receitas próprias e o Fundo Constitucional do DF (R$ 16,5 bilhões). Àquela altura, ainda não se sabia o impacto da doença na economia distrital, o que levou à reestimativa de receitas para 2020 – de R$ 17,4 bilhões para R$ 15,7 bilhões. Na prática, a previsão é de crescimento zero de receita, mas aumento de despesas obrigatórias.

Chefe da Unidade de Monitoramento e Processo Orçamentário da Secretaria de Economia, Diego Jacques explica que a base do projeto foi feita com dados de março, quando a pandemia chegava ao DF. “Fizemos projeção inicial com base em perspectiva na tendência que se observava do exercício”, conta. “Historicamente, temos crescimento de receita, mas em termos econômicos, com os efeitos da pandemia, é como se 2020 não tivesse existido”.

Cenário peculiar

O cenário, pontua ele, é inédito e cheio de peculiaridades. Na Saúde, por exemplo, há grande aumento de gastos, mas o setor, possivelmente, voltará à normalidade em 2021. Com orçamento limitado, é preciso tirar de um lado para alcançar outro. “Temos despesas novas voltadas totalmente para este exercício – talvez o próximo ano seja mais parecido com 2019”, observa Jacques.

A perspectiva é não ter aumento de receitas. Mesmo em cenário sem inflação, há crescimento da demanda de serviços públicos, como escolas e hospitais, e da folha –  aqui, dentro das limitações dispostas na Lei Complementar 173 da União, que trava novas nomeações. “Nesse momento de crise é que o Estado tem que gastar mais”, analisa Jacques. “Mesmo com arrecadação menor, tem que impulsionar setores mais afetados, com oferta de auxílios, por exemplo”.

Metas e prioridades

A parte textual da LDO autoriza priorização da alocação dos recursos no Executivo com base tanto na continuidade das ações e despesas de atendimento à população, continuadas e obrigatórias, quanto na de projetos novos. O texto estipula as metas e as prioridades da administração pública para o exercício financeiro do ano seguinte.

Este projeto é o elo entre os programas e as estratégias do Plano Plurianual e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Para o subsecretário de Orçamento, Thiago Conde, o panorama será mais claro na construção da LOA, que terá projeto encaminhado em setembro.

“A situação vai exigir do setor público uma gestão de recursos com jogo de cintura e condução de repactuações, para que não acabe incidindo em resultado fiscal muito prejudicial para o DF”, afirma o subsecretário. “É essencial ter estratégia de mais cautela para não incorrermos em prejuízo muito grande para as contas públicas”.

Agência dos trabalhador | Maioria das vagas de emprego exige apenas ensino fundamental

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Melhor salário é para a função de mecânico

As agências do trabalhador estão com 182 vagas (veja a lista)de emprego abertas para esta terça-feira (30). A maioria está concentrada em profissões que exigem apenas o ensino fundamental, em que duas delas – mecânico e serralheiro – oferecem salário de R$ 2,5 mil. Para as outras oportunidades, a remuneração fica entre R$ 1,1 mil e R$ 2 mil.

As profissões com o maior número de vagas são ajudante de serralheiro (20), balconista (20), auxiliar de linha de produção (20), serralheiro (20) e soldador (20). Também são oferecidas vagas para os cargos de técnico de enfermagem (10), cujo salário é de R$ 1,4 mil, mais benefícios, e para técnico de enfermagem de terapia intensiva (10), com remuneração de R$ 1.456,76.

Ainda há oportunidades para ajudante de açougueiro e de serralheiro, auxiliar técnico de refrigeração, biomédico, costureira, gesseiro, mecânico, motorista e pizzaiolo, entre outros, com média salarial de R$ 1,5 mil. Duas profissões aceitam pessoas com deficiência: operador de vendas e atendente balconista, ambas com remuneração de R$ 1.184.

Os interessados em concorrer a uma das vagas devem atender às exigências para se candidatar. Apesar de 15 agências do trabalhador estarem abertas, a recomendação é de que a população solicite atendimento remoto, pela Central Alô Trabalho (Telefone 158) ou por meio da web, pelo aplicativo do Sine Fácil.

Para baixar o Sine Fácil gratuitamente, basta acessar a loja de aplicativos do seu celular. No momento, só há disponibilidade para aparelhos com sistema operacional Android. Acesse a Play Store e pesquise pelo aplicativo. Após concluir a instalação, clique no ícone do programa para iniciar o Sine Fácil.