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Inscrições para o Prouni começam hoje, com quase 170 mil bolsas

Do total, 60.551 são bolsas integrais e 107.229, parciais

As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) abrem hoje (13) e vão até a sexta-feira (17). A iniciativa do governo federal oferece bolsas de estudo em instituições de ensino superior privadas.

Os interessados devem acessar o portal do Prouni e consultar as bolsas e cursos disponíveis. No site é possível buscar por instituição, município ou área de estudo.

De acordo com o Ministério da Educação, neste segundo processo seletivo foram disponibilizadas 167.780 bolsas em 1.061 faculdades particulares. Destas, 60.551 são bolsas integrais e 107.229, parciais.

Para inscrição, é preciso ter uma conta no portal de serviços do governo federal.

Pelo Prouni, é possível obter bolsas integrais ou parciais, que custeiem todo o curso ou metade do valor.  As integrais são destinadas aos estudantes com renda familiar por pessoa de até 1,2 salário-mínimo. Já as parciais contemplam alunos cujas famílias possuem renda familiar por pessoa de até três salários mínimos.

O Ministério da Educação estabelece como requisitos também o aluno ter conseguido nota de pelo menos 450 pontos de média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter diploma de ensino superior.

O cronograma prevê, após o fim das inscrições, a divulgação do resultado da 1ª chamada no dia 21 de julho, a comprovação de informações da 1ª chamada até o dia 28 deste mês e o resultado da 2ª chamada no dia 4 de agosto.

Agora é lei: atividades religiosas são essenciais no DF

Projeto aprovado na Câmara Legislativa foi sancionado pelo governador Ibaneis nesta segunda (13) e regulamenta o que já vinha sendo praticado pelo GDF

As atividades religiosas agora são oficialmente essenciais para a população do Distrito Federal. Apesar de, na prática, essa medida já tenha sido incorporada pelo Governo do DF durante a pandemia do novo coronavírus, o governador Ibaneis Rocha sancionou um projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa que regulamenta o funcionamento de templos, igrejas e afins mesmo em períodos de crise sanitária.

A sanção da Lei nº 6.630, de 10 de julho de 2020, foi publicada no Diário Oficial do DF desta segunda-feira (13), e dá liberdade à realização de rituais de qualquer religião. Mesmo em situações de calamidade pública, de emergência, de epidemia ou de pandemia.

“Na prática não muda o que já está acontecendo. Ao dar efeito legal ao funcionamento das igrejas, o governo deixa um legado para as gerações futuras”, explica o coordenador da Unidade de Assuntos Religiosos do DF, Kildare Meira.

São consideradas essenciais as atividades realizadas nos templos e fora deles, assegurando-se aos fiéis o livre exercício de culto. De acordo com o decreto, a liberdade de culto deve ser garantida nos termos da Constituição da República Federativa do Brasil e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Normas

A Lei nº 6.630/20 não altera os decretos já publicados pelo governador Ibaneis Rocha que regulamentam o funcionamento dos templos religiosos durante a pandemia. Normas como a realização de cultos e missas em áreas com capacidade maior para mais de 200 pessoas, uso obrigatório de máscaras e o distanciamento mínimo de dois metros entre os fiéis devem continuar a serem respeitados.

As restrições do governo ao direito de reunião ou ao exercício de atividades religiosas devem estar fundamentadas em normas sanitárias ou de segurança pública, fundamentadas por autoridade competente. Caberá ao GDF editar as normas para o funcionamento dessas reuniões, como já vem sendo feito, atendendo às disposições de segurança comunitária.

Isso quer dizer que restrições como as impostas às diversas atividades em Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol pelo Decreto nº 40.961/20 também estão mantidas.

Atividades presenciais nas escolas serão retomadas a partir de 3 de agosto

Professores serão testados para covid-19 a partir de 3/8. Retorno será gradual. Educação Infantil só volta em 28/9

A Secretaria de Educação divulgou nesta segunda-feira (13/7), o cronograma de retomada das atividades presenciais na rede pública de ensino. O retorno foi planejado para ocorrer de forma segura, por etapas, começando pela testagem dos profissionais da educação para a covid-19 até chegar ao retorno presencial de professores e de estudantes.

Testagem

A retomada começa com a testagem para a covid-19 dos profissionais da educação, de 3 a 14 de agosto, em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Distanciamento

A organização do trabalho pedagógico será por meio de um modelo híbrido, que garanta o distanciamento físico necessário no contexto da pandemia. Metade dos estudantes de cada turma irá à escola presencialmente em um semana, enquanto os demais farão atividades virtuais ou impressas (no caso daqueles que não tiverem acesso). Na semana seguinte, cada grupo é invertido. A alternância irá até o fim do ano letivo, em janeiro.

Não será permitido que os estudantes permaneçam nas escolas por mais de um turno. Eles também serão sensibilizados quanto aos novos hábitos, como o uso de máscaras, lavar as mãos com frequência, evitar contato físico e não compartilhar objetos, entre outros.

De 17 a 28 de agosto, ocorrerá a ambientação presencial dos profissionais das carreiras magistério e assistência, com formação para os protocolos de segurança nas unidades escolares, de acordo com as orientações das autoridades de saúde pública. Aquelas pessoas que pertencem ao grupo de risco não voltarão. Profissionais que apresentarem sintomas da covid-19 também não deverão atuar de forma presencial.

Os profissionais da carreira  magistério que, em razão do planejamento de retorno, não derem início às atividades presenciais no dia previsto para sua etapa/modalidade, seguirão atendendo os estudantes pela plataforma Google Sala de Aula e por meio de material impresso, nas situações em que seja necessário. Esse atendimento deverá ser realizado preferencialmente mediante a atuação desses profissionais no ambiente escolar.

EJA, Educação Profissional, Ensino Fundamental e CILs

Os centros interescolares de línguas e as escolas parque serão os únicos a continuar com atividades exclusivamente remotas. Os primeiros estudantes a retornarem serão os da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da Educação Profissional, em 31 de agosto.

Em 8 de setembro, será a vez do Ensino Médio. No dia 14 de setembro, retornam os estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, incluindo a Escola do Parque da Cidade – PROEM. Em 21 de setembro, voltam os anos iniciais, incluindo a Escola Meninos e Meninas do Parque.

Educação Infantil

Para a Educação Infantil, a retomada está marcada para 28 de setembro, enquanto para os centros de ensino especial, a Educação Precoce e as classes especiais, as atividades presenciais retornam em 5 de outubro.

“Tudo foi planejado detalhadamente e tomando todos os cuidados necessários. Nós testaremos os professores, cumpriremos todos os protocolos, e teremos uma volta gradual e segura para toda a comunidade da educação. ade da educação. Ter um retorno do processo educacional, mas de forma segura e absolutamente planejada”, garante o secretário de Educação, Leandro Cruz.

O secretário destaca que serão adotadas medidas sanitárias, “obrigatórias para as escolas, como a desinfecção, a higienização, os protocolos de distanciamento e os de lavar as mãos ao entrar nas escolas, de ter tapete de desinfecção, entre outras ações”.

CBF define duas janelas internacionais de transferências até novembro

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VESPASIANO / MINAS GERAIS / BRASIL 13.07.2020 Treino na Cidade do Galo – Fotos: Bruno Cantini / Agência Galo / Atlético

Times com reforços do exterior já poderão inscrevê-los no Brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estabeleceu as janelas internacionais de transferências deste ano. A primeira vai de 20 de julho (próxima segunda-feira) até 9 de agosto e a segunda de 9 de outubro a 9 de novembro. Segundo a entidade, as datas foram definidas “de forma consensual” com os times que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro.

As datas foram reveladas, inicialmente, pelo vice-presidente do Atlético Mineiro, Lásaro Cândido, em postagem no Twitter. Minutos depois, a CBF oficializou a informação. A primeira janela complementa o período afetado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Já a segunda é aquela que, a princípio, seria na metade deste ano e foi suspensa devido à paralisação do futebol. O calendário precisa, agora, ser chancelado pela Fifa, entidade máxima da modalidade.

Com isso, os clubes que buscaram reforços no exterior durante a suspensão do futebol no país poderão inscrevê-los a tempo para a disputa do Brasileirão, previsto para começar justamente em 9 de agosto. O Atlético Mineiro, por exemplo, poderá contar com os quatro atletas que trouxe de fora: os zagueiros Bueno (emprestado pelo Kashima Antlers, do Japão) e Junior Alonso (ex-Lille, da França), o volante Alan Franco (ex-Independiente Del Valle, do Equador) e o atacante Keno (ex-Palmeiras e que estava no Pyramids, do Egito).

A medida também beneficia times que ainda têm os respectivos estaduais pela frente e que podem incluir atletas no torneio. Além do Galo, este é o caso do Corinthians, que acertou o retorno de Jô, que estava no Nagoya Grampus (Japão). O regulamento do Campeonato Paulista teve uma adaptação que permite o registro de jogadores até a próxima segunda (20) e a inscrição até terça-feira que vem (21). Com isso, o centroavante poderá ter condições de reestrear pelo Timão a partir do dia 22, quando a competição será retomada.

Hospital modular, em Ceilândia, é entregue à população

A cidade mais populosa do DF vai ganhar também hospital de campanha, que quando a pandemia passar será unidade Materno-Infantil

Ceilândia ganhou um novo hospital nesta segunda-feira (13). A unidade modular, anexa ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), conta com 54 módulos hospitalares refrigerados com 73 leitos – sendo três com suporte de ventilação mecânica –, distribuídos em uma área de 1.015 m². Uma rampa faz a ligação entre essa unidade e o Hospital Regional da cidade, facilitando o atendimento à população.

O projeto começou a ser construído em 10 de junho e foi entregue após 33 dias. A unidade, que entra em funcionamento hoje (13), tem como objetivo atender à população da cidade infectada pelo novo coronavírus (Covid-19) e reduzir a incidência da doença na região administrativa, local com a maior quantidade de casos no DF.

“Essa entrega tem um significado enorme. Temos doado nossas vidas, dias e noites para cuidar das famílias do DF. É complicado transformar um sistema de saúde deficitário em eficiente em 120 dias. Nos reinventamos nessa crise para fazer a população sobreviver. Pegamos uma rede hospitalar que funcionava com problemas para funcionar melhor e tratar doentes de um jeito diferente, enfrentar um vírus que ninguém sabia a sua reação. Todas essas dificuldades são tratadas diuturnamente”, afirmou o governador Ibaneis Rocha durante a inauguração do hospital.

“Estamos de cabeça erguida, trabalhando todos os dias. Temos produzido resultados e conseguido cuidar da população”, acrescentou o secretário de Saúde, Francisco Araújo. Durante o evento, o secretário de Saúde anunciou que o hospital de campanha da Polícia Militar, com capacidade para 86 leitos, será inaugurado nesta semana. É mais uma unidade para atender a população infectada pelo vírus no DF.

Além do hospital modular, Ceilândia ganhará ainda um hospital de campanha – a ordem de serviço foi assinada durante entrega do Hospital Modular –, como reforço das ações do Governo do Distrito Federal (GDF) em prol da saúde.

A unidade terá 60 leitos, sendo 20 com suporte respiratório e 40 de enfermaria em uma área de 2.115,72 m² na QNN 27, Área Especial, Lote D. Após a pandemia, ela será transformada em uma unidade materno-infantil.

“É uma satisfação a empresa, nesse momento tão crítico, fazer um ato solidário para ajudar nesse momento difícil onde todos precisam juntar forças para fazer o melhor e sair dessa crise da melhor forma possível”, apontou Wesley Filho, CEO da JBS, empresa responsável pela doação do hospital.

Também em andamento está a construção da nova UPA da região administrativa, na Expansão do Setor O – QNO 21, AE D. Ela será uma das sete novas unidades no DF, administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). As outras estão sendo construídas em Brazlândia, Paranoá, Gama, Ceilândia, Riacho Fundo II, Planaltina e Vicente Pires.

Vale lembrar que Ceilândia já dispõe de uma UPA, localizada na QNN 27, Área Especial D. Esta foi reformada no ano passado e está em pleno funcionamento.

Fazer o bem

A JBS, por meio do programa Fazer o bem faz bem, doou R$ 11 milhões para o enfrentamento do coronavírus no Distrito Federal, incluindo o valor a construção do hospital modular inaugurado nesta segunda. Além da nova unidade em Ceilândia, Brasília tem recebido da empresa equipamentos de proteção individual (EPIs), itens de higiene e limpeza e cestas básicas para instituições sociais do DF, que devem impactar mais de 2,5 milhões de pessoas.

As doações integram um esforço nacional da JBS de enfrentamento à Covid-19. Ao todo, a empresa pretende doar R$ 400 milhões a 19 unidades da Federação e a mais de 200 cidades.

Complexo de Reciclagem em fase final de construção

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Com investimento de R$ 53 milhões, espaço vai gerar mais de 750 postos de trabalho e processar até 5 mil toneladas de resíduos sólidos por mês

É numa área de 80 mil m² na cidade Estrutural que o Distrito Federal vai abrigar um dos mais modernos complexos de reciclagem do país. O espaço físico está em fase final de construção e será entregue em julho, restando apenas a definição de quem vai geri-lo e a chegada do maquinário para começar a funcionar.

Com investimento de R$ 53 milhões, o complexo de reciclagem vai gerar mais de 750 postos de trabalho para catadores de materiais recicláveis. Todo esse corpo de trabalhadores será distribuído dentro do complexo, que é formado por duas Centrais de Triagem e Reciclagem (CTRs) e uma Central de Comercialização (CC).

A construção deste espaço é importante pois, eleva a vida útil do Aterro Sanitário de Brasília (ASB) com a destinação ambientalmente adequada dos resíduos. Um ganho direto para o meio ambiente e para a população.

“Em breve, após os ajustes para a instalação dos equipamentos, a Central estará funcionando. Os três galpões, de triagem, reciclagem e o de comercialização irão gerar mais de 750 postos de trabalho”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, em visita ao local durante a semana.

A execução da obra é fruto de um trabalho integrado em várias frentes. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) é responsável pela execução do contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); a Companhia Urbanizadora de Brasília (Novacap) executou a obra e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), junto às cooperativas e associações de catadores e à Sema, definirá quem vai operar o complexo.

“No complexo vão funcionar recepção, triagem, classificação, prensagem, armazenamento e comercialização dos materiais recicláveis advindos da coleta seletiva. A projeção é que sejam processadas até 5 mil toneladas de resíduos recicláveis por mês”, acrescentou o secretário.

Equipamentos

O investimento feito no complexo envolve a compra de equipamentos, materiais de operação, assessoria técnica e capacitação de catadores. Do total de R$ 53 milhões, R$ 21 milhões foram destinados às obras físicas.

As unidades foram erguidas em estrutura metálica com alvenaria e contam com dois pavimentos. O superior abrigará esteiras de separação, compartimentos para lançamento dos resíduos não aproveitados e silos de armazenagem do material bruto.

No térreo funcionarão as áreas de prensagens, separação secundária, armazenamento do resíduo separado, depósito de material. Além do galpão de triagem e área de administração, os catadores contarão com refeitório, vestiário com armários, banheiros e chuveiros, sala multiuso e equipamentos de segurança individual. A obra ainda envolve 5.000 m² de calçadas e redes de captação de águas pluviais.

“A infraestrutura será fundamental para a gestão integrada de resíduos sólidos e o reaproveitamento dos materiais recicláveis no DF, gerando benefícios sociais, ambientais e econômicos,  garantindo a destinação correta dos materiais recicláveis, reinserindo-os na cadeia produtiva, minimizando as demandas por matérias-primas  e reduzindo os impactos ambientais da produção”, explica o coordenador de Implementação da Política de Resíduos Sólidos da Sema, Glauco Amorim.

Coleta seletiva

Os dois centros de triagem, com a metragem de 2,8 mil m² cada, serão destinados ao adequado tratamento da parcela seca dos resíduos da coleta seletiva do DF.

“Eles serão destinados ao adequado tratamento da parcela seca, maximizando o retorno de resíduos passíveis de reciclagem à cadeia produtiva do DF e do país”, acrescenta Sarney Filho.

A Central de Comercialização de Materiais Recicláveis receberá o material pré-selecionado para beneficiamento dos materiais advindos tanto das centrais de triagem quanto das demais cooperativas de catadores do DF pertencentes à rede Centcoop-DF, a Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal.

Por meio do SLU, o GDF mantém 28 contratos com cooperativas e associações, envolvendo 1.137 catadores de recicláveis que atuam na prestação de serviços de coleta seletiva e triagem.

Saiba mais

Central de triagem é o local que recebe inicialmente os resíduos que vêm da coleta seletiva. Esse material é separado, classificado, pesado, prensado e então transportado para a central de comercialização, que, por sua vez, é onde ocorre o processo de beneficiamento, estocagem e comercialização. No complexo de reciclagem, todo esse trabalho será feito com aparelhos de última geração e instalações com acessibilidade.

O complexo vai atuar com quatro vertentes fundamentais para o melhor uso dos resíduos e coleta seletiva: técnica, econômica, social e ambiental. O caráter técnico visa a recuperação desses rejeitos, de materiais que iriam para o aterro e, com a nova estrutura, voltam para a cadeia produtiva de reciclagem.

A questão econômica e social diz respeito à contratação de catadores, a geração de renda e a rentabilidade no mercado de reciclagem. Não menos importante, a causa ambiental agradece. Afinal, os resíduos deixam de ser enterrados.

https://youtu.be/fgNMzrgPxPE

Comércio corre risco de fechar novamente, caso pico da covid 19 não desacelere nas próximas três semanas

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Se a população não cooperar, o GDF não terá outra alternativa a não ser fechar tudo novamente e adotar medidas rígidas de isolamento social neste período do pico da pandemia no DF

Apesar de ser a região do país onde mais recuperou pacientes graves com covid 19 e se apresentar com a menor taxa de letalidade aferida pelo Ministério da Saúde, o Distrito Federal torce pela queda do pico da doença a partir do fim de julho

Por Toni Duarte, do Radar DF

Segundo fontes do governo local, as próximas três semanas serão decisivas para tomadas de medidas restritivas ou não para conter o avanço do coronavírus.  O fechamento total do comércio seria uma delas. Apenas serviços essenciais continuariam funcionando.

Em dados oficiais, fornecido pelo  boletim da Secretaria de Saúde divulgado na última sexta-feira (10), foram notificados no Distrito Federal 67.297 casos confirmados de COVID-19 (1.620 casos novos em relação ao dia anterior).

Do total de 684,406  casos notificados, 56,120 (83,3%) estão recuperados2 e 871 (1,3%) evoluíram para óbito.

Nas últimas 24 horas, também foram registrado mais 494 pessoas diagnosticadas com a doença. Entre elas a senadora Leila do Vôlei (PSB-DF). Ela usou as redes sociais para anunciar que testou positivo para o novo coronavírus.

O aumento de casos em Ceilândia, que lidera a classificação das mortes por covid, fez com que o governador Ibaneis Rocha decretasse o fechamento de atividades não essenciais na maior cidade do DF. Não tem prazo para revogar.

O aumento da ocupação de leitos nas últimas duas semanas, foi fator determinante para que as autoridades sanitárias sentissem que o platô se inclina em  impulsionamento e que começa a desacelerar ao final de julho.

Para contrapor o avanço do inimigo que já matou milhares de pessoas no mundo,  o GDF se preparou com a total restruturação da rede hospitalar, com 627 leitos para covid-19 no sistema de saúde, construção de hospitais de campanha e de novas UPAS, bem como envolveu um grande quantitativo de profissionais para o enfrentamento a pandemia.

Em 29 de junho, ao ver o avanço da doença com o número crescente de óbitos a cada 24 horas, bem como o  aumento do índice de infectados, o governador assinou o instrumento de “Estado de Calamidade Pública”.

Com o decreto, foi possível o DF receber do Ministério da Saúde mais de 200 ventiladores mecânicos para estruturar a rede, além de aventais, luvas, máscaras, álcool em gel e medicamentos.

Apesar de toda essa estrutura para o combate ao coronavírus, o governo não descarta reeditar decretos anteriores que determinaram a reabertura do comércio local.

O decreto 40.694 de 7 de maio pode voltar a ser republicado pelo GDF, caso o pico da doença não desacelere conforme preveem as autoridades sanitárias que monitoram o comportamento do platô da  covid 19 no DF.

O governador Ibaneis Rocha tem dito e repetido que a guerra contra o coronavírus não é apenas uma tarefa do Estado, mas de toda a população.

Mesmo durante a Pandemia, o GDF iniciou ou concluiu pelo menos uma obra a cada 36h

Levantamento aponta o que foi feito por Novacap, Terracap, DER e Secretaria de Obras entre 7 de março e 30 de junho

Embora tenha afetado diversos setores, a pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) não parou as obras no Distrito Federal. Prova disso é que desde a chegada do vírus à capital – o primeiro caso foi confirmado em 7 de março –, pelo menos uma obra foi iniciada ou finalizada a cada 36 horas no DF.

“A continuidade e até o início das obras foram determinações do governador Ibaneis Rocha, como forma de não parar a economia durante a grave pandemia da covid-19. Milhares de empregos foram preservados e, deve-se destacar, com toda segurança, porque foi obedecido um rígido protocolo de higiene e preservação pessoal”, lembra o Secretário de Governo, José Humberto Pires.

A Agência Brasília fez um levantamento dessas obras que reforçam o compromisso do governo local em não deixar a cidade parar. Para o cálculo da reportagem foram utilizadas as intervenções feitas pelos principais tocadores de obras no DF: Secretaria de Obras, Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Agência de Desenvolvimento (Terracap) e Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF). Entre 7 de março e 30 de junho foram executados pelo menos 74 serviços em todo o DF.

A Secretaria de Obras, por exemplo, iniciou em março a obra de revitalização das quadras 509 e 510 da W3 Sul. Com investimento de R$ 2,3 milhões, estão sendo feitos a revitalização dos becos, recuperação e troca de piso das calçadas existentes, reorganização dos estacionamentos e arborização e paisagismo.

A pasta também deu início à execução dos desvios de trânsito necessários para a construção do Túnel de Taguatinga. Os desvios são essenciais para que o túnel possa ser feito.

A ligação subterrânea terá investimento de R$ 275,5 milhões e vai resolver o trânsito de uma região por onde trafegam mais de 135 mil veículos por dia.

Na DF-290, a drenagem do km 4 em Santa Maria também começou durante a pandemia. E para os próximos dias, está previsto o início da construção do viaduto na Estrada Setor Policial Militar (ESPM), no trecho localizado entre o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar e o Terminal da Asa Sul (TAS).

“Mesmo com a pandemia estamos trabalhando para manter nossos contratos em atividade. Esse é um momento especial em função da época da seca. Nossos trabalhos têm uma velocidade maior de execução. Tem sido uma tarefa difícil em função da pandemia, mas desde o início foi uma demanda do governador Ibaneis Rocha para que a gente pudesse acelerar as obras para manter a cidade funcionando”, afirma o secretário de Obras, Luciano Carvalho.

Novacap a todo o vapor

Outra grande tocadora de obras, a Novacap teve uma grande colaboração para o DF não parar. A companhia é responsável por dezenas de reparos e construções em diferentes regiões administrativas como a construção de quatro bacias de contenção no Aterro Sanitário de Samambaia e a edificação de quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs) no Jardins Mangueiral, Paranoá Parque, Vale do Amanhecer e QNR 02 em Ceilândia.

A revitalização das tesourinhas nas Asas Sul e Norte no Plano Piloto e a inauguração da Praça dos Estados também marcam a agenda de compromissos da Novacap.

Além destas e outras obras, a Novacap realiza, diariamente, serviços de manutenção de vias, limpeza e manutenção de bocas de lobo e de toda rede de drenagem pluvial. Também está em andamento a construção de novas calçadas, com acessibilidade, em todo o DF. “A Novacap bateu recordes seguidos na produção de asfalto, está presente em todas as regiões do DF e cumpre um papel essencial na manutenção dos bens públicos. Nesse período da crise, nós aproveitamos para acelerar algumas obras, aproveitando o menor fluxo de pessoas e veículos, apoiando as administrações regionais, para dar mais conforto a toda a população”, diz o presidente da empresa, Fernando Leite.

Mais obras

O Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER/DF) também tem grande colaboração em todo esse processo. Foi responsável pela importante revitalização do Eixão, o estacionamento do campus Gama da Universidade de Brasília (UnB), a troca de pavimento no BRT Sul, na altura do aeroporto, e também as duas faixas de rolamento na DF-047 entre a Estrada Parque Dom Bosco (EPDB/ DF-025) e a Estrada Parque Guará (EPGU/ DF-051).

“O DER é um órgão executor de obras e de manutenção viária. Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus não pudemos deixar de trabalhar nas rodovias. Obviamente, reduzimos o número de servidores nas ruas, porque alguns fazem parte do grupo de risco, mas mesmo com essa redução, tanto nas obras contratadas quanto nas diretas conseguimos manter o ritmo dos trabalhos”, destaca Cristiano Cavalcante, superintendente de obras do DER/DF.

A Terracap, por sua vez, iniciou a implantação de infraestrutura de energia elétrica no Noroeste. O trabalho consiste na elaboração de projetos executivos e ensaios técnicos para a efetiva instalação de infraestrutura de energia elétrica nas quadras SQNW 103, SQNW 106, SQNW 107, SQNW 307, CLNW 10/11 e SQNW 311. O investimento é de R$ 231 mil e o prazo de conclusão para novembro.

Também foi assinado, durante a pandemia, o termo de adesão com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) para obras no Riacho Fundo II. Com investimento de R$ 9,5 milhões, será implantada rede de água e esgotamento sanitário no Projeto Habitacional da 3ª Etapa do Riacho Fundo II.

A Terracap tem outra importante obra a ser concluída em julho: a construção de residências populares para atendimento das comunidades indígenas Kariri-Xocó e Tuxá, no Noroeste. As casas foram construídas após um acordo para que as comunidades indígenas fossem transferidas a uma nova área dentro do próprio Noroeste. A construção dessas casas é essencial para que a Avenida W9 possa ser erguida na região.

Izidio Santos, presidente da Terracap, diz que a agência de desenvolvimento investiu em novos projetos e obras durante a pandemia e avançou ainda mais em outros que já estavam em andamento. “Os recursos arrecadados com venda de terrenos pela Terracap se transformam em obras e realizações que melhoram a vida em todo o DF, como o investimento em infraestrutura e tecnologia”.

Izidio comenta, ainda, que mesmo durante a pandemia a construção civil não parou. “A grande aposta com a retomada é justamente o investimento em obras, que emprega mais e mais rápido. É a aposta do governo no combate ao desemprego gerado pela pandemia: o investimento em obras”, acrescentou.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 44 milhões na terça-feira

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Mega semana das férias terá três sorteios

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 2.278 da Mega-Sena sorteadas neste sábado (11), no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo. Com isso, o prêmio para o próximo concurso, que ocorrerá, excepcionalmente, na terça-feira (14), está estimado em R$ 44 milhões.

Os números sorteados foram 08, 17, 34, 37, 43 e 45.

Já a quina teve 98 apostas vencedoras que vão receber, cada uma, R$ 35.640. A quadra teve 6.533 apostas vencedoras e paga prêmio de R$ 763 a cada.

Mega semana das férias

Tradicionalmente, a Mega-Sena tem dois sorteios semanais, aos sábados e quartas-feiras. Em julho, no entanto, a Caixa promove a mega semana das férias, com três concursos na próxima semana, que ocorrerão na terça-feira, quinta-feira (16) e sábado (18).

As apostas para o próximo concurso da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h de terça-feira. Um jogo simples, de seis números, custa R$ 4,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.

Caiado prepara Saúde para o pico da Covid: “Vamos vencer essa guerra”

Às vésperas de enfrentar o pior momento da pandemia em Goiás, o governador Ronaldo Caiado reúne 300 representantes da para unificar atendimento e preparar ação conjunta. Vamos fazer a melhor medicina que o Estado pode ofertar ao cidadão”

O governador Ronaldo Caiado liderou uma reunião, por videoconferência, com 300 profissionais da área da saúde de todo o Estado de Goiás nesta sexta-feira (10/07) para conclamar, de forma direta e clara, que médicos, enfermeiros, maqueiros, e demais membros da equipe multidisciplinar, além de gestores e demais pessoas envolvidas com a assistência à saúde, trabalhem a rede pública como um organismo vivo e integrado para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. O foco é, nas palavras do governador e médico, “fazer a melhor medicina que o Estado pode dar ao cidadão”, sobretudo, a partir de agora, quando Goiás deve experimentar o pico de casos da doença.

“Estarei 24 horas à disposição para esse enfrentamento e, podem ter certeza, vamos vencer essa guerra e será a maior vitória que vou contabilizar no meu currículo de vida”, projetou Caiado. A meta do governador e médico é garantir a assistência à saúde de qualidade e humanitário a todos e que seja o Estado com menor número percentual de mortes. “Estamos diante de um momento crucial e o suporte que os 7,2 milhões de goianos têm são vocês”, reconheceu e pediu: “Vamos nos engajar ao máximo. Nós já estamos tomando medidas para poder o mais rápido possível diagnosticar o maior número de cidadãos contaminados, fazer este rastreamento e isolar essas pessoas.”

Do ponto de vista da gestão, o governador relatou o fortalecimento estrutural da rede – com a regionalização da saúde promovida em tempo recorde, abertura de leitos dedicados e estruturação de hospitais de campanha – e anunciou a ampliação da testagem em massa a partir de convênio que está sendo firmado com o Instituto Butantan, de São Paulo, e o programa Todos Pela Saúde, do Banco Itaú em parceria com outros órgãos.

O Estado está fazendo o levantamento de 60 municípios estratégicos com maior risco e intensidade de contaminação, onde deverão ser aplicados estes testes. “Conseguimos que o instituto se comprometesse conosco a fazer um maior número de testes RT-PCR, e, com isso, poderemos isolar as famílias que estão em contato com os contaminados”, relatou Caiado.

Municípios e universidades também devem se mobilizar e se integrar, ainda mais, à estrutura do Estado nessa guerra contra o coronavírus. O governador pretende que agentes comunitários e assistentes sociais destas cidades sejam capacitados e participem da coleta do material. “A UFG já está alinhada conosco e vamos pedir a outras universidades que tenham cursos de enfermagem e medicina que nos cedam voluntários para colaborar”, explicou. Em paralelo, será promovido o acompanhamento dos contaminados, outra ação conjunta. “O Hospital Sírio Libanês vai nos disponibilizar um aplicativo para localizar quem tem o resultado positivo para podermos monitorá-lo.”

Durante a reunião, o governador abriu espaço para que representantes de cada uma das unidades estaduais pudesse fazer um breve ‘raio-x’ da situação local: número de leitos em operação, nível de ocupação, rotatividade e expectativa de ampliação. Também determinou a realização de um mapeamento diário, o que é fundamental, conforme explicou, para que a rede possa promover a transferência de pessoas, de acordo com o estado clínico do paciente e a disponibilidade de leitos em outras unidades. “É importante mapear para saber melhor o que fazer, se há pacientes que podem, por exemplo, sair de hospitais dedicados e ir para hospitais de retaguarda”, salientou.

Em sua fala, o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, destacou que tudo o que estava ao alcance da gestão, com relação à estruturação das unidades e treinamento profissional foi realizado e continuará a ser intensificado pelo Governo de Goiás. “Não tenho dúvidas que superaremos isso tudo, agradeço e peço motivação para que nesse momento estejamos unidos, de unhas e dentes, corpo, alma e coração como guerreiros e trabalhadores em prol da vida. Guerrearemos com as armas que temos, mas o principal somos nós [o capital humano].”

Ismael pediu aos participantes da reunião que levassem as mensagens de agradecimento e de orientação do governador às suas equipes. “Estamos em 300 participantes e somos mais de 30 mil profissionais de saúde no Estado. Aqui tem gente de todas as macrorregiões, que trabalham em todas as nossas unidades, levem para suas equipes esse sentimento de agradecimento e motivação. Estamos convictos de que vamos superar”, disse.

O governador reforçou que o Estado caminha para um processo de crescimento no número de contaminados e, consequentemente, no número de pacientes que irão se agravar. “Nesta hora, minha gente, peço a vocês ainda mais engajamento. Dividam comigo um compromisso que nós, da área da saúde, temos, que é salvar vidas. “Este é o meu maior objetivo e tenho a convicção plena de que estamos fazendo o que é o melhor para o nosso povo”, finalizou.