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Governo do DF decreta ponto facultativo no dia 2 de janeiro de 2026

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Assinada pelo governador Ibaneis Rocha em edição extra do Diário Oficial, a medida preserva o funcionamento dos serviços essenciais à população

O Governo do Distrito Federal (GDF) estabeleceu o dia 2 de janeiro de 2026 como ponto facultativo no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta do DF. A medida vem por meio do Decreto nº 48.093/2025, publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta terça-feira (23).

De acordo com o decreto, o ponto facultativo não se aplica aos serviços considerados essenciais, como as áreas de saúde, segurança, vigilância sanitária, fiscalização tributária, comunicação, assistência social, limpeza urbana, fiscalização do consumidor, fiscalização de transporte e fiscalização de proteção urbanística, além da Força Tarefa instituída pelo Decreto nº 43.054/2022. Esses setores deverão seguir as orientações das respectivas chefias.

O texto também determina que as unidades responsáveis por atendimentos essenciais à população mantenham escalas de trabalho para garantir a prestação ininterrupta dos serviços públicos.

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação e é assinado pelo governador Ibaneis Rocha.

Câmara Legislativa do DF aprova correção da tabela do IPVA

Novo projeto foi necessário para adequar valores de referência para cálculo do imposto. Não houve alteração nas alíquotas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (23/12), o projeto de lei que corrige a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), utilizada como referência para o cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no DF. A medida foi adotada após a identificação de um erro de campo na tabela apresentada pela entidade e aprovada pelos deputados anteriormente.

Segundo técnicos da Secretaria de Economia, a própria Fipe encaminhou uma nova versão da tabela, com os campos devidamente corrigidos. Entre os erros identificados havia ausência de alguns modelos de veículos por ano de fabricação. O secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho, explicou que a iniciativa não representa qualquer aumento de imposto. “Trata-se de uma correção estritamente técnica, necessária para assegurar que o cálculo do IPVA seja feito com base em informações corretas e atualizadas, sem impacto na carga tributária do contribuinte”, afirmou.

Daniel Izaias reforça ainda que as alíquotas do IPVA permanecem inalteradas desde 2019 e continuarão as mesmas para o exercícios de 2026. No Distrito Federal, os percentuais praticados são de 3% para carros de passeio, 2% para motocicletas e 1% para veículos de carga. “Não houve e não haverá aumento de alíquotas. A política tributária do DF segue estável, com foco na previsibilidade e na segurança jurídica”, destacou.

Cerca de 1,3 milhão de veículos contribuem com o IPVA e a previsão do GDF para 2026 é de arrecadar cerca de R$ 2,14 bilhões.

IPTU

Também nesta terça-feira (23/12), o Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) publicou a tabela de referência dos valores venais dos imóveis do DF, que servirá de base para o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Assim como ocorre com o IPVA, as alíquotas do IPTU permanecem sem reajuste há mais de sete anos, reforçando o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a manutenção dos impostos e com a transparência na relação com os contribuintes. As alíquotas praticadas são de: 0,3% para imóveis residenciais (habitacionais); 1% para imóveis comerciais ou destinados a atividades econômicas; e 3% para terrenos vagos ou não edificados.

Com o imposto, o GDF estima arrecadar cerca de R$ 1,38 bilhão.

Agências do trabalhador oferecem 163 vagas de emprego nesta quarta

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Maiores salários são para pintor de obras no Guará e bombeiro hidráulico no SAAN. Interessados devem cadastrar o currículo em aplicativo ou ir a uma agência, das 8h às 17h, durante a semana

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 163 oportunidades profissionais disponíveis nesta quarta-feira (24). O maior salário é de R$ 2.845,93, encontrado em uma vaga para pintor no Guará, com cobrança de experiência e ensino fundamental completo. Também se destaca o valor oferecido em um posto para bombeiro hidráulico no Setor de Abastecimento e Armazenamento Norte (SAAN). O selecionado receberá R$ 2.424,40, sem exigência de atuação prévia na área.

Em relação à demanda por novos funcionários, destaque para a área de atendimento ao público. Há 80 oportunidades para operador de caixa, 20 para atendente de lanchonete e seis atendentes de lojas no Lago Sul, Plano Piloto, Vicente Pires, Guará e Águas Claras, com remuneração de até R$ 1,7 mil. Na mesma faixa salarial, empregadores buscam por 20 auxiliares de linha de produção e dez fiscais de prevenção de perdas em Samambaia, dez repositores de mercadorias em Águas Claras e quatro técnicos de produção em Ceilândia.

Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

ELEIÇÕES DF: Celina mantém favoritismo e se distancia dos adversários

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Levantamento mostra ampla vantagem da vice-governadora na disputa pelo Palácio do Buriti e traça cenários para o Senado, com Ibaneis Rocha e Michelle Bolsonaro à frente

Da Redação

A mais recente pesquisa de opinião eleitoral realizada no Distrito Federal indica favoritismo da vice-governadora Celina Leão (PP) na corrida pelo Governo do DF nas eleições de 2026. O levantamento testou diferentes cenários estimulados e mostra a candidata à frente de todos os adversários, com índices que variam de 39% a 52% das intenções de voto.

No primeiro cenário apresentado aos entrevistados, Celina Leão aparece com 39% das intenções de voto. Em seguida, surgem José Roberto Arruda (PSD) com 19%, Leandro Grass (PT) com 14%, Paula Belmonte (PSDB) com 7% e Ricardo Cappelli (PSB) com 5%. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 6% afirmaram não saber em quem votar.

No segundo cenário, sem a presença de Arruda, a vantagem de Celina Leão se amplia de forma significativa, vencendo no primeiro turno. Ela alcança 52% das intenções de voto, contra 15% de Leandro Grass, 8% de Paula Belmonte e 7% de Ricardo Cappelli. Os que não souberam responder representam 9%, mesmo percentual de brancos e nulos.

Apesar de aparecer numericamente em um dos cenários, José Roberto Arruda encontra-se inelegível, em razão de condenações judiciais. Ex-governador do Distrito Federal, Arruda teve a trajetória política marcada pelo escândalo da Caixa de Pandora, revelado em 2009, que envolveu um esquema de corrupção com desvio de recursos públicos e pagamento de propinas, episódio que repercutiu nacionalmente e afetou a imagem institucional do DF. Na pesquisa, ele também lidera o índice de rejeição, com 54% afirmando que não votariam nele em hipótese alguma.

O levantamento também mediu a rejeição dos demais nomes. Celina Leão aparece com 21% de rejeição, enquanto Leandro Grass, Ricardo Cappelli e Paula Belmonte registram índices entre 7% e 8%.

Cenários para o Senado

A pesquisa traçou ainda cenários para a disputa ao Senado Federal em 2026. Em todos eles, despontam como favoritos o atual governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

No primeiro cenário estimulado, Michelle Bolsonaro lidera com 32% das intenções de voto, seguida por Ibaneis Rocha, com 23%. Leila do Vôlei (PDT) aparece com 13% e Érika Kokay (PT) com 14%. Nos demais cenários testados, Ibaneis e Michelle se mantêm entre os primeiros colocados, alternando a liderança conforme os nomes apresentados aos entrevistados.

Os dados indicam um quadro de consolidação das duas lideranças na disputa pelas vagas ao Senado, à frente de outros nomes da política local e nacional.

Dados técnicos da pesquisa

A pesquisa é quantitativa e consiste na realização de entrevistas conduzidas por profissionais treinados, com a aplicação de questionários estruturados a uma amostra representativa da população votante de 16 anos ou mais do Distrito Federal.

O plano amostral contou com ponderação por sexo, idade, grau de instrução e nível econômico dos entrevistados. Foram ouvidas, por telefone, 1.150 pessoas entre os dias 15 e 22 de dezembro. O nível de confiança estimado é de 95%, com margem de erro máxima de aproximadamente 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando uma amostra aleatória simples.

Além de inelegível, pesquisa aponta Arruda como o nome mais rejeitado

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Levantamento mostra que ex-governador lidera índice de rejeição, é inelegível e carrega histórico de condenações judiciais que ainda impactam a memória política do Distrito Federal

Da Redação

Os dados mais recentes da pesquisa eleitoral realizada no Distrito Federal indicam que a rejeição dos candidatos será um fator decisivo na disputa pelo Governo do DF em 2026. Entre todos os nomes avaliados, José Roberto Arruda aparece como o candidato com maior índice de rejeição entre os eleitores brasilienses.

De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Arruda de forma alguma. O percentual é significativamente superior ao dos demais pré-candidatos analisados, consolidando o ex-governador como o nome mais rejeitado no cenário eleitoral atual.

Arruda está inelegível por decisões da Justiça Eleitoral e tem sua trajetória política associada a uma série de condenações e ações judiciais. Seu governo ficou marcado pelo escândalo conhecido como Caixa de Pandora, revelado em 2009, que expôs um esquema de corrupção envolvendo pagamento de propinas e desvio de recursos públicos no âmbito do Governo do Distrito Federal. O caso teve ampla repercussão nacional e resultou em processos judiciais, prisões e na interrupção de seu mandato.

Mesmo anos após os fatos, os dados da pesquisa indicam que o eleitorado do Distrito Federal ainda associa o nome de Arruda a esse período, rejeitando a possibilidade de retorno a uma gestão marcada por denúncias e instabilidade política. O levantamento sugere que há resistência expressiva à retomada de um ciclo político associado a escândalos que comprometeram a imagem institucional da capital do país.

Na comparação com outros nomes testados, a rejeição de Celina Leão é de 21%. Já Leandro Grass, Ricardo Cappelli e Paula Belmonte apresentam índices de rejeição semelhantes, variando entre 7% e 8%.

O recorte dos dados reforça que, além das intenções de voto, o histórico político e judicial dos candidatos exerce influência direta sobre a percepção do eleitor brasiliense. A elevada rejeição a Arruda indica que uma parcela majoritária do eleitorado não demonstra disposição para reviver um período associado a crises políticas e questionamentos éticos na administração do Distrito Federal.

IA, ataques invisíveis e ética digital: 7 previsões para a tecnologia na América Latina em 2026

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Por Sandro Tonholo, Territory Manager da Infoblox no Brasil

A conversa sobre tecnologia costuma ser dominada por promessas de inovação, mas os próximos anos exigem um olhar menos deslumbrado e mais estratégico. A chegada massiva da inteligência artificial aos ambientes corporativos, combinada à escalada dos ataques cibernéticos, ao endurecimento regulatório e à pressão por sustentabilidade, está criando um ponto de inflexão para empresas e governos não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina.

O foco está, muito mais, em repensar modelos de segurança, governança e responsabilidade digital, do que na simples adoção de ferramentas. Nesse sentido, as organizações que, até agora, não fizeram esse movimento de forma estruturada, correm seriamente o risco de ficar expostas técnica, legal e reputacionalmente.

A seguir, compartilho sete previsões que ajudam a entender como esse cenário deve evoluir nos próximos anos:

1. A IA vai transformar o jogo das ameaças cibernéticas

Até 2026, os ataques cibernéticos na América Latina terão um perfil muito diferente do atual. Grupos criminosos já estão utilizando inteligência artificial para tornar campanhas de phishing mais convincentes, automatizar a exploração de vulnerabilidades e ampliar a escala dos ataques.

Esse cenário torna obsoletos os modelos tradicionais de defesa. As organizações precisarão adotar estratégias mais inteligentes, baseadas em modelagem preditiva de ameaças e respostas automatizadas. Quem não evoluir nesse ritmo enfrentará riscos maiores, inclusive do ponto de vista regulatório e de compliance.

2. Ataques baseados em IA crescem. Governos e Startups intensificam respostas

Os números já indicam essa virada. No início de 2025, os ataques cibernéticos na América Latina cresceram quase 40%, com uma média superior a 2.700 incidentes por semana, acima da média global. Entre eles, estavam malwares e ransomwares baseados em IA, além de campanhas de deepfake usadas inclusive em contextos eleitorais na Argentina, no México e na Colômbia.

Ao mesmo tempo, a resposta regional avança. Programas como o Google for Startups selecionaram empresas do Brasil, Chile, Colômbia e México para desenvolver soluções de segurança baseadas em IA. A mensagem é clara: as organizações precisam de estratégias locais e defesas preditivas para acompanhar esse ritmo.

3. Regras de privacidade e cibersegurança ficam mais rígidas

O ambiente regulatório também passa por um endurecimento consistente. No Brasil, atualizações da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) e uma aplicação mais rigorosa da LGPD reforçam a necessidade de governança sobre o uso da inteligência artificial. O foco deixa de ser a automação e passa a incluir também a gestão de riscos, responsabilização e controle de fornecedores.

Movimentos semelhantes ocorrem em outros países. O Banco Central do México lançou um plano plurianual de cibersegurança, enquanto Chile e Colômbia avançam em políticas de resposta a incidentes e proteção de dados transfronteiriços. Panamá, Paraguai e Costa Rica seguem o mesmo caminho. Para as empresas, compliance deixa de ser um complemento e passa a exigir governança em tempo real e modelos de confiança adaptativos.

4. Segurança de DNS vira centro estratégico

O DNS deixa de ser apenas um elemento técnico e assume papel central na defesa cibernética. Mais da metade dos ataques de phishing na América Latina exploram fragilidades relacionadas ao DNS, mas apenas cerca de 20% das empresas utilizam inteligência de DNS de forma efetiva.

Essa lacuna começa a ser enfrentada por iniciativas regionais. CERTs de países como Chile e Peru estimulam o fortalecimento dessa camada de proteção, enquanto no Brasil, o NIC.br e o CDCiber lideram esforços colaborativos. A tendência é clara: visibilidade e bloqueio via DNS se tornarão requisitos básicos em qualquer estratégia de segurança madura.

5. Automação e capacitação em IA ajudam a enfrentar o déficit de talentos

A escassez de profissionais em cibersegurança segue como um desafio estrutural na região, agravado por restrições orçamentárias. Iniciativas como o Latamforce e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) buscam capacitar milhares de profissionais, enquanto aceleradoras no México, Chile e Colômbia impulsionam o desenvolvimento de ferramentas de segurança baseadas em IA.

No ambiente corporativo, a resposta passa pela automação: SOCs apoiados por inteligência artificial, sistemas inteligentes de alerta e respostas automatizadas permitirão manter operações eficientes mesmo com equipes mais enxutas.

6. Sustentabilidade se consolida como pauta central na tecnologia

A chamada Green IT entra definitivamente no centro das decisões. Países da América Latina avançam na criação de mercados de carbono e regras de divulgação, alinhados a frameworks globais como o ISSB. O Brasil se destaca com leis que exigem reporte de riscos climáticos e limites de emissões, enquanto Chile, Colômbia, México e Peru seguem na mesma direção.

Empresas que investirem em data centers alimentados por energia renovável e em rastreamento transparente de emissões não apenas atenderão às exigências regulatórias, mas também se posicionarão como líderes em um mercado cada vez mais atento ao impacto ambiental da tecnologia.

7. Ética e humanização da tecnologia ganham protagonismo

À medida que a inteligência artificial se torna parte do cotidiano das organizações, o uso ético e o impacto humano passam a dominar as discussões. Empresas na América Latina precisarão estabelecer diretrizes claras sobre equidade, transparência e responsabilidade no uso de sistemas de IA. Para além do cumprimento regulatório, o foco será fazer com que a tecnologia sirva às pessoas, e não as substitua, por meio de soluções que respeitem a privacidade, reduzam vieses e fortaleçam a confiança. A inovação centrada no ser humano será um diferencial competitivo, e não apenas uma escolha moral.

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13% dos idosos brasileiros sofrem com a depressão

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Psiquiatra aponta caminhos para evitar os impactos do transtorno na terceira idade

A saúde mental dos idosos brasileiros precisa de cuidado. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do período 2024/2025, 13% da população na terceira idade apresenta sintomas de depressão. É o mesmo número apontado também por um levantamento do IBGE, com idosos na faixa entre 60 e 64 anos.  Os números apontam para um quadro que, devido a diversos fatores, causa sofrimento tanto para quem está com o transtorno quanto para as suas famílias.

Fatores físicos e emocionais podem impulsionar a ocorrência da depressão entre idosos. Com a perda de alguns elementos da saúde física e o potencial aumento de doenças relacionadas ao avanço do tempo, consequentemente há uma perda de autonomia para certas atividades, mesmo básicas do dia a dia. Além disso, o isolamento social e por vezes a vulnerabilidade socioeconômica também podem amplificar um diagnóstico depressivo.

Nívea Schweiger, psiquiatra da Afya Educação Médica Curitiba, pontua que diversos fatores, conectados, podem levar a terceira idade a situações de depressão, em maior ou menor intensidade.

“A terceira idade traz várias situações que podem agravar a saúde mental, especialmente pensando em características da depressão. A falta de vínculos sociais e a menor autonomia, por exemplo. Como, fisicamente, o idoso fica mais restrito, isso impede algumas relações sociais. Além disso, fatores como a vivência do luto, doenças crônicas, uso de medicamentos e sobrecarga de outros familiares são fatores que não diretamente causam um quadro depressivo, mas podem gerar um impacto grande em um transtorno em desenvolvimento”, pontua Nívea.

A psiquiatra explica que, para identificar o quadro depressivo em idosos, é preciso combinar diferentes estratégias e entender o quanto deste transtorno é causado por outras questões de saúde.

“O quadro de demência pode começar a se manifestar, primeiramente, por causa da depressão nos idosos. Não é uma regra, mas pode acontecer, por isso é importante investigarmos questões neurológicas antes de diagnosticar um quadro depressivo. Uma vez diagnosticado, porém, precisamos pensar em tratamentos medicamentosos, considerando outras doenças que o paciente tenha. A psicoterapia também faz parte dessa estratégia, pois ela pode ajudar o idoso a reorganizar a sua vida emocional”, reforça a psiquiatra.

Por fim, a psiquiatra aborda a importância dos familiares em uma situação de depressão na terceira idade. Para ela, é preciso que haja um equilíbrio entre o cuidado das pessoas próximas e a autonomia do idoso para realizar suas próprias atividades.

“Muitas vezes, a ideia de uma depressão leva a um conceito de falta de força ou de fé, então o familiar tem um papel importante nesse ponto da compreensão. Outro ponto fundamental é ele estar presente no tratamento, acompanhando as consultas, checando se o idoso está tomando os remédios e promovendo, para ele, uma rotina mais ativa, com vida social. Há situações em que a família, na ânsia de cuidar, acaba restringindo as atividades da pessoa, então é preciso balancear as coisas e respeitar a autonomia do idoso”, explica Nívea.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Mitos e verdades sobre o Autismo

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Estudos sugerem que a cada 83 pessoas, 1 é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista no Brasil

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por desafios persistentes na comunicação social e pela presença de comportamentos repetitivos, padrões restritos de interesse e particularidades sensoriais, com início precoce e grande variabilidade clínica entre indivíduos. No Brasil, os resultados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE, identificaram 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de autismo, correspondendo a 1,2% da população, ou aproximadamente 1 em cada 83 indivíduos. Na faixa etária de 5 a 9 anos, a prevalência é de 2,6%, o que equivale a 1 em cada 38 crianças. Os dados reforçam a relevância do tema e convida a sociedade a olhar com empatia, atenção e cuidado para crianças e suas famílias.

Hiago Melo, psicólogo e doutor em Neurociências explica que a literatura reforça que não há um único perfil de autismo, mas um amplo espectro de apresentações que pode incluir desde dificuldades leves de adaptação até quadros mais complexos. Segundo o especialista, que também, é diretor técnico-científico da NeuroSteps, empresa especializada na gestão de terapias e atendimento a crianças com TEA, a compreensão dessa heterogeneidade é hoje um dos elementos centrais para orientar diagnósticos mais precisos, intervenções adequadas e terapias com impacto real no cotidiano das pessoas autistas. Abaixo, o especialista lista mitos e verdades sobre o TEA.

1.Existe uma dose ideal de terapia para todas as crianças — MITO

A procura crescente por programas intensivos de intervenção reflete um movimento global em busca de melhores oportunidades de desenvolvimento para crianças com TEA. No entanto, especialistas alertam que a simples expansão de horas de atendimento não assegura melhores resultados clínicos. “A efetividade da intervenção está diretamente associada à qualidade técnica, à adequação metodológica e à clareza dos objetivos funcionais de cada criança”, explica Hiago. O relatório da comissão The Lancet (periódico médico científico, reconhecido mundialmente pela publicação de estudos que orientam decisões clínicas e de saúde pública) sobre o futuro do cuidado e da pesquisa clínica em autismo destaca que ainda há lacunas significativas sobre para quem, quando e com qual intensidade cada abordagem terapêutica funciona, enfatizando que é imprescindível alinhar intensidade à real necessidade clínica.

2.Cada profissional pode trabalhar de forma independente — MITO

Quando profissionais de diferentes áreas atuam sem coordenação, surgem inconsistências metodológicas, menor generalização das habilidades e sobrecarga para as famílias. O diretor da NeuroSteps explica que a recomendação internacional é que saúde, educação, assistência social e cuidadores atuem em parceria articulada, com comunicação contínua e compartilhamento de objetivos terapêuticos.

3.Se o tratamento está em andamento, não precisa mudar — MITO

Outro ponto fundamental envolve o monitoramento de resultados clínicos. A literatura científica destaca que o acompanhamento apenas anual não oferece informações suficientes para ajustes terapêuticos eficientes em programas intensivos. “A avaliação deve ser sistemática, com acompanhamento frequente de indicadores objetivos, permitindo ajustar estratégias e otimizar os esforços de aprendizagem”, reforça Hiago. Essa prática reduz o risco de manutenção de terapias que não demonstram progresso significativo, evitando desperdício de recursos e frustração das famílias.

4.A participação da família aumenta os resultados terapêuticos — VERDADE

Para o psicólogo e doutor em Neurociências, é consenso que a participação ativa da família potencializa os resultados, já que grande parte dos avanços relevantes ocorre fora do consultório ou da sala de atendimento. Segundo o especialista, quando responsáveis são orientados e apoiados para implementar estratégias no cotidiano, observa-se maior progressão na comunicação funcional, no repertório adaptativo e na autonomia da criança. “Essa parceria contínua entre equipe terapêutica e família contribui para que os ganhos sejam sustentáveis ao longo do tempo e alinhados às necessidades reais da vida diária”, diz.

5.O objetivo principal da terapia é apenas reduzir sintomas — MITO

O foco atual não está apenas na redução de sintomas, mas no desenvolvimento de competências essenciais para o bem-estar: autonomia, inclusão escolar e comunitária, participação social e possibilidade de que a criança desenvolva seu potencial de forma plena ao longo da vida.

As evidências apontam para um novo padrão de cuidado em TEA, baseado na articulação entre a intensidade dos serviços e o rigor metodológico na aplicação das práticas que possuem respaldo científico. “Para que as intervenções gerem impacto real, é fundamental garantir fidedignidade na execução dos programas terapêuticos, supervisão especializada contínua, protocolos bem estruturados e integração entre equipes multidisciplinares”, explica Hiago, para quem esses elementos permitem que as decisões clínicas sejam orientadas por dados objetivos, com monitoramento dos indicadores que realmente importam para a autonomia, independência e qualidade de vida.

Sobre o especialista

Dr. Hiago Melo é psicólogo, doutor em Neurociências e Diretor Técnico-Científico da NeuroSteps, empresa brasileira que integra tecnologia, educação e serviços voltados à qualificação da gestão das terapias especiais. Atua no desenvolvimento e implementação de modelos baseados em evidências, conectando dados clínicos, operação e qualidade assistencial para aprimorar os resultados de crianças com autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Sobre a NeuroSteps

A NeuroSteps é uma healthtech brasileira especializada na qualificação da gestão das terapias especiais, com foco em autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento. A empresa combina tecnologia, educação e consultoria científica para apoiar operadoras de saúde, redes assistenciais e clínicas na coordenação do cuidado, na padronização de protocolos e no monitoramento contínuo de indicadores de desempenho clínico e qualidade de vida. Conheça mais em www.neurosteps.com.br

Sejus-DF amplia serviços e leva cidadania a todas as regiões

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Programas itinerantes e ações sociais alcançam milhares de pessoas no Distrito Federal

Brasília, 23 de dezembro de 2025 – Ampliar o acesso aos direitos, aproximar o governo da população e facilitar a rotina dos cidadãos têm sido os principais eixos das ações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). Ao longo de 2025, a pasta intensificou projetos, lançou novas iniciativas e expandiu programas já existentes, alcançando centenas de milhares de pessoas em todas as regiões administrativas.

Entre as iniciativas de maior destaque está o Na Sua Hora, serviço itinerante que leva os atendimentos do Na Hora para o período noturno em centros comerciais. Desde julho, o projeto percorreu diversos shoppings do DF e já contabiliza mais de 2 mil atendimentos, beneficiando especialmente quem não consegue acessar os serviços durante o horário comercial.

O atendimento itinerante se soma à atuação das unidades fixas do Na Hora, que, juntas, realizaram cerca de 2,5 milhões de atendimentos ao longo do ano. Outro avanço foi a inauguração, neste mês, do Na Hora Empresarial, instalado no Venâncio Shopping. Com área de 500 metros quadrados, o espaço é dedicado exclusivamente ao atendimento de empresas, oferecendo serviços integrados e capacidade para mais de 500 atendimentos diários, sem necessidade de agendamento.

O programa GDF Mais Perto do Cidadão também reforçou a presença do governo nas comunidades. Desde a criação, a iniciativa já ultrapassou a marca de 500 mil atendimentos, sendo aproximadamente 160 mil somente em 2025, com oferta de serviços nas áreas de saúde, cidadania, lazer e assistência social.

O Direito Delas acolhe mulheres vítimas de violência doméstica em 11 núcleos especializados

As políticas da Sejus-DF alcançam públicos diversos. Para as famílias, o Casamento Comunitário assegurou a regularização civil gratuita de mais de mil casais, dos quais 400 foram atendidos neste ano. No enfrentamento à violência doméstica, o Direito Delas prestou acolhimento a mais de 15 mil mulheres em 11 núcleos especializados, enquanto o projeto Conversa com Eles promoveu ações educativas com mais de 5 mil homens em canteiros de obras e ambientes profissionais.

A autonomia feminina também recebeu atenção especial. O Banco de Talentos ampliou oportunidades para mais de 500 mulheres artesãs e manualistas; o Protagonista da Casa qualificou mais de 10 mil mulheres, incentivando a geração de renda; e o Nasce uma Estrela acompanhou cerca de 2,5 mil gestantes, com orientação desde o período gestacional.

Para a população idosa, o programa Viver 60+ atendeu mais de 11 mil participantes em 2025, com ações voltadas ao envelhecimento ativo. Na área educacional e de proteção, o Aprova DF impactou mais de 300 mil estudantes, enquanto o Cidadania nas Escolas alcançou cerca de 20 mil alunos com orientações sobre temas como violência, bullying e racismo.

Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, as ações refletem o compromisso da pasta com a promoção de direitos. “Nosso trabalho é garantir dignidade, acolhimento e oportunidades em todas as regiões do DF, contribuindo para uma cidade mais justa e inclusiva”, destacou.

Operação apreende canetas emagrecedoras irregulares na Feira dos Importados

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Ação da Vigilância Sanitária e PCDF mira venda clandestina de medicamento controlado

Brasília, 23 de dezembro de 2025 — Uma operação integrada da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal resultou, na manhã desta terça-feira (23), na apreensão de unidades do medicamento conhecido como Mounjaro (tirzepatida) na Feira dos Importados de Brasília. A ação teve como objetivo combater a comercialização irregular de medicamentos de uso controlado, especialmente canetas emagrecedoras vendidas em desacordo com as normas sanitárias.

A apuração teve início após denúncia formal apresentada pela Diretoria de Vigilância Sanitária da SES-DF, que há mais de dois meses vinha recebendo relatos sobre a venda ilegal do produto. De acordo com a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, o medicamento possui circulação controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sendo proibida a venda sem prescrição médica e retenção da receita.

“Trata-se de um avanço da medicina, mas que exige acompanhamento profissional e protocolos individualizados. A compra de produtos sem procedência e o uso sem avaliação clínica podem representar sérios riscos à saúde”, alertou.

A fiscalização mobilizou 12 auditores da SES-DF, responsáveis pelas medidas sanitárias e pelo recolhimento dos itens, além do apoio de cerca de 50 policiais civis. Ao todo, 15 unidades do medicamento foram apreendidas. As equipes realizaram cinco ações em bancas da feira e cumpriram dois mandados judiciais em residências de Vicente Pires e Ceilândia, ligadas aos investigados.

Entre as irregularidades constatadas estavam o armazenamento inadequado, a importação sem comprovação de origem e a orientação indevida sobre aplicação e uso do produto. “Diante da comercialização irregular, os itens foram apreendidos e o responsável autuado. Mesmo em comércio informal, a prática configura risco iminente à saúde pública, motivando processo administrativo e encaminhamento à delegacia para providências criminais”, explicou Olivé.

O medicamento tirzepatida, comercializado como Mounjaro, é injetável e indicado para controle do diabetes e do peso, exigindo condições rigorosas de armazenamento. A venda em feiras e residências, sem controle de temperatura, compromete sua eficácia e pode provocar reações adversas graves.