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Mudança | Processos de aposentados e pensionistas da Saúde serão do Iprev

A partir desta terça-feira (3) o instituto será o responsável e não mais a secretaria

A Secretaria de Saúde informa que, a partir desta terça-feira (3), haverá mudanças nos processos de aposentadorias e pensões relacionadas aos servidores da pasta. O atendimento aos aposentados e pensionistas por morte será realizado pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), conforme a Portaria n° 42 de 7 de outubro, que pode ser consultada no site da SES.

Agora, será da competência do Iprev-DF a centralização das atividades de concessão, manutenção, revisão e cessação dos benefícios previdenciários de aposentadoria e pensão por morte dos servidores públicos efetivos da Secretaria de Saúde e seus dependentes.

A gerente de Aposentadoria e Pensões da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), Glenda Vaz, explica que a análise do mérito dos processos será feita pelo Instituto. “Todos os processos de aposentadoria e pensão por morte serão publicados pelo Iprev-DF no Diário Oficial do DF, sempre no primeiro dia útil de cada mês”, acrescentou.

Dessa forma, a homologação para publicação dos processos deixa de ser feita pela Secretaria de Saúde e passa a ser competência exclusiva do Iprev-DF. “No entanto, a sala dos aposentados da Administração Central continuará em funcionamento, prestando atendimento aos inativos para orientá-los sobre essa nova fase”, assegura a subsecretária de Gestão de Pessoas, Silene Almeida

Para mais informações, os servidores também podem procurar a Gerência de Atendimento ao Segurado (Geas), localizado no Setor Comercial Sul (SCS), Quadra 9, edifício Parque Cidade Corporate, 1º andar, torre B. Os telefones são 3105-3446 e 99153-8940 (WhatsApp). Além disso, também é disponibilizado o e-mail atendimento@iprev.df.gov.br.

Com obras estruturantes, Governo de Goiás investe R$ 270 milhões na infraestrutura rodoviária estadual

Pacote contempla pavimentação e restauração de 540 quilômetros de rodovias em todo Estado. Anualmente são investidos pela Goinfra cerca de R$ 200 milhões para garantir manutenção da malha

O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), executa um pacote de obras rodoviárias que leva benefícios a todas as regiões do Estado. Os investimentos totalizam R$ 270 milhões e representam a retomada de obras de implantação e reconstrução de cerca de 540 quilômetros de rodovias pavimentadas. Também estão contemplados projetos e construção de novas pontes.

Anualmente são investidos pela Goinfra cerca de R$ 200 milhões para garantir a manutenção da malha. Frentes de serviço se espalham diariamente em todos os cantos de Goiás para manter a trafegabilidade nas rodovias e garantir a segurança para os usuários.

Na região Oeste, a Goinfra irá concluir a pavimentação da GO-174, entre Diorama e Montes Claros de Goiás. Com 32,9 quilômetros de extensão, a obra já está 51% executada. O trecho de Firminópolis a Iporá está em reconstrução na GO-060. Importante via de escoamento na região, homens trabalham para concluir a obra até o final do ano. São 111,5 quilômetros de pavimentação, com um orçamento de R$ 74 milhões, advindo do Tesouro Estadual.

Na GO-173, entre Israelândia e Jaupaci, a Goinfra irá completar a restauração de 18,4 quilômetros. E ainda na região Oeste, as máquinas trabalham na GO-326/418, de Fazenda Nova até o entroncamento da GO-060, para revitalizar 43,4 quilômetros de rodovia. Estão sendo restaurados, também, 16 quilômetros da GO-326, entre Sanclerlândia e Buriti de Goiás. Por fim, há benfeitoria na GO-326, entre Claudinápolis e Anicuns, onde serão reconstruídos outros 26 quilômetros de pavimentos.

“Não é asfalto de faz de conta, é padrão nacional”, assegura o governador Ronaldo Caiado durante as vistorias que tem feito às obras de restauração da pavimentação das rodovis goianas, especialmente nos arredores de Iporá, Fazenda Nova e Sanclerlândia. “É estrada com padrão do Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] e terá vida útil de 15 anos”, destaca.

Norte e Nordeste

No Norte e Nordeste goianos, a Goinfra dá passos importantes para recuperar as condições das estradas estaduais da região. As frentes de serviços realizam a pavimentação da GO-439, entre Pilar de Goiás e Guarinos, para a conclusão de 7,3 quilômetros entre os municípios.

Em breve, também serão retomadas as obras da GO-132, que vai de Colinas do Sul até Minaçu. É um trecho de 20,2 quilômetros que já está com 48,5% da obra executada. Já na GO-239, a Goinfra vai pavimentar 25 quilômetros do trecho entre o entroncamento da GO-164 e o povoado de Bandeirantes, na divisa de Goiás com Mato Grosso.

As frentes de serviço também estão na GO-347, entre Nova Iguaçu de Goiás e Santa Terezinha de Goiás. No total, estão sendo pavimentados 38,1 quilômetros de rodovia.

“Pegamos a Goinfra com um quadro preocupante, sendo que o último governo não adotou as melhores práticas e rotinas para garantir a melhor qualidade possível da obra pública”, afirma o presidente da Goinfra, Pedro Sales.

Demais regiões

A Goinfra retomou as obras de duplicação da GO-070, que liga Goiânia a região do Rio Araguaia, para concluir 14,5 quilômetros do trecho entre Mossâmedes e a cidade de Goiás. Os investimentos de R$ 7 milhões são bancados pelo governo estadual.

Na GO-080 a Goinfra concluirá a duplicação de Nerópolis até o entroncamento da BR-153, que está com 92,6% das obras prontas. Também haverá máquinas trabalhando na GO-184, entre Jataí e o entroncamento da GO-220. No local, conhecido por estrada velha de Caiapônia, serão pavimentados 53,9 quilômetros. A obra está orçada em R$ 20,5 milhões e será bancada pelo Tesouro Estadual.

Na região Sul, o Governo de Goiás assinou ordem de serviço para restauração e alargamento da GO-206, no perímetro urbano de Itumbiara (Avenida Modesto de Carvalho). São 11,2 quilômetros de asfalto com investimentos vindos dos cofres do Governo do Estado.

Há também equipes na segunda etapa da GO-487, que liga os entroncamentos das rodovias GO-320 e GO-595 (entre Edeia e Porteirão). Os serviços de terraplenagem e pavimentação irão beneficiar o setor sucroalcooleiro do Sul do Estado, local em que favorece o escoamento da produção e movimenta a economia de Goiatuba, Edéia, Edealina, Pontalina, Moiporá e Joviânia. A primeira etapa da implantação da rodovia foi concluída e entregue pelo governador Ronaldo Caiado no último mês de julho.

No Entorno do Distrito Federal, será feita a pavimentação asfáltica da GO-230, entre Água Fria e Mimoso de Goiás. A rodovia possui 53 quilômetros. O total dos investimentos chega a R$ 81 milhões, recursos do próprio Estado.

Na Região Central, a Goinfra retomou as obras de restauração da GO-414, entre Roselândia e o entroncamento da GO-020, na região Metropolitana de Goiânia. No total, serão revitalizados 2,7 quilômetros, com previsão para concluir o serviço no mês que vem. Recursos oriundos do Tesouro Estadual, o valor da obra é de R$ 483 mil.

Pontes

A Goinfra coloca também em prática a execução de importantes projetos de travessias, com a construção de pontes que vão beneficiar todas as regiões goianas. É o caso da ponte sobre o Rio Verdão, na GO-409, em Maurilândia, com extensão de 177 metros. As obras no local estão aceleradas e os investimentos chegam a R$ 3 milhões.

Na região Nordeste, na GO-236, está sendo construída a ponte sobre o Rio Santa Maria, no trecho que fica entre Alvorada do Norte e Flores de Goiás. A extensão é de 72 metros, com orçamento de 2,4 milhões.

Também será construída uma nova ponte sobre o Rio Mangabeira, na GO-230, entre Mimoso de Goiás e Água Fria, na região do Entorno do Distrito Federal. A obra tem 60 metros de extensão e recebeu investimentos de R$ 2,5 milhões.

Na GO-324, entre Jussara e Jacilândia, será feita a construção de ponte sobre os córregos da Divisa e Marreca. A extensão é de 45 metros e o valor investido soma R$ 2,1 milhões.

As frentes de serviço irão promover, ainda, a construção da ponte sobre o Rio Paranã, na GO-116, na rodovia conhecida como “Estrada de João Cara Limpa”. A extensão será de 72 metros, e envolve recursos de R$ 2,4 milhões.

Há ainda projetos em desenvolvimento para a GO-336, entre Crixás e Nova Crixás, pontes sobre o Rio Tesoura e Ribeirão Taquaral, e ponte sobre o Rio do Peixe.

Vacinação contra raiva é obrigatória em 121 municípios goianos considerados de alto risco

Alerta é do Governo de Goiás. Raiva é letal para animais e pode afetar também saúde humana. Vacinação é medida preventiva mais eficaz para controle da doença

O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), alerta os pecuaristas para a obrigatoriedade da vacinação contra a raiva dos herbívoros em 121 municípios considerados de alto risco para a doença. A imunização deve ser realizada ao longo deste mês, simultaneamente com a vacinação contra a febre aftosa.

No caso da raiva, devem ser vacinados bovinos, bubalinos, equídeos, caprinos e ovinos de até 12 meses de idade. A projeção da Agrodefesa é que sejam vacinados 5 milhões de animais nesta faixa etária. As diretrizes foram estabelecidas pela Portaria nº 516/2020, a mesma que fixou regras para a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa.

O gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Antônio do Amaral Leal, ressalta a importância do combate à raiva, doença transmitida pelo morcego vampiro da espécie Desmodus rotundus. Sem controle, ela causa grandes prejuízos aos pecuaristas e à economia do Estado. Ele reforça que a prevenção por meio da vacinação é a medida sanitária mais eficiente de controle. Vale ressaltar que após contaminação do animal não há tratamento e cura, ou seja, a letalidade é de 100%.

Declaração de vacinação

Como ocorre no caso da aftosa, a declaração de vacinação contra a raiva também é obrigatória. O período para essa providência começou no dia 1º de novembro e vai até 7 de dezembro, ou seja, cinco dias úteis após a conclusão da etapa. Além dos animais vacinados, os pecuaristas precisam declarar também todos os animais existentes nas propriedades.

As declarações de propriedades que tenham acima de 150 cabeças deverão ser feitas obrigatoriamente por via eletrônica no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Para isso, o produtor precisará ter login e senha do Sidago que podem ser obtidos no ícone Sidago no site da Agrodefesa (www.agrodefesa.go.gov,br).

Já os criadores que têm até 150 cabeças podem fazer as declarações também presencialmente nas Unidades Locais da Agrodefesa. Os produtores precisam agendar previamente a entrega física dos documentos, o que deve ser feito no escritório da Agência do município onde está localizada a propriedade. A lista dos escritórios, com telefones, está no site da Agrodefesa, no link ‘Fale Conosco’, no item ‘Unidades Regionais’.

Não serão aceitas declarações de vacinação encaminhadas à Agrodefesa via e-mail, via fax ou via Correios, sendo que eventuais inconsistências quanto ao lançamento da declaração de vacinação e do rebanho, via internet ou sob a forma impressa, deverão ser verificadas diretamente pelo produtor na Unidade Local da Agrodefesa onde se localiza a propriedade.

As informações relativas ao cadastro de propriedades e espécies constantes na declaração do produtor, de interesse da defesa sanitária animal, tais como endereço, telefone, e-mail, marca do rebanho e geolocalização (latitude e longitude em graus, minutos e segundos) deverão, obrigatoriamente, ser atualizados no momento do lançamento e/ou entrega da declaração pelo produtor.

A relação dos municípios considerados de alto risco pode ser acessada em https://www.agrodefesa.go.gov.br/images/imagens_migradas/upload/arquivos/2017-04/anexo-i–modificado–in-raiva-dos-herbivoros-1.pdf

Detran-DF flagra mais de 100 condutores alcoolizados

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Durante o fim de semana prolongado, a fiscalização autuou 49 motoristas dirigindo sem habilitação

De quinta-feira (29) a segunda-feira (2), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou diversas ações de fiscalização. As equipes autuaram 112 condutores por dirigir veículo após a ingestão de bebida alcoólica.

Desse total, seis motoristas apresentaram concentração de álcool igual ou superior a 0,3 miligrama por litro de ar alveolar e foram conduzidos à delegacia.

Durante as operações, os agentes de trânsito multaram 49 condutores inabilitados, cinco por disputar corrida em via pública e 383 por infrações diversas. Os agentes flagraram ainda 39 motociclistas conduzindo o veículo com escapamento irregular.

As equipes recolheram 57 veículos para o depósito. As ações ocorreram na Asa Sul, Gama, Planaltina, Samambaia, Sobradinho, Sudoeste, Taguatinga e Vicente Pires, e, algumas, contaram com a participação da Polícia Militar.

RPG pode diminuir as dores provocadas pela fibromialgia

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Considerada uma prática da Fisioterapia, a Reeducação Postural Global reeduca a postura para ajudar a evitar os incômodos provenientes das alterações das curvaturas da coluna

Dores generalizadas, fadiga, falta de disposição, distúrbios emocionais e alterações no sono são alguns dos sintomas que uma pessoa com fibromialgia sofre constantemente. Em 90% dos casos, as mulheres são as que mais manifestam a síndrome, que é responsável por atingir o sistema nervoso central.

Não há uma cura registrada para a doença, entretanto, existem tratamentos variados para minimizar os efeitos dela no corpo. A Reeducação Postural Global (RPG) é um desses métodos complementares capazes de amenizar os sintomas que interferem no bem-estar do paciente.

Flávia Correa, fisioterapeuta da clínica Hidrofisio, localizada em Brasília, explica a sua atuação. “A RPG estimula o alongamento das cadeias musculares e favorece a flexibilidade do paciente, o que, consequentemente, diminui o quadro de dor e aumenta a capacidade de mobilidade”, informa.

Considerada uma prática da fisioterapia para tratar as desarmonias do corpo, a RPG possui o intuito de reeducar a postura para ajudar a evitar dores provenientes das alterações das curvaturas da coluna.

Como a síndrome limita o movimento do corpo, a técnica fisioterapêutica ajuda a reduzir as dores, desconfortos e descondicionamento, o que pode trazer grandes benefícios para o dia a dia dos pacientes. Entretanto, é importante ressaltar que os fibromiálgicos possuem baixa tolerância aos exercícios propostos.

“As atividades consistem em posturas que o paciente deve manter por alguns minutos. O tempo, na verdade, varia com a necessidade de cada tratamento. Todos os movimentos são lentos, graduais e progressivos. Não há provocação de dor, mas sim no descomprimento no corpo com objetivo de promover o reposicionamento correto da estrutura corporal”, explica Correa.

Os pacientes acometidos pela síndrome possuem muita rigidez e cansaço, o que ocasiona certa dificuldade para executar o método de RPG, entretanto, isso pode ser melhorado a partir do momento em que se trabalha com as técnicas de alongamento junto com a conscientização corporal e ativação da musculatura respiratória.

Terapias complementares como Acupuntura, Pilates e Hidroterapia também são grandes aliados para otimizar os resultados dos tratamentos contra a fibromialgia – e atuam como incrementos para a Reeducação Postural Global.

Novidade

 Atenta às demandas do mercado, a Hidrofisio é a primeira clínica de Fisioterapia do DF – e umas das primeiras no Brasil – a adquirir o Recupero, equipamento criado por pesquisadores da USP, de São Carlos, que oferece um novo método de tratamento para pacientes acometidos de fibromialgia – a terapia foto sônica.

“Esse método não provoca efeito colateral e conseguiu controlar a dor em noventa por cento dos pacientes. Tanto a terapêutica quanto o Recupero são inéditos no mundo. O equipamento combate a fibromialgia e é fruto do trabalho de oito anos de pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da USP”, explica Karina Reis, diretora da clínica Hidrofisio, lembrando que ele serve também para controlar as dores, gerando um consequente bem estar e diminuição do uso de remédios.

Mais segurança para entrar e sair de condomínios da BR-020

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“As adequações trazem mais segurança ao sair e entrar na BR, diminui o número de acidentes e disciplina o fluxo no local”, explicou o superintendente de Obras do DER/DF, Cristiano Cavalcante | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

DER/DF executa serviços para diminuir acidentes em Sobradinho e Planaltina. Intervenções vão beneficiar cerca de 26 mil pessoas

Há pelo menos dois meses o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) realiza intervenções na BR- 020, de Sobradinho a Planaltina, para melhorar o tráfego e dar segurança aos motoristas. As obras vão beneficiar mais de 26 mil pessoas que moram nos condomínios localizados às margens da rodovia.

A lista de ingerências inclui instalação de sistema de drenagem, construção e reposicionamento de retornos, faixas de desaceleração e aceleração e pavimentação das alças de acessos aos condomínios Alto da Boa Vista, Nova Colina, Vivendas Nova Petrópolis, Recanto do Sossego e bairro Córrego Arrozal. A expectativa de término da obra é final de novembro.

“As adequações trazem mais segurança ao sair e entrar na BR, diminui o número de acidentes e disciplina o fluxo no local”, explicou o superintendente de Obras do DER/DF, Cristiano Cavalcante. Já estão pavimentados e liberados para tráfego o retorno em frente ao condomínio Alto da Boa Vista e os acessos à rodovia dos condomínios Alto da Boa Vista, Recanto do Sossego e do bairro Córrego Arrozal. As melhorias estão sendo executadas com mão de obra e recursos do próprio departamento.

“Esse conjunto de benfeitorias estava na lista de solicitações encaminhadas ao DER/DF como presente de aniversário para a cidade. Tratamos com prioridade porque são demandas antigas da comunidade”, explicou o administrador de Planaltina, Célio Rodrigues.

“Só transtorno, a via estava toda esburacada. Na seca, era só a poeira; na chuva, muita lama”, afirmou a secretária-executiva Ana Paula | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Moradora há oito anos do Condomínio Vivendas Nova Petrópolis, a secretária-executiva Ana Paula Albuquerque, 39 anos, relatou que a obra era muito esperada porque na via de entrada e saída do condomínio em direção à BR-020 os acidentes, inclusive graves, são recorrentes. “Só transtorno, a via estava toda esburacada. Na seca, era só a poeira; na chuva, muita lama”, afirmou Ana Paula.

O chefe do 1º Distrito do DER/DF, Kenio Marcio Avelar, acrescentou que os serviços foram feitos em etapas, priorizando a terraplanagem, pavimentação e instalação do sistema de drenagem pluvial, para que os moradores não fossem prejudicados com a chuva. “Os trabalhos vão continuar ao longo do próximo mês com instalação de meios-fios, defensas metálicas e sinalização vertical e horizontal”.

Comerciante no Recanto do Sossego, Fernando Pereira, 55 anos, tem um restaurante em frente à nova entrada e saída para a BR-020 e comemorou a ação do governo: “Estou muito satisfeito com o que foi feito. Moro aqui há uns 30 anos e tenho percebido as melhorias. Estão cuidando melhor da nossa região”.

Brasília recebe etapa do Rally dos Sertões

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Carros passaram por vários monumentos da cidade e deixaram suas marcas nas curvas da capital federal neste domingo

Um comboio especial tomou conta das ruas de Brasília neste domingo (1º). Caminhonetes, UTVs, motos e outros veículos do Rally dos Sertões fizeram um passeio pelos monumentos mais emblemáticos da capital. A rota foi conduzida pelo piloto brasiliense Nelsinho Piquet.

Cerca de 50 veículos deixaram a Granja do Torto em direção ao Eixo Monumental, por onde passaram pela Catedral, Biblioteca Nacional, Rodoviária do Plano Piloto, Esplanada dos Ministérios, Itamaraty, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes, além de percorrer a Ponte JK e retornar pelo Teatro Nacional, Torre de TV, Memorial JK e Palácio do Buriti.

A 28ª edição do Rally dos Sertões começou no último dia 30 de outubro, em São Paulo, e vai até o dia 7 de novembro, quando se encerra no Maranhão | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

A secretária Vanessa Mendonça, que acompanhou o circuito no banco do carona de Nelsinho, destacou a importância da passagem do rally por Brasília como forma de divulgar a capital pela ótica da competição.

“O Brasil é cheio de tesouros escondidos em seu interior e o rally vem se propondo a apresentar tudo isso ao mundo há três décadas. É um privilégio para nós, do Distrito Federal, recebermos a competição e podermos mostrar as nossas belezas, que ficarão eternizadas em imagens como as que nós fizemos”, afirma.

O CEO da Dunas Race, Joaquim Monteiro, aponta que o objetivo principal da competição é promover o Brasil e promover impacto positivo nas comunidades. “Partimos do princípio de que o brasileiro não conhece bem o próprio país e nosso objetivo é provocá-lo a querer visitar nossas maravilhas”, disse.

Antes do passeio, Nelsinho Piquet se disse animado com a chance de competir na cidade onde cresceu. “Estou muito feliz em voltar a Brasília com o Sertões. Tenho uma ligação muito forte com a cidade”, disse. “Não dirijo aqui há muito tempo, a secretária vai precisar me guiar”, brincou ele, que levou seu UTV Can-Am Maverick X3 para o asfalto da capital.

A 28ª edição do Rally dos Sertões começou no último dia 30 de outubro, em São Paulo, e vai até o dia 7 de novembro, quando se encerra no Maranhão. O formato da competição foi modificado em 2020 por conta da pandemia de Covid-19. Oito “bolhas”, ambientes totalmente isolados, receberão apenas pessoas testadas previamente e ficarão montadas em áreas remotas para evitar a propagação da doença ao longo dos quase 5 mil quilômetros da competição.

A primeira “bolha” foi montada em Brasília, que foi usada pela organização como um projeto piloto para as demais paradas. “Conseguimos oferecer para o sertões toda a segurança e confiança que eles precisavam para garantir a realização da competição em um ano tão especial como este da pandemia. Mais uma vez Brasília se coloca como destino seguro e de referência nacional”, afirmou.

 

Obras do GDF | Calçadas levam segurança ao Sol Nascente/Pôr do Sol

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São quase quatro mil metros de passeio construídos em quatro pontos da cidade. Investimento é de R$ 1,2 milhão

Os quase 90 mil moradores do Sol Nascente/Pôr-do-Sol vão ganhar calçadas com acessibilidade em quatro pontos da Região Administrativa (RA), o que vai dar mais segurança para os pedestres circularem nas ruas da cidade. São cerca de quatro mil metros de passeio, que demandaram um investimento de R$ 1,2 milhão. Iniciadas na última semana de outubro, as obras são executadas por uma empresa contratada por licitação pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com apoio do GDF Presente e da administração regional.

Os recursos são originários de emenda parlamentar do deputado Fernando Fernandes. O maior trecho de calçadas, 1,6 mil metros, na Avenida P1 Norte, será construído do balão da Feira do Produtor até a chegada ao Setor P Sul, em Ceilândia. Quem passa em frente à Escola Classe JK, no Trecho 01 do Sol Nascente, também vai andar com segurança por passeios novos. São R$ 1,2 mil metros de calçadas até a garagem de ônibus do P Sul.

A EQNP 7/11, no Trecho II do Sol Nascente, é outro local a ganhar calçadas que darão a volta na quadra. Um Ponto de Encontro Comunitário (PEC) também será instalado no local. Os alunos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 32, no Pôr do Sol, também poderão entrar e sair da escola passando por um passeio que será construído ao redor do colégio.

Claudinete Félix de Oliveira, 45 anos, mora há 20 no Pôr do Sol e conta que a construção da calçada em frente ao CEF 32 é uma demanda de pelo menos seis anos da comunidade. Ela destaca que a obra vai beneficiar principalmente os alunos com deficiência e dificuldade de locomoção. “Hoje, eles precisam passar pela terra para chegar no colégio, por um local de difícil acesso – isso sem falar da lama nessa época de chuvas”, conta. “As crianças brincam que são ‘pé de toddy’ – saem de casa limpas e voltam sujas”.

O administrador do Sol Nascente/Pôr de Sol, Cláudio Ferreira Domingues, reforça que essas obras, que fazem parte da urbanização da RA, vão dar mais conforto e segurança à comunidade. “Hoje, as pessoas andam na rua, no meio dos carros”, atenta. “As calçadas também vão facilitar o lazer e a prática de esportes”.

Cronograma diferenciado

O Polo Oeste, responsável pela zeladoria da região, também cuida de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, as maiores e mais populosas cidades do DF, além de Brazlândia. Pelo tamanho das RAs, as equipes responsáveis pelos serviços têm um cronograma diferente do que é seguido pelos demais polos do programa. Para atender todas as demandas dos moradores, os servidores passam duas semanas em cada cidade. “Só em Brazlândia ficamos uma semana, apenas porque a cidade é menor”, explica o coordenador do polo, Elton Walcacer. “As outras são muito grandes; ficando nelas duas semanas, conseguimos otimizar o trabalho”.

Na última quinta-feira (29/10), o polo concluiu duas semanas de trabalho na RA – criada pelo governador Ibaneis Rocha há pouco mais de um ano para dar qualidade de vida à população. Com apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), as equipes recolheram 1,2 mil toneladas de entulho das ruas da cidade e de áreas de transbordo irregular na Chácara 2 do Condomínio Gênesis, na VC 311, no Trecho 3 do Sol Nascente e perto do CEF 32, no Pôr do Sol.

Para retirar a sujeira só da área do Pôr do Sol, os caminhões do SLU fizeram 69 viagens à Unidade de Recolhimento de Entulho (URE), localizada na Estrutural. Executada para eliminar o acúmulo de água das chuvas – o que ajuda a prevenir contra a dengue –, a limpeza das cidades também tem como meta evitar a ocorrência de ratos e animais peçonhentos, como escorpiões e aranhas.

24 toneladasde massa asfáltica foram utilizadas em obras de tapa-buracos na região

As equipes ainda atuaram em operações tapa-buracos na Avenida Trem Bom, no Trecho 3, na Quadra 105, perto do terminal rodoviário, no Trecho 2 e na Quadra 701 do Pôr do Sol. Em duas semanas, 24 toneladas de massa asfáltica foram utilizadas. Também foram limpas as bocas de lobo do Condomínio Pinheiros 2 e na avenida que liga liga o Trecho 1 do Sol Nascente  ao Pôr do Sol.

Lago Sul

No Polo Central Adjacente I, as equipes finalizaram os serviços no Lago Sul, onde prepararam a cidade para as chuvas. No último dia de trabalho, com apoio do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), foi feita a operação tapa-buracos na Estrada Parque Dom Bosco (EPDB) e nas QLs 16 e 18. Quase seis toneladas de massa asfáltica foram usadas para recuperar o asfalto.

Itapoã

No Itapoã, o GDF Presente passou a semana atuando na limpeza do novo pátio de serviços da administração regional, localizada na antiga garagem do Grupo Amaral, e avançou na colocação de meios-fios na pista de cooper.

Quer comprar um terreno na Terracap e não sabe como? Confira aqui

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O diretor de comercialização da agência, Júlio César Reis, explica como adquirir imóveis da agência

Praticamente todos os meses do ano, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) lança editais de licitação de imóveis. Centenas de terrenos são colocados à venda nos quatro cantos do DF, alcançando os mais diversos perfis de investidores. São lotes que permitem a implantação de empresas de serviços, comércio, indústria, atividades institucionais, além daqueles destinados a habitações coletivas e residências unifamiliares, que vão contemplar o sonho da casa própria. Pessoas físicas e jurídicas podem participar do certame, e há opções que cabem em todos os bolsos.

Para quem ainda tem dúvidas sobre o processo licitatório na compra de imóveis da Terracap, o diretor de comercialização da agência, Júlio César Reis, esclarece algumas dúvidas. Confira, abaixo, o passo a passo explicado por ele.

 

Qual a diferença entre uma imobiliária comum e a Terracap?

A Terracap é uma empresa pública que pertence, em sua maioria, ao Distrito Federal – 51% –, e o restante, à União – 49%. Ela foi criada com o objetivo específico de gerir o patrimônio imobiliário do DF. Enquanto uma imobiliária comum é responsável por vender imóveis particulares, a Terracap, além de vender terras públicas, também cria imóveis por meio de parcelamento do solo urbano. Os lotes que são produzidos a partir do resultado dessa divisão são fornecidos aos clientes mediante licitação. Esse processo precisa acontecer porque todo ativo da Terracap é público e, de acordo com a legislação atual, não é possível dispor de um patrimônio público sem prévia concorrência.

“Há um trabalho social realizado pela nossa estrutura. As oportunidades se encaixam em todas as classes sociais”

A Terracap vende imóveis apenas com valores altos e para grandes investidores ou também tem unidades destinadas a quem procura um espaço para construir comércio ou residência?

As pessoas costumam enxergar a Terracap como uma empresa distante, que vende imóveis somente para grandes investidores. Mas nós também vendemos para todos os usos possíveis. Muito mais do que isso. Nós criamos imóveis e os destinamos à política habitacional do Distrito Federal. Antes de um morador de São Sebastião, por exemplo, receber da Codhab [Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitação] uma escritura de um loteamento, houve um trabalho feito pela Terracap. Nós licenciamos o terreno e o transferimos para a Codhab, para que ela possa titular esse morador. Então, há um trabalho social realizado pela nossa estrutura. Mas, voltando a falar das vendas por meio de licitação: as oportunidades se encaixam em todas as classes sociais. Temos imóveis para habitação que custam a partir de R$ 100 mil, como para comércio, para quem quer iniciar ou ampliar o próprio negócio. Damos oportunidades que podem viabilizar o empreendimento e, ainda, para quem quer morar, comprar o lote para construir sua residência.

É necessário pagar o Imposto sobre Transação de Bens e Imóveis (ITBI) dos lotes?

Sim. Toda transação imobiliária exige, do comprador, o pagamento do ITBI. Por ser um imposto, ele é cobrado pelo Distrito Federal. Já em outros locais do País, pela prefeitura.

E como funciona a licitação de imóveis da Terracap?

Quando é lançado um edital, nós colocamos os imóveis cujos clientes já compareceram à Terracap e declararam interesse. Para participar, é necessário que a pessoa efetue o pagamento da caução, o qual pode ser feito em qualquer agência do Banco de Brasília [BRB]. A conta específica já vem descrita no edital. O valor corresponde a 5% do preço total do imóvel. Após esse processo, o comprador vai até a Terracap no dia da licitação, e deposita a proposta em uma urna. Como estamos em um período de pandemia, esse esquema tem seguido o modelo drive-thru, em que a pessoa entrega a proposta sem precisar adentrar no edifício. No mesmo dia, todos os envelopes são abertos. A leitura das propostas pode ser acompanhada pela transmissão ao vivo, o que permite que a pessoa já saiba o resultado. Também é possível participar acessando nosso sistema e enviando um formulário on-line, que pode ser encontrado no site.

Fazer parte do edital é garantia de conseguir um lote?

Não é garantia. É preciso aguardar o término da leitura das propostas, momento em que será apresentada a classificação preliminar. De acordo com essa classificação, a pessoa vai saber qual foi a posição da proposta dela em relação às demais. Depois de publicado o resultado, abrimos um prazo de 10 dias para que as pessoas possam apresentar a documentação exigida. É por meio dela que providenciamos a homologação e a escrituração do imóvel. Mas acontece, às vezes, de a pessoa não cumprir com os demais requisitos do edital e a proposta ser desclassificada. Quando isso ocorre, seguimos a sequência de classificação.

O pagamento tem que ser à vista ou a Terracap tem algum plano de financiamento?

Essa é mais uma das diferenças entre a Terracap e uma imobiliária comum. Numa imobiliária comum, a compra do imóvel é feita à vista. Caso o comprador não tenha condição de pagar dessa forma ao proprietário, é efetuado um financiamento mediante instituição financeira. Aqui na Terracap, essas duas possibilidades existem. Mas além delas, também há a chance de fazer um financiamento direto com a gente. Nós financiamos imóveis residenciais em até 240 meses, a uma taxa de juros de 0,4% ao mês. Já nossos imóveis comerciais são financiados em até 180 meses, com taxa de juros de 0,5% ao mês.

Em quanto tempo o valor da caução é devolvido para a pessoa?

A caução corresponde a 5% do valor do imóvel. É um pré-requisito para que a pessoa possa participar do edital. Para o cidadão que é classificado em primeiro lugar, a caução não é devolvida porque ela já é invertida como valor de entrada do imóvel. Para os demais, ela volta em um prazo de dez dias após a realização do certame, que é exatamente o mesmo prazo que nós damos para a entrega dos documentos da proposta classificada.

“É importante que a pessoa, antes de efetuar uma proposta, visite o imóvel e veja as condições dele no edital de forma detalhada, de maneira que possa ter clareza absoluta sobre aquilo que está adquirindo”

O que significa quando está escrito “ocupado” em algum imóvel do edital?

A situação de cada imóvel é descrita em um tópico, o qual fica dentro de um capítulo próprio no edital. Existem imóveis que estão ocupados e outros, obstruídos. A diferença entre eles é que, quando ele vem classificado como obstruído, quer dizer que ele tem uma edificação. Essa edificação faz parte do imóvel que está sendo vendido. Já quando o imóvel vem com a observação de ocupado, quer dizer que ele tem uma edificação e que tem alguém ocupando aquele imóvel. Muitas vezes, essa pessoa que está ocupando o imóvel é uma interessada na aquisição, ou seja, na regularização por meio de licitação. Então, é importante que a pessoa, antes de efetuar uma proposta, visite o imóvel e veja as condições dele no edital de forma detalhada, de maneira que  possa ter clareza absoluta sobre aquilo que está adquirindo.

Qual o prazo para a Terracap assinar a escritura dos lotes vendidos?

A partir do momento em que uma venda é homologada, às vezes, o cliente precisa fazer a complementação da entrada. Ao complementar essa entrada e ao efetuar o pagamento do ITBI, a escrituração do imóvel é imediata. Por vezes, alguns clientes optam pelo parcelamento desse imposto. Quando isso acontece, é preciso aguardar que o cliente quite todas as parcelas do ITBI para que seja efetuada a escrituração.

Qual a porcentagem do imóvel que pode ser financiada?

A Terracap financia até 95% do valor do imóvel. Esse é um método de fomentar o mercado imobiliário, sobretudo neste momento de pandemia, quando a empresa vem exercendo o estímulo à aquisição de imóveis. Isso acaba gerando emprego e também movimentando a economia.

Pessoas que já possuem outro imóvel no DF podem participar de licitações da Terracap?

Não há, absolutamente, nenhum tipo de restrição para se comprar um imóvel na Terracap caso a pessoa já tenha outro imóvel no DF. A única coisa que se precisa fazer é participar da licitação.

Uma pessoa jurídica, com a firma recém-aberta, consegue financiamento junto à Terracap?

Para financiamento de pessoas jurídicas, existem algumas condições, as quais estão detalhadas em nosso site. Quando nós vendemos um imóvel, seja para pessoa física ou jurídica, é importante que ela demonstre capacidade de pagamento, caso opte pelo financiamento. Para pessoa física, é exigido uma renda compatível com a prestação que ela irá pagar. O valor não pode ser superior a 30% da renda bruta comprovada pelo cidadão. Já para as pessoas jurídicas, é importante que a empresa também tenha condições de arcar com o compromisso financeiro do financiamento.

A Terracap tem planos para lançar empreendimentos no formato de condomínio horizontal?

Os novos parcelamentos do solo urbano são feitos tomando como referência à Lei nº 6.766/1979, de parcelamento do solo urbano. Existe sim uma possibilidade de condomínios fechados. Há uma discussão aqui em Brasília não de promover novos parcelamentos fechados, mas de regulamentar ou de permitir a permanência daqueles que já surgiram de forma irregular. A Terracap não tem como política disponibilizar lotes para a criação de condomínios fechados. Nossos parcelamentos são todos abertos, exatamente seguindo as diretrizes do maior urbanista que esta cidade já teve, Lucio Costa.

“Nossos parcelamentos são todos abertos, exatamente seguindo as diretrizes do maior urbanista que esta cidade já teve, Lucio Costa”

Existe, no edital, a obrigação de construir?

Há em todos os imóveis que são vendidos pela Terracap. Essa obrigação consiste em iniciar a construção em até 72 meses após a aquisição do imóvel. A pessoa que descumpre esse prazo, recebe uma multa equivalente a 2% do valor do imóvel. É importante ficar atento a isso.

 

Dia de Finados: como a pandemia abalou o processo de luto

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Solidão e apoio social limitado agravam o sentimento da perda

“É o meu lençol, é o cobertor / É o que me aquece sem me dar calor / Se eu não tenho o meu amor / Eu tenho a minha dor”.

Os versos famosos de Marisa Monte e Arnaldo Antunes, em De mais ninguém (1994), bem que poderiam ajudar a traduzir o direito à dor e a todos os processos que envolvem o luto, que ganha dimensão inédita para esta geração por conta da pandemia da covid-19. Especialistas ouvidas pela Agência Brasil explicam que a emergência sanitária gerou diferentes consequências que ampliam as perdas, como a impossibilidade dos ritos de despedida e de uma retomada da vida como era antes.

“Precisam de um descanso / Precisam de um remanso / Precisam de um sono / Que os torne refeitos”.

Os versos de Gonzaguinha são lembrados pela psicóloga e pesquisadora Milena Câmara, que trabalha na cidade de Natal (RN). Ela é uma das brasileiras que atuam no grupo de estudos International Working Group on Death, Dying and Bereavement (Grupo de Trabalho Internacional sobre Morte, o Morrer e o Luto) e coordenou uma pesquisa sobre o impacto psicológico da morte para trabalhadores de cemitérios.

Milena Câmara entende que o cenário atual significa um grande desafio emocional e psíquico. “Em um contexto como o de agora, há um rompimento com o cenário de antes. Todos precisamos de uma reestruturação desse mundo presumido e gerar, aos poucos, uma nova forma de se relacionar com a pessoa que morreu. A morte acaba com a forma, mas não acaba com o amor”.

Para as estudiosas ouvidas pela reportagem, diante de uma ruptura abrupta com a vida que conhecíamos, além das dúvidas sobre um “futuro esperado” – ambas geradas pela pandemia -, a sociedade deve prezar pelo apoio, respeito mútuo e ouvidos solidários, que são fundamentais para ajudar pessoas que perderam amores de vida.

“Eu uso a metáfora do tsunami para falar da pandemia. É uma onda que está passando e a gente está embaixo dela e não sabe quando vai acabar”, compara Elaine Alves, professora da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora em emergências e desastres.

A especialista avalia que a pandemia é um desastre diferente daqueles episódios que os pesquisadores estão acostumados. “Normalmente, no desastre, o outro não é um risco para nós. Nessa situação, o outro passou a ser um risco. Passamos a ter medo do outro”.

O tempo do luto

Na obra “Sobre a morte e o morrer”, a psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross formulou cinco fases do luto diante da observação da reação psíquica de pacientes em estado terminal: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Conforme considera Elaine, essas fases podem ocorrer simultaneamente. “Ao mesmo tempo que você nega, você tem raiva. E não tem um tempo de duração preciso”.

A pesquisadora Milena Câmara explica que o tempo não faz nada sozinho para efeito de reequilíbrio. Os processos de luto desgastam e exigem da gente. No meio do caminho, dor, raiva, medo, crenças afetadas… “Os primeiros estudos de luto tratavam sobre possíveis fases que atravessamos na perda. Hoje compreendemos que, na verdade, ocorre um processo de oscilação permanente dos nossos sentidos em dias assim”, avalia.

O sofrimento é parte constante da experiência humana e a dor não pode ser marginalizada, na avaliação das entrevistadas. Essa oscilação entre dor e restauração é um processo saudável que age pelo equilíbrio para os momentos que todos nós passamos, explicam as pesquisadoras.

As características das perdas durante a pandemia de covid-19 são mais difíceis porque ocorrem em cenário de solidão e com apoio social limitado. “Às vezes, não há como receber aquele abraço em que as palavras são desnecessárias. Por isso, nesse caso, há vários fatos complicadores de luto e podem gerar processo mais prolongado”, alerta Milena Câmara.

“Todos fomos impactados pela pandemia. Costumo dizer que estamos todos em um mesmo oceano, mas em barcos diferentes. As pessoas assimilam as dores de formas diferentes e as consequências aparecem mesmo muito tempo depois. Quem já tem algum transtorno fica mais vulnerável. Outras pessoas podem desenvolver estresse pós-traumático. Por isso, é recomendável que se procure profissionais da área de saúde, como psicólogos e psiquiatras”, diz a neuropsicóloga brasiliense Juliana Gebrim.

O adeus

“E no meio dessa confusão, alguém partiu sem se despedir” (Rubem Braga)

Antes mesmo da mudança dos ritos funerários com a pandemia, Elaine Alves alerta que o Brasil já caminhava para uma espécie de “velório rápido”, na tentativa de diminuir o tempo de sofrimento. Contudo, ela destaca que a dor não desaparece porque não se fala mais sobre a pessoa. Ela defende o máximo de tempo possível para o velório. “A orientação é usar o máximo do tempo. No Brasil, a recomendação é o período máximo de 24 horas se o corpo permitir”. Devido ao novo cenário, Elaine sugere adaptações nos ritos, como o uso de fotografias em corpos que não podem ficar expostos, e da realização constante de videoconferência entre familiares com a pessoa enlutada. “Mas nessas videoconferências deve-se falar abertamente sobre o morto. A pessoa que morreu não precisa sair da nossa vida”.

Nesta segunda (2), as homenagens nos cemitérios brasileiros deverão obedecer às legislações municipais e estaduais, o que inclui a obrigatoriedade do uso de máscaras, alertas contra aglomerações e medição de temperatura no acesso aos espaços públicos. Em São Paulo, maior cidade do país, por exemplo, há 22 cemitérios, que funcionarão entre 7h às 18h. Haverá disponibilização de álcool em gel. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de cuidado especial em todo o país, inclusive para o caso de haver celebrações nos espaços.

Por outro lado, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estimulou, durante a semana, uma campanha para se evitar aglomeração em cemitérios. A proposta é que as pessoas plantem uma árvore como homenagem ao ente falecido e também como forma de cuidar do meio ambiente. Dentro da campanha, a entidade pede que as pessoas tirem uma foto e publiquem no Instagram com a hashtag #CuidarDaSaudade. As imagens vão para o site da CNBB.