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AJUDE | Com estoque baixo, Banco de Leite Humano precisa de ajuda

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Alerta chega junto com a Campanha Novembro Roxo, de conscientização sobre a prematuridade. E são os bebês prematuros os que mais precisam de doação

O Novembro Roxo é o mês dedicado à conscientização da prematuridade, e os bebês prematuros são o principal público dependente dos Bancos de Leite Humano (BLH) do Distrito Federal. A campanha educativa chega justamente no período em que os bancos de leite estão com queda nas doações do alimento. A Secretaria de Saúde alerta para a necessidade de aumentar os estoques e lembra que a doação pode ser feita até mesmo em casa, via agendamento pelo telefone 160, opção 4.

 

9,5 milbebês alimentados com leite em unidades neonatais até setembro

A coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF, Miriam Santos, explica a situação: “Até setembro tivemos 9.592 bebês receptores de leite materno nas unidades neonatais, e a maioria deles é prematura e de baixo peso”. Miriam ressalta que o banco oferece leite materno para todos os bebês internados, mas que nos últimos meses foi registrada a queda nas doações.

A campanha do Novembro Roxo também chama a atenção para a importância do leite materno e para o contato pele a pele entre mãe e filho, hábito que cria maior vínculo afetivo, além de mais estabilidade térmica e melhor desenvolvimento da criança. O leite materno é essencial para salvar a vida dos bebês internados, mas caso os estoques continuem abaixo da média, em último caso a preferência do leite será para prematuros e de baixo peso, segundo a coordenadora.

Miriam Santos destaca ainda que todas as doações de leite materno são destinadas aos bebês internados nas unidades neonatais. Além disso, todas as mães de prematuro recebem apoio das equipes do BLH para continuar extraindo seu próprio leite.

“O leite da mãe de um bebê prematuro possui características diferenciadas, pois tem mais proteína e imunoglobulina. Em uma mulher que teve o parto no período normal, o colostro dura cerca de sete dias. Já o de uma mãe de prematuro, se estende por cerca de 21 dias, já que o corpo entende a necessidade da imunidade da criança”, explica.

O leite materno utilizado nas unidades neonatais vem das mães dos bebês internados, de doações e dos próprios estoques do BLH. Por isso, estimular e incentivar as mães a doar é tão importante. Há bebês que ficam internados por três ou quatro meses.

As mães de prematuros também recebem apoio de profissionais para lidar com a questão de “vida e morte” dentro de uma unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal. De acordo com Miriam Santos, quando as mães conseguem extrair o leite materno e veem o filho se alimentando e se desenvolvendo, é algo que as motiva para continuar a amamentação induzida, por meio de sondas, até que o bebê consiga mamar naturalmente.

Fórum de Desenvolvimento do Semiárido abre inscrições para edição de 2020

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Evento acontecerá em dezembro, no Rio Grande do Norte, com autoridades, palestrantes, especialistas e técnicos do país

O Fórum de Desenvolvimento do Semiárido 2020, que acontecerá de 3 a 5 de dezembro de 2020, na cidade de Mossoró (RN), está com as inscrições abertas. A capital nacional do Semiárido receberá palestrantes, especialistas, técnicos e autoridades de todo Brasil para a troca de conhecimento, identificação dos problemas e a convergência de propostas dos diferentes agentes, públicos e privados, interessados em desenvolver ações de fomento a investimentos multissetoriais, em empreendimentos para atualizar o Plano de Desenvolvimento do Semiárido – PDS.

Serão 2 dias de debates e discussões sobre os 13 Eixos Temáticos selecionados: Recursos Hídricos, Energia, Agronegócio, Mercado, Relações Exteriores (comércio), Recursos Minerais, Segurança – Jurídica e Fundiária, Educação – Capacitação Turismo, Trama

GDF reativa serviço de entrega de medicamentos em casa

Pacientes que estão cadastrados podem agendar a entrega por telefone | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Programa facilita o tratamento de 33 mil pacientes que usam remédios de alto custo

O programa Entregas de Medicamentos em Casa foi reativado pela Secretaria de Saúde (SES) nesta quarta-feira (4). As equipes da central de atendimento já começaram a agendar a operação, por telefone, para os pacientes cadastrados. O programa é fruto de parceria entre a SES e o Banco de Brasília (BRB).

A ação começou em 3 de abril, no início na pandemia, como alternativa para humanizar o serviço e evitar aglomerações nas três unidades de componentes especializados, mais conhecidas como farmácias de alto custo.

A interrupção do programa de entregas ocorreu em 30 de setembro, quando o DF passou a registrar quedas na taxa de transmissão da Covid-19. Até aquele mês, foram entregues 81.332 medicamentos, beneficiando 58.062 pessoas. Atualmente, 33 mil usuários estão cadastrados nas três farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceafs), localizadas na Asa Sul, em Ceilândia e no Gama.

A desativação do serviço provocou aglomerações nas farmácias de alto custo, o que levou o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, a solicitar ao BRB, ainda em outubro, a reativação do programa. “Os pacientes têm maior conforto e segurança ao receber os medicamentos em casa”, explicou o secretário, que destaca esse serviço como uma das medidas importantes adotadas pelo GDF para combater o coronavírus.

Atendimento presencial

Mesmo com o serviço de entrega em casa, o atendimento presencial continua funcionando de forma ininterrupta nas três unidades da Farmácia de Alto Custo.

Devido à pandemia, são seguidos todos os protocolos de segurança para atendimento, como limpeza do ambiente, uso de álcool gel para higienização das mãos e proteção com máscara. As farmácias atendem de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 12h.

Como funciona

A entrega dos medicamentos é feita após o agendamento pela central telefônica do programa, que estabelece contato com as pessoas cadastradas. O remédio chega à casa do paciente em cerca de quatro dias úteis após o agendamento.

O telefone da central de atendimento, para quem já está cadastrado, é o (61) 3029-8080. Novos pacientes podem se cadastrar pelo telefone 160, opção 3.

Delmasso cria o cadastro distrital de informações para proteção de crianças e adolescentes

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Deputado Delmasso (Republicanos), vice-presidente da CLDF,

A proposta é que os dados fiquem sob a responsabilidade dos Conselhos Tutelares do DF

O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Delmasso (Republicanos) é autor do projeto de lei nº 1430/2020 que cria o cadastro distrital de informações para a proteção da infância e da juventude. A proposta é que os dados fiquem sob a responsabilidade dos Conselhos Tutelares do DF.

A pedofilia é um crime grave que atinge os mais vulneráveis: as crianças e os adolescentes. A modalidade criminosa é feita por diversos meios como o assédio sexual direto, com a utilização de redes sociais, de telefonia, pelo aliciamento para a prostituição e para a produção de vídeos e fotografias pornográficas, assim como outros.

Apesar de a pedofilia não ser considerada crime em si mesma, o Código Penal considera crime de relação sexual ou ato libidinoso (ato de satisfação do apetite sexual) praticado por adultos com criança ou adolescente menores de 14 anos.

O Estatuto da Criança e do Adolescentes (ECA), por sua vez, considera crime o ato de “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro, que contenha cena de sexo explícito ou pornográfico envolvendo criança ou adolescentes”. Assim, não se pode deixar que essa modalidade criminosa continue, pois é nosso dever cuidar de nossas crianças que são indefesas e vulneráveis.

Por isso, é necessário criar um cadastro de pessoas que respondem processo judicial por quaisquer crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Assim como os crimes previstos no Código Penal Brasileiro, para que essas informações cadastrais sejam compartilhadas com outros órgãos públicos que tratam desta problemática criminosa.

“A população tem direito à informação, principalmente pais e responsáveis para melhor proteger suas crianças e jovens”, disse Delmasso.

Goiás busca habilitação para realizar transplantes de pâncreas

Novo procedimento, que depende do aval do Ministério da Saúde, será inédito no Centro-Oeste do país. Estado já é habilitado para transplantar rins e fígado

O Governo de Goiás está em processo de habilitação junto ao Ministério da Saúde para realizar transplantes de pâncreas e pâncreas-rim. Com a autorização, o Estado se tornará o primeiro no Centro-Oeste a promover esse tipo de cirurgia, muito comum em pacientes com diabetes tipo 1. O credenciamento está em fase final de análise e a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é iniciar a nova modalidade de transplante já em 2021.

O objetivo é que as cirurgias sejam feitas no Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), que já promove o mesmo tipo de procedimento com fígado e rim. Com mais de 500 transplantes concluídos, o hospital goiano é referência, sendo o 5º maior centro transplantador renal do país.

Gerente de Transplantes da SES, Katiúscia Freitas conta que o Estado trabalha para aperfeiçoar esse serviço, que é vital. “Goiás tem mostrado potencial de atender os pacientes e melhorar sistema de transplante como um todo. Acredito que, no futuro, teremos condições de caminhar em busca de outros transplantes”, projetou.

Mais que ampliar o leque de atendimentos do HGG via Sistema Único de Saúde (SUS), o transplante pancreático representa esperança aos goianos que porventura precisarem desse tipo de procedimento. Isso porque, segundo protocolos da Saúde, quando um órgão é captado no Estado, mas não pode ser transplantado no local, ele é disponibilizado na fila nacional de espera. No entanto, assim que habilitado, o HGG poderá priorizar os receptores daqui, o que deve acelerar o acesso dos goianos à cirurgia.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil possui atualmente 57 pessoas na fila de espera para transplante exclusivo do pâncreas, enquanto outras 445 aguardam a modalidade simultânea (pâncreas e rim).

Katiúscia disse que a busca pela habilitação do HGG é motivada pelo desejo de garantir conforto aos pacientes que dependem do transplante para melhor qualidade de vida. “Queremos oferecer toda a estrutura para que a pessoa não precise se deslocar até outros Estados em busca do transplante”, relatou. “Isso mostra a preocupação do Governo de Goiás em atender quem está na fila de espera. Por trás dessa lista, estão pessoas. Estamos falando de vidas.”

Sobre as equipes

O serviço de transplante renal no HGG já realizou, até meados de setembro deste ano, 487 cirurgias do tipo. Já o transplante de fígado ocorre desde julho de 2018. De lá pra cá, o hospital concluiu 19 cirurgias. Todo esse trabalho é feito por duas equipes especializadas, já autorizadas pelo Ministério da Saúde.

No pedido de habilitação que está em andamento, a SES-GO pede aval para atuação de mais três equipes multiprofissionais no HGG. Uma delas é focada no transplante de rim, e vai reforçar o atendimento que já se tornou referência nacional. As outras duas equipes são novidade: uma especializada em pâncreas e, a outra, na modalidade simultânea pâncreas-rim. Para isso, são necessários nefrologista, urologista, cirurgião geral, endocrinologista e anestesista, todos com experiência comprovada.

Em Brasília, Caiado cobra solução para endividamento dos Estados

O governador Ronaldo Caiado, ao lado de líderes do Executivo de outros Estados, durante reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para tratar da tramitação do PLP 101/2020: “Precisa ser aprovado o mais rápido possível”

Governador defende urgência na aprovação de leis que assegurem o equilíbrio fiscal do Estado e de outras unidades da federação. “Goiás cortou 8% das despesas, fez as reformas da Previdência, do Estatuto do Servidor e corte dos incentivos fiscais. Agora, precisamos de uma lei para que realmente se tenha o mínimo de tranquilidade”, afirma

O governador Ronaldo Caiado participou em Brasília, nesta terça-feira (3/11), de uma série de reuniões para dialogar sobre medidas que visam garantir o equilíbrio fiscal dos Estados. Ele defendeu “ação conjunta” que seja capaz de resolver o problema de endividamento enfrentado por Goiás e outros Estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, a partir da aprovação de uma legislação sobre o assunto.

“Devido à situação difícil dos Estados, não dá mais para esperar”, informou Caiado. Ele referiu-se ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, que ficou conhecido como Plano Mansueto, mas que não avançou no Congresso Nacional. Agora, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei complementar (PLP) 101/2020, uma espécie de atualização da proposta anterior. “Precisa ser aprovado o mais rápido possível”, continuou.

Acompanhado da secretária da Economia, Cristiane Schmidt, a primeira agenda do governador na capital federal foi com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Na sequência, Caiado e vários outros governadores estiveram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Nas reuniões com os representantes do Poder Legislativo, a tratativa foi no sentido de garantir consenso na construção do texto do PLP 101, para que seja colocado em votação ainda este ano.

Conforme divulgado pela imprensa, Maia teria se comprometido a colocar o projeto em votação no próximo dia 17. Alcolumbre se comprometeu a incluir a matéria na pauta do Senado 48 horas após votação pela Câmara.

Na sequência, a comitiva de governantes foi até o Ministério da Economia para uma reunião com o secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues. Caiado afirmou que a conversa visou sensibilizar o governo federal, para que também priorize o assunto.

Ao exemplificar a importância da aprovação do projeto, o governador lembrou que atualmente o Estado sobrevive graças a uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspende o pagamento das dívidas junto à União. No entanto, ela vence em 31 de dezembro. “Goiás não tem como arcar com essa situação se não tivermos esse projeto de lei aprovado.”

Sobre o teto de gastos, que é um dos tópicos abordados no PLP 101, Caiado defendeu uma maneira de “regularizar o alongamento da dívida” para que os Estados consigam assumir e cumprir seus compromissos. No caso de Goiás, frisou que o desrespeito ao teto de gastos foi herdado da gestão anterior, referente ao ano de 2018. “Se não tivermos como regularizar essa situação, vamos pagar uma multa de R$ 350 milhões. Isso nos impõe uma situação de insolvência completa.”

Caiado lembrou, ainda, que desde que assumiu o governo estadual, com déficit de R$ 4,2 bilhões e R$ 1,6 bilhão em salários atrasados, trabalha arduamente para “fazer a tarefa de casa” e ingressar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). “O Estado de Goiás cortou 8% das suas despesas, fez a reforma da Previdência, fez a reforma do Estatuto do Servidor, fez corte dos incentivos fiscais. Agora, nós precisamos ter uma lei para que realmente tenha o mínimo de tranquilidade”, concluiu.

Brasília Ambiental apresenta propostas de emenda para 2021

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Material sobre meio ambiente será repassado aos deputados distritais nesta quarta-feira

O Instituto Brasília Ambiental finalizou o Caderno de Emendas Parlamentares para o próximo ano. A proposta, com 24 projetos que beneficiam o meio ambiente, será apresentada nesta quarta-feira (4) à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), ocasião em que o presidente do instituto, Cláudio Trinchão, visitará os gabinetes dos deputados distritais. O Brasília Ambiental é o órgão do GDF responsável pela execução das políticas públicas voltadas à questão do meio ambiente e dos recursos hídricos.

Confira a íntegra do Caderno de Emendas

O caderno, que reúne iniciativas com execução programada para 2021, está disponível para que os parlamentares escolham os projetos com os quais mais se identificarem. “O objetivo do instituto é atuar em conjunto com os representantes do povo. Queremos reforçar o compromisso com a população do DF e investir em ações que incentivem a qualidade e a preservação do patrimônio ambiental”, reforça Cláudio Trinchão.

A proposta inclui a elaboração e a implantação de projetos, aquisição de equipamentos, apoio a programas de educação ambiental e preservação, readequação das instalações das brigadas de incêndio, investimento em tecnologia para monitoramento de questões ambientais do DF e melhor desempenho do órgão. Destaca-se ainda o apoio para conservação e revitalização de parques, além da manutenção e ampliação dos serviços prestados pelo Hospital Veterinário Público (Hvep).

O material foi encaminhado por e-mail aos deputados distritais na tarde desta terça-feira (3). A Assessoria Legislativa do Brasília Ambiental ficará responsável por tirar dúvidas e prestar os devidos esclarecimentos sobre as sugestões de emenda.

Proposta do Governo do DF para um novo Refis é aprovada pela Câmara Legislativa

GDF pode recuperar até R$ 500 milhões com programa de regularização fiscal, que atinge mais de 78 mil pessoas jurídicas e 266 mil físicas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei 58/2020, que institui o novo Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis 2020), que pode injetar R$ 500 milhões nos cofres do DF. No segundo turno, a votação favorável foi unânime e registrou 23 votos favoráveis, com uma ausência. Agora, o texto segue para sanção do governador Ibaneis Rocha.

Resultado de construção conjunta do GDF com os deputados distritais, o novo Refis vai atingir mais de 78,4 mil pessoas jurídicas e 266 mil físicas. Além do reforço aos caixas do governo e da facilitação para que o contribuinte pessoa física quite suas dívidas, o Refis permite que empresas consigam emitir suas certidões negativas e, assim, mantenham seu funcionamento, retomem o crescimento econômico e gerem empregos.

“Fico muito feliz com essa aprovação porque é algo que será bom para todos. Para o governo, que poderá recuperar o imposto devido; para a população, que terá benefícios em obras e ações sociais, com o reforço de caixa; e para empresários e até pessoas físicas, que vão regularizar sua situação fiscal”, avaliou o governador Ibaneis.

O governador destacou a importância da articulação dos distritais, que ajudaram o Executivo local a construir um texto de consenso com a sociedade. “Estamos falando de um programa elaborado com a participação de todos. Todos os segmentos foram ouvidos. O texto aprovado representa uma união de forças para ajudar o DF”, completou.

Para o secretário de Economia, André Clemente, o programa vai auxiliar a fechar 2020 com contas públicas em dia. “Será fundamental no enfrentamento dos efeitos da pandemia, especialmente para garantir a capacidade fiscal das empresas e permitir que o governo chegue ao fim do ano com mais equilíbrio e recursos para financiar políticas públicas”, afirmou.

Mais inovador e arrojado dos Refis já apresentados no DF, o novo texto do programa de refinanciamento garante desconto inclusive sobre o valor principal da dívida – em outras edições, a redução atingia exclusivamente juros e multas. Na prática, a alteração impacta mais fortemente o montante da dívida e facilita a recuperação de débitos antigos de contribuintes.

“É algo que será bom para todos. Para o governo, que poderá recuperar o imposto devido; para a população, que terá benefícios em obras e ações sociais; e para os empresários e até pessoas físicas, que vão regularizar sua situação fiscal”Ibaneis Rocha, governador do DF

Entre os principais pontos da nova proposta está o limitador de dívidas até o montante de R$ 100 milhões; descontos escalonados, de 50% a 95%, conforme o número de parcelas escolhido para pagamento; e, ainda, a possibilidade de pagamento dos débitos em até 120 vezes.

O Refis

O projeto de lei complementar, de autoria do Poder Executivo, homologa o Convênio ICMS 155, de 10 de outubro de 2019, e institui o Refis-DF 2020. O convênio foi ratificado pelo Ato Declaratório Confaz nº 15, de 25 de outubro de 2019, que autoriza unidades federadas a instituir programas de anistia de débitos fiscais relativos ao Imposto Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O novo Refis se adequa à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e à Lei nº 5.422/2014, que obriga que as políticas fiscais, tributárias e creditícias do governo sejam acompanhadas da avaliação do respectivo impacto econômico. Pelas regras do texto poderão ser incluídos no Refis 2020 os débitos de fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2018, assim como os saldos de parcelamentos referentes a fatos geradores ocorridos até a mesma data.

O parcelamento – ou seja, a adesão ao Refis – só é homologado com o pagamento da primeira parcela. Após esse primeiro pagamento, o contribuinte pode retirar certidão positiva com efeito de negativa. Sem certidões negativas da Receita do DF, ou positivas com efeito de negativas, instituições financeiras não liberam crédito às empresas, que também ficam impedidas de participar de licitações.

A adesão poderá ser feita pela internet (site da Secretaria de Economia), pelo telefone 156 (opção 3), nos postos do Na Hora e nas agências da Receita do DF.

O Refis incentiva a regularização de débitos tributários e não tributários de competência do DF, mediante:

1. Redução do valor principal do imposto atualizado nas seguintes proporções:
a) 50% do seu valor para débitos inscritos em dívida ativa até 31 de dezembro de 2002;
b) 40% do seu valor para débitos inscritos em dívida ativa entre 1° de janeiro de 2003 e 31 de dezembro de 2008;
c) 30% do seu valor para débitos inscritos em dívida ativa entre 1° de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012.

2. Redução de juros e multas, inclusive as de caráter moratório, nas seguintes proporções:
a) 95% do seu valor, para pagamento à vista ou em até 5 parcelas;
b) 90% do seu valor, para pagamento em 6 a 12 parcelas;
c) 80% do seu valor, para pagamento em 13 a 24 parcelas;
d) 70% do seu valor, para pagamento em 25 a 36 parcelas;
e) 60% do seu valor, para pagamento em 37 a 48 parcelas;
f) 55% do seu valor, para pagamento em 49 a 60 parcelas; e
g) 50% do seu valor, para pagamento em 61 a 120 parcelas.

O Refis 2020 aplica-se aos débitos relativos ao:

⇒ Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICM) e ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS);
⇒ Regime Tributário Simplificado do Distrito Federal (Simples Candango);
⇒ Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), inclusive o devido pelos profissionais autônomos e sociedades uniprofissionais de que tratam o artigo 90, parágrafos 1º e 3º, e o artigo 94 do Decreto-Lei nº 82, de 26 de dezembro de 1966;
⇒ Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU);
⇒ Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA);
⇒ Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis por Natureza ou Acessão Física e de Direitos Reais sobre Imóveis (ITBI);
⇒ Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis ou Doação de Bens e Direitos (ITCD);
⇒ Taxa de Limpeza Pública (TLP);
⇒ Débitos não-tributários, na forma do regulamento.

Cantor brasiliense Allan Massay participa da série 5 Cantos do Multishow

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Programa destaca ações positivas dos artistas durante a pandemia

O poder da música e da solidariedade. Esse é o lema da série 5 Cantos, do Multishow, que tem o objetivo de contar histórias inspiradoras de pessoas que transformaram suas trajetórias e a vida do próximo. A ideia é conhecer artistas de todas as regiões do Brasil que se reinventaram no período de isolamento social. Representando o Centro-Oeste, o cantor brasiliense Allan Massay é um dos convidados para falar dos projetos musicais e boas ações durante a pandemia.

Em uma live especial de Dia dos Namorados, Massay aproveitou o evento para arrecadar alimentos e insumos com o objetivo de ajudar pessoas afetadas pela Covid-19, para a Rede Feminina de combate ao câncer e ao Movimento #VaiFicarTudoBem, que apoia a comunidade da Chapada dos Veadeiros. “Mais importante do que explicar o que é o programa, é assistir e entender sobre a mensagem que ele quer passar. São histórias inspiradoras, de solidariedade e amor ao próximo”, pondera Allan Massay.

O cantor ainda falou sobre seu amor por Brasília e pela cultura da região. “O Distrito Federal é um lugar lindo e de pessoas muito interessadas em ajudar. Essa é minha casa e estou muito honrado em falar pela região”, conclui. A dupla sertaneja Cleber & Cauan também estará como convidada para representar o Centro-Oeste.

O primeiro episódio da série 5 Cantos já foi ao ar e levou a cantora Joelma em uma conversa com Fofão e Luciano Lima, integrantes da banda Georocks e responsáveis por uma campanha de distribuição de cestas básicas para músicos e trabalhadores do meio artístico no Pará. Os artistas convidados se encontrarão de forma remota e poderão falar sobre os reflexos da pandemia, o poder da música e ações realizadas. O conteúdo será disponibilizado no canal do Multishow no YouTube (https://www.youtube.com/c/MultiShow) e, posteriormente, deve ir para a televisão.

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 3,02%

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A expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) deste ano subiu de 2,99% para 3,02%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (3), publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação variou de 3,10% para 3,11%. A previsão para 2022 e 2023 não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

O cálculo para 2020 está acima do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Essa meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em cada ano.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,75% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

PIB e dólar

As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para a queda da economia brasileira neste ano em 4,81%. Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 3,34%. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

A previsão para a cotação do dólar é encerrar o ano em R$ 5,45. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,20.