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Goiás registra 353 ocorrências de crimes eleitorais durante pleito deste domingo

Número representa média de 1,4 procedimento por município. Eleição foi considerada a mais tranquila dos últimos tempos pelo Tribunal Regional Eleitoral

As forças de segurança de Goiás registraram até as 18h deste domingo (15/11), dia do primeiro turno das eleições municipais, um total de 353 ocorrências de crimes eleitorais, que foram atendidas pelas polícias civil e militar. O número representa uma média de 1,4 procedimento por cidade goiana. A eleição municipal de 2020 foi considerada a mais tranquila dos últimos tempos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).

As ocorrências mais verificadas foram pela realização de boca de urna (124), divulgação de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos (70), violação do sigilo do voto (49), recusa pelo cumprimento ou obediência a diligências, ordens e instruções da justiça eleitoral (43), e os atos de dar, oferecer, prometer dinheiro e qualquer outra vantagem, para obter o voto (17).

Entre os municípios que tiveram ocorrências de crimes eleitorais, Águas Lindas de Goiás figura na primeira colocação no ranking. Na sequência, aparecem Aparecida de Goiânia e Santo Antônio do Descoberto. Em Goiânia, foram cinco registros.

Ao todo, a Polícia Militar de Goiás empregou 7,9 mil profissionais, que reforçaram a segurança nos municípios goianos durante o primeiro turno das eleições municipais. Uma das novidades neste ano foi a parceria com a Justiça Eleitoral, que proporcionou à PM o monitoramento dos locais de votação por meio de drones. Para garantir a ordem durante o pleito, a Polícia Civil também realizou plantão em todas as delegacias no Estado.

Governo de Goiás já destinou mais de R$ 136 milhões para programas que garantem alimentação de estudantes durante pandemia

Ações determinadas pelo governador Ronaldo Caiado alcançam todos 530 mil alunos da rede estadual. Além dos cerca de R$ 54 milhões do auxílio alimentação repassados nos primeiros meses de suspensão de aulas presenciais, R$ 82 milhões são utilizados, a partir de agosto, para compra de kits de alimentos

Kits alimentação são montados em unidade escolar do Estado para serem entregues aos alunos: todos 530 mil estudantes da rede estadual são contemplados

Desde o início da pandemia da Covid-19, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), já destinou R$ 136.286.425,00 para o programa auxílio alimentação e para a compra dos kits alimentação destinados a estudantes da rede estadual de ensino. As ações determinadas pelo governador Ronaldo Caiado auxiliam, atualmente, a manter a nutrição alimentar de mais de 500 mil alunos.

As aulas presenciais em Goiás foram suspensas no dia 16 de março como uma medida de contenção do avanço do coronavírus. Como reflexo, muitos estudantes deixaram de receber a merenda escolar. Diante da situação, o Governo de Goiás determinou a destinação mensal de R$ 150 por aluno, para que a família conseguisse complementar a alimentação das crianças e adolescentes. No total, para as ações referentes ao auxílio alimentação foram destinados R$ 54.286.425,00.

Mãe de três filhos, um casal de gêmeos, de 13 anos, e de uma adolescente, de 15, Geila Pinheiro de Castro relatou que a ajuda foi essencial. Diarista, ela contou que viu a renda mensal familiar cair por conta da pandemia. “Esse dinheiro foi muito eficiente nessa situação que estamos vivendo. Me ajudou bastante em todos os sentidos”, disse.

Os filhos gêmeos de Geila são matriculados na 7ª série no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Juvenal José Pedroso, em Goiânia. Já a adolescente, de 15 anos, estuda na Escola Estadual Jardim Dom Fernando I, também na capital. Com a suspensão das aulas presenciais, Geila afirmou que o desafio de abastecer a casa foi superado com a ajuda do governo. “O auxílio foi muito útil e veio na hora certa, pois me ajudou na compra de alimentos”, ressaltou.

Segundo o governador Ronaldo Caiado, Goiás é o Estado brasileiro com o maior número de verba repassada às famílias dos estudantes da rede escolar estadual, inscritas no Cadastro Único. “As famílias mais vulneráveis terão sempre o apoio do Governo de Goiás. Elas são prioridade no nosso governo, podem ter certeza. Vamos sair da crise e recuperar a economia”, disse. “Essas famílias estão tendo mais um reforço para alimentação, em decorrência do filho estar na escola”, completou o governador.

A secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, relembrou que o Governo de Goiás foi pioneiro em lançar o auxílio alimentação. Ela ressaltou que a iniciativa do governador Ronaldo Caiado foi fundamental para garantir a alimentação dos alunos neste período em que as unidades escolares permanecem fechadas. Aproximadamente 109 mil estudantes em todo o Estado foram atendidos com as sete parcelas do benefício.

“Foi o primeiro Estado a ter essa preocupação, o que melhor se organizou enquanto governo para não deixar as crianças sem alimentação. Serviu para que outros Estados adotassem esse modelo”, afirmou Gavioli.

Kits alimentação

Em agosto deste ano, o auxílio alimentação foi substituído pela entrega de kits alimentação. A mudança permitiu que todos os 530 mil alunos da rede estadual de ensino fossem contemplados. O Governo Estadual repassou para as unidades escolares o valor de R$ 82 milhões para a aquisição de cinco kits por aluno. As entregas, que são mensais, começaram a ser realizadas em agosto e prosseguem até dezembro.

De acordo com a Portaria nº 3154/2020, da Seduc, o valor repassado aos conselhos escolares é destinado, obrigatoriamente, à aquisição dos seguintes itens para cada kit: dois quilos de arroz – tipo 1, um quilo de feijão, dois pacotes de macarrão (500g) ou um pacote de um quilo do produto, uma unidade de molho de tomate, um quilo de verdura/legumes e dois quilos de frutas.

Cestas básicas

Além do auxílio alimentação e dos atuais kits, as escolas estaduais entregaram mais de 75 mil cestas básicas, entre março e abril, para as famílias mais carentes da comunidade escolar. As unidades montaram as cestas com alimentos já adquiridos para merenda e também com a compra de novos produtos, utilizando o saldo restante das escolas para alimentação escolar.

Eleições 2020: Polícia Federal apura vazamento de dados de servidores do TSE

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Sede do Ministério da Justiça em Brasília

Afirmação é do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, confirmou neste domingo que a Polícia Federal (PF) está apurando a suspeita de vazamento de dados pessoais de servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“O que podemos dizer é que a PF está investigando. E o que já se sabe é que os dados divulgados são antigos. E que o acesso a estes dados ocorreu antes de 23 de outubro deste ano”, declarou o ministro ao apresentar, a jornalistas, em Brasília, um balanço da atuação integrada de forças de segurança pública de todo o país.

“A PF está buscando o autor do acesso a estes dados antigos”, acrescentou Mendonça, minimizando que haja alguma relação entre o vazamento das informações pessoais dos servidores do TSE e a suspeita de um ataque cibernético ao sistema do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no início do mês.

“Até o momento, não foi apontada nenhuma relação [entre os dois casos]. Logicamente, não podemos descartar nenhuma possibilidade, mas não há, até aqui, nenhum indicativo neste sentido”, comentou o ministro, garantindo que o vazamento não afetou “a lisura do processo eleitoral”. “A PF tem trabalhado em sintonia com toda a área de segurança e tecnologia do TSE, e não há nenhum indicativo de prejuízo ao pleito eleitoral.”

Ataque cibernético

Mais cedo, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, já tinha confirmado que um novo ataque cibernético tentou derrubar hoje os sistemas da Justiça Eleitoral. Segundo Barroso, a ação foi “neutralizada” sem maiores consequências.

“Houve uma tentativa de ataque, hoje, com um grande volume de acessos simultaneamente. Foi totalmente neutralizado pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelas operadoras de telefonia. Portanto, sem qualquer repercussão sobre o processo de votação”, disse Barroso sobre o mais recente ataque.

Da mesma forma que Mendonça, Barroso descartou que o novo ataque esteja relacionado com o vazamento de dados pessoais de funcionários da Corte. “Esse vazamento [que resultou na divulgação indevida de informações pessoais de funcionários do tribunal] não é produto de um ataque atual. É um ataque antigo que ainda não fomos capazes de precisar quão antigo, se antigo de 10 dias ou antigo de cinco anos”, disse Barroso, frisando que ataques como o deste domingo “são bastante comuns” e não afeta o processo de votação.

Prematuros do HRS são protagonistas de ensaio fotográfico

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Hospital Regional de Sobradinho (HRS) fez ensaio fotográfico dos bebês internados nas unidades da Neonatologia | Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde DF

Como lembrança, imagens serão impressas representando período de lutas e vitórias no Novembro Roxo

O Hospital Regional de Sobradinho (HRS) realizou ensaio fotográfico dos bebês internados nas unidades da Neonatologia. Com o tema ‘Juntos pelos prematuros, cuidando do futuro’, o Novembro Roxo está sendo celebrado por profissionais, mães, bebês e voluntários. No mês da prematuridade, os bebês ganharam sapatinhos de crochê roxos e as fotos serão impressas como presente para as mães. A fotógrafa responsável pelos registros é Andreza Lopes. Ela participa da campanha no HRS há três anos.

“Nossa motivação com as imagens sempre foi oferecer às mães e aos bebês um registro emocionante e bonito desse momento que, muitas vezes, é lembrado com muita dor, mas, também, com um misto de sentimento de alívio, preocupação e vitória”, relatou a enfermeira Kelly Saboia, que é uma das profissionais envolvida nas atividades. “Ver a felicidade das mães ao serem fotografadas com seus bebês é recompensador”, comentou.

No mês da prematuridade, os pequenos ganharam sapatinhos de crochê roxos e as fotos serão impressas como presente para as mães | Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde DF

É a luta e persistência de mães como Marcilene Monteiro, 34 anos, que inspira os servidores a organizarem os ensaios fotográficos. Ela está no HRS há seis meses com Amanda Victória. A menina nasceu com apenas 26 semanas e seis dias de gestação. Apressada, Amanda não deixou tempo para a mãe registrar o período da gravidez. Sem o retrato da barriga, Marcilene fez uma foto com um profissional já com a bebê nos braços. “Muita gratidão a Deus por poder pegar ela nos braços”, disse, emocionada.

O sentimento de Marcilene aumentou após descobrir que a sua gestação era gemelar. “Eu sonhava (em fazer fotos), pois eu achei que iria conseguir ir até o final da gravidez. Eu só tenho a agradecer a Deus porque eu poderia ter perdido as duas. Mas Ele é maravilhoso, levou uma, mas me deixou outra pra alegrar nossas vidas”, celebra a mãe.

Outra que não conseguiu completar o tempo de gestação foi Edvânia Fernandes, 37 anos. Ela deu à luz à Sarah com 31 semanas de gravidez e está na Neonatologia ganhando peso há menos de um mês. Como as demais mamães, essa foi a primeira vez que a foto de sua filha não foi tirada de um celular. “Muita gratidão a Deus por honrar a minha vida e a da minha Sarah. Amor incondicional”, resume a mãe.

“Nossa motivação com as fotos foi oferecer às mães e aos bebês um registro emocionante e bonito deste momento que, muitas vezes, é lembrado com muita dor, mas, também, com um misto de sentimento de alívio, preocupação e vitória”, relata a enfermeira Kelly Saboia | Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde DF

Diferente das demais, Crislayne Rodrigues, 26 anos, teve Lorenna já com 40 semanas e seis dias, em um parto cesáreo. Ela resume o tempo no hospital como difícil e cansativo. Além da bebê estar recebendo os cuidados médicos, ela se recupera da cirurgia – pois os pontos da cirurgia inflamaram. Embora Lorenna não fosse prematura, a equipe do hospital quis garantir que esse período da vida dela fosse registrado.

Mês da prematuridade

Além do Hospital Regional de Sobradinho, as unidades de Ceilândia e Taguatinga também já realizaram os ensaios fotográficos com os bebês, suas mães e familiares. Cada hospital se organizou, cumprindo as orientações sanitárias impostas pela pandemia do novo coronavírus e reduziram o número de fotógrafos nas unidades para fazer os registros.

Na próxima semana, será a vez do Hospital Materno Infantil (Hmib) ter seus prematuros fotografados. Além das fotos, as unidades estão desenvolvendo atividades educativas para os familiares e profissionais sobre as especificidades da prematuridade.

Eleitores relatam dificuldades para justificar voto pelo e-título

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Aplicativo e-Título

Para TSE instabilidade é normal

Instabilidades pelo grande número de acesso tem trazido transtorno a alguns eleitores que tentam justificar o voto neste domingo (15), pelo aplicativo e-Título. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “pode haver instabilidade momentânea no uso do aplicativo em razão do excesso de acessos.”

Este ano o aplicativo teve 12,8 milhões de downloads, a orientação da Justiça Eleitoral nesses casos é esperar um pouco e tentar novamente o acesso. Apesar dos problemas, no último balanço divulgado até o fechamento dessa reportagem, cerca de 400 mil eleitores já haviam justificado ausência pelo aplicativo, conforme o órgão. Para justificar, é preciso estar fora do domicílio eleitoral e o aplicativo faz a verificação por georreferenciamento.

No Twitter e pelo Facebook do TSE os relatos sobre o problema são muitos. “Estou desde a abertura da votação tentando justificar meu voto, mas na tela só aparece essa mensagem de erro”, relatou uma eleitora. “Não consigo justificar meu voto, o app não acessa a minha localização”, disse outro.

Vicente Pires: falta 1,4 km para concluir pavimentação das ruas

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Com 3,2 quilômetros de extensão, a Rua 12 é um importante centro comercial de Vicente Pires. No momento, há um trecho de 1,2 km em obras, no local | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Rua 8 está pronta e comunidade organiza corrida de carrinho de rolimã. GDF já investiu na obra R$ 530 milhões e empregou 1.650 pessoas

Os moradores de Vicente Pires planejam uma atividade inusitada para comemorar o avanço das obras de urbanização da cidade: uma corrida de carrinho de rolimã pelo novo asfalto da Rua 8. Não faltam motivos para a celebração. Resta apenas 1,4 quilômetro para concluir a pavimentação das vias da região administrativa, antes famosa por cenas recorrentes de enchente e alagamentos.
Nesta semana, foi finalizada a pavimentação do último trecho da Rua 8, uma importante via que atravessa a cidade. Liga o Pistão Norte, em Taguatinga, diretamente à Rua 3, à única pista que liga a Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) à via Estrutural. “É um local também muito movimentado por causa do comércio. Agora está tudo asfaltado”, afirma o administrador de Vicente Pires, Daniel de Castro Sousa.
A Rua 8 tem 5,3 quilômetros de extensão e a maior parte dela, 3,5 quilômetros, já havia sido asfaltada, por empresas contratadas por licitação pela Secretaria de Obras. Após a conclusão das obras de drenagem, o governo incumbiu a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) de pavimentar o trecho ainda sem asfalto, entre a igreja católica até a Rua 3. ”Foi determinação do governador Ibaneis fazermos esses serviços logo. Se tivesse de esperar por outra licitação, o serviço atrasaria mais pelo menos seis meses para iniciar”, contabiliza o presidente da estatal, Fernando Leite.
No total, a pavimentação do trecho consumiu pouco mais de dois meses da força de trabalho da Novacap. Os insumos foram financiados com recursos da  Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), que investiu R$ 1,5 milhão na empreitada. “Todo o governo está empenhado em atender a demanda de Vicente Pires e é muito gratificante para todos nós ver o povo feliz com a obra”, completa Leite.

Concluir até 31 de dezembro

Agora, para toda a Vicente Pires ter asfalto, faltam a pavimentação de 200 metros da Rua 4A, próximo à administração regional, que precisa de um período de estiagem para ser feita; e a conclusão dos serviços de um trecho de 1,2 quilômetro na Rua 12, que está em obras.
Com 3,2 quilômetros de extensão, a Rua 12 é um importante centro comercial de Vicente Pires. Em 2019, foram executados 442 metros de drenagem e pavimentação. No momento, a empresa HYTEC trabalha na execução da rede de águas pluviais e do asfalto: 1.554 metros de drenagem e pavimentação já foram feitos. Após a instalação das manilhas e do asfalto, serão feitos os meios-fios e as calçadas. O investimento é de aproximadamente R$ 15 milhões.
Segundo Ricardo Terenzi Cardoso, subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras, 85% da drenagem e 60% da pavimentação estão executados. Todas as manilhas devem ser colocadas até o fim deste mês e a previsão é que o asfalto fique pronto na segunda semana de dezembro. “Faltam 100 metros para conclusão da rede de drenagem e pouco mais de um quilômetro para fazer a pavimentação. Só preciso de dez dias sem chuva para passar a capa asfáltica”, diz Terenzi.
Desde 2019, o GDF investe R$ 530,4 milhões na urbanização de Vicente Pires, um trabalho que envolve a contratação de dez empresas e gera 1.650 empregos. Na época, menos de 30% das vias de Vicente Pires tinha asfalto e 11 ruas estavam “abertas”, ou seja, com alguma obra em andamento ou parada. “A execução das obras já chega a 90%.  O que era problema ontem agora tem solução definitiva”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

Foto: Divulgação
Grupo de moradores pretende organizar uma rua de lazer e uma corrida de carros de rolimã para comemorar a pavimentação | Foto: Divulgação
Comemoração
A ideia de fazer a corrida de carrinho de rolimã surgiu da própria comunidade. Um dia, a professora Wercilene Gama Ribeiro Bonifácio, 49 anos, estava saindo do trabalho e voltando para casa quando passou pela Rua 8. Ao ver o asfalto pronto, imaginou o local cheio de pessoas praticando atividades físicas. “Nem caminhadas podíamos fazer aqui. Sempre precisamos sair de Vicente Pires para praticarmos alguma atividade de lazer. Além disso, acho que hoje em dia as crianças ficam muito em casa. Elas precisam ir para a rua brincar como antigamente”, diz.
Em um grupo no whatsapp, ela falou da ideia para os vizinhos que logo toparam participar. Da iniciativa, surgiu o projeto Vem pra Rua VP, que tem comissão organizadora, reúne 20 moradores e já fez até a primeira reunião.
O projeto comunitário quer promover uma Rua do Lazer no trecho de um quilômetro da via, entre a interseção com a Rua 4A e a Rua 3. O evento está previamente marcado para 13 de dezembro, um dia sem chuvas, segundo a previsão do tempo.
O desejo dos moradores foi ao encontro dos planos do administrador Daniel de Castro Sousa, que também participa do grupo. Ele já tinha mandado fazer um carrinho de rolimã pensando em descer o asfalto novo da Rua 3, onde antes até carros tinham dificuldade de transitar. “Sofremos demais na Rua 3. Os moradores ligavam para mim falando de um carro atolado lá. Íamos socorrer e voltávamos sujos de barro para a administração”, conta Daniel.
Para a professora Wercilene Gama Ribeiro Bonifácio, os dias difíceis também ficaram para trás. “Sempre fiquei indignada ao ver meus alunos chegando na escola sujos de barro e ficarem presos até 21h esperando a água baixar para os pais conseguirem buscá-los”, diz. “Agora, a chuva voltou a ser uma bênção, não nos causa mais medo. É um sonho ver as ruas asfaltadas, com calçadas e meios-fios sendo feitos”, completa a professora que chegou a anunciar sua casa para venda, mas desistiu e tirou o anúncio. “Agora não saio mais daqui.”

Governo do DF entrega obras na Saída Norte

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A conclusão da ciclovia traz mais uma facilidade de locomoção, e com segurança, para a população das cidades que utilizam a Saída Norte como rota | Foto: Divulgação/DER-DF

Em menos de dois anos este governo concluiu as duas pontes paralelas à Ponte do Bragueto; a Ponte do Bragueto reformada; e, agora, a ciclovia de 9 km

Após seis anos de obras, finalmente os trabalhos no Trevo de Triagem Norte (TTN) foram totalmente concluídos. O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) finalizou, nesta semana, a última etapa dos trabalhos, que era a ciclovia de aproximadamente 9 km de extensão. A pista exclusiva para ciclistas começa no final da SQN 216 e vai até o Balão do Torto, onde fará a interligação com a ciclovia da Ligação Torto-Colorado.

Com a conclusão da ciclovia a população de Sobradinho, Planaltina, Colorado, Lago Norte, Varjão e demais cidades que utilizam a Saída Norte como rota agora conta com mais essa facilidade para se locomover. Para o técnico em TI, Matheus Silva, de 29 anos, as obras na saída norte facilitam bastante a ida e a volta pra casa. “O trânsito ficou bem melhor depois que liberaram as obras aqui na saída norte. E ter uma ciclovia agora aumenta a segurança de quem anda de bike por aqui”, disse.

Histórico da obra

Iniciada em 2014 e retomada em 2016, a obra no TTN passou por muitas etapas. No último ano, duas importantes etapas foram concluídas. Em meados de 2019 foram liberadas as duas pontes paralelas à Ponte do Bragueto, que liga a ponte leste, de ligação Plano Piloto / saída norte e a ponte oeste, de ligação saída norte / Plano Piloto. Já em junho deste ano, após passar por uma reforma completa, foi a vez da conclusão e liberação da ponte.

Avança construção do viaduto da Ligação Torto-Colorado

“Foram feitas 16 obras de arte-especiais, sendo essas 13 viadutos e três pontes. Fizemos o complexo viário, a pavimentação e sinalização de todos esses trechos, a reforma da Ponte do Bragueto e, como fase final, faltava apenas os 8,7 quilômetros de ciclovia do TTN. E com alguns dias de trégua da chuva, conseguimos finalizar”, declarou o superintendente de obras do DER/DF, Cristiano Cavalcante.

A obra foi orçada em aproximadamente R$ 130 milhões, e beneficiará cerca de 100 mil motoristas que passam por ali diariamente. Com a finalização da ciclovia, a obra do Trevo de Triagem Norte está concluída.

A pista exclusiva para ciclistas começa no final da SQN 216 e vai até o Balão do Torto, onde fará a interligação com a ciclovia da Ligação Torto-Colorado| Foto: Divulgação/DER-DF

Complexo viário

O TTN, juntamente com a Ligação Torto-Colorado (LTC), formam o Complexo Viário Joaquim Domingos Roriz, nome oficializado em fevereiro de 2020. O trecho passou por grandes obras, incluindo a reforma completa da Ponte do Bragueto, em um projeto que visa desafogar o trânsito na saída norte. O complexo é composto por 22 viadutos e quatro pontes.

Com a conclusão do TTN, o complexo viário fica a um passo de ser entregue, restando apenas a conclusão do viaduto do Torto.

Diabetes é responsável por 43 amputações diárias no Brasil

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Alerta é feito no Dia Mundial de Combate ao Diabetes, lembrado neste sábado

Neste Dia Mundial de Combate ao Diabetes, lembrado neste sábado (14), o Brasil registra a marca de 43 amputações de membros inferiores por dia, decorrentes de complicações da doença. Os dados, do Ministério da Saúde, se referem à soma de 10.546 amputações feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro e agosto deste ano, ao custo de R$ 12,3 milhões.

No mesmo período do ano passado, foram realizadas pelo SUS 10.019 amputações de membros inferiores em decorrência do diabetes, que custaram R$ 11,6 milhões. O crescimento no número de procedimentos em 2020 foi de 5,26%.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta que o principal motivo que leva a essas amputações é a falta de cuidados com a doença, a causa mais comum para amputações de pés e pernas, com cerca de 60%. Em 85% dos casos, o problema aparece como uma ulceração nos pés, ou seja, uma lesão nos tecidos, que pode ser tratada. O diabetes causa perda da sensibilidade, e os ferimentos podem evoluir para o chamado pé diabético, chegando aos casos graves de gangrena que necessitam de amputação.

O paciente diabético precisa ficar atento a qualquer sinal nos pés, como frieiras, bolhas, ferimentos e calos. Os cuidados envolvem secar os pés com cuidado após o banho, manter a pele hidratada, utilizar meias de algodão e sapatos fechados.

Diabetes e covid-19

O diabetes também é um dos principais fatores de risco para o agravamento da covid-19. Por isso, o projeto internacional CoviDiab Registry, uma iniciativa da King’s College London, da Inglaterra, e da Monash University, da Austrália, está reunindo dados globais sobre diabetes e covid-19. Segundo os pesquisadores, há indícios de que o novo coronavírus também possa causar diabetes em quem não tinha.

“É plausível que o Sars-Cov-2 possa causar várias alterações coexistentes do metabolismo da glicose, que podem complicar a fisiopatologia do diabetes pré-existente ou levar a novos mecanismos da doença. Existem, de fato, precedentes para uma etiologia viral para diabetes com tendência à cetose”, informa o projeto.

O que os cientistas ainda não sabem é se o diabetes causado pelo Sars-Cov-2 persiste após a cura da infecção, ou se pode se tornar mais um fator de risco para pacientes com tendência à doença.

Estudo feito no início da pandemia no Brasil mostrou que os pacientes de diabetes negligenciaram os cuidados por causa do isolamento e das medidas restritivas. A pesquisa ouviu 1.701 pacientes entre os dias 22 de abril e 4 de maio e os resultados foram publicados em agosto no periódico científico Diabetes Research and Clinical Practice.

Participaram do levantamento pesquisadores e médicos de diversas instituições, entre elas a International Diabetes Federation, ADJ Diabetes Brasil, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Universidade de São Paulo (USP), Pan African Women in Health (PAWH), Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Hospital do Rim e Hipertensão de São Paulo.

Do total, 95,1% dos entrevistados reduziram a frequência de saídas da residência e 91,5% passaram a monitorar a glicose no sangue em casa. Foi relatado aumento, diminuição ou maior variabilidade nos níveis de glicose por 59,4% dos participantes, 38,4% deles adiaram consultas médicas e exames de rotina e 59,5% diminuíram a atividade física.

Outra pesquisa foi iniciada em setembro pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), com o objetivo de analisar o autocuidado em diabetes e resiliência na pandemia pelos brasileiros. Podem participar as pessoas com diagnóstico de diabetes, de ambos os sexos, maiores de 18 anos e que residam no Brasil. O formulário está disponível em https://bit.ly/DIABETESvid.

Sintomas, prevenção e tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Com isso, podem ocorrer altas taxas de glicose no sangue que levam a complicações cardíacas, nas artérias, olhos, rins e nervos, podendo inclusive ser fatal.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil soma atualmente mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença. Os dados da Federação Internacional de Diabetes mostram que no ano passado 463 milhões de adultos viviam com diabetes no mundo, sendo que metade não foi diagnosticada. A estimativa é que o número chegue a 700 milhões em 2045. Em 2019, a doença causou 4,2 milhões de mortes no mundo e pelo menos US$ 760 bilhões em gastos com saúde, o que equivale a 10% dos gastos totais com adultos.

Os principais sintomas são fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia. No diabetes tipo 1, pode ocorrer também perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor, náusea e vômito. No tipo 2, são sintomas também formigamento nos pés e mãos, infecções na bexiga, rins, pele e infecções de pele, feridas que demoram para cicatrizar e visão embaçada.

A prevenção é feita com a prática de hábitos saudáveis, como comer diariamente verduras, legumes e frutas; reduzir o consumo de sal, açúcar e gorduras; parar de fumar; praticar exercícios físicos regularmente; e manter o peso controlado. Os fatores de risco para a doença envolvem questões genéticas e também pressão alta, colesterol alto, alterações na taxa de triglicérides, sobrepeso, doenças renais crônicas, mulher que deu à luz criança com mais de 4kg, diabetes gestacional, síndrome de ovários policísticos, distúrbios psiquiátricos como esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar, apneia do sono e uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

O tratamento para o diabetes do tipo 1 é feito com injeções diárias de insulina e pode ser recomendada medicação oral. Para o tipo 2, o tratamento dependerá do grau da doença e pode envolver remédios para impedir a digestão e absorção de carboidratos ou que estimulam a produção de insulina. O tratamento e acompanhamento do diabetes é oferecido gratuitamente pela atenção básica do SUS.

Para fazer tudo certo na urna, eleitor pode treinar pela internet

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TSE disponibilizou simulador de votação no site

es e rodoviárias, o TSE colocou na internet o simulador de votação. Quem tiver deficiência visual pode usar a audiodescrição, como numa urna eletrônica real. Para votar no primeiro turno, é possível escolher entre cinco partidos: o do Folclore, dos Esportes, dos Ritmos Musicais, o Partido das Profissões e o das Festas Populares. Cada um tem três opções de vereador para escolher.

Cada candidato a vereador tem um número formado por cinco algarismos. Quem não tiver escolhido um nome, mas quiser votar em um partido, basta digitar os dois primeiros algarismos. Para votar no candidato exato, precisa digitar o número completo. Vai aparecer na tela a foto dela ou dele, com o nome, o número e o partido. Se estiver tudo certo, é só confirmar, no botão verde. Senão, corrige e digita de novo.

O próximo passo é o voto para prefeito. Nesse caso, o número do candidato é o mesmo que o do partido. Ao digitar, aparecem na tela as fotos do cabeça de chapa e do vice, os nomes, o número e o partido. Aí, basta confirmar ou corrigir. O voto é registrado e pronto.

Para não confundir com os números, a dica é preparar uma cola. O eleitor pode levar de casa o número já anotado em um papel (a cola) para a sessão eleitoral. Mas é importante anotar em papel. Não adianta levar escrito no celular ou tirar uma foto do número, porque é proibido levar qualquer equipamento eletrônico para a cabine de votação.

O Brasil tem 148 milhões de eleitores. No domingo, quem tem domicílio eleitoral nos 26 estados vai precisar votar ou justificar a ausência. Somente quem vota no Distrito Federal não vota nas eleições deste ano. Ao todo, são mais de 518 mil pessoas disputando uma vaga de vereador e outras 19.342 de prefeito.

Balanço consolida recuperação da CEB

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Companhia registra lucro líquido de R$ 99,4 milhões nos meses de julho, agosto e setembro e reverte prejuízo de R$ 53,8 milhões do segundo trimestre

A Companhia Energética de Brasília (CEB) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2020 após reunião de seu conselho de administração nesta sexta-feira (13). O balanço indica que a companhia controladora registrou, nos meses de julho, agosto e setembro, um lucro líquido de R$ 99,4 milhões. O resultado demonstra uma recuperação em relação ao segundo trimestre deste ano, que coincidiu com a fase mais crítica da pandemia de Covid-19, quando foi registrado um prejuízo de R$ 53,8 milhões.

Levando-se em conta os nove primeiros meses de 2020, o lucro líquido da companhia chegou a R$ 35,2 milhões. Segundo a CEB, o desempenho é substancialmente decorrente dos resultados das empresas de geração, investidas da controladora.

R$ 61,7 milhõesresgatados por meio do programa Recupera

As empresas do segmento de geração apresentaram, em 2020, resultados na ordem de R$ 64,7 milhões, o que equivale 14% a mais do que o apurado no mesmo período do ano anterior. Destaca-se nesse grupo o resultado de equivalência patrimonial da Corumbá Concessões S.A., que em 2019 apresentou resultado de R$ 7oo mil e, em 2020, saltou para R$ 19,1 milhões, um aumento de 2.628%.

No segmento de distribuição, a CEB Distribuição S.A. apresentou um prejuízo total de R$ 21,2 milhões no acumulado de 2020 – no mesmo período de 2019, houve lucro de R$ 13,5 milhões. As perdas de energia elétrica e a redução no consumo nas classes comercial e industrial em decorrência da pandemia, bem como a impossibilidade de renegociar as sobras não consumidas de energia impactaram de forma significativa no resultado negativo da distribuidora.

Por outro lado, o endividamento da distribuidora teve redução, com a quitação de algumas dívidas, bem como a redução do passivo decorrente do Plano de Previdência Privada (Faceb). O programa Recupera, que permitiu a negociação de faturas atrasadas, alcançou R$ 61,7 milhões negociados até 31 de outubro de 2020.

Até setembro de 2020, a distribuidora conseguiu reduzir os gastos com pessoal, materiais, serviços e outros (PMSO) em R$ 20 milhões, em comparação ao mesmo período de 2019.

A geração de caixa operacional, que é a diferença entre as receitas e as despesas operacionais, também apresentou uma evolução. Do primeiro semestre para o terceiro trimestre de 2020, a distribuidora conseguiu reverter um resultado negativo de R$ 36 milhões para um positivo de R$ 2,9 milhões.