As equipes de vacinação foram capacitadas para manusear e preparar o imunobiológico | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde
Imunizante já está armazenado na Rede de Frio Central e será distribuído para os pontos de vacinação nos próximos dias
O Distrito Federal já tem um terceiro tipo de imunizante para a população: a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer, produzida em parceria com o laboratório alemão BioNTech. Foram recebidas, na Rede de Frio Central, na noite desta terça-feira (3), 5.850 doses produzidas na Bélgica, que foram conferidas e armazenadas em ultracongelador a uma temperatura de -75°C.
“Mantemos as vacinas armazenadas, conforme recomendação técnica do fabricante, para que elas cheguem aos pontos de vacinação aptas para uso dentro do período indicado”, explica a chefe da Rede de Frio Central, Tereza Luiza.
Para aplicação do imunizante, as equipes que atuam diretamente na vacinação foram capacitadas para manusear e preparar o imunobiológico. Diferentemente das demais vacinas aplicadas no Brasil, as da Pfizer/BioNTech possuem características distintas muito além de sua conservação sob baixíssimas temperaturas. Os frascos contém um pó liofilizado congelado que precisa ser diluído em uma solução líquida. Esse processo será feito diretamente nos pontos de vacinação que irão receber essas vacinas.
Os frascos contêm um pó liofilizado congelado que precisa ser diluído em uma solução líquida. Esse processo será feito diretamente nos pontos de vacinação que irão receber essas vacinas
Após a diluição, os imunobiológicos devem ser utilizados por um período de no máximo 6 horas em temperatura de 2°C a 8°C.
Outra característica está em cada dose a ser aplicada. Enquanto uma dose das vacinas CoronaVac e AstraZeneca possui 0,5 ml, as da Pfizer/BionTech têm 0,3 ml. Para aspirar as doses, 22 mil seringas específicas foram enviadas pelo Ministério da Saúde. Habitualmente, usa-se o material com capacidade de 3 ml e, para essa vacina, a seringa tem 1 ml e é bem mais fina.
O frasco da vacina possui seis doses. Da CoronaVac são 10 doses e da AstraZeneca/Fiocruz são 5 doses.
O prazo recomendado de aplicação entre as doses é de 12 semanas | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde
Intervalo entre as doses
De acordo com os estudos da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, para a vacina Pfizer/BionTech, recomenda-se o prazo de aplicação entre as doses de 12 semanas, semelhante ao imunizante de Oxford. Essa recomendação está prevista no 15ª informe técnico do MS.
As vacinas serão distribuídas nos próximos dias para os pontos de vacinação.
Os interessados na castração dos animais devem ficar atentos às campanhas de castração, que podem ser divulgadas nas mídias sociais e/ou no site do órgão ambiental | Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde (foto ilustrativa)
Centro Veterinário do Gama, Centro Veterinário Dr. Juzo (Samambaia) e Pet Adote (Paranoá) assinaram convênio com o GDF por seis meses
O Instituto Brasília Ambiental assinou contrato com três clínicas veterinárias para que elas possam realizar cirurgias de castração de cães e gatos, dentro do Programa de Castração de Cães e Gatos do órgão ambiental. Os acordos foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (4) e as clínicas são o Centro Veterinário do Gama, Centro Veterinário Dr. Juzo (Samambaia) e Pet Adote (Paranoá). A duração dos contratos é de seis meses.
O Programa de Castração de Cães e Gatos do Brasília Ambiental, que existe desde 2017, faz parte do planejamento estratégico e do Plano Plurianual vigente no órgão, e com metas pactuadas. O edital de credenciamento das clínicas, que resultou na seleção das três, integra essas metas.
“Esse edital foi parte da estratégia para darmos continuidade a essa política pública que visa atender à população que demanda por castração de cães e gatos”, explica Rogério de Castro, membro da Comissão de Avaliação do Credenciamento de Estabelecimentos Prestadores de Serviços na Área Veterinária para castração de cães e gatos.
Com relação ao início dos atendimentos à população, o chefe da Unidade de Gestão de Fauna (Ufau) do instituto, Marco Aurélio, informa que até junho deve ser organizada uma campanha de castração. Os interessados na castração dos animais devem ficar atentos às campanhas de castração, que podem ser divulgadas nas mídias sociais e/ou no site do órgão ambiental.
De sua criação pra cá, o programa trabalhava apenas com uma clínica no Gama. Por isso, esse número maior de possibilidades de castração a ser oferecido à população é considerado um avanço. “É o começo da descentralização desse serviço, o que é muito benéfico para a população”, destaca Rogério.
A Comissão de Avaliação foi instituída em 2020 e o edital lançado ao final do ano passado. A data final para os estabelecimentos interessados apresentarem suas propostas era até 25 de abril. Foram recebidas, inicialmente, cinco propostas, sendo que duas clínicas desistiram.
A Comissão fez visitas técnicas às três que permaneceram, e, nesse processo de avaliação, contou com a ajuda do Conselho Regional de Medicina Veterinária, cujos fiscais também estiveram nas clínicas.
Nas visitas de avaliação observou-se, principalmente, a capacidade técnica das clínicas realizarem as cirurgias de castração. Além disso, foram avaliados os documentos exigidos no edital, como certidões de regularidade, comprovação de experiência, política de gerenciamento de resíduos sólidos, entre outros.
As três clínicas apresentaram tudo que o edital previa. Uma quarta clínica apresentou proposta dentro do prazo de credenciamento, e está na fase de avaliação. Por isso, existe a possibilidade do órgão assinar um quarto contrato.
Capacidade técnica
O Centro Veterinário do Gama vai fazer 60 castrações por dia. No Centro Veterinário Dr. Juzo serão 20 e na do Pet Adote 14 | Foto: Arquivo Agência Brasília (foto lustrativa)
Os contratos assinados não têm valores iguais. O orçamento foi dividido a partir da ponderação da capacidade técnica de cada clínica, ou seja, a quantidade de cirurgias que cada uma consegue fazer em um dia.
“Fizemos o rateio de forma proporcional a essa capacidade. Essa decisão foi tomada porque entendemos que é a maneira mais justa, para não privilegiarmos nenhum estabelecimento, e ao mesmo tempo, otimizarmos o uso dos recursos para uma melhor execução da política pública”, esclareceu Rogério.
Ele destaca que os contratos têm duração de seis meses para um período de adaptação, no qual o órgão ambiental conhecerá as clínicas selecionadas, no que se refere à execução das castrações, e elas também irão observar a forma como o órgão ambiental trabalha.
No que se refere às capacidades técnicas das clínicas selecionadas, a do Centro Veterinário do Gama é de realizar 60 castrações por dia, a do Centro Veterinário Dr. Juzo é de fazer 20 castrações por dia, e a do Pet Adote é de realizar 14 castrações diariamente. “Inicialmente não iremos demandar a totalidade dessas capacidades técnicas. Enviaremos um número menor de animais e, gradualmente, vamos aumentando”, esclarece Rogério.
Sandro Gianelli e equipe vão comandar o Talk Rádio onde você acompanhará o resumo das principais notícias da semana
A Rádio Metrópoles – 104,1 FM estreou uma nova programação e agora no Domingão da Metrópoles você ficará Conectado ao Poder. O programa estreia a sétima temporada e será realizado ao vivo, aos domingos, das 9h às 11h da manhã.
Sandro Gianelli e equipe vão comandar o Talk Show onde você acompanhará o resumo das principais notícias da semana, os bastidores da política, análises, entrevistas, prêmios, além das participações, ao vivo, pelo Whatsapp (61) 98220-1041.
“A ideia é apresentar uma nova opção de entretenimento para o ouvinte aos domingos. Teremos dicas com o nutricionista Milton Gonçalves, o humor inteligente do humorista e publicitário Phelipe Berlinck, as intervenções de Kamilla Fialho idealizadora do Projeto VeMulhé e a participação de jornalistas da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno (ABBP)”, finaliza Sandro Gianelli.
Histórico
O Programa Conectado ao Poder passou das 700 edições com mais de 2.000 entrevistados. A estreia foi em 2014, o programa chega na sua 7ª temporada tendo passado por três rádios e duas TV’s.
Serviço
Estreia da sétima temporada do Programa Conectado ao Poder
Onde? Rádio Metrópoles
Dia e horário: Domingo, 9/5, das 9h às 11h.
Sintonia: 104,1 FM (DF e quarenta município da região do Entorno)
Juro que já tentei encontrar uma explicação lógica para entender todos os ataques que a pauta do voto impresso auditável vem sofrendo. Até agora, não consegui. E pasmem: os maiores inimigos da transparência são o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que espalham aos quatro cantos que é desperdício de dinheiro e um retrocesso. Por que tanto medo?
É importante relembrar ao TSE que as respostas sobre os questionamentos e dúvidas levantadas ainda nas eleições de 2014 não foram respondidas claramente até hoje, apesar das dezenas de audiências públicas realizadas no Congresso Nacional. Rackers já disseram que a urna eletrônica brasileira é vulnerável.
É importante ainda deixar bem claro a todos os brasileiros que a impressão do voto não é a volta para a cédula de papel. É só respeito ao estado democrático de direito e às leis. O Congresso Nacional aprovou o voto impresso e o Supremo Tribunal Federal desrespeitou a decisão soberana do povo. Será que o Congresso Nacional não representa mais a vontade da população ou da maioria? Será que até isso o STF vai querer modificar ou judicializar? Por que tanto medo da transparência?
A impressão do voto eletrônico ou voto auditável dificulta imensamente a possibilidade de fraudes. E mais: o eleitor não leva o voto impresso para casa. O voto é depositado em uma urna física. Além disso, caso ocorra uma falha ou suspeita de fraude, o voto impresso possibilita a realização de auditoria. Por que não ter transparência?
Sem o voto impresso, ficam no ar algumas perguntas que carecem de respostas rápidas. Quem é de fato o autor do voto: o eleitor ou a urna? Por que a urna tem que ter o total controle sobre o voto?
As antigas alegações do TSE de que as dificuldades orçamentárias poderiam atrapalhar o cumprimento da lei que obriga a implantação do voto impresso já derreteram. A inacreditável desculpa de plantão (ou de momento), acreditem, é que os defensores do voto impresso são anti-democráticos. Acho que nem o pior dos comediantes faria uma piada tão sem graça. Por que tanto medo da transparência?
O fato é que uma parcela considerável da população tem desconfiança das urnas eletrônicas. Pouquíssimas nações do planeta usam o processo eleitoral brasileiro da forma que hoje é aplicada. Aliás, alguns países chegaram a estudar o nosso modelo e desistiram. Lembrando que a nossa tecnologia já está ultrapassada.
Nós, eleitores, precisamos ter a certeza da eficiência e da transparência nas eleições. Isso é democracia. É respeito aos eleitores.
*Luciano Lima é jornalista, radialista e historiador e apresentador e produtor do programa “É PAPO FIRME”
Lojas podem funcionar até as 23h e shopping centers das 10h às 22h. Toque de recolher agora é de meia-noite às 5h
O Governo do Distrito Federal (GDF) ampliou o horário de funcionamento do comércio, dos shoppings centers e modificou o período de restrição para circulação nas ruas.
A medida passa a valer a partir desta segunda-feira (3), assim que for publicada na edição extra no Diário Oficial (DODF). O texto altera o Decreto nº 41.913/2021, que dispõe de medidas para enfrentamento ao coronavírus (covid-19).
O governo alterou ainda o horário para comercialização de bebidas alcoólicas. Agora, as vendas passam a ser proibidas após as 23h, em todos os estabelecimentos comerciais autorizados a funcionar, inclusive em operações de delivery, drive-thru e take-out.
O decreto prevê ainda o “recolhimento noturno” das 0h às 5h, em todo o Distrito Federal. “Será admitido o deslocamento individual após as 24h desde que configurada a intenção de retorno à residência e seja realizado logo após o término da jornada de trabalho regular”, completa a legislação.
Há ainda a determinação para que todos os estabelecimentos privados encerrem suas atividades às 24h. As entregas, por serviço delivery, podem ser realizadas em todo o DF até a meia-noite, caso a ordem de serviço tenha sido feita até as 23h.
No caso dos shoppings centers e centros comerciais, o funcionamento volta a funcionar de 10h às 22h, com exceção dos bares e restaurantes, já que esses últimos podem seguir funcionando de 11h às 23h.
O texto libera ainda a retomada das atividades coletivas de cinema, circo e teatro desde que seguindo protocolos de segurança. Embora tenha flexibilizado o horário de funcionamento dessas atividades e também da restrição à circulação noturna, o governador Ibaneis Rocha chama a atenção para a necessidade de a população permanecer atenta aos protocolos de saúde.
“Ainda vivemos um período difícil da pandemia, mas já podemos flexibilizar as atividades comerciais um pouco até como forma de apoiar os empreendedores e funcionários. Porém, os cuidados devem ser os mesmos: distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos”, afirma o governador Ibaneis Rocha.
Quando concluída, a unidade terá estrutura completa para o atendimento à população | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília
Obras da unidade já completaram 50% de execução e empregam 350 pessoas. GDF investe R$ 6 milhões no local
As obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires avançam rapidamente e já atingiram 50% de conclusão. Localizada na Rua 10, uma das mais conhecidas da cidade, a UPA já recebeu investimentos de cerca de R$ 6 milhões para as obras de infraestrutura e aquisição de equipamentos médico-hospitalares. Esta é uma das sete unidades que estão sendo criadas na capital federal (confira quadro abaixo).
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) é o responsável pela obra, que tem recursos repassados pela Secretaria de Saúde (SES). O espaço, segundo cálculos do instituto, terá capacidade de realizar até 4,5 mil atendimentos por mês.
Para que a UPA fique pronta, restam a execução do acabamento, rebocos e contrapisos. O revestimento de pisos e paredes e a finalização das instalações (elétricas, hidrossanitária e de gases medicinais) também estão sendo feitos, assim como a urbanização da área externa. A conclusão da obra está prevista para o segundo semestre.
De acordo com a gerente de Obras do Iges-DF, Rita Lourenço, apesar das dificuldades com a pandemia – que afetou o setor da construção civil principalmente com a falta de materiais –, os trabalhos seguem dentro do esperado. Cerca de 350 empregos foram gerados para a execução de todos os novos postos de atendimento.
“Toda edificação de saúde tem algumas particularidades que dificultam um pouco, mas a obra seguiu muito bem”, explica. “Elas necessitam de instalações específicas, como a dos gases medicinais e a de geradores.”
As novas UPAs seguem um modelo básico de estrutura. A de Vicente Pires atenderá urgência e emergência e terá dois leitos para suporte crítico emergencial, seis leitos de observação, um de isolamento, dez poltronas de medicação/inalação e três consultórios. Vai oferecer ainda exames laboratoriais de urgência e raios-X.
Para o administrador de Vicente Pires, Daniel de Castro, esse é um presente para a população. “Com todas as obras e mudanças pelas quais a cidade vem passando, a UPA é a ‘cereja do bolo’”, ressalta. “Como só temos uma Unidade Básica de Saúde, muitos moradores recorriam a Taguatinga e Ceilândia para se tratar. Não será mais preciso”.
Quase R$ 50 milhões investidos
Atualmente, a rede pública de saúde do DF conta com seis UPAs, que funcionam em regime de 24 horas em Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho.
A meta é chegar a 13 unidades ainda em 2021. A empresa terceirizada Civil Engenharia, contratada pelo Iges-DF, é quem toca as obras. O custo estimado para a construção das sete UPAs, incluindo os equipamentos, é de cerca de R$ 46 milhões.
A atualização é importante para a escola receber a quantidade correta de materiais didáticos em Braile para uso de alunos e professores do ensino fundamental
Escolas públicas de todo país têm até a próxima sexta-feira (7) para atualizar as informações dos alunos e professores com deficiências visuais no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Essa medida é importante para a escola receber a quantidade correta de materiais didáticos em Braile. O Manual Acessibilidade 2021 é uma ferramenta online simples e interativa, de inserção dos dados dos alunos e professores com deficiência visual da rede pública , e está disponível no site do FNDE.
Além disso, os alunos com baixa visão vão usar livros em padrão ePUB. São materiais digitais que podem ser acessados em celulares ou e-books, mas a escola também precisa fazer o pedido dos materiais até sexta-feira (7). Após o término do prazo, não será mais possível atualizar as informações.
O endereço eletrônico para atualização é o gov.br/fnde
Polícia Federal deflagra operação de combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas
Esquema teria movimentado R$ 700 milhões
A Polícia Federal (PF) fez nesta segunda (3) uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas que, segundo as investigações, teria movimentado R$ 700 milhões.
De acordo com a polícia, foram sequestrados R$ 30 milhões e interditadas seis empresas. Podem ser bloqueados até R$ 225 milhões em contas bancárias, imóveis e veículos.
Além da busca por bens e dinheiro, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em São Paulo, Tietê (SP), Guarujá (SP), Rio de Janeiro e Brasília. A investigação tramita na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
A Operação Tempestade, como é chamada a ação de hoje, é um desdobramento da Operação Rei do Crime e conta com informações fornecidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que identificou movimentações de dinheiro atípicas.
Segundo a polícia, o esquema usava empresas fictícias para fazer depósitos em uma instituição financeira de fachada para possibilitar saques em espécie em benefício de pessoas suspeitas de envolvimento com atividades ilegais.
Imunizantes serão distribuídos a todas as capitais do país
O Ministério da Saúde começa a distribuir nesta segunda-feira (3), 1 milhão de doses da vacina da Pfizer/BioNTech aos 26 estados do país e ao Distrito Federal. A distribuição começa após pedido de estados e municípios, que solicitaram mais tempo para organizar o armazenamento do imunizante, que precisa ser mantido em temperaturas baixas.
No total, a pasta recebeu 1 milhão de doses na última quinta (29). Nesta remessa, serão enviadas 499,5 mil doses para a primeira aplicação, divididas de forma proporcional e igualitária entre todos os estados e Distrito Federal. As doses para a segunda aplicação serão distribuídas nas próximas semanas.
De acordo com o ministério, a vacina da Pfizer está sendo destinada para vacinação de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, e pessoas com deficiência permanente. A comprovação das comorbidades pode ser realizada com exames, receitas, relatório ou prescrição médica, entre outros.
Armazenamento
A logística de distribuição das vacinas da Pfizer foi montada levando em conta as suas condições de armazenamento, que difere dos demais insumos já adquiridos e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Centro de Distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos, as doses estão armazenadas a uma temperatura de -90 graus Celsius (°C) a -60°C. Ao serem enviados aos estados, os imunizantes estarão expostos a temperatura de -20°C. Nas salas de vacinação, onde a refrigeração é de 2ºC a 8°C, as doses precisam ser aplicadas em até cinco dias.
Por causa dessas particularidades, o Ministério da Saúde orienta que, neste momento, a vacinação com o imunizante se restrinja às 26 capitais brasileiras e ao Distrito Federal, de forma a evitar prejuízos e garantir o esquema vacinal de 12 semanas entre uma dose e outra.
Doses distribuídas
De acordo com nota do ministério distribuída hoje, a campanha de vacinação contra a covid-19, que começou em 18 de janeiro já distribuiu cerca de 70 milhões de doses, incluindo este lote da Pfizer, alcançando aproximadamente 43,7 milhões de brasileiros.
Um dos principais componentes da cerveja, o lúpulo ganha lugar na produção local | Foto: Divulgação/Emater
Em formato de cone, flor verde dá aroma, textura e sabor a cervejas; Emater tem incentivado produção na capital
Com o crescente consumo de cervejas artesanais e diferenciadas na capital, produtores estão apostando no cultivo do lúpulo, um dos principais ingredientes da bebida. Em formato de cone, a flor verde é responsável por garantir aroma, textura e sabor à bebida. Em Brasília, o interesse pelo cultivo, que tem mercado certo, vem crescendo.
Em cinco anos, o número de cervejarias nacionais cresceu 264%, segundo dados do Anuário da Cerveja no levantamento divulgado no início de 2020 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em 2015, eram 332 fábricas. Em 2019, esse número saltou para 1.209. Já um outro estudo elaborado pela Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo) aponta que, em 2019, o Brasil importou 3,6 mil toneladas do produto.
De olho no mercado, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater) tem auxiliado produtores com o cultivo de lúpulo na capital. No Lago Oeste, Breno Borges, 42 anos, arquivista de formação e profissão, é um dos exemplos de pessoas que estão investindo na planta. Há dois anos, ele se interessou pelo mercado e começou os experimentos em sua propriedade.
“Foi por curiosidade”, conta. “Tinha conhecidos que plantavam ou que conheciam quem plantava. É um mercado que está crescendo. É um insumo que não se encontra com tanta facilidade nas proximidades. Achei que seria uma boa oportunidade de plantar o lúpulo e conquistar o mercado cervejeiro.”
Nas primeiras conversas com o produtor Pablo Tamayo, Breno conta ter se interessado ainda mais e, com isso, passou a comprar algumas mudas. No início, o cultivo era na varanda da propriedade, apenas como experimento. Mas, de acordo com ele, logo veio a vontade de ocupar mais espaços com a plantação. Foi então que decidiu entrar de vez no ramo e investiu nas estruturas de eucalipto e cabo de aço para aguentar o peso da planta, que, segundo informa, pesa entre 20 kg e 25 kg.
Clima do DF permite ao produtor ter até três safras de lúpulo por ano
“Apesar do investimento alto e de todo o trabalho, eu estou feliz; está indo no ritmo que eu imaginava, está funcionando bem”, comemora Breno. Ele já provou a cerveja feita com seu lúpulo e garante ter gostado do resultado. “Já tem cervejeiros caseiros e pequenas cervejarias interessados no lúpulo que estou produzindo. Já passei para algumas pessoas da área que se comprometeram a fazer a cerveja justamente para testar e, posteriormente, me darem um retorno da qualidade.”
Na propriedade de Breno, a Emater tem prestado assistência com orientações diversas sobre o cultivo. “Como não sou agrônomo e não sou da área, não tenho muita noção da parte de adubação, manejo do solo, o que colocar na terra, como fazer análise. Foi então que procurei ajuda da Emater”, relata o novo produtor.
No Distrito Federal, que tem um clima diferenciado, com estações chuvosa e seca bem-definidas, é possível ter até três safras do lúpulo por ano. No entanto, para os iniciantes, apenas na terceira ou quarta safra é que o lúpulo atinge boa maturidade e alcança a qualidade ideal de sabor e aroma para a bebida.
“Por ser uma cultura trabalhosa e com alto investimento, ao longo do processo ela dá um retorno muito grande”, explica o gerente do Escritório de Agricultura Orgânica e Agroecologia da Emater, Daniel Oliveira. “Então, a partir deste despertar, a Emater começou a atender de forma mais efetiva e até estimular os produtores no cultivo de lúpulo, que tem muito valor agregado”. Auxílio com técnicas de irrigação e adubação, identificação de pragas na plantação, análise de solo, questões de pós-colheita e aquisição de crédito rural são alguns dos serviços prestados pela empresa aos produtores.
“Minha expectativa é começar a comercializar meu lúpulo no próximo ano, a partir do momento em que eu conseguir uma qualidade boa para venda”, diz Breno, que está na fase de experimentos do lúpulo. Em flor, para consumo in natura, o ingrediente precisa ser utilizado poucos dias após a colheita. No formato de flor seca e embalada a vácuo, o tempo de uso sobe para dois anos. Já quando transforma a flor em pelet, deixando-a igual ao lúpulos importados, em formato de pastilha, o prazo de validade é aumentando para até três anos.
Referência em produção
Considerado uma das referências em conhecimento no cultivo do lúpulo, Pablo Tamayo começou a investir e estudar o lúpulo em 2017. Hoje, sua produção ainda não está em grande escala, mas ele consegue ter até três safras no ano e vender seu produto fresco e também embalado a vácuo e refrigerado. Segundo o produtor, mesmo o lúpulo desidratado e embalado a vácuo, com validade de até seis meses, tem alto valor agregado por ser considerado fresco.
Em 200 metros quadrados, em sua propriedade no Lago Norte, Tamayo consegue cultivar cerca de 60 plantas, o que lhe rende entre 30 kg a 45 kg por colheita e de 100 kg a 150 kg por ano. Como a planta cresce para cima, é possível colocar entre 2,5 mil a 3 mil exemplares em 1 hectare – o que, segundo ele, permite um produto final, já seco, entre mil e dois mil quilos.
“É um negócio bastante atrativo do ponto de vista financeiro”, frisa Tamayo. “Ele é um produto que tem um potencial muito bom de preço de venda. Tem lúpulos bons, brasileiros, sendo vendidos entre R$ 150 e R$ 300 o quilo. O custo de algumas produções varia entre R$ 40 e R$ 50 o quilo.”
Hoje, ele consegue vender seu lúpulo para fábricas de kombucha em Brasília e em Florianópolis (SC), além de algumas cervejarias artesanais da capital. Por comercializar lúpulo orgânico, ele garante ter um bom retorno das vendas. “A expectativa é expandir para um cultivo profissional e comercial maior”, diz.
Pablo trabalhava com infraestrutura de tecnologia de redes quando começou a se interessar por agricultura e cultivo orgânico. Com o conhecimento repassado por alguns amigos sobre o cultivo orgânico de hortaliças, seu interesse era cultivar algo diferente. Na época, ouviu falar do lúpulo, que era uma planta importada, sem cultivo no Brasil e que dava sabor e características especiais para a cerveja. Foram motivos suficientes para se apaixonar, aprender tudo sobre o cultivo e começar o investimento no quintal de casa.
Colheita
No processo de colheita, a parte aérea da planta é arrancada no tronco. Daí são aproveitados os cones. A rebrota ocorre a partir da raiz (rizoma) que permanece em campo, sendo vigorosa, crescendo até 30 cm por dia. A nova colheita somente ocorre após quatro meses, quando as hastes já estão grandes novamente e com flores.
Com a colheita feita toda manualmente, Breno conta ter bastante trabalho. “Tem que arrancar planta e arrancar cone por cone. Isso demanda muito tempo. Quem tem o maquinário agiliza todo esse processo, mas adquirir o maquinário tem um custo muito alto”, pontua.
De acordo com o extensionista Daniel, a perspectiva da Emater e do grupo de produtores que cultivam lúpulo é adquirir o maquinário por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). Com isso, todo o trabalho hoje manual, de colheita e separação do cone, será realizado pelo maquinário, eliminando grandes gargalos para pequenas produções.
Após a colheita dos cones, Breno diz que o passo seguinte é levar para a secagem, para depois embalar a vácuo. No caso do uso sem secar, ele explica que a cervejaria precisa ser próxima para utilização do produto em até 48 horas. O consumo do lúpulo fresco, segundo Breno, dá mais frescor e sabor à cerveja. No entanto, a quantidade usada acaba sendo quase quatro vezes maior do que o lúpulo seco.