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Cotado para o Planalto, Caiado afirma que “depois de enfrentar crise fiscal e pandemia, gostaria de governar Goiás por mais tempo”

Governador descarta disputa nacional e afirma que foi eleito para atender aos anseios dos goianos. Lembra que herdou Estado com déficit de R$ 7 bilhões e, agora, entrega à Assembleia Legislativa um orçamento equilibrado. Ele diz que somente no próximo ano as demais alianças serão definidas: “política, assim como a agricultura, tem tempo para plantar e para colher”

O governador Ronaldo Caiado afirmou, nesta segunda-feira (11/10), que vai disponibilizar seu nome para a reeleição, em 2022, e descartou a possibilidade de ser candidato à Presidência da República. “Depois de enfrentar crise fiscal e pandemia, situações extremamente adversas, gostaria de governar Goiás por mais tempo para mostrar o que já fizemos e apresentar resultados à população”, declarou durante entrevista coletiva no Comando de Missões Especiais da Polícia Militar do Estado de Goiás, onde anunciou a realização de concursos públicos e apresentou um balanço do combate ao narcotráfico.

O governador lembrou que herdou uma dívida de R$ 7 bilhões, deixada por gestões passadas, e que conseguiu reequilibrar as contas e retomar a capacidade de investimento do Estado. “Hoje nós entregamos à Assembleia Legislativa um orçamento equilibrado. Déficit zero, em dois anos e nove meses. Imagina bem se tivermos mais uma oportunidade, o que nós vamos transformar esse Estado”, projetou.

Ao ser questionado por jornalistas sobre as alianças para as eleições do próximo ano, Caiado enfatizou que “a política não tem espaço para essa ansiedade”. Segundo avalia, essa ação “é como a agricultura: tem o mês de plantar e o mês de colher. Agora é mês de plantio. As chuvas vieram, nós estamos plantando”, analisou ao lembrar da articulação realizada para a fusão do Democratas com o PSL, que originou o União Brasil, sigla com maior bancada da Câmara Federal e que reúne ainda quatro governadores e oito senadores.

“Andamos à frente, demos um passo quando todos não acreditavam que seria possível. Agora, com um partido estruturado, vamos colher os resultados no mês de abril e maio do ano que vem. Lá é a hora da colheita”, esclareceu.

O governador ressaltou, ainda, que a definição do candidato a vice-governador já foi realizada junto ao MDB, com a escolha do nome do presidente estadual do partido, Daniel Vilela. Sobre a vaga para o Senado Federal, Caiado esclareceu que a escolha só deve acontecer em 2022. “Já deixei claro que a indicação ao posto de senador será feita no mês de maio, quando nós traremos critérios e escutaremos todas as lideranças e a população do Estado pra definir a composição”, reafirmou.

O governador também falou sobre o aumento de investimentos por parte do governo estadual e afirmou que as ações são planejadas, pensando unicamente na população. “Ao gerar mais investimentos, você aumenta a perspectiva de emprego. Você faz com que a população entenda que, ao invés de se gastar em fontes que davam espaço para a corrupção, para negociatas, para o enriquecimento ilícito, você faz investimento para chegar no cidadão”, reforçou.

Caiado lembrou, ainda, as mudanças estruturantes realizadas pela atual gestão nas mais diversas áreas. “A educação de Goiás é uma referência, temos baixa criminalidade, a saúde agora está regionalizada em 21 cidades do interior e temos os programas sociais que estão atendendo a população vulnerável. Está é a função de um governante!”, concluiu.

Feriado de 12 de outubro poderá ter chuvas no Distrito Federal

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A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia

Após a chuva que atingiu diferentes regiões do Distrito Federal (DF) ontem (10), o feriado da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, amanhã (12), deve ter tempo encoberto com pancadas de chuva isoladas durante o dia na região. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No período da noite, a previsão para o DF é de tempo encoberto com chuvisco.

A mínima deve ficar em 21°C e a temperatura máxima em 29°C. A umidade do ar pode chegar a 100% e a mínima em 40%.

Para esta segunda-feira (11). A previsão também é de chuva, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no período da tarde e da noite. A temperatura máxima é de 28° e a mínima de 18°C, com a umidade do ar oscilando entre 55% (mínima) e 95% (máxima).

Já para a quarta-feira (13), a previsão também é de continuidade da chuva, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima é de 19°C e a máxima de 28°C. A umidade do ar também deve oscilar entre 55% e 95%.

EBC lança nova TV Brasil Animada no mês das crianças

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Emissora apresenta três personagens para divertir e ensinar a garotada

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) traz novidades na maior faixa infantil da TV aberta. A partir desta segunda-feira (11) Zig, Pong, e Tum chegam à TV Brasil Animada para celebrar o Mês das Crianças. Os novos personagens foram criados para acompanhar a mudança da identidade visual da faixa, que fica mais colorida e cheia de movimento de forma a permitir mais interação com a garotada.

Vem Conhecer

Os três novos amiguinhos, Zig, Pong e Tum, vão animar e ensinar o público. ZIG é rápido no gatilho. É o primeiro da fila e está pronto para qualquer desafio. Afobado, quase sempre mete os pés pelas mãos, mas uma coisa é certa: é um desbravador nato.

Pong é super tranquilo, transpira confiança, mas também é um pouco espaçoso e trocaria uma aventura por um bom cochilo. Mais pensa do que age e é um ótimo amigo para um bom conselho.

Tum é colaborativo, gosta do trabalho em equipe, é muito curioso e também desastrado, por isso se mete em algumas enrascadas, mas também acaba fazendo muitas descobertas, é um explorador nato.

Vem Descobrir

Com eles, os telespectadores mirins vão acompanhar, de 8h15 às 12h, a apresentação de dois episódios de cada um dos desenhos mais queridos da manhã: A Mirette InvestigaSOS Fada ManuMighty MikeEu sou um gênioO Show da LunaMeu Cavaleiro e EuAs regras de ÂngeloDetetives do Prédio Azul e Valentins.

Depois do almoço, tem filmes especiais para a garotada. De 13h às 15h, a Sessão Família estará mais divertida, com animações escolhidas a dedo por Zig, Pong e Tum. Confira algumas das atrações: Spark: Uma Aventura EspacialSeafood – Um Peixe Fora D´ÁguaBig Pai, Big FilhoEncantadoPeter Pan – A Procura do Livro do NuncaBons de Bico (Free Birds), Becassine – A Babá dos Sonhos e Bugiguangue No Espaço.

O presidente da EBC, Glen Valente, destaca que as mudanças na TV Brasil Animada vão aproximar ainda mais a emissora do público infantil. ‘Os novos personagens educam, ensinam e se comunicam com as crianças enquanto às entretêm. Nossa programação continua a exibir atrações com foco na valorização da família, da inclusão e da cidadania.”

O diretor de Conteúdo e Programação, Denilson Morales, conta que os novos personagens deixarão a TV Brasil Animada mais interativa e mais próxima da criançada. “Em outubro as crianças terão a oportunidade de conhecer Zig, Pong e Tum, que entram na tela para anunciar a programação especial do mês, e continuam com a garotada todas as manhãs.”

Programação infantil educativa e divertida é na TV Brasil.

Vem Brincar

Totalmente sem publicidade, a TV Brasil Animada transmite séries infantis que focam em eixos diretamente ligados à estratégia da EBC: diversidade brasileira, inclusão e cidadania.

Maior faixa infantil da TV aberta, a TV Brasil Animada preenche mais de quatro horas diárias de conteúdo na grade de programação da emissora. A atração também é disponibilizada na TV aberta por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e do aplicativo TV Brasil Play.

As parcerias da TV Brasil com diferentes instituições movimentam a indústria brasileira de animação, além de estimular a produção independente e a representatividade das diferentes regiões do país. Atualmente, mais de 40% das animações exibidas na TV Brasil Animada são produções brasileiras.

Para avaliar se as animações estão alinhadas aos objetivos editorais do canal público, são observados diferentes critérios, como adequação do tema e da narrativa, capacidade de atratividade, potência estética e modelo de negócio. São analisados também os benefícios das séries no desenvolvimento cognitivo, social, emocional e físico da criança.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Clique aqui e saiba como sintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

Programação

Confira a programação TV Brasil Animada no mês da Criança, de segunda a sexta-feira (de 11 a 29 de outubro) das 8h15 às 12h:
8h15 a 8h30 – A Mirette Investiga
8h30 a 9h – SOS Fada Manu e Mighty Mike
9h a 9h30 – Eu sou um gênio
9h30 a 10h – O Show da Luna
10h a 10h30 – Meu Cavaleiro e eu
10h30 a 11h – As Regras de Ângelo e Mighty Mike
11h a 11h30 – D.P.A. Detetives do Prédio Azul
11h30 a 12h – Valentins
de 13h às 15h – Sessão Família

Acompanhe as novidades da emissora, nas redes sociais: FacebookTwitter e Youtube.

Sejus abre inscrições para o 3º Casamento Comunitário de 2021 na próxima quarta-feira

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Os casais interessados têm até 21 de outubro para se inscreverem de forma presencial em um dos dois pontos disponibilizados pela Sejus

Para os casais interessados em oficializar a união ainda este ano, a última oportunidade vem aí! As inscrições para a 3ª edição do Casamento Comunitário, organizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), começam na próxima quarta-feira (13), de forma presencial. O prazo segue até 21 de outubro nos seguintes locais:  na Praça dos Direitos da Ceilândia, localizada na QNN 13, e na sede da Sejus, na antiga Estação Rodoferroviária.

Nesta edição, que está prevista para o dia 28 de novembro deste ano, serão disponibilizadas 60 vagas, 20 a mais do que nas últimas cerimônias. “A organização desta edição já está a todo vapor! Queremos atender o maior número de casais possíveis no último casamento que organizaremos neste ano. Para mobilizar e orientar os casais, montamos uma tenda em todas as nossas ações itinerantes, onde nossa equipe presta informações e tira dúvidas sobre o programa”, explica a secretária da Sejus, Marcela Passamani.

Para participar, é preciso ser maior de 18 anos, comprovar baixa renda e entregar os seguintes documentos: RG e CPF, comprovante de residência no DF no nome da noiva ou do noivo, Declaração de Hipossuficiência do noivo e da noiva, ausência de impedimento legal para casar-se, Certidão de Nascimento (se for solteiro), Certidão de Casamento com averbação (se for divorciado), Certidão de Casamento com o falecido (se for viúvo), Declaração de Veracidade dos documentos da noiva e do noivo, RG, CPF, certidões e comprovante de residência das duas testemunhas.

Para mais informações, estão disponíveis os seguintes telefones: (61) 3213 0685 / 3213-0690.

Confira o cronograma
13/10 a 21/10 Fase de inscrições e análise das documentações
22/10 Divulgação da lista dos casais contemplados para o casamento comunitário;
25/11 Encontro preparatório destinado aos esclarecimentos e ensaio geral do Casamento Comunitário
28/11 Realização do Casamento Comunitário

Poeta do rock brasileiro: 25 anos sem Renato Russo

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Parentes, amigos e músicos descrevem a intimidade com o músico

Foi em meio a risadas de uma mãe em pleno trabalho de parto que veio ao mundo aquele que, para muitos, é o maior dos poetas do rock brasileiro. De tão inusitado, o caso chegou a ser analisado por um comitê de médicos, conforme lembra a própria mãe. “Ninguém acredita, mas eu dei a luz dando risadas, enquanto me dava conta de que o parto seria bem mais fácil do que dizia uma guria que fez curso de pré-natal comigo”, lembra Carmen Manfredini, dona Carminha – a mãe que trouxe ao mundo o pequeno Júnior, mais conhecido como Renato Russo.

Renato Manfredini Júnior morreu há exatos 25 anos, completados neste 11 de outubro. Sua obra, no entanto, continua viva e atemporal para aqueles que tanto se identificam com suas letras e reflexões sobre a “tchurma”, termo que ele costumava usar para o grupo de amigos com quem conviveu a adolescência e a juventude; sobre as cidades onde viveu, em especial, a musa Brasília dos anos 70 e 80; sobre o Brasil; e sobre os sentimentos que fazem, de cada um de nós, humanos.

Parte das lembranças e memórias deixadas por Junior a sua família e pelo Renato “Manfredo” aos amigos foram contadas com exclusividade à Agência Brasil por familiares, amigos, músicos e profissionais que tiveram o privilégio de conhecer, de perto, a pessoa, o artista e a obra de Renato Russo, líder da Legião Urbana.

Júnior

“Foi uma gravidez e um parto tranquilíssimos, apesar da minha inexperiência. Não tinha a menor ideia de nada sobre isso, motivo pelo qual fiz um curso de pré-natal. E me assustava quando diziam que eu sentiria muita dor e que seria necessário fazer muita força para o bebê nascer. No entanto, bastaram três ou quatro contrações para ele pular fora. Em meio às contrações, eu não parava de rir ao lembrar disso. Foi uma sensação muito boa”, conta dona Carminha ao recordar o marcante 27 de março de 1960.

A mãe do poeta que acabara de nascer diz que seu filho sempre foi “um menino fora de série”, que “não criava caso com nada”, a ponto de sequer precisar de babás ou empregadas. “Era um menino exemplar, excepcional no colégio, alegre, comunicativo e brincalhão, principalmente com os primos e com a irmã”, acrescenta. “E assim foi até entrar no bendito rock”, complementa em tom de brincadeira, uma vez que, até o final da vida, Renato continuava sendo, para a mãe, “o rapaz doce que sempre foi”.

O gosto pela música já se manifestava quando ele tinha seis ou sete meses de idade, ainda dentro do berço onde, entre os brinquedos, havia um pequeno rádio de pilha tocando “as músicas brasileiras de ótima qualidade da Rádio Tupi”.

“Um dia, me deparei com ele em pé, pulando e segurando na grade do berço. Eu fiquei preocupada, mas a cara dele era alegre. Descobri que era por causa da música porque, quando eu tirava o rádio da cama, ele chiava. O rádio foi a melhor babá que podia existir para meu filho”, recorda dona Carminha.

Livros e discos foram objetos muito presentes na vida do Júnior. “O pai [Renato Manfredini] também era intelectual. Aos domingos, ficávamos todos em uma saleta, cada um com um livro na mão. Escutávamos músicas clássicas e músicas americanas que estavam na moda, em uma vitrola baixa daquelas com pé palito”.

Um dia, os Manfredini foram surpreendidos ao verem o Júnior, aos 2 anos, tirando um disco da vitrola e, com todo cuidado, colocando-o certinho na capa correspondente.

“Não tinha nada na capa. Só nome de artista. Em seguida, ele pegou outro disco e o colocou na vitrola. Ficamos muito impressionados porque ele era muito pequenino para fazer aquilo. Dali em diante, sempre que queria ouvir música ele ia lá colocava o que queria. E sempre guardando na capa certa”, detalha dona Carminha.

“Nunca contei isso a ninguém da família porque achava chato esse negócio de historinha bonitinha de filho”, acrescentou.

“Opípero”

Aos 5 anos, o pequeno Renato escreveu seu primeiro livro. “Um livrinho com ilustração e índice. Era a história de um príncipe que tinha ido no castelo para um jantar ‘opípero’. Eu me surpreendi porque não conhecia essa palavra. O pai então me explicou que era um ‘jantar grandioso, com muita comida’. Aprendi essa palavra com meu filho”.

Uma outra pessoa que aprendeu muita coisa com o Júnior foi a irmã, Carmen Teresa. “A coisa mais marcante que tenho do meu irmão é o fato de ele gostar de me explicar as coisas. Principalmente a parte cultural: literatura, música, arte, teatro, cinema. Aprendi quase tudo com ele. E também as preocupações que ele tinha com relação à carreira que eu iria escolher. Aquela história do ‘o que você vai ser quando você crescer?’. Ele era muito atento ao que me interessava”, lembra Carmen Teresa que, hoje, é professora de inglês e cantora.

As primeiras lembranças que tem do irmão são de cuidados, proteções e as manifestações de afeto e carinho tanto com ela quanto com a mãe. “Mas ele sempre foi muito generoso com todas as pessoas. Tinha uma empatia fora do comum. Era uma pessoa boa, honesta e muito espiritualizada. Ouvia e seguia a própria consciência como ninguém. Inclusive com relação à música. Ele jamais faria música por dinheiro”.

Ainda é cedo, Mônica!

Renato Russo
Renato Russo em um “fim de noite” no bar Broadway, em 1984 – Ricardo Junqueira/Direitos reservados

Essa personalidade “doce” se manifestava também na vida amorosa, principalmente com as namoradas. “Sim, ele namorou muito com mulheres, e sempre de uma forma muito respeitosa”, diz a irmã. Segundo Carmen Teresa, Renato tinha uma predileção por mulheres de personalidade forte, a exemplo da personagem Mônica, da música Eduardo e Mônica, e da personagem cantada na música Ainda é Cedo.

“Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei.”

Trecho de Ainda é cedo, da Legião Urbana

“Ele não se sentia atraído por mulheres submissas ou dependentes, e isso também pode ser percebido na música Submissa, dos tempos de Aborto Elétrico, quando ele usa a palavra ‘submissa’ até em tom depreciativo. As amigas e namoradas dele, em geral, eram mais velhas e inteligentes, já com personalidade e carreira própria”.

Na opinião da irmã, Renato gostava de se relacionar tanto com homens quanto com mulheres. “Meu irmão era, na verdade, bissexual. Essa impressão foi inclusive corroborada pelo psiquiatra dele, de que o Renato queria, até do ponto de vista artístico, levantar a bandeira em favor da liberdade de as pessoas serem o que quiserem ser”.

Marcelo Beré, o amigo

Renato Russo
Passagem de som do show no Ginásio de Esportes em 1985. Neste show também tocaram Plebe Rude e Ultraje a Rigor- Ricardo Junqueira/Direitos reservados

Um dos grandes amigos do Renato já dos tempos de Manfredo foi o ator e “palhaço muito sério”, integrante do premiadíssimo Circo Teatro Udi Grudi, Marcelo Beré, que atualmente faz pós-doutorado sobre “excêntricos musicais” na Universidade de Londres.

A exemplo da irmã de Renato, Beré diz que Renato levantava bandeiras que estavam à frente de seu tempo. “Renato sempre falava que era pansexual, e que transava com a natureza, com o rio, com homem e mulher ou com tudo que despertasse nele o tesão pela vida e por estar aqui e agora. Nunca tive problema nenhum com as opções que ele fez da vida. Desde que tivesse algum tipo de prazer ou até mesmo romance, eu acho que fazia bem a ele”.

Uma outra bandeira levantada por Renato foi contra alguns movimentos radicais de jovens que começavam a aparecer na capital do país. “O Renato era extremamente antifascista e sempre foi um lutador de causas antifascistas. Teve muitos problemas com skinheads e neonazistas da época. Era uma posição política que ele sempre teve, e uma clareza que quase anteviu o presente do Brasil. Tudo que está acontecendo hoje faz parte das piores previsões dele”, recorda Beré.

Os dois amigos se conheceram por meio da Léo Coimbra, irmã da Nice com quem Beré era casado à época. As duas irmãs foram, com seus respectivos maridos (Fernando Coimbra e Marcelo Beré), fonte de inspiração para a música Eduardo e Mônica.

Sábio, precoce e culto

A amizade entre Manfredo e Beré nasceu em uma noite conturbada. “Eu estava enamorado com uma mulher que estava em meio a um processo de separação. Estava na casa dela, quando o marido entrou e tive de sair quase como um fantasma. Cheguei no bar Adrenalina e encontrei o Renato. Passamos a noite juntos conversando sobre vida, morte e sobre o risco que eu havia acabado de correr. Falamos também sobre sexualidade, música, poesia. Vimos que tínhamos muito a ver. Foi ali que começou uma amizade que durou a vida inteira”.

Beré descreve o Renato como uma pessoa “extremamente gentil quando queria ser”, além de “sábio, precoce e culto”. “Tinha lido muito, tinha muitas referências e uma imaginação extremamente privilegiada, além de uma forma incrível de entregar e articular ideias. Desde o começo, nossa amizade foi regada a muitos papos cabeça e muitas trocas extremamente interessantes”.

Acrilic on Canvas

Esses “papos cabeça” entre Renato e Beré foram inclusive matéria-prima para alguns dos grandes sucessos da Legião Urbana. Em especial, Acrilic on Canvas, a música predileta da irmã de Renato e um dos grandes hits de Dois, o segundo disco da banda.

Acrilic on Canvas, ele fez logo depois de uma noitada na minha casa. Eu morava no final da Asa Sul, em uma casa que ele adorava frequentar. Ficava mais lá do que na casa dos pais. A gente fazia comida juntos e ficava por ali a noite inteira. Eu pintava muito nessa época, e tinha vários cavaletes. Minha casa era um ateliê”, lembra o multiartista.

“Passamos a noite inteira conversando sobre a história da arte. Falamos de várias obras e de vários assuntos ao longo da noite inteira, com ele me vendo preparar tintas, têmpera e telas.”

Renato então pegou um táxi no meio da noite e saiu. “No dia seguinte, ele me liga e pede que eu ouça o que ele havia escrito. Leu a letra inteira de Acrilic on Canvas. Eu fiquei impressionado. Disse que ele foi fundo e que tinha pego o lado mais poético do nosso papo”, relata Beré.

Tempos depois, Renato mostrou a melodia colocada em cima da letra. “Eu imaginava que seria um rock pesado ou algo mais punk. Ele, pelo contrário, apresentou uma música extremamente melódica. Fiquei super emocionado porque astralmente havia, ali, uma parceria. Ele era uma esponja. Era capaz de absorver o momento e traduzi-lo em música e poesia”.

“Os traços copiei
Do que não aconteceu.
As cores que escolhi,
Entre as tintas que inventei,
Misturei com a promessa
Que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três.”

Trecho de Acrilic on Canvas, da Legião Urbana

Processo de composição

A amizade entre os dois possibilitou a Beré conhecer a fundo o processo de composição de Renato Russo. “Ele pagava um preço muito alto para poder frequentar os abismos mais profundos e trazer à luz [o que vivenciava e sentia]”.

Renato era bastante metódico. Um hábito dele era o de carregar, o tempo todo, um caderninho de anotações. “Ele tinha a genialidade de pegar frases que os amigos falavam, ou o que escutava em uma mesa de bar; ou mesmo o que lia em um livro. Eu o vi compondo Pais e Filhos, no Rio de Janeiro. Ele me chamou para o estúdio, que era em Botafogo. Enquanto o Dado [Villa Lobos, guitarrista] e o Marcelo Bonfá [baterista] ensaiavam ritmos e passavam músicas, o Renato, em um balcão, pegava várias páginas picotadas desses caderninhos e fala assim: ‘quer ver como é que eu faço uma música?’ Foi colocando essas frases uma seguida da outra, quase em um processo dadaísta de construção e composição. Assim nasceu Pais e Filhos. Uma coletânea de anotações do dia a dia”.

“Quero colo, vou fugir de casa
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar pra pensar
Na verdade não há”

Trecho da música Pais e Filhos, da Legião Urbana

Ver a dimensão que as músicas e as poesias do amigo iam ganhando era algo que orgulhava Marcelo Beré. Mas a experiência que ele aponta como a mais emocionante ocorreu em uma atividade coletiva no Centro de Ensino Fundamental Caseb, escola onde Beré dava aula. “Os alunos cantaram Faroeste Caboclo, uma música imensa, inteira. Foi uma das experiências mais emocionantes que já tive porque eu ouvi uma das primeiras vezes que essa música foi cantada, na minha casa”, lembra Beré.

“Renato pegou um violão Gianinni vermelho que eu tinha, de criança e que acabou ficando com ele, e disse que fez uma música estilo Bob Dylan, com mais de 15 minutos. Eu disse que ele nunca ia conseguir gravar a música. Ele então sentou no jardim e começou a cantar. Um monte de vizinho foi chegando e sentando na grama. Ao final, todo mundo ficou pirado. Depois, a primeira vez que apresentou essa música em Brasília foi no teatro da Escola Parque. Quando começou a parte final, que vai esquentando, parecia que a escola ia desmoronar, tamanha comoção”.

“Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu”

Trecho de Faroeste Caboclo, da Legião Urbana

Primeiro guitarrista

Primeiro guitarrista e fundador da Legião Urbana, Kadu Lambach – ou Eduardo Paraná, como Renato gostava de chamar, também tem muitas memórias com o parceiro musical e amigo.

Ele acaba de lançar o livro Música Urbana: O Início de uma Legião, onde, com a ajuda do jornalista André Molina, fala sobre o período de fundação da banda, além de apresentar composições e textos inéditos de Renato Russo, “guardados há mais de 30 anos em um baú”.

Entre as pérolas do livro, está a letra daquela que foi a primeira música da Legião Urbana, chamada Provençal das Quadras. Música que, segundo Paraná, só teve sua parte instrumental concluída após a morte do amigo.

O lançamento do livro será transmitido hoje (11) do palco do Hard Rock Cafe em Curitiba, via YouTube, Facebook e Instagram @kadulambachoficial, a partir das 19h30.

Instrumentista como poucos, “Paraná” foi citado nos quadrinhos do encarte do álbum Que País É Este como o “grande ídolo dos anos 70” que teria deixado a Legião “para estudar violão clássico em São Paulo” – e que, por isso, deveria ter “problema em casa”.

Sobre a saída, Paraná diz que precisava desenvolver sua musicalidade, mas que, naquela época, não encontrava professores em Brasília e que tinha ouvido falar de um “conservatório muito bacana” em Tatuí.

“Saí da banda porque eu queria tocar uma música chamada O Cachorro, um instrumental muito bom que tinha compasso 6/8 que depois virava um 4/4. Realmente não tinha nada a ver com a estética punk. Musicalmente, eu precisava me desenvolver como artista, mas lembro que, logo depois, já em Tatuí, meu pai enviou uma reportagem enorme falando da Legião Urbana. Ali eu senti que a Legião ia explodir para o Brasil inteiro”.

Influências

A Legião, mesmo com seu minimalismo, influenciou a formação do virtuoso Kadu Lambach. “Vi o Renato chegar em um nível tão alto que eu pensei, comigo, que, como instrumentista, eu preciso chegar também em um nível alto, inclusive para justificar minha saída da banda. Achei muito bacana ele ter colocado o sarrafo lá em cima. Essa foi a maior influência na minha vida”, disse à Agência Brasil o músico que já tocou com Belchior, Tunai, Márcio Montarroyos, Arthur Maia, Jane Duboc e Victor Biglione, entre outros. Uma de suas composições, inclusive, foram gravadas pelo ícone do jazz mundial Stanley Clarke.

As primeiras impressões sobre as músicas do Renato, no entanto, passam longe do aspecto técnico que desde cedo atraíam o musicista – o que, segundo ele, não tornou a experiência menos marcante.

“Conheci o Renato na banda Aborto Elétrico, na peça O Último Rango, na 308 sul. Depois, vi uma apresentação no Colégio Marista, onde eu estudava. Fiquei impressionado porque soava como o Sex Pistols da época. Os músicos não tinham técnica, mas tinham uma energia muito forte e equivalente à da banda inglesa. Lembro de ter ficado muito impactado ao ouvir Que País É Este”, recorda Kadu “Paraná” Lambach.

Dias depois, após uma apresentação no projeto Concertos Lago Norte, veio o convite de Renato, para que o ajudasse a formar uma nova banda. “Ele me chamou em um sábado e, na segunda-feira, já estava montando uma agenda de ensaios super profissional. Achei bacana da parte dele. Fizemos praticamente todos os 25 ensaios previstos, fora os ensaios a dois violões. Gravamos todos os ensaios, e ele não perdia uma ideia. Pegava as ideias, ia para casa e já trazia no outro ensaio as músicas prontas. Essa era a velocidade do Renato”.

Cafofo

Maestro, compositor e arranjador, Rênio Quintas também percebeu inquietude em um garoto que, ainda que de forma silenciosa, frequentava o bar Cafofo, do qual era proprietário. O subsolo era um espaço onde, à noite, havia muitas apresentações musicais. “E todas as tardes fazíamos reuniões de comissões temáticas, como resistência à ditadura”, lembra Quintas referindo-se aos núcleos de cinema, música, literatura, jornalismo, poesia e teatro.

“Eu dava aulas de harmonia e de qualquer assunto que fosse do meu conhecimento. Falávamos muito sobre resistência, agitações e manifestações na Universidade de Brasília, já que o local era muito frequentado por estudantes da UnB”, lembra o então coordenador do núcleo de música.

Rênio notava “um rapaz magrelo de uns 17 anos, tímido, que descia quase diariamente, durante dois ou três meses, ficando sentado, observando sem falar nada”. Era o Renato, que um dia disse ser baixista e que “queria fazer música”.

O jovem pediu para ter uma conversa com Rênio após uma das reuniões. Nela, disse ter observado que o espaço não era utilizado aos domingos, e queria saber se poderia tocar ali com uma banda chamada Aborto Elétrico.

“De imediato eu perguntei se não tinha nome melhor para dar. Renato então disse que era para ‘chocar a burguesia’. Aquela timidez desapareceu quando ele começou a defender as coisas em que acreditava. Eu disse que não tinha problema, se ele se comprometesse a não estourar o equipamento”.

Como Rênio não costumava ir ao Cafofo no domingo, encarregou um funcionário para receber a banda e seus convidados. “Quando voltei, o funcionário disse que muita gente foi ao local; que o evento foi muito agitado e muito legal; e que o som era ‘o maior barato e com muita gente tocando junto’. Foi ali que conheci, de fato, o Renato Russo”, disse Rênio.

O sobrenome artístico adotado por Renato dá uma amostra do quão erudito era aquele menino punk que frequentava as mesas de debate do Cafofo e tanto gostava de conversar sobre arte com Marcelo Beré. Trata-se de uma homenagem ao filósofos Bertrand Russell e Jean-Jacques Rousseau, e ao pintor Henri Rousseau.

Rock Brasília

Mergulhado na cena instrumental da cidade, Rênio Quintas ficou alguns anos sem encontrar Renato. Até que um dia, após uma apresentação no Bom Demais – bar brasiliense conhecido por ser celeiro de vários músicos de primeira linha da capital federal, como Cássia Eller, Zélia Duncan e Adriano Faquini –, o musicista foi abordado pelo “garoto da banda punk de nome esquisito”.

“Referindo-se à minha banda, a Artimanha [banda que tinha, entre seus integrantes, Toninho Maya, instrumentista idolatrado por Renato Russo, falecido em fevereiro de 2021 devido à covid 19], ele disse que nós éramos músicos de verdade, e que ele, Renato, usava a música como plataforma para poesias”.

“Notei então uma fila se formando na nossa frente, e pessoas entregando disco para ele autografar. Perguntei o que estava acontecendo, e ele perguntou se eu não sabia que ele estava fazendo sucesso com a Legião Urbana, após o lançamento de um disco”. Na medida em que a conversa ia se estendendo, a fila foi aumentando a ponto de dobrar a esquina.

“Naquela época não tínhamos ideia de que estávamos fazendo um movimento que ia se tornar o pop rock nacional. A gente sentia que aquilo ia dar em um movimento muito forte, mas nunca imaginamos que a gente ia escrever o pop rock nacional, e que todo aquele movimento ia se confundir com a história do país”, diz Kadu Lambach, o primeiro guitarrista da Legião, antes de Dado Villa-Lobos.

O rock produzido em Brasília ganhou o país, a ponto de a cidade passar a ser nacionalmente conhecida como “Capital do Rock”, após o estouro, em uma mesma leva, das bandas Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, que tinha à frente, nas guitarras, o também amigo do Renato, Philippe Seabra. Atualmente, o “rude plebeu” trabalha como produtor musical de trilhas sonoras.

O primeiro contato dele com Renato foi em um show de bandas locais – Aborto Elétrico, Metralhas e Blitz 64 – na lanchonete Foods, localizada na entre quadra 110/111 Sul. “Eu tinha uns 13 anos e esse show foi minha apresentação ao movimento punk. Achava engraçado aquelas figuras descabeladas, as roupas e a música agressiva e embolada. O som era tosco, mas legal porque a mensagem ressoava.”

Brasília

Se a Brasília recém-nascida fosse uma tela em branco prestes a ser assinada por vários artistas, o nome de Renato Russo estaria entre eles. Afinal foi ele, poeta e músico, o responsável por apresentar, ao Brasil, a efervescência de uma cidade recém-criada, na busca por uma identidade que tinha, como característica, tantos pedaços de Brasil trazidos por aqueles que começavam a povoá-la.

Brasília influenciou Renato, que influenciou Brasília. Essa troca de energia é percebida nas temáticas das letras de Renato, nas legiões de novos poetas e artistas que surgiram a partir da cena e, até mesmo, em monumentos e espaços que têm o artista como referência.

O antigo Teatro Galpão, espaço consagrado das artes na cidade, atualmente se chama Espaço Cultural Renato Russo. O nome do artista foi adotado também por sete brinquedotecas localizada em hospitais públicos da cidade, por meio de uma parceria da ONG Amigos da Vida com o Instituto CNP Brasil.

Além disso, o governo local criou o Rota Brasília Capital do Rock, projeto que colocou 41 placas na cidade, marcando locais que foram referências para a cena roqueira local. O projeto, que tem como curador Philippe Seabra, pode ser visitado também de forma virtual por meio do Google Earth.

“Eu sempre disse ao Renato que nada disso teria acontecido se não fosse Brasília. Claro que se alguém tem o ímpeto artístico, ele vai se manifestar de um jeito ou de outro. Mas por ter sido em Brasília, naquele espaço-tempo, saiu do jeito que saiu, com a força, a verve e a ressonância que teve”, diz o curador e guitarrista da Plebe referindo-se “ao momento e às experiências ímpares” que viveram na adolescência, em uma cidade descrita como “um entreposto burocrático no meio do nada”, com passagens aéreas caríssimas e culturalmente isolada.

“A gente cresceu em uma cidade que tinha praticamente a nossa idade. Ninguém da turma tinha nascido em Brasília. Fomos transplantados para cá. Enquanto tentávamos encontrar nossa própria personalidade, a própria cidade estava tentando encontrar a sua cara cultural. Olha que engraçado: foi essa turma que acabou dando a cara cultural da cidade, colocando ela no mapa cultural brasileiro”, acrescentou Seabra.

Show no Mané Garrincha

Renato Russo
Último show da Legião Urbana em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, 1988. – Ricardo Junqueira/Direitos reservados

O fatídico show no Estádio Mané Garrincha mudou a relação entre a capital federal e Renato Russo, a ponto de fãs revoltados pintarem “Fora Legião” em um muro na frente do prédio onde Renato morava, na 303 Sul, região central da cidade.

Uma série de erros na organização, falhas técnicas e uma polícia que não soube lidar com uma plateia bem maior do que a estimada acabaram por fazer deste show, segundo a irmã do cantor, “uma espécie de Gimme Shelter do Planalto Central”, disse ela, referindo-se ao trágico show da banda Rolling Stones, que resultou no assassinato de um jovem nos EUA, em 1969.

“Não havia, em Brasília, uma cultura de grandes eventos. Sei que meu irmão errou em suas falas também. Enfim, foi um dia desfavorável”, resume Carmen Teresa ao confirmar que, no dia, o irmão “abusou de algumas substâncias”.

Após esse show, em que houve confusão, pessoas se machucaram e que o cantar acabou xingando a plateia e deixando o palco, Renato prometeu nunca mais voltar a fazer espetáculos na cidade. E isso acabou realmente ocorrendo.

Álcool e drogas

O integrante da Plebe Rude classifica Renato como “um cara muito bem versado e muito legal, que quase escondia a erudição porque falava com muita gíria”. “Era um cara bacana, mas nunca o vi como Messias, como as pessoas falam. Era um bom amigo. Um amigo fiel e muito engraçado. Mas, como qualquer bêbado, um bêbado chato quando bebia demais. E ele bebia muito”, disse referindo-se a um histórico problema do amigo: o alcoolismo.

Marcelo Beré também se preocupava com a relação do amigo com o álcool. “Ele sempre foi extremamente compulsivo. Era difícil controlar. Passava dos limites sempre. E eu também, então era duplamente complicado, porque tinha, ainda, a questão das drogas”.

A mãe do artista percebia os riscos que o filho corria. “Ele mudou quando começou a usar drogas de forma mais intensa. Chegava tarde, dormia o dia inteiro e acordava mau humorado. Era outra pessoa. Eu sabia o que estava acontecendo. Recorremos a um psiquiatra, que nos disse que o Renato era um cara inteligente, e que só pararia de fazer uso dessas substâncias caso realmente quisesse. Optamos por não interferir na vida dele e nos limitamos a mostrar as consequências que esse caminho poderia trazer. Mas ele já sabia disso”, lembra dona Carminha.

“O que mais nos preocupava era o álcool. Com relação às drogas, ele conseguia entrar e sair até facilmente. Já o álcool era problemático porque se enquadrava como doença crônica. Ao contrário do que dizem, ele morreu completamente limpo, sem nada. A verdade é que meu irmão não morreu em consequência da aids. Ele morreu de depressão, com taxas estáveis e controladas. Foi de desilusão com a vida e, em especial, com o amor idealizado que não encontrou.”

Filmes e livros

O interesse e a curiosidade por aquele que, para muitos, foi consagrado como mito estimulou a produção de vasto material, em especial livros e filmes. Entre eles, a biografia Renato Russo – O Filho da Revolução, escrito pelo jornalista Carlos Marcelo; O Diário da Turma 1976-1986: A História do Rock de Brasília, de Paulo Marchetti. No cinema, Renê Sampaio, um adolescente na década de 80 e fã do cantor, colocou, na tela, a história de João de Santo Cristo, no filme Faroeste Caboclo. O cineasta está prestes a lançar outro filme inspirado em uma música de Renato Russo: Eduardo e Mônica.

Como milhares de jovens brasileiros da época, Carlos Marcelo foi impactado pela sonoridade da Legião Urbana. “A banda encabeçou um movimento, o que me motivou a dar início aos planos de escrever a biografia do Renato. Eu queria entender um pouco sobre esse personagem que tinha me fascinado na adolescência e que continuava sendo muito marcante para mim e para tantos brasileiros”.

O Filho da Revolução

Renato Russo
Renato Russo no Bar Broadway, em 1984 – Ricardo Junqueira/Direitos reservados

O livro Renato Russo – O Filho da Revolução entrelaça, segundo o próprio autor, a história do Renato, em Brasília, com a história da cidade e do país. “Como me disse um amigo, a biografia contrabandeia um livro de história porque conta muito sobre a história recente do país. Queria mostrar o crescimento de um jovem brasileiro durante a ditadura militar, e como ele foi influenciado por essa vivência em uma cidade adolescente, sendo que o Renato também era um adolescente. É muito raro ter uma geração de adolescentes tomando conta de uma cidade que também é adolescente”, argumenta.

Esses adolescentes citados por Carlos Marcelo foram também abordados no livro O Diário da Turma, de Paulo Marchetti. O livro apresenta depoimentos de diversos integrantes da cena que tinha, ao centro, o Renato, ainda nos tempos de Manfredo.

Como era também integrante da “tchurma”, Marchetti conviveu com Renato. “Ele sempre falava que um dia a Legião ia terminar, e que ele ia virar escritor. Dizia inclusive que o primeiro livro que ele gostaria de escrever seria sobre a ‘tchurma’, para contar histórias de Brasília”, lembra o escritor que é também diretor de TV.

“Quando o Renato morreu, liguei para alguns integrantes da turma, como o Dinho [vocalista do Capital Inicial], o Bonfá e o André Muller [baixista da Plebe Rude]. Ninguém estava pensando em escrever. Então resolvi escrever, após passar por uma síndrome de pânico que me fez pegar essa missão. Eu achava que o Brasil devia conhecer a história que vai além das bandas famosas”, detalha.

René Sampaio não conheceu pessoalmente Renato Russo. Mas se sente íntimo das obras do artista. “Renato Russo mudou minha vida várias vezes. Quando era moleque, escutando suas músicas, via em cada disco uma mensagem e uma reflexão diferente. Depois, já adulto, fazendo filmes sobre suas músicas. Ele me influenciou pessoalmente e influenciou, também, minha carreira. Mudou o meu rumo para uma grande virada”, diz o diretor de cinema.

Registros fotográficos

Outro que teve a carreira impulsionada pela cena e, em especial, por Renato Russo, foi o fotógrafo Ricardo Junqueira, ou “Bolinha”, como era conhecido na época.

“Após as fotos que fiz para divulgação do primeiro disco da Legião, vi que poderia ganhar dinheiro vivendo de fotografia. No dia seguinte pedi demissão do banco onde trabalhava, porque o que ganhei naquele trabalho era equivalente ao que ganharia em um mês de banco. Só tenho a agradecer à banda, à Fernanda [Vila-Lobos, produtora do primeiro disco] e ao Renato, que me proporcionaram isso”.

Ricardo Junqueira assina, ao lado do também fotógrafo Nick Elmoor, o livro Pós-New Brasília 1981-1989, a Biografia Fotográfica de um Tempo que Não Foi Perdido. Trata-se do maior registro fotográfico já feito das principais bandas brasilienses da época, em especial da Legião Urbana, uma vez que, além de fazer imagens para álbuns, Junqueira foi encarregado de registrar algumas das turnês da banda.

“O fato de estudar publicidade me aproximou do Renato, quando estudava jornalismo. Era bom conversar com ele, que tinha posições muito fortes. Era muito frontal com muita gente. Nunca foi uma pessoa muito simpática ou muito tranquila. Às vezes era até agressivo com algumas pessoas que tinham opinião muito diferente da dele”, lembra o fotógrafo que desde 2012 trabalha em Lisboa.

25 anos sem Renato

As lembranças que Junior (ou Manfredo, para os amigos) deixou àqueles com quem conviveu e o legado artístico de Renato Russo acabam por gerar uma sensação de “equilíbrio distante”, como dizia o artista, e de perda de noção de um tempo que, de fato, não foi perdido.

Após um quarto de século de sua morte, ele continua presente e “vivo” por meio de sua obra. Renato Russo deixa um legado que possibilitará, a várias outras gerações, entender parte do que foi este “nosso próprio tempo”.

Economia brasileira deve crescer 5,3% em 2021 graças a reformas estratégicas do governo federal, aponta FMI

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Segundo relatório do Fundo Monetário Internacional, o resultado se deve a melhorias no ambiente de negócios, aumento do crédito ao setor privado e maturidade digital do setor produtivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) enfatizou em Relatório Anual que a economia brasileira voltou aos níveis pré-pandêmicos e apresenta resultados melhores do que o esperado. Segundo o órgão, o cenário econômico se deve “em parte à resposta enérgica das autoridades”, como melhorias no ambiente de negócios, aumento do crédito ao setor privado e maturidade digital do setor produtivo.

As projeções do FMI são de crescimento de 5,3% para o País, em 2021, e queda da dívida pública de 99% para 92% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para Fernando Dutra, diretor de Gestão da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), os indicadores do relatório do FMI são satisfatórios e esperados.

“O relatório menciona que o Brasil se destacou entre as principais economias do mundo, em termos de retomada do crescimento econômico; e o grande motivador disso, segundo o próprio FMI, foram as políticas implementadas pelo governo federal, principalmente em âmbito do Ministério da Economia.”

O deputado federal Alexis Fonteyne (NOVO-SP) comemora a rápida recuperação da economia brasileira, que outrora era pessimista. Ele concorda com a afirmação do FMI de que as estratégias do governo, durante a pandemia, contribuíram para diminuir a recessão.

“Houve, por parte do governo, atitudes para que a economia não parasse e que desse liquidez, seja na ajuda emergencial, seja no Pronampe, seja no diferimento de tributos. Obviamente, houve endividamentos, mas, por outro lado, garantiu que aquelas atividades – que fossem mais prejudicadas por fechamentos compulsórios – pudessem ter uma ajuda e continuassem sobrevivendo”, comentou.

O economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central, afirma que os indicadores do FMI sobre o crescimento do PIB e a queda da dívida pública estão alinhados com os estudos do Relatório Focus do Banco Central.

“As medidas enérgicas se referem à coragem das autoridades, durante o período mais agressivo da pandemia, de terem tomado uma série de medidas que aumentaram a dívida pública para dar o máximo de sustentação à renda da sociedade. Porque isso iria acelerar a recuperação da economia, quando a pandemia começasse a recuar. E é exatamente o que acontece”, afirma.

Carlos Eduardo de Freitas também avalia como corajoso o aumento da taxa básica de juros, feito pelo Banco Central, para frear a inflação de custos, ocasionada por choques externos e não por aumento de demanda.

Eixos estratégicos

Em comunicado à imprensa, os diretores do FMI parabenizaram o ímpeto das reformas realizadas pelo governo federal, mesmo com a pandemia, para criar as bases para uma economia mais competitiva. Para o Fundo, as políticas públicas brasileiras contribuíram significativamente para reduzir a gravidade da recessão em 2020, ao mesmo tempo em que prepararam terreno para a recuperação em 2021.

Para tanto, o relatório do FMI aponta as principais reformas econômicas desenvolvidas pelo Ministério da Economia, durante a pandemia, que se baseiam em três eixos estratégicos: melhoria no ambiente de negócios; aumento do crédito ao setor privado e maturidade digital do setor produtivo.

Segundo o diretor de Gestão da Sepec/ME, Fernando Dutra, o objetivo da melhoria nos ambientes de negócios é reduzir o Custo Brasil, aumentar a produtividade, principalmente de micro e pequenas empresas, e alavancar o País para estar entre as 50 economias com maior facilidade de empreender.

“O Fundo destaca, nesse eixo, a Lei de Liberdade Econômica, o Pronampe, o FIARC (Frente Intensiva de Avaliação Regulatória e Concorrencial), a nova Lei do Ambiente de Negócios, Ex-Tarifários e, obviamente, novas medidas que vão ser implementadas, como a Lei do Reempreendedorismo e o Novo Simples”, elenca.

Pronampe

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) oferece empréstimos a juros mais baixos e com prazos extensos para o pagamento aos donos de micro e pequenos empreendimentos. Criado em 2020, para ajudar esses negócios a enfrentar a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, o Pronampe concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em linhas de crédito para cerca de 517 mil empreendedores só no ano passado.

Este ano, com a persistência da crise sanitária e econômica, o governo federal sancionou a Lei n° 14.161, que tornou o programa permanente. Até dezembro de 2021, serão disponibilizados R$ 5 bilhões em garantia para os empréstimos. Com a participação da iniciativa privada, esse valor pode chegar aos R$ 25 bilhões.

Para Welinton Mota, diretor tributário da Confirp, empresa que presta consultoria para micro e pequenas empresas, a consolidação do Pronampe foi fundamental para a melhoria da situação financeira desses negócios.

“O Pronampe foi um dos fatores que fez com que os pequenos negócios se mantivessem e, pelo fato de se manter, eles tiveram que pegar dinheiro emprestado para se financiar e continuaram vivos. Por conta disso, a economia retomou e agora esse crescimento se deve, com certeza, ao Pronampe”, avalia.

O segundo eixo destacado pelo FMI busca somar mais R$ 107 bilhões ao ano em investimentos privados em infraestrutura nos próximos dois anos. Dentre os programas, o destaque vai para o Marco Legal do Saneamento, Marco da Telecom, o PL do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), além de projetos futuros como a Lei de Cabotagem e do Setor Elétrico.

Já o terceiro eixo estratégico – chamado de futuro digital e produtivo – visa aumentar em 20% a maturidade digital do setor produtivo, posicionando o Brasil no Top 3 do Ecossistema Global Startups, além de qualificar 10 milhões de pessoas em habilidades do futuro.

Nesse quesito, o FMI elenca importantes projetos como o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador, Economia 4.0 e o InovAtiva 15K.

O Relatório Anual do FMI cita a conclusão de outras importantes reformas que contribuíram para o emergente crescimento da economia brasileira, como por exemplo:

  • Marco Legal da Liberdade Econômica;
  • Lei de Falências;
  • Sistema de Defesa do Empreendedor;
  • Sanção da MP 1.033/21, que altera o Marco Legal das Zonas de Processamento de Exportação;
  • PL do Gás;
  • PL do FreeFlow;
  • MP da VSat.

Fonte: Brasil 61

Brasil registra 182 mortes por covid-19 em 24 horas

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Segundo o boletim, 20.678.858 pessoas se recuperaram da doença

O Brasil registrou 8.639 casos de covid-19 e 182 mortes causadas pela doença em 24 horas, segundo o boletim da situação epidemiológica divulgado neste domingo (9) pelo Ministério da Saúde.

Com os novos diagnósticos de covid-19 confirmados, o total de pessoas contaminadas desde o início da pandemia chegou a 21.575.820.

Ainda há 295.951 casos em acompanhamento. O nome é dado a casos ativos de pessoas que tiveram o diagnóstico confirmado e estão sendo atendidas por equipes de saúde ou se recuperando em casa.

Existem 3.152 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em investigação. Isso porque em muitos casos a análise sobre a causa continua mesmo após o óbito.

Com os novos óbitos, a soma de pessoas que perderam a vida para a doença alcançou 601.011.

Segundo o boletim, 20.678.858 pessoas se recuperaram da doença.

Boletim Epidemiológico 10.10.21
Boletim Epidemiológico – 10/10/2021/Divulgação/Ministério da Saúde

Estados

No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (150.758), Rio de Janeiro (67.175), Minas Gerais (54.996), Paraná (39.540) e Rio Grande do Sul (35.045). Os que menos registraram mortes foram Acre (1.840), Amapá (1.986), Roraima (2.006), Tocantins (3.809) – que não enviou os dados neste domingo –  e Sergipe (6.017).

Vacinação

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que mais de 249 milhões de doses da vacina contra a covid-19 foram aplicadas em todo o Brasil, sendo 149,7 milhões como primeira dose e 99,3 milhões como segunda dose (ou dose única). Segundo a pasta, foram distribuídas 310, 49 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todo o país.

 

Jogos Universitários injetam R$ 11 milhões na economia do Distrito Federal

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O evento, que ocorre entre os dias 11 e 18 de outubro com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer, vai aquecer o mercado local

Entre atletas e comissão técnica, 4,5 mil pessoas de todo o país chegaram ao Distrito Federal neste fim de semana para participar da 68ª edição dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), que começa nesta segunda-feira (11) com a cerimônia de abertura no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Durante os próximos 10 dias, além de uma programação intensa de competições, o evento deve movimentar cerca de R$ 11 milhões na economia local.

Os valores serão injetados por meio de hotelaria, transporte, alimentação, entre outros itens. “Nesse momento, estamos voltando à normalidade, mantendo ainda todos os cuidados necessários. Se mostra de extrema importância para nossa cidade receber um evento dessa grandeza, que vai além da sua importância esportiva, que também influencia diretamente na área econômica local com o aquecimento do segmento de eventos”, explica a secretária de Esporte e Lazer (SEL), Giselle Ferreira.

Nesse sentido, a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) realizou um treinamento de capacitação junto aos representantes da rede hoteleira da cidade. O programa chamado de Bem Receber atua para oferecer as melhores experiências aos participantes, com o entendimento de uma série de boas práticas em busca da excelência. Ao final dos JUBs, os hotéis concorrem a premiações com base em inovação, promoção cultural, ambientação, hospitalidade, acessibilidade, sustentabilidade e outras métricas.

“Para receber esse público, estamos investindo na capacitação de todos os fornecedores envolvidos, como hotelaria, bares, restaurantes, empresas de receptivos, entre outros. O objetivo é compartilhar conhecimento e incentivá-los a desenvolver ações inovadoras, além de melhorias na recepção dos participantes. Para isso, criamos várias premiações, com o intuito de promover entre esses parceiros uma competição saudável, na qual o público vai sair ganhando sempre”, diz o gerente de Logística da CBDU, Paulo Souza.

Os Jogos Universitários seguirão um rígido protocolo de segurança e sanitário contra a disseminação da covid-19. O evento será realizado sem a presença de público, e somente as pessoas credenciadas (atletas, comissão técnica, comitê organizador e imprensa) circularão pelos locais de competição. Todos os espaços estarão equipados com álcool em gel e o uso de máscaras é obrigatório nas áreas comuns, a não ser para atletas nos momentos de disputas, entre outras determinações.

Guilherme Campelo lidera disputa pela OAB-DF deixando Thais Riedel e o atual presidente Délio Lins para trás

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O movimento InovOAB liderado por Guilherme Campelo chegou a sugerir que a OAB-DF isentasse todos os advogados do pagamento da última parcela da anuidade dado a situação econômica

POR HUDSON CUNHA, DO PORTAL 84 NOTÍCIAS

Com grande adesão da maioria da classe dos advogados do DF, em torno da terceira via, liderada por Guilherme Campelo, os dois grupos que se alternam no comando da “Velha Ordem”, há quase duas décadas, começaram a perder força na corrida da presidência da OAB-DF.

Em pesquisas internas de monitoramento, realizadas no ambiente da comunidade advocatícia do Distrito Federal, Guilherme Campelo, da chapa criada pelo “Movimento InovOAB”,  lidera a corrida pela presidência, deixando distante a sua concorrente Thais Riedel e mais ainda o candidato Délio Lins, atual presidente da instituição, que vai tentar a reeleição.

O crescimento de Guilherme Campelo, sobre os dois candidatos, que representam os grupos oligárquicos que dominam a instituição por quase duas décadas de mandonismo, está no fato de pregar uma radical mudança e quebra de paradigmas que há 18 anos deixam excluídos a maioria absoluta dos 70 mil advogados que atuam no DF.

O exército de excluídos ficou bem mais visível neste período de pandemia, que levou centenas de advogados, principalmente da jovem advocacia, a fecharem seus escritórios em face da crise financeira e terem que receber a humilhante cesta básica.

Muitos foram obrigados judicialmente pelo atual comando da OAB-DF a pagar sem ter, a escoante anuidade de R$ 850, 00.

O movimento InovOAB liderado por Guilherme Campelo chegou a sugerir que a OAB-DF isentasse todos os advogados do pagamento da última parcela da anuidade dado a situação econômica, que afetou a categoria neste período de pandemia.

Ele justificou que dezenas de escritórios de advocacia sofreram perdas de receita e continuavam arcando com aluguéis e salários de funcionários. No entanto, o pedido foi negado.

A firme atuação do líder do Movimento InovOAB rendeu cumprimentos por parte do ex-presidente da OAB-DF e governador Ibaneis Rocha. Para ajudar os advogados a superarem os impactos da crise financeira, Guilherme Campelo, caso seja eleito no dia 21 de novembro, afirma que o seu primeiro compromisso é baixar, pela metade, o valor da anuidade em 2022 e abrir linhas de crédito para ajudar os profissionais que mais precisam se estabelecer no mercado.

O crescimento do movimento InovOAB vai muito além das boas propostas apresentadas à classe neste período de pré-campanha.

O desejo de mudança é visível entre os advogados desde a última eleição ocorrida em novembro de 2018, quando 12 mil operadores do direito se recusaram a comparecer às urnas.

Esse grande contingente de advogados vê em Guilherme Campelo, a oportunidade de dar um basta na “Velha Ordem”.

Recuperação asfáltica em trecho da DF-001 segue a todo vapor

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trecho de cerca de quatro quilômetros, entre os viadutos de Samambaia e do Pistão Sul, sentido Plano Piloto/Samambaia, passa pelo serviço de fresagem descontinuada, recebendo uma nova camada de capa asfáltica | Fotos: Divulgação/DER-DF

Melhoria está 60% executada e beneficia cerca de 80 mil motoristas

O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) prossegue com o serviço de melhoria asfáltica na Estrada Parque Contorno (DF-001). O trabalho tem 60% do cronograma executado e vai beneficiar cerca de 80 mil motoristas que trafegam por dia no local.

Na última semana, a equipe de 20 colaboradores iniciou as ações no trecho de aproximadamente quatro quilômetros entre os viadutos de Samambaia e do Pistão Sul, sentido Plano Piloto/Samambaia.

“Essa obra faz toda a diferença para que milhares de motoristas que trafegam por este trecho tenham mais comodidade, conforto e segurança”Cristiano Cavalcante, superintendente de Obras do DER-DF

A melhoria consiste no serviço de fresagem descontinuada, em que acontece a retirada dos trechos deteriorados de asfalto, seguido do preenchimento dos espaços com uma nova camada de capa asfáltica.

“Essa obra faz toda a diferença para que milhares de motoristas que trafegam por este trecho tenham mais comodidade, conforto e segurança”, destacou o superintendente de obras do DER-DF, Cristiano Cavalcante.

Para o motorista de aplicativo, Hélio Maranhão, de 47 anos, o novo asfalto faz com que ele tenha mais segurança para desempenhar seu trabalho. “Como eu passo por aqui praticamente todos os dias, sentia a necessidade da realização desse serviço. Felizmente, no sentido Plano Piloto a pista já foi renovada e, em breve, o outro lado – Plano Piloto/Samambaia – ficará melhor para dirigir”, concluiu.

Os serviços no trecho da EPCT no sentido contrário, ao longo dos quatro quilômetros no sentido Samambaia/Plano Piloto, foram iniciados em 18 de agosto e concluídos em setembro.

O valor investido na obra, em seu total, é de aproximadamente R$1 milhão.