Início Site Página 1625

Menos julgamentos, mais tratamento: o desafio de enfrentar a obesidade

0

Nesta segunda (11) é celebrado o Dia Nacional da Prevenção da doença, que atinge 96 milhões de pessoas no Brasil

Não é uma questão meramente estética ou mesmo individual: a obesidade é um problema a ser enfrentado de maneira profissional pelos serviços de saúde para garantir o bem-estar da população. O desafio é lembrado todos os anos em 11 de outubro, Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, e diariamente faz parte do trabalho da Secretaria de Saúde do DF, desde o atendimento na rede de atenção primária até o acompanhamento especializado.

“A obesidade não é apenas uma questão de força de vontade. Depende do ambiente em que a pessoa está inserida, depende da oferta de alimentos no ambiente em que se reside ou trabalha”, explica a gerente de Serviços de Nutrição da Secretaria de Saúde do DF, Caroline Rebelo.

Dentro da estratégia de saúde da família, por vezes, toda a alimentação de uma família deve ser modificada. “É uma doença multifatorial, então não existe um fator que seja mais importante do que outro para o desenvolvimento da obesidade. Podem envolver questões psicológicas, uso de medicamentos, mau hábito alimentar, sedentarismo, por exemplo”, completa a nutricionista.

Entre 2003 e 2021, a proporção de indivíduos com obesidade saltou de 12% para 26% da população, segundo o Ministério da Saúde | Fotos: Divulgação/Secretaria da Saúde

A porta de entrada para o tratamento na rede são as Unidades Básicas de Saúde. É onde os pacientes, que muitas vezes procuram a assistência médica por queixas diversas, recebem o primeiro acompanhamento para tratar a obesidade. Desde o início o tratamento é interdisciplinar, com nutricionistas, psicólogos, endocrinologistas e cardiologistas.

Dependendo do caso, a pessoa poderá ser encaminhada para uma unidade especializada, como o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), localizado na Asa Norte. Ali, uma equipe multidisciplinar pode acompanhar o desenvolvimento dos pacientes em diversos aspectos da vida.

“Não basta só fazer dieta e atividade física. Existe todo o contexto, como controlar o stress, uma boa quantidade de sono, ingestão de água. Por isso é muito importante ter uma equipe multiprofissional”, conta a endocrinologista Alexandra Rubim, gerente do Cedoh. O encaminhamento para cirurgias bariátricas ocorre apenas com o aval da equipe, que analisa o caso de cada paciente.

No DF, dados da Secretaria de Saúde indicam que cerca 70,28% dos adultos acompanhados pela Atenção Primária à Saúde estavam com excesso de peso em 2020, contra 59,84% em 2015

Acolhimento e união de esforços

A palavra-chave do atendimento é acolhimento. “A pessoa fica envergonhada, se sente julgada. Quando ela chega a um serviço de saúde onde ela é acolhida, onde ela é ouvida, isso traz todo um impacto diferente”, diz Alexandra. Combater o preconceito é uma das metas da Secretaria de Saúde. O tema esteve em pauta em capacitações que envolveram cerca de 240 servidores nos últimos anos, todos com a responsabilidade de atuarem como multiplicadores nas suas unidades. As formações também incluíram os procedimentos de como acolher os pacientes e encaminhar o tratamento.

Isso porque outro aspecto apontado como relevante é a necessidade da abordagem múltipla. “Não é possível realizar o enfrentamento da obesidade sem que haja ações intersetoriais”, diz a nutricionista Caroline Rebelo.

Ações educativas, de esporte, de lazer, de transportes e até de segurança pública entram no enfrentamento integral da obesidade como uma doença em ampla expansão na sociedade. No DF, destacam-se, por exemplo, as iniciativas da Secretaria de Educação para combater a obesidade infantil e os projetos de segurança alimentar da Secretaria de Desenvolvimento Social, que incentivam o consumo de alimentos saudáveis pela população em vulnerabilidade.

“A meta não é ser magro, é ter consciência”

A frase é de Regina Lopes, de 53 anos, moradora do Guará. Quatro anos atrás, ela, que tem 1,57m de altura, chegou aos 106 quilos. “Eu cheguei a um ponto em que achava que estava com outra doença”, conta. A estratégia para vencer o desafio de controlar o peso teve como foco o acolhimento.

A porta de entrada para o tratamento, na rede, de casos de obesidade são as Unidades Básicas de Saúde | Fotos: Divulgação/Secretaria da Saúde

O tratamento começou na UBS 1 do Guará, a mais próxima de sua residência. Capacitado, o médico de plantão soube explicar que o desafio de saúde era enfrentar a obesidade. “Se todo profissional de saúde agisse dessa forma, talvez o índice de obesidade no Brasil não estivesse tão alto. Entre o paciente e o profissional de saúde tem que existir a sinceridade. Entre os familiares também”, diz Regina.

Encaminhada ao Cedoh, ela participou de atendimentos em grupo por dois anos. O diferencial, revela, foi a presença de uma equipe capacitada. “Foi um período de muito acolhimento e de um trabalho árduo. Eu tive nutricionista, endocrinologista, psicólogo, terapeuta e fui muito bem assistida. Tem os profissionais de saúde e tem a nossa boa vontade também.”

Hoje, com cuidados na alimentação e prática de exercícios físicos, ela se orgulha por conseguir se manter na faixa de peso esperada para o seu biotipo e, principalmente, por se sentir com uma qualidade de vida maior. “Eu não sou magra, nem gorda. Estou com um peso bacana e me sentindo bem.”

Aumento do número de casos

Segundo o Ministério da Saúde, o excesso de peso atinge 96 milhões de pessoas no Brasil. Entre 2003 e 2021, a proporção de indivíduos com obesidade saltou de 12% para 26% da população. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019) apontam que a condição de obesidade já afeta cerca de 41,2 milhões de adultos, com distribuição maior em mulheres (29,5%) do que em homens (21,8%).

A preocupação aumentou com a pandemia de covid-19: pacientes nesta condição apresentaram maiores complicações, tempo de internação e índice de óbitos

No DF, dados da Secretaria de Saúde indicam que cerca 70,28% dos adultos acompanhados pela Atenção Primária à Saúde estavam com excesso de peso em 2020, contra 59,84% em 2015. O excesso de peso foi registrado, no ano passado, em 55,04% dos idosos, 50,4% das gestantes, 34,98% dos adolescentes, 27,9% das crianças de 5 a 10 anos de idade e 7,87% das crianças abaixo dos 5 anos.

A obesidade é apontada como fator de risco para doenças cardiovasculares, distúrbios musculoesqueléticos, problemas psicológicos e câncer. A preocupação aumentou com a pandemia de covid-19: pacientes nesta condição apresentaram maiores complicações, tempo de internação e índice de óbitos.

Quem é considerado obeso?

O critério utilizado para avaliar e classificar o estado nutricional de uma pessoa é o Índice de Massa Corporal (IMC), de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde. A fórmula para o cálculo do IMC é peso (em kg) dividido pelo quadrado da altura (em metros). Por exemplo: uma pessoa de 80 quilos e 1,70 de altura deve dividir 82 por 1,70×1,70, obtendo o IMC de 27,68.

A pessoa é classificada com excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 kg/m² e classificada com obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m². Vale lembrar também que a doença possui três estágios: a obesidade de grau 1 (IMC>30 kg/m² e IMC<35 kg/m²), a obesidade de grau 2 (IMC>35 kg/m² e IMC<40 kg/m²) e o estágio mais grave, que é a obesidade de grau 3 (IMC>40).

Governador Ibaneis anuncia a legalização de mais 150 mil moradias no DF

Governo do Distrito Federal lança programa Regulariza-DF e anuncia a entrega de 25 mil unidades habitacionais até 2022

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, lançou oficialmente neste sábado (9) o Programa Regulariza DF, que vai possibilitar a legalização de 150 mil moradias em todo o Distrito Federal. Em solenidade no Recanto das Emas, ele ainda disse que planeja entregar 25 mil unidades habitacionais, até o final do próximo ano, dentro do programa de governo destinado a quem ainda não tem casa própria.

Naquela cidade, 160 famílias receberam hoje (9) um lar para chamar de seu, e outras 370 unidades habitacionais estão sendo erguidas. De acordo com o governador, a construção destas moradias era um projeto antigo, que estava parado e ele retirou do papel. “Nós recomeçamos o projeto que estava abandonado, contratamos as empresas, fizemos a parceria com as cooperativas e estamos entregando as primeiras casas hoje”, comemorou o governador Ibaneis.

Durante a entrega de 160 casas no Recanto das Emas, o governador Ibaneis Rocha disse que planeja entregar 25 mil moradias a quem não tem casa própria até o fim do próximo ano | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

A construção das casas começou em março de 2020 nas quadras 117/118 do Recanto das Emas, fruto de uma parceria do Governo do Distrito Federal (GDF) com 24 cooperativas habitacionais cadastradas na Codhab. As unidades têm 54 metros quadrados, divididos entre sala, dois quartos, cozinha e área de serviço. Os recursos foram destinados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

As unidades são adequadas para uma família de quatro a cinco pessoas. Segundo o governador, cerca de 600 pessoas serão beneficiadas. Ibaneis Rocha destacou a qualidade do material utilizado na construção das residências. “Vim aqui antes fazer uma vistoria nas casas e elas têm boa qualidade para que as pessoas possam morar dignamente”, frisou. Os contemplados receberam as chaves e a escritura dos imóveis. “Isto garante segurança jurídica ao proprietário. É o patrimônio da família”, completou o chefe do Executivo local.

As unidades entregues neste sábado pelo governador Ibaneis Rocha, com 54 metros de área, são adequadas para famílias de até 5 pessoas. Têm sala, dois quartos, cozinha e área de serviço

Regulariza-DF

O programa Regulariza DF tem o objetivo de legalizar a situação de 150 mil imóveis até o final de 2022. O GDF, por meio da Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal (Codhab-DF), responsável pelo projeto, iniciou um trabalho de campo em diversas cidades do Distrito Federal para a coleta de documentos dos moradores com vistas à titulação definitiva dos imóveis. O investimento no projeto é de R$ 50 milhões.

O trabalho irá envolver áreas em processo de regularização fundiária de interesse social, as denominadas ARIS, como também cidades consolidadas, como Ceilândia, Recanto das Emas, Planaltina e Samambaia, nas quais ainda existem imóveis que foram distribuídos no âmbito dos programas de assentamento, mas ainda não foram titulados em nome dos beneficiários.

As pessoas enquadradas na situação de interesse social e cumprirem os requisitos legais (ser o ocupante originário, possuir renda até cinco salários mínimos, ter cinco anos de residência no DF, dentre outros), os gastos referentes ao registro em Cartório desses imóveis. “Esse serviço será gratuito, sem nenhum ônus ao morador”, explicou o presidente da Codhab, Wellington Luiz.

Esse benefício é previsto na legislação em vigor, mas foi possível aplicá-lo no Distrito Federal já que a atual gestão ajustou os regramentos e o Fundo Distrital de Habitação de Interesse Social para, assim, poder possibilitar a gratuidade da titulação.

“Nós voltamos a ter no Distrito Federal empresários investindo na cidade, gerando emprego e renda. Vamos continuar ajudando aos que mais precisam e continuar investindo na nossa cidade”, destacou o governador Ibaneis Rocha.

Eliminatórias: com retorno de Neymar, Brasil enfrenta Colômbia

0

Além do retorno do camisa 10, o técnico Tite poderá contar com o bom momento de Raphinha

Com o retorno do atacante Neymar, o Brasil enfrenta a Colômbia pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 (Catar), neste domingo (10) a partir das 18h (horário de Brasília), no estádio Metropolitano, em Barranquilla. E o grande desafio da equipe comandada pelo técnico Tite é apresentar um futebol melhor do que o visto na vitória de 3 a 1 sobre a Venezuela na última quinta (7).

A presença do camisa 10, que vem de cumprir suspensão por acúmulo de cartões amarelos, será importante para a seleção brasileira, que tenta manter os 100% de aproveitamento na competição (após vencer 9 nove vezes em 9 partidas).

Com a presença de Neymar, a expectativa é que o Brasil volte a apresentar um melhor desempenho na transição da defesa para o ataque, um dos problemas vistos no confronto contra a Vinotinto.

Além do retorno do camisa 10, o técnico Tite poderá contar com o bom momento de Raphinha. O atacante do Leeds (Inglaterra) entrou no segundo tempo contra os venezuelanos e, pela direita, criou as melhores jogadas ofensivas do Brasil.

Isso será importante para enfrentar um adversário que não é tão frágil como a Venezuela. Mesmo ocupando a 5ª posição das Eliminatórias com 14 pontos, a Colômbia é candidata real a conseguir uma vaga para o próximo Mundial. Assim, jogando em casa, deve criar problemas para a defesa verde e amarela.

 

Salário de gestantes afastadas durante pandemia pode ser pago pelo INSS

0

Advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial orienta empresários acionarem a Justiça

A Justiça Federal de pelo menos seis estados determinou que a União e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paguem o salário de gestantes afastadas do trabalho presencial que exercem atividades que não podem ser feitas de forma remota. A Lei 14.151, em vigor desde maio deste ano, obriga o afastamento de funcionárias grávidas do trabalho presencial até enquanto durar o estado de emergência de saúde pública em decorrência do coronavírus sem qualquer prejuízo à sua remuneração.

A lei, que não estabelece diretrizes para os cargos que só podem ser desenvolvidos de forma presencial, continua valendo mesmo que as grávidas tenham sido imunizadas. Neste caso, os salários têm sido pagos pelos empresários. “Isso trouxe inúmeros problemas principalmente para as pequenas empresas. Muitas já estão passando por uma situação complicada e têm que arcar sozinhas com o benefício concedido às funcionárias afastadas e com o salário do trabalhador contratado para substituí-las”, comenta o advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial Fernando Kede.

Muitos empresários estão recorrendo à Justiça Federal para que a União e o INSS arquem com os custos das gestantes afastadas. “A Justiça Federal de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Tocantins, Santa Catarina e Rio Grande do Sul já emitiram decisões favoráveis para que o INSS assuma os encargos e pague o salário-maternidade”, comenta.

Nas sentenças, os magistrados entenderam que não é lícito transferir exclusivamente para o empregador a responsabilidade de pagar as despesas enquanto a gestante está afastada. Em alguns casos, os juízes argumentam que deixar o ônus com os empresários contribui para impor ainda mais restrições às mulheres no mercado de trabalho. “As empresas podem acionar a Justiça Federal e os magistrados estão bem sensíveis à causa. A tendência é que haja o estabelecimento de uma jurisprudência para nortear futuras decisões”, completa.

Retorno pode acontecer em breve

A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (06/10) o Projeto de Lei 2058/2201 que estabelece uma série de medidas sobre o trabalho de gestantes durante a pandemia, entre elas, o retorno ao trabalho presencial. A proposta ainda será enviada ao Senado.

Se aprovada, o empregador poderá manter a funcionária grávida em regime de teletrabalho ou pedir que ela retorne após o encerramento do estado de emergência de saúde pública; após completar o ciclo vacinal conforme normas do Ministério da Saúde; se recusar a se vacinar com termo de responsabilidade; e se houver aborto espontâneo com recebimento da salário-maternidade nas duas semanas de afastamento garantidas pela CLT.

Coluna do Fluminense | Mais decepção

0

POR RAIMUNDO RIBEIRO

O Fluminense recebeu o Atlético/GO e nos “brindou” com outra atuação horrível, continuando a cometer erros técnicos inaceitáveis em jogadores profissionais.

Nenhum deles sabe marcar, antecipar, nem fazer cruzamentos.

Por consequência, a bola fica com o adversário que quando recebe o passe tem tempo para receber, pensar e fazer o passe.

Sob o aspecto coletivo, os 3 setores não se aproximam e não existe uma só jogada ensaiada.

Por isso, quando faz gol é em razão de jogada individual ou lance casual.

Marcão não tem plano tático e nem ascendência sobre os jogadores que entram em campo e fazem o que querem, sem qualquer orientação e plano de jogo.

Mas o pior de tudo é a mentalidade derrotista que nasce na presidência e contamina o treinador e os jogadores.

Os números escancaram isso: não ganhar de Juventude, Fortaleza e Atlético/GO em casa, mostra claramente o que o Fluminense quer: NADA; entra em campo sem qualquer compromisso.

Ganhar, empatar ou perder não interessa, parecendo que entrar em campo é uma enfadonha obrigação.

Resta rezar para que os próximos jogos (Corinthians, Atlético/PR e Flamengo) não sejam mais ocasiões de vergonha para os verdadeiros torcedores tricolores.

Bota Fluzão 🇧🇬🇧🇬🇧🇬
Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente tricolor

Eleições 2022: conheça as novas regras eleitorais

Mudanças envolvem da data da posse à distribuição de recursos

Falta pouco menos de um ano para as eleições de 2022 e os eleitores brasileiros irão às urnas com novas regras eleitorais. Promulgada pelo Congresso Nacional na semana passada, as regras serão aplicadas nas eleições para presidente e vice-presidente da República, de 27 governadores e vice-governadores de estado e do Distrito Federal, de 27 senadores e de 513 deputados federais, além de deputados estaduais e distritais.

O pleito será realizado em primeiro turno no dia 2 de outubro e, o segundo turno, ocorrerá no dia 30 do mesmo mês.

Conheça as regras:

Recursos

Para incentivar candidaturas de mulheres e negros, a nova regra modifica contagem dos votos para efeito da distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral nas eleições de 2022 a 2030. Serão contados em dobro os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas durante esse período.

Fundo eleitoral

Em 2022, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha – chamado de fundo eleitoral – terá R$ 5,7 bilhões. Esse é o valor previsto para o financiamento de campanhas políticas. Os recursos são divididos da seguinte forma:

  • 2% dos recursos do fundo devem ser divididos entre todos os partidos, sendo o marco temporal a antecedência de seis meses da data do pleito.
  • 35% dos recursos devem ser divididos entre os partidos na proporção do percentual de votos válidos obtidos pelas siglas que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, tendo por base a última eleição geral. Nos casos de incorporação ou fusão de partidos, os votos dados para o partido incorporado ou para os que se fundirem devem ser computados para a sigla incorporadora ou para o novo partido.
  • 48% dos recursos do fundo serão divididos entre os partidos na proporção do número de representantes na Câmara dos Deputados na última eleição geral. Pela regra, partidos que não alcançaram a cláusula de barreira, contam-se as vagas dos representantes eleitos, salvo os deputados que não tenham migrado para outra legenda.
  • 15% dos recursos do fundo devem ser divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado, contabilizados aos partidos para os quais os senadores foram eleitos.
Fundo Partidário

Já o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos ou fundo partidário é destinado às siglas que tenham seu estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral e prestação de contas regular perante a Justiça Eleitoral. Distribuído anualmente, o fundo partidário deve alcançar R$ 1,2 bilhão em 2022 e R$ 1,65 bilhão em 2023. A divisão é feita da seguinte forma:

  • 5% do total do Fundo Partidário serão divididos, em partes iguais, a todos os partidos aptos que tenham seus estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral;
  • 95% do total do Fundo Partidário serão distribuídos a eles na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
Nova data de posse

A emenda à Constituição modifica o dia da posse do presidente da República para 5 de janeiro e dos governadores para 6 de janeiro a partir de 2027. Atualmente, presidente e os governadores tomam posse no dia 1º de janeiro. No caso da próxima eleição, em 2022, a data de posse em 2023 permanecerá no primeiro dia do ano.

Fidelidade partidária

As novas regras permitirão que parlamentares que ocupam cargos de deputado federal, estadual e distrital e de vereador possam deixar o partido pelo qual foram eleitos, sem perder o mandato, caso a legenda aceite.

O texto permite ainda que partidos que incorporem outras siglas não sejam responsabilizados pelas punições aplicadas aos órgãos partidários regionais e municipais incorporados e aos antigos dirigentes do partido incorporado, inclusive as relativas à prestação de contas.

Antes da mudança, a lei eleitoral permitia que parlamentares mantivessem o mandato apenas nos casos de “justa causa”, ou seja, mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e se o desligamento fosse 30 dias antes do prazo de filiação exigido em lei para disputar a eleição.

A incorporação de partidos também foi disciplinada pela emenda. Pelo texto, a sigla que incorporar outras legendas não será responsabilizada pelas sanções aplicadas aos órgãos partidários regionais e municipais e aos antigos dirigentes do partido incorporado, inclusive as relacionadas com prestação de contas.

Plebiscitos

A emenda constitucional incluiu a previsão para a realização de consultas populares sobre questões locais junto com as eleições municipais. Essas consultas terão que ser aprovadas pelas câmaras municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral em até 90 dias antes da data das eleições. Os candidatos não poderão se manifestar sobre essas questões durante a propaganda gratuita no rádio e na televisão.

Federações partidárias

Apesar de não fazer parte da Emenda Constitucional 111, outra mudança nas regras eleitorais terá validade no próximo pleito. Ao derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro, o Congresso Nacional validou o projeto que permite a reunião de dois ou mais partidos em uma federação.

A federação partidária possibilita aos partidos, entre outros pontos, se unirem para atuar como uma só legenda nas eleições e na legislatura, devendo permanecer assim por um período mínimo de quatro anos. As siglas que integram o grupo mantêm identidade e autonomia, mas quem for eleito devem respeitar a fidelidade ao estatuto da federação.

Outras modificações

A Câmara dos Deputados aprovou ainda outra proposta com a revisão de toda a legislação eleitoral. A modificação do novo código consolida, em um único texto, a legislação eleitoral e temas de resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legislação eleitoral tem, ao todo, 898 artigos e reúne, entre outros pontos, a Lei das Eleições, a Lei dos Partidos Políticos, a Lei das Inelegibilidades e a Lei do Plebiscito.

Pelo texto aprovado na Câmara estabelece a quarentena de diversas carreiras. A proposta aprovada pelos deputados exige o desligamento de seu cargo, quatro anos antes do pleito, para juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares.

Entre as inovações da nova regra eleitoral está a autorização para candidaturas coletivas para os cargos de deputado e vereador. O partido deverá autorizar e regulamentar essa candidatura em seu estatuto ou por resolução do diretório nacional, mas a candidatura coletiva será representada formalmente por apenas uma pessoa.

No entanto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), avaliou que não havia tempo hábil para analisar as propostas de alteração ao código eleitoral a tempo de vigorar para as eleições de 2022. De acordo com o Artigo 16 da Constituição Federal, “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. A matéria ainda aguarda votação no Senado e não terá vigor nas próximas eleições.

Jogos universitários no DF terão segurança reforçada

0
A PMDF atuará por meio de policiamento ostensivo em todas as regiões, mas poderá acionar unidades especializadas, caso necessário | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Evento será realizado entre os dias 11 e 18 de outubro, com reforço da segurança e organização do trânsito

Após reuniões coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), entre representantes da segurança pública local, da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) e organizadores, foi definido o plano operacional para a 68ª edição dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), que ocorrem em Brasília a partir desta segunda-feira (11). De acordo com informações da SEL, a previsão é que 4,5 mil pessoas participem do evento esportivo.

“A soma dos trabalhos estratégicos das equipes técnicas das mais diversas pastas do GDF nos possibilitou trazer, após 15 anos, os JUBs para a capital”Giselle Ferreira, secretária de Esporte e Lazer

“A segurança pública do DF tem expertise na atuação em grandes eventos e, desta forma, nos reunimos com os responsáveis pela competição para que o plano operacional fosse definido para os dias dos jogos, assim como o reforço da proteção aos atletas, comissão técnica e voluntários. Grande parte dos participantes não são do DF e precisamos garantir a tranquilidade e segurança para que tudo corra bem”, avalia o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo.

Para a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, o apoio operacional da SSP-DF e forças de segurança é essencial para realização dos jogos no DF. “A soma dos trabalhos estratégicos das equipes técnicas das mais diversas pastas do Governo do Distrito Federal nos possibilitou trazer, após 15 anos, os JUBs para a capital. Entramos em campo juntos, como um time, para proporcionar toda estrutura, segurança e organização necessária para realizar uma competição desse porte.”

Segurança reforçada

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) atuará em quatro zonas de ação: no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), onde vai ocorrer grande parte dos jogos e abrigará a área de alimentação e também alojamentos; nos Setores Hoteleiros Sul e Norte; no Aeroporto Internacional de Brasília e em sedes esportivas distribuídas pelo Plano Piloto, Cruzeiro e Taguatinga. Entre essas sedes, onde ocorrerão as demais competições, estão o Centro de Capacitação Física (Cecaf), o Iate Clube e o Sesi, em Taguatinga.

A PMDF atuará por meio de policiamento ostensivo em todas as regiões, mas poderá acionar unidades especializadas, caso necessário. “Pelas avaliações iniciais, será um evento bastante tranquilo, mas nossas tropas especializadas, como Rotam, Patamo, Bope e os Gtops, estarão em condições de pronto emprego”, completa Senna.

Mudanças no trânsito

Não haverá interferências no trânsito na área central de Brasília por conta dos JUBs. Somente, entre 5h e 22h, as duas faixas em frente ao CICB terão sentido único (Plano Piloto/Lago Sul).

“Importante a população evitar a região nesse período, principalmente entre 11h e 15h e 18h e 22h, horários destinados para alimentação dos atletas, período que haverá maior movimentação de ônibus”, alerta o chefe da Seção de Planejamento, do Batalhão de Policiamento de Trânsito, da PMDF, capitão Diego dos Santos. A fiscalização de trânsito será feira pela PMDF e pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), na região.

Ocorrências relacionadas aos jogos, caso haja registros, terão prioridade de atendimento tanto nas delegacias, como no Departamento de Polícia Técnica (DPT), caso sejam acionados.

Governo Ibaneis abre mão de R$ 26,3 mi para ajudar feirantes e quiosqueiros

O quiosqueiro Raimundo Aguiar precisou reduzir pela metade a equipe de funcionários durante a pandemia | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Lei sancionada pelo governador prevê isenção e remissão de cobrança do uso de área pública em comércio de rua que emprega mais de 1,5 mil pessoas

Raimundo Aguiar, 52 anos, nunca tinha enfrentado uma crise financeira tão forte em seus 22 anos como quiosqueiro. Devido à pandemia do novo coronavírus, ele teve que reduzir a equipe de funcionários – composta por 25 pessoas – pela metade e acumulou dívidas.

Graças às medidas econômicas tomadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o empresário começa a retomar o fôlego nos negócios. Uma delas é a isenção e remissão de débitos cobrados de autorizatários, permissionários ou concessionários pela ocupação ou uso de área pública do DF, lei proposta e sancionada pelo governador Ibaneis Rocha.

Isso significa que quiosqueiros como o Raimundo, donos de box em feiras, bancas de jornal e revista, food trucks e demais estabelecimentos que utilizam espaços públicos da capital terão dívidas perdoadas até 31 de dezembro de 2023. Para ajudar essas pessoas, o GDF vai abrir mão de R$ 26,3 milhões.

“Passamos muito tempo fechados, sem poder funcionar, e mesmo após a reabertura o movimento não é mais o mesmo. Muitos clientes ainda não se sentem confortáveis, ainda que a gente tome todas as medidas de segurança”, comenta Raimundo, dono de um quiosque de alimentação em Ceilândia. “Essa lei veio para nos ajudar, principalmente aquelas famílias que dependem do seu negócio para comer o pão de cada dia”, afirma.

“Conhecemos a realidade desse segmento e com a isenção e remissão do preço público, o GDF deu uma ajuda muito importante para a manutenção da renda dessas famílias”José Humberto Pires, secretário de Governo

Presidente do Sindicato dos Trailers, Quiosques e Similares do DF (Sints), Fátima Azeredo, é dona de uma borracharia há 30 anos em Samambaia. Ela ressalta a importância da medida para a recuperação financeira desses setores. “Somos cerca de 40 mil empresas e 80% delas estão endividadas. O PL [projeto de lei] é uma das formas de nos reerguermos. O governo local está nos ajudando muito e só temos a agradecer”, elogia.

Entenda

A norma tem como objetivo dar fôlego financeiro às empresas, na maioria de micro e pequeno porte, além de autônomos, devido à crise econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus. Os autorizatários, permissionários ou concessionários são, em geral, pequenas empresas familiares, com baixo capital de giro, mas que geram cerca de 1,5 mil oportunidades de emprego na capital.

Muitas dessas empresas se mantiveram fechadas e não geraram recursos. A expectativa do governo local é que as categorias beneficiadas com o projeto de lei, sem dívidas e isentos de cobranças, possam se manter em plena atividade e com capacidade de investimento durante o reaquecimento da economia.

“Abrimos mão de receita, pois sabemos que esse recurso volta para a própria economia local”André Clemente, secretário de Economia

“A pandemia que vivemos, junto aos males causados na área da saúde, afetou a população em várias frentes. Desde o início desse tempo, o governador Ibaneis Rocha determinou diversas medidas de enfrentamento além das voltadas para a saúde, mas também social, assistencial e econômica”, ressalta o secretário de Governo, José Humberto Pires.

Para o titular da pasta, o gestor público precisa ser sensível às mais variadas necessidades da população. “Nós, da Secretaria de Governo, por meio da Secretaria Executiva das Cidades, cuidamos especificamente dessa questão e lidamos diariamente com os comerciantes. Conhecemos a realidade desse segmento e com a isenção e remissão do preço público, o GDF deu uma ajuda muito importante para a manutenção da renda dessas famílias”, salienta José Humberto Pires.

Segundo o secretário de Economia, André Clemente, a medida vai beneficiar os setores não apenas neste momento, mas também no pós-pandemia. “Abrimos mão de receita, pois sabemos que esse recurso volta para a própria economia local. Buscamos uma solução que não fosse apenas deixar de cobrar o preço público, mas uma maneira de ajudar esses trabalhadores que estão diariamente nesses estabelecimentos gerando emprego e renda”, reforça.

O projeto de lei estabelece que os valores já pagos pelos contribuintes não serão restituídos pelo governo. Além disso, a isenção e a remissão poderão ser feitas de forma específica e pontual, distinguindo os efeitos entre os diferentes ramos de atividade econômica que pagam o preço público.

Kits da Corrida do Sejuquinha serão entregues neste sábado

0
A Corrida do Sejuquinha, que recebe o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do DF, será disputada por cerca de 500 participantes, na terça-feira, em homenagem ao Dia das Crianças | Fotos: Divulgação/Sejus-DF

Para retirar o material, pais e responsáveis devem levar a doação de duas latas de leite, exigida para confirmar a participação no evento

Para confirmar a participação das crianças na 1ª Corrida do Sejuquinha, os pais ou responsáveis devem retirar os kits e fazer a entrega da doação de duas latas de leite neste sábado (9), das 9h às 17h, na Rodoferroviária de Brasília (ao lado do Shopping Popular). O evento será realizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) na terça-feira (12), em comemoração ao Dia das Crianças, na pista de atletismo do Centro Olímpico do Corpo de Bombeiros.

“Vamos celebrar o Dia das Crianças com esporte, lazer e muita alegria. Os nossos pequenos têm direito de brincar e de se divertir, coisas essenciais para o seu desenvolvimento”Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

No total, foram inscritos 500 participantes, entre 3 e 12 anos de idade. No dia da corrida, é preciso apresentar um documento de identidade da criança e os participantes devem chegar ao local pelo menos meia hora antes do horário de largada. O regulamento e as demais orientações podem ser acessados no site corrida.sejus.df.gov.br.

“Vamos celebrar o Dia das Crianças com esporte, lazer e muita alegria. Os nossos pequenos têm direito de brincar e de se divertir, coisas essenciais para o seu desenvolvimento. Com esse evento, proporcionamos tudo isso e ainda estimulamos a solidariedade”, comenta a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Nesta primeira edição, a Sejus conta com parceiros como Sesc, Hospital dos Olhos, Hospital Daher, Drogaria Pacheco e H2Fisio, além do Corpo de Bombeiros Militar, que disponibiliza o espaço para sediar o evento, localizado no Setor Policial Sul.

Sejuquinha

A corrida recebe o nome do mascote da pasta, Sejuquinha – um personagem lúdico, que busca atrair a atenção de crianças e adolescentes em atividades sociais no Distrito Federal.

Serviço

Retirada dos kits e entrega da doação
– Data: 09/10 (sábado)
– Hora: das 9h às 17h
– Local: Rodoferroviária de Brasília (ao lado do Shopping Popular)

Corrida do Sejuquinha
– Data: 12/10 (terça-feira)
– Hora: a partir das 8h
– Local: Centro Olímpico do Corpo de Bombeiros (Setor Policial Sul)

Caiado anuncia oito concursos para 2022; serão 2.031 vagas na administração pública estadual

Oportunidades estão concentradas na Segurança Pública (PM, Civil, Bombeiros e Polícia Técnico-Científica), mas haverá seleção para outros quatro órgãos: Administração, Procuradoria-Geral, Universidade Estadual de Goiás e Agência Goiânia de Infraestrutura e Transportes

O Governo de Goiás pretende realizar pelo menos oito concursos públicos em 2022, com 2031 vagas. Elas estão concentradas principalmente nos setores de Segurança Pública, onde estarão disponíveis 1.565 oportunidades. Além disso, ainda estão previstas seleções para Secretaria de Estado de Administração (Sead), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Universidade Estadual de Goiás (UEG) e Agência Goiânia de Infraestrutura e Transportes (Goinfra).

Os recursos para a contratação estão previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022, já encaminhada pelo governador Ronaldo Caiado à Assembleia Legislativa. No documento também estão previstas promoções e progressões de carreira para determinadas áreas do setor público estadual.

De acordo com o governador Ronaldo Caiado, os anúncios de agora refletem o trabalho sério e comprometido de sua gestão, já que para o ano de 2022, como prevê a LOA, não há previsão de déficit no Estado, com a superação de dívidas deixadas pela gestão anterior. “Temos o compromisso de fazer um governo com transparência e boa gestão”, ressaltou.

“Se temos hoje um Estado que vai ser a maior potência de crescimento nos próximos anos, é porque estamos investindo com seriedade no Estado de Goiás”, afirmou Caiado. “E jamais deixaria de voltar os olhos para profissionais que são fundamentais ao governo, os servidores públicos”, disse. “Estamos superando dificuldades sim, mas sem deixar de investir na qualidade de vida para essas pessoas, na melhoria da condição de trabalho de todos”, garantiu.

Vagas

Pelo cronograma do Governo de Goiás, o primeiro concurso a ser realizado está previsto para maio para contratar 720 soldados e 150 oficiais da Polícia Militar de Goiás (PM-GO).

O segundo será em julho para selecionar 140 soldados e 20 oficiais que vão integrar o Corpo de Bombeiros Militar (CBM).

O terceiro certame também será em julho para a contratação de 20 auxiliares de autópsia, 10 peritos e 35 médicos legistas para a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O último concurso será em outubro e permitirá à Diretoria-Geral da Polícia Civil (DGPC) selecionar 350 agentes, 100 escrivães e 20 papiloscopistas.

Mas a Segurança Pública não será a única beneficiada pelo cronograma feito pela Sead para o próximo ano.

A própria Secretaria de Administração pretende realizar concurso em junho para contratar 329 analistas para o Poder Executivo e a Procuradoria-Geral do Estado pretende selecionar 32 procuradores, em abril.

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) também irá realizar concurso. Serão disponibilizadas 95 vagas para docentes de Medicina, com a contratação de forma parcelada dos novos professores. Também haverá concurso público para 10 gestores de engenharia da Goinfra para janeiro do próximo ano.

Ainda dentro da programação feita pelo Governo de Goiás, a Secretaria de Estado da Economia dará posse a 28 auditores fiscais aprovados em concurso público no final da gestão passada e progressão para os servidores do Fisco estadual. Há previsão também de nomeação de aprovados em certame da Secretaria de Estado da Saúde, além de progressão para os servidores da pasta.

Progressões e promoções

Ainda conforme a LOA de 2022, o Governo de Goiás vai conceder promoção ao longo de todo ano para oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros; para os servidores da DGAP; delegados e demais policiais civis da Delegacia-Geral da Polícia Civil; Polícia Técnico-Científica; além de promoções para todos os servidores abrangendo demais órgãos do Poder Executivo Estadual.

Já as progressões que serão concedidas estão destinadas para servidores da DGAP; delegados e demais policiais civis da DGPC; auditores fiscais da Secretaria da Economia; administrativos e docentes da Universidade Estadual de Goiás; professores e administrativos das secretarias de Estado da Educação e Saúde; além de promoções para todos os servidores abrangendo os demais órgãos.

Valores

Os acréscimos da folha de pagamento para 2022 com os ativos serão de R$ 490.761.146, sendo destes R$ 149.715.628 para a Educação, R$ 6.246.929 para a Saúde, R$ 116.229.440 para a Segurança Pública e R$ 218.569.149 para as demais categorias.

Dos cerca de R$ 149,7 milhões da Seduc, R$ 12.987.489 serão para progressão de professores e administrativo, e R$ 136.728.139 serão destinados para reajuste salarial para professores, administrativos e temporários.

Para os servidores da Saúde, R$ 3.264.140 tratam de recursos para a progressão salarial e R$ 2.862.789 com a nomeação dos concursados.

Já para a Segurança Pública haverá um acréscimo na folha de pagamento de 2022 de R$ 116.229.440, sendo R$ 51.358.429 para promoções de praças e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, para DGAP, delegados e demais policiais civis da DGPC, e na SPTC.

Os valores adicionais e que constam na PLOA de 2022 destinados para concurso da SSP são de R$ 64.871.011 com os concursos para soldados e oficiais da PM e Corpo de Bombeiros, para o de agentes, escrivães e papiloscopistas da DGPC, e de auxiliares de autópsia, peritos e médicos legistas da SPTC.

Para o Fisco estadual, o governo estará destinando R$ 19.262.831, sendo R$ 7.493.395 com a convocação dos 28 aprovados no último concurso e R$ 11.769.436 para o pagamento das progressões salariais.

A UEG terá destinado na LOA de 2022 para concurso dos docentes e para a progressão salarial dos docentes e administrativos um recurso de R$ 13.195.672.