O Projeto Jovem Protagonista nasceu com o propósito de convidar os jovens a assumirem o protagonismo de suas próprias vidas e das comunidades onde vivem.
Por meio de duas vertentes, Empreendedorismo e Empregabilidade, com atividades divididas em três pilares: Motivação, Capacitação e Oportunidade, o Projeto contará com atividades virtuais e presenciais dirigidas a jovens entre 15 e 29 anos de idade.
Para motivar os jovens, foram lançados vídeos gravados por líderes e empresários bem-sucedidos do Brasil dando prioridade para encontrar experiências e relatos de jovens que iniciaram seus negócios e projetos do zero, a fim de inspirar os participantes.
Para capacitação, serão disponibilizados conteúdos online para orientar os jovens a se inserirem no mercado de trabalho ou abrirem seu próprio negócio.
Por último, haverá a realização da Feira de Oportunidades, evento no qual os parceiros do projeto oferecerão estágios, empregos, informações para a montagem de novos negócios ou startups, mentorias de projetos apresentados pelos jovens participantes e oficinas.
Luana Machado, secretária de Juventude, comemora o lançamento do Projeto. “É com muita alegria que fazemos essa entrega para juventude da cidade. Como secretária, tenho o compromisso com o governador Ibaneis e com a população do DF de promover e garantir a execução de políticas públicas pensadas para juventude, e como cidadã e mãe, sei da importância dos referenciais para que nossos jovens possam se inspirar e assim tomarem boas decisões que corroborem para um futuro de sucesso”, declara.
Os vídeos do Projeto Jovem Protagonista já estão disponíveis no canal do Youtube e a previsão é que novos conteúdos sejam inseridos até novembro, quando acontecerá a Feira de Oportunidades encerrando o projeto, evento no qual os parceiros do projeto oferecerão estágios, empregos, informações para a montagem de novos negócios ou startups, mentorias de projetos apresentados pelos jovens participantes e oficinas.
O projeto foi viabilizado por meio de emenda parlamentar do vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Delmasso. Link do canal do Youtube do Jovem Protagonista: https://www.youtube.com/channel/UCfLUkhbXDUcQ61_T-du1iTg
Segundo relatório do Unicef, mais de uma em cada sete crianças possui algum transtorno mental agravado pela pandemia da Covid-19
A pandemia de Covid-19 pode causar impactos duradouros na saúde mental de crianças e adolescentes em todo o mundo. Segundo o relatório Situação Mundial da Infância 2021 do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de uma em cada sete crianças, com idade entre 10 e 19 anos, possui algum transtorno psicológico agravado pelo contexto da Covid-19.
A pesquisa foi feita com crianças e adultos de 21 países, entre eles o Brasil, no primeiro semestre deste ano.
“No mundo inteiro, milhões de crianças e adolescentes são afetados por questões relacionadas à ansiedade, depressão, hiperatividade, tristeza e luto, em função de todo esse contexto que estamos vivendo”, afirma Mario Volpi, chefe do programa de Cidadania de Adolescentes do Unicef no Brasil.
Ensino à distância
A adolescente Ana (nome fictício para não ser identificada) de 17 anos está há quase 19 meses em ensino remoto. Ela conta como a pandemia prejudicou sua saúde mental.
“Desde que a quarentena começou, eu basicamente não saio de casa. Minha vida escolar e social está quase toda na internet. Isso me faz muito mal, porque eu fico o dia todo conectada, em casa, sem fazer exercício físico e sozinha. E com todas essas notícias de vítimas de Covid-19, a gente acaba ficando paranoico com a situação”, descreve a jovem, que atualmente faz tratamento com psicólogo e psiquiatra.
Karolina Peres de Oliveira é mãe de duas crianças (4 e 7 anos), estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal. Ela descreve as mudanças no comportamento dos filhos durante a pandemia.
“Eles ficaram mais irritados facilmente. Meu filho teve dificuldade de interagir socialmente e minha filha teve ansiedade. Assim que começaram as aulas presenciais, eles melhoraram bastante. Meu menino está voltando a ter prazer em conversar com as pessoas. E minha menina melhorou da ansiedade.”
A psicóloga Cleuza Barbieri, especialista em desenvolvimento infantil e adolescente, explica que a ruptura da rotina durante a pandemia aconteceu em um contexto ameaçador para os pequenos, diferentemente de uma mudança positiva, quando a criança sai de férias da escola, por exemplo.
“Nesse caso da pandemia, a ruptura foi muito ameaçadora. As crianças percebem as emoções dos adultos muito facilmente. E quando os pais estão ansiosos e preocupados, isso agrava ainda mais a saúde mental das crianças, jovens e adolescentes.”
De acordo com a psicóloga, os transtornos mais visíveis durante a pandemia foram ansiedade, entre as crianças menores, e depressão, entre os adolescentes e jovens adultos. Todo esse contexto também gerou impactos na qualidade do sono, na alimentação, no humor e até mesmo em sintomas físicos, como dores de cabeça, no estômago e no corpo, em geral.
Impactos a longo prazo
O Unicef ressalta que os transtornos mentais infantis podem prejudicar significativamente a saúde, a educação, as conquistas e, até mesmo, a capacidade financeira dos jovens no futuro. Segundo análise da London School of Economics, incluída no relatório, os transtornos mentais que levam à incapacidade ou à morte de jovens podem causar uma redução de quase U$ 390 bilhões por ano em contribuições para as economias.
“Os jovens são muito resilientes. Como uma criança, que não dorme direito, que está em ameaça ou que está em angústia, consegue se concentrar para aprender? Se esse conflito e ansiedade forem tratados, a consequência não é tão grave; elas podem ter um futuro brilhante”, recomenda a psicóloga Cleuza Barbieri.
A especialista também destaca que o uso em excesso de tecnologias (celulares, tablets, videogames) sobrecarrega o sistema neuronal e prejudica o desenvolvimento das crianças.
Para evitar esse quadro, a mãe Karolina incentiva as atividades recreativas para seus filhos de 4 e 7 anos. “Eu busco trabalhar o lado artístico deles em casa, com quadros, tintas, papéis para desenhar, leitura e sem uso de aparelhos eletrônicos”.
O relatório do Unicef aponta que o Brasil está em oitavo lugar, entre os países pesquisados, com 22% dos adolescentes sofrendo de algum transtorno mental, atrás de Camarões (32%), Mali (31%), Indonésia (29%), Zimbábue (27%), França (24%), Alemanha (24%) e Estados Unidos (24%).
“Essa situação demanda, por parte do Estado e dos governos, uma atenção especializada para escutar essas crianças e para dar um espaço de acolhimento, para que elas possam se expressar e entender seus sentimentos. [É preciso] abordar esse tema da saúde mental sem preconceito e ter um aconselhamento para enfrentar esses momentos complexos que estamos vivendo”, aconselha Mario Volpi, porta-voz do Unicef.
No Atlas da Saúde Mental, publicado recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que os governos investem cerca de 2% do orçamento de saúde na área de saúde mental.
“Todos os postos de saúde deveriam ter plantões de psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, que pudessem acolher as pessoas sem que elas adoecessem. Se isso fosse feito, economizaríamos muito dinheiro nas internações e doenças mais graves”, avalia a psicóloga Cleuza Barbieri.
No Brasil, o Ministério da Saúde disponibilizou mais de R$ 99,2 milhões para serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), para ações de combate à pandemia. Outros R$ 650 milhões foram repassados para a aquisição de medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica utilizados no âmbito da saúde mental, em virtude dos impactos ocasionados pela Covid-19.
Pode falar
Para ajudar os jovens a se expressarem e entenderem seus sentimentos, especialmente durante a pandemia, o Unicef lançou o portal podefalar.org.br. O canal foi criado, em parceria com diversas organizações da sociedade civil e empresas especializadas, para atender de forma gratuita e anônima jovens de 13 a 24 anos.
Além disso, qualquer pessoa, que precise de apoio emocional e de prevenção ao suicídio, pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Os canais estão disponíveis gratuitamente e com total sigilo, 24 horas todos os dias.
Entre imunizantes e vermífugos, serão distribuídos cerca de 1,2 mil medicamentos aos animais
Em uma iniciativa da Unidade de Gestão de Fauna (Ufau) do Instituto Brasília Ambiental, cães e gatos do Distrito Federal poderão ser vacinados e vermifugados gratuitamente nesta sexta-feira (15), no Parque Ecológico do Riacho Fundo. O atendimento será das 8h30 às 16h30, devendo os tutores dos animais apresentar documento de identificação com foto e comprovante de residência. Confira aqui a localização do evento.
Ao todo, serão aplicadas 857 vacinas, das quais 757 doses V10 se destinam a cães e 100 doses V4 para gatos. Ainda serão distribuídos 325 vermífugos para os primeiros a chegarem. Não é necessária a apresentação do cartão de vacinação do animal.
Cada tutor deverá preencher a lista de presença com dados pessoais no local, podendo levar no máximo três animais para serem vacinados. Caso não sejam aplicadas todas as vacinas na sexta-feira, a ação poderá ser estendida até domingo (17).
Mais informações sobre essa ação podem ser encontradas no Instagram, no Facebook e no Twitter oficiais do Brasília Ambiental.
Maior sucesso atual do Netflix é recomendado para maiores de 16 anos, devido ao conteúdo violento. No entanto, crianças têm assistido ao programa sem que os pais se dêem conta do perigo que isso representa, revelam especialistas.
Para quem ainda não conhece, Round 6 é uma série coreana que tem feito muito sucesso na Netflix. O enredo gira ao redor de pessoas endividadas que podem ser resgatadas da crise por meio de um jogo perigoso. A narrativa traz ao debate uma série de narrativas sobre a sociedade: O que leva pessoas a arriscarem tudo por dinheiro? Quais os valores da vida? O que seria, de fato, a felicidade?
Outra questão que precisa ser abordada é que o programa é recomendado para maiores de 16 anos. Só que não é isso que acontece. Exemplo disso é que recentemente uma escola no Rio de Janeiro revelou que crianças de 7 e 8 anos, que têm comentado sobre o assunto nos horários livres e feito brincadeiras que, na série, relacionam-se com o assassinato de personagens. Diante deste cenário, a neuropsicóloga Leninha Wagner lembra que o quanto é necessária uma espécie de controle por parte dos pais: “A série apresenta cenas de violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, sexo, palavras de baixo calão, e isso chama a atenção pois são crianças comentando sobre o assunto como se fosse algo normal delas assistirem”.
“Ao entrar em contato com conteúdo de cunho violento, as crianças e adolescentes acabam ‘normalizando’ e tomando isso como algo comum. Tornam-se mais reativas e agressivas. Nesta fase da vida ainda são imaturos e muito vulneráveis a estímulos que podem se tornar incontroláveis e até mesmo viciantes”, acrescenta. Além disso, ela pondera que nesta idade o cérebro tem menos “freios” na regulação das emoções. “A escola é o ambiente que mais se assemelha ao lar, com leis e regras, mas também acolhimento e amor. Por todo segmento educacional com interface da saúde mental estão preocupados com a repercussão dessa série. As crianças tendem a fazer o que veem, não o que os pais e professores sugerem”.
Diante deste cenário, Leninha observa que “a ação preventiva preconiza o controle de tempo e de conteúdo da tela para crianças e adolescentes”. Já o PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu revela que “a criança não tem a mesma percepção preventiva do adulto, já que a região do lobo frontal, relacionada à tomada de decisões, lógica e prevenção está em formação. Assim como a cognição com base na experiência não está desenvolvida. São discernimentos diferentes na percepção do adulto e da criança”. Neste caso, ele recomenda aos pais: “Deve-se ter cuidado ao acesso das crianças e explicar com argumentos coerentes para a faixa etária, de maneira que entenda o real e o abstrato assim como suas consequências”.
A série utiliza-se de brincadeiras simples de criança como: ‘Batatinha frita 1,2,3’, ‘Cabo de guerra’, ‘Bolas de gude’ e outras, para assassinar a ‘sangue frio’ as pessoas que não atingem o objetivo final. A produção estreou na plataforma de streaming no dia 17 de setembro e a expectativa é que ultrapasse o recorde de audiência da “Bridgerton”, que acumulou mais 82milhões de espectadoresapós o lançamento no Natal de 2020.
Deputado federal está preso por suposta ameaça ministros do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu à defesa do deputado Daniel Silveira um prazo de 22 dias para apresentar suas alegações finais no processo em que é acusado de agressões verbais e ameaças aos ministros da Corte. O prazo foi baseado no tempo que o Ministério Público teve para se manifestar.
“Não obstante, o mesmo prazo assinalado para a acusação deve também ser oportunizado à defesa, em homenagem aos princípios da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF/88) e da paridade de armas. Considerando que o Ministério Público gozou, no total, de 22 dias para a apresentação de suas alegações finais, o mesmo prazo será assinalado para a defesa do réu”, disse Moraes em sua decisão. O prazo começou a ser contado no dia 8 de outubro, sexta-feira da semana passada.
Na denúncia aceita pelo STF, Silveira foi acusado pela Procuradoria-Geral da República de incitar o emprego de violência para tentar impedir o livre exercício das atividades do Legislativo e do Judiciário e a animosidade entre as Forças Armadas e a Corte, por meio de vídeos publicados em suas redes sociais. Nos vídeos, ele ofendeu e ameaçou ministros, além de defender medidas antidemocráticas.
Deputado federal pelo PSL do Rio de Janeiro, Silveira foi preso em fevereiro. Um mês depois, recebeu o benefício de ficar em casa, mas monitorado por tornozeleira eletrônica. No final de junho, no entanto, voltou à prisão por determinação de Moraes em função de 30 violações da tornozeleira eletrônica, a maioria por falta de bateria e uma por rompimento.
No início de julho, o Conselho de Ética da Câmara decidiu suspender o mandato de Silveira por seis meses. No parlamento, ele responde por quebra de decoro parlamentar pelas mesmas razões que o levaram à prisão. A decisão sobre a suspensão, no entanto, ainda precisa ser confirmada pelo Plenário da Casa.
Os atos religiosos serão celebrados no Distrito Federal
Mesmo sem poder participar da tradicional Nossa Senhora Aparecida na Esplanada dos Ministérios, os devotos da padroeira do Brasil poderão acompanhar as celebrações da data na Catedral de Brasília, onde serão realizadas quatro missas em homenagem ao dia.
Este ano, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as celebrações na Esplanada foram suspensas, mas ainda é possível acompanhar as missas na Catedral. Nesta terça-feira (12), estão previstas quatro missas ao longo do dia.
A primeira ocorre às 8h, celebrada pelo Pároco da Catedral, Padre João Firmino, logo depois, às 10h30, a missa será realizada pelo Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar. A missa das 15h, será celebrada pelo Bispo Auxiliar de Brasília, dom José Aparecido. A última missa do dia, às 18h, será presidida pelo também Bispo Auxiliar de Brasília, Dom Marcony.
A igreja tem capacidade para até 360 lugares. No entanto, por causa da pandemia serão disponibilizados 120 lugares, respeitando o distanciamento social. É obrigatório o uso de máscara de proteção facial.
Os fiéis também poderão acompanhar as celebrações por meio da rede social da Catedral e da Rádio Nova Aliança 710 AM e 103,3 FM e pela rádio Canção Nova Brasília 89,1 FM.
Além da Catedral, também haverá programação em outras paróquias do Distrito Federal. As programações incluem oração do Santo Terço, adoração ao Santíssimo Sacramento, e Celebrações Eucarísticas.
Confira as programações:
Gama
– Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Setor Oeste – Gama
Missa solene, às 8h, seguida de uma carreata com a imagem da padroeira nas principais vias do Gama. Para as crianças haverá a distribuição de doces para as crianças ao longo da procissão.
“Podem ficar tranquilos porque a nossa cidade está preparada para receber a todos”, afirmou o vice-governador Paco Britto | Foto: Vinícius de Melo/Agência Brasília
Competição acontece em Brasília, que não sediava o evento há 15 anos. Serão oito dias de disputa entre 4 mil atletas de todo o país
Após um hiato de 15 anos – e mais de um ano e meio sem poder receber grandes eventos devido à pandemia -, Brasília é palco, novamente, dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs). Na noite dessa segunda-feira (11), o maior evento esportivo entre universidades da América Latina reuniu milhares de atletas e dezenas de autoridades no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), no Setor de Clubes Sul, para a solenidade de abertura.
Brasília não sediava os JUBs desde 2006. A 68ª edição do evento deve reunir, até o dia 18 de outubro, 6 mil pessoas, entre esportistas, voluntários e comissões técnicas. Aproximadamente 4 mil atletas, das 27 unidades da federação, vão disputar cerca de 2.100 medalhas e 190 troféus.
“Sabemos da responsabilidade do Distrito Federal com o evento, pois ainda estamos em um período de pandemia, mas podem ficar tranquilos porque a nossa cidade está preparada para receber a todos”, afirmou o vice-governador Paco Britto, responsável por anunciar o início dos jogos. “Realizar os JUBs em Brasília só foi possível porque temos um técnico que tem foco e determinação, que é o governador Ibaneis Rocha”, disse.
Ele pontuou ações do Governo do Distrito Federal (GDF) durante a pandemia, como o avanço na vacinação, a construção de dois hospitais modulares e de hospitais de campanha, a reabertura responsável dos setores da economia, entre outras. “Brasília é uma cidade segura para todos”, completou Paco.
Além da importância de valorizar o desporto educacional, os JUBs 2021 devem movimentar cerca de R$ 12 milhões na economia do Distrito Federal, segundo a Secretaria de Esporte
O presidente de uma das entidades organizadoras do evento, a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), Luciano Cabral, também falou sobre a covid em seu discurso, mas lembrou da importância dos jogos para o Brasil. “Somos sensíveis à opinião de cada um, respeitamos aqueles que não puderam vir, somos solidários àqueles que perderam entes e colegas para a covid, mas esses jogos são extremamente importantes para vocês e para o país”, frisou o presidente da CBDU.
Os JUBs atuam como seletiva para competições universitárias internacionais, como os Jogos Universitários Mundiais (antiga Universíade) que recebe, a cada dois anos, mais de 10 mil participantes de 170 países. A próxima edição do evento acontecerá em 2022, no Canadá.
Aproximadamente 4 mil atletas, das 27 unidades da federação, vão disputar cerca de 2.100 medalhas e 190 troféus | Fotos: Vinícius de Melo/Agência Brasília
“É importante para o esporte nacional essa retomada. Acreditamos no esporte educacional, que volta a ser forte no Brasil”, disse o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães. “Sabemos como é importante este momento, como o esporte sofreu nessa pandemia. Brasília está de portas abertas para receber vocês. Façam a diferença e façam os melhores JUBs de todos os tempos”, completou a secretária de Esporte do GDF, Gisele Ferreira.
Os oito dias de disputa terão as seguintes modalidades esportivas: atletismo, badminton, basquetebol, futsal, handebol, judô, karatê, wrestling, natação, taekwondo, tênis de quadra, tênis de mesa, voleibol e xadrez. No paradesporto, haverá atletismo, badminton, natação, tênis de mesa, ciclismo virtual e os eSports (esportes eletrônicos) completam a lista.
As competições ocorrerão em 17 pontos do DF, como o Centro Integrado de Educação Física (CIEF), Ginásio do Cruzeiro, Maristão, Complexo Aquático Cláudio Coutinho, Sesi Taguatinga, Colégio Sagrada Família, Instituto de Ensino Superior Planalto (Iesplan), Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF) e o próprio CICB.
Além da importância de valorizar o desporto educacional, os JUBs 2021 devem movimentar cerca de R$ 12 milhões na economia do Distrito Federal – hospedagens, transportes e outros serviços -, segundo a Secretaria de Esporte. “Aos que estão aqui pela primeira vez e aos que aqui retornam, afirmo que Brasília é uma cidade de gente hospitaleira e que se sente muito orgulhosa de receber este evento”, afirmou o vice-governador. “Declaro oficialmente abertos os JUBs 2021”, finalizou Paco Britto.
Estiveram presentes na solenidade, ainda, os deputados federais Julio Cesar, Luis Lima e Celina Leão, o vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Rodrigo Delmasso, a secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, a secretária nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, Luisa Parente, o presidente da Federação do Esporte Universitário (Fesu), Rodrigo Pereira, além da atleta Maurren Maggi, que desfilou com a tocha na cerimônia de abertura dos jogos.
A ação prevê rodas de conversa em escolas, capacitações de apoiadores e arrecadação de itens de higiene íntima para adolescentes e mulheres em vulnerabilidade social
A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), em parceria com as demais Secretarias de Estado com titulares mulheres, lançará, no próximo dia 18 de outubro, a campanha Dignidade Feminina – Da transformação de meninas a mulheres: mais cidadania e menos tabu. A ação busca promover o debate sobre a pobreza menstrual, caracterizada pela falta de recursos para cuidados íntimos, além de estimular a doação de absorventes, roupas íntimas e demais itens de higiene para adolescentes e mulheres em vulnerabilidade social de programas sociais do GDF, da rede pública de ensino e do Sistema Socioeducativo. Para isso, serão feitas rodas de conversa em escolas, capacitação de apoiadores e incentivo a doações.
“A ausência da dignidade menstrual reforça a desigualdade de gênero na sociedade. Estamos falando, por exemplo, de estudantes que deixam de ir à escola ou de praticar esportes quando estão menstruadas porque não têm condições de comprar absorventes. Isso é um problema grave, que precisa ser debatido e solucionado. Por isso, essa campanha vai além de doar absorventes. Ela está muito focada principalmente em informar e educar essas meninas e mulheres”, explica a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.
Essa realidade é evidenciada, segundo a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, em pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com 1.730 mulheres, em julho deste ano. Do total de entrevistadas, 35% afirmaram que já passaram por alguma dificuldade por não ter acesso a absorventes ou outra forma de ter garantida a sua dignidade menstrual. “O resultado dessa pesquisa nos mostra a importância dessa questão, uma vez que esses materiais de higiene são itens caros para famílias que vivem em vulnerabilidade social”, acrescenta Paranaguá.
Arrecadação
Os kits de higiene serão arrecadados em uma ação integrada entre o poder público, a iniciativa privada, a sociedade civil, as empresas atacadistas de supermercado e as redes de farmácias do DF. A proposta é que as secretarias envolvidas na ação indiquem pontos de coleta para as doações.
A secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, por exemplo, colocará à disposição os Centros de Atendimento ao Turismo e a rede hoteleira para contribuir com a causa. “A união das Secretarias pode fazer a diferença na vida de muitas meninas no DF”, afirma Mendonça. No caso da Sejus, serão disponibilizadas as unidades do Na Hora e do Procon para esta finalidade.
A Secretaria de Educação, por sua vez, indicará as instituições de ensino para onde serão destinadas as doações e demais atividades da campanha.
Conscientização
Além de estimular as doações, a campanha prevê a realização de rodas de conversas e distribuição de cartilhas educativas nas escolas. Também estão programadas atividades de formação e capacitação de multiplicadores de conhecimento entre os professores, profissionais de saúde, conselheiros tutelares e entidades que atendem mulheres adultas e adolescentes. A Sejus também está desenvolvendo uma cartilha educativa sobre o tema, que ficará disponível principalmente na rede de ensino, conselhos tutelares e espaços de saúde. O material está sendo elaborado pela Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes da e será revisado pela Secretaria de Saúde do DF.
Com essas iniciativas, a campanha pretende ampliar as informações sobre o tema e desmistificar tabus, como a crença de que a “menstruação é suja” e que “ficar menstruada é vergonhoso”.
“Esta campanha não se trata apenas da distribuição de absorventes, mas de uma política pública de informação e educação que busca levar dignidade e esperança por um futuro mais justo e igualitário às nossas meninas, apoiando também na relação com seu próprio corpo e no seu papel na sociedade”, reforça a secretária da Sejus.
De acordo com a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, as ações devem mostrar à população a existência do problema, mas também como ela pode ajudar a resolvê-lo. “O esporte é bastante afetado por essa questão. As pessoas ainda têm preconceitos com relação a esse tema por desconhecimento e, portanto, é de grande importância que ele seja tratado no centro do Poder Executivo. Nós, mulheres, por conhecermos de perto a situação, podemos ter um olhar diferenciado”, complementa Giselle Ferreira, reforçando a importância da união de forças das secretárias.
“As adolescentes têm que lidar com o medo, a vergonha e todas as questões ligadas à menstruação. Por isso, precisamos refletir quanto à seriedade da questão, principalmente para a juventude, que está em processo de formação”, acrescenta a secretária de Juventude, Luana Machado.
Trabalho Conjunto
Para reforçar as ações, a Sejus instalou um Grupo Temático no âmbito do Programa DF Criança. A nova instância é formada por representantes de todas as pastas lideradas por mulheres no Distrito Federal. As secretárias atuarão como embaixadoras da campanha, são elas: Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania; Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social; Giselle Ferreira, secretária de Esporte e Lazer; Vanessa Mendonça, secretária de Turismo; Hélvia Paranaguá, secretária de Educação; Luana Machado, secretária de Juventude e Ericka Filippelli, secretária da Mulher. A Secretaria de Saúde também ira participar por ter relação com o tema.
A união de forças dessas pastas permitirá a ampla cooperação técnico-institucional e intercâmbio de conhecimentos, experiências e o desenvolvimento de ações conjuntas com foco na ampliação do acesso a informações e insumos higiênicos ao público alvo da campanha.
Esse conjunto de ações visa ainda fortalecer a implementação da Lei 6779/2021, sancionada em janeiro deste ano e que, entre outros pontos, busca garantir o acesso a absorventes para mulheres em vulnerabilidade econômica nas escolas da rede pública.
Menos impostos
Outro avanço legislativo neste tema foi a aprovação, no último dia 6 de outubro, do Projeto de Lei nº 2.237/21, de autoria do Executivo, que reduzirá o preço do absorvente no Distrito Federal. Esse item passa a fazer parte da lista de produtos da cesta básica que terão redução para 7% na alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
A expectativa é que esta medida facilite tanto a compra por pessoas de baixa renda quanto as doações do produto, principalmente pelas empresas atacadistas e as redes de farmácia.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação das famílias, deve fechar o ano com alta acumulada de 8,59%. É o que aponta o Boletim Focus, pesquisa feita junto a instituições financeiras. Ela foi divulgada hoje (11), em Brasília, pelo Banco Central (BC).
É a 27ª elevação consecutiva da projeção. A inflação prevista é 0,08 ponto percentual maior do que a da última semana, quando o índice ficou em 8,51%.
A meta de inflação de 2021, perseguida pelo BC, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Para 2022, a estimativa de inflação subiu para 4,17%, ante os 4,14% registrados na semana passada. É a 12ª alta seguida na projeção, que está ligeiramente acima da meta para o próximo ano.
Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente, as mesmas da semana passada. O Boletim Focus registrou aumento na projeção do câmbio para este ano. Agora, o dólar deve fechar 2021 em R$ 5,25, ante R$ 5,20 do boletim da semana passada.
Para 2022, a projeção é de que o câmbio também fique em R$ 5,25. Para 2023, R$ 5,10, e para 2024, R$ 5,08.
PIB
No boletim Focus desta semana, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 foi mantida em 5,04%, a mesma pela quarta semana consecutiva. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Para o próximo ano, o mercado diminuiu a expectativa de crescimento do PIB de 1,57% para 1,54%. Já para 2023, a previsão é de 2,50%.
Taxa Selic
Quanto à taxa básica de juros da economia (Selic), a estimativa do mercado permanece a mesma há três semanas. Com isso, o boletim manteve a projeção de terminar o ano em 8,25%. Para 2022, o Focus prevê uma taxa de juros de 8,75% ao final do ano.
A taxa Selic é a principal ferramenta usada na política monetária do BC para conter a inflação. Este setembro, Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Selic de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano. Ao anunciar a decisão, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais um ponto percentual na próxima reunião, marcada para o fim de outubro.
Só de janeiro a setembro, números registrados apontam significativa diminuição em ocorrências com vítimas fatais
De acordo com um levantamento preliminar do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), de janeiro a setembro deste ano, houve uma redução de 44% nos óbitos de pessoas com mais de 17 anos no trânsito.
As ocorrências de acidentes de trânsito fatais no Distrito Federal têm apresentado uma redução significativa em 2021. De acordo com dados da Gerência de Estatísticas do Detran-DF (Gerest), no mês de setembro, foram registradas 12 vítimas fatais, menor número para o mês desde 2000. Em comparação com setembro do ano passado, quando ocorreram 16 mortes, a redução foi de 25%.
Em 2020, de janeiro até setembro, 168 pessoas morreram em acidentes de trânsito no DF. No mesmo período de 2021 foram registradas 114 vítimas fatais: 54 óbitos a menos que no ano anterior, uma redução de 32%.
Segundo dados da Gerest, nos acidentes fatais com crianças e adolescentes, o atropelamento de pedestre e a colisão foram predominantes em 2020, representando, respectivamente, 44% e 33% das vítimas fatais. Em 2021, a colisão (três óbitos) foi a principal ocorrência, correspondendo a 60% das mortes.
Considerando apenas as crianças (até 12 anos), de janeiro a setembro de 2020, foram três vítimas fatais; já em 2021, foram duas (uma ciclista e a outra pedestre).