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Copom mantém taxa básica de juros em 13,75% ao ano

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Decisão de não mexer na Selic ocorre pela quinta vez consecutiva desde agosto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira (22) que vai manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75%.
A decisão do Copom sobre o patamar dos juros esteve cercada de expectativas desde a última reunião do comitê, que ocorreu no início de fevereiro. Contrariados com a política monetária mais restritiva do Bacen, o presidente Lula e membros do governo passaram a cobrar o Banco Central pela redução dos juros.

Com a decisão, a taxa de juros permanece igual pela quinta reunião seguida. Segundo o mercado financeiro, a projeção é que o Banco Central comece a diminuir a Selic a partir do 2º trimestre, que fecharia o ano em 12,75%. Para o ano que vem, espera-se que os juros caiam para 10%.

O movimento do Bacen em relação aos juros interessa não apenas ao governo, mas ao setor produtivo. Segundo a especialista em finanças da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Merula Gomes, seria melhor que a Selic estivesse mais baixa, o que não quer dizer que a decisão do Copom foi errada.

“O setor produtivo melhora quando os juros estão mais baixos, então a gente aguarda com bastante expectativa essa queda de juros, que realmente não deve acontecer agora. A gente entende que os juros mais baixos favorecem o setor produtivo, mas essa é uma questão que deve ser analisada de forma técnica e não política. Porque qualquer outra pressão que tenha que não seja, os cálculos, e as questões que estão acontecendo podem causar um efeito até negativo na taxa de juros”, aponta.

Para definir o nível dos juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação. Um dos objetivos do Bacen é fazer com que a meta seja atingida. Com os juros elevados, o crédito fica mais caro e o consumo cai, o que dificulta o crescimento da economia.

Depois de quedas nos últimos meses de 2022, as expectativas de inflação têm subido. Embora tenha apresentado uma variação negativa no último Boletim Focus, a estimativa de inflação para 2023 está em 5,95%. Para 2023, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, e será considerada cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Para a analista financeira Merula Gomes, um dos caminhos para facilitar a redução dos juros é a apresentação do arcabouço fiscal. “Esse caminho para redução de juros passa por reformas, a reforma tributária, reformas administrativas, reformas fiscais e por ter um arcabouço fiscal que o mercado possa confiar. Assim a gente vai passar por uma queda de juros mais aceitável, com uma segurança maior. A gente tem os juros nos Estados Unidos subindo, o Banco Central de lá fazendo ajustes para cima da taxa de juros, e isso pressiona também o Brasil”, explica.

Cenário no EUA

Mais cedo nesta quarta, o Federal Reserve (Fed), Banco Central americano, decidiu aumentar em 0,25 ponto percentual os juros no país. A decisão ocorre em meio à falência do Silicon Valley Bank (SVB), que deu início a um período de instabilidade no setor bancário americano.

Fonte: Brasil 61

Governador Ibaneis recebe representantes das federações do setor produtivo

Em reunião no Palácio do Buriti solicitada pelos empresários, o governador pediu união do segmento com o GDF para que a cidade possa se desenvolver em 2023

O governador Ibaneis Rocha recebeu, nesta quarta-feira (22), representantes das federações do setor produtivo do Distrito Federal no Salão Nobre, no Palácio do Buriti. O encontro solicitado pelos próprios empresários teve como objetivo reforçar o apoio dos presidentes e diretores das entidades ao chefe do Executivo local. Durante a reunião, o governador aproveitou para pedir união entre o segmento e o GDF para que a cidade possa se desenvolver no âmbito econômico e industrial.

“Tenho uma preocupação muito grande na área econômica tanto no âmbito nacional e internacional, então vamos ter que estar cada vez mais unidos para que o Distrito Federal continue crescendo”, destacou Ibaneis Rocha ao citar a manutenção da taxa de juros e outras medidas econômicas que podem impactar os setores de comércio, indústria, serviços e imobiliário.

Governador Ibaneis Rocha: “Tenho uma preocupação muito grande na área econômica tanto no âmbito nacional e internacional, então vamos ter que estar cada vez mais unidos para que o DF continue crescendo” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

No encontro, o governador se mostrou aberto para dialogar e acatar sugestões do empresariado para o crescimento da cidade e aproveitou para citar algumas medidas que o GDF pretende tomar para que a capital federal continue gerando renda e empregos.

Ibaneis Rocha contou que o Banco de Brasília (BRB) deve apresentar nos próximos dias um programa de moradias para alavancar o setor imobiliário e outro de crédito para melhorar a capacidade de financiamento das pequenas empresas.

Junto à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Ibaneis Rocha quer que a entidade fique empenhada na criação de novos bairros. “Sabemos que Brasília tem uma situação diferente do restante do país por conta da renda elevada, principalmente no Plano Piloto, e temos que aproveitar essa característica para trazer desenvolvimento e renda para a nossa cidade”, defendeu.

Para a área rural, o líder do Executivo local destacou a aprovação da Empresa de Terras Rurais (ETR), subsidiária da Terracap, a ser presidida por Cândido Teles Araújo. “A gente tem aí uma possibilidade de alavancar o setor rural fazendo a entrega de escrituras e vendas de imóveis rurais”, acrescentou.

Ibaneis Rocha também revelou que há uma atenção especial do governo em relação ao transporte. “Está na hora da gente discutir com muita força o subsídio federal. As cidades não estão mais aguentando. Só no Distrito Federal o subsídio é de mais de R$ 2 bilhões por ano, um valor que se estivesse sendo investido no crescimento da cidade daria muito mais resultado no ponto de vista de renda e emprego. Temos que trabalhar juntos”, defendeu.

Apoio e demandas

Governador Ibaneis Rocha com representantes das federações do setor produtivo | Foto: Divulgação/Agência Brasília

Do lado dos empresários, o governador ouviu declarações de apoio ao retorno após o período de afastamento de mais de 60 dias e um pedido para uma nova reunião em que as federações levarão as demandas de forma unificada ao GDF.

“Criamos um fórum para discutir todas as questões convergentes e trazer uma pauta única para o governo”, explicou a superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-DF), Rose Rainha, que intermediou o encontro. “Acho que é muito valiosa a colaboração, porque são entidades que às vezes têm a mesma pauta e as mesmas demandas. É bom para as entidades e para o governo que a gente traga tudo de forma reunida e consolidada”, disse.

Na ocasião, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), José Aparecido, apontou alguns temas importantes para a entidade, mas que os assuntos serão apresentados posteriormente para serem melhor explorados. “Aproveitamos para falar dos assuntos mais urgentes, como o caso do Setor Comercial Sul [a ampliação dos usos do bairro] e o recurso do BRB para o setor produtivo. As demandas maiores vamos apresentar depois”, explicou Aparecido.

O presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Bittar, revelou que a volta de Ibaneis Rocha foi recebida com satisfação pelo setor: “Tranquilizou os agentes econômicos do Distrito Federal e do setor produtivo”. “Até propus que fizéssemos um encontro para que pudéssemos desenhar uma política de desenvolvimento efetiva para o Distrito Federal, calçada no setor produtivo, mas, especialmente, na indústria, porque é um grande agregador de riqueza e gerador de emprego de qualidade. O governador tem mostrado uma disposição muito grande em relação a isso”, pontuou.

Também participaram do encontro o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária (Fape), Fernando Ribeiro; o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese), Leonardo Ávila; o presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (Fenatac), Paulo Afonso; o presidente da Federação das Associações Comerciais e Industriais do DF e do Entorno (FaciDF), Valdeci Machado; o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL), Wagner Silveira; e o diretor-executivo da Federação Nacional das Empresas Locadoras de Veículos (Fenaloc), Weber Mesquita.

Artigo | Como combater o Burnout no ecossistema escolar?

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Por Rossandro Klinjey, embaixador e co-fundador da Educa

Em 1999, o Ministério da Saúde classificou a Síndrome de Burnout na lista de doenças relacionadas ao trabalho. No começo do ano passado, esse movimento foi repetido, porém desta vez em escala global, já que a Organização Mundial de Saúde também adicionou a enfermidade como um problema atrelado às tarefas ocupacionais. Reconhecida por se tratar de um estado de exaustão crônica, o distúrbio ocorre, principalmente, após períodos prolongados de estresse e costuma desencadear entre profissionais que lidam com altas responsabilidades e pressão.

Hoje os professores acabam sendo um exemplo bastante recorrente e vulnerável à essa patologia, principalmente devido à natureza exigente de trabalho, ao estresse de cuidar dos estudantes e à fadiga social relacionada às atividades na área educacional.

Como se as próprias exigências profissionais já não fossem o bastante, não são raros levantamentos que apontam que educadores precisam lidar com condições de trabalho problemáticas, como número elevado de estudantes, cargas de trabalho extenuantes, conflitos com alunos ou até mesmo com as famílias, que muitas vezes exigem ambiguidade de papel de educador e cuidador.

Não à toa, um estudo conduzido pela Revista Brasileira de Medicina do Trabalho com professores da rede pública indicou que 70,13% dos profissionais apresentavam sintomas de burnout. Dentre eles, 85% sentiam-se ameaçados em sala de aula, enquanto 44% cumpriam uma jornada de trabalho superior a 60 horas semanais. Além dos números alarmantes, a pesquisa constatou que o alto índice da doença entre os educadores se dá pelo medo da violência no ambiente escolar, além da jornada excessiva, os baixos salários e a falta de suporte, recursos e reconhecimento pelo seu trabalho.

A somatória de todos esses fatores acaba gerando um enorme estresse ao cotidiano desses profissionais, afetando também diretamente a sua qualidade de vida. Problemas como esgotamento mental, cansaço físico, dificuldade de concentração, insônia, além de distúrbios de memória e irritabilidade são alguns dos sintomas mais comuns do burnout. Vale dizer ainda que o esgotamento mental no caso dos educadores gera consequências importantes na própria qualidade do ensino, tornando o impacto desse problema ainda mais grave.

Outro ponto que não pode ser ignorado nesse contexto é a pandemia, que acabou trazendo novos desafios para a classe, principalmente sobre a necessidade de adaptação ao ensino remoto de maneira atropelada. Isso, sem dúvida, ampliou os níveis de estresse e ansiedade entre os professores. Mais do que isso, os docentes tiveram que lidar ainda com toda a incerteza do cenário e, é claro, com o próprio medo dele ou algum parente próximo se adoecer. Diante desse contexto, não é de se espantar o resultado apontado por uma pesquisa feita pela Nova Escola mostrando que 72% dos educadores tiveram a saúde mental afetada durante o período mais crítico do novo coronavírus.

Muito embora a síndrome do burnout não apresente uma cura específica, existe tratamento e, sobretudo, prevenção. O foco nesse sentido passa muitas vezes pela aproximação dos gestores com o objetivo de criar ferramentas e suporte para que os educadores consigam atuar em melhores condições. Atitudes simples que visem uma melhor divisão de tarefas, a fim de evitar o acúmulo de funções e preservar a jornada de trabalho, além do reconhecimento profissional já são passos importantes para assegurar o aumento da motivação e bem-estar emocional dos professores e, assim, evitar os sintomas mais comuns da doença.

O burnout é uma questão séria que deve ser mitigada com afinco pelos gestores escolares. Afinal, o problema afeta tanto a saúde física e mental dos profissionais envolvidos, quanto pontos ligados ao ambiente educacional, como a qualidade do ensino e a retenção de educadores. Por isso, é importante que as instituições reconheçam esses sinais de esgotamento e busquem ferramentas que os ajudem a lidar com o estresse e a prática do autocuidado. Afinal, zelar por quem será o responsável pela educação de nossas crianças e jovens, é cuidar do futuro do país.

*Rossandro Klinjey é embaixador e co-fundador da Educa. Autor de diversos livros e psicólogo com mestrado em saúde coletiva, professor de pós-graduação da Unicamp e PUCRS, o empreendedor é um dos nomes mais relevantes no segmento de saúde mental e desenvolvimento humano no Brasil.

Audiência pública vai debater Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2024

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Evento será no dia 18 de abril com transmissão pelo YouTube da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração. População pode contribuir com sugestões

A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (Seplad) realizará, no dia 18 de abril, audiência pública para sugestões ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2024. A reunião será transmitida, a partir das 10h, por meio do canal da Seplad no YouTube.  A população pode participar ou enviar sugestões pelos canais de Ouvidoria no período de 17 a 28 de abril.

“A Lei de Diretrizes Orçamentárias aproxima a sociedade do processo de planejamento governamental, de modo a realizar a inclusão das necessidades do cidadão nas ações de governo”Ney Ferraz, secretário de Planejamento

Durante a transmissão, será possível fazer perguntas e sanar dúvidas sobre o projeto. Após as sugestões populares, a proposta será consolidada pela área técnica e encaminhada para a Câmara Legislativa até o dia 15 de maio. Segundo o secretário de Planejamento, Ney Ferraz, a LDO ajuda o governo a priorizar os investimentos e orienta como o recurso disponível para o próximo ano deverá ser gasto, sem deixar de cumprir as metas do governo.

“Daí a importância da participação da sociedade no processo de elaboração do projeto da lei onde estarão previstas as principais demandas de áreas como educação, saúde e segurança pública”, ressalta.  Segundo Ney Ferraz, a “Lei de Diretrizes Orçamentárias aproxima a sociedade do processo de planejamento governamental, de modo a realizar a inclusão das necessidades do cidadão nas ações de governo”.

O secretário-executivo de Finanças, Thiago Conde, lembra que a realização da audiência pública é uma determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Trata-se de um ato prévio à elaboração do projeto de lei em si, que permite que a sociedade tenha voz ativa na elaboração da lei”, salienta. Ele explica ainda que “a Lei de Diretrizes Orçamentárias é uma ligação do Planejamento à Lei Orçamentária Anual, uma peça imprescindível à gestão fiscal do Estado”.

Sugestões por email

Para participar do processo de elaboração da LDO 2024, além da audiência pública online, o cidadão pode enviar suas contribuições de 17 a 28 de abril. O envio das sugestões pode ser feito pelo Sistema de Ouvidoria do Distrito Federal; ou pela Central 162, de segunda a sexta, das 7h às 21h.

No site do Sistema de Ouvidoria do DF, o cidadão deverá acessar o link “Faça seu registro em Ouvidoria”. Em seguida, deverá clicar no link da Ouvidoria 162. Será exibido o campo “Relato” para preenchimento da sugestão. Ao avançar, deve ser preenchido o campo “Assunto” (local onde deve ser inserido o termo “Lei de Diretrizes Orçamentárias” ou “Audiência Pública”). E ao clicar em “Avançar”,  deverá preencher o campo “Informações Complementares”.

Lei de Diretrizes Orçamentárias

A LDO é a norma que dirige e orienta o orçamento do governo para o próximo ano. Ela define quais serão as prioridades das políticas públicas governamentais e traz uma série de regras para elaborar, organizar e executar o orçamento. A legislação faz a ligação entre os programas e estratégias do Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Serviço

Audiência Pública de elaboração da LDO/2024

Data: 18 de abril
Horário: 10 horas
Local: ao vivo pelo canal da Seplad no YouTube.

Menopausa: saiba como reduzir os efeitos

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Dra. Bruna Merlo, ginecologista do Hospital Albert Sabin, explica tudo sobre essa condição feminina

A menopausa é um processo biológico natural que ocorre na vida das mulheres quando elas param de menstruar, ou seja, param de ovular, impossibilitando a gravidez e podendo causar outros sintomas. A idade média para ocorrer a menopausa é por volta dos 50 anos, mas muitas mulheres podem entrar nesta fase mais cedo.

“Uma das principais mudanças hormonais que ocorre durante a menopausa é a diminuição dos níveis de estrogênio, hormônio que afeta o sistema nervoso central, podendo levar a mulher a desenvolver ansiedade, depressão e irritabilidade”, explica a Dra. Bruna Merlo, ginecologista do Hospital Albert Sabin (HAS).

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 81% das mulheres na menopausa apresentam distúrbios emocionais.

Alguns indícios da menopausa podem se manifestar como:

  • Ondas de calor;
  • Suores noturnos;
  • Insônia;
  • Ressecamento vaginal;
  • Redução da libido;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Mudanças de humor;
  • Entre outros.

Existem várias opções disponíveis para cuidar de mulheres que passam pelas consequências da menopausa. “O tratamento dependerá dos sintomas específicos enfrentados pela paciente, bem como de sua saúde geral e histórico médico. Dentre as opções, estão a terapia hormonal, administrada em comprimidos e cremes, por exemplo, além da terapia não hormonal, que inclui medicações antidepressivas para alívio dos sinais da menopausa”, diz a Dra. Bruna.

Alguns sintomas também podem ser aliviados através de mudanças no estilo de vida, como a prática de exercícios físicos regulares, a adoção de uma dieta saudável e evitar o tabagismo.

Não há exames específicos para confirmação da menopausa. O diagnóstico é realizado em avaliação clínica, onde o ginecologista avaliará os sintomas e antecedentes médicos da paciente. Em algumas situações, o médico pode solicitar exames para descartar outras condições.

“No mais, apresentando os sintomas descritos acima, é de extrema relevância que a mulher procure ajuda médica para obter um diagnóstico e tratamento adequado”, finaliza a médica do HAS.

HOSPITAL ALBERT SABIN:

Com a missão de promover a saúde, buscando a excelência dos processos assistenciais, melhoria contínua e eficiência operacional há mais de  50 anos, o Hospital Albert Sabin (HAS), está revitalizado, modernizado e se posiciona como principal polo de saúde da Lapa e região.

Humanização, cuidado, atenção e respeito são os valores que orientam todas as atividades da equipe e do centro médico, colocando à disposição dos pacientes equipamentos de última geração, que garantem mais segurança e altos índices de sucesso em cirurgias e tratamentos.

Os serviços oferecidos à população, sempre com alto grau de qualidade, são os mais completos e diversos, como o Pronto Atendimento 24 horas, Unidade Coronariana (UCO), Centro Cirúrgico e internações de urgência e eletivas.

O HAS oferece atendimento com total segurança e cuidado nas mais diversas especialidades, como Arritmologia, Bucomaxilo, Cardiologia, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica, Clínica Geral, Dermatologia, Endocrinologia, Fisioterapia, Gastroenterologia, Ginecologia, Hematologia, Infectologia, Neurocirurgia, Neurologia, Nutrologia, Oftalmologia, Oncologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pneumologia, Proctologia, Psiquiatria, Urologia e Vascular.

O Hospital Albert Sabin também realiza exames laboratoriais, de imagens e cardiológicos, serviços de diagnose e terapia com o que há de mais moderno em termos de equipamentos e com qualidade profissional incomparável. Dentre esses serviços encontram-se a Anatomia Patológica, Broncoscopia, Colonoscopia, Doppler Transcraniano, Ecocardiograma, Ecodoppler, Eletrocardiograma, Endoscopia Digestiva Alta, Hemodinâmica, Prova de Função Pulmonar, Quimioterapia, Radiologia em Geral, Tomografia Computadorizada/Angiotomografia, Ultrassonografia e Ressonância Magnética/Angioressonância.

O hospital e seus profissionais atuam com protocolos de segurança e certificações internacionais para garantir processos seguros aos seus pacientes, acompanhantes e equipes.

Para saber mais: https://www.youtube.com/watch?v=M7W28Af8tKI

Link vídeo 50 anos: https://youtu.be/uNoHjdPVMVI

Serviço 

Site: http://www.hasabin.com.br

IG: https://www.instagram.com/hospital_albertsabin/

In: https://www.linkedin.com/company/hospital-albert-sabin/

Facebook: https://www.facebook.com/hasabin.lapa

Endereço 

Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 123 – Lapa – São Paulo – SP

Central de atendimento

(11) 3838 4655

Convênios atendidos

ALLIANZ- APCEF/SP- AXA ASSISTANCE- BRADESCO- CABESP- CARE PLUS- CENTRAL NACIONAL UNIMED- CET- CRUZ AZUL- FUNDAÇÃO CESP- GAMA- GEAP- GOLDENCROSS- INTERMÉDICA- LIFE EMPRESARIAL- MAPFRE ASSISTÊNCIA- MEDISERVICE- NOTRE DAME- PORTO SEGURO- SANTAMÁLIA- SÃO CRISTOVÃO- SBC- SEPACO- SINDICATO DAS BORRACHAS- SOMPO- SUL AMÉRICA- UNIMED SEGUROS

GDF investiu R$ 1 bilhão em abastecimento e qualidade da água em 4 anos

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Até 2025, a Caesb pretende destinar mais R$ 2,8 bilhões a ações de modernização e ampliação da capacidade do sistema

Nesta quarta-feira (22) é comemorado o Dia Mundial da Água. O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) e da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), vem realizando uma série de eventos em comemoração à data. Em meio a palestras e simpósios que reúnem estudantes, a comunidade científica e a população em geral em torno da discussão sobre a preservação e o uso consciente dos recursos hídricos do DF, a Adasa lançará, nesta quarta, o selo Guardião da Água, que reconhece instituições de ensino do DF que se destacarem na preservação dos recursos hídricos.

“Hoje a população do DF pode ficar tranquila com a água que chega à torneira dela. A Caesb cumpre todos os parâmetros, com análises de hora em hora e toda uma rede de monitoramento para garantir a qualidade da água. Cumprimos acima de todos os índices necessários e da legislação do setor, para garantir a qualidade da água”Diogo Gebrim, superintendente de Produção de Água da Caesb

Mas, muito além da programação comemorativa, o respeito e o cuidado do GDF com os recursos hídricos passam pelos investimentos. De 2019 até agora, o montante empregado pela Caesb na área foi de R$ 1,047 bilhão – valor corrigido pelo IGP-DI. O montante contempla obras de expansão e melhorias dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, bem como programas de eficiência energética, modernização da infraestrutura, tecnologia da informação e programas empresariais, entre outros.

Os indicadores mostram que a Caesb fornece água para 99% da população do DF, coleta 92% de todo o esgoto gerado e trata 100% dele. Inclusive, a companhia já alcançou, no DF, a meta estabelecida pela Lei nº 14.026/2020, determinando que, até o fim de 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% tenham o esgoto coletado e tratado.

“Hoje a população do DF pode ficar tranquila com a água que chega à torneira dela. A Caesb cumpre todos os parâmetros, com análises de hora em hora e toda uma rede de monitoramento para garantir a qualidade da água. Cumprimos acima de todos os índices necessários e da legislação do setor, para garantir a qualidade da água”, pontua o superintendente de Produção de Água da Caesb, Diogo Gebrim.

“Mais de 98% de toda a rede hidrográfica do DF estão enquadrados nas classes 2, 1 ou especial, que são os melhores índices de qualidade hoje”Gustavo Carneiro, superintendente de Recursos Hídricos da Adasa

O superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Gustavo Carneiro, ratifica a qualidade da água do DF: “Mais de 98% de toda a rede hidrográfica do DF estão enquadrados nas classes 2, 1 ou especial, que são os melhores índices de qualidade hoje”.

Essa mesma peculiaridade ocorre na preservação e conservação dos mananciais e no monitoramento das nascentes. A Adasa trabalha com índices e parâmetros inovadores que mapeiam e enquadram os rios e realizam pontos de controle da qualidade da água.

Outro ponto levantado por Carneiro é que os reservatórios da capital estão operando em um patamar confortável, acima do valor de referência. “O valor de referência para os reservatórios de Santa Maria e do Descoberto é 75%, e os dois estão operando em 81,1%, acima do valor de referência, ou seja, a situação hoje está confortável. O Paranoá também atingiu sua cota e está com 1.050 metros”, diz o superintendente.

Em consonância com o Plano Distrital de Saneamento Básico do DF, a Caesb pretende investir R$ 2,8 bilhões até 2027, com fontes de recursos próprios, onerosos e não onerosos, em mais expansão e melhorias dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, em modernização da infraestrutura, em energias renováveis e tecnologia da informação.

Um dos investimentos da companhia é na ampliação da capacidade de abastecimento de água de Corumbá IV. Inaugurado há pouco mais de um ano, o novo sistema ampliou o abastecimento de água tratada da região sul do DF, que inclui as cidades de Santa Maria, Gama, parte do Recanto das Emas e Riacho Fundo II e Park Way.

O objetivo agora é que o sistema chegue a outras regiões do DF. “Já está em fase inicial de obra a ampliação de Corumbá IV, e pretendemos que o abastecimento chegue às regiões do Jardim Botânico, Mangueiral, São Sebastião e uma parte do Lago Sul, ampliando e fortalecendo o atendimento à população”, afirma Diogo Gebrim.

Consultórios do Sesc-DF reforçam prevenção e cuidados durante atendimentos nas unidades fixas e móveis

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O Sesc-DF possui consultórios nas unidades fixas de Ceilândia, Gama, Taguatinga Norte, 504 Sul, Setor Comercial Sul e Guará

​​​Um sorriso pode quebrar barreiras e abrir várias portas. Por isso, é sempre bom dedicar um tempo para cuidar bem do seu. Neste Dia Mundial da Saúde Bucal, o Sesc-DF reforça a importância da data contribuindo de forma efetiva para a melhoria das condições de saúde bucal e da qualidade de vida de milhares de trabalhadores do comércio e da população em geral, proporcionando a reabilitação de vários pacientes, além de devolver o sorriso e a autoestima dos indivíduos.

Por meio de suas unidades fixas e móveis, a instituição oferece educação em saúde e tratamento odontológico com preços acessíveis. Os atendimentos são campeões de procura pela clientela.

O Sesc-DF possui consultórios nas unidades fixas de Ceilândia, Gama, Taguatinga Norte, 504 Sul, Setor Comercial Sul e Guará. Além disso, a instituição atende de forma itinerante diversas empresas e comunidades por meio das unidades móveis OdontoSesc, Odonto Sorriso e Odonto Portátil.
Entre as especialidades atendidas estão clínica geral, estética, endodontia, periodontia, odontopediatria, odontologia digital e prótese dentária. “A atividade saúde bucal do Sesc-DF conta com uma equipe extremamente qualificada, equipamentos modernos e materiais de consumo de excelência. Nosso atendimento é baseado na promoção e prevenção de saúde, visando sempre a orientação de hábitos saudáveis para uma saúde bucal duradoura”, explica a supervisora de saúde bucal do Sesc-DF, Drª Simone Fonseca.
Os serviços de odontologia do Sesc-DF são exclusivos para quem possui a carteirinha da instituição. Comerciários, seus dependentes, conveniados e público em geral podem solicitar agendamento para consulta de acordo com o calendário anual de atendimento de 2023, clique aqui e saiba mais​.
Referência no segmento, o Sesc-DF realizou somente em 2022 mais de 103 mil atendimentos nos consultórios fixos. Já nas unidades móveis foram mais de 9 mil consultas em diversas regiões do Distrito Federal. Cada vez mais a instituição expande sua capacidade de acolhimento e consegue alcançar mais pessoas. Um exemplo disso é o novo serviço móvel Odonto Portátil.
O objetivo da iniciativa é levar um consultório móvel para dentro da empresa, instituição ou ação social. A Unidade oferece a estrutura e recursos para atendimento de um “consultório fixo”. Com isso, é possível levar para a empresa de forma prática e simples atendimento preventivo, melhorando a qualidade de vida do colaborador e consequentemente diminuindo as faltas justificadas, quanto a consulta in loco – mantendo o colaborador na própria empresa.

Governador assina nomeação de 235 novos servidores da Defensoria Pública

Convocados profissionais para os cargos de analista de apoio à assistência jurídica. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira (21) no Palácio do Buriti

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) vai ganhar reforço no efetivo. O governador Ibaneis Rocha assinou, nesta terça-feira (21), a nomeação de 235 novos servidores do órgão em cerimônia no Salão Branco, do Palácio do Buriti. Os convocados ocuparão cargos da carreira de analista de apoio à assistência jurídica.

“Esse ato hoje aqui é de muita relevância para a sociedade do Distrito Federal. O atendimento da Defensoria Pública pacifica todos os ambientes e é exatamente isso que nós queremos continuar construindo, uma cidade de paz. Estamos trazendo mais paz jurídica para aqueles que mais necessitam”, classificou o governador Ibaneis Rocha durante a solenidade.

Em um concurso que contemplou diferentes áreas, como direito, administração, serviço social e jornalismo, os profissionais serão alocados nos núcleos itinerantes da Defensoria Pública e também no posto a ser inaugurado em Sol Nascente para reforçar o atendimento nas regiões administrativas com mais vulnerabilidade.

“Temos muitas cidades aqui que precisam bastante do atendimento jurídico. E é o atendimento jurídico que leva dignidade às pessoas”, defendeu Ibaneis Rocha.

O governador aproveitou para dizer que os próximos passos são criar uma sede própria e instalar unidades nas RAs. “A história que estamos construindo com a Defensoria Pública vai ainda muito longe. Vamos avançar cada vez mais porque nós temos aqui em Brasília muita gente carente e que precisa de assessoria”, completou.

O defensor público-geral Celestino Chupel destacou que a nomeação para o órgão demonstra um compromisso com a comunidade mais pobre

O defensor público-geral Celestino Chupel destacou que a ação do Governo do Distrito Federal (GDF) de nomear mais de 200 profissionais para o órgão demonstra um compromisso com a comunidade mais pobre. “Um governo que protege a Defensoria, protege os mais necessitados. Ao longo do governo, Ibaneis mostra que está preocupado com as pessoas mais vulneráveis, levando dignidade a essas pessoas”, afirmou.

“Em contrapartida, a Defensoria se reserva uma obrigação a mais, de acolher com mais carinho e maior amplitude as pessoas mais carentes. Temos que ir em busca dessa população para que ela tenha um atendimento digno e de qualidade”, disse o defensor público-geral.

Chupel citou ainda que as nomeações darão corpo à Defensoria Pública, tanto na área administrativa e social, quanto na área jurídica. “Nós estamos expandindo o atendimento em busca das pessoas que estão em localidades mais distantes”, complementou.

Entre os nomeados, Isabela Veloso Martins destacou “um sentimento de alívio e muita emoção. A gente aguardou e lutou muito para essas nomeações. Foi um tempo de muita expectativa e ansiedade. Hoje chegou o dia da glória”

Compromisso

O governador e o defensor público-geral fizeram questão de valorizar os esforços dos secretários da Casa Civil, Gustavo Rocha; de Planejamento, Orçamento e Administração, Ney Ferraz, e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em possibilitar um orçamento que contemplasse as novas nomeações.

Durante a solenidade, o deputado federal Rafael Prudente, que foi presidente da Câmara Legislativa na última legislatura, lembrou do empenho dos deputados e do governo. “Fizemos um compromisso de no início do governo nomear os então futuros servidores. Hoje a gente faz justiça colocando vocês para defender as pessoas que mais precisam, os mais vulneráveis”, comentou.

O atual presidente da CLDF, o deputado distrital Wellington Luiz, afirmou que a nomeação demonstra a luta travada pelo governo e pela Câmara Legislativa para atender as demandas dos brasilienses. “Vocês estão tomando posse para o bem de Brasília, sobretudo. Temos visto o esforço que o governo tem tido para resolver os anseios e necessidades da população. É um governo que pensa nos mais pobres dando condições e a Defensoria é um instrumento importante”, revelou.

Maria Gabryella de Oliveira, administradora, disse que “a Defensoria está recebendo um fortalecimento gigantesco hoje com as nomeações. É um pessoal novo que está vindo trazer essa força que a Defensoria tanto merece”

Novos servidores

Os nomeados foram aprovados no concurso realizado em 2022. Eles assumirão cargos da carreira de analista de apoio à assistência jurídica regulada pela Lei Distrital nº 4.516/2010, com jornada de 35 horas semanais e remuneração de R$ 5.241,22, que inclui o vencimento básico somado à gratificação judiciária.

Formada em direito, Isabela Veloso Martins, 30 anos, foi uma das aprovadas no concurso que esteve na solenidade de nomeação. “É um sentimento de alívio e muita emoção. A gente aguardou e lutou muito para essas nomeações. Foi um tempo de muita expectativa e ansiedade. Hoje chegou o dia da glória”, definiu.

Isabela comentou que o ato é bom tanto para quem será empossado, quanto para a população do DF. “A expectativa é de realmente atender as pessoas mais vulneráveis na área jurídica. É um fortalecimento da Defensoria e de toda a área social do DF. A gente fica muito feliz como aprovado, mas também de poder contribuir com a sociedade de alguma maneira”, ressaltou.

Para a jovem Maria Gabryella Rocha de Oliveira, 26, formada em administração, o certame foi uma oportunidade para pessoas de outras áreas passarem a compor o efetivo do órgão público. “O nosso concurso foi o primeiro da Defensoria Pública que abrangeu diversas áreas. A Defensoria está recebendo um fortalecimento gigantesco hoje com as nomeações. É um pessoal novo que está vindo trazer essa força que a Defensoria tanto merece”, declarou.

Com a convocação, o governo atinge a marca de 4.508 servidores nomeados em 2023. O maior volume foi para cargos nas secretarias de Educação e Saúde. Desde o início da gestão, o GDF nomeou 19.650 servidores efetivos.

 

CLDF celebra Dia Internacional da Síndrome de Down e lança Frente Parlamentar

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A iniciativa é do deputado Eduardo Pedrosa: “A data de conscientização global celebra a vida das pessoas com a síndrome, ajudando a garantir liberdade e oportunidade

A Câmara Legislativa realiza nesta terça-feira (21), às 19h, sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, na qual será lançada a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos e de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down.

Com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital (canal 9.3 e Youtube) e pelo portal e-Democracia, o evento acontece no Plenário da Casa.

Deputado Eduardo Pedrosa

Para o autor da iniciativa, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), a “data de conscientização global” celebra a vida das pessoas com a síndrome, ajudando a garantir que tenham mais liberdade e oportunidade.

“A Frente Parlamentar visa conscientizar as pessoas sobre a importância da inclusão social para aqueles que possuem a Síndrome de Down, promovendo um debate social sobre o assunto e dar visibilidade a essas pessoas”, destacou o distrital.

ARTIGO | O Parlamento, o Rei e o Povo

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Se há um ensinamento que a História nos traz é que ela se desenvolve em movimentos cíclicos e que muito podemos (e até devemos) aprender com o passado

POR THIAGO MANZONI

Embora haja registros de estruturas similares aos Parlamentos que remontam à Grécia Antiga ou até mesmo arranjos mais rudimentares em civilizações mais antigas, o Parlamento, em sua origem contemporânea, é mais associado à era da República de Roma e à Inglaterra, em 1215, em que um movimento que clamava por mais limites à ação do Monarca suscitou à formação de um órgão de caráter parlamentar. A origem desse parlamento britânico está ligada à cobrança abusiva de impostos pelo Rei João Sem-Terra, que motivou nobres ingleses a impor a instituição de uma Carta Magna que limitava os poderes do monarca. Instituiu-se concomitantemente um Grande Conselho que tinha a participação de membros do clero, da nobreza e posteriormente da burguesia, que servia como contrabalanço ao poder do Rei, conferindo participação desses segmentos no poder decisório.

Avançando no tempo, com as Revoluções Americana e a Francesa, no Século XVIII, houve aprimoramentos na feição dos Parlamentos que dali em diante se desenvolveram sob um modelo liberal democrático de Estado. As funções básicas de representação popular, de controle do Executivo, de legislar (fazer as leis) e eventualmente funcionar como órgão julgador (vide Impeachment), foram ficando mais claramente delineadas, sendo essas as funções da maioria dos Parlamentos modernos atualmente.

No entanto, contemporaneamente, é notória a existência de um mal-estar com as estruturas do Estado, notoriamente do Legislativo, considerado por muitos como um Poder alheio às demandas da sociedade, pouco representativo, desconectado do povo que o elegeu. Há, ainda, alegações de que os Parlamentos constituem estruturas muito onerosas – dentro de um Estado já inchado – cuja eficácia do gasto, frente ao que efetivamente retornam à sociedade, é em certo grau questionável.

Por um lado, deve-se pensar que o Parlamento, ainda que imperfeito, como todas as estruturas do Estado ou mesmo do setor privado também o são, é um órgão plural e necessário para contrabalançar o grande poder que os Executivos (Federal, Estadual ou Municipal) detêm. Ademais, é ali por onde passam projetos de lei que, via a negociação e o consenso, são aprimorados e os valores de várias fatias do eleitorado são, em maior ou menor grau, expressos e contemplados nessa legislação. Dificilmente algum projeto de lei é aprovado em sua íntegra, tal como começou, e é essa multiplicidade de olhares e de ajustes ao texto legal que torna o resultado final mais equilibrado e representativo do que o eleitorado manifestou nas urnas. Basta, também, constatar a tragédia social que ocorre nos países em que parlamentos inexistem ou são meros fantoches simbólicos de um tirano no poder para perceber que, ainda que imperfeitos, os Parlamentos são mais do que necessários no aparato institucional e se deve buscar seu aprimoramento racional, e não a se ter uma posição de confronto ou iconoclastia perante tal instituição representativa e democrática.

Se há um ensinamento que a História nos traz é que ela se desenvolve em movimentos cíclicos e que muito podemos (e até devemos) aprender com o passado. Nesse sentido, não deixa de ser uma feliz constatação notar que instituições que buscam salvaguardar a Responsabilidade Fiscal, como a Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI) e frentes em Defesa do Pagador de Impostos, estejam sendo suscitadas ou engendradas, como é o caso da frente que em breve será lançada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), remontando, de certo modo, à Inglaterra de 1215, em que a defesa do respeito à propriedade privada e, assim, de um nível razoável de tributação, fez com que houvesse respostas institucionais de alto relevo a esses problemas. O verdadeiro soberano de onde emana o poder, o povo, voltará a ter protagonismo e defesa por meio do parlamento, como se deu no caso inglês. Aliás, já diziam dois expoentes britânicos que “Uma nação que tenta prosperar a base de impostos é como um homem com os pés num balde tentando levantar-se puxando a alça” (Winston Churchill) e que “Nunca esqueçamos esta verdade fundamental: o Estado não tem fonte de dinheiro senão o dinheiro que as pessoas ganham por si mesmas e para si mesmas; Não há dinheiro público, há apenas dinheiro dos contribuintes“ (Margareth Thatcher). Que essas frases possam nos servir sempre de ensinamento, em nossas ações e decisões como homens públicos.