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Sesc + W3 no fim de semana com shows do bloco Eduardo e Mônica e atrações especiais

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A entrada será gratuita e não precisa retirar ingresso. Serão três palcos entre as quadras 504 e 506 Sul, do Sesc-DF

Para quem está procurando opção de diversão e muita música boa, acabou de encontrar. ​​A iniciativa Sesc + W3 vai voltar com tudo neste final de semana! ​​E na primeira edição do ano desse evento tão querido, haverá programação muito especial com shows do Bloco Eduardo e Mônica, além de Philippe Seabra (vocalista e guitarrista da banda Plebe Rude), diversas atrações locais, food trucks, feirinha e muito mais.

Serão três palcos entre as quadras 504 e 506 Sul, do Sesc-DF. A entrada será gratuita e não precisa retirar ingresso.

A edição Viva Brasília Viva do Sesc+ W3 promete agitar as ruas da avenida mais icônica do Distrito Federal. Serão várias atrações musicais durante dois dias de muita festa e diversão. Veja programação abaixo:

29 DE ABRIL

​ATRAÇÃO ​HORÁRIO
​CALIANDRAS REGGAE ​16H30 – PALCO SESC DSKARREGO FESTIVAL, 504 SUL
​BRASÍLIA SKA JAZZ CLUB ​18H – PALCO SESC DSKARREGO FESTIVAL, 504 SUL
​VIBRAÇÃO DO CERRADO
DJS MEGATON DUB
​20H – PALCO SESC DSKARREGO FESTIVAL, 504 SUL
​DIVULGAÇÃO, UM ESPETÁCULO SOBRE PRESENÇA POR CIRCO SEM LONA ​16H – PARADA CHÃO DE ESTRELAS – 505 SUL
​DIA DE SOL POR ANDAIME CIA DE TEATRO ​​16H30 – PARADA CHÃO DE ESTRELAS – 505 SUL
​DIA DE SOL POR ANDAIME CIA DE TEATRO ​17H30 – PARADA CHÃO DE ESTRELAS – 505 SUL
​CANTOR DE CHURRASQUEIRO POR CIRCO SEM LONA ​​18H – PARADA CHÃO DE ESTRELAS – 505 SUL
​RUPTURA ​​​ ​17H – PALCO PRAÇA DAS AVOS RAGE FEST – 506 SUL
​OS CABELODURO ​18H – PALCO PRAÇA DAS AVOS RAGE FEST – 506 SUL
​​DETRITO FEDERAL ​19H – PALCO PRAÇA DAS AVOS RAGE FEST – 506 SUL
​MACAKONGS ​20H – PALCO PRAÇA DAS AVOS RAGE FEST – 506 SUL

30 DE ABRIL

​ATRAÇÃO ​HORÁRIO
G E PERNA DE GRILO ​16H – PALCO SESC ROCK NA CICLOVIA – 504 SUL
​SÍNDROME LETAL ​16H35 -PALCO SESC ROCK NA CICLOVIA – 504 SUL
​RAFAEL ZACKY ​17H20 – PALCO SESC ROCK NA CICLOVIA – 504 SUL
​DISTINTOS FILHOS ​18H05 PALCO SESC ROCK NA CICLOVIA – 504 SUL
PHILIPPE SEABRA ​18H45 – PALCO SESC ROCK NA CICLOVIA – 504 SUL
BLOCO EDUARDO E MÔNICA ​​19H45 – PALCO SESC ROCK NA CICLOVIA – 504 SUL
CONTRIBUA COM O GIZ ​16H – PRAÇA CHÃO DE ESTRELAS, 505 SUL
CONCERTO À DOIDIVANA – CASULO TEATRO ​17H –  PRAÇA CHÃO DE ESTRELAS, 505 SUL
​​DANÇA ACROBÁTICA – MARCOS DAVI ​18H –   PRAÇA CHÃO DE ESTRELAS, 505 SUL
​SACRA BRASA – LUANA CAMPANATTI ​18H30H –   PRAÇA CHÃO DE ESTRELAS, 505 SUL​
​JAH LIVE ​17H –  PALCO PRAÇA DAS AVÓS OSKARREGO – 506 SUL
​​NUGGETZ ​18h30 –  PALCO PRAÇA DAS AVÓS OSKARREGO – 506 SUL
​MAGNÉTICA GROOVE ​20H –  PALCO PRAÇA DAS AVÓS OSKARREGO – 506 SUL


SESC + W3

DIA: 29 E 30 DE ABRIL
LOCAL: W3 SUL (UNIDADE DO SESC-DF NA 504 SUL)
EVENTO GRATUITO E ABERTO AO PÚBLICO​

Policial militar do DF é a nova Miss Beleza Milênio Internacional

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Tainá Bucar, que atua como capitã na corporação, é a grande vencedora da edição deste ano do concurso, realizado na República Dominicana

A capitã da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Tainá Bucar, 36, encarou nos últimos dias mais um desafio na vida. Desta vez, não foi nenhuma operação de risco envolvendo embates e viaturas: ela acaba de trazer para Brasília e para o país o título de Miss Beleza Milênio Internacional 2023, na categoria Sênior.

Capitã Tainá: “Nunca me imaginei nesse papel, mas encarei como um desafio, assim como encaro diariamente a polícia” | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

O título foi conquistado em concurso realizado no dia 22, na República Dominicana. Concorrendo com outras 21 participantes europeias e de países da América do Sul e da América do Norte, a policial foi premiada em cinco categorias: melhor personalidade, traje típico, passarela, melhor cabelo e corpo.

“Nunca me imaginei nesse papel, mas encarei como um desafio, assim como encaro diariamente a polícia”, conta. “As pessoas me conhecem na corporação pela minha força bruta, e o concurso veio aflorar um lado mais delicado e até mesmo doce que eu não sabia que tinha. Foi uma preparação além do corpo e da dieta, foi um preparo físico e mental, uma experiência diferente e bem bacana.”

Desde agosto do ano passado, quando foi abordada por um “olheiro”,  a militar vem se preparando para as passarelas. Em novembro, conquistou o título de Miss Sênior Brasil 2023, o que lhe garantiu a vaga para concorrer à premiação internacional.

Destaque no trabalho

Há 15 anos na PMDF, Tainá também se destaca na corporação. “Fui a única mulher a fazer os três cursos do Batalhão de Choque da PM [Patrulhamento tático móvel-Patamo, Operações químicas e Operações de choque]”, conta. “Também integrei o Batalhão de Choque, fui subcomandante da unidade e já coordenei um curso para a polícia do Amapá”.

“Ser PM é representar o meu estado, é atuar na segurança pública e defender as pessoas do mal”

Graduada em educação física, Tainá sempre atuou com dedicação. “A Polícia Militar é minha paixão”, comemora. “Ser PM é representar o meu estado, é atuar na segurança pública e defender as pessoas do mal. A minha formação também é em saúde, então é sempre pensar no outro. É saúde e segurança juntos”.

O reinado da miss vai durar um ano. Se o regulamento for o mesmo seguido pelo Miss Universo, ela não poderá concorrer novamente ao título. Em 2024, voltará  à República Dominicana para repassar a faixa. Até lá, mantém a rotina intensa na PMDF e os compromissos que eventualmente precise assumir por conta do título conquistado. “Agora, quero descansar e comer uma pizza”, brinca.

Ibaneis autoriza convocação de novos servidores reforça quadro de assistentes sociais

Cerimônia realizada nesta sexta (28) autorizou a nomeação de 212 profissionais, entre psicólogos, pedagogos e educadores 

O ato que autorizou a nomeação de novos servidores da área de assistência social lotou o Salão Branco do Palácio do Buriti na manhã desta sexta-feira (28). O governador Ibaneis Rocha assinou o decreto que convocou 212 aprovados em concurso das secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), de Justiça e Cidadania (Sejus) e da Mulher (SMDF).

Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social: “Este é um governo que coloca o social como prioridade” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

“O trabalho social no Distrito Federal é reconhecido por formar uma das maiores redes de atenção às famílias em situação de carência”Governador Ibaneis Rocha

‌Com a assinatura do documento, as três pastas juntas terão convocado 1.333 novos servidores, a totalidade do cadastro reserva formado pelo concurso realizado em 2019. O número supera de forma significativa as 314 vagas inicialmente previstas para serem preenchidas, reforço que reflete o comprometimento do governo com as políticas sociais.

“O trabalho social no Distrito Federal é reconhecido por formar uma das maiores redes de atenção às famílias em situação de carência”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. “Estamos marchando para 100 mil cartões do programa Prato Cheio e quase 80 mil famílias assistidas pelo DF Social. Temos também 70 mil pessoas recebendo um botijão de gás a cada dois meses, e estamos ampliando o número de restaurantes comunitários.”

‌Todos os futuros nomeados ocuparão o cargo de especialista em assistência social. A Sedes terá 115 novos funcionários públicos, enquanto a Sejus receberá 56 servidores. Já a Secretaria da Mulher contará com mais 41 profissionais.

Reforço

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania: “Quanto mais servidores temos disponíveis para cuidar das pessoas, melhor o atendimento, maior o alcance às famílias carentes”

‌Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, as nomeações terão impacto direto nas políticas sociais do DF. “Quanto mais servidores temos disponíveis para cuidar das pessoas, melhor o atendimento, maior o alcance às famílias carentes”, observou. A opinião é compartilhada também pela secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

Giselle Ferreira, secretária da Mulher: “O social é acolhimento, é o que permite mudar o histórico de violência contra a mulher”

‌“A população está em constante expansão, e a assistência social precisa acompanhar esse movimento”, apontou Ana Paula. “O objetivo da contratação de novos servidores é ampliar a rede de proteção social no DF com a abertura de mais unidades do Cras [Centro de Referência em Assistência Social], mais restaurantes comunitários… Esse é um governo que coloca o social como prioridade.”

Titular da Secretaria da Mulher, Giselle Ferreira frisou a importância do reforço do quadro para a população feminina, maioria na procura pelos serviços sociais oferecidos pelo governo: “Nossa pasta quer depender cada vez menos das forças policiais e cada vez mais do social, porque o social é acolhimento, é o que permite mudar o histórico de violência contra a mulher”.

‌A primeira-dama Mayara Noronha Rocha relembrou seus dias no comando da Sedes e deixou um recado para os futuros servidores: “Vocês não estão entrando no serviço público para trabalhar em um cenário tranquilo. A assistência social é uma área extremamente sensível, no mundo inteiro. Vocês precisam estar preparados emocionalmente para lidar com pessoas extremamente vulneráveis”.

O peso da missão não assustou a professora Kátia Fernandes Barbosa. Diante do anúncio da nomeação, ela não conseguia conter a felicidade. “A espera foi grande, e hoje eu sou só alegria”, garantiu. “O serviço social dá a possibilidade de ajudarmos as pessoas em situação de vulnerabilidade a se desenvolverem como cidadãos”.

‌Novas nomeações

Secretaria de Desenvolvimento Social

→ Assistente social: 28
→ Psicólogo: 43
→ Pedagogo: 10
→ Educador social: 34
→ Total: 115

Secretaria de Justiça e Cidadania

→ Psicólogo: 32
→ Pedagogo: 5
→ Educador social: 19
→ Total: 56

‌Secretaria da Mulher

→ Psicólogo: 17
→ Pedagogo: 6
→ Educador social: 18
→ Total: 41

Mais artistas são contemplados em nova etapa do Sesc + Cultura

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O projeto acontecerá entre os meses de fevereiro a outubro deste ano

​​​​​​​Saiu a terceira lista de artistas contemplados para o projeto Sesc + Cultura de 2023! C​onfira aqui o resultado​. A iniciativa disponibiliza os teatros da instituição para que artistas e produtores culturais locais utilizem os espaços para realização de atividades artístico culturais em formato presencial, sem pagar a taxa de ocupação. Serão contempladas apresentações de espetáculos cênicos, shows musicais, festivais, oficinas, palestras, debates, programas e outros.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas exclusivamente pela internet: clique aqui e preencha o formulário.

O projeto acontecerá entre os meses de fevereiro a outubro deste ano e tem por objetivo promover, articular e incentivar o desenvolvimento da cultura no Distrito Federal, por meio da cessão dos espaços com isenção da taxa de uso do local. Somente em 2023, 130 propostas já foram selecionadas.

Mais sobre o Sesc + Cultura​

Todos os teatros do Sesc-DF integram o Sesc + Cultura. São eles: Teatro Sesc Sílvio Barbato (Sesc SCS), Teatro Sesc Ary Barroso (Sesc 504 Sul), Teatro Sesc Garagem (Sesc 913 Sul), Teatro Sesc Paulo Autran (Sesc Taguatinga Norte), Teatro Sesc Newton Rossi (Sesc Ceilândia) e Teatro Sesc Paulo Gracindo (Sesc Gama). As propostas inscritas seguirão calendário para ocorrer entre quinta-feira e domingo.

Serviço:

Sesc + Cultura

Izalci e distritais se reúnem no Planalto sobre reajuste das forças de segurança pública

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Parlamentares pedem reajuste de 18% nos salários de policiais civis, militares e bombeiros

Após ter sido cancelada a reunião sobre o reajuste dos servidores da segurança pública no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (28/04), o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) insistiu em ir até o local, e conseguiu se reunir com autoridades responsáveis, entre elas, o Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o líder do governo, senador Randolfe Rodriques, secretários executivos e assessores dos Ministérios da Gestão e Planejamento.
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Segundo Izalci, em um próximo encontro, já na próxima semana, será apresentada toda a documentação necessária para viabilizar o PLN e a MP. O senador afirmou ainda que toda a Bancada Federal, Senado e Câmara, estão unidos em prol da segurança pública do DF.

“Não é questão partidária ou ideológica, mas de atender e fazer justiça para as forças de segurança pública de Brasília, que são as melhores do Brasil, e merecem essa recomposição”, disse.

Na ocasião, estiveram o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Wellington Luiz (MDB), a deputada Doutora Jane (Agir), os deputados distritais, Roosevelt Vilela (PL) e Hermeto (MDB), além de representantes da Policia Civil, Mitilar e Corpo de Bombeiros Militar o DF.

Acordo

Na última quarta-feira (26/04), durante sessão do Congresso Nacional, o senador Izalci aceitou retirar seu destaque, que solicitava a inclusão do reajuste de 18% para Policiais Civis, Militares e Bombeiros do DF, com o comprometimento do líder do governo, senador Randolfe Rodrigues (Rede), de que o governo avaliaria uma solução em até 30 dias.

Izalci, que tem liderado as negociações em torno do assunto, afirmou que o impacto do reajuste financeiro ficará totalmente a cargo do Distrito Federal, por meio dos repasses do Fundo Constitucional do DF.

Fizemos algumas reuniões informais . Peguei pelo laço no evento da MP reajuste dos servidores o líder do governo , tiramos o ministro Alexandre Padilha de uma reunião com secretários e falamos com ele, falamos com secretários executivo e assessores dos ministérios da gestão e planejamento .

Coronel Cíntia afirma à CPI que não houve falha no planejamento, mas sim na execução

“vou provar que o planejamento foi cumprido em acordo com o ato normativo que existe no DF. Se houve algum tipo de prevaricação e falha da minha parte, foi com a minha saúde e com a minha família”, afirmou

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos ouviu a subsecretaria de Operações Integradas, coronel Cíntia Queiroz de Castro, durante reunião realizada durante cinco horas nesta quinta-feira (27). A depoente afirmou que não houve falha de planejamento e sim de execução.

“O Planejamento de Ações Integradas (PAI) previu todos os cenários possíveis. Foi realizado considerando o nível máximo de ameaça. Não houve falha no planejamento. Houve falha na execução”, garantiu a coronel. Prontamente, ela foi questionada por Chico Vigilante (PT), presidente da CPI. “Quem falhou”? “Por parte da Polícia Militar não foi cumprido o planejamento”, declarou a coronel.

Chico Vigilante indagou sobre o atraso das tropas. “Em depoimento prestado à Polícia Federal, a senhora disse que o coronel Fábio estava preocupado com o efetivo desde a manhã do dia 8 e ligava para o Departamento de Operações (DOP) e ninguém respondia ou, quando respondia, dizia que a tropa estava chegando e não chegava nunca. Pergunto: acredita que o coronel Naime ou o tenente-coronel Paulo José podem ter retardado a chegada da tropa?”, perguntou o presidente da CPI. A coronel respondeu: “Fato que a tropa demorou a chegar e fato que o coronel Fábio solicitou por inúmeras vezes o reforço do efetivo da PM no local. Eu acredito, particularmente, que a tropa não conseguiu chegar a tempo porque estava de sobreaviso [e não de prontidão]”, falou a coronel Cíntia.

Ela ainda completou: “o DOP é diretamente subordinado ao subcomandante-geral da PM, durante o relatório do interventor [Ricardo Cappelli] foi que nós tomamos conhecimento através dos relatórios que passaram na Secretaria de Segurança Pública (SSP) que o subcomandante deixou a tropa de sobreaviso”.

Em vários momentos durante as reuniões da CPI, membros da PM já explicaram que há duas situações distintas relativas à situação da tropa. Quando os policiais estão de sobreaviso, aguardam em casa e, caso necessário, são chamados ao quartel, onde ainda receberão uniformes e equipamentos para se agruparem e deslocarem ao local da ocorrência. Em sentido diverso, quando a tropa está em prontidão, os policiais já estão no quarte, uniformizados, equipados e agrupados, sendo necessário somente o tempo de deslocamento ao local da ocorrência.

Efetivo

Segundo a coronel, não é definido em qualquer PAI qual é o efetivo deve ser empregado por cada força de segurança. “Se eu apresentar 600 documentos, não vai verificar nenhum tipo de quantitativo de efetivo, de nenhum órgão. Isso é um desdobramento operacional de cada órgão. A subsecretaria de Operações Integradas nunca definiu efetivo em nenhum planejamento que foi realizado lá”, afiançou a depoente.

A coronel Cíntia também foi confrontada sobre as informações que passou ao então subsecretário de Segurança, no dia 8 de janeiro, dando conta de uma situação tranquila. “As informações que eu passei ao Fernando, foram às 6h, às 8h e às 9h da manhã. Nesse momento, a gente tinha em torno de 20 a 25 manifestantes e cerca de 400 policiais militares”, disse a subsecretária. Vigilante questionou porque havia 400 policiais de manhã e à tarde apenas 200. “Por que mingou esse número?”, perguntou o presidente. “Só o departamento de operações ou o comando do 1º CPR podem explicar”, afirmou Cintia.

Indiciada

Relator da CPI, o deputado Hermeto (MDB) perguntou sobre o indiciamento da Polícia Militar à depoente. “Conheço a coronel apenas pelo seu trabalho dentro da corporação, que é muito respeitado pelos seus pares e subordinados. Tanto é que o novo secretário Sandro Avelar a manteve no cargo e isso quer dizer alguma coisa. Se a senhora acha que fez o seu trabalho certo, porque foi indiciada pela PM”, questionou o relator.

A coronel se defendeu, afirmando que o trabalho foi fundamentado em atos normativos. “A PMDF me indiciou por prevaricação e omissão quando todo o PAI foi completamente baseado em um ato normativo que regulamenta manifestações. Todo o ato normativo foi contemplado. No momento adequado, vou provar que o planejamento foi cumprido em acordo com o ato normativo que existe no DF. Se houve algum tipo de prevaricação e falha da minha parte, foi com a minha saúde e com a minha família”, exclamou a depoente.

“Terroristas em reunião”

Chico Vigilante também perguntou à coronel Cintia sobre a participação do que ele chamou de terroristas em reuniões preparatórias de segurança pública. “A senhora entende que é normal que terroristas participem de reunião de planejamento da Subsecretaria de Operações Integradas? Tenho em mãos uma relação de presentes em reunião em 7 de dezembro para tratar de manifestação no Setor Militar Urbano (SMU) e na Esplanada dos Ministérios. Constam os nomes de Rodrigo Yassuo Faria e Klio Damião, que está presa identificada pela polícia como participante dos atos do dia 12 de dezembro. Não é irresponsabilidade, para não dizer crime, deixar que um terrorista participe de uma reunião de onde sairá exatamente o que cada força policial irá fazer”, questionou o presidente da CPI.

A coronel respondeu que na Subsecretaria todas as pessoas que estão à frente de manifestações são recebidas. “É normal, recebemos todas as pessoas e não fazemos investigação de antecedentes criminais e não temos como prever os atos que essas pessoas vão cometer”, disse Cintia.

Acampamento

Durante o depoimento, a coronel Cíntia foi interpelada diversas vezes a respeito do acampamento no Quartel General do Exército (QG) e dos pedidos por desocupar o espaço. “Por três vezes, o Comando Militar do Planalto (CMP) solicitou apoio da SSP referente ao acampamento. A gente tinha a expectativa de que era para tratar da retirada, mas quando chegava nas reuniões das tratativas, a gente era surpreendida porque o CMP informava que as operações que fossem desencadeadas seriam apenas para retirar o comércio de ambulantes, que não seria permitido tocar nas barracas dos acampados, não poderia mexer na cozinha coletiva, na tenda religiosa. Não foi retirado porque não foi permitido pelo CMP”, respondeu a subsecretária.

Ela continuou: “houve uma reunião no dia 6 de dezembro que aconteceu para preparar uma operação no dia 7 e quando a gente ainda estava fazendo o planejamento, recebemos uma ligação do secretário de Segurança. Ele falou para mim que recebeu uma ligação do exército, dizendo que a operação do dia 7 não era mais para ser realizada. Eu recebo ordens e cumpro”, declarou a depoente.

O primeiro PAI relativo ao acampamento foi realizado em decorrência de uma manifestação que ocorreu no dia 4 de novembro de 2022. “O demandante foi o CMP, que pediu para assegurar a livre circulação e a segurança das vias nos diversos pontos de acesso ao local e pediu para autorizar o acesso de carros de som Coiote a permanecer na Avenida do Exército de 4 a 6 de novembro”, explicou a coronel.

Quando questionada pelo deputado Fábio Felix (PSOL) sobre o clima da manifestação no dia 8 de janeiro, a depoente falou que nunca viu nada igual. “No Itamaraty, quando invadiram a linha do Congresso Nacional, em 29 anos de PM, eu nunca tive uma experiência com um grupo como aquele”, contou a coronel. Em complemento, o deputado reiterou que o acampamento foi o início do que chamou de tentativa de golpe de Estado. “Estamos falando de um ato que era uma tentativa de golpe de Estado. São manifestantes que foram alimentados por sucessivos erros de vários órgãos, mas especialmente pelo CMP, permitindo que o acampamento continuasse acontecendo e que acabou escalando para aquele nível de depredação, inclusive de violência contra a PM”, disse Felix.

Por sua vez, o deputado Joaquim Roriz Neto (PL) perguntou se houve alguma tentativa de retirada do acampamento após a posse do presidente Lula. “A última tentativa foi no dia 29 de dezembro, tentativa. Depois disso foi a retirada, que aconteceu no dia 9 de janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Houve uma reunião no dia 6, às 10h, na qual o general Dutra relatou que havia 300 pessoas acampadas e pediu apoio do GDF porque desses acampados, 150 eram de outros estados que perderam seus ônibus e não tinham dinheiro para voltar e outros 150 manifestantes eram pessoas em situação de vulnerabilidade social”, falou a coronel em resposta à pergunta de Roriz Neto.

Ainda sobre o acampamento, o deputado Pastor Daniel de Castro (PP) questionou a depoente: “A senhora pode afirmar que o grupo acampado em frente ao QG é o mesmo grupo que invadiu o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF”? Ao que a coronel respondeu: “A única coisa que posso dizer é que o grupo que entrou no Congresso Nacional é o grupo que veio da marcha do Setor Militar Urbano (SMU). Não tenho conhecimento de outro grupo vindo de outro local”, respondeu a subscretária.

O parlamentar também declarou sua opinião. “Os invasores foram tratados como convidados pelo GSI do governo Lula. Eles saíram tranquilamente pelas portas do palácio. No entanto, no dia seguinte todos que estavam diante do QG foram presos. O Estado Democrático de Direito está sendo golpeado”, declarou Daniel de Castro.

GSI

A deputada Jaqueline Silva (sem partido) questionou sobre a ausência de representante do GSI na reunião para confecção do PAI. “Todos os contatos foram feitos, mas nem todos respondidos. Tanto que o GSI e a Câmara dos Deputados foram os únicos que normalmente comparecem e não estiveram na reunião de sexta-feira, dia 6 de janeiro”, explicou a subsecretária. Neste mesmo sentido, a deputada lamentou a falta. “Estamos falando de uma situação complexa e, sem dúvida, se tivéssemos a participação desses representantes, talvez poderia ter pelo menos amenizado o que aconteceu”, disse Jaqueline.

Líder de Governo na CLDF, o deputado Robério Negreiros (PSD) insistiu sobre não ter representante do GSI na reunião. “Houve alguma manifestação sobre a ausência do GSI na reunião?”, questionou Robério. “Não, até porque o GDF não tem a competência de dar atribuição aos órgãos federais. As casas federais só apoiam o GDF com gradil e a qualquer momento essas peças já estão lá. A ausência ou não do GSI não iria mudar em nada o que aconteceu no dia 8 janeiro”, afirmou a coronel.

Opiniões

Os parlamentares usaram parte de seu tempo de fala para manifestar opiniões. A deputada Paula Belmonte (Cidadania) defendeu que a CPI deve convocar o comandante da PM, coronel Klepter, e o fotógrafo da Reuters, Adriano Machado. “Precisamos ser imparciais. Que a gente possa estar junto por um Brasil melhor, nem de direita ou de esquerda”, disse Belmonte.

“O que aconteceu no dia 8 não foi algo mobilizado da noite para o dia e que as forças não sabiam. Houve a conivência de agentes públicos para que aquilo acontecesse. Não é possível o que nós assistimos. É inadmissível que uma subsecretaria de Operações Integradas não participe e não dialogue sobre tudo que a Inteligência tenha de informação”, afirmou o deputado Max Maciel (PSOL).

Já o deputado Thiago Manzoni (PL) se manifestou pela investigação isenta e aprofundada. “Temos a oportunidade de investigar. E tenho absoluta certeza de que não há um espectro político só envolvido ali não. E, se for investigar, vai ter que prender gente de um lado e do outro. Mas o certo é o certo. Se tem que prender, prende de um lado e do outro, mas depois do devido processo legal, de individualizar a conduta e de saber quem fez o que, agente público ou cidadão comum. Ou quem deixou de fazer o que deveria ter feito. Então que seja punido, não interessa se é de direita ou de esquerda. Criminoso tem que ser punido”, exclamou o deputado liberal.

STJ decide que salário pode ser penhorado para pagar dívidas

Impacto econômico nas finanças pessoais deve ser avaliado

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que, em casos excepcionais, é possível a penhora de salários para pagamento de dívidas.

Pelo entendimento firmado pelo tribunal, a penhora poderá ser determinada pela Justiça quando outros meios para cobrar o devedor não tenham obtido resultado. Além disso, o impacto econômico nas finanças pessoais também deverá ser avaliado.

O colegiado seguiu voto do relator, ministro João Otávio de Noronha, para quem a impenhorabilidade do salário deve seguir como regra, porém, cada caso de cobrança de dívidas deve ser analisado individualmente para assegurar o pagamento e a dignidade do devedor.

O caso julgado envolve um credor que tem uma dívida de R$ 110 mil e recebe salário de R$ 8,5 mil. Na primeira vez que a questão foi analisada pelo STJ, a Quarta Turma negou a penhora de 30% dos ganhos por entender que deveria ser seguida a lei que impede a penhora para saldar dívidas de até 50 salários mínimos.

Jornalista Toni Duarte toma posse como Acadêmico da Alach neste sábado

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Para o jornalista, a sua indicação para compor o quadro de Acadêmicos e assumir a primeira cadeira de jornalismo da Alach, “é um compromisso com a história e com a ética dos que nos precederam e com os que vêm depois”

O jornalista e teatrólogo Toni Duarte tomará posse neste sábado (29) como Acadêmico da primeira cadeira de jornalismo criada pela Academia Latino-Americana de Ciências Humanas (ALACH), em Brasília.

A cadeira tem como patrono, indicado pelo próprio Acadêmico, o renomado jornalista e criminalista maranhense José Jámenes Ribeiro Calado, falecido em 3 de dezembro de 2008.

A solenidade de posse ocorrerá no Espaço da Corte, no Setor de Clubes da Vila Planalto.

Ao todo serão nove Acadêmicos que assumirão cadeiras das mais diversas áreas das ciências jurídicas, humanas e sociais.

Toni Duarte é editor chefe do Portal RadarDF e atua como jornalista desde 1976.

Com as novas inclusões, a Academia Latino-Americana de Ciências Humanas passará contar com 187 membros, liderados pelo presidente do Supremo Conselho Acadêmico Internacional, Raul Canal.

No ato solene deste sábado, a ALACH também homenageará 11 autoridades do mundo jurídico, político e cultural com a “Comenda Pedro Alves Cabral”.

A cantora sertaneja Paula Fernandes fará um show a parte.

Desvio de recursos para divulgação do País no exterior pode acabar com unidades de Sesc e Senac em mais de 100 cidades

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Projeto de Lei que destina 5% da contribuição social de empresas acarretaria, também, o fechamento de 31 mil vagas gratuitas de ensino profissional e 7,7 mil da educação básica

Caso sejam mantidos os artigos 11 e 12 do Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 09/2023, que desviam 5% dos recursos das contribuições sociais destinadas pelas empresas do setor terciário ao Serviço Social do Comércio (Sesc) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), existe o risco real de fechamento de unidades, desemprego e redução da qualidade reconhecida há 77 anos pelos trabalhadores brasileiros.

A redução do orçamento pode acarretar o encerramento das atividades do Sesc e do Senac em mais de 100 cidades brasileiras. Seriam fechadas 36 unidades do Sesc, com corte de 1.994 empregos e deixariam de ser investidos R$ 121 milhões em atendimentos gratuitos. Também haveria diminuição de 2,6 milhões de toneladas de alimentos distribuídas por programas como o premiado internacionalmente Mesa Brasil Sesc, supressão de 2,6 mil exames de saúde e de 37 mil atendimentos em atividades físicas e recreativas. Também haveria o corte de 2 mil apresentações culturais, com público estimado em 14 milhões de pessoas.

No caso do Senac, o desvio seria responsável pelo fechamento de 29 centros de formação profissional, encerramento de 31.115 mil matrículas gratuitas e mais de 7 milhões de horas-aula de cursos reduzidas. O fim das atividades representaria a demissão de 1.623 pessoas, além do fim de 23 laboratórios de formação específica para a área do Turismo. Em recursos destinados a atendimentos gratuitos, o corte seria de R$ 140 milhões.

“A promoção do Brasil no exterior não pode ocorrer em detrimento dos interesses dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e das demandas sociais e educacionais do povo brasileiro”, afirma o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros. Para ele, o Sistema CNC-Sesc-Senac não pode ser prejudicado porque “as consequências serão sofridas pelos trabalhadores dos diversos segmentos econômicos e pessoas que mais necessitam da garantia do acesso aos serviços básicos e fundamentais previstos em nossa Constituição da República”.

Medida é inconstitucional

A medida, que não foi discutida pela sociedade, retira recursos de cursos profissionalizantes, tão necessários para a melhoria da vida da população, e de serviços sociais que chegam, muitas vezes, a lugares onde o poder público não chega.

Já é entendimento pacificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que os valores destinados ao Sesc e ao Senac não são recursos públicos e, portanto, devem ser utilizados exclusivamente para o fim o qual está estabelecido na Constituição Federal. A finalidade legal do Sesc é proporcionar programas que contribuam para o bem-estar social e a melhoria do padrão de vida dos comerciários e suas famílias. Somente em 2022, houve 5,4 milhões de pessoas inscritas em atividades como atendimentos médicos, odontológicos e de esporte, além de atividades sociais. E, ainda, 2,4 milhões de brasileiros são atendidos mensalmente pelo programa de combate à fome. Preocupado com a formação integral dos brasileiros, atualmente, há mais de 70 mil crianças e adolescentes matriculados nas escolas Sesc – que oferecem, gratuitamente, educação infantil e ensinos fundamental e médio de excelência reconhecida internacionalmente.

Na mesma linha, o Senac foi criado por lei para organizar e administrar escolas de aprendizagem comercial e manter cursos práticos, de formação continuada ou de especialização para os empregados adultos do comércio. Anualmente, o Senac tem 1,4 milhão de alunos matriculados em educação profissional, sendo 550 mil pessoas atendidas de forma gratuita, com uma oferta de mais de mil cursos de formação inicial e continuada, educação profissional técnica de nível médio, graduação tecnológica e pós-graduação. A qualidade educacional é indiscutível, já que o índice de inserção no mercado de trabalho de pessoas formadas pelo Senac é de 71,5%. De toda a receita líquida da contribuição social destinada ao Senac pelos empresários brasileiros, 66,67% são aplicados diretamente em vagas gratuitas de ensino.

Na área do Turismo, Sesc e Senac são referência internacional. Anualmente, o Senac promove a capacitação de aproximadamente 150 mil profissionais para a cadeia produtiva do turismo, com 30 cursos livres específicos, além de centenas de cursos para atuação no segmento de bares e restaurantes, por exemplo. O Sesc é pioneiro do Turismo Social no Brasil, democratizando o acesso do público a este tipo de lazer. Em 2022, o Sesc teve 526 mil pessoas hospedadas em suas unidades hoteleiras, muitas delas atendidas por outros programas do serviço, como os voltados à terceira idade.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac lembra que a possibilidade de retirar recursos de instituições que realizam um trabalho de comprovada e reconhecida qualidade não somente na formação e qualificação técnica dos trabalhadores, mas também na oferta e promoção do turismo para milhões de brasileiros é um retrocesso aos direitos dos trabalhadores do comércio e de seus familiares. “O Sistema CNC-Sesc-Senac repudia a proposta e confia na responsabilidade do Congresso Nacional para com os trabalhadores para evitar os prejuízos que afetam, direta e indiretamente, toda a sociedade. A medida, se concretizada, viola princípios constitucionais em relação aos quais tomaremos todas as medidas cabíveis para buscar a garantia da lei e do interesse maior da população brasileira”, enfatiza Tadros.

 

Números dos prejuízos à população

As perdas de 5% para o serviço social no Brasil proporcionado pelo Sesc representam:

• menos R$ 121 milhões aplicados em atendimentos gratuitos;

• redução de 2,6 milhões de toneladas de alimentos distribuídos;

• menos 2,6 mil exames clínicos;

• queda de 7,7 mil matrículas em educação básica;

• redução de 37 mil atendimentos em atividades físicas e recreativas;

• menos 2 mil apresentações culturais com público de 14 milhões;

• fechamento de 36 unidades;

• corte de 1.994 postos de trabalho;

• encerramento de atividades em 101 municípios.

 

As perdas de 5% para a educação profissional no Brasil representam:

• queda de 7 milhões de horas-aula gratuitas;

• perda de 31.115 matrículas gratuitas;

• fechamento de 29 centros de formação profissional;

• fechamento de 23 laboratórios em turismo;

• corte de 1.623 postos de trabalho;

• encerramento de atividades em 95 municípios

Nunes Marques pede vista e suspende julgamento sobre FGTS no Supremo

Dois ministros votaram pela inconstitucionalidade de correção pela TR

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento no qual a Corte analisa a legalidade do uso da Taxa Referencial (TR) para correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O pedido de mais tempo para julgamento do caso foi feito na tarde desta quinta-feira (27), logo após o início da sessão.

Nunes Marques informou que deve devolver o processo para julgamento na semana que vem. O ministro disse que pretende analisar o caso com mais cautela diante dos impactos da correção.

Segundo Nunes Marques, informações apresentadas pela Advocacia-Geral da União (AGU) dão conta de que uma decisão favorável à correção poderá provocar aumento de juros nos empréstimos para financiamento da casa própria e aporte da União de cerca de R$ 5 bilhões para o fundo.

Na semana passada, os ministros Luís Roberto Barroso e André Mendonça votaram pela inconstitucionalidade do uso da TR para correção das contas do FGTS . Para os ministros, a remuneração das contas não pode ser inferior ao rendimento da caderneta de poupança.

Faltam os votos de oito ministros. Em função da aposentadoria de Ricardo Lewandowski, a Corte não conta com o voto do 11° ministro.

O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustenta que a correção pela taxa, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.

Fundo de Garantia

Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante.

Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR.

Na quinta-feira (20), primeiro dia do julgamento, a AGU defendeu a extinção da ação.

No entendimento da AGU, as leis 13.446/2017 e 13.932/2019 estabeleceram a distribuição de lucros para os cotistas. Dessa forma, diz a AGU, não é mais possível afirmar que o emprego da TR gera remuneração menor que a inflação real.