As cores e mensagens que marcam a campanha Setembro em Flor, criada pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), estarão em projeção na fachada da Câmara dos Deputados às 19h de terça (12)
As cores e mensagens da campanha Setembro em Flor, que simbolizam a conscientização sobre câncer de colo do útero, ovário, endométrio, vulva e vagina, estarão nas imagens que serão projetadas – com duração de dois minutos e exibidas 30 vezes em looping – às 19h de terça (12), na fachada da Câmara dos Deputados, em Brasília. A campanha foi criada em 2021 pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA).
Mais cedo, às 14h30, terá início no Salão Nobre desta casa do poder legislativo o “Fórum de Conscientização do Câncer Ginecológico e a busca por mudanças de políticas públicas”. “Abordaremos as barreiras, desafios, projetos de sucesso, alternativas e mudanças de políticas públicas para o controle dos tumores ginecológicos no Brasil”, diz a oncologista clínica, Andréa Gadêlha Guimarães, diretora de Apoio ao Paciente e Advocacy do EVA e idealizadora da campanha Setembro em Flor.
A programação, coordenada pelo EVA, vai reunir parlamentares, assim como representantes dos Ministério da Saúde e da Educação; sociedades médicas, médicos, representantes de entidades e de pacientes, entre outros. A abertura ficará por conta da deputada Silvia Cristina (PL-RO), presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol da Luta Contra o Câncer; do deputado Weliton Fernandes Prado (Solidariedade-MG), presidente da Comissão Especial sobre o Combate ao Câncer no Brasil e da deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Saúde das Mulheres.
A primeira Mesa de Debate, intitulada “Realidade do câncer feminino/ginecológico no Brasil – desafios e caminhos a serem percorridos”, será moderada por Andréa Paiva Gadêlha Guimarães e por Glauco Baiocchi Neto, cirurgião oncológico e presidente do EVA. O foco estará na apresentação do Panorama do Câncer Ginecológico no Brasil. Na sequência, Patrícia Gonçalves Freire dos Santos, da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer do Ministério da Saúde, comentará as ações programadas pelo Ministério da Saúde para conscientização, prevenção e melhoria de assistência à mulher com câncer. O ginecologista e cirurgião Agnaldo Silva Lopes, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) debaterá a incorporação de novas drogas e tecnologias aos pacientes com câncer ginecológico. Haverá espaço para discussão.
Na sequência, outra mesa de debate será moderada por Lucia Helena de Oliveira (jornalista especializada em saúde), que questionará “Onde as sociedades médicas, associações de pacientes, iniciativa privada e poder público podem ajudar nas mudanças de políticas públicas”?
Andréa Paiva Gadêlha Guimarães então iniciará a apresentação das ações em Advocacy do Grupo EVA. Após, Angélica Nogueira Rodrigues, oncologista da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), além de fundadora e diretora de planejamento do EVA, ressaltará o papel das sociedades médicas em oferecer capacitação, atualização e melhor qualidade de assistência. Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, comentará sobre o papel das associações de pacientes, oferecendo dados e números de diferentes formas de acesso e assistência.
Em seguida, Marlene de Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida, abordará a importância das associações de pacientes na criação de ações sociais que impactam as Políticas Públicas. Após, Ailma Larre, do Grupo Mulheres do Brasil, apresentará o Projeto colo.hpv e ainda haverá o depoimento da representante de pacientes, Anne Carrari, que fará relatos daquilo que compartilha no perfil @sobrevivi_ao_cancer_de_
A última mesa será o “Movimento Brasil sem Câncer do Colo do Útero” com abertura feita por Angélica Nogueira Rodrigues, que discutirá o controle do câncer do colo do útero no Brasil: realidade X necessidades. A seguir, a programação desta mesa será dividida em dois blocos:
Bloco1: Rastreamento – a migração para a tecnologia de HPV/DNA – Moderação de da oncologista clínica Danielle Assad Suzuki, diretora de Ensino do EVA e Angélica Nogueira Rodrigues. Como debatedores, participam Agnaldo Silva Lopes, Jurema Telles, coordenadora da cooperação técnica da OPAS/OMS; Júlio Teixeira, da UNICAMP e Eder Gatti, diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde.
O Bloco 2: Vacinação HPV na escola – o que fazer para retomar esta estratégia de sucesso? Também será moderado por Danielle Assad Suzuki e Angélica Nogueira Rodrigues. Os debatedores serão: Ana Goretti, do Programa Nacional de Imunizações (PNI); Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm); Nésio Fernandes, secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde e Kátia Helena Serafina, Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. O evento terá o seu fechamento com a iluminação do congresso nacional às 19h.
SETEMBRO EM FLOR – A campanha que marca o mês de conscientização do câncer ginecológico foi criada em 2021 pela oncologista clínica Andréa Paiva Gadêlha Guimarães, diretora do EVA e coordenadora de Advocacy. A ação surgiu de uma carência de conhecimento da população brasileira sobre os tipos de cânceres que acometem o aparelho reprodutor feminino: câncer de colo de útero, ovário, endométrio, vagina e vulva. Durante as atividades, que ocorrem anualmente em setembro, o foco é conscientizar a população feminina sobre os sintomas e formas de prevenção.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam para 704 mil novos casos de câncer por ano no Brasil até 2025. O câncer ginecológico é um dos mais incidentes nas mulheres, sendo que os três órgãos do sistema reprodutor feminino mais acometidos por tumores malignos são os de colo do útero, ovário e corpo do útero (endométrio), que somam 32,1 mil novos casos anuais, o que representa 13,2% de todos os casos de câncer diagnosticados nas brasileiras.
“A maior conquista da campanha foi a criação de um canal para falarmos de câncer ginecológico em todos os seus aspectos. Trouxemos conscientização, alerta sobre sinais e sintomas dos cânceres ginecológicos para diagnóstico precoce, novas formas de diagnóstico e tratamento, utilizando diversos canais de comunicação, como redes socais com divulgação de posts, além da realização de lives com médicos, profissionais e agentes de saúde e parceiros”, reflete Andréa Paiva Gadêlha Guimarães.
Esse ano, a campanha ganhou um reforço importante: a atriz Marieta Severo se torna a madrinha da iniciativa que alerta sobre prevenção e acesso ao diagnóstico e tratamento de câncer de colo do útero, ovário, endométrio e outros tumores do aparelho reprodutor feminino.
Sobre o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) – O EVA é uma associação sem fins lucrativos, composta em sua maioria por médicos, que tem como missão o combate ao câncer ginecológico. Seu time, multiprofissional, atua com foco na educação, pesquisa e prevenção, assim como promove apoio e acolhimento às pacientes e aos familiares.
A idealização e a organização do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos foram iniciadas pela oncologista clínica Angélica Nogueira Rodrigues, no Hospital do Câncer II do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A primeira reunião ocorreu em 12 de março de 2010 e o nome Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos passou a ser utilizado a partir desta data.
A primeira reunião para nacionalização do grupo ocorreu no Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), em 2013, na cidade de Brasília. O nome EVA foi resultado de uma reunião neste evento e foi sugerido pela oncologista clínica, coordenadora da área de apoio ao paciente (advocacy) do grupo, Andréa Paiva Gadelha Guimarães. O ginecologista oncológico Glauco Baiocchi Neto é o diretor-presidente do EVA na gestão 2023-2024.




