Medida busca evitar deslocamentos duplicados e reduzir o tempo de resposta aos chamados
Brasília, 30 de julho de 2026 – O Governo do Distrito Federal vai integrar os sistemas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) para tornar mais eficiente o atendimento pré-hospitalar e eliminar o envio simultâneo de equipes para uma mesma ocorrência.
A proposta foi discutida na última segunda-feira (27), durante reunião entre representantes das áreas de Saúde, Segurança Pública e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O objetivo é aprimorar a comunicação entre os órgãos e evitar retrabalho, permitindo que mais ocorrências sejam atendidas com rapidez.
Segundo o MPDFT, a ausência de integração entre os sistemas faz com que, em alguns casos, Samu e Bombeiros sejam acionados para o mesmo acidente, enquanto outras solicitações permanecem sem atendimento imediato.
Entre as medidas previstas está o compartilhamento de informações em tempo real entre as centrais de atendimento. A proposta também inclui a criação de um centro operacional conjunto e a padronização dos protocolos utilizados na regulação médica.
Com a integração, as equipes passarão a utilizar sistemas compartilhados, permitindo que cada corporação saiba quando a outra já foi deslocada para uma ocorrência. Além disso, médicos do Samu e do CBMDF adotarão critérios unificados para avaliar a gravidade dos casos, e a viatura mais próxima e adequada será enviada ao local, reduzindo o tempo de resposta.
O procurador distrital dos Direitos do Cidadão, Eduardo Sabo, afirmou que o Ministério Público acompanhará a implementação das mudanças. Segundo ele, a padronização da linguagem operacional e dos protocolos de atendimento deverá melhorar significativamente a qualidade do serviço prestado à população.
Participaram da reunião o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, o comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, além dos promotores de Justiça de Defesa da Saúde Hiza Carpina e Marcelo Barenco.




