SALA DE IMPRENSA ABBP | Valdir Oliveira Filho: “Só uma intervenção do estado para salvar os pequenos negócios”

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Superintendente do Sebrae no DF, Antônio Valdir Filho, lamenta que os bilhões de reais anunciados pelo governo não irão para os micro empresários

Por Ricardo Callado

Se as águas de um rio não mais abastecem os córregos, a vida ali morre. Assim é a economia. Se os recursos financeiros não chegam nas comunidade, os pequenos negócios morrem. Famílias irão passar fome. Para o superintendente do Sebrae no Distrito Federal, Antônio Valdir Oliveira Filho, é preciso de uma intervenção para salvar os pequenos negócios. “E só quem tem condições de fazer isso é o governo federal. Precisamos colocar dinheiro nas comunidades, em Samambaia, no Sol Nascente”, aponta Valdir.

A economia será a pauta do momento pós-pandemia. É um tema que tem preocupado muito. Brasília, segundo o superintendente do Sebrae, vai sofrer a mais grave crise de sua história. Com sequelas enormes. “E já estamos sentindo isso. O desemprego já está ai. Vamos precisar muita calma, inteligência e saúde. É preciso que se preservem as famílias, as pessoas e depois pensar na economia. Nossos CNPJ estão precisando de respiradores”, alerta.

Antônio Valdir Filho lamenta o que ele classifica como uma “festa do crédito, a “espetacularização dos créditos”, pois esses bilhões de reais anunciados não irão chegar aos pequenos negócios.

E, segundo ele, não se deve culpar os bancos. As instituições financeiras trabalham com risco e limite, cadastro compatível. E as empresas pequenas não possuem cadastro para serem alcançados nessas linhas de crédito. “Se num momento de paz os bancos não consegue atender, imagina no momento de guerra, numa pós-pandemia. A estrutura dos bancos não consegue atender”, afirma.

No Distrito Federal, existem 250 mil pequenas empresas que faturam até R$ 350 mil/ano. Essas empresas não terão acesso a esses créditos. “É uma pena ouvir falar em bilhões anunciados, que os pequenos não terão condições de conseguir ser enquadrados. Isso está sendo cruel. Lamentavelmente a maioria não vai ter acesso”, declara Valdir Filho.

O administrador do Sebrae aponta como saída a criação de um programa de renda mínima emergencial para os pequenos empresários. Valdir explica que trata-se de uma subversão econômica e apenas o governo federal pode fazer isso. Do contrário, a alegria de muitos sonhos acabará na tristeza de mortes de CNPJs.

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