Encontro em três blocos reuniu Leão, Arruda, Caputo, Grass, Belmonte e Cappelli nesta quinta-feira
Da Redação
Candidatos ao Governo do Distrito Federal participaram nesta quinta-feira (10) do quarto debate da campanha de 2026, promovido pelo portal Metrópoles. Estiveram Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).
Celina não havia participado do debate anterior. A assessoria informou que a ausência ocorreu porque, segundo a campanha, ela havia sido alvo de críticas nos encontros anteriores.
O formato teve apresentação de um minuto, perguntas entre candidatos no primeiro bloco, perguntas de jornalistas no segundo e nova rodada entre postulantes no terceiro, com considerações finais. Só no primeiro bloco foram concedidos oito direitos de resposta.
Paula Belmonte questionou Celina sobre contratação de empresa ligada ao marido e à filha da governadora. Celina negou irregularidades e disse que o negócio é privado e não envolve recursos públicos. As duas trocaram acusações sobre contratos, dívidas e processos de familiares e aliados.
Grass perguntou a Arruda sobre a relação de Celina com a gestão de Ibaneis Rocha. Arruda afirmou ver continuidade entre os governos e criticou saúde, educação, transporte, BRB e contratos. Grass associou a candidatura de Celina à atual gestão. Arruda falou em problemas fiscais, corte de gastos e diálogo com o governo federal sobre o BRB.
Celina perguntou a Paula sobre situação financeira e repasses do BRB a entidade ligada à tucana, a AMP. Paula disse que a associação atendeu crianças em vulnerabilidade e negou irregularidades.
Caputo perguntou a Grass sobre corrupção. Grass afirmou que a atual administração não combate o problema e citou investigações e indicadores. Caputo defendeu “choque de honestidade”. Grass apresentou propostas de restaurantes comunitários, creches e habitação.
Cappelli perguntou a Caputo sobre segurança, citando roubos de celular, feminicídios e arrombamentos. Caputo defendeu presença nas ruas, valorização das forças de segurança e câmeras com reconhecimento. Cappelli pediu mais efetivo e reforço das delegacias da mulher.
Arruda perguntou a Cappelli sobre aplicação do orçamento. Cappelli disse que o problema não é falta de dinheiro e citou experiência no Maranhão. Arruda mencionou denúncias envolvendo aliados de Celina.
No segundo bloco, Celina defendeu a internação involuntária como etapa de acolhimento, citou desocupação de áreas, transferência do Centro Pop e avaliação médica. “Não é uma imposição, não é uma higienização social. A junta médica faz uma análise.”
Cappelli foi questionado sobre investigações na passagem pela ABDI. Contestou a pergunta, disse que parte das denúncias teria sido arquivada e criticou a jornalista. Grass falou em valorização policial, integração e inteligência, e em rede de proteção a mulheres.
Paula negou ter dito que servidoras fizeram “teste do sofá”. “Na época, eu fui questionada por uma jornalista quais eram as denúncias se existia teste do sofá. Eu falei ‘olha, se existe teste do sofá, o Ministério Público vai investigar’.”
Caputo, questionado sobre imóveis dados em garantia de empréstimo do BRB quando presidia a OAB-DF, disse que o Conselho Federal aprovou as contas por unanimidade.
Arruda, sobre as condenações que motivaram o indeferimento do registro, afirmou: “O TRE, que disse que as provas contra mim eram nulas, me torna impedido de concorrer com base em condenações baseadas nas provas que ele anulou.” Pediu direito de resposta após pedido conjunto de isonomia ser negado.
No terceiro bloco, a mediação pediu silêncio à plateia. Caputo disse ter protocolado ação no TRE sobre publicidade nas gestões de Celina e Ibaneis. Paula e Cappelli foram criticados pelo uso de celular, proibido pelas regras. Cappelli entregou o aparelho. O Metrópoles emitiu comunicado lamentando ataques de Cappelli a jornalista do veículo.





