Sabatina Correio: Robson Raymundo defende armamento coletivo no DF

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Candidato do PSTU ao GDF propõe fim da Polícia Militar, criação de guarda civil e controle popular das forças de segurança

Da Redação

O candidato do PSTU ao Governo do Distrito Federal, Robson Raymundo, defendeu durante a sabatina do Correio Braziliense, nesta terça-feira (11), uma reformulação da política de segurança pública no DF. Entre as propostas estão o armamento coletivo da população, o fim da Polícia Militar como instituição e a criação de uma guarda civil que uniria PM e Polícia Civil em trabalho de caráter preventivo e educativo.

Segundo o candidato, “a criminalidade é uma consequência das desigualdades sociais e econômicas que o próprio sistema capitalista produz”, e a saída precisa ser construída a partir de uma mudança no comando das forças policiais. “A polícia não pode ser tropa de bater e dar tiro dos governadores”, afirmou.

Para ele, a população e os trabalhadores da segurança pública devem controlar a polícia. Questionado se é favorável ao armamento da população, Raymundo respondeu que sim, mas defendeu um modelo específico.

Para ele, deve existir uma força de segurança pública preventiva, com cursos abertos para qualquer pessoa que queira colaborar com a segurança coletiva, evitando que a responsabilidade de segurança e prevenção da violência fique concentrada em um único grupo. O candidato pontua que, para ele e para seu partido, a solução para a violência é social.

Segundo Raymundo, o modelo proposto pelo PSTU não pressupõe que cada pessoa compre sua própria arma, mas que haja um armamento coletivo vinculado à organização da população em conselhos de segurança pública e autodefesa.

Ele conclui que “hoje, uma segurança pública elitizada, a serviço só dos ricos, sempre será uma força de segurança de repressão, de dar tiro e porrada na classe trabalhadora e nas populações mais pobres”.

 

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