Candidato do PSD ao governo do Distrito Federal participa de sabatina do Correio Braziliense e propõe corte de cargos comissionados para contratar profissionais de saúde
Da Redação
O ex-governador e candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) participa nesta terça-feira (11) da sabatina promovida pelo Correio Braziliense com os postulantes ao Palácio do Buriti. Durante a entrevista, Arruda criticou a atuação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal e defendeu mudanças no modelo de gestão da saúde pública da capital.
O postulante do PSD classificou a estrutura do Iges como “um caso de polícia” e acusou o órgão de se transformar em um loteamento de apadrinhamentos políticos. “O Iges virou um cabide de emprego. Tem mais de 800 funcionários que não têm nenhuma capacitação na área de saúde e estão lá por ser indicados de deputados. O departamento de compras do Iges virou um mercado persa. Falta remédio, as farmácias estão sem remédio para os idosos”, afirma.
Para solucionar o déficit de pessoal e reestruturar o atendimento, Arruda sugere o corte de cargos comissionados na estrutura do Executivo local para financiar a contratação de profissionais de saúde. “Nós precisamos de mais 150 equipes de Saúde da Família e de mil médicos. Basta demitir os 722 cabos eleitorais que estão na Casa Civil e contratar os médicos”, avalia.
O ex-governador promete ainda a construção de novos hospitais no Recanto das Emas, São Sebastião, Sol Nascente, além do Hospital do Câncer e de um centro de altas especialidades na região do Centrad. Questionado sobre a postura no debate político e o embate com a atual gestão do GDF, Arruda criticou os indicadores de segurança pública, saúde e educação do Distrito Federal, comparando a situação local com a de Estados vizinhos.




