Luciane Barbosa Farias, esposa de um chefe do Comando Vermelho, foi recebida por assessores do ministro da Justiça Flávio Dino. Ela também participou de reuniões no Ministério de Direitos Humanos

Assessores do ministro da Justiça, Flávio Dino, receberam Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “dama do tráfico amazonense” e esposa de um dos chefes do Comando Vermelho, em mais de uma ocasião, sem conhecimento de sua suposta ligação com a organização criminosa. A presença de Luciane nas audiências levanta questionamentos sobre os procedimentos de segurança e inteligência adotados pelo ministério.
Luciane também foi recebida para reuniões no Ministério de Direitos Humanos.
Em nota, o Ministério da Justiça informou que as audiências foram solicitadas por uma associação de advogados, e que era “impossível” para o setor de inteligência detectar a presença de Luciane, que compareceu como parte de uma comitiva. Os registros do Ministério não listam o nome de Luciane, indicando que a detecção de sua presença como membro do Comando Vermelho não foi possível nas circunstâncias dadas.
Luciane, casada com o traficante apelidado de “Tio Patinhas” e condenada por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico, preside uma ONG que supostamente defende os direitos dos presos. No entanto, a Polícia Civil do Amazonas alega que essa ONG é uma fachada usada pelo Comando Vermelho para fins ilícitos.
Além das audiências no Ministério da Justiça, Luciane também foi recebida por figuras políticas como o deputado de extrema-esquerda Guilherme Boulos, conforme postagens em redes sociais da ONG Associação Instituto Liberdade do Amazonas (ILA).
O porquê desses fatos ainda precisam ser explicados.




