Opinião: Sindicato afronta a justiça e greve entra na segunda semana

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No domingo (7), o TJDFT determinou que os professores da rede pública retornem ao trabalho. PGDF classificou greve como ilegal, com condutas radicais e abuso do direito

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) determinou, no domingo (7), que os professores da rede pública retornassem ao trabalho. Segundo decisão do desembargador Roberto Freitas Filho, a categoria deve pagar multa de R$ 300 mil por dia de descumprimento da decisão, além do corte de ponto dos professores que aderirem à greve.

O sindicato da categoria preferiu afrontar a decisão judicial, e vai arrastar a greve para a sua segunda semana.

Na decisão, o desembargador afirmou que “a educação pública serve, primordialmente, à população mais necessitada, social e economicamente” e que “mães contam com o horário de permanência de seus filhos em escolas e creches para que possam trabalhar durante o dia”.

Nesta quarta (10), houve uma nova reunião entre o sindicato e o GDF. A categoria preferiu estender a paralisação. Nova reunião ficou marcada para a quarta (17).

A educação é um fator primordial para o desenvolvimento. É por meio dela que as pessoas adquirem conhecimento e se capacitam para enfrentar os desafios do mundo. Por isso, a atuação dos professores é fundamental.

No entanto, greve ilegal de professores ao invés de contribuir para o avanço da educação, apenas prejudicam a população. É importante destacar que uma greve ilegal não é apenas uma ação que vai contra a lei, mas também apresenta consequências graves para a sociedade em geral.

Primeiramente, ao aderir a uma greve ilegal, os professores estão desrespeitando o direito dos alunos à educação. Muitas vezes, esses alunos não têm acesso a outras fontes de conhecimento ou aulas particulares e, portanto, acabam ficando sem a oportunidade de estudar e se desenvolver.

Como os alunos ficam sem aulas, muitos pais são obrigados a faltar ao trabalho para ficar com seus filhos em casa ou arcar com custos extras.

Greves ilegais dos professores acabam gerando uma sensação de desrespeito à lei e ao Estado. Isso pode desencadear na sociedade uma sensação de que é aceitável descumprir as leis e negligenciar o bem-estar coletivo. Esse tipo de comportamento pode levar a um enfraquecimento estrutural.

É fundamental que os professores ajam dentro dos limites da lei e busquem outras formas de expressarem suas reivindicações de forma a não prejudicar a população. A educação é um bem público que deve ser protegido e valorizado por todos. A responsabilidade de zelar por ela é de todos nós!

Ricardo Callado, editor-chefe do Portal do Callado, jornalista há 36 anos, cientista político e escritor

(E-mail: ricardocallado@gmail.com)

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