Retomada do crescimento, geração de empregos, muitas obras e a reeleição do governador Ibaneis estão nas previsões para o próximo ano
POR RICARDO CALLADO
O cenário que se avizinha é de boas notícias para o brasiliense. Depois de quase dois anos de enfrentamento da pandemia, o Distrito Federal deve iniciar 2022 com a economia mais sólida do que entrou. Fruto de parceria entre o governo e o setor produtivo, que deram as mãos na reconstrução econômica de Brasília.
Ações positivas e voltadas para o cidadão deram o norte para o retorno da normalidade. O DF também foi um exemplo no esquema vacinal da população. Quem diz o contrário, não quer enxergar a realidade. Ou quer enganar trouxa visando às eleições de 2022.
Nada foi fácil. Foram momentos bem complicados. A economia de Brasília só sofreu tanto assim nos governos do petista Agnelo Queiroz e do socialista Rodrigo Rollemberg. Dois ex-governadores que conseguiram destruir o DF, mesmo sem enfrentar uma pandemia.
São governos a serem esquecidos. Ou, para outros analistas políticos, a não se repetirem. Para o bem da sociedade brasiliense.
O momento é de união e de consolidar a democracia local. Retomar a vida.
Governos e seus aliados que promoviam ataques antidemocráticos, o caos social e econômico são coisas do passado. Brasília não merece mais escândalos de governos passados.
Não merece mais obras superfaturadas, como o Mané Garrincha, ou ver seus ex-governadores serem presos por roubar dinheiro público. E o que é pior: depois serem soltos.
Mesmo com a oposição ainda insistindo no discurso ralho da velha e mofada política, voltada apenas para ganho eleitorais e politiqueiros, Brasília respira.
Mesmo em tempos de pandemia, a falta de empatia dos candidatos de oposição lançados ao Palácio do Buriti, foi o destaque negativo de 2021.
Oposição por oposição todo mundo sabe fazer, até os novatos da Câmara Legislativa. Não é algo complicado. Mas castigar a verdade como vem sendo feito, só com as velhas raposas da esquerda por trás, manipulando os jovens políticos e formadores de opinião.
2022 será um ano de retomada. A previsão das autoridades econômicas é de geração de milhares de empregos. As obras que não pararam, mesmo com a pandemia, serão também um grande reforço para a economia do Distrito Federal. Além do ganho social para a população.
O bate-cabeça para chegar a uma chapa de consenso, ou pelo menos competitiva em 2022, é uma engrenagem que não consegue se azeitar. São muitos candidatos para disputar a reeleição de Ibaneis Rocha (MDB).
No campo da esquerda, 0 senador tucano Izalci Lucas (PSDB) é talvez o único que não tenha o que perder, já que tem mais 5 anos no Senado Federal.
Mesmo assim, é de dar dó vê-lo tendo que carregar nas costas o pré-candidato a Presidência, João Dória (PSDB). O homem é muito pesado e vai acabar tirando os votos de Izalci. O que fazer nesse caso? Nada. Apenas esperar que o senador brasiliense tenha melhor sorte em 2026.
Outro candidato ao Buriti de esquerda é o senador José Reguffe (Podemos). Caso venha mesmo a disputar o GDF, será o reencontro dele com a população do Distrito Federal.
De campeão de votos, Reguffe passou oito anos de costas para o Distrito Federal, talvez envergonhado por ter ajudado a eleger Agnelo e Rollemberg. E, ainda, assim como Izalci, terá um peso nas costas. Reguffe terá que andar abraçado no DF com o ex-juiz Sérgio Moro.
Será um calvário e tanto. Melhor apenas observar, e de longe, pois as previsões políticas é que se trata de um grande engodo. Se for esperto com um bom carioca que é, Reguffe disputa o Senado ou a Câmara.
A extrema esquerda brasiliense está mais preocupada em criar federações e tentar sobreviver às eleições parlamentares. PT, PSB, PDT, PSOL, Rede e outras legendas menores não possuem candidatos competitivos.
O PT a cada eleição envelhece mais e poda o surgimento de novas lideranças. A bancada atual na Câmara Legislativa é a mais idosa de todas as legislaturas. Assim também na Câmara dos Deputados, onde quem está lá quer se perpetuar no poder.
No PT, jovens lideranças só servem para eleger os velhos caciques do partido, em listas de candidatos escolhidos para beneficiar alguns poucos.
Em outros partidos, como a Rede, até surgem novas lideranças. Mas, infladas a passos maiores do que as pernas. E o pior, orientadas por velhas raposas da extrema esquerda.
O crime cometido por esses jovens políticos foram vencer a eleição. Os velhos políticos armam para tirar seus mandatos e, posteriormente, ocupá-los. O inimigo mora dentro de casa. Na política, a inexperiência as vezes custa muito caro. O golpe está ai, só não vê quem não quer.
A turma do presidente Bolsonaro é incógnita para as eleições no DF. É também um saco de gato. Uma mistura ideológica que vai desde Flávia Arruda (esposa do ex-governador Arruda), passando por Bia Kicis até os Belmonte.
O último caso pode até fechar com Sérgio Moro, já que Paula Belmonte e Reguffe são muito próximos. Flávia deve marchar com Ibaneis e Kicis continua carreira solo como discipula de Bolsonaro. O resto junta os cacos.
Nessa receita de bolo, o cenário mais favorável é a reeleição do governador Ibaneis Rocha. Tudo conspira a seu favor, desde a retomada da economia, as grandes obras e a assistência social que virou prioridade em seu governo. E até uma neutralidade ao presidente Bolsonaro pode ajudar.
E se a extrema esquerda, com Lula e tudo, vier para cima, Ibaneis tende a ser favorecido pela alta rejeição do petista no Distrito Federal.
Ibaneis afirma que só fala de campanha eleitoral a partir de março. Recentemente, numa rede social, apenas afirmou: “A população pode contar comigo para mais trabalho em 2022. Já fizemos e vamos fazer muito mais”.
Que em 2022 possamos viver mais momentos de reflexão, comunhão e renovação das esperanças para um ano ainda mais próspero. E que a política mais ajude, do que atrapalhe a vida da população brasiliense.




