Nesta terça-feira cerca de 150 mil servidores pertencentes a 32 categorias receberam a 3ª parcela do reajuste salarial devida a eles desde 2013 e que foi negado pelo governo anterior

POR RICARDO CALLADO
Hoje é um dia histórico para o servidor público do Distrito Federal. Depois de uma espera de sete anos, o pagamento da terceira parcela do reajuste dos servidores foi feito nesta terça-feira (3). São cerca de 150 mil servidores beneficiados com a medida. O governador Ibaneis Rocha (MDB) cumpre, assim, mais uma promessa de sua campanha.
A medida é uma valorização aos servidores que esperam há anos por esse direito, e uma forma de injetar mais recursos na economia local. Ibaneis assumiu o compromisso com o funcionalismo e cumpriu. Bem diferente do governo anterior, do socialista Rodrigo Rollemberg (PSB), que chegou a entrar na justiça para não pagar o direito em lei dos servidores públicos.
Rollemberg tripudiou e massacrou os servidores. Foram quatro anos de enrolação e de mentiras afirmando que não tinha dinheiro em caixa. Ele chegou várias vezes a ser desmentido pela oposição. O ex-governador, ainda durante a campanha, classificou a proposta como demagógica.
O reajuste dado por Ibaneis é a notícia mais importante em anos para o servidor do DF, que restabeleceu o direito ao consolidar o pagamento nesta terça-feira. Foi um baita gesto de Ibaneis na valorização dos servidores.
Após assumir o governo, Rollemberg manteve o achatamento salarial do servidor público. Sindicatos reagiram com greves e manifestações. Em represália, ele chegou a ameaçar os servidores com corte do ponto de quem aderisse a greves. O seu secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, chegou a dizer: “Não presta serviço, não tem direito de receber”. Foi o período mais humilhante para o servidor público do DF.
O discurso de que não tinha dinheiro nos cofres do GDF ruiu. Tinha sim, o que faltou foi vontade político de Rollemberg. Números oficiais do ser governo apontaram melhora significativa nas contas públicas. A arrecadação registrou sucessivas altas e, matematicamente, as cifras apresentadas pelo próprio governo já eram suficientes para aplicar, imediatamente, a terceira parcela do reajuste salarial que, por lei, deveria ter sido incorporada aos contracheques em 2015.
Na avaliação de diversos sindicatos – que representam as 32 categorias locais –, com dinheiro em caixa, o que faltou à administração da época foi vontade política de cumprir a legislação.
Somente no primeiro quadrimestre de 2018, a receita foi de R$ 5,1 bilhões, contra R$ 4,7 bilhões do ano anterior – um crescimento de 7,56%. Com o equilíbrio orçamentário, a alta na arrecadação e a situação previdenciária supostamente resolvida, sindicatos cobravam do GDF o pagamento do reajuste aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ainda em 2013.
A conta para fundamentar esse raciocínio é baseada no anúncio do próprio GDF ao encaminhar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2019 à CLDF. Por essas e outras é que Rollemberg é considerado um dos piores governador que o Distrito Federal já teve.
O compromisso do governador Ibaneis Rocha foi possível graças ao reajuste das finanças públicas e ao ambiente fiscal favorável a investimentos criado ao longo dos últimos três anos.
Com uma série de medidas de incentivo ao desenvolvimento econômico, desde o início de 2019, com o fortalecimento do ambiente fiscal, a preocupação com a qualidade do gasto público e a atração de investimentos para o Distrito Federal, o GDF conseguiu aumentar a arrecadação e cumprir seus compromissos sem qualquer aumento tributário.
Depois de anos de sofrimento provocado pelo governo anterior, o servidor público do DF conseguiu uma grande vitória.




