Mês do Folclore busca valorizar a importância da tradição cultural para as crianças

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Considerado Patrimônio Cultural Imaterial, o tema está inserido até mesmo na grade curricular do Ensino Infantil para auxiliar no desenvolvimento de habilidades orais, sociais, motoras e cognitivas

Os personagens Saci-pererê, Boto Cor-de-rosa, Curupira e Mula sem Cabeça fazem parte da infância do brasileiro. Os termos representam apenas uma singela parte do que é o folclore da nossa região, visto que, na prática, essas tradições populares são muito mais amplas do que parecem. Considerado até mesmo um Patrimônio Cultural Imaterial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o folclore ganhou o mês de agosto para celebrar a sua existência, mostrando a importância social por trás dessa herança nacional.

De acordo com Camilla Sampaio, supervisora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Seriös, abordar o tema com as crianças ajuda no desenvolvimento infantil por trabalhar com histórias, brincadeiras, cantigas e parlendas. Com essas atividades, é possível melhorar as habilidades orais, sociais, motoras e cognitivas dos estudantes e, por isso, as instituições de ensino valorizam tanto a sua permanência na grade curricular dos pequenos.

“Músicas e brincadeiras desenvolvem, por exemplo, a oralidade, o ritmo e a coordenação motora. Já as lendas possibilitam que as crianças aprendam mais sobre si, sobre o outro e também sobre a lidar com medos e inseguranças, pois há uma mescla do mundo real e imaginário capaz de aguçar a mente e os sentimentos”, exemplifica a profissional.

Além do crescimento do aluno, a cultura popular é fundamental para que os pais e os profissionais de ensino possam contar a história do Brasil de uma forma mais leve e descontraída. Além deste benefício, as crianças também conseguem entender como funciona a fauna, flora, culinária local, costumes, língua materna e, inclusive, a contribuição de outras culturas, como indígena e africana, para a formação brasileira.

Camilla informa que, para trazer o assunto à tona na Educação Infantil, é necessário apresentar os elementos culturais próximos da realidade da criança, assim como a origem e a história do que está por trás de determinado personagem e/ou alimento para poder aproximá-la do assunto. “Apresentar lendas, parlendas e músicas, sem contextualizações, não fazem sentido”, complementa.

Para incentivar o trabalho do folclore com as crianças, a pedagoga informa três maneiras distintas de instigá-las a conhecer este mundo. Confira:

  1. Trabalhe com o ritmo, musicalização e oralidade

“Cantar, dançar e proporcionar brincadeiras com cantigas de roda, como Ciranda, Cirandinha, ajudam no ritmo, oralidade, socialização e expressão corporal com crianças de dois e três anos”, conta.

  1. Promova a iniciação à leitura

A profissional explica que as parlendas são grandes aliadas do processo de alfabetização. “O texto e a leitura junto aos pequenos faz com que seja possível explorar a memorização, leitura incidental e, até mesmo, rimas”.

  1. Explore temas que abordem a preservação da natureza

“Recontar lendas do Boitatá e Curupira para abordar a preservação e da fauna são interessantes para plantar essa sementinha da preservação ambiental”, explica.

Camilla também informa que apresentar os animais da natureza, assim como explorar as atitudes positivas para cuidar do meio ambiente, são ótimas táticas para que haja o desenvolvimento infantil.

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