Mais de R$ 410 milhões em bens ligados ao crime organizado no DF foram bloqueados este ano

Mais em

Valor supera em mais de 120% o total bloqueado no mesmo período do ano anterior

Brasília, 14 de outubro de 2025 — A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), bloqueou mais de R$ 410 milhões em bens e valores vinculados a organizações criminosas até outubro deste ano. O montante inclui imóveis, veículos, dinheiro em espécie e ativos bancários, resultado de operações integradas de combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e à atuação de facções criminosas no Distrito Federal.

O valor representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando o total bloqueado foi de R$ 183,6 milhões. Segundo a PCDF, o avanço é fruto do reforço nas ações de inteligência financeira e da cooperação entre instituições, como a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a Receita Federal e outros órgãos de controle e fiscalização.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou o impacto das ações conjuntas. “O enfrentamento ao crime organizado é prioridade da nossa gestão e requer inteligência, integração e persistência. O trabalho da PCDF, aliado ao esforço das forças de segurança e órgãos de controle, reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma segurança pública mais eficiente e transparente”, afirmou.

De acordo com o diretor do Decor, Leonardo Cardoso, as operações têm como foco desarticular financeiramente as estruturas que sustentam atividades ilegais. “Nosso objetivo é atingir o núcleo econômico dos grupos criminosos. Cada bem bloqueado representa um passo concreto no desmonte dessas organizações e na recuperação de recursos que pertencem à sociedade”, explicou.

Ao longo de 2025, o Decor deflagrou 16 operações policiais voltadas ao combate de lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de drogas, que resultaram no sequestro de 101 imóveis, 317 veículos e R$ 31,4 milhões em espécie ou bloqueados em contas bancárias. Parte dos valores poderá ser revertida, futuramente, para políticas públicas, mediante decisão judicial definitiva.

Essas ações são realizadas com autorização judicial e apoio de instituições como o Poder Judiciário, o MPDFT, a Receita do DF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e outros parceiros. A integração tem garantido maior agilidade na análise de dados e na adoção de medidas cautelares, com base em relatórios de inteligência compartilhados.

Para o diretor-geral da PCDF, José Werick, o trabalho conjunto tem sido determinante para os avanços alcançados. “A união entre os órgãos de segurança e controle tem se mostrado essencial para atingir resultados expressivos. Essa atuação coordenada amplia a capacidade de investigação e reduz a impunidade em crimes de alto impacto financeiro”, destacou.

spot_img
spot_img

Últimas Notícias

spot_img