Evento reuniu mais de 300 participantes e bateu recorde de público e proposições
Brasília, 14 de outubro de 2025 — Com recorde de público e engajamento, a IX Conferência Distrital dos Direitos Humanos encerrou suas atividades com 21 propostas aprovadas que serão encaminhadas à XIII Conferência Nacional de Direitos Humanos, prevista para dezembro. O evento, realizado nos dias 2 e 3 de outubro na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), reuniu mais de 300 participantes e reafirmou o compromisso do Distrito Federal com o fortalecimento da democracia participativa e a promoção da cidadania.
Promovida pelo Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH), vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), a conferência tem como objetivo debater e propor políticas públicas voltadas à proteção e ao fortalecimento dos direitos humanos, por meio da escuta ativa e da participação direta da sociedade civil.
Entre as propostas aprovadas, destacam-se a criação de museus municipais sobre o período da ditadura civil-militar, o estabelecimento de limites éticos para o uso das redes sociais com foco no combate à desinformação, o equilíbrio de gênero nas decisões públicas e a criação de um Comitê Econômico Popular com poder deliberativo sobre políticas fiscais.
A diversidade foi um dos principais marcos desta edição, que contou com ampla representatividade de pessoas negras, indígenas, idosas, LGBTQIAPN+, ciganas e com deficiência, refletindo a pluralidade de vozes e realidades presentes nas discussões.
Para o psicólogo Igor Passos, de 29 anos, que atua com pessoas em situação de vulnerabilidade social, o evento proporcionou um espaço de escuta e construção coletiva. “Além de ouvirmos sobre diversas questões de vulnerabilidade, tivemos a oportunidade de discutir abertamente e construir soluções em conjunto com os participantes”, afirmou.
Durante os debates, também foram eleitos os delegados que representarão o Distrito Federal na conferência nacional: 27 titulares e nove suplentes, sendo cinco representantes do poder público e os demais da sociedade civil.
A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ressaltou o papel da conferência como ferramenta essencial de fortalecimento democrático. “O diálogo aberto entre diferentes setores da sociedade amplia a compreensão dos desafios enfrentados e impulsiona a construção coletiva de soluções efetivas e transformadoras”, destacou.
Na abertura do evento, o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (SUBDHIR), Juvenal Araújo, reforçou a relevância da participação social para o aprimoramento das políticas públicas. “O diálogo e o controle social são pilares fundamentais para consolidar os direitos humanos e promover uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.






