Entrevista Wellington Luiz: “Sofremos de orfandade governamental”

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Vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), em entrevista ao grupo Olhos de Águia e ao site EG News, faz um balanço dos trabalhos da CLDF e afirma que a população precisa ser ouvida e as reclamações da sociedade estão ecoando no Legislativo. Sobre a sua posição, o emedebista destacou que não faz oposição ao governo e sim adota posição de defesa do interesse de população. “

Quando o governo acerta e encaminha propostas que auxiliem ou melhorem a condição de vida dos moradores do Distrito Federal, é lógico que serei o primeiro a tomar a defesa de tais projetos. O que ocorreu nesse governo foi uma série de desmandos e descaso com o eleitor e contribuinte que apenas pede respeito e cuidado com nossa cidade. Entendo que fui eleito para atuar em prol do povo,  e, nesses casos jamais, estaria do lado do governo e adoto posição do que é correto do ponto de vista do bom legislador –  não sou oposição por oposição”.

 

EG News: Deputado Wellington Luiz, o senhor pode fazer um balanço desses dois mandatos na Câmara Legislativa?

WL : O extrato que fazemos desses dois mandados é que trabalhamos para o povo de Brasília no sentido não só de se fazer e votar leis mas, acima de tudo, fiscalizar o executivo para que seus desmandos não se tornem a principal ferramenta de governo. Temos uma população que precisa ser ouvida e suas reclamações necessitam ecoar na CLDF por meio de nosso mandato.

Como é possível legislar sendo oposição ao Governo?

Tenho dito que não faço oposição ao governo e sim adoto posição de defesa do interesse de nossa população. Quando o governo acerta e encaminha propostas que auxiliem ou melhorem a condição de vida dos moradores do Distrito Federal, é lógico que serei o primeiro a tomar a defesa de tais projetos. O que ocorreu nesse governo foi uma série de desmandos e descaso com o eleitor e contribuinte que apenas pede respeito e cuidado com nossa cidade. Entendo que fui eleito para atuar em prol do povo,  e, nesses casos jamais, estaria do lado do governo e adoto posição do que é correto do ponto de vista do bom legislador –  não sou oposição por oposição

 

Além de deputado distrital é também policial civil, sua classe está fechada com o senhor caso venha a tentar a reeleição?

Trabalho muito em prol da categoria a qual pertenço e ainda onde tenho minha maior referência enquanto sindicalista e policial. Seria usar de exagero dizer que qualquer categoria fecharia em torno de algum parlamentar. Mas, por nossa história e ampla defesa de todas as carreiras que participam da estrutura PCDF,  espero poder contar com o apoio de meus colegas nas próximas eleições.

 

Existe alguma desavença entre o senhor e o presidente do MDB-DF, Tadeu Filippelli?

Jamais existiu qualquer desavença ou menor choque de ordem pessoal entre nós. Tenho por nosso ex-vice-governador e presidente do MDB-DF o maior respeito e profunda admiração política. Choque de idéias não significam desavenças. Fazem parte do universo político e das discussões republicanas que norteiam as decisões de partido, quando de encaminhamentos que podem não ser consenso.

A mídia fala em seu nome para ser o pré-candidato a vice-governador na chapa do pré-candidato ao Governo Jofran Frejat (PR), o que o senhor fala sobre isso?

Temos muita segurança na opinião popular e na maioria  das vezes é preciso ter serenidade para saber filtrar o que dizem a nosso respeito. Se nosso nome chega a essa posição, certo que não vamos desmerecer quem pensou tal possibilidade. De nossa parte, vamos deixar que tudo se resolva nas instâncias que podem dar corpo e quem sabe concretizar essa ideia. Tenho compromisso com meus eleitores e com o cargo para o qual fui eleito, além de esperar dos dirigentes de nosso partido que decidam o que for melhor para a política do Distrito Federal, no tocante ao meu próximo passo nas eleições de outubro.

 

Em sua opinião o que precisa ser feito para Brasília voltar a andar nos trilhos?

Antes de tudo é devolver Brasília aos braços de um governo que possua apoio popular, e que respeito nossa população. Sofremos de orfandade governamental. Não nos sentimos representados com o governo que aí está. A cidade está abandonada. Os servidores públicos sofrem com o descaso e perda de poder aquisitivo além de achatamento de seus salários. O setor produtivo está engessado. Perdemos qualidade de vida. A violência só aumenta. Há muito o que fazer para que Brasília volte aos trilhos. Infelizmente, nesse governo Brasília se deteriorou. Temos que restaura-la.

Atualmente a população do DF reclama da saúde, do transporte e da segurança, em sua opinião de quem é a culpa? Do Governo Federal ou Distrital?

Jamais isentaríamos o governo Rollemberg pelo sucateamento dos serviços públicos essenciais que deveriam estar ao alcance de nossa população. Por todo lado que se vá no DF, falta segurança, escolas sucateadas e professores desrespeitados, hospitais caindo aos pedaços e sem mínimos materiais para uso em ambulatórios ou emergências médicas. Isso chega a ser criminoso e o culpado por tudo isso, sem dúvida, é o governador.

 

Como é seu relacionamento com o atual governador Rodrigo Rollemberg?

Meu relacionamento é antes de tudo protocolar. Não confundo o indivíduo com seu cargo. Faço oposição ao governo no que é devido, sem desejar nulidade ao cidadão Rodrigo Rollemberg.

 

Como o senhor avalia a atual gestão do Governo Rollemberg?

Respondo com uma pergunta: Que gestão? Não houve gestão. Ocorreu até aqui uma série de erros e desajustes que sequer merecem ser citados. Não sou eu quem avalia. São institutos de pesquisas muito sérios. Hoje, o governo Rollemberg conta com a pior reprovação da história do executivo local com 72% da população dizendo “não” ao seu governo. Isso basta. O povo não suporta mais.

 

 

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