Por Celson Bianchi, do Alô Brasília
Celson Bianchi – Deputado Ricardo Vale, o PT está passando por uma crise nas direções da legenda atualmente. Como seria o processo de renovação das direções e quais os próximos desafios para o partido?
Ricardo Vale – Avalio que é preciso acabar com o PED (Processo de Eleições Diretas), pois esse método de eleição já está viciado, não representa os anseios de uma militância que quer debater, trocar ideias, não só chegar lá e votar em alguém que ela nem conhece. A minha linha, que é uma linha unitária de um grupo dentro do PT, é que o partido chame um congresso, para esse ano ainda, e de lá saia as novas direções do Partido dos Trabalhadores.
Unificar o partido, fazer autocrítica dos erros, pensar os próximos anos do desenvolvimento social e econômico no Brasil e convencer a sociedade de que o PT ainda é um partido ideologicamente de esquerda, ligado aos movimentos sociais e mais frágeis socialmente. O PT não pode ser sinônimo de corrupção. Acho que esses são os principais desafios e para que eles possam se tornar reais, só uma outra direção, sem os vícios antigos, para dar conta.
Como está a situação do PT no Distrito Federal?
A situação do partido em todo Brasil é muito ruim, vide o que aconteceu com o PT nessas últimas eleições. No DF não existe uma situação de crise específica, aqui se reproduz a crise do partido no geral. Existem disputas, existem aqueles que desejam mudar e aqueles que querem deixar como está. Vamos ver como ficará!
E a Bancada do PT na Câmara Legislativa?
Recentemente nossa bancada teve um abalo que foi amplamente noticiado nos jornais. No dia 12 de outubro o deputado Wasny de Roure anunciou que estava deixando a liderança da bancada. Foi uma decisão precipitada, em minha opinião, mas ele estava magoado com alguns episódios pontuais e acabou externando um desejo pessoal. Na quinta-feira (20/10) nos reunimos e pedimos para que o deputado revisse essa decisão e voltasse a liderar a bancada do PT na CLDF. Wasny topou e continua na liderança até fevereiro de 2017, quando faremos o rodízio de posição entre os deputados novamente.



