Entrevista | Três perguntas para o deputado e presidente do PSDB-DF, Izalci Lucas

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Por Celson Bianchi, do Alô Brasília

O senhor assumiu a presidência do PSDB depois de uma disputa acirrada com o deputado Raimundo Ribeiro, que culminou na saída dele do partido. O PSDB hoje está unido para pleitear uma campanha majoritária?

Izalci Lucas – Recebemos do presidente nacional do PSDB a  incumbência de reestruturar o partido no DF e estamos nos dedicando a essa missão há um ano. Temos procurado levar o PSDB para todas as cidades do DF, mas não focando apenas a política. Estamos indo em busca de informações sobre as reais necessidades e anseios de cada localidade do Distrito Federal. A ideia é pensar o Distrito Federal para os próximos 50 anos. O PSDB chegará em 2018 com propostas concretas para resgatar o DF do abandono e da inoperância  que castigou a cidade nos dois últimos governos.  Chegaremos em 2018 com esta proposta para dar sustentação local à candidatura do PSDB à presidência da República. Ou seja, o PSDB do DF terá um palanque aqui para reforçar a candidatura nacional.
A imprensa noticiou recentemente um jantar na sua casa, reunindo Fraga, Filippelli e Paulo Octavio, com alguns assessores. O senhor acredita na união destas lideranças cujos interesses são iguais?
Temos procurado juntar todas as lideranças políticas que querem recolocar o DF no rumo do desenvolvimento. São pessoas que têm história de trabalho por Brasília, e queremos aumentar cada vez mais esse grupo. Todos aqueles que quiserem discutir um novo rumo para Brasília serão bem-vindos. Chega de aventuras no Palácio do Buriti. As duas últimas experiências foram traumáticas, com candidatos vendendo ilusões e depois entregando pesadelos.
Onde estas lideranças erraram nas eleições de 2010 e 2014, que elegeram Agnelo e Rollemberg, que foram tão bons de votos, mas cujos governos são tão mal avaliados?
Cada eleição é uma história. Mas não há dúvidas de que a falta de uma articulação de longo prazo, acabou por dividir forças que historicamente sempre estiveram juntas. Não diria que os últimos dois governadores que se elegeram no DF eram bons de votos. Eram bons de papo e muito ruins de trabalho. As pesquisas e a realidade de sofrimento do nosso povo confirmam o que eu estou falando.


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