# A cúpula da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora e ex-presidenciável Marina Silva, está reunida neste fim de semana, em Brasília, discutindo a conjuntura política e econômica do País.
# A sigla reafirmou a posição contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e de apoio à ação de cassação do mandato da presidente e do vice Michel Temer, via Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
# “Estamos dando toda a força às investigações, mas a melhor forma de dar encaminhamento é o processo no TSE. Dilma e Temer são faces da mesma moeda”, disse Marina ao Broadcast Político.
# Apesar de não declarar apoio ao impeachment, Marina tem mantido um tom bastante crítico em relação à Dilma.
# No início do mês, ela declarou que a presidente não tinha mais a liderança política para liderar o País nem maioria no Congresso.
# O foco da reunião da Rede de sábado – que contou com as presenças do líder da bancada na Câmara, deputado Alessandro Molon (RJ), e do senador Randolfe Rodrigues (AP) – foi a condução da política econômica do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e as medidas de ajuste fiscal que foram patrocinadas pelo governo petista.
# O partido de Marina reiterou que não apoiará o retorno da CPMF.
# “Não se pode reduzir a carga tributária e não há condição de aumentar a carga”, declarou Randolfe.
# Os dirigentes da Rede avaliam que os primeiros movimentos da atual equipe econômica demonstram contradição no discurso do governo.
# Os “marineiros” criticam a posição de Barbosa, que “ora acena com o ajuste fiscal para o mercado, ora para a base social”.
# “Está havendo pouca clareza, sinais contraditórios do novo ministro em relação à política econômica”, criticou Bazileu Margarido, porta-voz do partido.
# “O governo está bipolar em relação à política econômica”, concordou Randolfe.
# Os dirigentes do partido voltam a se reunir neste domingo, dia 17, e, após o encontro, deverão conversar com a imprensa sobre o que foi debatido ao longo do fim de semana.







