Relatório da CPI na Câmara Legislativa propõe o indiciamento de figuras como o general Gonçalves Dias e outros, relacionados aos ataques aos três poderes em Brasília

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) propõe o indiciamento de mais de 130 pessoas, com a decisão final sobre sua aprovação prevista para esta quarta-feira (29). Entre os nomes sugeridos para indiciamento está o do general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que renunciou após a divulgação de um vídeo que o mostrava no Palácio do Planalto durante a invasão às sedes dos três poderes, em Brasília.
Outros nomes incluídos no relatório são Fernando Souza de Oliveira, ex-secretário interino de Segurança Pública do DF, Cíntia Queiroz de Castro, coronel da PM e subsecretária de Operações Integradas da SSP, e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, coronel ex-comandante do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF.
O relatório da CPI, elaborado pelo deputado Hermeto, não pede o indiciamento de Anderson Torres, ex-secretário e ex-ministro da Justiça, nem de colegas militares presos por suspeita de omissão nos ataques. Hermeto justificou a decisão ao afirmar que Torres estava fora do país no momento dos ataques e que Fernando Oliveira tinha plenos poderes para agir.
Além dos nomes mencionados, o documento lista mais de 130 pessoas acusadas de financiar os atos antidemocráticos, incluindo Ana Priscila Silva de Azevedo e José Acácio Serere Xavante.
A CPI dos Atos Antidemocráticos tem como objetivo investigar as circunstâncias e responsabilidades relacionadas aos ataques de 8 de janeiro contra as sedes dos três poderes em Brasília. O relatório, se aprovado, poderá levar a ações legais significativas contra os indivíduos envolvidos nesses eventos.




