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Eleição de conselho e diretores mobiliza educação do DF nesta quarta

Processo democrático traça os caminhos do ensino na capital para os próximos anos; são aceitos votos de estudantes, pais, responsáveis, professores e servidores da escola

Esta quarta-feira (25) é dia de escolher os próximos diretores, vice-diretores e conselheiros escolares da rede pública de ensino do Distrito Federal. São eles que formam o Conselho Escolar, responsável por zelar pela qualidade da educação e monitorar a aplicação dos recursos.

Além disso, eles participam ativamente na formulação do projeto político-pedagógico e na implementação em sala de aula. Por isso, é essencial que a comunidade escolar participe do processo democrático e ajude a definir a gestão das unidades nos próximos quatro anos.

“Comparecer à eleição é uma forma de participação ativa da comunidade escolar na tomada de decisões, promovendo a transparência e a gestão responsável no ensino público”, enfatiza a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. “Não perca esta oportunidade. Vote e exerça o seu direito de escolha das pessoas que, para você, melhor cuidarão da sua escola e atuarão para a melhoria da educação no DF.”

A votação será realizada em 702 unidades de ensino, das 7h30 às 21h, ininterruptamente, na própria escola na qual o estudante está matriculado e os servidores estão lotados. O horário vale tanto para as escolas urbanas quanto para as rurais. Será computado apenas um voto por família, ou seja, apenas o pai ou a mãe ou o responsável pode votar. É necessário levar um documento de identidade oficial com foto e o Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Neste ano, foram homologadas 4.488 candidaturas ao conselho escolar e 797 chapas inscritas para os cargos de diretor e vice-diretor

Neste ano, foram homologadas 4.488 candidaturas ao conselho escolar e 797 chapas inscritas para os cargos de diretor e vice-diretor. O mandato dos eleitos tem duração de quatro anos, sendo que eles tomam posse em 2 de janeiro de 2024 e permanecem até 31 de dezembro de 2027. As escolas que, por qualquer motivo, não tiverem chapas ou candidatos interessados, terão novas eleições em até 180 dias a contar da data de votação.

O Conselho Escolar deve ser composto por, no mínimo, cinco e, no máximo, 21 conselheiros, conforme quantidade de estudantes da unidade escolar. Para instituições com até 500 alunos, a formação mínima é de cinco pessoas, incluindo o diretor. Aquelas que têm entre 1.001 e 2.000 estudantes precisam eleger, pelo menos, 13 membros. Se houver entre 2.001 e 3.000 discentes na unidade, a composição deve ser de 17 membros e, se estiverem matriculados mais de 3.000 estudantes, o conselho precisa ter 21 membros.

Resultado

Neste ano, a votação será realizada com urnas de lona, emprestadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que também disponibilizou cabines de votação, e do Sindicato dos Professores (Sinpro). As apurações dos votos serão iniciadas assim que a votação for encerrada, e os resultados serão divulgados no mesmo dia. No entanto, a homologação do resultado final das eleições, após o prazo de apresentação e análise de recurso, será em 4 de dezembro.

Papel no futuro

A participação da comunidade escolar é uma maneira de torná-la corresponsável pela educação, escolhendo aquilo que acredita ser o melhor para os estudantes | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Conforme a legislação, compete ao Conselho Escolar analisar, modificar e aprovar o plano administrativo anual elaborado pela equipe gestora sobre a programação e a aplicação dos recursos; garantir mecanismos de participação efetiva e democrática da comunidade escolar na elaboração do projeto político-pedagógico; divulgar, periódica e sistematicamente, informações referentes ao uso dos recursos financeiros, à qualidade dos serviços prestados e aos resultados obtidos e fiscalizar a gestão da unidade escolar, entre outras atribuições.

“É importante que pais, mães e responsáveis, assim como os profissionais da educação, vejam as propostas do candidato, para analisar se é aquilo que desejam que seja executado na escola. Essa é uma grande oportunidade de contribuição na educação do Distrito Federal”, elucida a presidente da Comissão Eleitoral Central da Secretaria de Educação (SEE), Tânia de Ávila. As eleições são reguladas pela lei nº 4.751, de 7 de fevereiro de 2012. “O processo eleitoral permite que o ambiente escolar seja voltado ao diálogo e aos debates sobre os problemas enfrentados pela escola”, completa.

Ávila acrescenta que a participação da comunidade escolar é uma maneira de torná-la corresponsável pela educação, escolhendo aquilo que acredita ser o melhor para os estudantes. Fazem parte desse grupo estudantes a partir dos 13 anos, mães, pais, responsáveis legais, professores (temporários e efetivos) e demais servidores lotados nas escolas das carreiras Magistério e Assistência.

Nomeação dos aprovados em concurso do Detran-DF é autorizada

Serão mais 123 servidores reforçando a prestação de serviço do órgão no Distrito Federal

Na noite desta segunda-feira (23), o diretor-geral do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Takane do Nascimento, se reuniu com a comissão de aprovados do último concurso do órgão para anunciar a autorização da nomeação dos 89 aprovados do cargo de Técnico em Atividades de Trânsito e dos 34 aprovados para o cargo de Analista em Atividades de Trânsito. Agora os novos servidores do Detran-DF aguardam a nomeação ser assinada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Agora os novos servidores do Detran-DF aguardam a nomeação ser assinada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha | Foto: Divulgação/Detran-DF

“A autorização já aconteceu. Agora, vou acertar alguns detalhes com o secretário de Planejamento, Ney Ferraz; mas o importante é que vocês agora, de fato, vão tomar posse do que é de vocês. O Governo do Distrito Federal e todos nós do Detran estamos muito felizes, pois temos certeza que vocês vão fortalecer nosso time para melhorar ainda mais a nossa prestação de serviço”, disse o diretor-geral do Detran-DF.

Uma das aprovadas na carreira de analista foi Tâmara Souza, que veio saber da notícia em primeira mão e agradeceu. “Em nome da comissão, quero agradecer o diretor Takane por essa tão sonhada nomeação que deverá sair nos próximos dias. Dizer que a gente fica muito grato por essa gestão fazer pelo órgão de excelência, buscando junto ao governo do Distrito Federal a nossa nomeação”, disse.

Gueber Guarací também foi aprovado na carreira de analista e aguardava por mais essa etapa da sua conquista. “Achamos que é difícil só fazer o concurso, mas há várias outras questões de entender a autonomia financeira do órgão. Hoje, tivemos a resposta que o governador autorizou a nomeação, então nós ficamos muito felizes com o resultado de poder nomear todos agora”, comemorou.

Quem também se empenhou para esse resultado positivo foi o Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-DF). “O sindicato teve um papel fundamental nessa nomeação, desde a elaboração do concurso, até a nomeação efetiva. Viemos trabalhando com a gestão do Detran, do Governo do Distrito Federal e com a Câmara Legislativa para conseguirmos esse êxito que reestrutura o órgão e dá um alívio no seu quadro de pessoal. Além disso, nos faz ter esperança de que todos os outros cargos da autarquia sejam recompostos”, disse o presidente do Sindetran, Heitor Martins.

FPM: com repasses em baixa, especialistas analisam o que prefeitos devem fazer em 2024

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Aumentar a autonomia e a arrecadação, reduzir custos e melhorar a gestão. Estratégias previstas pelos analistas de orçamento para os mais de três mil prefeitos que enfrentam crise financeira em seus municípios

Brasília, 24 de outubro de 2023 – A pouco mais de dois meses do fim do ano e com orçamentos para 2024 entregues, muitas prefeituras ainda ajustam os gastos para fechar as contas deste ano. Segundo a maior parte dos gestores de cidades de pequeno porte, 2023 está sendo um ano desafiador,  sobretudo pela redução da principal receita dessas cidades: o Fundo de Participação dos Municípios, FPM. Analistas sugerem mudanças e melhorias que podem fazer com que o cenário financeiro de mais de três mil municípios em crise melhore em 2024.

Na Bahia, por exemplo, a União dos Municípios da Bahia (UPB) é a entidade que responde pelas mais de 400 cidades do estado e a maior parte delas — 60% — enfrenta dificuldades financeiras. O presidente da UPB e prefeito de Belo Campo, José Henrique Tigre, explica o que pode acontecer com as cidades em consequência dessa redução de receita.

“Além da não-execução dos serviços básicos, automaticamente terá demissões que implicarão no desenvolvimento econômico e social de cada município. Nós não queremos demitir de forma alguma, mas com as perdas recorrentes, alguns municípios já começaram a demitir e outros já estão atrasando folha de pagamento” lamenta o prefeito.

O gestor ainda diz que acaba formando um efeito cascata — ou o prefeito demite, ou o município corre o risco de ter as contas rejeitadas.

Uma equação difícil de solucionar 

Para o especialista em orçamento público Dalmo Palmeira, toda queda de receita acaba impactando na qualidade dos serviços prestados à população. Isso porque a maior parte das despesas pagas pelos municípios são fixas, como folha de pagamento de funcionários — e elas não podem deixar de ser cumpridas.

“O atendimento da população em relação à limpeza pública, em relação até mesmo à educação — já que professores temporários acabam sendo dispensados em tempos de crise e se reduz a oferta de educação no município” , exemplifica o assessor.

Palmeira explica o que pode ser feito para tentar solucionar essa equação.

“Deveria se repensar o tamanho da despesa da prefeitura para poder adequar dentro da nova realidade. Na teoria isso é fácil, na prática não é algo tão fácil por conta das despesas obrigatórias que normalmente representam mais de 90% das despesas do prefeito.”

A solução pode estar na automatização

Um dos problemas que agravam a crise financeira dos municípios, segundo o assessor de orçamento César Lima, é a grande dependência que as cidades menores têm dos repasses feitos pela União, como o FPM.

“Em meses como os que vivemos, quando esses recursos — que são variáveis — caem, os gestores não têm outras fontes de recursos e acabam na situação que estão hoje.”

O assessor explica que é preciso melhorar a “qualidade do gasto”, aumentar a arrecadação e melhorar a gestão. “As prefeituras precisam se organizar melhor, tentar preservar o máximo possível a prestação de serviços à população, automatizar seus processos administrativos — de forma que demandem menos mão de obra — para que possa dar uma abertura nas contas.”

“É preciso reduzir a dependência e melhorar a arrecadação”

O especialista em orçamento Dalmo Palmeira avalia que “se o prefeito percebe que ele tem um alto grau de dependência, ele precisa encontrar formas de — através da arrecadação municipal — poder crescer.”

Palmeira explica que muitos municípios, sobretudo os menores, não cobram impostos como IPTU e ISS, por exemplo. “Passar a cobrar esses tributos pode acabar gerando uma crise política. Por outro lado, se o prefeito deixar dívidas no final do mandato sem o dinheiro correspondente, pode acabar incidindo num crime de responsabilidade fiscal.”

A boa gestão, segundo Palmeira, pode ser uma cobrança temporária de tributos até que as contas voltem para uma situação de normalidade.

Fonte: Brasil 61

 

Cresce a expectativa de contração temporária no fim de ano

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Previsão de vagas chega a 4,3 mil no comércio do Distrito Federal

Dados da Pesquisa de Contratação de Mão de Obra Temporária do Instituto Fecomércio-DF demonstram a confiança dos empresários do Distrito Federal na melhora das vendas de final de ano. O estudo revelou que 50,5% dos lojistas têm expectativa de contratar funcionários para atender as demandas dos consumidores durante a Black Friday e o Natal. Esse índice é o maior registrado nos últimos sete anos pesquisados. Com isso, a previsão é que o comércio abra cerca de 4,3 mil vagas temporárias.

Nos segmentos de maior representatividade nas vendas de Natal (calçados; cama, mesa e banho; cosméticos e perfumarias; eletrônicos; materiais esportivos; supermercados e vestuários e acessórios), o percentual de expectativa de contração sobe de 50,5% para 68,36%.

O levantamento de 2023 também registrou a menor taxa de não contratação (44.4%) desde 2017. Por outro lado, ainda que em menor quantidade, o índice de empresários indecisos quanto a contratar, ou não, cresceu de 0,6% para 5,1% em relação ao ano passado.

Mais de 70% dos comerciantes pretendem realizar as contratações durante o mês de novembro. Logo depois, aparece a primeira quinzena de dezembro, com 23,67% das intenções, seguida pelos períodos da segunda quinzena de outubro (3,86%) e da segunda quinzena de dezembro (0,48%).

A média de funcionários contratados por empresa é de 2,1. Entretanto, o índice sobe ao ser aplicado aos segmentos mais procurados, principalmente no Natal e no setor de eventos, como padarias e confeitarias (2,9), calçados (2,58), supermercados (2,55), organização de feiras, congressos e festas (2,5) e cabelereiros (2,4).

O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, lembra que o Natal é a melhor data do ano para os comerciantes. “É um período extremamente importante, quando os empresários mais investem em estoques e estratégias de venda, buscando oferecer o que há de mais atual para os consumidores, pois esses também costumam gastar mais em relação a outras datas comemorativas, já que no Natal, todo mundo pode dar e receber presentes”, explica Aparecido.

Segundo ele, o otimismo está ligado a diversos fatores socioeconômicos. “Nosso setor avalia que esses números positivos refletem o atual momento da economia, com registro de queda na inflação, reduções da taxa Selic, aumento no nível de empregabilidade e reajustes concedidos aos trabalhadores do setor público e privado”, completa o presidente.

 Perfil do trabalhador

O estudo do IF mostra ainda que 70% dos comerciantes afirmam haver possibilidade de efetivação das vagas temporárias após a data. Segundo os dados, o comportamento do funcionário é relevante para sua contratação. Atitudes de cordialidade e respeito, responsabilidade, higienização do ambiente de trabalho, ética, pontualidade, saber ouvir e assiduidade são características visadas pelas empresas. “É perceptível que o mercado está cada vez mais exigente quanto ao comportamento, uma vez que a média de todos os indicadores estão próximos da nota máxima (10)”, analisa Aparecido.

Para conquista de um desses postos temporários, os comerciantes destacam como maiores pré-requisitos o comportamento proativo (23,48%), a experiência (18,46%), a flexibilidade de horário (16,58%), o local de moradia (11,11%) e a disponibilidade de tempo integral (9,14%).

Metodologia
Os dados da pesquisa foram coletados entre 18 de setembro e 6 de outubro de 2023. A amostra analisada foi de 410 empresas, distribuídas entre mais de 20 segmentos básicos do Setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF.

Inscrições abertas para cursos gratuitos de pós-graduação na área de saúde

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Escs abre processos seletivos para especialização em preceptoria de residência em áreas profissionais e em gestão de saúde pública, que somam 80 vagas para profissionais de saúde e comunidade

A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) está com inscrições abertas para especialização em preceptoria de residência em áreas profissionais, na modalidade uniprofissional e multiprofissional, e em gestão de saúde pública. São dois processos seletivos distintos, com editais específicos que descrevem os pré-requisitos, número de vagas e critérios de seleção.

“É uma grande oportunidade para pessoas que tenham interesse nas áreas de saúde, tendo em vista que os cursos são de ótima qualidade e gratuitos. A procura é grande e as vagas são preenchidas rapidamente”Vanessa Dalva Guimarães, coordenadora dos cursos de pós-graduação lato sensu e extensão da Escs

Os dois cursos são de pós-graduação lato sensu, com o objetivo de aperfeiçoar profissionais que já trabalham na área de saúde; qualificar equipes gestoras e fortalecer o papel de educadores nos cenários de ensino e prática. Com duração de 12 meses e carga horária de 360 horas, as duas especializações são no formato Ensino a Distância (EaD) e divididas em seis módulos cada uma.

A coordenadora dos cursos de pós-graduação lato sensu e extensão da Escs, Vanessa Dalva Guimarães considera “uma grande oportunidade para pessoas que tenham interesse nas áreas de saúde, tendo em vista que os cursos são de ótima qualidade e gratuitos”. Segundo ela, “a procura é grande e as vagas são preenchidas rapidamente”.

Apesar de os cursos serem gratuitos, a desistência ou reprovação implica a exclusão do aluno da pós-graduação, hipótese em que é previsto o ressarcimento ao erário no valor de R$ 10 mil à vista, ou, em caso de servidor, até 12 parcelas de R$ 833.

Gestão em saúde pública

A pós-graduação em gestão de saúde pública foi a primeira especialização implantada pela Escs, em 2020, numa parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Na oportunidade, a turma iniciou com aulas presenciais, mas devido ao avanço da pandemia, sua continuidade e finalização foram de maneira online.

As inscrições têm início nesta segunda-feira (23), no site da Fepecs, e encerram nesta terça (24). Quem tiver a inscrição validada receberá a confirmação até o dia 25 de outubro. A convocação para matrícula será em 3 de novembro e a aula magna inaugural no dia 7 do mesmo mês

Este ano é a terceira turma disponibilizada, com oferta de 32 vagas, sendo 21 destinadas aos servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), do Governo do Distrito Federal (GDF) e profissionais do Instituto de Gestão Estratégica (Iges), além de três vagas para integrantes da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e oito para a comunidade em geral.

Para se inscrever, os interessados devem observar as regras do edital, que possui uma lista de documentos a ser apresentada e a elaboração de um memorial descritivo, que é de caráter eliminatório e classificatório. “Esse memorial tem como objetivo avaliar a trajetória do candidato, se ele tem procurado se capacitar na área de gestão e verificar a aptidão dele para a área”, destaca a coordenadora.

As inscrições têm início nesta segunda-feira (23), no site da Fepecs, e encerram nesta terça (24). Quem tiver a inscrição validada receberá a confirmação até o dia 25 de outubro. A convocação para matrícula será em 3 de novembro e a aula magna inaugural no dia 7 do mesmo mês.

Preceptoria de residência em áreas profissionais

A segunda turma da preceptoria de residência em áreas profissionais, na modalidade uniprofissional e multiprofissional, tem como fundamento estabelecer o compromisso de atuação reflexiva junto aos residentes, nos cenários de prática assistenciais. “É também uma forma de qualificar os preceptores na supervisão permanente dos residentes”, conta a coordenadora Vanessa.

Com oportunidade de 48 vagas, sendo 44 para profissionais vinculados à SES, os interessados devem se atentar às exigências do edital, que, além de análise documental e memorial descritivo, determina que o candidato tenha uma declaração da chefia imediata confirmando que ele desempenha ou tem interesse em atividades ligadas à residência em áreas profissionais.

A especialização é voltada para preceptores, supervisores e coordenadores de programas de residência médica, além de servidores da SES e membros da comunidade em geral que tenham interesse em ensino, pesquisa e gestão de residências médicas. Atualmente, o Distrito Federal conta com cinco hospitais ensino e em dez existe o programa de residência.

“A função do preceptor é ser o profissional de saúde educador que promove o elo de ligação entre o serviço e o ensino. Como estão junto dos residentes no cenário de ensino, supervisionando as atividades práticas e teóricas, precisam aprimorar sua formação e a especialização traz esta oportunidade”, explica Vanessa.

As inscrições devem ser feitas no site da Fepecs nestas segunda (23) e terça (24). A confirmação da inscrição será feita na quarta (25). Já a matrícula e aula inaugural estão previstas para os dias 3 e 6 de novembro, respectivamente.

Coluna do Fluminense | Vitória do soprador de apito

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Por Raimundo Ribeiro

O Fluminense visitou o Bragantino com vários reservas e Diniz fazendo experiências.
Recuou André pra zaga, tirou Marcelo e Ganso e o desentrosamento logo apareceu, com o adversário colocando 2 bolas na trave, em 3 minutos de jogo.

Aos 7 minutos num contra ataque, Samuel Xavier quase abre o placar.

Prá variar, o soprador de apito errando muito, sempre contra o Fluminense.

Com 12 minutos, o soprador de apito abre sua caixa de ferramentas quando o jogador do Bragantino recebe em impedimento, avança, sofre falta fora da área, ele maldosamente marca pênalti e o var faz cara de paisagem.

Esses jogadores do Fluminense tem nervos de aço, porque na maioria dos jogos assistem dentro do campo as fuleiragens desses sopradores de apito e se controlam.

Daniel no meio é uma negação completa.

Gravem estes nomes: Wilton Sampaio, Rafael Klaus, Daronco, Sávio de não sei o que, pois esses caras formam um time “imbatível” tendo o apito na boca; resta saber a mando de quem (?). Fácil saber.

Aos 36 minutos, Daniel perde na cara do gol.

Apesar do desentrosamento, da péssima atuação de Daniel, e principalmente dos sopradores de apito, o Fluminense leva muito perigo ao adversário, mas os atacantes desperdiçam as chances.

Diniz precisa corrigir a cobertura pelas 2 laterais que é por onde o Bragantino cria chances.
Aos 48 minutos, o atacante do Bragantino acerta o rosto de Samuel Xavier, o soprador de apito na frente do lance ignora e ainda dá cartão amarelo prá ele.

Realmente os idiotas perderam a modéstia e agora fantasiados de sopradores de apito.
Só para os que ainda se espantam com essas fuleiragens no futebol brasileiro, relembro os escândalos das papeletas amarelas e da “máfia do apito” em 2005.

Portanto, não se espantem, pois isso aqui é quase “normal”.

Voltamos para o segundo tempo e apesar de tudo, a partida seguia equilibrada com o Fluminense tentando atacar e o Bragantino esperando acertar um contra ataque.

Aos 15 minutos saem Daniel e Alexsander para entrada de Ganso e Yony González.

Aos 19 minutos, Cano quase empata num chutaço de fora da área.

Aos 30 minutos sai Diogo Barbosa para entrada de Léo Fernandes.

As alterações não surtiram efeito e o Bragantino passou a ocupar o nosso setor defensivo.

Aos 39 minutos entra Lelê saindo Samuel Xavier.

Na próxima quarta-feira, as 19 horas vamos a Volta Redonda enfrentar o Goiás em busca de reencontrar o caminho da vitória.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Mercado reduz previsão da inflação de 4,75% para 4,65% este ano

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Projeção de expansão da economia fica em 2,9%, diz Bando Central

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,75% para 4,65% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,87%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 67%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em setembro, o aumento de preços da gasolina pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual foi acima da taxa de agosto, que teve alta de 0,23%.

A inflação acumulada este ano atingiu 3,50%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 5,19%, ficando acima dos 4,61% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Juros básicos 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 12,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

Ainda assim, em ata da última reunião, o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio 

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,9%.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Por fim, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,05.

Senado deve votar reajuste salarial para polícias e bombeiros do DF em 31 de outubro

Proposta de aumento de 18% para forças de segurança de Brasília está em pauta, informa o senador Izalci Lucas 

Da Redação

Brasília, 22 de outubro de 2023 – O projeto de lei que prevê o reajuste salarial para as polícias Civil (PCDF) e Militar (PMDF) do Distrito Federal, bem como para o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), está agendado para ser votado pelo Senado em 31 de outubro, conforme informado pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

No início deste mês, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta que mantém a recomposição salarial para as forças de segurança da capital do país.

Esse aumento salarial médio de 18% foi concedido em julho, por meio de Medida Provisória assinada pelo presidente Lula. A primeira parcela do reajuste já foi incorporada na folha de pagamento de agosto.

A segunda parte da recomposição está prevista para ser paga a partir de janeiro de 2024, desde que o projeto de lei seja aprovado pelo Senado na data estipulada.

A expectativa é que a medida seja bem recebida pelos servidores das forças de segurança do Distrito Federal, contribuindo para uma valorização e melhoria das condições de trabalho desses profissionais.

Governador Ibaneis Rocha inaugura o Viaduto do Sudoeste

GDF investiu R$ 24,6 milhões na execução do elevado que dará maior fluidez na Epig e beneficiará mais de 25 mil motoristas que circulam pela região todos os dias

O Viaduto do Sudoeste, elevado que liga a Via Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig) ao Sudoeste e ao Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, foi inaugurado na manhã deste sábado (21) pelo governador Ibaneis Rocha em solenidade com descerramento da placa e da faixa seguida de um passeio ciclístico.

O Viaduto Engenheiro Luiz Carlos Botelho Ferreira, que liga a Via Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig) ao Sudoeste e ao Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, vai beneficiar 25 mil motoristas diariamente; obra recebeu R$ 24,6 milhões de investimentos na construção (Foto: João Cardoso)

A liberação do elevado, batizado oficialmente com o nome do engenheiro Luiz Carlos Botelho Ferreira, vai beneficiar mais de 25 mil motoristas. Foram investidos R$ 24,6 milhões na construção da obra viária pelo Governo do Distrito Federal (GDF), com financiamento da Caixa Econômica Federal.

“Nós vamos fazer essa interligação, melhorando a vida das pessoas que trabalham aqui no Plano Piloto, e que vêm todo dia e perdem muito tempo dentro desse transporte público. Estamos dando mobilidade. O Túnel Rei Pelé (em Taguatinga) já ajudou muito e a gente vem com obras interligando toda essa região”Governador Ibaneis Rocha

Construído em trincheiras – ou seja, abaixo do nível do solo -, o viaduto tem quatro faixas de rolamento que permitirão ao motorista que deseja sair do Parque da Cidade em direção ao Sudoeste seguir direto para a Avenida das Jaqueiras, sem ter que passar por semáforos e retornos. O elevado também permite que a saída do Sudoeste e o acesso à Epig ocorram de maneira mais fluida.

“Quando nós começamos a construção, fomos muito questionados por alguns moradores aqui do Sudoeste. Mas sabíamos que estávamos no caminho certo, que era a construção do viaduto, que ajudaria muito o trânsito da cidade”, definiu Ibaneis Rocha.

O governador ressaltou que a área era conhecida pelo engarrafamento, principalmente, na região em frente ao Departamento de Polícia e na entrada do Parque da Cidade. “Hoje temos a passagem livre e isso vai ajudar muito aos moradores do Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal”, acrescentou.

Ao lado da primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, e da vice governadora, Celina Leão, o governador Ibaneis Rocha faz a entrega solene do Viaduto do Sudoeste  | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Ibaneis Rocha lembrou ainda que o viaduto na Epig integra outra grande obra, o Corredor Eixo Oeste, que terá uma extensão de 38,7 km para ligar as principais vias do Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto em 30 minutos. Atualmente, estão sendo construídos os corredores de ônibus na Avenida Hélio Prates e a ligação da Epig à Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e à Estrada Setor Policial Militar (ESPM).

“Nós vamos fazer essa interligação, melhorando a vida das pessoas que trabalham aqui no Plano Piloto, e que vêm todo dia e perdem muito tempo dentro desse transporte público. Estamos dando mobilidade. O Túnel Rei Pelé (em Taguatinga) já ajudou muito e a gente vem com obras interligando toda essa região”, avisou. “Temos certeza que estamos no caminho certo, fazendo as obras de mobilidade que são necessárias”, completou o chefe do Executivo.

Além da construção do viaduto com quatro alças externas, quatro internas (semelhante às tesourinhas) e os dois eixos que passam por cima, a obra conta com passeios e ciclovia, além da instalação de uma moderna rede de drenagem composta por bocas de lobo e galerias responsáveis pela captação e escalonamento das águas das chuvas. Também foi implantada a iluminação em LED e feito o plantio de grama para revestir as paredes das trincheiras para ajudar na drenagem das águas pluviais impedindo erosões.

Desde o início das obras, o complexo viário da Epig foi entregue por etapas a fim de mitigar os transtornos à população. A primeira inauguração foi em março de 2023. A partir daí, outras liberações foram sendo feitas para facilitar o fluxo no local até a inauguração do complexo viário inteiro neste sábado.

Um passeio ciclístico marcou a inauguração do trecho que integra uma das mais importantes obras de mobilidade, o Corredor Eixo Oeste (Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília)

“Hoje é uma entrega completa do sistema viário com tudo, viadutos, calçadas, ciclovia e sinalização”, informou o secretário de Obras e Infraestrutura, Luciano Carvalho. “É um benefício muito grande para a região. Essa ligação aqui sempre foi motivo de muito transtorno, congestionamento e um entroncamento perigoso”, completou.

“A gente garante aqui com o novo viaduto e ao decorrer das outras obras na Epig o que precisa ser feito para desenvolver a estrutura de uma cidade com quase 3 milhões de habitantes”, acrescentou Carvalho ao citar o conjunto de viadutos que estão em construção na região. Um outro viaduto já está em fase de execução. A obra vai passar por cima da ESPM e será usada para quem vem da EPTG em direção ao Eixo Monumental.

Após a solenidade de entrega da obra, a estreia das faixas de rolamento abaixo dos viadutos foi feita pelo governador Ibaneis Rocha ao lado de autoridades e ciclistas profissionais e amadores. Em um passeio festivo, o comboio saiu da parte debaixo do elevado em direção à Praça do Ciclista, nas proximidades do Estacionamento 13 do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Já o trânsito de veículos tem previsão de ser liberado ao longo do dia.

Mais fluidez no trânsito

Um dos motoristas beneficiados com a entrega do viaduto é Revalino de Sousa, 79 anos. Morador do Sudoeste, o aposentado depende da via para se deslocar diariamente. “É uma obra maravilhosa, acompanhei o andamento dela quase que diuturnamente. O governador Ibaneis Rocha está de parabéns por entregar uma obra tão bonita, funcional e útil para a nossa comunidade”, afirmou.

A escolha do nome do viaduto foi uma homenagem a um dos mais importantes engenheiros do DF: “Luiz Carlos foi uma referência. Foi um grande engenheiro e o legado que ele deixa, não só da família, também para nossa engenharia e para a cidade, e agora está representado nesse viaduto”, disse o secretário de Obras, Luciano Carvalho (Foto: Renato Alves/Agência Brasília)

Também moradora da região, Leonor Aguena, 61, elogiou a qualidade e eficiência do complexo viário da Epig. “Foi uma excelente iniciativa: o trânsito vai fluir melhor e vai acabar com o engarrafamento. Essa obra vai facilitar muito a vida de todo mundo aqui; só temos a agradecer”, avaliou.

O servidor público Iran Soterro todos os dias deixa a Asa Sul com destino ao Sudoeste para trabalhar e lembrou dos transtornos. “O meu sonho era isso aqui, sair do parque direto para o Sudoeste. Acho que esse viaduto vai diminuir em 10 minutos no meu trajeto e vai ser muito bom para todos aqui da região, acabando com aquele tumulto de sempre. Essa área sempre foi um gargalo, então vai dar um grande alívio”, disse.

O administrador do Sudoeste/Octogonal/SIG, Reginaldo Sardinha, destacou a importância da entrega para os moradores das três regiões: “Vai melhorar muito porque desde a construção do Sudoeste e o advento das quadras 500 e 300, a questão do trânsito era um grande transtorno para os moradores. O viaduto vem para trazer um fluxo normal”.

Homenagem

As principais obras viárias do GDF têm homenageado personalidades da cidade ou que tenham relação com a capital federal. Depois dos complexos viários Governador Roriz (na saída norte) e Padre Jonas Vettoraci (em Sobradinho) e do Túnel Rei Pelé (em Taguatinga), o Viaduto da Epig foi batizado de Viaduto Luiz Carlos Botelho Ferreira.

A escolha é um tributo ao engenheiro civil e empresário, que morreu em 2018. “O nome que damos a esse viaduto é de um nome de um homem muito honrado e que trabalhou muito pelo Distrito Federal”, destacou o governador Ibaneis Rocha.

O secretário de Obras e Infraestrutura também destacou a importância do viaduto ter sido batizado em homenagem ao engenheiro. “Luiz Carlos foi uma referência. Foi um grande engenheiro e o legado que ele deixa, não só da família, também para nossa engenharia e para a cidade, e agora está representado nesse viaduto”, disse.

A solenidade contou com a presença da família de Botelho Ferreira. O filho dele Pedro Henrique Ferreira se mostrou bastante emocionado e disse ver semelhanças na obra com o viaduto criado pelo pai para ligar as W3 Sul e Norte. “Agradeço primeiro ao governador por prover essa obra e pela sensibilidade e generosidade em homenagear meu pai. Seus feitos foram muitos e sempre de forma anônima. Não fosse esse ato de generosidade do governador ao meu pai ficaria guardado apenas na lembrança de quem convivia e conhecia seus feitos”, definiu.

GDF investe R$ 148 milhões na construção de 30 unidades de educação básica

Trabalho acompanha o crescimento da demanda nos primeiros anos do ensino infantil; população já recebeu 13 escolas desde 2019

A educação infantil é uma grande aliada no desenvolvimento integral das crianças de até 5 anos. É na escolinha que os pequenos garantem um convívio social para além do núcleo familiar, aprendendo a viver em sociedade e desenvolvendo habilidades emocionais, cognitivas e motoras.

Artes: Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) reconhece a importância desta primeira etapa da educação básica. Nos últimos cinco anos, quase R$ 148 milhões foram investidos na construção de 30 escolas que atendem a garotada com menos de 5 anos. A população já recebeu 13 delas, enquanto as outras 17 estão em construção.

‌“Podemos dizer que o GDF já entregou o equivalente a 9,2 campos do estádio Mané Garrincha em escolas”, compara o subsecretário de Infraestrutura Escolar da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE), Leonardo Balduino. “Essa é a resposta do governo para o aumento de crianças em idade escolar no Distrito Federal.”

A construção de instituições de ensino leva em conta a demanda reprimida de cada cidade. “Fazemos um estudo para levantar a quantidade de crianças, a idade delas e o número de escolas na região”, explica Balduino. “Procuramos focar as áreas mais carentes de estrutura educacional, como Sol Nascente, Jardins Mangueiral, Ceilândia e Gama”.

‌Atualmente, a rede pública de ensino do DF é responsável pelo atendimento de 79.309 crianças na educação infantil. O número, porém, deve aumentar. Um decreto assinado no dia 5 deste mês pelo governador Ibaneis Rocha permite que escolas ampliem suas instalações para receber um número maior de alunos.

‌As creches, por exemplo, poderão atender mais de 200 crianças, capacidade máxima permitida hoje pela SEE. Para que a ampliação seja feita, será preciso atender todos os critérios de segurança e acessibilidade. A medida deve reduzir de 20% a 30% a fila por vagas na educação infantil, o que representa entre 2,8 mil e 4,2 mil vagas.

Parceria

A busca por soluções que atendam de forma mais célere à crescente demanda pelo ensino básico tem sido uma constante. Em 2021, uma ferramenta foi criada para permitir que escolas particulares ofereçam suas vagas ociosas para a rede pública de ensino. É o Cartão Creche, parte do Programa de Benefício Educacional-Social (PBES) do DF.

“As instituições interessadas em fazer parte do programa precisam atender as crianças em turno integral, oferecendo cinco refeições diárias”, observa a diretora da Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da SEE, Eveline Spagna. “O pagamento da mensalidade é feito pelos pais, com um cartão abastecido todos os meses mediante comprovação da frequência escolar.”

O Cartão Creche tem 66 instituições cadastradas, com 5.740 crianças de até 3 anos beneficiadas em todas as regiões do DF – um recorde desde o lançamento do programa. Em 2022, 58 creches participaram da iniciativa, oferecendo assistência a 5.049 alunos. O número representa um aumento de 11,6% em relação aos atendimentos de 2021.

“Mais do que ampliar a quantidade de crianças assistidas pelo governo, o Cartão Creche estimula a economia local, investindo no microempreendedor”, aponta Eveline. “Além disso, é uma forma de atender o máximo de alunos possível enquanto mais creches públicas estão em construção.”