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PF solicita ao STF abertura de terceiro inquérito contra Lulinha

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Pedido apresentado à Corte Superior investiga suspeitas de tráfico de influência para favorecer empresas parceiras enquanto ministro André Mendonça já autorizou apurações anteriores sobre o filho do presidente

Da Redação

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal pedido de abertura do terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova apuração trata de suspeitas de tráfico de influência. Na quinta-feira (30/7), o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde relacionados ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

No novo pedido, Lulinha é suspeito de tráfico de influência para favorecer empresas parceiras. A 3Structure It LTDA, que atua na área de tecnologia, mantém contratos em vigor com o governo federal no valor de R$ 55.721.051,62. A empresa foi criada em 2019 e tem sede em Florianópolis.

O primeiro contrato foi firmado com o Centro Integrado de Telemática do Exército em novembro de 2022. O instrumento prevê solução de TI e comunicação de backup para expandir a infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército. O valor inicial de R$ 21,8 milhões recebeu aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano.

A defesa de Lulinha informou que ele tem sido alvo de investigações pelo fato de ser filho do chefe do Executivo. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que alguns setores estão promovendo apurações desnecessárias e que o inquérito não teria sido instaurado se ele não carregasse o sobrenome.

Os indícios surgiram durante as quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, que apura esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo a Polícia Federal, Lulinha teria usado ligações com o governo federal para favorecer interessados na comercialização do canabidiol.

Um dos investigados é o Careca do INSS, apontado em operações da Polícia Federal como operador de esquema de descontos fraudulentos. O ministro André Mendonça também autorizou inquérito sobre suspeitas de atuação de Lulinha a favor de empresário em negociações com a Dataprev, estatal responsável por dados de programas sociais.

Os três inquéritos envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e a 3Structure It.

 

Lobista amiga de filho de Lula registrou 42 acessos a órgãos federais

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Levantamento com base na Lei de Acesso à Informação aponta que 41 visitas entre o início do terceiro mandato e abril de 2024 não constaram das agendas oficiais de autoridades

Da Redação

Registros de acesso a órgãos do governo federal indicam que a lobista Roberta Luchsinger realizou 42 visitas a instituições públicas entre o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abril de 2024. Desse total, 41 não constam das agendas oficiais dos agentes públicos, conforme levantamento baseado na Lei de Acesso à Informação. O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou a Polícia Federal a aprofundar investigações sobre possível tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Luchsinger.

Em pelo menos duas ocasiões, a lobista esteve acompanhada de Fernando Bittar, então sócio de Lulinha, no Palácio do Planalto e no gabinete do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Os encontros não foram registrados nas agendas oficiais. Em abril de 2024, ambos permaneceram cerca de 50 minutos no ministério, onde, segundo a pasta, discutiram propostas sobre sistemas integrados. A pasta informa que não houve desdobramentos administrativos.

O gabinete de Wellington Dias recebeu 17 visitas de Luchsinger. Em 9 de março de 2023, ela entregou ao ministro uma caixa de bombons suíços Sprüngli e uma edição de colecionador autografada de O Alquimista, de Paulo Coelho. O cerimonial registrou o momento em fotos, mas a agenda oficial não. Quatro visitas contaram com a presença de Efrain Saavedra, gerente comercial da Duosystem.

Cinco dias após encontro em 30 de março de 2023, o ministério firmou contrato de R$ 31 milhões com a 3STRUCTURE IT, empresa de Cleber Ribas de Oliveira, com quem a Polícia Federal identificou relação comercial com Luchsinger. No Ministério da Saúde, Luchsinger realizou 16 visitas não oficiais e uma registrada.

Na visita oficial, em outubro de 2023, apresentou software de gestão de leitos da Duosystem à Secretaria de Atenção Primária. Fora da agenda, reuniu-se com o então secretário-executivo Swedenberger Barbosa na companhia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O tema abordado foi a comercialização de medicamentos à base de canabidiol pela World Cannabis. A Polícia Federal apura possível intervenção de Lulinha em autorizações governamentais nessa área e se valores pagos a Luchsinger, cuja empresa RL Consultoria recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes, tiveram o filho do presidente como beneficiário.

Em conversas apreendidas, o empresário menciona repasse de R$ 300 mil “para o filho do rapaz”. Luchsinger também acompanhou Sergio Roberto Bringel, do Grupo Bringel, em três visitas ao Planalto, incluindo o gabinete de Alexandre Padilha, e à Saúde. Empresas do grupo firmaram contratos de R$ 7,8 milhões na pasta desde 2023, com destaque para R$ 3 milhões com o Grupo Hospitalar Conceição.

No BNDES, em julho de 2023, ela esteve no gabinete de Aloizio Mercadante acompanhando a Unigel em discussão sobre hidrogênio verde. Apresentou-se como namorada do diretor de relações governamentais e nora do presidente do conselho da companhia. A Unigel desmente parentesco e qualquer contrato com ela.

A Secretaria de Comunicação da Presidência afirma que os encontros no Planalto não produziram desdobramentos administrativos, contratuais ou regulatórios. As defesas de Luchsinger e de Lulinha sustentam que se trata de atividade profissional regular e que não houve pagamentos ao filho do presidente. Fernando Bittar não se pronunciou.

 

AS NOVAS FRONTEIRAS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO

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A centralidade da negociação coletiva nas relações de trabalho brasileiras deixou de ser apenas uma consequência da Reforma Trabalhista para se consolidar como uma exigência da própria dinâmica do mercado contemporâneo

A velocidade com que surgem novas formas de organização do trabalho, impulsionadas pela transformação digital, pela disseminação do trabalho remoto e pela diversificação dos modelos de contratação, tornou insuficiente a pretensão de que a legislação estatal, por si só, seja capaz de oferecer respostas adequadas para todas as situações decorrentes da realidade produtiva. Nesse cenário, a autonomia coletiva passa a ocupar espaço de protagonismo, não como mecanismo de flexibilização indiscriminada de direitos, mas como instrumento constitucional de adaptação das normas trabalhistas às especificidades de cada categoria econômica e profissional.

Essa constatação encontra fundamento direto na Constituição Federal. O reconhecimento das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, previsto no artigo 7º, inciso XXVI, não representa mera diretriz programática, mas verdadeira opção constitucional pela valorização do diálogo social como método de composição dos interesses entre capital e trabalho.

A Reforma Trabalhista, ao introduzir os artigos 611-A e 611-B na Consolidação das Leis do Trabalho, reforçou essa lógica ao estabelecer um espaço normativo próprio para a negociação coletiva, delimitando, ao mesmo tempo, os direitos passíveis de negociação e aqueles que permanecem indisponíveis em razão de sua natureza fundamental.

Durante os primeiros anos de vigência da Lei nº 13.467/2017, parte significativa da doutrina e da jurisprudência demonstrou resistência quanto à extensão dessa autonomia negocial. Questionava-se, sobretudo, até que ponto a negociação coletiva poderia estabelecer condições diversas daquelas previstas na legislação sem afrontar o princípio da proteção ao trabalhador.

A evolução da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, contudo, conferiu maior estabilidade ao tema ao reafirmar que a autonomia coletiva integra o próprio modelo constitucional brasileiro de relações de trabalho e merece especial deferência sempre que observados os direitos de indisponibilidade absoluta e a efetiva representatividade das entidades sindicais.

Não se trata de admitir a prevalência irrestrita do negociado sobre o legislado, tampouco de reduzir a negociação coletiva a instrumento de renúncia de direitos. O que se consolidou foi o reconhecimento de que sindicatos legitimamente constituídos possuem capacidade institucional para construir soluções normativas compatíveis com as particularidades econômicas, produtivas e organizacionais de cada setor. A negociação coletiva deixa, assim, de ser compreendida como exceção ao regime legal para assumir a condição de fonte primária de regulação das relações de trabalho em matérias que exigem elevado grau de adaptação à realidade empresarial.

Essa mudança de paradigma torna-se particularmente evidente quando se analisam os desafios impostos pela reorganização do trabalho ocorrida nos últimos anos. A expansão do home office e dos modelos híbridos ilustra com precisão as limitações da disciplina legal uniforme.

Questões relacionadas ao controle da jornada, ao fornecimento de equipamentos, à responsabilidade pelas despesas decorrentes da atividade, à ergonomia, à proteção da saúde ocupacional, ao tratamento de dados pessoais e ao direito à desconexão dificilmente comportam soluções padronizadas. Cada segmento econômico apresenta necessidades distintas, níveis variados de utilização de tecnologia e diferentes formas de organização da produção, circunstâncias que recomendam a construção de regras específicas por meio da negociação coletiva.

A própria disciplina da jornada de trabalho revela o grau de complexidade alcançado pelas relações laborais contemporâneas. O desenvolvimento tecnológico ampliou significativamente as possibilidades de flexibilização dos horários de trabalho, mas também tornou mais tênue a fronteira entre tempo de trabalho e tempo de descanso.

A hiperconectividade, associada à utilização de plataformas digitais de comunicação corporativa, desafia conceitos tradicionais construídos em um contexto no qual a prestação laboral estava restrita ao ambiente físico da empresa. A negociação coletiva passa, então, a desempenhar função essencial na definição de mecanismos capazes de compatibilizar flexibilidade organizacional com a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores, estabelecendo critérios para compensação de jornada, bancos de horas, escalas diferenciadas, períodos de disponibilidade e políticas efetivas de desconexão.

Outro aspecto que evidencia a crescente importância da negociação coletiva diz respeito às novas formas de contratação. O mercado de trabalho brasileiro convive, atualmente, com múltiplos modelos de prestação de serviços, nos quais coexistem empregados submetidos ao regime celetista, trabalhadores terceirizados, temporários, autônomos, prestadores organizados sob a forma de pessoa jurídica e profissionais vinculados a plataformas digitais.

Embora cada modalidade possua disciplina jurídica própria, a convivência entre esses diferentes vínculos produz desafios relevantes relacionados à organização do ambiente de trabalho, à gestão de equipes e à prevenção de conflitos. A negociação coletiva, nesse contexto, não substitui os critérios legais para caracterização do vínculo empregatício, mas pode estabelecer parâmetros objetivos para disciplinar práticas empresariais, reduzir assimetrias e conferir maior previsibilidade às relações jurídicas.

A ampliação do espaço reservado à negociação coletiva também exige uma redefinição do papel das entidades sindicais. O encerramento da compulsoriedade da contribuição sindical provocou uma necessária reestruturação dessas instituições, que passaram a depender, em maior medida, de sua capacidade efetiva de representação para justificar sua legitimidade perante a categoria.

Esse movimento contribuiu para deslocar o foco da atuação sindical do modelo predominantemente reivindicatório para uma atuação mais técnica, voltada à formulação de soluções normativas capazes de responder às transformações do mercado de trabalho. Quanto maior a complexidade das relações laborais, maior tende a ser a relevância de sindicatos dotados de capacidade negocial, conhecimento jurídico e compreensão das especificidades econômicas dos setores que representam.

Sob essa perspectiva, a advocacia trabalhista também assume função diversa daquela tradicionalmente associada ao contencioso judicial. O assessoramento jurídico em negociações coletivas exige domínio simultâneo da legislação, da jurisprudência constitucional, da dinâmica econômica dos setores produtivos e das repercussões práticas decorrentes das cláusulas negociadas.

A elaboração de instrumentos coletivos passou a demandar sofisticada análise de riscos, especialmente diante da crescente valorização conferida pelo Poder Judiciário à autonomia coletiva e da necessidade de harmonizar flexibilidade contratual com a preservação do núcleo essencial dos direitos fundamentais dos trabalhadores.

É precisamente nesse ponto que reside um dos maiores desafios das relações coletivas de trabalho para os próximos anos. O fortalecimento da negociação coletiva não pode ser confundido com a simples ampliação da liberdade contratual entre sindicatos e empresas.

Sua legitimidade depende da efetiva representatividade das entidades sindicais, da transparência dos processos negociais, da boa-fé objetiva das partes e da observância dos limites constitucionais impostos à autonomia privada coletiva. Quanto mais robustos forem esses pressupostos, maior será a segurança jurídica conferida aos instrumentos coletivos e menor a necessidade de intervenção judicial sobre escolhas legitimamente construídas pelos próprios atores sociais.

A experiência recente demonstra que a complexidade das relações de trabalho continuará a crescer em ritmo superior à capacidade de atualização da legislação. Inteligência artificial, algoritmos de gestão, automação, novas profissões e modelos flexíveis de organização produtiva desafiarão, cada vez mais, as categorias jurídicas tradicionais do Direito do Trabalho.

Nesse cenário, a negociação coletiva tende a consolidar-se como o principal mecanismo de aproximação entre a norma jurídica e a realidade econômica, preservando o caráter protetivo do Direito do Trabalho sem comprometer sua capacidade de adaptação às profundas transformações do mundo produtivo.

O fortalecimento da negociação coletiva, portanto, não representa apenas uma consequência da evolução legislativa iniciada em 2017, tampouco uma tendência circunstancial das relações sindicais. Trata-se da reafirmação de um modelo constitucional que reconhece no diálogo social um instrumento de produção normativa legítimo, apto a promover equilíbrio entre proteção ao trabalho, segurança jurídica e desenvolvimento econômico.

Em um ambiente cada vez mais marcado pela diversidade das formas de trabalho e pela velocidade das mudanças tecnológicas, talvez seja justamente na maturidade das relações coletivas que o Direito do Trabalho encontre suas respostas mais consistentes para os desafios do presente e do futuro.

Andrea Sucupira é advogada, sócia fundadora do Sucupira Advogados, com mais de 30 anos de atuação em direito do trabalho, relações sindicais e direito empresarial. Agente FIFA, é CEO da Squadra13 e presidente do Instituto Brasileiro de Futebol Feminino (IBFF), onde atua na profissionalização e no fortalecimento do futebol feminino no Brasil. Sua experiência integra estratégia jurídica, gestão esportiva, governança e desenvolvimento de carreiras no esporte.

CLDF retoma trabalhos com sessão ordinária marcada para terça

Primeira sessão ordinária do segundo semestre ocorre na terça-feira às 15h enquanto sessões solenes abrem a semana na segunda-feira com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital

Da Redação

A Câmara Legislativa do Distrito Federal retoma as atividades nesta segunda-feira (3), com a primeira sessão ordinária do segundo semestre programada para a terça-feira (4), às 15h. A pauta de votação será divulgada com antecedência no portal oficial da Casa.

Os trabalhos começam com sessão solene em homenagem às doulas e em apoio à elaboração do Marco Legal da Doulagem no Distrito Federal. O evento, de autoria da deputada Doutora Jane (Republicanos), está marcado para as 9h desta segunda-feira.

No mesmo dia, à noite, ocorre outra sessão solene em comemoração ao Dia do Motociclista e Triciclista, de autoria do deputado Iolando (MDB). Ambas as cerimônias serão transmitidas ao vivo pela TV Câmara Distrital.

No primeiro semestre, a Câmara Legislativa aprovou 172 proposições, referentes às deliberações em plenário realizadas entre fevereiro e junho. Os projetos de lei corresponderam à maior parte, com 89 matérias, das quais 29 tiveram origem no Poder Executivo.

Entre as matérias do governo aprovadas no período, destacou-se a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que estabelece previsão de receita de R$ 74,97 bilhões para o Distrito Federal em 2027.

 

BRB convoca assembleia para autorizar ações contra ex-gestores

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Acionistas deliberam em 24 de agosto sobre medidas judiciais de responsabilidade civil ligadas às operações com o Banco Master e à Operação Compliance Zero

Da Redação

O Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB) convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para que os acionistas autorizem a adoção de medidas judiciais de responsabilidade civil contra ex-administradores envolvidos no caso Master.

A convocação foi publicada na edição desta segunda-feira (3/8) do Diário Oficial do Distrito Federal. A assembleia ocorre em 24 de agosto, às 10h.

Os acionistas decidirão se o banco pode ajuizar ações contra ex-administradores que, por ação ou omissão, forem identificados como responsáveis pelos prejuízos suportados pela instituição.O objetivo é buscar reparação por danos ao patrimônio social e moral decorrentes das operações realizadas com o ecossistema Banco Master/REAG, no contexto dos fatos apurados na Operação Compliance Zero.

Neste domingo (2/8), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o empréstimo solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para o BRB está demorando por causa da documentação dos bancos que prestarão a fiança. O valor estimado da operação é de R$ 6,6 bilhões.

O acordo para viabilizar o crédito foi homologado no Supremo Tribunal Federal em 28 de maio.

“O BRB está em fase de recuperação e falta apenas a assinatura do acordo. Está mais devagar porque quem comanda é o Banco do Brasil e ele está terminando de pegar a documentação de todos os bancos N1 que vão participar do consórcio”, declarou a governadora.

 

Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados, aponta pesquisa

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Levantamento BTG Pactual/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostra presidente com 41% e senador com 37% no primeiro turno; diferença fica dentro da margem de erro de dois pontos

Da Redação

Pesquisa BTG Pactual/Instituto Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) atualiza a intenção de voto do eleitor brasileiro para o pleito de outubro deste ano.

No primeiro turno, Lula registra 41% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado (5%), Renan Santos (4%) e Romeu Zema (3%). Brancos e nulos somam 4%, enquanto 3% não souberam responder. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados.

Os dados mostram que a vantagem de Lula é sustentada principalmente entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, eleitores de baixa renda, moradores do Nordeste e beneficiários do Bolsa Família. Entre as mulheres, o presidente alcança 48%, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Já entre os homens, o cenário se inverte, com o senador liderando por 45% a 34%.

Regionalmente, Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, onde marca 48% contra 34% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o quadro é favorável ao candidato do PL, que aparece com 51%, enquanto Lula registra 27%. No Sudeste, o presidente lidera por uma margem menor: 42% a 35%.O levantamento também revela divisão religiosa. Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro lidera com 50%, enquanto Lula soma 28%. Já entre os católicos, o presidente abre vantagem de 46% a 34%.

No segundo turno, o cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro mostra o presidente com 46% das intenções de voto, contra 45% do senador. Brancos e nulos representam 8%, e 2% não responderam.Nos demais cenários simulados, Lula amplia a vantagem. Contra Ronaldo Caiado, o presidente vence por 46% a 42%. Em um eventual segundo turno contra Romeu Zema, a vantagem é de 46% a 40%. Já diante de Renan Santos, Lula aparece com 47%, contra 37% do adversário.

Entre os entrevistados que já escolheram um candidato para o primeiro turno, 75% afirmam que o voto está definido e não deve mudar até a eleição, enquanto 23% admitem que ainda podem mudar de candidato. Entre os eleitores de Lula, 81% afirmam que a decisão de voto está consolidada. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, esse índice chega a 80%.

A pesquisa BTG Pactual/Nexus foi realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026, por meio de entrevistas telefônicas (CATI), com 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.

 

STJ julga recurso contra anulação da condenação de Adriana Villela

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Sessão presencial marcada para esta terça-feira, às 14h, analisa pedido do Ministério Público do DF para restabelecer pena de 61 anos no caso conhecido como Crime da 113 Sul

Da Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) volta a julgar, nesta terça-feira (4), os recursos apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal contra a decisão que anulou a condenação de Adriana Villela no caso conhecido como “Crime da 113 Sul”.

O Ministério Público do DF pede que a condenação de 61 anos de prisão seja restabelecida. Adriana foi condenada como mandante do assassinato dos pais e da empregada da família. A condenação foi anulada em 2025.

O julgamento começou em junho, no plenário virtual da Corte, mas foi interrompido após um pedido de destaque do ministro Carlos Pires Brandão, que levou o caso para julgamento presencial. A sessão está marcada para as 14h.

Nos embargos, o Ministério Público aponta omissões, contradições e obscuridades no acórdão e solicita que a pena de 61 anos de prisão imposta pelo Tribunal do Júri seja restabelecida, com início imediato do cumprimento da pena.

Durante a sessão virtual, o relator do caso, ministro Sebastião Reis Júnior, votou para manter a anulação da condenação de Adriana. O ministro Rogério Schietti Cruz abriu divergência e votou para restabelecer a condenação, com o início imediato do cumprimento da pena.

Com o pedido de destaque, o julgamento será reiniciado em sessão presencial. Os votos apresentados até agora deixam de valer e serão proferidos novamente pelos ministros.

Em setembro de 2025, a Sexta Turma do STJ anulou, por três votos a dois, a condenação de Adriana Villela. Os ministros entenderam que a defesa não teve acesso, no momento adequado, a vídeos com depoimentos usados como prova durante o júri, o que comprometeu o direito de defesa.

Segundo o processo, os vídeos dos depoimentos dos executores do crime só foram disponibilizados aos advogados de Adriana no sétimo dia de julgamento, em 29 de setembro de 2019. Com a decisão, Adriana voltou a ser ré pelos crimes, mas as provas e os depoimentos colhidos desde 2010 foram anulados.

Em 2009, no sexto andar do bloco C da 113 Sul, em Brasília, foram assassinados o pai de Adriana Villela, José Guilherme Villela, de 73 anos e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 38 facadas; a mãe de Adriana, Maria Carvalho Mendes Villela, de 69 anos e advogada, com 12 facadas; e a empregada doméstica da família, Francisca Nascimento da Silva, de 58 anos, com 23 facadas.

Os corpos foram encontrados, já em estado de decomposição, em 31 de agosto de 2009, na Asa Sul. A perícia demonstrou que as vítimas foram assassinadas em 28 de agosto de 2009, por volta das 19h15.

Adriana Villela é acusada de ser a mandante do crime. Com a decisão do STJ de anular a condenação, ela voltou a ser ré.

 

PL confirma Bia Kicis e Michelle ao Senado no Distrito Federal

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Convenção realizada neste domingo em Brasília oficializa as duas candidatas da legenda; Michelle se ausentou por motivos de saúde e teve discurso lido pelo irmão

Da Redação

O PL confirmou neste domingo (2) as candidaturas de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal. A decisão foi anunciada durante a convenção do partido em Brasília.

A candidatura da ex-primeira-dama era dúvida no PL após discussões com o enteado e candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Na ocasião, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e chegou a avaliar saída do partido. Ela teria dito a aliadas que aguardava “sinal divino” para decidir sobre a candidatura.

Essa é a primeira candidatura da ex-primeira-dama. Natural de Ceilândia (DF), Michelle se casou com o então deputado Jair Bolsonaro em 2007. Michelle assumiu a presidência do PL Mulher em 2023.

Até a última atualização desta reportagem, Michelle Bolsonaro ainda não havia chegado ao evento. Horas antes, a ex-primeira-dama recebeu alta do hospital DF Star, onde estava internada desde a noite de sábado (1º) com um quadro de cefaleia.

O discurso da ex-primeira-dama foi lido pelo irmão e primeiro suplente, Diego Torres. “Eu gostaria muito de estar aí com vocês, mas faz mais de dez dias que estou com enxaqueca muito forte. Estava tomando medicamentos, mas isso não resolveu. Ontem fui ao hospital, onde fiquei internada. Meu corpo precisou parar, mas o meu compromisso com vocês não parou”, diz trecho da mensagem.

Pouco antes das 19h, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, chegou ao evento. Em discurso, desejou rápida recuperação à madrasta. “Daqui a pouco [Michelle] vai estar de volta e firme e forte para nos ajudar a resgatar esse Brasil, junto com a Bia”, disse.

O outro nome da chapa do PL ao Senado é o da deputada federal Bia Kicis (PL), presidente do diretório distrital do partido. “Os mesmos valores que eu tenho praticado, pelos quais eu luto na Câmara há oito anos, eu quero levar para o Senado da República, onde nós poderemos trazer de volta o sistema de freios e contrapesos desse país.”

A deputada também manifestou apoio à Michelle. “Eu posso dizer para vocês que a Michelle lutou muito para que eu permanecesse na nominata do Senado junto com ela. Havia muitos interesses, mas a Michelle bateu o pé e falou: ‘A Bia está comigo’”, afirmou.

Bia Kicis está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados. Graduada em Direito pela Universidade de Brasília, foi subprocuradora-geral do Distrito Federal, cargo do qual se aposentou em 2016.Na convenção, o partido também confirmou que apoiará a campanha de reeleição da atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Ao discursar no evento, Celina Leão afirmou que Michelle enfrentou dias difíceis antes de decidir disputar o Senado.

“Ela foi muito questionada por que não decidia logo. Era muito difícil para ela decidir entre cuidar do marido e ser candidata. Mas, por amor ao marido, pela aliança que ela tem com a Bia e pela responsabilidade que ela tem com o Brasil, Michelle será nossa senadora junto comigo”, disse.

As convenções partidárias têm data limite em 5 de agosto. Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.

 

Ceilândia terá fornecimento de energia interrompido nesta segunda

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Interrupção temporária é necessária para garantir a segurança dos profissionais que trabalharão na modernização da rede elétrica

Nesta segunda-feira (3/8), o fornecimento de energia será interrompido em áreas de Ceilândia, das 9h às 15h, para a execução de serviços de melhoria e modernização da rede elétrica.

O desligamento afetará a QNO 17, Conjunto B, lotes 31 e 32, e a QNO 17, Conjunto C, lotes 1, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11. A interrupção é necessária para garantir a segurança dos profissionais e da população durante a execução dos trabalhos.

Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer a interrupção de energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

 

PL-DF oficializa candidatura de Roosevelt Vilela à reeleição

“Recebo essa confirmação da minha candidatura com muita responsabilidade e gratidão. É o reconhecimento de um trabalho construído ao lado da população e a renovação do compromisso de continuar defendendo os interesses do Distrito Federal”

O Partido Liberal no Distrito Federal (PL-DF) realizou, neste domingo, sua convenção partidária no Parque da Cidade, em Brasília. O evento reuniu lideranças, filiados, militantes e apoiadores para homologar as candidaturas da legenda às eleições deste ano.

Entre os nomes chancelados pela convenção está o do deputado distrital Roosevelt Vilela, que disputará a reeleição para mais um mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Durante o encontro, o parlamentar destacou a importância da união do partido e reafirmou o compromisso com a população do Distrito Federal.

“Recebo essa confirmação da minha candidatura com muita responsabilidade e gratidão. É o reconhecimento de um trabalho construído ao lado da população e a renovação do compromisso de continuar defendendo os interesses do Distrito Federal. Seguimos firmes, com humildade, diálogo e disposição para trabalhar ainda mais por uma cidade mais segura, desenvolvida e com mais qualidade de vida para todos”, afirmou Roosevelt Vilela.

A convenção contou com a presença de diversas lideranças políticas, entre elas o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, que participou do ato ao lado de dirigentes do partido, parlamentares e candidatos da legenda. O evento marcou o início oficial da mobilização eleitoral do PL-DF e reforçou o discurso de fortalecimento do partido para a disputa deste ano, em um clima de unidade e apoio às candidaturas homologadas.