Lula faz duras críticas a Jair Bolsonaro, acusando-o de contribuir para a morte de milhares de pessoas devido à sua postura em relação à pandemia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu um discurso de ódio em Belford Roxo (RJ), nesta terça-feira (6), no qual atacou severamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sem mencionar seu nome diretamente. Sem provas, Lula acusou Bolsonaro de ignorância e de contribuir supostamente para a morte de centenas de milhares de pessoas devido à sua postura em relação à pandemia de COVID-19.
Lula atacou novamente o ex-presidente afirmando que “era um aloprado, não entendia nada além de falar bobagem, pregar o ódio e ofender os outros”, disse Lula. O petista, no entanto, também foi acusado de pregar o ódio na política.
Sem provas, Lula atribuiu a Bolsonaro a suposta responsabilidade pela morte de “700 mil pessoas no país, dizendo que a Covid era uma gripezinha, ignorante. Um cara ignorante como ele jamais deveria ter ido à Presidência, deveria ter ido a outro lugar e de lá nunca mais sair”, afirmou.
As críticas de Lula surgem após declarações recentes de Bolsonaro, que acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de interferir nas eleições de 2022, sugerindo que o tribunal teria trabalhado para eleger Lula a qualquer custo.
Lula também respondeu às acusações de Bolsonaro sobre perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmando que o governo brasileiro não controla a Polícia Federal nem a Justiça, e que as ações são resultado de investigações e decisões judiciais independentes. No final de janeiro, agentes da Polícia Federal realizaram buscas em endereços ligados ao vereador Carlos Bolsonaro, por suspeitas de envolvimento em uma suposta “Abin paralela”.
A Praça das Artes teve investimento de R$ 8,2 milhões e interliga o espaço ao Museu de Arte de Brasília e oferece mais acessibilidade e conforto aos visitantes
O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta terça-feira (6), um novo espaço de lazer para turistas e moradores da capital federal desfrutarem da beleza da orla do Lago Paranoá. Com um investimento de R$ 8,2 milhões, a área localizada entre a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) foi equipada com calçadas, estacionamentos, paisagismo e uma praça que agora interliga os dois centros culturais.
“O pessoal da Seduh fez um projeto lindíssimo e agora está aí mais um espaço para a população do DF poder aproveitar. Está a cargo das secretarias de Cultura e Turismo trazer eventos para cá para que a gente possa valorizar cada vez mais essa área”Governador Ibaneis Rocha
A obra faz parte de um convênio entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e a Novacap, visando à construção de calçamento e espaços de lazer. Durante a inauguração, o governador Ibaneis Rocha destacou a importância das intervenções.
“Esse lugar é um dos mais belos da nossa cidade e estava abandonado há muitos anos. Nós fizemos um trabalho de paisagismo, de reconstrução de calçadas. O pessoal da Seduh [Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação] fez um projeto lindíssimo, e agora está aí mais um espaço para a população do DF poder aproveitar. Está a cargo das secretarias de Cultura e Turismo [Setur] trazer eventos para cá para que a gente possa valorizar cada vez mais essa área”, disse o governador.
Obras incluíram novas calçadas, piso tátil e paisagismo na área localizada entre a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Foram executados serviços de drenagem pluvial, com instalação de grelhas de ferro fundido, construção de 12.398 m² de calçada em concreto e implantação de 3.969 m² de ciclovia. O paisagismo inclui um amplo gramado com cerca de 8,3 mil mudas do Cerrado. Além disso, para o conforto dos visitantes, foram instalados 14 bancos individuais e 29 coletivos, juntamente com placas de sinalização que incluem recursos de linguagem em Braille e piso tátil.
“Pensamos na obra como um todo, desde o sistema de drenagem, com tubos coletores, grelhas e bocas de lobo, até a mobilidade, com pisos táteis e rampas elevadas para a passagem de pedestres. Adaptamos inclusive a bilheteria da Concha Acústica para atender às questões de acessibilidade, tudo para facilitar para as pessoas que frequentam os espaços”, ressaltou a engenheira responsável pela obra, Samara Leite.
“São dois dos espaços culturais mais antigos da cidade, e não havia uma ligação física entre eles. Agora, temos isso, o que permite que turistas e brasilienses visitem os dois espaços simultaneamente”, disse o gerente do MAB e da Concha Acústica, Marcelo Gonczarowska Jorge
“O sistema de drenagem estava com bastante problema, não atendia mais ao local, então foi tudo recuperado”, acrescenta o diretor de Edificações da Novacap, Carlos Alberto Spies.
Espaços culturais
Com a reforma, os equipamentos públicos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer na década de 1960 passam a ser interligados pela Praça das Artes, demonstrando o compromisso do GDF com a cultura, a arte e a valorização do patrimônio histórico do DF.
“A Concha Acústica é um símbolo de Brasília, um lugar extremamente dedicado à cultura e que reflete muito também um espírito que Brasília tem, que é esse museu a céu aberto. Penso que quando o Djavan escreveu a música Linha do Equador, o céu de Brasília, traço do arquiteto, acho que ele estava por aqui na Concha Acústica. É um lugar muito bonito que precisava de uma intervenção”, pontuou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Cláudio Abrantes.
O gerente do MAB e da Concha Acústica, Marcelo Gonczarowska Jorge, lembrou que esse é um dos principais objetivos das melhorias: “São dois dos espaços culturais mais antigos da cidade, e não havia uma ligação física entre eles. Agora temos isso, o que permite que turistas e brasilienses visitem os dois espaços simultaneamente. O visitante pode explorar o museu, a Concha Acústica e o Lago Paranoá, conhecendo o legado cultural da cidade”.
“Está sendo uma maravilha, pois tenho visto que aumentou muito a frequência de usuários; antes, era cheio de lama, barro e poeira”, comenta o auxiliar de serviços gerais Antônio José Azevedo
O gestor relatou que a nova infraestrutura já está sendo utilizada diariamente por turistas e moradores locais, que aproveitam a região para fazer atividades físicas. “A população utiliza o calçadão sem parar, fazendo caminhadas, andando de bicicleta. Ele atende à comunidade de várias maneiras e tem sido bastante útil para a convivência e urbanidade dos brasilienses”, ressaltou. A Praça das Artes também deverá ser usada para atividades culturais, como feiras e exposições.
Uma das pessoas que transitam pelo local é o auxiliar de serviços gerais Antônio José Azevedo. Ele acredita que a obra tem atraído mais pessoas para a região. “Está sendo uma maravilha, pois tenho visto que aumentou muito a frequência de usuários; antes, era cheio de lama, barro e poeira. Com as calçadas, ficou mais confortável para os pedestres, além de ter melhorado bastante a paisagem”, avaliou.
Outras obras
A Concha Acústica, que não passava por reformas havia cerca de 18 anos, ganhou, com este último trabalho, duas intervenções na gestão do governador Ibaneis Rocha. Em 2021, o espaço teve sua estrutura interna totalmente restaurada. Entre os serviços, estão a pintura completa, troca de piso e alambrado, instalação de refletores, substituição de vidros, limpeza das lajes, reparos hidráulicos e elétricos. O investimento foi de aproximadamente R$ 500 mil.
Localizada às margens do Lago Paranoá, a Concha Acústica tem capacidade para abrigar 5 mil pessoas, conta com 200 bancos de concreto e possui uma área de 29.750 metros quadrados e área construída de 8.435 metros quadrados dedicada a apresentações artísticas ao ar livre.
Possui ainda uma concha de 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, além de dependências para bilheteria, camarins, banheiros, além de estacionamento público.
Serviços de limpeza da rede de drenagem da Vila Leste, em Ceilândia Sul, foram reforçados com robôs de inspeção por vídeo e caminhões-pipa adaptados com tecnologia de ponta
O Governo Ibaneis iniciou a operação de novas tecnologias contratadas para otimizar os trabalhos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) na limpeza e desobstrução das redes de drenagem. O local escolhido como ponto de partida foi a Via Leste, em Ceilândia Sul.
Em apenas uma tarde, as equipes da Novacap desobstruíram mil metros de galerias na Via Leste, em Ceilândia Sul (Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília)
Bastou uma tarde para que as equipes da Novacap pudessem desobstruir mil metros de galerias. A atuação, em tempo recorde, só foi possível graças ao reforço de 16 caminhões-pipa adaptados com sistemas para sucção e hidrojateamento de resíduos.
Localizados em pontos estratégicos da via, os veículos utilizaram a própria força da água para quebrar materiais descartados irregularmente na rua e foram parar no interior das tubulações, impedindo o fluxo normal da drenagem das águas pluviais.
Para se ter ideia do impacto de sua utilização, um único caminhão tem capacidade para fazer o trabalho que 100 homens realizam manualmente. Além disso, o equipamento permite a limpeza integral de tubulações extensas em até 12 minutos.
“A previsão é atender a todas as cidades, a depender do nível de urgência de cada uma. Hoje, a Novacap tem à disposição equipamentos de alta performance para a realização de serviço que é inédito no Distrito Federal”Marcel Marques, diretor da empresa contratada pela Novacap
Apesar de ainda recente, o uso da tecnologia traz resultados imediatos. Uma chuva leve foi suficiente para que o chaveiro William Luís de Souza, 44 anos, notasse, na prática, a diferença. “Realmente, uma chuva leve era suficiente para deixar tudo alagado. A água era tanta que a gente via carro sendo arrastado. Agora, só nessa primeira experiência a gente pôde ver que melhorou muito”, avalia.
Inspeção robotizada
O uso dos caminhões adaptados está previsto no pacote de investimentos de quase R$ 45 milhões anunciado pelo governador Ibaneis Rocha no dia 30 de janeiro, com objetivo de reforçar as ações de desobstrução das redes de drenagem da capital.
As ações de desobstrução das redes de drenagem utilizam caminhões adaptados. Cada um deles tem a capacidade de fazer o trabalho equivalente ao de até 100 homens
Os valores também contemplam a utilização de robôs para inspeção por vídeo das galerias. Parecidos com carrinhos de controle remoto, os equipamentos têm autonomia para operar durante um dia inteiro sem a necessidade de recarga e permitem, também, acessar remotamente trechos de tubulações que, anteriormente, eram humanamente inacessíveis.
Uma vez no interior das galerias, os robôs conseguem identificar vazamentos, rachaduras e até ligações clandestinas realizadas por comerciantes e moradores. Só nesta tarde os dispositivos flagraram diversos materiais na rede de drenagem, como placas de carro, fraldas, pedaços de madeira, calotas de carro, pedaços de sofá, entre outros que prejudicam o escoamento correto das águas pluviais.
Essas imagens obtidas também servirão para municiar a Novacap com informações atualizadas sobre a situação, extensão e dimensão de todas as redes de drenagem de águas pluviais da capital federal. Isso irá otimizar os trabalhos de manutenção preventiva e sua respectiva expansão, se necessário
Marcel Marques, diretor da empresa contratada pela Novacap para realização dos serviços, afirma que a previsão é circular com os robôs nas tubulações de toda a capital federal. “A previsão é atender a todas as cidades, a depender do nível de urgência de cada uma”, pontua. “Hoje, a Novacap tem à disposição equipamentos de alta performance para a realização de serviço que é inédito no Distrito Federal”, prossegue.
Circula na mídia brasileira, desde a tarde do dia primeiro, a notícia de que o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre a flexibilização do regime da separação obrigatória de bens, imposto pelo art. 1.641, II do Código Civil, destinado às pessoas maiores de 70 anos.
Idosos com mais de 70 anos, até ontem, eram obrigados a se casar pelo regime da separação obrigatória de bens – o regime patrimonial no qual, durante a constância do casamento, cada cônjuge tem seus bens particulares e sobre eles pode livremente dispor.
A questão passou a ser de interesse geral quando, em setembro de 2022, o Supremo considerou que o recurso da parte (ARE 1309642) estaria afeto à sistemática da Repercussão Geral (Tema 1236), o que geraria a imposição da decisão proferida nestes autos a todos os demais processos em trâmite no país em que houvesse a mesma discussão.
Neste processo específico, discutia-se o direito de uma companheira em relação à herança de um homem com quem ela havia se unido quando ele já tinha mais de 70 anos. No Tribunal paulista ela teve negado o direito de participar do inventário do falecido, por aplicar-se à união estável o regime etário da separação de bens imposto ao casamento (súmula 655 do STJ).
Inúmeros processos tramitam na justiça brasileira discutindo essa mesma questão. É que o art. 1.829, I do Código Civil exclui da sucessão o cônjuge casado pelo regime da separação obrigatória, quando houver descendentes capazes de herdar. Isso significava dizer que a pessoa casada com cônjuge idoso(a) acima de 70 anos, estaria excluída da sucessão quando o outro falecesse. É verdade que, provando que contribuiu para a aquisição de bens, ainda poderia ter meação nos bens adquiridos onerosamente após o casamento (súmula 377 do STF), mas não participaria da sucessão, como herdeiro(a).
A imposição do Código Civil nesse sentido – limitando o direito de escolha da pessoa maior de 70 anos – era frequentemente considerada discriminatória e etarista. Presumia-se a incapacidade do idoso de decidir sobre seu próprio patrimônio, por alguma forma de fragilidade presumida. Ocorre que o próprio Código Civil não estabelece incapacidade por idade avançada. Ser idoso não torna ninguém automaticamente desprovido de competência para reger os atos de sua vida civil. E, nesse sentido, por que então não poderia se casar sob o regime desejado?
Essa é a argumentação fundante da decisão proferida pelo Supremo. A norma constante do Código Civil continua válida. A regra ainda é a de que, com 70 anos, o casamento (ou a união estável) deverá ser formalizado sob o regime da separação de bens. Mas se quiserem, os consortes podem afastar essa regra, que deixa de ser impositiva (cogente) e passa a ser optativa (dispositiva). Por escritura pública, portanto, qualquer pessoa maior de 70 anos pode estabelecer um regime de bens para o casamento (ou união estável) diverso do regime da separação (até então) obrigatória.
Em seu voto, o Relator, Ministro Luis Roberto Barroso, afirma ainda que essa forma de discriminação por idade – tal qual outras formas de discriminação – é profundamente repudiada pela Constituição brasileira. Mas reforçou também que a decisão deverá ser aplicada aos casos futuros, evitando rediscussões relacionadas a situações já ocorridas. No entanto, quem já manifestou sua vontade por meio de escritura anterior deverá ter seu direito respeitado.
Com as alterações operadas pela jurisprudência na interpretação da lei civil nos últimos anos, espera-se que uma reforma legislativa reveja o Código Civil, em especial em pontos relacionados ao direito de família e sucessão.
Nathália Mariah Mazzeo Issa Vieira é advogada sênior – Consultivo Cível (Mandaliti Advogados); Mestre em Direito Negocial pela Universidade Estadual de Londrina (Uel) Professora universitária
Conquista histórica impulsiona o tênis brasileiro rumo ao cenário internacional
O Time Brasil BRB alcançou um marco histórico ao se classificar para a fase final de grupos da Copa Davis, pela primeira vez desde a implementação do novo formato em 2019. A vitória decisiva veio após uma batalha contra a Suécia, onde o Brasil emergiu vitorioso por 3 a 1, em um confronto fora de casa, realizado em Helsingborg.
Após um primeiro dia de Qualifiers da Copa Davis, onde o Brasil e a Suécia terminaram empatados em 1 a 1 na sexta-feira, o Time Brasil BRB retomou a vantagem no sábado, com uma vitória crucial nas duplas. O gaúcho Rafael Matos e o paulista Felipe Meligeni triunfaram sobre Filip Bergevi e Andre Goransson por 6/2 7/5, garantindo o segundo ponto para o Brasil. “Feliz por contribuir com esse ponto para o Brasil. Era um jogo muito difícil, a primeira vez que jogamos esse ponto com o placar em 1 a 1”, compartilhou Meligeni. “A energia foi fundamental, tanto a nossa quanto a do time fora de quadra que nos apoiou”, complementou Matos.
Em seguida, Thiago Monteiro, que já havia conquistado uma vitória no dia anterior, entrou em quadra determinado a buscar o terceiro ponto para o Brasil. Apesar de começar em desvantagem, Monteiro mostrou determinação e conseguiu virar o jogo contra Elias Ymer (#160), vencendo por 4/6 6/4 6/2, após uma batalha de 2 horas e 22 minutos.
Com essa vitória, Monteiro acumulou sua 12ª vitória em 23 jogos pela Copa Davis e expressou sua felicidade por contribuir para a classificação do Brasil para o Finals da Copa Davis. “Estou muito orgulhoso de fazer parte deste time e agora vamos para o Finals”, afirmou o tenista.
O capitão Jaime Oncins ressaltou o espírito de equipe e a dedicação dos jogadores, destacando a importância deste resultado para o tênis brasileiro. “Esse momento, com certeza, vai ficar gravado na memória de todo mundo. Eu só tenho a dizer que tenho um orgulho muito grande deste time”, destacou Oncins.
A fase de grupos do Finals da Copa Davis está marcada para ocorrer entre os dias 10 e 15 de setembro, em local a ser definido. O Time Brasil BRB buscará se classificar entre os oito melhores para disputar a grande final, em novembro, em Málaga, na Espanha.
Resultado do Confronto:
Thiago Monteiro (BRA) vence Karl Friberg (SWE) – 6/3 7/6(5)
Este evento é patrocinado pelo Banco BRB – Patrocinador Máster do Tênis do Brasil – e pela ENGIE Brasil Energia, com copatrocínios de Wilson, W A Sport, Kallas Mídia OOH, Unicesumar, Playpiso e Maniacs Roupas Esportivas. Conta com o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).
Proposta visa limitar o benefício da saída temporária para presos condenados, e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
Da Redação
A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (6) o projeto de lei (PL) 2.253/2022, oriundo da Câmara dos Deputados, que restringe o benefício da saída temporária para presos condenados. O projeto recebeu relatório favorável do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A proposta visa limitar o benefício da saída temporária, popularmente conhecida como “saidinha”, que permite que presos condenados tenham a oportunidade de deixar a prisão temporariamente em datas específicas, como feriados.
Segundo o senador Izalci Lucas (PSDB/DF), o projeto tem como objetivo eliminar esse benefício, citando a soltura de mais de 1.600 presos durante feriados, o que, segundo ele, afeta a privacidade e a liberdade das pessoas.
Além da aprovação do projeto, os parlamentares também aprovaram um requerimento de urgência para a votação da matéria no Plenário, com o intuito de agilizar a aprovação da proposta e eliminar definitivamente a saída temporária de presos condenados.
Mais de mil alunos se inscreveram para trabalhar como voluntários nas tendas e no Hospital de Campanha destinado a pacientes com a doença
Para desafogar os hospitais e as unidades de pronto atendimento (Upas), muito procurados por pacientes com sintomas da dengue, a Secretaria de Saúde (SES-DF) firmou parcerias com instituições que possam disponibilizar profissionais de saúde ou alunos dos cursos de medicina e enfermagem para dar apoio na triagem e acolhimento de pacientes com dengue.
A Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), promoveu a inscrição de alunos do 2º ao 6º ano de medicina e do 2º ao 4º ano de enfermagem como voluntários nas tendas e no Hospital de Campanha (HCamp) montados para receber pacientes com dengue. Além disso, foi desenvolvida uma sala virtual, em que os voluntários têm acesso a informações sobre a doença, boletins epidemiológicos e manuais produzidos pelo Ministério da Saúde (MS).
A diretora da Escs, Marta David Rocha, conta que a ideia inicial era de que apenas alunos da escola se inscrevessem, mas “estudantes de outras instituições privadas também demonstraram interesse”. Assim, as inscrições foram ampliadas para que alunos de todas as instituições de ensino superior conveniadas à Fepecs pudessem se voluntariar. Segundo a gestora, “a procura está tão grande que já temos 1.005 alunos voluntários inscritos”.
Trabalho e importância dos voluntários
Os estudantes vão avaliar o perfil de gravidade dos pacientes, realizar a triagem e dar apoio na parte de internação de pacientes menos graves, com indicação de hidratação intravenosa
O trabalho dos estudantes voluntários consiste em turnos de dez horas, pela manhã e à tarde, de domingo a domingo. Alguns dos inscritos começaram a atuar nas tendas e no Hospital de Campanha a partir desta segunda-feira (5). Inicialmente, o programa de voluntariado terá a duração de dois meses, podendo ser prorrogado de acordo com a necessidade.
Durante o período em que estiverem atuando como voluntários, os estudantes vão avaliar o perfil de gravidade dos pacientes, realizar a triagem e dar apoio na parte de internação de pacientes menos graves, com indicação de hidratação intravenosa. Frequentemente, serão orientados por docentes da Escs e profissionais de saúde da SES sobre como se comportar dentro das tendas; vestimentas mais adequadas; a necessidade de identificação e a importância do trabalho voluntário.
Para Marta Rocha “esse trabalho será essencial para ajudar todo o corpo assistencial da SES”. De acordo com ela, “os voluntários vão desafogar o trabalho dos profissionais de saúde com pacientes mais leves, para que eles possam focar nos casos de maior gravidade, que requerem um pouco mais de atenção”.
Os dados, divulgados nesta terça-feira a (6), são da organização não governamental (ONG) Safernet
As denúncias da presença de imagens de abuso e exploração sexual infantil na internet bateram recorde em 2023, no primeiro ano do terceiro governo Lula – resultado é o maior da série histórica, iniciada em 2006. Foram 71.867 queixas no ano passado, número 28% superior ao recorde anterior, registrado em 2008 (56.115 denúncias). Em relação a 2022, houve alta de 77,1%. Os dados, divulgados nesta terça-feira a (6), são da organização não governamental (ONG) Safernet.
As denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil, somadas a outras violações de direitos humanos ou crimes como xenofobia, tráfico de pessoas, intolerância religiosa, neonazismo, ódio aos judeus e defesa do Hamas, apologia a crimes contra a vida, racismo, LGBTfobia, e misoginia) também foram recorde. Em 2023, a Safernet recebeu um total de 101.313 queixas – o recorde anterior, registrado em 2008, totalizou 89.247 denúncias.
Entre os crimes de ódio praticados na internet destacaram-se as altas, em relação a 2022, de 252,25% das denúncias de xenofobia, e de 29,97% de intolerância religiosa na rede. De acordo com a ONG, o crescimento das queixas desses dois crimes está atrelado à guerra na Faixa de Gaza, na Palestina, no Oriente Médio.
Houve queda no número de denúncias de três crimes de ódio entre 2023 e 2022: racismo, que caiu 20,36%; LGBTfobia, -60,57% e misoginia, -57,56%. Segundo a Safernet, a queda nas denúncias desses tipos de crimes em 2023 já era esperada, uma vez que essas denúncias aumentam em anos eleitorais, comportamento registrado em 2018, 2020 e 2022.
O curso vai ocorrer nos dias 20, 22, 27 e 29 deste mês, das 14h às 18h, na sede da Escon
A Escola de Contas do TCDF está com inscrições abertas para o curso “Contraditório e Defesa no Processo de Controle Externo”. O treinamento é voltado aos servidores públicos do Governo do Distrito Federal, da Câmara Legislativa do DF e do próprio Tribunal de Contas.
Com carga horária de 16h, o curso vai ensinar como as partes interessadas podem exercer os direitos ao contraditório e à ampla defesa nos diferentes processos de Controle Externo apreciados pelo Tribunal.
A capacitação será ministrada pelos Auditores de Controle Externo do TCDF Gabriel Heller e Tarsila Firmino Ely Tramontin Batista.
O curso vai ocorrer nos dias 20, 22, 27 e 29 deste mês, das 14h às 18h, na sede da Escon, localizada no SGON, quadra 1, lote 226 (em frente à Escola de Governo do DF).
Os interessados devem se inscrever até o dia 16 de fevereiro, diretamente pelo Sistema de Gestão Educacional (SIGED) da Escon: https://escon.tc.df.gov.br. Em caso de dúvida, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail saed.gab@tc.df.gov.br ou pelos telefones (61) 3314-2934 ou 3314-2943.
Cleber Santos, da Comport Pet e especialista em comportamento animal, traz alertas e orientações
Para cada 10 pets, quatro apresentam algum quadro de ansiedade, depressão ou autoflagelação. Essa é a média relatada por Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO da Comport Pet.
Tristeza x Depressão x Autoflagelo
Segundo ele, o agravamento da ansiedade para um quadro depressivo é comum, pois os sinais de socorro nem sempre são percebidos. Mudanças de comportamento, como desobediência, agressividade ou agitação, podem ser interpretadas pelos tutores como formas de “chamar a atenção”. Cleber destaca a importância de diferenciar a tristeza da depressão. “Sintomas depressivos incluem falta de apetite, apatia, inatividade, pouca afetividade, sono excessivo e falta de vontade de brincar. O autoflagelo, resultado da ansiedade, manifesta-se por comportamentos autodestrutivos como morder ou lamber excessivamente, podendo levar a machucados”, explica.
Nos casos de depressão e autoflagelo, é recomendado buscar ajuda profissional de um especialista em etologia, zoopsiquiatria ou medicina veterinária comportamental. Terapias complementares como musicoterapia, cromoterapia, acupuntura, florais, cannabis, entre outras, podem promover bem-estar físico e psíquico nos animais, reduzindo os efeitos colaterais de medicamentos convencionais.
Conheça mais essas terapias
Musicoterapia e Cromoterapia: Cleber Santos cita que foi o precursor da musicoterapia para cães no Brasil. Após um período de estudos no Canadá, o especialista inseriu na rotina de sua creche animal as sessões de musicoterapia com cromoterapia. Em suas sessões diárias, reproduz sons de piano, sax e violino, proporcionando relaxamento e concentração aos animais. “A cromoterapia complementa o processo, promovendo um ambiente propício ao equilíbrio mental. Resultados visíveis incluem a redução do estresse e a integração harmoniosa entre animais”, complementa o especialista.
Cannabis para Pets: Segundo Claudia Passos, veterinária na Comport Pet, em cães e gatos o CBD é frequentemente usado por suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e ansiolíticas, podendo aliviar a dor, reduzir a ansiedade e auxiliar no controle de convulsões. Além disso, tem benefícios no tratamento de condições como osteoartrite e distúrbios neurológicos. No entanto, ela salienta o cuidado no uso em pets: “o THC, por exemplo, é tóxico para cães e gatos em determinadas doses, e pode causar efeitos adversos graves. Por isso, produtos de cannabis para pets devem ser formulados de maneira a evitar a presença de THC. A supervisão de um veterinário é essencial ao considerar o CBD para animais de estimação, tanto para garantir a dosagem adequada quanto para evitar interações com outros medicamentos, intoxicação e efeitos adversos”, destaca.
Terapia Floral e Acupuntura: Terapias com florais e acupuntura, prescritas por veterinários qualificados, também são uma opção acessível para pets. Sobre os florais, mais popularmente conhecidos, muitas vezes eles são receitados tanto para o dono quanto para o cachorro. Já no caso da acupuntura, muitos se perguntam como segurar um cão ou gato em uma sessão de agulhadas. O especialista conta que a chave é o condicionamento. “Muitos animais não deixam de primeira. Com paciência, eles vão relaxando. E vale muito a pena, a contribuição nos processos regenerativos é significativa, assim como na recuperação de cirurgias ou tratamentos para paralisias, AVCs, convulsões, tendinites, gastrites, cistites e para amenizar sintomas da quimioterapia”, explica Cleber.
O especialista completa que todas essas terapias não possuem um prazo definido e que, para muitos tratamentos, a média é de seis meses ou, em casos complexos, é necessária a continuidade.
A construção de uma cultura da saúde mental inclui nossos cães, gatos e demais pets. Essas terapias alternativas oferecem abordagens eficazes para promover o equilíbrio e bem-estar emocional dos nossos animais de estimação.