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Sargento da PMDF morre após reagir a abordagem em motel de Taguatinga Sul

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O incidente ocorreu na madrugada desta segunda-feira (12) durante uma discussão; o sargento foi baleado por colegas de corporação e não resistiu aos ferimentos

Da Redação

Um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) morreu na madrugada desta segunda-feira (12) após reagir a uma abordagem policial em um motel localizado em Taguatinga Sul. O caso foi confirmado pela Polícia Civil.

Segundo informações preliminares, o sargento, acompanhado de uma mulher com quem mantinha um relacionamento, saiu de um bar em Samambaia Norte e se dirigiu ao motel. A Polícia Militar foi acionada devido a uma discussão entre dois clientes do estabelecimento, decorrente de uma batida de carro. Um dos envolvidos na discussão era o sargento, que estava armado.

De acordo com o depoimento, o sargento não teria reagido bem à abordagem dos policiais e, em um momento de tensão, utilizou sua arma de fogo para ameaçar os colegas de corporação. Em resposta, os policiais em serviço dispararam contra o sargento, que foi imediatamente socorrido e levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil para apurar todos os detalhes do ocorrido.

Distrito Federal inicia semana com 354 vagas de emprego abertas

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Para participar, basta cadastrar o currículo no aplicativo ou presencialmente. Veja outras oportunidades para o início da semana no DF

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 354 vagas de emprego abertas nesta segunda-feira (12). Do total, 30 oportunidades são exclusivas para pessoas com deficiência. Há 20 postos para auxiliar de limpeza e dez para repositor de mercadorias com salários de R$ 1.412 a R$ 1.515 para trabalhar no Guará ou sem local fixo. É exigido que os candidatos tenham fundamental completo.

Entre as chances para o público geral, o maior salário encontrado é de R$ 4.000, disponível em uma vaga para supervisor de segurança patrimonial no Guará, com exigência de experiência e ensino médio completo. Na mesma cidade, estão abertas cinco vagas para atendente do setor de frios e laticínios (R$ 1.473), cinco para auxiliar de limpeza (R$ 2 mil), três para ajudante de obras (R$ 1.511,40) e uma para pedreiro (R$ 1.599).

Todas as vagas oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das vagas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo do Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF).

Área de Sobradinho ficará sem energia nesta segunda-feira

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Serão realizados serviços de manutenção da rede elétrica da região

A Área Especial 08 de Sobradinho ficará sem energia nesta segunda-feira (12) para a manutenção da rede elétrica que abastece a região. A interrupção será das 10h às 16h e é necessária para garantir a segurança dos profissionais que realizam os trabalhos e da população.

Além dos desligamentos programados, pode acabar a energia em outra região do Distrito Federal. Neste caso, a população deve registrar a ocorrência pelo telefone 116. ‌Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

Restaurante Comunitário de São Sebastião oferece jantar a partir desta terça

Além de servir três refeições diárias, unidade também abrirá aos domingos e feriados

A partir desta terça-feira (13), o Restaurante Comunitário de São Sebastião vai ampliar a oferta de refeições, com inclusão de jantar a R$ 0,50 e abertura todos os dias, incluindo domingos e feriados. Esse é mais um equipamento que teve contrato renovado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes) e poderá ampliar a capacidade de atendimento – a expectativa é aumentar de 2.800 para cerca de 4 mil as refeições servidas diariamente às famílias vulneráveis.

Atualmente, o Restaurante Comunitário de São Sebastião serve almoço e café da manhã. Com a ampliação das refeições no local, o DF passará a ter cinco unidades que oferecem café da manhã, almoço e jantar, além de atendimento diário. As outras quatro estão em Arniqueira, Sol Nascente/Pôr do Sol, Recanto das Emas e Itapoã.

Para marcar a novidade, está prevista para esta terça, às 16h, uma solenidade no Restaurante Comunitário de São Sebastião, com a presença da primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, e da secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

“O aumento da capacidade de atendimento no restaurante de São Sebastião foi possível graças à renovação e à mudança no contrato da Sedes, gestora dos restaurantes, com as empresas terceirizadas responsáveis pela produção das refeições. Conforme forem vencendo os contratos antigos, todos os novos passarão a prever três refeições e abertura de domingo a domingo. A expectativa é que, em breve, todas as 16 unidades atendam com a capacidade máxima”, explica Ana Paula Marra.

Desde outubro de 2021, o Restaurante Comunitário de São Sebastião oferece, além do almoço a R$ 1, o café da manhã a R$ 0,50. De janeiro de 2020 até julho de 2024, foram servidas cerca de 3 milhões de refeições – mais de 100 mil delas para população em situação de rua.

Os próximos restaurantes comunitários a terem o atendimento ampliado serão os de Sobradinho, Brazlândia e Gama.

Serviço

Solenidade de implementação de café da manhã, almoço e jantar no Restaurante Comunitário de São Sebastião.

• Data: terça-feira (13)
• Horário: 16h
• Endereço: Centro de Múltiplas Atividades, Lote 02, próximo à Administração Regional de São Sebastião

 

Governador Ibaneis participa da celebração de 23 anos da Canção Nova

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Evento reuniu 13 mil fiéis no Ginásio Nilson Nelson neste sábado 

A Frente de Missão da Canção Nova em Brasília comemorou os 23 anos de presença na capital federal neste sábado (10). A programação, que se estende ao longo do dia no Ginásio Nilson Nelson, contou com a participação do governador Ibaneis Rocha, acompanhado da primeira-dama Mayara Noronha Rocha e dos secretários de Governo, José Humberto Pires de Araújo, e da Mulher, Giselle Ferreira.

Ibaneis Rocha: “Evoluímos muito na questão da regularização dos templos aqui do Distrito Federal, atualizamos toda uma legislação que permitiu entregarmos escrituras para vários templos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

Com o tema Ou Santos ou Nada!, frase cunhada pelo fundador da comunidade, padre Jonas Abib, o evento promete reunir 13 mil fiéis em todas as atividades de aniversário. Durante o evento, o governador Ibaneis Rocha destacou os feitos por este Governo do Distrito Federal (GDF) em benefício às igrejas e templos religiosos.

“A orientação é cuidar, não só da igreja católica, mas de todos os religiosos da nossa cidade. E a gente vem fazendo isso. Evoluímos muito na questão da regularização dos templos aqui do Distrito Federal, atualizamos toda uma legislação que permitiu entregarmos escrituras para vários templos. Fizemos isso recentemente, no Park Sul, quando tivemos a oportunidade de entregar um terreno de três mil m2 para que seja construída a igreja daquela região. Continuaremos trabalhando nesse sentido, apoiando as religiões no Distrito Federal”, destacou Ibaneis Rocha.

O evento da Canção Nova tem como tema ‘Ou Santos ou Nada!’

O padre Roger Luis agradeceu o apoio deste GDF na realização de eventos religiosos na cidade: “É uma alegria ter a presença do governador e da primeira-dama. Agradecemos todo o apoio nas celebrações como a Festa do Divino, que também contou com a participação do governo. Essa é a capital dedicada ao Espírito Santo, e a missão da Canção Nova é justamente essa, a de evangelizar e testemunhar junto a todos tudo aquilo que Deus tem para nós”, finalizou.

Regularização acelerada

De acordo com a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), desde 2019, houve um incremento de 400% no ritmo anual de regularizações. Nos últimos cinco anos, foram entregues em torno de 450 escrituras, marca superior aos 190 templos religiosos regularizados entre 2009 e 2018.

O Programa Igreja Legal oferece duas possibilidades para a regularização dos terrenos. A primeira opção é por meio de Escritura Pública de compra e venda, com parcelamento em até 360 vezes sem juros.

Outra alternativa é a Escritura Pública de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), que pode ocorrer mediante pagamento de 0,15% ao mês sobre o valor de avaliação especial da terra nua, ou mediante retribuição no sistema da moeda social, com direito de compra a qualquer momento.

Para a modalidade de concessão mediante retribuição em moeda social, a entidade deve apresentar, após a assinatura da escritura pública de concessão, plano de trabalho de prestação de serviços ou execução de programas ou projetos de atendimento a grupos vulneráveis da sociedade. Com isso, fica gratuita a concessão do terreno da Terracap.

 

Sonho da casa própria se concretiza para 56 famílias em Samambaia

Desde 2019, já foram entregues 8.079 unidades habitacionais no Distrito Federal

Pagar mais um boleto ao fim do mês nunca havia deixado o vigilante Gustavo Soares, 26 anos, tão satisfeito. “A gente paga as parcelas até com vontade. Com dinheiro à vista, cartão de crédito, do jeito que for, mas dá até gosto.” Trata-se do pagamento que o faz realizar um dos seus maiores sonhos: o da casa própria. Ele e mais 55 famílias receberam, neste sábado (10), as chaves dos apartamentos do Residencial Vallentina Moraes, em Samambaia.

Essa é mais uma inauguração da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) que se soma às outras 8.079 unidades habitacionais entregues pela empresa desde 2019. Mais de 32 mil pessoas ganharam um novo lar nos últimos cinco anos. Desta vez, os contemplados foram os integrantes da Associação de Moradores Sem Teto e Terras (AMSTT) com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 6 mil.

Gustavo Soares se empolga com as chaves do Residencial Vallentina Moraes: “A gente paga as parcelas com vontade” |Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília

“É um mix de sentimentos entregar essas chaves, esse empreendimento tão bonito, em uma área como essa, dotada com creche, com uma escola, um hospital e, no futuro, uma pracinha ali ao lado. Então, é muito satisfatório para a gente participar disso. Essa é a determinação deste governo para entregar moradia para quem mais precisa”, afirmou o diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes.

A líder de loja Maria de Fátima de Jesus, 46, é uma das futuras moradoras do Residencial Vallentina Moraes. Os próximos anos da vida dela serão no apartamento 505 junto do marido e do filho. “É maravilhoso saber que eu vou conseguir deixar um legado para meu filho. Eu trabalhava sem expectativa de um futuro e eu queria sempre deixar o melhor para ele. O que mais me emociona é saber que esse apartamento é meu, eu trabalhei e comprei. Isso é realmente uma conquista”, compartilhou Maria de Fátima.

Para Maria de Fátima de Jesus, a oportunidade representa a possibilidade de deixar um legado para o filho

O empreendimento habitacional foi construído com recursos do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e os apartamentos foram vendidos por R$ 220 mil financiados pela Caixa Econômica Federal. O residencial, erguido na QR 412 Conjunto 17A Lote 03, em Samambaia Norte, é composto por torre única, com dois pavimentos de garagem e sete andares de apartamentos.

São oito unidades por andar, sendo que cada uma tem área de 47,65 m². Os apartamentos dispõem de dois quartos, sala, cozinha, área de serviço e banheiro social. Já os equipamentos de uso comum são compostos de guarita, bicicletário, compartimento de pressurização, dependência do zelador, compartimentos técnicos, lixeiras, terraço descoberto, gás encanado, 53 vagas de estacionamento e dois elevadores.

Adeus, aluguel

Giselle da Silva Silveira: “São anos e anos sonhando com esse momento”

Os tempos de morar de aluguel já não fazem mais parte da realidade da florista Giselle da Silva Silveira, 42 anos. Ela vive em Ceilândia e se prepara para dar início à uma nova vida em Samambaia. “São anos e anos sonhando com esse momento. Quando chega o grande dia, a gente não acredita. A felicidade é tanta que dá vontade de sair correndo de alegria”, comemorou.

“Sempre moramos em Ceilândia, então Samambaia também vai ser algo novo e inesperado, mas que está sendo motivo de muita alegria para nós. Vamos morar no apartamento 507, eu, meu marido e nossas três filhas. Com muito amor, vai caber todo mundo”, disse, empolgada, a florista.

Já o aposentado Orlando Lins, 52, morava em uma casa emprestada pelo padrasto. A insegurança de não ter um lugar próprio ficou no passado. “A gente tinha medo de qualquer dia ele precisar e pedir a casa de volta. Nós não teríamos para onde ir. Agora temos a nossa própria moradia, não tem nem comparação, isso é sinônimo de tranquilidade. Estamos ansiosos para fazer logo a nossa mudança”, compartilhou Orlando.

Moradia

A entrega de unidades habitacionais é apenas uma das ações que o GDF realiza com foco na moradia. Em junho, por exemplo, o Executivo local deu início ao pagamento dos primeiros subsídios do programa Morar DF, outra iniciativa em que famílias de baixa renda recebem R$ 15 mil para darem de entrada na casa própria.

GDF garante empregabilidade a mulheres vítimas de violência

A inserção feminina no mercado de trabalho ocorre por meio de acordos de cooperação técnica firmados com nove órgãos públicos; só este ano, foram 30 mulheres empregadas formalmente por meio da ação

Assegurar autonomia financeira e dar autoestima às mulheres são os objetivos dos acordos de cooperação técnica do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher (SMDF), com nove órgãos públicos. As parcerias garantem a reserva de 4% a 8% das vagas de emprego formais a vítimas de violência, trans, quilombolas e outras mulheres inseridas em situações de vulnerabilidade, em empresas terceirizadas que prestam serviços às instituições.

Beneficiada pela iniciativa, Rafaela Delamary trabalha há um ano como auxiliar administrativa no STJ: “Tem sido incrível. Esse é meu primeiro emprego CLT. Eu nunca tinha tido oportunidade de trabalhar com carteira assinada, ter férias e 13º” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

“A relevância dessa medida está na assistência oferecida às mulheres vítimas de violência e em vulnerabilidade para que superem suas adversidades e conquistem uma vaga independente e digna”, afirma a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “Com essas parcerias, estamos garantindo o cumprimento da legislação e assegurando os direitos das mulheres.”

“Tive que me esconder para tentar me refazer. Passei um bom tempo dentro de casa. Tudo só mudou quando comecei a ter acesso ao acompanhamento nos equipamentos da Secretaria da Mulher. Essa foi uma oportunidade de recomeço”

Maria (nome fictício), que voltou ao mercado de trabalho com apoio da Secretaria da Mulher

As iniciativas já beneficiaram 92 mulheres. Só este ano foram 30 mulheres contratadas por meio da ação. Esse é o caso de Maria (nome fictício), 39, que há poucos meses assumiu um cargo de vigilante na Procuradoria-Geral da República (PGR). A oportunidade veio após ela ter sido acompanhada nos equipamentos da Secretaria da Mulher. “Preenchi uma ficha de inscrição, e em pouco tempo me ofereceram esse emprego. Essa notícia me trouxe muita felicidade e esperança”, lembra.

Para ela, retornar ao mercado de trabalho foi como virar uma página de um passado de medo e violências. A mulher chegou a ter que largar o emprego e mudar de Brasília com a filha para fugir do ex-companheiro. Quando retornou à capital, só havia conseguido trabalho na informalidade. “Tive que me esconder para tentar me refazer. Passei um bom tempo dentro de casa. Tudo só mudou quando comecei a ter acesso ao acompanhamento nos equipamentos da Secretaria da Mulher. Essa foi uma oportunidade de recomeço”, define.

Mais do que proporcionar melhores condições financeiras, o emprego deu a Maria a autoestima perdida nos últimos anos. “Cheguei a um ponto de me sentir incapaz. Tudo isso era reflexo do que eu tinha vivido. Carrego essa ferida, mas ela não me define mais”, complementa. Antes de assumir a função, ela foi preparada pela SMDF e teve acompanhamento mensal após o início do trabalho.

“Com essas parcerias, estamos garantindo o cumprimento da legislação e assegurando os direitos das mulheres”, afirma a secretária da Mulher, Giselle Ferreira | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Essa boa experiência é elogiada pela mulher. “Essa ajuda é muito significativa, porque ela traz encorajamento mesmo. É um olhar para a frente. Não era o meu caso, porque eu trabalhava na época, mas sabemos que muitas mulheres que hoje vivem esse quadro de violência por causa da dependência financeira. Então essa é uma porta de saída”, garante.

Ocupação de espaços

Rafaela Delamary, 40, é outra mulher beneficiada pelo acordo. Há um ano ela trabalha como auxiliar administrativa no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Tem sido incrível. Esse é meu primeiro emprego CLT. Eu nunca tinha tido oportunidade de trabalhar com carteira assinada, ter férias e 13º, então é uma coisa maravilhosa”, conta.

O preconceito sempre foi uma barreira para que a mulher conseguisse um emprego formal. “Muito nova tive que enfrentar a discriminação e a falta de emprego também, porque muitas vezes o que sobra para as mulheres trans é a prostituição ou a área de beleza, mas nós podemos estar em qualquer tipo de ambiente exercendo diferentes funções, como qualquer outra pessoa”, comenta.

Essa confiança foi construída por Rafaela após participar de uma ação social para a saúde de mulheres trans na SMDF. “Foi a experiência que me deu um apoio de cidadania, de saúde e até psicológico. Lá tive informações dos meus direitos e descobri que poderia ir muito além, me sentir mais digna e mais humana e por que não ocupar os espaços públicos trabalhando e estudando? Foi o que abriu minha mente para querer lutar e conquistar meu espaço”, recorda. Antes de entrar no STJ, ela foi inscrita no banco de dados da pasta e convidada para fazer cursos de qualificação. “Foi muito bom, porque foi uma forma de preparo”, ressalta.

Como funciona

Por meio de acordos de cooperação técnica, são disponibilizadas vagas para as funções de serviços gerais, copeira, auxiliar administrativo, assistente administrativo, técnico em secretariado e vigilante, todas em regime CLT | Foto: Divulgação/IgesDF

Os acordos são voltados a beneficiar mulheres que passaram por atendimento em algum equipamento público da SMDF, como a Casa da Mulher Brasileira e as unidades do Núcleo de Atendimento à Família e ao Autor de Violência Doméstica (Nafavd), ou de outros órgãos do GDF, como os centros especializados de atendimento à mulher (Ceams).

“Temos um banco de dados só com as vítimas de violência doméstica e em vulnerabilidade social, trans, quilombolas. Quando elas são atendidas em nossos equipamentos já é feita uma triagem, pegamos o currículo e, se elas autorizarem, entram no banco de dados, para quando surgir uma vaga elas serem comunicadas”, explica a chefe de Empregabilidade da SMDF, Lídia Alcântara.

Estão disponíveis vagas para as funções de serviços gerais, copeira, auxiliar administrativo, assistente administrativo, técnico em secretariado e vigilante, todas em regime CLT. O encaminhamento é feito pela SMDF, que faz uma preparação das candidatas antes da entrevista, além de manter um monitoramento nos quatro primeiros meses e depois anualmente.

“É muito importante a inserção dessas mulheres no mercado de trabalho, porque muitas estão sem esperança de arrumar um serviço devido ao medo. Mas tudo acontece em total sigilo. Todas são tratadas igualmente no ambiente de trabalho. Todas estão felizes. Muitas mandam mensagens agradecendo, porque essa é uma porta mais acessível”, comenta Lídia.

Atualmente, os acordos estão em vigor no Senado Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), no Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na Câmara Legislativa, na Procuradoria-Geral da República (PGR), na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) e no Ministério da Gestão e Inovação (MGI) – este último o mais recente, assinado no ano passado.

Está em andamento a ampliação da iniciativa, com a assinatura de novos acordos com o Tribunal de Contas da União (TCU), a Advocacia Geral da União (AGU), o Ministério das Minas e Energia (MME), o Superior Tribunal Militar (STM), a Câmara Federal e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

‘Minha Saúde’ em Ceilândia-DF utiliza emendas parlamentares

Com um investimento de R$ 20 milhões de emendas do deputado Gilvan Máximo, a iniciativa pretende atender 120 mil pessoas em 19 regiões administrativas, agilizando exames e consultas médicas

Da Redação

O programa ‘Minha Saúde’, lançado nesta quinta-feira (8) em Ceilândia-DF, promete revolucionar o acesso à saúde pública no Distrito Federal. Financiado por R$ 20 milhões em emendas parlamentares do deputado federal Gilvan Maximo (Republicanos-DF), o projeto visa desafogar as longas filas por exames de imagem e consultas médicas, ao introduzir um serviço itinerante que percorrerá 18 outras regiões administrativas.

A expectativa é que o programa atenda cerca de 8.000 pessoas até sábado, 10 de agosto, em Ceilândia. Ao longo de sua operação em outras cidades, espera-se alcançar 120 mil atendimentos em todo o DF, acelerando encaminhamentos para procedimentos cirúrgicos essenciais e melhorando a eficiência do sistema de saúde pública.

O deputado Gilvan Maximo destacou o impacto do projeto: “Estamos fazendo história com o ‘Minha Saúde’, facilitando o acesso a serviços críticos para a prevenção e tratamento de doenças. É um avanço significativo que esperamos possa servir de modelo para outras regiões.” Maximo também acompanha de perto a execução dos recursos para garantir a qualidade do programa.

Lucilene Florêncio, Secretária de Saúde do GDF, ressaltou a importância da iniciativa: “Ao oferecer exames e consultas através de uma estrutura itinerante, estamos atendendo à demanda reprimida e acelerando o encaminhamento para cirurgias necessárias, melhorando a eficácia de nosso sistema de saúde.”

Cartão Gás completa três anos com mais de R$ 125 milhões investidos

Criado em 2021 como medida de enfrentamento às consequências sociais e econômicas da pandemia, o benefício no valor de R$ 100 virou lei e é pago às famílias em situação de vulnerabilidade a cada dois meses

Um dos programas de proteção social do Governo do Distrito Federal (GDF), o Cartão Gás completa três anos neste sábado (10). Mais de R$ 125,2 milhões já foram investidos no benefício, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social a fim de garantir a segurança alimentar desta população. O auxílio financeiro de R$ 100 é pago de dois em dois meses para aquisição de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 13 kg.

Cerca de 90% dos beneficiários do Cartão Gás são mulheres. Mais de R$ 125,2 milhões já foram investidos no benefício, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social a fim de garantir a segurança alimentar desta população | Foto: Arquivo/Agência Brasília

Atualmente, são atendidas 70 mil famílias. Neste mês, foram investidos R$ 6.999.900 no programa, com a emissão de 3.601 novos cartões. Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes), pasta responsável pela gestão do programa, cerca de 90% dos beneficiários são mulheres.

A dona de casa Irene Souza Marques, 52 anos, recebe o benefício desde a criação. Moradora do Itapoã, ela salienta a importância do subsídio para o orçamento familiar: “Nós usamos o gás para tudo. De manhã, para fazer o café; depois para almoçar e jantar. Não tem como viver sem gás, então, quando falta o dinheiro, temos que tirar de outras contas. Mas com o auxílio, isso mudou. É uma ajuda muito grande, faz a diferença no final do mês.”

“É um valor importantíssimo para o orçamento das famílias mais vulneráveis justamente por complementar a renda, por não fazer as famílias optarem pela compra de um alimento ou do botijão de gás para cozinhá-lo”

Mayara Noronha Rocha, primeira-dama do Distrito Federal

Outra beneficiária do programa é a autônoma Ana Paula Silva, 38. Mãe solo de quatro filhas, ela conta que o gás é usado para a alimentação da família e para a venda de bolos. “A gente usa muito gás aqui em casa e eu nem sempre tenho o dinheiro para comprar quando acaba. Então, o cartão me ajuda muito, ainda mais porque hoje em dia um botijão custa caro, já encontrei por mais de R$ 120”, relata.

O Cartão Gás foi instituído pelo GDF como medida de enfrentamento das consequências sociais e econômicas decorrentes da pandemia de covid-19. Inicialmente, a previsão era de que o benefício durasse apenas 18 meses, mas o governo transformou a iniciativa em lei, garantindo a segurança alimentar de milhares de famílias.

“É um valor importantíssimo para o orçamento das famílias mais vulneráveis justamente por complementar a renda, por não fazer as famílias optarem pela compra de um alimento ou do botijão de gás para cozinhá-lo”, salienta a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, que estava à frente da Sedes na época do lançamento do projeto.

A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, enfatiza que o auxílio garante às famílias autonomia e segurança nutricional: “É um programa que faz muita diferença na vida das pessoas, tendo em vista que a crise econômica dos últimos anos e a inflação fizeram com que muitas perdessem poder de compra. Ter o gás de cozinha em casa significa ter uma alimentação mais saudável, em que as famílias podem fazer ‘comida de verdade’ do jeito que os filhos gostam, caseira e saudável.”

O Cartão Gás foi instituído pelo GDF como medida de enfrentamento das consequências sociais e econômicas decorrentes da pandemia da covid-19 | Foto: Divulgação/Sedes

Critérios de participação

A entrada no auxílio ocorre de forma automática, conforme os critérios de priorização e disponibilidade orçamentária. Além disso, o cidadão contemplado só perde o benefício se deixar de atender aos critérios estabelecidos.

“A seleção dos contemplados é automática, cruza os dados do Cadastro Único dos usuários com os critérios do programa”, enfatiza Ana Paula Marra. “Então, é importante que as pessoas se atentem aos critérios e mantenham seus cadastros atualizados nos Centros de Assistência Social. Frequentemente, recebemos mensagens dizendo que não foi contemplado e, quando vamos investigar, geralmente a pessoa não atende ao critério de renda, reside fora do DF, entre outros.”

Para concorrer ao benefício, é necessário atender aos seguintes requisitos:
– Ter inscrição no Cadastro Único
– Renda familiar per capita de até meio salário mínimo
– Declarar comprometimento de renda com a aquisição do GLP de 13 kg (informação preenchida durante a entrevista do CadÚnico)
– Morar no Distrito Federal e ter idade igual ou superior a 16 anos.

O cidadão pode verificar se está entre os novos beneficiários do programa por meio de consulta no site GDF Social. No portal, é possível obter informações sobre a agência do Banco de Brasília (BRB) onde vai retirar o cartão, sendo imprescindível que a busca seja feita apenas pelo titular do auxílio, mediante a apresentação de documento oficial com foto e CPF.

O beneficiário tem dois meses para retirar e desbloquear o seu cartão. Caso perca o prazo, haverá o desligamento no programa e a necessidade de novo atendimento socioassistencial. O valor deve ser pago exclusivamente às revendedoras cadastradas junto ao GDF e só contempla a aquisição de vasilhames para uso doméstico. O cadastro e a fiscalização dos estabelecimentos comerciais são feitos pela Secretaria de Economia. Veja aqui o endereço das revendedoras.

Mais um coração é transportado pelo helicóptero do Detran-DF

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O órgão transportado pela aeronave sentinela é o 70º coração destinado a transplantes no DF desde 2015

Na tarde desta sexta-feira (9), a aeronave do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o Sentinela, transportou mais um coração para a realização de transplante no Distrito Federal. Este foi o 14º coração transportado pela equipe da Unidade de Operação Aérea (Uopa) neste ano.

O órgão veio da cidade de Montes Claros (MG) e foi transportado pela Força Aérea Brasileira (FAB), chegando a Brasília por volta de 14h. Do aeroporto ao Hospital das Forças Armadas (HFA), o traslado ficou a cargo da equipe da aeronave Sentinela, comandada pelo comandante Sergio Alexandre Martins Dolghi.

A parceria entre Detran-DF e a Central Estadual de Transplantes existe há nove anos, garantindo a agilidade necessária para o transporte de órgãos, indispensável ao aproveitamento nos transplantes realizados no Distrito Federal.

Balanço

Desde 2015, foram transportados 70 corações pelo Detran-DF e, destes, 11 foram realizados em 2023 e 14 neste ano de 2024. São muitas vidas salvas com a colaboração da autarquia, que não tem medido esforços para salvar vidas, tanto em ações terrestres quanto aéreas.