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ARTIGO: O fim da ascala 6×1 e a busca por equilíbrio

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O conformismo social estuda como a decisão do grupo influencia o individuo a ir contra seus valores éticos e crenças simplesmente porque existe a ideia no inconsciente que “o grupo sabe o que é melhor”

POR MARIA MARIANA CALLADO

Após o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criado pelo vereador recém-eleito Ricardo Azevedo (PSOL-RJ), ganhar notoriedade nas redes sociais e a deputada Erika Hilton (PSOL) apresentar a proposta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6×1 e uma jornada de trabalho mais justa solicita que o Congresso Nacional altere a redução da carga horária presente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a petição online já conta com mais de 2 milhões de assinaturas.

Traz a discussão de como as relações sociais e trabalhistas se ajustam às condições impostas pelo empregador ou pela cultura organizacional, ao longo dos anos, começou a crescer um movimento de questionamento sobre os efeitos negativos dessa jornada de trabalho para a saúde mental e física dos trabalhadores. Além disso, a busca por uma melhor qualidade de vida e a pressão por mais tempo para atividades pessoais, familiares e de lazer começou a desafiar essa norma. Dessa forma vemos como a conformidade social age indiretamente na vida da sociedade e influencia mudanças significativas na realidade dos trabalhadores.

O conformismo social estuda como a decisão do grupo influencia o individuo a ir contra seus valores éticos e crenças simplesmente porque existe a ideia no inconsciente que “o grupo sabe o que é melhor” essa área de estudo da psicologia social e comportamental mostra como agimos em conformidade com as regras porque aceitamos a sua legitimidade e porque a isso somos incentivados pela aprovação e recompensa obtidas das outras pessoas.

Contudo, a crescente conscientização sobre os impactos negativos desse modelo de jornada – como o estresse, o desgaste físico e mental, a falta de tempo para lazer e a diminuição da qualidade de vida – começou a gerar um movimento de contestação.

Também alimenta essa dinâmica: se a maioria dos trabalhadores ou trabalhadores aceita a jornada 6×1 como padrão, a pressão social para aderir a esse modelo se torna muito forte. Para muitos, é mais fácil seguir o fluxo do que questionar o sistema que, em princípio, parece justo, o que nos leva teoria da Crença no Mundo Justo (CMJ) proposta por Melvin Lerner como campo de pesquisa na psicologia social que pode ser social e pessoal sendo um desejo interno do indivíduo para que a justiça no mundo visto por “os bons são recompensados e os maus são punidos” a CMJ é usada também para identificar fenômenos sociais e sendo um mecanismo psicológico.

No contexto das relações de trabalho, essa crença no mundo justo pode ser vista na forma como muitos trabalhadores, durante anos, aceitaram jornadas de trabalho extenuantes e condições que não favoreceram seu bem-estar, acreditando que, de alguma forma, foram recompensados por seu esforço e dedicação.

Nesse processo, o que antes era visto como uma “justiça natural” – o trabalhador sacrificando seu tempo pessoal no prol da produção – começou a ser reinterpretado como uma forma de injustiça social. O reconhecimento de que jornadas mais equilibradas resultam em trabalhadores mais saudáveis e produtivos.

Portanto, o fim da escala 6×1 é um exemplo claro de como a conformidade social pode ser desafiada e reformulada e como a CMJ pode ser um fator para esse processo de mudança na sociedade, levando a uma nova compreensão de justiça no trabalho. A transformação das jornadas de trabalho reflete a evolução das cooperativas sobre o que é justo, saudável e necessário para um modelo de sociedade que valoriza a qualidade de vida. O movimento em direção a jornadas mais humanas e equilibradas é, assim, uma vitória da desconformidade social, que luta contra normas arcaicas e busca uma relação de trabalho mais justa e condizente com as necessidades contemporâneas dos indivíduos.

Mas isso só funciona em países desenvolvidos. No Brasil, pobre e subdesenvolvido, a conta vai ser alta e todo mundo vai te pagar porque o custo acaba sendo embutido nos valores de serviços e produtos, causando uma quebradeira no país e mais inflação. No final não passa de uma discussão eleitoral e populista. É a nova “picanha eleitoral”.

Maria Mariana Callado é graduanda em psicologia

Sistema Socioeducativo recebe videomonitoramento com 926 câmeras

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Investimento de R$ 1,4 milhão abrange instalação e manutenção de câmeras em unidades de internação

Brasília, 12 de novembro de 2024 – Com um investimento de R$ 1,4 milhão, o Distrito Federal concluiu o processo de contratação de uma empresa para instalar 926 câmeras nas unidades de internação do Sistema Socioeducativo. O contrato, com validade de 60 meses, abrange fornecimento de equipamentos, instalação, treinamento e manutenção, garantindo que as câmeras funcionem 24 horas por dia, com armazenamento de imagens por 45 dias.

Medida tem como um dos destaques a garantia da preservação da identidade dos socioeducandos, aponta secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani | Foto: Divulgação/Sejus-DF

O extrato do contrato foi publicado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (12). O novo Circuito Fechado de Televisão (CFTV) visa monitorar o dia a dia nas unidades, contribuindo para a segurança e organização no ambiente socioeducativo.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a importância da medida: “Com esta iniciativa, a Sejus cumpre uma meta do Plano Plurianual 2024-2027, que inclui a implantação de videomonitoramento nas unidades. Esse avanço qualifica o atendimento socioeducativo e fortalece a política de socioeducação no Distrito Federal.”

O videomonitoramento permitirá a prevenção e inibição de ações delituosas, com captura de imagens de pessoas e bens dentro das unidades, incluindo áreas de estacionamento e proximidades. As imagens serão gerenciadas de forma descentralizada em cada unidade, mas haverá uma central de monitoramento geral na sede da secretaria.

“A criação de uma sala de situação na própria Sejus, com uma central de monitoramento, representa um importante passo para garantir a segurança e preservar a identidade dos socioeducandos”, afirmou a secretária Marcela Passamani. A iniciativa surgiu para atender à necessidade de um sistema seguro e eficiente, alinhado às normas da Sejus-DF, além de servir como indicador estratégico para medir a segurança nas instalações do Sistema Socioeducativo.

Viaduto do Riacho Fundo entra na fase final e trará alívio ao trânsito da EPNB

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Obra deve beneficiar 100 mil motoristas e melhorar segurança viária na região

Brasília, 12 de novembro de 2024 – O Viaduto do Riacho Fundo, localizado na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), está na etapa final das obras, com conclusão do asfaltamento dos acessos e instalação de meios-fios. A governadora em exercício, Celina Leão, e o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, acompanharam de perto o andamento do projeto nesta terça-feira, destacando a relevância da obra para a população do Riacho Fundo e para quem utiliza a via diariamente.

“Este viaduto era uma demanda antiga da população local e de motoristas de regiões como Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga. Acreditamos que ele trará uma melhoria significativa para o trânsito diário dessas pessoas”, declarou Celina Leão durante a visita.

Nos próximos dias, serão realizadas as etapas finais, como pintura de sinalização viária e paisagismo, com o plantio de grama e recomposição ambiental. O viaduto, que contou com um investimento de mais de R$ 23 milhões e gerou 300 empregos, foi executado pela empresa contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). O projeto promete desafogar o trânsito para cerca de 100 mil motoristas que trafegam pela EPNB diariamente.

A obra foi projetada para resolver o congestionamento no balão de acesso ao Riacho Fundo e à Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras, particularmente nos horários de pico. O novo viaduto, construído em trincheiras, terá duas pistas subterrâneas, atendendo aos dois sentidos da via: uma para quem segue em direção a Samambaia e outra para quem se desloca rumo ao Plano Piloto. Segundo Fauzi Nacfur, presidente do DER, a obra elimina o antigo entroncamento em nível, proporcionando maior segurança e fluidez ao tráfego.

Agora, serão feitas a pintura da sinalização viária e o paisagismo ao redor do viaduto que vai aliviar o trânsito para cerca de 100 mil motoristas que trafegam pela EPNB diariamente

Segurança para os pedestres

O complexo viário inclui medidas de segurança para pedestres, com a instalação de gradis de metal que previnem travessias arriscadas, especialmente nos pontos com passarelas. Essas estruturas foram estrategicamente posicionadas: na altura de Samambaia, próximo ao DER-DF; no Riacho Fundo, perto do viaduto e após o balão no sentido Samambaia; e no Núcleo Bandeirante, abaixo da passarela. Adicionalmente, foram instalados gradis após a rotatória, no sentido do Plano Piloto, para aumentar a segurança dos pedestres que utilizam a via.

Novo Centro Educacional de Arniqueira atenderá 1,3 mil alunos

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Nova escola atenderá 1,3 mil alunos com investimento de R$ 13 milhões

Brasília, 12 de novembro de 2024 – As obras do Centro Educacional (CED) de Arniqueira, projetado para atender os ensinos fundamental II e médio, estão em fase de serviços preliminares e fundação. A nova unidade escolar beneficiará 1,3 mil estudantes que atualmente precisam se deslocar para escolas em outras regiões. A construção está sendo realizada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), por meio de um convênio com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), com investimento superior a R$ 13 milhões.

A equipe de fiscalização da obra informa que, neste momento, a estrutura de concreto já está em andamento, incluindo a montagem de pilares, vigas e lajes, marcando o início das instalações prediais e de alvenaria. Em seguida, será iniciada a etapa de acabamentos, incluindo emassamento, pintura, revestimentos de pisos e paredes, instalações elétricas e hidráulicas, além da construção de uma quadra poliesportiva, guarita e estacionamento.

O novo CED de Arniqueira será erguido em um terreno de 7.847,93 m² localizado no Setor Habitacional Arniqueira (SHA), Conjunto 4, Área Especial 6, ao lado das futuras unidades básicas de saúde e da sede da administração regional. Com área construída de 4.968,79 m², o projeto prevê dois pavimentos, 18 salas de aula, auditório, sala de música, grêmio estudantil, biblioteca, sala de artes plásticas, sala multimídia, sala de apoio pedagógico, cozinha industrial, refeitório, vestiário e pátio coberto.

Atualmente, Arniqueira conta com um Centro de Ensino Fundamental (CEF), e o novo CED ampliará significativamente as opções de ensino para os jovens da região. “Aproveitamos o período de estiagem para avançar nas obras, e mesmo durante as chuvas, manteremos o ritmo acelerado”, afirma o presidente da Novacap, Fernando Leite.

Celina entrega novo campo society para população do Pôr do Sol

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Ponto de encontro da comunidade foi construído com investimento de R$ 1,7 milhão e inclui calçadas e rampas de acessibilidade, mobiliário urbano e paisagismo

Tudo pronto para a bola rolar no novo campo society da Quadra 4 do Pôr do Sol, inaugurado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta terça-feira (12). O espaço de lazer e desporto foi construído pela Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), com investimento na ordem de R$ 1,7 milhão, oriundo do orçamento da pasta. O equipamento público conta com calçadas e rampas de acessibilidade, mobiliário urbano e paisagismo. As obras iniciaram em maio e geraram cerca de 100 empregos diretos e indiretos.

Durante a inauguração, a governadora em exercício Celina Leão lembrou dos mais de R$ 630 milhões investidos pelo GDF na região. “Temos orgulho de falar que nós mudamos a cara do Sol Nascente”, enfatizou. “Sempre com um olhar também muito especial para o Pôr do Sol. Nós temos outros projetos também aqui de urbanização, de melhorias, e a entrega desse campo demonstra realmente o cuidado deste GDF com a região”.

Celina Leão destacou os investimentos na região Sol Nascente/ Pôr do Sol | Foto: Renato Alves/ Agência Brasília

Construído no modelo society, o novo campinho tem 35 m x 55 m de dimensão e 1.925 m² de grama sintética, além de duas traves para futebol e alambrado para garantir a segurança dos jogadores e torcedores.

Ao redor do equipamento, foram instalados 16 bancos em concreto, 16 lixeiras com capacidade de 60 litros, quatro paraciclos e postes de iluminação pública. Houve, ainda, o plantio de 600 m² de grama batatais e árvores nativas do Cerrado. Já para possibilitar o acesso ao espaço, foram construídos 1.669,25 m² de calçadas, rampas de acessibilidade e escada.

O novo campo sintético conta com bancos, iluminação pública e obras de acessibilidade | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

O secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, antecipou, na ocasião, a entrega de outros dois campos sintéticos nas proximidades. “A gente está trazendo progresso e investimentos para a cidade, que está sendo transformada com toda a infraestrutura necessária para dar dignidade à população daqui”, ressaltou o titular da pasta.

Lazer e segurança

A localização do equipamento foi indicada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab). O ativista ambiental Auzirenio Carvalho, 51 anos, contou que a área do campo era usada para descarte irregular de lixo, levando riscos para a saúde dos moradores e trabalhadores da região. “Aqui tinha todo tipo de malefício que um lixão pode gerar, era um transtorno muito grande”, disse. “O campo vai criar uma ocupação melhor para o jovem que não tinha o que fazer próximo à sua residência; incentiva ele a vir para cá em vez de ficar nas ruas”.

Claudinete Oliveira comemora que as crianças não precisarão mais ir ao P. Sul para jogar futebol | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

A comunidade aprovou o novo equipamento, conforme relatou a líder comunitária Claudinete Oliveira, 49, mais conhecida como Claudinha Pôr do Sol. “Há muito tempo tínhamos essa reivindicação, e agora, graças a Deus, conseguimos. As nossas crianças não precisarão mais ir para o P. Sul [para usar os campos], vão estar aqui no Pôr do Sol, onde nós moramos e criamos os nossos filhos”, comentou. “A esperança é que até eu aprenda a jogar bola aqui, junto com os meninos. A comunidade vai estar unida vendo seus filhos competirem, vai que acontece de sair um jogador daqui, do Pôr do Sol”.

Presente à inauguração do campo, o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, lembrou da importância de a população cuidar do espaço público: “Tenho certeza que a comunidade fará um bom proveito e, sobretudo, vai cuidar para que esse campo fique em funcionamento por um bom tempo. Nós pedimos a colaboração da comunidade e o empenho da administração regional nessa missão”.

Evandro Teles: “Era um espaço de lixo, que, durante as chuvas, era levado para o Rio Melchior. O campo sanou esse problema e deu um excelente equipamento público para todos nós” | Foto: Jorl Rodrigues/ Agência Brasília

O agente socioeducativo Evandro Teles, 46, estava ansioso pela entrega do novo campo e contou que vai usar o espaço para outras práticas esportivas, além do futebol. “Aqui em volta da quadra pode ser praticada uma corridinha de leve, no gramado dá para fazer uns tiros [de velocidade]”, disse. “Era um espaço de lixo, que, durante as chuvas, era levado para o Rio Melchior. O campo sanou esse problema e deu um excelente equipamento público para todos nós”.

Filha de Evandro, a estudante Valentina Araújo Teles, 12, revelou que a família está tão animada com a novidade que adquiriu uma nova bola de futebol e uma de voleibol. Segundo ela, a lista de atividades que podem ocorrer no campo é extensa: “É um campo bem grande, muito espaçoso. Dá para fazer bastante pirueta, brincar de pega-pega, futebol. Lá em casa eu gosto de ficar correndo, então aqui vai ser muito melhor”.

UnDF dá os primeiros passos para se tornar uma instituição Lixo Zero

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Iniciativa promove práticas sustentáveis na comunidade acadêmica da Universidade do Distrito Federal 

Brasília, 12 de novembro de 2023 – A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) lança, nesta quinta-feira (14), o projeto “Do Marco Zero ao Lixo Zero”, com o objetivo de promover o correto descarte e reaproveitamento de resíduos recicláveis e orgânicos gerados pela instituição. Desenvolvida pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento Regional e Sustentável (PRDRS) e com apoio do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), a iniciativa será apresentada ao público às 10h30 no auditório do Campus Norte, com acesso livre para toda a comunidade acadêmica e visitantes.

Projeto da UnDF em parceria com o SLU tem como objetivo promover o máximo aproveitamento e o correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos gerados pela universidade | Foto: Divulgação/UnDF

O projeto integra o Programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), ao qual a UnDF aderiu em agosto deste ano, incentivando práticas sustentáveis em órgãos públicos, incluindo as universidades. A ação centraliza-se no conceito de “Lixo Zero”, promovendo uma gestão responsável dos resíduos por meio de consumo consciente, reutilização, destinação correta e reciclagem, além de minimizar desperdícios. Em consonância com esses princípios, a UnDF instalou lixeiras especiais para descarte de lixo eletrônico e pilhas no Campus Norte, direcionando os itens para a Cooperativa de Reciclagem do Varjão (CRV) para processamento e encaminhamento adequado, conforme explica Guilherme Baroni, pró-reitor de Desenvolvimento Regional e Sustentável.

Baroni reforça que a meta é expandir o projeto para todos os campi da UnDF, sensibilizando e envolvendo a comunidade acadêmica no compromisso com a sustentabilidade. Durante o evento de lançamento, os participantes aprenderão sobre coleta seletiva, a lógica do tratamento de resíduos sólidos no Distrito Federal e conhecerão as instituições e cooperativas locais envolvidas.

Em junho deste ano, Brasília sediou o Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, reunindo especialistas e representantes de diversas nações no Museu Nacional da República para compartilhar práticas sustentáveis. A UnDF esteve presente com membros de sua equipe técnica, docentes e estudantes, reforçando seu compromisso com a cultura de sustentabilidade.

Programação do lançamento do projeto “Do Marco Zero ao Lixo Zero”

  • Data: Quinta-feira (14)
  • Horário: 10h30
  • Local: Auditório do Campus Norte da UnDF (CA 02 Lago Norte)
  • Público-alvo: Comunidade acadêmica e público em geral

Dia da Mulher da Defensoria do DF registra 2.316 atendimentos em edição de novembro

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Projeto amplia atendimento gratuito a mulheres em situação de vulnerabilidade, com diversos serviços e parcerias

Brasília, 12 de novembro de 2024 — O Dia da Mulher, projeto da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), atendeu 2.316 mulheres em situação de vulnerabilidade em sua 18ª edição, realizada nesta segunda-feira (11). Desde sua criação, em maio de 2023, o programa já totaliza mais de 29 mil atendimentos e ocorre na primeira segunda-feira de cada mês. O evento tem buscado expandir continuamente a oferta de serviços por meio de novas parcerias, que promovem um atendimento abrangente, cobrindo áreas como saúde, segurança, educação e empregabilidade.

“As 18 edições simbolizam avanços na construção de uma comunidade mais justa e na luta por dignidade e igualdade”, ressaltou a subdefensora pública-geral Emmanuela Saboya, coordenadora do projeto.

Apoio e transformação social

Ana Paula de Melo Franco Pereira, moradora de São Sebastião e participante assídua do evento, destaca os benefícios que a ação trouxe à sua vida. “Conseguimos vagas em creche, atendimento jurídico e diversos serviços de apoio. A ação da DPDF é transformadora e ajuda muitas famílias vulneráveis do DF”, comentou.

Serviços oferecidos

O evento inclui serviços jurídicos como mediação, assistência psicossocial, exames de DNA e orientações sobre violência doméstica, com apoio do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT). Na área de saúde, o público contou com consultas com cardiologistas, exames de eletrocardiograma, técnicas terapêuticas e exames clínicos fornecidos pelo Instituto Sabin, além de vacinas disponibilizadas pela Secretaria de Saúde (SES-DF).

Diversas parcerias ampliam o impacto do projeto. O Sesc oferece exames de mamografia e citopatológico, enquanto a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza exames de HPV. A Secretaria da Mulher do DF distribui kits e orienta mulheres em situação de violência, e a Secretaria de Justiça (Sejus-DF) fornece apoio psicossocial.

O projeto oferece oportunidades de estágio e cursos gratuitos, com suporte da Federação do Comércio (Fecomércio-DF) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que também oferece cortes de cabelo e maquiagem pela Carreta da Beleza.

Atendimento geral e inclusão social

A parceria com o BRB e a Semob-DF proporciona transporte gratuito e acessível. A Caixa Econômica Federal participa com consultas de PIS e FGTS e serviços bancários. Além disso, a Secretaria da Pessoa com Deficiência oferece suporte para obtenção de carteiras de identificação e o benefício do Passe Livre Especial. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Móvel também marcam presença com serviços essenciais à população.

Com uma abordagem cada vez mais ampla, o Dia da Mulher da DPDF avança em sua missão de oferecer apoio contínuo a mulheres em situação de vulnerabilidade, construindo um caminho para maior autonomia e dignidade para essas mulheres e suas famílias.

Exposição revela talentos artísticos de estudantes com altas habilidades

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Mostra reúne obras de estudantes do programa de altas habilidades até 13 de dezembro

Brasília, 12 de novembro de 2024 – Uma verdadeira explosão de cores e criatividade invade o Alameda Shopping, em Taguatinga, com a exposição “Corpo Imaginário”. Aberta ao público até o dia 13 de dezembro, a mostra exibe cerca de 50 obras criadas por 11 estudantes do programa de altas habilidades da rede pública do Distrito Federal. As peças são o resultado do trabalho desenvolvido na Sala de Talentos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 15 de Taguatinga, sob a orientação dos professores Priscila Eduardo de Oliveira Nogueira e Fábio Travassos de Araújo.

“Sempre vemos o resultado e ficamos muito felizes, sentimos orgulho de nós mesmos”, diz a estudante Maria Clara Moreira Andrade | Fotos: Fábio Travassos de Araújo

Mais do que uma simples exibição artística, “Corpo Imaginário” representa a jornada pessoal de autodescoberta dos jovens participantes, que são incentivados a explorar e desenvolver uma linguagem visual própria. “Cada obra reflete um processo de autodescobrimento. Os estudantes são orientados a explorar suas percepções e criar uma identidade visual autêntica”, explica Priscila, professora itinerante e organizadora da exposição.

O professor de artes visuais Fábio Travassos, que atua no projeto desde 2003, destaca a importância da individualidade no trabalho: “Este espaço permite que cada aluno expresse não apenas suas habilidades técnicas, mas também suas percepções únicas sobre o mundo. Muitos desses jovens produzem arte de forma introspectiva, e nosso objetivo é ajudá-los a externalizar essas visões por meio do diálogo e da expressão artística.”

A voz dos jovens artistas

Os estudantes participantes compartilham o impacto que o programa teve em suas vidas. Amanda Meireles, de 16 anos, aluna do 2º ano do ensino médio, reflete: “A sala de recursos me ajudou a entender meu próprio estilo e a desenvolver minhas habilidades. Ter um professor envolvido com arte é uma oportunidade rara.”

“Pude trabalhar com mais materiais e conviver com outras pessoas que tinham as mesmas questões que eu”, diz Nícolas Max

Nícolas Max, 18 anos e aluno do 3º ano, destaca o apoio e as oportunidades proporcionadas: “O programa me deu visibilidade e a chance de trabalhar com novos materiais, além de me conectar com colegas que compartilham interesses semelhantes.”

Já Maria Clara Moreira Andrade, de 15 anos e estudante do 1º ano, ressalta o aprendizado técnico: “Achei que sabia desenhar, mas aqui aprendi técnicas novas. No final, sempre vemos o resultado e sentimos orgulho.”

Segundo Marta Vieira Mendes, professora itinerante e organizadora da exposição, a Sala de Talentos é um ambiente essencial para que esses jovens, de diferentes escolas, possam aprimorar suas habilidades artísticas e se desenvolver em um espaço acolhedor.

Governo do DF cataloga e divulga planos estratégicos de 40 órgãos

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Secretarias, autarquias e fundações mostram metas, objetivos e iniciativas os gestores e quadro funcional para adotar até 2026

A gestão estratégica é essencial para o sucesso das instituições públicas, privadas ou do terceiro setor, assim como a condução de riscos e o monitoramento de seus indicadores de desempenho – estes usados para mensurar o alcance dos objetivos definidos. No Governo do Distrito Federal, agora é regra: todas as secretarias, autarquias e fundações devem ter, e tornar públicos, os planos estratégicos institucionais (PEIs).

A iniciativa da Secretaria-Executiva de Gestão da Estratégia (SGE) da Secretaria de Economia (Seec-DF) possibilitou, em um pouco mais de um ano, a uniformização, a elaboração e a validação de planos estratégicos de 40 órgãos do GDF.

“Os planos especificam a razão de ser dos órgãos, aonde eles querem chegar e a contribuição para Brasília até 2026”

Ney Ferraz, secretário de Economia

“Os planos especificam a razão de ser dos órgãos, aonde eles querem chegar e a contribuição para Brasília até 2026. Eles garantem que gestores e equipe técnica estejam comprometidos com os objetivos e as iniciativas que viabilizarão o alcance do patamar estabelecido”, reforça o secretário de Economia, Ney Ferraz.

O secretário-executivo de Gestão da Estratégia, Otávio Veríssimo, acrescenta: “Importante destacar que os PEIs nada mais são do que o desdobramento da estratégia governamental na prática. Cada órgão se voltou para missão, visão e valores tendo como referências o Plano Estratégico do Distrito Federal [PEDF] 2019-2060 revisado e o Plano de Governo 2023-2026”.

Agora, o Catálogo de PEIs, documento com 320 páginas, será publicado no site da Seec-DF; e, simultaneamente, cada órgão publicará o respectivo plano, dando transparência às ações governamentais. Outras 17 instituições também elaboraram registros semelhantes, mas não participaram do treinamento.

Arte: Divulgação/Seec-DF

Base legal

A elaboração dos planos estratégicos institucionais, além de ser um desdobramento do PEDF, atende ao decreto nº 39.736, de 28 de março de 2019 – que dispõe sobre a política de governança pública e compliance no âmbito da administração local.

A Seec-DF, responsável pela gestão estratégica do GDF, pôs à disposição toda a assessoria técnico-metodológica aos interessados no planejamento estratégico institucional. É o PEI que define metas e estratégias para que os serviços e produtos de responsabilidade do órgão alcancem o resultado pretendido.

Obras no Riacho Fundo: investimento é resultado de ações de planejamento | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

É o caso do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF (Inas) tem como objetivo estratégico o aperfeiçoamento do modelo de gestão do GDF Saúde. Para mensurar se está na direção correta, ele vai monitorar, por exemplo, o indicador de cumprimento dos prazos de garantia de atendimento. Este, por sua vez, será viabilizado por uma iniciativa: a contratação de um novo modelo de apoio à gestão do plano.

“Por isso, a grande necessidade de comprometimento e a dedicação dos gestores junto às suas áreas, trabalhando em harmonia e focados em um mesmo propósito”, argumenta o subsecretário de Programas e Projetos Estratégicos, Adriano Leal.

Referencial

A assessoria técnico-metodológica para a elaboração dos PEIs ofertada pela Seec-DF foi viabilizada por meio do Curso de Elaboração de Planejamento Estratégico Institucional, com apoio da Escola de Governo (Egov) – em alguns casos, com assessoria in loco nos órgãos, de forma exclusiva.

Tanto os cursos como a assessoria in loco ocorreram com cinco encontros presenciais. Esses encontros capacitaram os participantes na elaboração dos PEIs, alinhando outros instrumentos de planejamento dos órgãos e definindo suas prioridades.

Projeto Atendimento em Movimento: canal direto com a população | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Nesses eventos foram abordados temas como a elaboração do referencial estratégico: missão (a razão de ser do órgão), visão (o que o órgão quer ser) e valores (no que o órgão acredita).

Ainda foram definidos os objetivos estratégicos (os desafios organizacionais) e os indicadores de desempenho, que é a mensuração do alcance dos objetivos estratégicos. E, por fim, a especificação das iniciativas: o que tornará viável o alcance do indicador estabelecido.

As assessorias, in loco, tinham um encontro a mais, após a elaboração de todo esse referencial, que serviu para debater a análise de cenário do órgão, como pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças.

Agora, tanto os órgãos de controle (Controladoria Geral e Tribunal de Contas) como o cidadão terão condições de monitorar o cumprimento desses planos. A Seec-DF está implementando novas funcionalidades no Sistema Gestão-DF para que cada órgão possa cadastrar e monitorar de forma eficiente e precisa seus projetos.

Inclusão de autistas no mercado de trabalho abre espaço para novos talentos

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Especialistas apontam que preconceito e falta de assistência adequada contribuem para a baixa empregabilidade de pessoas com o transtorno

Com uma população de 13 mil pessoas que, segundo a Associação Brasileira de Autismo,  apresentam diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) no DF, a Secretaria de Saúde (SES-DF) dispõe de uma rede de unidades focadas em atendimento, diagnóstico e tratamento. O serviço também apoia os pacientes a conseguirem o primeiro emprego, um processo facilitado neste ano com a lei nº 14.992/2024, que define regras para estimular a contratação, como empregado, aprendiz ou estagiário, de pessoas com TEA.

Desde que foi diagnosticada com TEA, a professora Wanessa Tirelli afirma ter encontrado todo o apoio no trabalho: “O diagnóstico me trouxe mais organização e consciência sobre minha condição, ajudando-me a lidar melhor com o dia a dia profissional” | Foto: Arquivo pessoal

“A diversidade no ambiente de trabalho só tem a enriquecer a todos”

Ana Miriam Garcia Barbosa, assistente social

De acordo com especialistas da SES-DF, a promoção da inclusão de autistas no mercado de trabalho não apenas combate preconceitos, mas também abre espaço para que mostrem suas habilidades.

A assistente social Ana Miriam Garcia Barbosa lembra que, para que essas pessoas sejam reconhecidas e tenham a oportunidade de uma vida mais autônoma e realizada, a sociedade precisa entender que cada indivíduo no espectro autista é único, com suas próprias capacidades e desafios. “O espectro autista é vasto, e muitos desses jovens têm necessidades leves e são extremamente competentes em suas funções”, aponta. “A diversidade no ambiente de trabalho só tem a enriquecer a todos”.

Habilidades acentuadas

Alguns exemplos de aptidões comuns entre indivíduos com TEA são habilidades relacionadas a questões lógicas e matemáticas, disposição para atividades repetitivas e metódicas que consistem na manutenção de uma rotina, atividades com regras e padrões bem definidos e ótima memória visual e de longo prazo.

A professora de Geografia Wanessa Tirelli, diagnosticada aos 31 anos com TEA, relata ter recebido apoio no seu ambiente de trabalho, com acolhimento da chefia – situação que não é a realidade de muitas pessoas com autismo. “O diagnóstico me trouxe mais organização e consciência sobre minha condição, ajudando-me a lidar melhor com o dia a dia profissional”, diz. “Sou uma profissional tão capaz como qualquer outra”.

Desafios e apoio da família

Segundo  Ana Miriam, há um estereótipo de que as pessoas com autismo possuem dificuldades severas em suas interações sociais ou apresentam comportamentos como a autoagressão. “Essa visão limitada impede que muitos autistas, que são altamente capazes e produtivos, tenham a chance de mostrar seu potencial”, pontua.

A especialista explica que o preconceito enraizado afeta a autoestima dos adolescentes autistas, que crescem acreditando não serem capazes de se inserir no mercado de trabalho. “Muitas famílias acreditam que seus filhos não são capazes de desempenhar qualquer outra atividade, o que reforça a exclusão”, diz. “Precisamos estimular programas de estágio e jovem aprendiz. Essa inclusão é fundamental para desmistificar o diagnóstico e revelar todo o potencial produtivo desses jovens”.

Centros especializados

Para obter o diagnóstico do transtorno, o primeiro passo é ir à unidade básica de saúde (UBS) de referência. Após isso, há o encaminhamento a um dos quatro centros especializados em reabilitação (CERs) da SES-DF, conforme o perfil do paciente.

Centro Especializado em Reabilitação do Hospital de Apoio atende adultos que precisam de reabilitação para o mercado de trabalho

Os adultos que precisam de reabilitação para se adequar ao mercado de trabalho são atendidos no CER do Hospital de Apoio, que funciona de segunda a sexta-feira, exceto às quartas. Jovens também podem se preparar no Adolescentro, unidade especializada e reconhecida como referência na atenção a pacientes de 10 a 18 anos com transtornos mentais, de aprendizagem e vítimas de violência sexual.

Os cuidados aos autistas também são oferecidos no CER II, em Taguatinga, e no Centro de Orientação Médico-psicopedagógica, que tem como foco o público infantil e fica no Setor Hospitalar Norte, ao lado do Hemocentro.