Início Site Página 74

Contran atualiza regras da Lei Seca e prevê novo teste do bafômetro

0

Regulamentação também autoriza uso do drogômetro, mas limites para álcool permanecem os mesmos

Brasília, 18 de agosto de 2026 — O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou novas regras para a fiscalização da Lei Seca. A regulamentação modifica os procedimentos adotados durante as abordagens e permite a repetição do teste do bafômetro quando houver suspeita de interferência no resultado.

A medida busca diferenciar o álcool efetivamente absorvido pelo organismo da presença residual da substância na boca. Esse tipo de interferência pode ocorrer após o consumo de alimentos, como bombons com licor e pão de forma, ou pelo uso de produtos de higiene bucal, a exemplo de enxaguantes.

Nessas situações, os agentes poderão realizar uma nova medição para confirmar o resultado. A regulamentação substitui as normas estabelecidas em 2013 e também atualiza o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito.

Apesar das mudanças nos procedimentos, os limites previstos na Lei Seca permanecem inalterados. A partir de 0,05 mg/L de álcool no ar alveolar, considerando a margem de erro regulamentar, o motorista pode ser enquadrado em infração administrativa. A partir de 0,34 mg/L, também considerada a margem prevista, a conduta pode configurar crime de trânsito.

Drogômetro

Outra novidade é a previsão do uso do chamado “drogômetro”, equipamento desenvolvido para identificar a presença de substâncias psicoativas e tóxicas no organismo de motoristas.

Embora dirigir sob efeito de drogas já seja proibido, a regulamentação anterior não estabelecia um equipamento específico para realizar esse tipo de detecção durante as fiscalizações.

A utilização do dispositivo nas blitze, porém, ainda não tem data definida. As novas regras passarão a valer após a publicação da resolução no Diário Oficial da União (DOU).

Brasília teve maior aumento de área urbanizada do país em três anos

0

Capital federal incorporou 72,08 km² ao espaço urbano entre 2019 e 2022, segundo levantamento do IBGE

Brasília, 18 de agosto de 2026 — Brasília registrou a maior expansão absoluta de áreas urbanizadas entre os municípios brasileiros no período de 2019 a 2022. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram incorporados 72,08 km² ao espaço urbano da capital federal nesses três anos.

O crescimento foi mais que o dobro do registrado por São Luís (MA), que apresentou a segunda maior expansão, com 35,76 km². Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (18).

Com o avanço, Brasília passou da terceira para a segunda posição no ranking dos municípios com maior extensão de áreas urbanizadas do país. Em 2022, a capital alcançou 662,54 km², ficando atrás apenas de São Paulo, com 922,41 km².

O Rio de Janeiro, que ocupava a segunda colocação em 2019, passou para o terceiro lugar, com 644,36 km² de áreas urbanizadas em 2022.

O que são áreas urbanizadas?

O levantamento do IBGE considera diferentes tipos de espaços para identificar as chamadas feições urbanizadas. O conceito inclui áreas construídas para fins residenciais, comerciais e industriais, além de vazios intraurbanos e outros equipamentos urbanos.

Os vazios intraurbanos correspondem a espaços dentro do perímetro urbano destinados, por exemplo, ao lazer, esporte, turismo e preservação ambiental. Já os equipamentos urbanos incluem estruturas como universidades, aeroportos, portos, shopping centers, indústrias, presídios e estações de energia.

O instituto também utiliza o conceito de feições morfologicamente identificadas, que considera ainda a presença de loteamentos vazios.

A análise permite acompanhar a transformação do território brasileiro por meio da interpretação de imagens de satélite e comparar o avanço da urbanização entre diferentes períodos.

GDF realiza ação de acolhimento a pessoas em situação de rua nesta quarta

0

Servidores estarão em pontos de Águas Claras e do Plano Piloto a partir das 9h

Brasília, 18 de agosto de 2026 — Servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) estarão nesta quarta-feira (19), a partir das 9h, em diferentes pontos de Águas Claras e do Plano Piloto para oferecer acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua que desejarem atendimento.

Após a abordagem, os pertences das pessoas atendidas serão encaminhados para o endereço indicado por elas. Quando não houver um local fixo para entrega, os objetos serão levados a um depósito no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), no Trecho 4, lotes 1380/1420. Os itens poderão ser retirados em até 60 dias, sem cobrança.

A divulgação antecipada da operação atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976. A decisão prevê que o Executivo distrital informe previamente as datas, horários e locais das ações de zeladoria urbana, além de esclarecer a destinação e o procedimento para recuperação de pertences eventualmente recolhidos.

Em Águas Claras, as equipes estarão na Rua 25 Sul; atrás do Hospital Brasília, próximo à Quadra 208; Q 207, Praça Uirapuru; Avenida Boulevard Norte, entre a Rua 16 e o Buriti; Rua 19 Norte, no Edifício Lorys; Rua 21, próximo à Praça Quero Quero; Avenida Boulevard Sul, entre as ruas 21 Sul e 20 Sul; Rua das Paineiras, em frente ao lote 06; Rua 31 Sul, Lote 09, Condomínio Mozart Residence; Rua 34 Sul, atrás do Residencial Quinta das Águas; Rua 36 Sul, Edifício Ouro Branco V; cruzamento da Rua 34 Norte com a Avenida Boulevard Norte; e Avenida Flamboyant Norte, na lateral do condomínio Top Life.

No Plano Piloto, os atendimentos ocorrerão na SGAN 611 e adjacências, na L3 Norte; na 601 Norte; e na Rua DFL, Casa 1.

Contas de luz do DF terão novo número de identificação a partir de setembro

0

Mudança da Neoenergia Brasília seguirá padronização nacional definida pela Aneel para unidades consumidoras

Brasília, 18 de agosto de 2026 — As contas de energia elétrica dos moradores do Distrito Federal terão mudanças a partir de setembro. A Neoenergia Brasília substituirá o atual “Código do Cliente” pelo “Número da Unidade Consumidora” nas faturas.

O novo código ficará no canto superior direito da conta, no mesmo local onde atualmente aparece o Código do Cliente. O campo destinado ao “código de instalação” também será retirado da fatura.

A principal diferença é que o novo número estará vinculado ao imóvel, e não ao titular da conta. Com isso, cada endereço terá uma identificação própria e permanente, utilizada para solicitar serviços, consultar informações, emitir segunda via e acessar os canais de atendimento da distribuidora.

O Número da Unidade Consumidora terá 15 dígitos e seguirá um padrão nacional estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A alteração será realizada automaticamente pela empresa, sem necessidade de qualquer procedimento por parte dos consumidores.

A mudança atende à Resolução Normativa nº 1.095/2024 da Aneel, que estabelece a padronização para as concessionárias de energia elétrica do país. A medida busca facilitar a identificação das unidades, a integração entre sistemas e a comunicação entre distribuidoras e órgãos reguladores.

Durante os 12 meses de transição, os consumidores poderão utilizar tanto o código antigo quanto o novo Número da Unidade Consumidora nos serviços da Neoenergia. Após esse período, a identificação de 15 dígitos será adotada oficialmente.

Caputo detalha propostas de mobilidade, saúde e gestão em sabatina

0

Candidato do Novo defende construção de quatro estradas-parque, expansão do metrô e BRT, novos hospitais e parcerias público-privadas durante entrevista à Rádio Metrópoles

Da Redação

O candidato ao Governo do Distrito Federal Kiko Caputo (Novo) apresentou nesta terça-feira (18), em sabatina à Rádio Metrópoles, um conjunto de propostas para mobilidade, saúde, educação e administração pública. No campo da mobilidade, Caputo defendeu a construção de quatro estradas-parque nas regiões de Águas Claras, Brazlândia, Recanto das Emas e Planaltina.

Ele também propôs a ligação ferroviária entre Brasília e Goiânia, a expansão do Metrô-DF para Sol Nascente e o final da Samambaia, além da implantação do BRT Norte até Planaltina.

Na saúde, o candidato afirmou pretender construir quatro novos hospitais, em Ceilândia, São Sebastião, Noroeste e Guará, sendo um deles voltado ao tratamento de câncer. Caputo defendeu ainda a contratação de profissionais já aprovados em concursos do SUS. Sobre educação, ele propôs parcerias público-privadas com o Sistema S para atividades no contraturno escolar, com o objetivo de ampliar o ensino em tempo integral.

Caputo declarou que não descarta a privatização de áreas não essenciais, mas ressaltou que saúde, segurança e educação devem permanecer sob gestão pública. O candidato também defendeu a redução do número de secretarias, o combate a indicações políticas em cargos de direção e a busca de novas fontes de financiamento além do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Na segurança, propôs reforço do efetivo das polícias Militar e Civil, aumento salarial, dobrar o vale-alimentação dos servidores e uso de câmeras e inteligência artificial para prevenção de crimes.

Caputo afirmou ainda que pretende melhorar as políticas de acolhimento à população em situação de rua. Francisco Queiroz Caputo Neto, conhecido como Kiko Caputo, é advogado, ex-presidente da OAB-DF e foi conselheiro federal da Ordem por três mandatos.

 

Petista defende reconstrução de Taguatinga e mais serviços públicos

0

Candidato do PT ao governo do DF afirma durante agenda de campanha que região enfrenta enfraquecimento do comércio e precisa de ações em saúde, educação, segurança e geração de empregos

Da Redação

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) afirmou nesta terça-feira (18), durante agenda de campanha em Taguatinga, que pretende promover uma reconstrução da cidade com investimentos em saúde, educação, segurança, mobilidade e geração de empregos.

Segundo ele, a região, que considera o coração econômico de Brasília, enfrenta enfraquecimento do comércio e problemas na prestação de serviços públicos. “Taguatinga é a cidade que precisa ser recuperada. A reconstrução de Taguatinga simboliza também a reconstrução do DF que a gente quer fazer, com uma economia forte, com muito emprego, com muita renda e com serviços públicos de qualidade”, afirmou.

Grass iniciou a agenda com uma panfletagem na Praça do Relógio e seguiu para o Taguacenter. O candidato destacou a relação que mantém com a cidade desde o período em que atuou como professor e deputado distrital. Segundo ele, a região também concentra problemas que pretende enfrentar caso seja eleito. “A gente vê aqui o comércio que está enfraquecido, muitas lojas fechadas, muita gente na rua, muita gente em situação de rua, e o povo de Taguatinga, que é o povo pioneiro, um povo muito trabalhador, querendo ver essa cidade ser recuperada”, disse.

 

Prazo para solicitar voto em trânsito termina nesta quinta-feira

0

Eleitores fora do município de domicílio eleitoral devem pedir habilitação até 20 de agosto para o primeiro e eventual segundo turno das Eleições 2026

Da Redação

Os eleitores que estiverem fora do município onde votam normalmente no dia das eleições precisam ficar atentos ao prazo para solicitar o voto em trânsito. O pedido para o primeiro turno, para o eventual segundo turno ou para ambos deve ser feito até esta quinta-feira (20).

Nas Eleições 2026, o primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, caso haja segundo turno para as disputas majoritárias, a votação ocorrerá em 25 de outubro. A habilitação para votar em trânsito pode ser solicitada pelo Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.

Para fazer o pedido pela internet, é necessário ter a biometria cadastrada na Justiça Eleitoral. No atendimento presencial, o eleitor deve apresentar um documento oficial de identificação com foto. No momento da solicitação, o eleitor deve indicar a cidade e o local onde pretende votar e informar se a habilitação será para o primeiro turno, para o segundo turno ou para ambos.

O voto em trânsito está disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas. A quantidade de cargos em que será possível votar depende do local escolhido. Quem estiver em trânsito em um município do mesmo estado do seu domicílio eleitoral poderá votar para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Já quem estiver em outro estado poderá votar apenas para presidente da República.

A transferência é temporária e, após as eleições, o título retorna automaticamente à seção eleitoral de origem. O eleitor habilitado para votar em trânsito, porém, fica impedido de votar na seção original. Caso não possa comparecer ao local escolhido, deverá justificar a ausência. A habilitação pode ser alterada ou cancelada até 20 de agosto.

O voto em trânsito é permitido somente em território nacional. Eleitores inscritos na Zona Eleitoral do Exterior que estiverem no Brasil durante as eleições também podem solicitar a habilitação e, nesse caso, poderão votar apenas para presidente da República.

Para consultar as regras e os locais disponíveis para o voto em trânsito, o eleitor pode acessar o portal do Tribunal Superior Eleitoral.

 

Daniel Vilela abre mais de 20 pontos à frente do segundo colocado

Levantamento divulgado nesta terça-feira (18) mostra Marconi Perillo em segundo lugar com 24,9% e Wilder Morais em terceiro com 13,2% das intenções de voto no primeiro turno

Da Redação

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (18) mostra que Daniel Vilela (MDB) tem 45,8% das intenções de voto para o governo de Goiás, no primeiro turno, enquanto Marconi Perillo (PSDB) surge com 24,9%.

Na terceira colocação, aparece Wilder Morais (PL), com 13,2%.

Confira os resultados:

  • Daniel Vilela (MDB): 45,8%
  • Marconi Perillo (PSDB): 24,9%
  • Wilder Morais (PL): 13,2%
  • Luis Cesar Bueno (PT): 2,3%
  • Luciana Amorim (UP): 1,1%
  • Danilo Pinheiro (PCO): 1%
  • Nenhum/branco/nulo: 6,9%
  • Não sabe/não opinou: 4,8%

O levantamento não simulou cenários de segundo turno. Na pesquisa anterior, realizada em julho, Vilela tinha 44,4% e Perillo, 25,4%. O instituto ouviu 1.240 eleitores com 16 anos ou mais em 61 municípios de Goiás, entre os dias 14 e 17 de agosto.

A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código GO-01791/2026.

A pesquisa mostra ainda que Marconi Perillo tem a maior rejeição entre os candidatos ao governo de Goiás, com 40,8%.

Confira os resultados de rejeição:

  • Marconi Perillo (PSDB): 40,8%
  • Wilder Morais (PL): 18,5%
  • Daniel Vilela (MDB): 15,1%
  • Luis Cesar Bueno (PT): 10,4%
  • Luciana Amorim (UP): 7,4%
  • Danilo Pinheiro (PCO): 6,5%
  • Poderia votar em todos: 7,5%
  • Não sabe/não opinou: 14%

Cada entrevistado poderia citar mais de um candidato.

 

Gracinha Caiado lidera pesquisa para o Senado em Goiás com 41%

Levantamento Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira coloca Gustavo Gayer em segundo e Vanderlan Cardoso em terceiro na disputa pelas duas vagas

Da Redação

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (18) mostra que Gracinha Caiado (União) lidera a disputa pelo Senado em Goiás, com 41% das intenções de voto.

Gustavo Gayer (PL) aparece em segundo lugar, com 27,1%. Em terceiro, está o senador e candidato à reeleição Vanderlan Cardoso (PSD), com 21,4%.

Cada entrevistado poderia citar até dois candidatos.

Confira os resultados:

  • Gracinha Caiado (União): 41%
  • Gustavo Gayer (PL): 27,1%
  • Vanderlan Cardoso (PSD): 21,4%
  • Dr. Zacarias Calil (MDB): 19,5%
  • Gustavo Mendanha (PRD): 16,3%
  • Isaura Lemos (PSB): 5,7%
  • Cíntia Dias (Psol): 4,8%
  • Oséias Varão (PL): 4%
  • Ernesto Roller (PSDB): 2,3%
  • Guilherme Darques (UP): 1,8%
  • Iure Castro (Cidadania): 1,3%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 8,6%
  • Não sabe/Não opinou: 7,1%

O levantamento ouviu 1.240 eleitores em 61 municípios de Goiás entre os dias 14 e 17 de agosto. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código GO-01791/2026. A pesquisa também mostrou a rejeição de cada candidato.

O entrevistado poderia citar mais de um nome.

Confira os resultados:

  • Vanderlan Cardoso (PSD): 14,6%
  • Gustavo Gayer (PL): 12,9%
  • Gracinha Caiado (União): 11,5%
  • Isaura Lemos (PSB): 9,8%
  • Dr. Zacarias Calil (MDB): 8,8%
  • Ernesto Roller (PSDB): 6,7%
  • Gustavo Mendanha (PRD): 6,3%
  • Cíntia Dias (Psol): 5,9%
  • Oséias Varão (PL): 5,5%
  • Iure Castro (Cidadania): 4,4%
  • Guilherme Darques (UP): 4,3%
  • Poderia votar em todos: 14%
  • Não sabe/Não opinou: 28%

 

Inelegíveis protocolam registro, mas Justiça ainda analisa pedidos

0

Solicitação é apenas primeiro passo do processo que verifica condições de elegibilidade; casos de Pablo Marçal, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda ilustram a situação

Da Redação

O prazo do Tribunal Superior Eleitoral para o registro de candidaturas terminou na última semana, e mesmo candidatos que enfrentam decisões judiciais ou foram declarados inelegíveis conseguiram entrar nos registros da Corte Eleitoral. O fato de esses nomes aparecerem no sistema eleitoral não significa que eles estejam autorizados definitivamente a disputar as eleições.

A Justiça Eleitoral ainda vai analisar esses registros para verificar se estão aptos a concorrer nas urnas. O caso que ganhou maior notoriedade foi o do empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB), que não pode disputar eleições até 2032 por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, mas entrou no sistema de candidaturas. Marçal foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

O caso analisado foi o chamado “campeonato de cortes”, estratégia de campanha em que colaboradores eram incentivados a produzir e disseminar vídeos nas redes sociais. O presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, que havia sido escolhido para encabeçar a chapa, agora consta como candidato a vice. A mudança na composição da chapa ocorreu após uma liminar autorizar Marçal a deixar o União Brasil e retornar ao PRTB, seu antigo partido. Com isso, a filiação de Marçal passou a atender, provisoriamente, às exigências da legislação eleitoral para o registro da candidatura.

A medida, porém, pode ser revertida em instâncias superiores, e o pedido de registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral. No Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho, candidato ao governo do estado pelo Republicanos, também teve a situação eleitoral afetada por uma decisão judicial na última semana. A Justiça do Rio determinou o cumprimento da sentença que condenou à suspensão dos direitos políticos dele por oito anos.

O ex-governador foi condenado por improbidade administrativa no esquema de desvio de verbas na Saúde, na época em que era secretário de governo na gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho. Em Roraima, o ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), foi o mais votado na eleição suplementar para o governo do estado, mas não assumiu a vaga. Isso porque a candidatura dele foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral por não cumprir o prazo de desincompatibilização. A candidatura está sub judice. Arthur Henrique renunciou ao cargo em 2 de abril e ficou fora da função por pouco mais de dois meses antes da eleição. Em maio, o STF decidiu que os candidatos à eleição suplementar deveriam obedecer aos prazos da Lei da Inelegibilidade.

No Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) foi anunciado como candidato a governador. Ele foi condenado pelo escândalo conhecido como Caixa de Pandora, ou mensalão do DEM, que envolvia a compra de apoio de deputados distritais na Câmara Legislativa do DF em 2009. O nome de Arruda foi registrado como candidato, mas a análise se ele poderá concorrer será feita pela Justiça Eleitoral após o registro de candidatura.

O registro é uma etapa obrigatória para qualquer pessoa que queira disputar uma eleição. Partidos, federações e coligações apresentam à Justiça Eleitoral os nomes escolhidos para a disputa dentro do prazo estabelecido no calendário eleitoral, neste caso, até 15 de agosto. Na prática, conseguir protocolar a solicitação nos sistemas do TSE é apenas o primeiro passo para as candidaturas. No caso dos registros, há a expectativa do candidato inelegível de reverter a causa da inelegibilidade antes do fim do processo, por meio de recurso, ação judicial ou liminar.

Depois do recebimento dos pedidos, a Justiça Eleitoral começa a julgar e decidir se aceita ou não o registro. É durante esse processo que a Justiça verifica se o candidato cumpre as condições de elegibilidade e se existe alguma causa que impeça sua candidatura. Também é nessa etapa que partidos, candidatos e o Ministério Público Eleitoral podem apresentar impugnações. Cabe ao TSE julgar os registros de candidatura à Presidência e à Vice-Presidência da República.

Os tribunais regionais eleitorais analisam os pedidos para governador, vice-governador, senador e suplentes, além de deputado federal, estadual e distrital. Já os juízos eleitorais são responsáveis pelas candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador. O protocolo do registro não é uma decisão de que o candidato está apto a disputar. É o início do processo em que essa questão será analisada.

Em 2018, o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu pedir o registro de candidatura ao TSE, mas a Corte negou o requerimento. Após a publicação, começa o prazo de cinco dias para apresentação de impugnações. Qualquer cidadão também pode apresentar uma notícia de inelegibilidade contra um candidato. O registro pode ser deferido, indeferido ou permanecer sub judice. Assim, a lista de nomes que aparece no sistema não deve ser confundida com uma lista definitiva de candidatos aptos a disputar a eleição.