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Escolas públicas do DF participam da Olimpíada Brasileira de Robótica

Equipes do CEF 1 Gama, do CEM 3 do Gama e do CEF 1 Paranoá foram premiadas na fase distrital da competição; etapa nacional da OBR será disputada em Goiânia, de 11 a 17 de novembro

Enquanto atletas brasileiros disputavam as últimas medalhas olímpicas em Paris no final de semana, alunos de escolas públicas do Distrito Federal também encararam, no sábado (10), uma competição por uma vaga na fase nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O evento, que ocorreu no ginásio do EduSesc, em Taguatinga Norte, definiu os finalistas da modalidade prática da OBR que participarão da fase nacional, realizada em Goiânia, em novembro.

Na fase distrital da Olimpíada de Robótica, crianças e adolescentes mostraram talento para fazer robôs dançarem e resgatarem pequenos objetos | Fotos: Jotta Casttro/ SEEDF

A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, esteve presente no evento e destacou três pontos ao falar sobre a importância da OBR. “A primeira coisa boa da Olimpíada de Robótica é gerar no aluno esse desejo de avançar no conhecimento, de conhecer esse novo eixo do saber, que é a robótica, e que envolve todos os aspectos da formação geral básica. Um segundo ponto é a competição saudável. Isso é muito bom, o desejo de ganhar, de competir, de fazer o melhor projeto”, destacou.

“Este ano nós temos equipes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 Gama, do Centro de Ensino Médio (CEM ) 3 Gama e do CEF 1 Paranoá. A previsão é que a gente amplie cada vez mais a participação dos nossos estudantes e da rede pública de ensino”

Raquel Vila Nova Lins, gerente de Programas e Ações Transversais da Secretaria de Educação

Em terceiro lugar, a secretária indicou o momento de congregação entre os estudantes. “Essa competição permite aos alunos interagirem com outras escolas públicas e privadas no Distrito Federal. Então, são vários fatores que fazem com que a gente apoie um projeto dessa magnitude”, reforçou.

A gerente de Programas e Ações Transversais da Secretaria de Educação (SEE), Raquel Vila Nova Lins, destacou a participação de escolas públicas na fase distrital. “Este ano nós temos equipes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 Gama, do Centro de Ensino Médio (CEM ) 3 Gama e do CEF 1 Paranoá. A previsão é que a gente amplie cada vez mais a participação dos nossos estudantes e da rede pública de ensino”, disse Raquel.

Modalidades

O objetivo da OBR é integrar a robótica e a inteligência artificial aos componentes curriculares da educação básica. Na competição, há modalidades teóricas e práticas, divididas em robótica de resgate, robótica artística (que está sendo disputada pela primeira vez) e robótica virtual (que não fez parte do campeonato).

As disputas envolvem estudantes de todas as idades. São três níveis: “N0”, para alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental; “N1”, para alunos de 1º a 8º ano; e “N2”, para 8º e 9º anos, e todos os anos do ensino médio ou técnico.

A etapa nacional da OBR será disputada em Goiânia, de 11 a 17 de novembro

Pela manhã, as competições dos níveis N0 e N1 já começaram com um grande público. Parece fácil montar e programar robôs para se deslocarem em linha reta, fazerem curvas, superarem obstáculos ou distinguirem pessoas vivas e mortas representadas por bolinhas prateadas e pretas, mas são desafios que envolvem domínio de múltiplos saberes.

“O desafio não é diferente de fazer um Tesla acertar”, comparou a coordenadora nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica, Sarah Rossiter. Ela veio do Rio Grande do Norte para acompanhar a etapa distrital. Em seu estado, Sarah coordena um Espaço Maker no Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

Segundo a coordenadora, uma das dificuldades tem a ver com os sensores, pois a prática dos estudantes com os robôs é feita, em geral, sob a luz artificial das salas, e os sensores podem se confundir em ambientes com a variação de incidência da luz solar.

Desempenho

A cada rodada, as equipes têm a chance de se reunir e refletir sobre o que não deu certo. Com esse retorno, introduzem as correções necessárias. João Wictor, integrante da Equipe Águias juntamente com Samuel e Arcanjo, explicou que a superfície lisa de madeirite estava prejudicando a adesão das rodas e que a equipe teve que pensar rapidamente em soluções para buscar mais atrito.

Falcões (6º ano), Águias (7º ano) e Gaviões (8º ano) são todos nomes de equipes de alunos do CEF 1 Gama, onde o pai de Samuel, Nilson Alvernaz, acabou se somando aos professores Edneusa Peteira e Renato de Carvalho para levar adiante o sonho robótico em uma escola pública.

“Este ano viemos mais para conhecer, mas ano que vem estaremos fortes”, disse Nilson. Uma prova de que a equipe está no caminho certo foi o alcance do Prêmio Especial de Programação, conferido às Águias. As outras equipes da mesma escola também receberam premiações – o Prêmio Especial de Melhor Design de Robô foi dado à equipe Falcões, no Nível N2, e os Gaviões levaram o terceiro lugar na programação da manhã.

A tarde também reservou reconhecimento para duas outras escolas públicas. O CEF 1 Paranoá recebeu o Prêmio Especial de Programação, enquanto o CEM 3 do Gama, além de receber o Prêmio Especial Maker, conferido para a Equipe Skeletrons, também foi reconhecido com a escolha de melhor escola pública pelo desempenho da Equipe Elite Tech.

Fase nacional

Os representantes do Distrito Federal na fase nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica ficaram definidos. Na modalidade artística, nível N1, equipe Criações Cósmicas (Colégio Objetivo); nível N2, Tiger Bot (EduSesc). Na modalidade resgate, Equipe Umet Fátima (Colégio Nossa Senhora de Fátima), nível N1, e Equipe Tiger Bot (EduSesc), nível N2. A etapa nacional da OBR será disputada em Goiânia, de 11 a 17 de novembro.

Durante homenagem a Caio Bonfim, Ibaneis anuncia reforma de estádios e ampliação do Bolsa Atleta

O medalhista olímpico foi reconhecido com uma placa entregue pelo governador Ibaneis Rocha em solenidade no Palácio do Buriti

O medalhista olímpico Caio Bonfim esteve na manhã desta segunda-feira (12) no Palácio do Buriti, onde foi recebido pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Na ocasião, ele foi homenageado com uma placa em reconhecimento à dedicação, aos esforços e ao resultado obtido nas Olimpíadas de Paris, quando conquistou a medalha de prata na prova da marcha atlética. Durante a solenidade, o governador anunciou mais investimentos no esporte, com a reforma de três estádios e a ampliação das modalidades do Bolsa Atleta.

“Nós temos trabalhado com as nossas secretarias, em especial Esporte e Lazer e Educação, para incentivar cada vez mais os esportes no DF”, declarou o governador. “Desde 2019, a gente vem fazendo um grande investimento, reformando todos os campos sintéticos, fazendo entrega de material esportivo para a criançada; e ter a oportunidade de ter um medalhista do nível do Caio aqui da nossa cidade nos deixa muito felizes.”

Durante a visita, o líder do Executivo parabenizou o atleta pela conquista inédita para o Brasil na modalidade: “Nós vamos continuar investindo no esporte, porque esse é o caminho para a libertação de várias crianças e adolescentes, e nós temos certeza que esse é o caminho correto”.

Reformas

Caio comemora: “Hoje posso dizer que sou medalhista olímpico morando, vivendo e treinando em Brasília. Até os adversários sabem que esse programa funciona, que é bom, que é importante”

Em cumprimento ao cronograma de reforma dos equipamentos esportivos do DF, os estádios Augustinho Lima – onde Caio Bonfim treina –, Joaquim Domingos Roriz (Rorizão) e Maria de Lourdes Abadia (Abadião) vão passar por intervenções. “Desde o início do ano, [essa reforma] já estava no nosso planejamento”, explicou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “Nós vamos atuar diretamente já em setembro para deixar todos os nossos espaços esportivos aptos, principalmente no Augustinho Lima, porque hoje é um estádio que não está apto para jogo”.

Em seu discurso, Caio Bonfim lembrou que o apoio recebido foi determinante para que ele não precisasse se mudar de Brasília para seguir no esporte: “Hoje posso dizer que sou medalhista olímpico morando, vivendo e treinando em Brasília. Um dos meus adversários, eu encontrei lá [em Paris] e falei: ‘você vai para a competição X?’. Aí ele disse: ‘não, eu não tenho o Compete [Compete Brasília, programa da Secretaria de Esporte e Lazer do DF]. Até os adversários sabem que esse programa funciona, que é bom, que é importante”.

“Nós vamos atuar diretamente já em setembro para deixar todos os nossos espaços esportivos aptos, principalmente no Augustinho Lima, porque hoje é um estádio que não está apto para jogo”

Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer

O atleta não poupou elogios ao programa do GDF: “A nossa Bolsa Atleta é quase o dobro da do governo federal. Você vê o tanto que ela é relevante. Então, quando você tem essa segurança, você tem oportunidade. E foi o que aconteceu. Muito obrigado por todo esse apoio, incentivo, e que a gente possa usar essa medalha como ponte para conseguir ainda mais medalhas para o Brasil”.

Trajetória olímpica

Essa é a quarta participação do atleta nos Jogos Olímpicos. A estreia foi em Londres 2012, quando ele ficou na 39ª posição. Em 2016, no Rio de Janeiro, Caio havia conquistado o melhor resultado até então, a quarta colocação. Em 2021, esteve em Tóquio e terminou a competição em 13º lugar. Em Paris, este ano, atingiu a melhor marca do Brasil em uma prova de marcha atlética ao ficar na segunda colocação.

“Tenho que descansar, porque esse ano foi muito forte, então tenho que ter calma nesse processo, mas já estamos trabalhando, porque as responsabilidades estão chegando e essa medalha está cada dia mais pesada – e o atleta resolve treinando”

Caio Bonfim, atleta medalhista

Desde o início da carreira, Caio Bonfim é apoiado pelo GDF. Ele é beneficiado pelos programas Bolsa Atleta, que garante recursos para a manutenção de atletas em atividade esportiva, e Compete Brasília, que concede transporte aéreo e terrestre para atletas em alto rendimento participarem de competições nacionais e internacionais.

Duas viagens patrocinadas pelo Compete Brasília foram essenciais para a trajetória olímpica de Caio: a Varsóvia, na Polônia, prova que garantiu o índice que classificou o atleta para as Olimpíadas; e a Taicang, na China, quando bateu o recorde brasileiro em uma prova internacional. Agora, o foco do atleta é na competição mundial de atletismo em 2025.

“Tenho que descansar, porque esse ano foi muito forte, então tenho que ter calma nesse processo, mas já estamos trabalhando, porque as responsabilidades estão chegando e essa medalha está cada dia mais pesada – e o atleta resolve treinando”, completou o brasiliense.

O início de Caio Bonfim no atletismo também passou por incentivo público. Ele começou a praticar a marcha no Centro de Iniciação Desportiva (CID), vinculado à Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) com incentivo do pai, João Sena. O programa democratiza o acesso ao esporte aos estudantes da rede pública de ensino.

Incentivo ampliado

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, fala mais sobre o programa: “A rede pública tem professores de educação física que descobrem aquelas crianças que têm um potencial para seguir no esporte de alto rendimento, e elas vão para o CID ou para o Centro Integrado de Educação Física [Cief]. De lá já saíram vários talentos, inclusive o Joaquim Cruz [corredor de meia distância e campeão olímpico] treinava no Cief”.

Além de Caio Bonfim, o DF teve outros três medalhistas olímpicos cuja atuação resultou em um desempenho histórico. São eles, Ketleyn Quadros e Guilherme Schimidt, que ganharam bronze no judô por equipes, e Gabi Portilho, que ficou com a prata no futebol feminino junto à seleção brasileira.

Para incentivar ainda mais esportistas, o governo vai ampliar o Bolsa Atleta. O objetivo é estender a cobertura para mais modalidades, contemplando esportes que se tornaram olímpicos ao longo dos anos. “Queremos fazer uma modernização da legislação do Bolsa Atleta, que é uma lei de 1999”, anunciou o secretário de Esporte e Lazer. “Já estamos fazendo todo um levantamento e vendo o impacto orçamentário [da inclusão de novas modalidades]. Isso possibilita que os nossos atletas tenham capacidade financeira para que, no próximo ciclo olímpico, cheguem com oportunidade”.

Recepção calorosa

Na sexta-feira (9), Caio Bonfim voltou a Brasília após sete semanas longe de casa, entre a preparação e o período dos jogos. A recepção foi bastante calorosa, com o atleta sendo recebido por familiares, amigos e admiradores no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek, pelas ruas de Sobradinho  e na sede do Centro Olímpico e Paralímpico (COP) da cidade.

Sargento da PMDF morre após reagir a abordagem em motel de Taguatinga Sul

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O incidente ocorreu na madrugada desta segunda-feira (12) durante uma discussão; o sargento foi baleado por colegas de corporação e não resistiu aos ferimentos

Da Redação

Um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) morreu na madrugada desta segunda-feira (12) após reagir a uma abordagem policial em um motel localizado em Taguatinga Sul. O caso foi confirmado pela Polícia Civil.

Segundo informações preliminares, o sargento, acompanhado de uma mulher com quem mantinha um relacionamento, saiu de um bar em Samambaia Norte e se dirigiu ao motel. A Polícia Militar foi acionada devido a uma discussão entre dois clientes do estabelecimento, decorrente de uma batida de carro. Um dos envolvidos na discussão era o sargento, que estava armado.

De acordo com o depoimento, o sargento não teria reagido bem à abordagem dos policiais e, em um momento de tensão, utilizou sua arma de fogo para ameaçar os colegas de corporação. Em resposta, os policiais em serviço dispararam contra o sargento, que foi imediatamente socorrido e levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil para apurar todos os detalhes do ocorrido.

Distrito Federal inicia semana com 354 vagas de emprego abertas

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Para participar, basta cadastrar o currículo no aplicativo ou presencialmente. Veja outras oportunidades para o início da semana no DF

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 354 vagas de emprego abertas nesta segunda-feira (12). Do total, 30 oportunidades são exclusivas para pessoas com deficiência. Há 20 postos para auxiliar de limpeza e dez para repositor de mercadorias com salários de R$ 1.412 a R$ 1.515 para trabalhar no Guará ou sem local fixo. É exigido que os candidatos tenham fundamental completo.

Entre as chances para o público geral, o maior salário encontrado é de R$ 4.000, disponível em uma vaga para supervisor de segurança patrimonial no Guará, com exigência de experiência e ensino médio completo. Na mesma cidade, estão abertas cinco vagas para atendente do setor de frios e laticínios (R$ 1.473), cinco para auxiliar de limpeza (R$ 2 mil), três para ajudante de obras (R$ 1.511,40) e uma para pedreiro (R$ 1.599).

Todas as vagas oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das vagas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo do Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF).

Área de Sobradinho ficará sem energia nesta segunda-feira

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Serão realizados serviços de manutenção da rede elétrica da região

A Área Especial 08 de Sobradinho ficará sem energia nesta segunda-feira (12) para a manutenção da rede elétrica que abastece a região. A interrupção será das 10h às 16h e é necessária para garantir a segurança dos profissionais que realizam os trabalhos e da população.

Além dos desligamentos programados, pode acabar a energia em outra região do Distrito Federal. Neste caso, a população deve registrar a ocorrência pelo telefone 116. ‌Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

Restaurante Comunitário de São Sebastião oferece jantar a partir desta terça

Além de servir três refeições diárias, unidade também abrirá aos domingos e feriados

A partir desta terça-feira (13), o Restaurante Comunitário de São Sebastião vai ampliar a oferta de refeições, com inclusão de jantar a R$ 0,50 e abertura todos os dias, incluindo domingos e feriados. Esse é mais um equipamento que teve contrato renovado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes) e poderá ampliar a capacidade de atendimento – a expectativa é aumentar de 2.800 para cerca de 4 mil as refeições servidas diariamente às famílias vulneráveis.

Atualmente, o Restaurante Comunitário de São Sebastião serve almoço e café da manhã. Com a ampliação das refeições no local, o DF passará a ter cinco unidades que oferecem café da manhã, almoço e jantar, além de atendimento diário. As outras quatro estão em Arniqueira, Sol Nascente/Pôr do Sol, Recanto das Emas e Itapoã.

Para marcar a novidade, está prevista para esta terça, às 16h, uma solenidade no Restaurante Comunitário de São Sebastião, com a presença da primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, e da secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

“O aumento da capacidade de atendimento no restaurante de São Sebastião foi possível graças à renovação e à mudança no contrato da Sedes, gestora dos restaurantes, com as empresas terceirizadas responsáveis pela produção das refeições. Conforme forem vencendo os contratos antigos, todos os novos passarão a prever três refeições e abertura de domingo a domingo. A expectativa é que, em breve, todas as 16 unidades atendam com a capacidade máxima”, explica Ana Paula Marra.

Desde outubro de 2021, o Restaurante Comunitário de São Sebastião oferece, além do almoço a R$ 1, o café da manhã a R$ 0,50. De janeiro de 2020 até julho de 2024, foram servidas cerca de 3 milhões de refeições – mais de 100 mil delas para população em situação de rua.

Os próximos restaurantes comunitários a terem o atendimento ampliado serão os de Sobradinho, Brazlândia e Gama.

Serviço

Solenidade de implementação de café da manhã, almoço e jantar no Restaurante Comunitário de São Sebastião.

• Data: terça-feira (13)
• Horário: 16h
• Endereço: Centro de Múltiplas Atividades, Lote 02, próximo à Administração Regional de São Sebastião

 

Governador Ibaneis participa da celebração de 23 anos da Canção Nova

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Evento reuniu 13 mil fiéis no Ginásio Nilson Nelson neste sábado 

A Frente de Missão da Canção Nova em Brasília comemorou os 23 anos de presença na capital federal neste sábado (10). A programação, que se estende ao longo do dia no Ginásio Nilson Nelson, contou com a participação do governador Ibaneis Rocha, acompanhado da primeira-dama Mayara Noronha Rocha e dos secretários de Governo, José Humberto Pires de Araújo, e da Mulher, Giselle Ferreira.

Ibaneis Rocha: “Evoluímos muito na questão da regularização dos templos aqui do Distrito Federal, atualizamos toda uma legislação que permitiu entregarmos escrituras para vários templos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

Com o tema Ou Santos ou Nada!, frase cunhada pelo fundador da comunidade, padre Jonas Abib, o evento promete reunir 13 mil fiéis em todas as atividades de aniversário. Durante o evento, o governador Ibaneis Rocha destacou os feitos por este Governo do Distrito Federal (GDF) em benefício às igrejas e templos religiosos.

“A orientação é cuidar, não só da igreja católica, mas de todos os religiosos da nossa cidade. E a gente vem fazendo isso. Evoluímos muito na questão da regularização dos templos aqui do Distrito Federal, atualizamos toda uma legislação que permitiu entregarmos escrituras para vários templos. Fizemos isso recentemente, no Park Sul, quando tivemos a oportunidade de entregar um terreno de três mil m2 para que seja construída a igreja daquela região. Continuaremos trabalhando nesse sentido, apoiando as religiões no Distrito Federal”, destacou Ibaneis Rocha.

O evento da Canção Nova tem como tema ‘Ou Santos ou Nada!’

O padre Roger Luis agradeceu o apoio deste GDF na realização de eventos religiosos na cidade: “É uma alegria ter a presença do governador e da primeira-dama. Agradecemos todo o apoio nas celebrações como a Festa do Divino, que também contou com a participação do governo. Essa é a capital dedicada ao Espírito Santo, e a missão da Canção Nova é justamente essa, a de evangelizar e testemunhar junto a todos tudo aquilo que Deus tem para nós”, finalizou.

Regularização acelerada

De acordo com a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), desde 2019, houve um incremento de 400% no ritmo anual de regularizações. Nos últimos cinco anos, foram entregues em torno de 450 escrituras, marca superior aos 190 templos religiosos regularizados entre 2009 e 2018.

O Programa Igreja Legal oferece duas possibilidades para a regularização dos terrenos. A primeira opção é por meio de Escritura Pública de compra e venda, com parcelamento em até 360 vezes sem juros.

Outra alternativa é a Escritura Pública de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), que pode ocorrer mediante pagamento de 0,15% ao mês sobre o valor de avaliação especial da terra nua, ou mediante retribuição no sistema da moeda social, com direito de compra a qualquer momento.

Para a modalidade de concessão mediante retribuição em moeda social, a entidade deve apresentar, após a assinatura da escritura pública de concessão, plano de trabalho de prestação de serviços ou execução de programas ou projetos de atendimento a grupos vulneráveis da sociedade. Com isso, fica gratuita a concessão do terreno da Terracap.

 

Sonho da casa própria se concretiza para 56 famílias em Samambaia

Desde 2019, já foram entregues 8.079 unidades habitacionais no Distrito Federal

Pagar mais um boleto ao fim do mês nunca havia deixado o vigilante Gustavo Soares, 26 anos, tão satisfeito. “A gente paga as parcelas até com vontade. Com dinheiro à vista, cartão de crédito, do jeito que for, mas dá até gosto.” Trata-se do pagamento que o faz realizar um dos seus maiores sonhos: o da casa própria. Ele e mais 55 famílias receberam, neste sábado (10), as chaves dos apartamentos do Residencial Vallentina Moraes, em Samambaia.

Essa é mais uma inauguração da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) que se soma às outras 8.079 unidades habitacionais entregues pela empresa desde 2019. Mais de 32 mil pessoas ganharam um novo lar nos últimos cinco anos. Desta vez, os contemplados foram os integrantes da Associação de Moradores Sem Teto e Terras (AMSTT) com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 6 mil.

Gustavo Soares se empolga com as chaves do Residencial Vallentina Moraes: “A gente paga as parcelas com vontade” |Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília

“É um mix de sentimentos entregar essas chaves, esse empreendimento tão bonito, em uma área como essa, dotada com creche, com uma escola, um hospital e, no futuro, uma pracinha ali ao lado. Então, é muito satisfatório para a gente participar disso. Essa é a determinação deste governo para entregar moradia para quem mais precisa”, afirmou o diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes.

A líder de loja Maria de Fátima de Jesus, 46, é uma das futuras moradoras do Residencial Vallentina Moraes. Os próximos anos da vida dela serão no apartamento 505 junto do marido e do filho. “É maravilhoso saber que eu vou conseguir deixar um legado para meu filho. Eu trabalhava sem expectativa de um futuro e eu queria sempre deixar o melhor para ele. O que mais me emociona é saber que esse apartamento é meu, eu trabalhei e comprei. Isso é realmente uma conquista”, compartilhou Maria de Fátima.

Para Maria de Fátima de Jesus, a oportunidade representa a possibilidade de deixar um legado para o filho

O empreendimento habitacional foi construído com recursos do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e os apartamentos foram vendidos por R$ 220 mil financiados pela Caixa Econômica Federal. O residencial, erguido na QR 412 Conjunto 17A Lote 03, em Samambaia Norte, é composto por torre única, com dois pavimentos de garagem e sete andares de apartamentos.

São oito unidades por andar, sendo que cada uma tem área de 47,65 m². Os apartamentos dispõem de dois quartos, sala, cozinha, área de serviço e banheiro social. Já os equipamentos de uso comum são compostos de guarita, bicicletário, compartimento de pressurização, dependência do zelador, compartimentos técnicos, lixeiras, terraço descoberto, gás encanado, 53 vagas de estacionamento e dois elevadores.

Adeus, aluguel

Giselle da Silva Silveira: “São anos e anos sonhando com esse momento”

Os tempos de morar de aluguel já não fazem mais parte da realidade da florista Giselle da Silva Silveira, 42 anos. Ela vive em Ceilândia e se prepara para dar início à uma nova vida em Samambaia. “São anos e anos sonhando com esse momento. Quando chega o grande dia, a gente não acredita. A felicidade é tanta que dá vontade de sair correndo de alegria”, comemorou.

“Sempre moramos em Ceilândia, então Samambaia também vai ser algo novo e inesperado, mas que está sendo motivo de muita alegria para nós. Vamos morar no apartamento 507, eu, meu marido e nossas três filhas. Com muito amor, vai caber todo mundo”, disse, empolgada, a florista.

Já o aposentado Orlando Lins, 52, morava em uma casa emprestada pelo padrasto. A insegurança de não ter um lugar próprio ficou no passado. “A gente tinha medo de qualquer dia ele precisar e pedir a casa de volta. Nós não teríamos para onde ir. Agora temos a nossa própria moradia, não tem nem comparação, isso é sinônimo de tranquilidade. Estamos ansiosos para fazer logo a nossa mudança”, compartilhou Orlando.

Moradia

A entrega de unidades habitacionais é apenas uma das ações que o GDF realiza com foco na moradia. Em junho, por exemplo, o Executivo local deu início ao pagamento dos primeiros subsídios do programa Morar DF, outra iniciativa em que famílias de baixa renda recebem R$ 15 mil para darem de entrada na casa própria.

GDF garante empregabilidade a mulheres vítimas de violência

A inserção feminina no mercado de trabalho ocorre por meio de acordos de cooperação técnica firmados com nove órgãos públicos; só este ano, foram 30 mulheres empregadas formalmente por meio da ação

Assegurar autonomia financeira e dar autoestima às mulheres são os objetivos dos acordos de cooperação técnica do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher (SMDF), com nove órgãos públicos. As parcerias garantem a reserva de 4% a 8% das vagas de emprego formais a vítimas de violência, trans, quilombolas e outras mulheres inseridas em situações de vulnerabilidade, em empresas terceirizadas que prestam serviços às instituições.

Beneficiada pela iniciativa, Rafaela Delamary trabalha há um ano como auxiliar administrativa no STJ: “Tem sido incrível. Esse é meu primeiro emprego CLT. Eu nunca tinha tido oportunidade de trabalhar com carteira assinada, ter férias e 13º” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

“A relevância dessa medida está na assistência oferecida às mulheres vítimas de violência e em vulnerabilidade para que superem suas adversidades e conquistem uma vaga independente e digna”, afirma a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “Com essas parcerias, estamos garantindo o cumprimento da legislação e assegurando os direitos das mulheres.”

“Tive que me esconder para tentar me refazer. Passei um bom tempo dentro de casa. Tudo só mudou quando comecei a ter acesso ao acompanhamento nos equipamentos da Secretaria da Mulher. Essa foi uma oportunidade de recomeço”

Maria (nome fictício), que voltou ao mercado de trabalho com apoio da Secretaria da Mulher

As iniciativas já beneficiaram 92 mulheres. Só este ano foram 30 mulheres contratadas por meio da ação. Esse é o caso de Maria (nome fictício), 39, que há poucos meses assumiu um cargo de vigilante na Procuradoria-Geral da República (PGR). A oportunidade veio após ela ter sido acompanhada nos equipamentos da Secretaria da Mulher. “Preenchi uma ficha de inscrição, e em pouco tempo me ofereceram esse emprego. Essa notícia me trouxe muita felicidade e esperança”, lembra.

Para ela, retornar ao mercado de trabalho foi como virar uma página de um passado de medo e violências. A mulher chegou a ter que largar o emprego e mudar de Brasília com a filha para fugir do ex-companheiro. Quando retornou à capital, só havia conseguido trabalho na informalidade. “Tive que me esconder para tentar me refazer. Passei um bom tempo dentro de casa. Tudo só mudou quando comecei a ter acesso ao acompanhamento nos equipamentos da Secretaria da Mulher. Essa foi uma oportunidade de recomeço”, define.

Mais do que proporcionar melhores condições financeiras, o emprego deu a Maria a autoestima perdida nos últimos anos. “Cheguei a um ponto de me sentir incapaz. Tudo isso era reflexo do que eu tinha vivido. Carrego essa ferida, mas ela não me define mais”, complementa. Antes de assumir a função, ela foi preparada pela SMDF e teve acompanhamento mensal após o início do trabalho.

“Com essas parcerias, estamos garantindo o cumprimento da legislação e assegurando os direitos das mulheres”, afirma a secretária da Mulher, Giselle Ferreira | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Essa boa experiência é elogiada pela mulher. “Essa ajuda é muito significativa, porque ela traz encorajamento mesmo. É um olhar para a frente. Não era o meu caso, porque eu trabalhava na época, mas sabemos que muitas mulheres que hoje vivem esse quadro de violência por causa da dependência financeira. Então essa é uma porta de saída”, garante.

Ocupação de espaços

Rafaela Delamary, 40, é outra mulher beneficiada pelo acordo. Há um ano ela trabalha como auxiliar administrativa no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Tem sido incrível. Esse é meu primeiro emprego CLT. Eu nunca tinha tido oportunidade de trabalhar com carteira assinada, ter férias e 13º, então é uma coisa maravilhosa”, conta.

O preconceito sempre foi uma barreira para que a mulher conseguisse um emprego formal. “Muito nova tive que enfrentar a discriminação e a falta de emprego também, porque muitas vezes o que sobra para as mulheres trans é a prostituição ou a área de beleza, mas nós podemos estar em qualquer tipo de ambiente exercendo diferentes funções, como qualquer outra pessoa”, comenta.

Essa confiança foi construída por Rafaela após participar de uma ação social para a saúde de mulheres trans na SMDF. “Foi a experiência que me deu um apoio de cidadania, de saúde e até psicológico. Lá tive informações dos meus direitos e descobri que poderia ir muito além, me sentir mais digna e mais humana e por que não ocupar os espaços públicos trabalhando e estudando? Foi o que abriu minha mente para querer lutar e conquistar meu espaço”, recorda. Antes de entrar no STJ, ela foi inscrita no banco de dados da pasta e convidada para fazer cursos de qualificação. “Foi muito bom, porque foi uma forma de preparo”, ressalta.

Como funciona

Por meio de acordos de cooperação técnica, são disponibilizadas vagas para as funções de serviços gerais, copeira, auxiliar administrativo, assistente administrativo, técnico em secretariado e vigilante, todas em regime CLT | Foto: Divulgação/IgesDF

Os acordos são voltados a beneficiar mulheres que passaram por atendimento em algum equipamento público da SMDF, como a Casa da Mulher Brasileira e as unidades do Núcleo de Atendimento à Família e ao Autor de Violência Doméstica (Nafavd), ou de outros órgãos do GDF, como os centros especializados de atendimento à mulher (Ceams).

“Temos um banco de dados só com as vítimas de violência doméstica e em vulnerabilidade social, trans, quilombolas. Quando elas são atendidas em nossos equipamentos já é feita uma triagem, pegamos o currículo e, se elas autorizarem, entram no banco de dados, para quando surgir uma vaga elas serem comunicadas”, explica a chefe de Empregabilidade da SMDF, Lídia Alcântara.

Estão disponíveis vagas para as funções de serviços gerais, copeira, auxiliar administrativo, assistente administrativo, técnico em secretariado e vigilante, todas em regime CLT. O encaminhamento é feito pela SMDF, que faz uma preparação das candidatas antes da entrevista, além de manter um monitoramento nos quatro primeiros meses e depois anualmente.

“É muito importante a inserção dessas mulheres no mercado de trabalho, porque muitas estão sem esperança de arrumar um serviço devido ao medo. Mas tudo acontece em total sigilo. Todas são tratadas igualmente no ambiente de trabalho. Todas estão felizes. Muitas mandam mensagens agradecendo, porque essa é uma porta mais acessível”, comenta Lídia.

Atualmente, os acordos estão em vigor no Senado Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), no Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na Câmara Legislativa, na Procuradoria-Geral da República (PGR), na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) e no Ministério da Gestão e Inovação (MGI) – este último o mais recente, assinado no ano passado.

Está em andamento a ampliação da iniciativa, com a assinatura de novos acordos com o Tribunal de Contas da União (TCU), a Advocacia Geral da União (AGU), o Ministério das Minas e Energia (MME), o Superior Tribunal Militar (STM), a Câmara Federal e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

‘Minha Saúde’ em Ceilândia-DF utiliza emendas parlamentares

Com um investimento de R$ 20 milhões de emendas do deputado Gilvan Máximo, a iniciativa pretende atender 120 mil pessoas em 19 regiões administrativas, agilizando exames e consultas médicas

Da Redação

O programa ‘Minha Saúde’, lançado nesta quinta-feira (8) em Ceilândia-DF, promete revolucionar o acesso à saúde pública no Distrito Federal. Financiado por R$ 20 milhões em emendas parlamentares do deputado federal Gilvan Maximo (Republicanos-DF), o projeto visa desafogar as longas filas por exames de imagem e consultas médicas, ao introduzir um serviço itinerante que percorrerá 18 outras regiões administrativas.

A expectativa é que o programa atenda cerca de 8.000 pessoas até sábado, 10 de agosto, em Ceilândia. Ao longo de sua operação em outras cidades, espera-se alcançar 120 mil atendimentos em todo o DF, acelerando encaminhamentos para procedimentos cirúrgicos essenciais e melhorando a eficiência do sistema de saúde pública.

O deputado Gilvan Maximo destacou o impacto do projeto: “Estamos fazendo história com o ‘Minha Saúde’, facilitando o acesso a serviços críticos para a prevenção e tratamento de doenças. É um avanço significativo que esperamos possa servir de modelo para outras regiões.” Maximo também acompanha de perto a execução dos recursos para garantir a qualidade do programa.

Lucilene Florêncio, Secretária de Saúde do GDF, ressaltou a importância da iniciativa: “Ao oferecer exames e consultas através de uma estrutura itinerante, estamos atendendo à demanda reprimida e acelerando o encaminhamento para cirurgias necessárias, melhorando a eficácia de nosso sistema de saúde.”