Segundo Corpo de Bombeiros, alerta laranja permite a continuidade das atividades; Secretaria de Educação segue monitorando a umidade do ar e ressalta que mantém como foco a segurança de todos
A Secretaria de Educação (SEEDF) manterá as aulas nas escolas públicas durante esses dias em que o ar de Brasília aparece com vestígios de fumaça. A decisão foi tomada após conversa entre a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o subsecretário do Sistema de Defesa Civil, Evandro Tomaz de Aquino, e o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), coronel Sandro Santos da Silva – segundo o qual o nível de alerta está na cor laranja, permitindo a continuidade das atividades escolares.
A secretária lembra que a medida se baseia em dados técnicos e no acompanhamento contínuo da situação ambiental: “Nosso objetivo é garantir que as escolas funcionem de maneira segura. Estamos atentos e preparados para agir rapidamente se a situação se agravar. A recomendação é que as atividades continuem normalmente, mas com monitoramento constante. Se o alerta passar a ser vermelho, suspenderemos as aulas de imediato e comunicaremos à população do Distrito Federal”.
A preocupação com a fumaça das queimadas não é exclusiva do Distrito Federal. Diversos estados brasileiros estão enfrentando problemas semelhantes, e em todos eles as aulas também estão mantidas. A decisão de seguir com as atividades presenciais é baseada em análises locais das condições atmosféricas, sempre priorizando a saúde dos alunos.
Em situações extremas, as escolas têm autonomia para adaptar suas rotinas. “Cada escola tem suas especificidades, e os gestores têm liberdade para tomar decisões pontuais, sempre em diálogo com a Secretaria de Educação”, ressalta Hélvia Paranaguá.
Acompanhamento constante
A SEEDF, informa a titular da pasta, segue monitorando a situação e permanece em comunicação constante com as escolas e autoridades competentes. A comunidade escolar será informada imediatamente sobre qualquer alteração nas condições que exija mudanças no funcionamento das unidades. Enquanto isso, o foco continua sendo a segurança e o bem-estar de alunos e profissionais.
Veja, abaixo, as principais recomendações da secretaria para as escolas durante este período.
⇒ Manter os bebedouros em boas condições de funcionamento, com atenção à higiene e à qualidade da água oferecida
⇒ Orientar os estudantes a trazerem sua garrafinha de água para a escola e a não compartilhá-la com colegas, evitando assim a propagação de gripes e resfriados
⇒ Incentivar o consumo regular de água pelos alunos durante o período escolar
⇒ Evitar a realização de atividades físicas ao ar livre entre as 10h e as 16h
⇒ Assegurar que as salas de aula estejam sempre bem-ventiladas
⇒ Reforçar as medidas de higiene em todos os ambientes escolares, incluindo pátios, sanitários e salas de aula.
A partir desta edição, fundo oferece reserva de vagas para cotistas
As inscrições de candidatos interessados em participar do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2024 terminam às 23 horas e 59 minutos desta nesta terça-feira (27), observado o horário oficial de Brasília. O programa federal concede financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas.
Para a segunda edição, o Ministério da Educação (MEC) oferece 70 mil vagas. Ao todo, são mais de 112 mil para todo o ano.
Passo a passo
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no Portal Único de Acesso ao ensino Superior, na parte do Fies Seleção, com login pela conta do portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.Br, com o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha. O primeiro passo é preencher os campos com os dados pessoais.
A novidade, a partir desta edição, é que o Fies oferece reserva de vagas para cotistas para beneficiar candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e quilombolas, além de pessoas com deficiência (PCD). Pela primeira vez, os estudantes com esses perfis devem fazer a autodeclaração do seu perfil étnico-racial e optar por concorrer para as vagas reservadas, ao preencher a sua escolaridade e declarar que está ciente dos dados fornecidos.
Após essa etapa, o candidato deverá selecionar até três opções de curso, indicando a ordem de preferência. No momento da seleção, o candidato deve preencher o estado, município e curso pretendidos para cada uma das opções de curso. Nesse momento, o estudante terá informações sobre mensalidades para o Fies do curso escolhido.
O candidato será avisado, caso o valor por semestre do curso escolhido ultrapasse o máximo do financiamento permitido pelo programa, de R$ 60 mil para medicina e R$ 42.983,70 para os demais cursos. Se o estudante confirmar a escolha, estará ciente de que o valor excedente desse limite é de sua responsabilidade.
Por fim, os interessados devem preencher seus dados financeiros e os da sua família. Uma das condições que o candidato deve cumprir é ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos (R$ 4.236).
Além da renda familiar, para participar da seleção o estudante deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, com nota válida até a abertura das inscrições; ter obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos; e não ter tirado nota zero na prova de redação.
Porém, o candidato não pode ter participado do Enem na condição de treineiro, que é aquele que faz o exame para uma autoavaliação.
De acordo com o edital referente ao segundo semestre de 2024, não poderão participar da seleção do programa aqueles candidatos que não tiverem quitado um financiamento anterior pelo Fies ou pelo Programa de Crédito Educativo; ou aqueles estudantes contemplados por outro financiamento em outro curso de graduação.
Cronograma
O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 9 de setembro. Os pré-selecionados deverão complementar a inscrição entre os dias 10 a 12 de setembro.
Se ainda houver vagas não ocupadas, o MEC poderá realizar novas convocações por meio da lista de espera para preenchimento de vagas, entre 16 de setembro e 29 de outubro.
E nesse caso, de acordo com o calendário desta nova edição, a complementação da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera deverá ser feita em até 3 dias úteis após a data da convocação, na página do Fies.
Fies Social
Assim como no último semestre, o Fies Social vai reservar 50% das vagas para os candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 706), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico.
O cadastro deve ter sido atualizado dentro do prazo exigido no edital. Para essas pessoas, também será possível solicitar a contratação do financiamento de até 100% dos encargos educacionais.
O Fies Social, instituído pela Resolução nº 58/2024, tem o objetivo de atender às necessidades de estudantes de baixa renda.
Medida é válida para esta segunda-feira (26) e pode ser estendida, caso a condição climática se mantenha
Em decorrência das condições climáticas que estão afetando o Distrito Federal, as aulas nos 12 centros olímpicos e paralímpicos (COPs) do DF, nesta segunda-feira (26), serão suspensas. Caso a condição climática persista, a medida poderá ser estendida para os próximos dias.
A decisão foi tomada considerando a fumaça proveniente das queimadas de outros estados que têm afetado o Distrito Federal. As condições de umidade estão muito baixas, combinadas com temperaturas elevadas, aumentando os riscos à saúde. A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF) optou por cancelar as aulas, priorizando a segurança e o bem-estar de todos.
“Fomos surpreendidos por essa onda de fumaça proveniente das queimadas em outros estados e o período de seca aqui no DF acabou interferindo na qualidade do ar. Nossos alunos não serão prejudicados, mas precisamos ser conscientes e priorizar a segurança e o bem-estar de todos que frequentam os nossos COPs”, afirma o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.
Conheça a história da paratleta do tênis de mesa, que já cobriu cinco paralimpíadas como jornalista e nutria o desejo de disputar a competição desde os Jogos de Atenas, em 2004
Resiliência, persistência, dedicação, estratégia e muita determinação. Essas foram as palavras escolhidas por Carla Maia, 43 anos, para descrever a própria história. Jornalista, ela participou — presencialmente ou a distância — da cobertura de cinco paralimpíadas. Agora, está se preparando para ir à primeira como atleta. Será a concretização de um sonho que nasceu 20 anos antes, exatamente no berço dos Jogos Olímpicos.
A brasiliense conta que sempre gostou de esportes. Durante a infância, praticava ginástica artística, atletismo e dança. Aos 17 anos, teve um sangramento espontâneo na medula, que atingiu a coluna cervical e a deixou tetraplégica. Durante a reabilitação, no Hospital Sarah Kubitschek, conheceu Iranildo Espíndola — que viria a ser medalhista paralímpico no tênis de mesa. E sua história começou a mudar.
“Conheci o ‘beabá’ do esporte e vi que dava para amarrar a mão, para segurar a raquete, que eu nem imaginava que era possível”, lembra. “Eu reaprendi a nadar, mas me afoguei várias vezes, não gostava. E, com a minha limitação, que é muito severa, eu não me via conseguindo fazer nada. Não conseguia fazer basquete ou outro esporte que precisasse mais de físico, e aí eu descobri o tênis de mesa.”
O início
Anos depois, ela precisou fazer uma entrevista para o projeto de conclusão do curso de publicidade. Nem precisou pensar muito para escolher Iranildo. “Fui entrevistá-lo e, quando cheguei lá, joguei uma partidinha com ele e o técnico Zé Ricardo viu a gente jogando, ficou louco e falou: ‘você tem que começar a jogar tênis de mesa. Você tem uma tetraplegia, então você já seria a melhor do Brasil hoje. Eu poderia até te inscrever no primeiro Parapan-Americano [da modalidade], que vai ser aqui em Brasília’”, recorda.
“Começou meu sonho, ali, em 2004, de ser atleta de alto rendimento e de representar o meu país um dia numa Paralimpíada, o que eu estou realizando neste ano”
A resposta foi em tom de desafio: “Até faria, mas estou sem tempo nenhum, desculpa. Mas, se você me inscrever nesse campeonato, eu venho treinar”. O treinador aceitou, e, em pouco tempo, lá estava Carla competindo. “Fui a zebra, comecei a ganhar e, quando eu vi, estava na final contra uma mexicana e eu estava com um saldo de sets acima do dela, então poderia perder por um set de diferença que eu iria ganhar o ouro e ir para as Paralimpíadas de Atenas [em 2004] como atleta”, relata.
A vaga não veio e virou obsessão, descreve ela: “Aquilo me deu um ódio no coração, mas ao mesmo tempo um amor, porque aí surgiu um amor pelo tênis de mesa, e o ódio, na verdade, virou uma vontade, um desejo, um sonho, um propósito de ir para uma Paralimpíada competir. E começou meu sonho, ali, em 2004, de ser atleta de alto rendimento e de representar o meu país um dia numa Paralimpíada, o que eu estou realizando neste ano”.
Trabalho
“Antigamente, essas pessoas ficavam em casa, não se cuidavam, ficavam doentes… e o esporte paralímpico transformou isso”
O desejo de ir a Atenas (Grécia) era tamanho que Carla afirma que viajaria nem que fosse como espectadora. Mas foi além e conseguiu cobrir os Jogos como jornalista – atuação que repetiu em Londres (Inglaterra) e no Rio de Janeiro presencialmente, e em Pequim (China) e Tóquio (Japão), como comentarista no Brasil. Não foi o bastante, porém, para dar o sonho como realizado. Por isso, Carla seguiu treinando e competindo.
Só que, apesar de conseguir bons resultados, ainda faltava um quê de justiça. Os paratletas do tênis de mesa são classificados de 1 a 10, a depender do grau de mobilidade. Ela seria classe 1 — de menor mobilidade —, mas vinha disputando na classe 2. “Cada vez mais eu percebia que as atletas estavam com uma mobilidade muito diferente da minha”, relembra. “As próprias atletas da minha categoria falavam: ‘você não é 2, você é um 1, pede reclassificação’. Em 2023, eu resolvi pedir a reclassificação, fui para a Polônia, fui reclassificada, eles perceberam que eu era mesmo da categoria 1 e, a partir dali, as coisas foram fluindo mais naturalmente”.
“Não desistam dos seus sonhos. Sejam resilientes, mas não teimosos. A resiliência funciona com estratégia”
Fluíram até uma competição na Tailândia, na qual Carla conquistou a vaga para os Jogos Paralímpicos de Paris. As duas viagens — para Polônia e Tailândia — só foram possíveis pelo financiamento do programa Compete Brasília, do Governo do Distrito Federal (GDF). “Eu acho que o esporte paralímpico é a coisa mais inteligente que inventaram para a questão da reabilitação”, valoriza ela.
“Antigamente, essas pessoas ficavam em casa, não se cuidavam, ficavam doentes… e o esporte paralímpico transformou isso”, prossegue a atleta. “As pessoas se cuidam, cuidam da saúde, viram atletas, produzem, viajam, movimentam a economia e isso é muito importante. Eu acredito que o investimento do governo no esporte, principalmente no paralímpico, não é só no esporte, mas na sociedade como um todo.”
Inspiração
Pronta para viajar a Paris, com a serenidade de quem alcançou um sonho, Carla sabe que vai servir de exemplo para outras pessoas: “Eu acredito muito no poder da inspiração. Assim como fui inspirada por um atleta, o Iranildo Espíndola, eu fico muito feliz de saber que eu toco as pessoas e que elas têm uma vida melhor porque, de alguma forma, eu passei algo bom para elas. E isso é muito legal”.
Para essas pessoas, ela deixa um conselho: “Não desistam dos seus sonhos. Sejam resilientes, mas não teimosos. A resiliência funciona com estratégia. Realmente, eu não desisti do meu sonho, lutei muito por ele, mas eu mudei a minha estratégia, mudei de categoria, mudei a forma que eu estava treinando para conquistar essa vaga. Eu acredito que as pessoas possam ir atrás do seu potencial, dos seus sonhos, com resiliência, com estratégia e não com teimosia. Se dediquem, se esforcem, acreditem nos seus sonhos e tenham metas audaciosas. Porque, por mais que você não conquiste essa meta, no caminho vão surgindo oportunidades. e cada oportunidade é uma conquista”.
E o que vem depois de alcançar um sonho de 20 anos? “Eu vou viver esse sonho, quem sabe dele não vão surgir outros?”, aponta. “Acho que a gente nunca pode parar de sonhar, porque quem não tem sonho não tem vida. Vamos viver essa experiência o máximo possível, e quem sabe ali não surge um novo propósito na minha vida? São cenas dos próximos capítulos”.
A corrida, promovida pela escola Maple Bear, é aberta para o público de todas as idades
A Terry Fox Run, uma das maiores corridas de solidariedade do mundo, terá sua edição em Brasília no dia 21 de setembro. Inspirado na história de superação do ativista canadense Terry Fox, o evento tem como principal objetivo arrecadar fundos para pesquisas sobre o câncer. A corrida, promovida pela escola Maple Bear, é aberta para o público de todas as idades.
A corrida é inspirada na história do atleta e ativista, Terry Fox, que em 1980, após perder uma perna devido a um câncer ósseo, decidiu atravessar o Canadá em uma jornada conhecida como “Maratona da Esperança”. Mesmo com problemas de saúde, o atleta percorreu mais de 5 mil quilômetros em 143 dias, com o propósito de conscientizar a população e arrecadar recursos para a luta contra o câncer. Sua trajetória incentivou milhões de pessoas e deu origem a uma série de corridas anuais em sua homenagem, realizadas em diversos países.
O evento em Brasília seguirá o formato tradicional da corrida, que é acessível a todos. Não tem caráter competitivo e os participantes podem escolher entre correr, caminhar, andar de patins ou skate. O importante é participar e contribuir para a causa. Além disso, a escola doará todo o lucro para o Hospital do Amor de Barretos, para a pesquisa contra o câncer.
A diretora da unidade da Maple Bear do Sudoeste, Natália Silva, destaca a importância do ensino bilíngue. “Algumas pessoas acham que ser bilíngue se restringe a falar dois idiomas. Mas é muito mais do que isso. O cérebro bilíngue tem maior plasticidade, ou seja, maior flexibilidade cognitiva. Além disso, uma criança bilíngue amplia consideravelmente seu repertório cultural, tornando-se mais aberta à diversidade e consciente culturalmente”, conclui.
Apresentação, na segunda-feira (26), às 19h30, incluirá repertório com canções tocadas ao violino, violoncelo e piano
O projeto BNB Musical chega à sexta edição nesta segunda-feira (26), trazendo um pocket show do Trio Ipê, a partir das 19h30, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). Juliana Verde ao violino, Leila Ollaik ao violoncelo e Lucas Nascimento ao piano estrelam o evento gratuito que apresentará música erudita.
O repertório abrangerá o período clássico, com Mozart, o romantismo de Beethoven e trechos do pianista, maestro e arranjador mineiro Edmundo Villani-Côrtes, atualmente com 93 anos.
Juliana, bacharel e mestre no violino, professora e produtora independente, ressalta: “Tocar música de câmara é mais intimista, possibilita realçar a beleza da união do violino, violoncelo e piano. Essa apresentação será muito especial para mim, pois pela primeira vez vou tocar na BNB, lugar onde habita o conhecimento e que abre as portas para o universo da música”.
Leila divide seu tempo entre o cello e uma carreira de 30 anos como funcionária pública federal. É bacharel em economia, mestre em ciência política e políticas públicas e doutora em administração pública. No lado B, está cursando bacharelado em música na UnB, com conclusão prevista para 2025. “Nunca me apresentei no auditório da BNB, mas já visitei. Minha expectativa é de casa cheia”, afirma.
O terceiro componente, Lucas, é formado em piano erudito na Escola de Música de Brasília, onde atualmente atua como professor substituto, e tem licenciatura em música e bacharelado em piano na Universidade de Brasília (UnB). Será a primeira vez dele no auditório da BNB. “É mais um espaço para nós, músicos, nos apresentarmos aqui na capital”, valoriza ele.
Lucas explica que a formação do Ipê segue a tradição do trio para piano, em que os três instrumentos dialogam em combinações de solos das cordas friccionadas com o acompanhamento harmônico do piano e a capacidade desse instrumento de dar o ritmo. Ele também lembra que essa formação de câmara possui um vasto repertório, como o de Beethoven, que compôs extensivamente para o trio de piano. Na peça brasileira, isso será evidente no baião, gênero no qual o piano também desempenha um papel percussivo.
“Estamos muito felizes que o projeto esteja trazendo a diversidade de estilos musicais nesses pocket shows gratuitos, que estão virando uma tradição no espaço cultural belíssimo que é a Biblioteca Nacional de Brasília”
Newton Lima, compositor
Para o servidor da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e compositor Newton Lima, a diversidade é destaque no evento: “Estamos muito felizes que o projeto esteja trazendo a diversidade de estilos musicais nesses pocket shows gratuitos, que estão virando uma tradição no espaço cultural belíssimo que é a Biblioteca Nacional de Brasília. Estamos apresentando mensalmente música de qualidade produzida no Distrito Federa”.
Bibliotecário e um dos curadores do projeto, Rodrigo Mendes, também ex-aluno do curso de violão da Escola de Música de Brasília, destaca o BNB Musical como espaço de experimentação no cenário musical local. “Estamos com média de 45 espectadores por apresentação, sempre contando com a presença de músicos de gabarito da cidade. Uma das ideias do projeto, além da diversidade, é que seja também espaço para experimentação e inovação, trazendo artistas de estilos e formações distintas. O BNB Musical ainda guarda muitas surpresas”, aponta.
BNB Musical apresenta Trio Ipê
⇒ Data: segunda-feira (26)
⇒ Horário: 19h30
⇒ Local: Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (2º andar)
⇒ Entrada franca.
O Fluminense visitou o Galo apresentando como novidade um novo esquema (3-4-3), com 3 zagueiros.
Começou muito bem, seguro na defesa e ganhando o meio campo.
Aos 23 minutos inaugurou o placar num belo gol de Serna.
No segundo tempo, suportou a pressão inicial do galo, e aos 14 minutos Árias ampliou após grande jogada.
Prudente, mano colocou esquerdinha reforçando mais ainda o setor defensivo, sem abrir mão dos contra ataques, mas o placar não se alterou até o final.
Foi uma grande vitória, que premiou a organização tática da equipe.
Teremos uma semana para treinamentos, e no próximo sábado às 21 horas receberemos o São Paulo, em busca de mais uma vitória para se afastar cada vez mais da zona da degola.
Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺
Raimundo Ribeiro Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor
Local das queimadas fica entre o aeroporto e o zoológico de Brasília
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) pôs fim ao incêndio ocorrido na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo, localizada entre o Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek e o Jardim Zoológico de Brasília. No local, fica a nascente do Lago Paranoá. Nenhuma pessoa se feriu no episódio.
O incêndio teve início entre as quadras 14 e 15 do Setor de Mansões Park Way às margens da Estrada Parque Dom Bosco (DF-25). Por causa da proximidade com a rodovia, o CBMDF tem como hipótese que o fogo tenha sido provocado por ação humana.
Está sem chover há mais de 120 dias no Distrito Federal, o período é de seca como em outras partes do Brasil. O incêndio ocorreu no horário de temperatura mais alta no DF – iniciou-se pouco antes do meio-dia (11h48) e foi até as 16h. Dentro do horário, a temperatura atingiu 31° Celsius e a umidade do ar foi de 24%.
O tamanho da área afetada será conhecido na segunda-feira (26) após medição de imagem de satélite. Trinta e cinco soldados combateram o fogo com uso de carros de água, bombas de água individuais, abafadores e sopradores mecânicos.
A Arie do Riacho Fundo, de 478 hectares, é considerada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) como local de refúgio de pássaros migrantes que atravessam corredor ecológico de unidades de conservação do DF.
No local, também há espécies endêmicas ameaçadas de extinção como o peixe pirá-brasília (Simpsonichthys boitonei), o rato-candango (Juscelinomys candango), além de orquídeas selvagens. O CBMDF identificou cobras-cipós (serpentes Chironius) carbonizadas pelo fogo.
Segundo o CBMDF, somente hoje mais de uma dezena de incêndios foram combatidos no Distrito Federal. A possibilidade de chuva em Brasília nos próximos 15 dias é de 5%, conforme Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Daniele Souza será a primeira mulher a representar o Brasil na disputa do parabadminton; a trajetória começou em um Centro Olímpico
Todo atleta ama esporte e sonha em participar de uma Olimpíada ou Paralimpíada desde cedo, certo? Bom, com a brasiliense Daniele Souza não foi bem assim. “Tem horas que passa um filme na minha cabeça, porque eu nunca imaginei chegar onde estou hoje”, diz. O lugar em que ela está hoje é a oitava colocação no ranking mundial de sua categoria no parabadminton, pronta para embarcar para os Jogos Paralímpicos de Paris. Já o início dessa trajetória remete a 12 anos atrás.
Daniele Souza começou no tênis em cadeira de rodas e em duas semanas passou para o parabadminton, esporte pelo qual se apaixonou | Fotos: Matheus H. Souza/ Agência Brasília
Daniele teve uma infecção hospitalar ao nascer que lhe tirou os movimentos das pernas aos 11 anos. Em 2012, aos 19, foi inscrita — um pouco a contragosto — pela mãe no Centro Olímpico e Paralímpico de Samambaia. “Eu gostava de assistir, mas não me via no esporte. Eu costumo falar que foi pela insistência da minha mãe. Na época, eu não andava sozinha, então ela me levou arrastada mesmo para o Centro Olímpico. E aí eu comecei no tênis em cadeira de rodas e, depois de duas semanas, eles me apresentaram o parabadminton”.
A identificação foi instantânea. “Quando eu peguei na raquete, falei: ‘É esse o esporte’”, lembra. “Foi uma conexão surreal, até porque o professor mesmo falava que, quando ele levava os alunos para a modalidade, eles tinham muita dificuldade em rebater a peteca. Já no meu caso foi totalmente diferente, eu já estava conseguindo bater e ele ficou abismado com o meu potencial”, acrescenta.
O professor era Alber Monteiro. Foi ele, aliás, o responsável por mudar a opinião de Daniele sobre ser atleta. “Eu não queria dar o braço a torcer, até porque eu não gostava, não me via naquele ambiente. E aí, no final de 2012, o professor Alber me inscreveu em uma competição, o [Campeonato] Brasiliense, e eu conquistei quatro medalhas. Aí já fiquei mais empolgada”, relata.
As quatro medalhas abriram uma coleção. As mais valiosas — até agora — são um ouro e uma prata conquistados nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, em 2023, e um bronze no Parapan de Lima, em 2019. Enquanto lutava por mais uma, em 16 de maio deste ano, durante a primeira etapa do Circuito Nacional, em Curitiba, Daniele recebeu a notícia de que seria a primeira mulher da história a representar o Brasil em Jogos Paralímpicos.
“Ia ter a cerimônia de abertura. O coordenador chegou e falou: ‘Quero que você participe’. Eu, sem entender, disse: ‘Beleza’. E aí, do nada, começaram a falar de Paralimpíadas. Na minha cabeça, eu pensei: ‘Vou sair daqui, o que estou fazendo aqui? Não tem nada a ver’. Quando fui pegar minha bolsa, que eu tinha colocado no chão, chamaram meu nome. Sinto que a alma saiu do corpo. E demorou a voltar.”
Exemplo
Para Daniele, o apoio por meio de programas como o Bolsa Atleta e o Compete Brasília “é muito importante pelo fato de dar uma estabilidade ao atleta”
Daniele afirma sentir-se honrada em ser a primeira brasileira do parabadminton em Paralimpíadas. Só que não quer ser a única. Por isso, defende o fomento governamental para a formação de novos atletas — por meio de programas como o Bolsa Atleta e o Compete Brasília, dos quais é beneficiária, além da criação e manutenção dos Centros Olímpicos e Paralímpicos, que considera sua “segunda casa”. “Esse apoio é muito importante pelo fato de dar uma estabilidade ao atleta”.
Mas há que se destacar também a força do exemplo. Questionada sobre referências, Daniele cita uma belga e uma suíça. Apesar da timidez, ela reconhece o peso da própria trajetória para que as gerações futuras possam ter uma brasileira como ídolo. “Eu fico meio sem jeito com essas coisas, porque eu não sou muito acostumada. Mas muitas pessoas falam que a minha garra inspira elas”, conta.
“Estar hoje aqui, próximo ao embarque para as Paralimpíadas, é gratificante e eu espero que a minha história inspire outras pessoas. Mesmo que não seja no esporte”
Daniele Souza, atleta de parabadminton
“Estar hoje aqui, próximo ao embarque para as Paralimpíadas, é gratificante e eu espero que a minha história inspire outras pessoas. Mesmo que não seja no esporte. Mas que isso incentive as pessoas a não desistirem dos seus sonhos, porque nada na vida é fácil. E, quando a gente quer, a gente almeja algo, e a gente busca, a gente consegue.”
Para o próprio futuro, ela evita fazer planos. Quer curtir o sonho que está vivendo. “Estou focada só no agora. Com certeza depois vai vir algum projeto, alguma outra coisa; mas, por enquanto, o foco é só nas Paralimpíadas”, arremata aquela menina que nem queria ser atleta.
Disputa do Super Prime dá ao vencedor o direito de escolher posição para largada; início oficial será neste sábado (24), com chegada também em Brasília, no dia 31
O público brasiliense já pôde sentir um gostinho do que vem por aí com o Rally dos Sertões, evento que conta com patrocínio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF) e do Banco de Brasília (BRB). Nesta sexta-feira (23), pilotos participaram do Super Prime — uma prévia da prova oficial, que tem largada marcada para este sábado (24), também na capital federal.
Na manhã desta sexta, os competidores disputaram um prólogo, de 11 km, no Setor Militar Urbano (SMU). Os oito competidores mais rápidos de cada modalidade classificaram-se para o Super Prime, uma disputa eliminatória realizada nesta tarde, ao lado da Arena BRB Mané Garrincha, que confere aos vencedores a chance de escolher a posição em que querem largar na prova oficial — em rallys, nem sempre largar na frente é sinônimo de vantagem, já que quem sai depois pode contar com o apoio do trajeto já desenhado por outros competidores.
Cristiano Araújo: ““Brasília tem visto o turismo como uma ferramenta de desenvolvimento econômico para a cidade” | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília
“Brasília tem visto o turismo como uma ferramenta de desenvolvimento econômico para a cidade. É um evento maravilhoso, que atrai turistas e a entrega é maravilhosa para a população aqui do DF”, exaltou o secretário de Turismo do Distrito Federal, Cristiano Araújo.
O Super Prime foi aberto ao público. A estrutura do evento contou com arquibancadas para 10 mil pessoas. Os ingressos, concedidos pela Secretaria de Turismo, puderam ser adquiridos mediante doação de 2 kg de alimentos, que serão destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Hoje moradora de Brasília, a arquiteta Alice Rodrigues decidiu prestigiar o evento para lembrar a juventude em sua terra natal. “Sou cearense, um pouquinho ali perto das raízes do Rally, acho que foi por isso que deu mais vontade de vir também. Na cidade que eu morava, São Benedito, às vezes passava por lá, então eu sempre gostei”, afirmou.
O casal Anacleto Rodrigues e Eulânia Oliveira aproveitou para levar a sobrinha, Jamilly Pereira, que veio do Piauí para visitar a capital. “Demos uma volta na Esplanada e, como tinha o evento, eu disse: ‘Vamos lá ver’. Todo mundo aqui gosta de carros”, contou o professor.
Antônio Avelino veio de Maceió (AL) para apoiar um piloto do Rally: “A cidade é uma maravilha, estamos tendo total apoio, é muito bem preparada”
Já o administrador Antônio Avelino veio à capital federal pela primeira vez especialmente para apoiar um amigo, que disputará o rally. “Viemos de Maceió (AL) rodando de carro, fazendo uma aventura já, dois dias de estrada até aqui. A cidade é uma maravilha, estamos tendo total apoio, é muito bem preparada. Está sendo ótima a recepção.”
Estrutura
Esta é a 32ª edição do Sertões BRB. O DF integrou o roteiro do rally em três oportunidades: 1999, 2005 e 2020. Mas será a primeira vez com largada e chegada na capital federal. “O Sertões é um evento genuinamente brasileiro, que representa a pátria, que tem orgulho de promover o Brasil, então acho que Brasília representa um pouco isso. Brasília é resultado de um sonho de integração nacional e o Rally dos Sertões também é”, destacou a CEO da marca, Leonora Guedes.
“Brasília tem uma estrutura que favorece muito, não só uma localização geográfica excelente, no meio do Brasil, mas um aeroporto com voos diretos para todas as capitais, também com voos diretos para o exterior, uma excelente infraestrutura hoteleira”
Lenora Gomes, CEO do Rally dos Sertões
“Brasília tem uma estrutura que favorece muito, não só uma localização geográfica excelente, no meio do Brasil, mas um aeroporto com voos diretos para todas as capitais, também com voos diretos para o exterior, uma excelente infraestrutura hoteleira… Então, só tem pontos positivos”, acrescentou.
Os elogios à cidade também vêm de um grande conhecedor do Sertões BRB. Maior campeão da história, com sete títulos na categoria moto, o paulista Jean Azevedo vai disputar a edição de 2024 na categoria UTV e esteve presente no Super Prime. “Já dormi aqui em edições que saíram de Goiânia, mas é a primeira vez que a gente sai daqui realmente. A estrutura é muito boa, está sendo uma experiência bem legal”, apontou. “Brasília está de parabéns pela estrutura que nos proporcionou, um lugar muito bacana, bonito, com uma estrutura muito boa, então isso já facilita pra gente e agora vamos começar o rally mesmo”, emendou o navegador da equipe de Jean, Idali Bosse.
A largada oficial será neste sábado (24), quando os pilotos seguirão em direção a Formosa (GO). Até o dia 31, os competidores vão passar por três estados — Goiás, Bahia e Minas Gerais — e retornarão ao DF, percorrendo, ao todo, 3.504 km. Entre os pontos que servirão de cenário para a prova, estão o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais, e o Parque Estadual Terra Ronca, em Goiás.
O público brasiliense poderá acompanhar a chegada promocional, também ao lado da Arena BRB Mané Garrincha, a partir das 8h do dia 31. Além disso, este sábado será o último dia para conferir a Vila Sertões, aberta desde a última quarta-feira (21).