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Coluna do Fluminense | Empate do conformismo

POR RAIMUNDO RIBEIRO

Mesclando reservas e alguns titulares, o Fluminense foi a Ponta Grossa (PR) enfrentar o Operário, bicampeão paranaense.

A escalação inicial denuncia um esquema cauteloso com 3 volantes (Hércules, Martinelli e Alisson), sem nenhum meia criativo.

Com 3 minutos JK finaliza, que o goleiro adversário defende.

Com 5 minutos Martinelli sente o músculo e sai para entrada de Otávio (??????).

Impossível entender a insistência com esse jogador.

Com 12 minutos o Operário assusta numa falha de marcação do nosso lado direito defensivo.

À medida que o Fluminense atua confusamente, o operário vai perdendo o respeito e fustigando o nosso setor defensivo.

O Fluminense não consegue segurar a bola no campo ofensivo, principalmente porque os laterais não sobem para ajudar.

A partir dos 25 minutos o Fluminense parece despertar, passa a ocupar o campo ofensivo, mas ninguém tenta a jogada individual para penetrar na área.

Mais uma vez Serna tem uma atuação medíocre, e somado a isso, o fato dos laterais não apoiarem torna a partida monótona.

Nesta partida é escandalosamente visível a falta de ambição do time, parecendo que empatar seria satisfatório.

Foi um primeiro tempo abaixo da crítica, com atuações deficientes de Samuel Xavier, Alisson e Serna, além é claro de Otávio.

É irritante o vício de alguns jogadores em trocar passes para trás que além de improdutivo é perigoso.

Enfim, um primeiro tempo para esquecer.

Voltamos para o segundo tempo e o cenário continua o mesmo, horrível.

Aos 4 minutos Otávio tenta entregar o ouro, mas o atacante adversário não aproveita.

O desenho da postura conformista do Fluminense é visível quando se vê o time com a posse de bola e 7 jogadores no nosso campo defensivo.

JK e Canobio até ensaiam uma marcação alta, mas o resto do time não sobe.

A entrada de Fidélis, Arana, Ganso, Riquelme e Castillo poderia fazer o time jogar.

O Fluminense mostra velhos defeitos como falta de ambição, saída de jogo defeituosa, erros de passe, falta de sincronia entre defesa-meio campo-ataque e demora nas substituições.

Aos 22 minutos entram Arana e Castillo, saindo Hércules e Serna.

O erro de posicionamento na tentativa de marcação alta facilita a saída de bola adversária.

É incrível como o treinador não tenta sequer corrigir a falta de criatividade no meio e jogadas ofensivas pelos lados do campo, entrando Ganso e Riquelme.

JK prejudica as poucas jogadas ofensivas quando prende a bola tirando a velocidade do jogo.

Essa é uma partida fácil de ganhar, bastando QUERER jogar.

Aos 43 minutos Samuel Xavier perde a melhor oportunidade que foi criada.

Corrigindo: não é o Operário que não respeita o Fluminense; é o Fluminense que não se dá ao respeito com atuação tão bisonha.

Perde-se a oportunidade de liquidar a classificação com uma vitória, por absoluta falta de vontade, e com isso poder poupar no jogo de volta, no Maracanã.

Melhor em campo: por falta de opção, o estreante Millán.

No próximo domingo as 20:30 horas receberemos a Chapecoense, em que a vitória será obrigatória.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Governadora participa de passagem do Comando-Geral da PMDF

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Coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares assumiu o cargo anteriormente ocupado pela coronel Ana Paula Barros Habka. Solenidade ocorreu nesta quinta-feira (23)

A governadora Celina Leão compareceu, nesta quinta-feira (23), à solenidade de passagem do Comando-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares assumiu o cargo anteriormente ocupado pela coronel Ana Paula Barros Habka, marcando um novo ciclo institucional para a corporação. A solenidade ocorreu no pátio da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), no Setor Policial Sul.

Durante o discurso, Celina Leão agradeceu a dedicação da ex-comandante-geral e reforçou a confiança no novo comando. “Hoje estamos reafirmando esse compromisso nosso com a segurança pública, agradecendo ao trabalho da comandante Ana Paula, que realmente é uma mulher que deixa portas abertas para que outras mulheres voltem ao comando-geral”, declarou. “Essa troca é feita dentro de uma tranquilidade muito grande. Tenho certeza de que os nossos índices, que são muito positivos, vão continuar.”

“Essa troca é feita dentro de uma tranquilidade muito grande. Tenho certeza de que os nossos índices, que são muito positivos, vão continuar”, destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

A chefe do Executivo também observou a atuação da PMDF no combate ao crime organizado e à violência contra a mulher. “A população do Distrito Federal espera de nós uma polícia cidadã, mas também uma polícia que não dê brechas para o crime. Para que o crime organizado não se instale aqui, nós temos orgulho de falar que a nossa Polícia Militar entra em todas as cidades”, afirmou. “Todas as vezes em que tenho oportunidade falo para nossas tropas que não são conciliadoras de conflitos: são homens e mulheres treinados para pegar o flagrante e levar à delegacia para fazer o registro da ocorrência. É assim que a gente consegue evitar que crimes (de gênero) aconteçam.”

 

Em seu discurso, o novo comandante-geral disse estar preparado para os desafios que virão pela frente e que trabalhará para preservar o legado de Habka. “Encaro essa função, na verdade, como um grande desafio. Um desafio de comandar homens e mulheres que trabalham diuturnamente pela segurança da capital da República, pela segurança da nossa comunidade”, comentou. “A coronel nos deixa um legado de comando honrado, marcado por retidão, por probidade, por liderança. E a nossa governadora, de maneira direta e clara, determinou que nós tenhamos atenção e cuidado com a nossa troca. Segurança pública é feita por pessoas e para pessoas, e essa será a base que vai orientar o nosso comando.”

Sobre as primeiras ações da gestão, Palhares afirmou que o foco será o combate à violência de gênero, com ampliação da Sala Lilás da PMDF, iniciativa de acolhimento humanizado voltada a mulheres vítimas de violência. “O enfrentamento à violência contra a mulher continuará sendo uma prioridade do nosso comando. Vamos inaugurar uma Sala Lilás no Aeroporto de Brasília e temos um projeto para outras 23 salas nos nossos batalhões de área, que têm contato direto com a comunidade. São espaços humanizados, onde as mulheres poderão ser recebidas com privacidade e terão um tratamento humanizado por policiais militares especializados”, declarou.

“Encaro essa função, na verdade, como um grande desafio. Um desafio de comandar homens e mulheres que trabalham diuturnamente pela segurança da capital da República, pela segurança da nossa comunidade”, afirmou o novo comandante-geral da PMDF

 

Rômulo Flávio Mendonça Palhares foi o primeiro oficial formado no Curso de Operações Especiais (Coe) a alcançar o cargo mais alto na corporação. Ele ingressou na PMDF em 1995 e construiu uma trajetória marcada por funções operacionais, estratégicas e de inteligência. Ao longo da carreira, comandou unidades especializadas, chefiou o Centro de Inteligência e integrou o alto comando, destacando-se entre os quadros mais qualificados da instituição. No último ano, esteve à frente do Estado-Maior, parte responsável pelo planejamento estratégico, coordenação e assessoramento do comando-geral.

A coronel Ana Paula Barros Habka foi nomeada para o cargo de comandante-geral em janeiro de 2024 e deixou a função em março deste ano, sendo a segunda mulher a desempenhar o posto na PMDF. Durante a solenidade, ela afirmou estar com o sentimento de dever cumprido. “Saio de coração leve. Foram 32 anos na corporação, trabalhando muito, e quando eu entrego o comando a uma pessoa comprometida, que acompanhou e que sabe dos problemas ainda a serem avançados, isso me dá uma tranquilidade muito grande”, disse ela, que entrou para o serviço em 1994.

Habka destacou as ações promovidas por ela durante a gestão. “Iniciamos o nosso comando num momento muito difícil, principalmente para a Polícia Militar, que precisava resgatar a confiança da própria tropa. Nos aproximamos, melhoramos a autoestima da tropa, sempre pensando neles primeiro. Não existe segurança sem a gente cuidar daquele que cuida da sociedade”, listou. “Cuidamos dos nossos policiais com grandes investimentos na área da saúde, na área da saúde mental, da saúde física, buscando a valorização com promoções e dos nossos quartéis, das estruturas. Investimos em tecnologia, dando facilidade para o policial na rua. Foram várias transformações que foram sendo feitas e hoje tenho certeza de que se sentem preparados”, finalizou.

“A população do Distrito Federal espera de nós uma polícia cidadã, mas também uma polícia que não dê brechas para o crime. Para que o crime organizado não se instale aqui, nós temos orgulho de falar que a nossa Polícia Militar entra em todas as cidades”

Governadora Celina Leão

Valorização contínua das forças de segurança

Diversas medidas foram promovidas pelo GDF para a valorização contínua da corporação. Mais de 5 mil policiais militares foram nomeados desde 2019, contribuindo para recompor o quadro da corporação e ampliar a presença nas ruas. Paralelamente, houve reajustes salariais, promoções internas e investimento em infraestrutura, construção e reforma de unidades operacionais, e aquisição de viaturas, armamentos, coletes balísticos e outros equipamentos.

Em abril deste ano, a PMDF lançou a Operação Brasília Mais Segura, que conta com reforço de mais de 1,2 mil policiais militares no policiamento ostensivo. A iniciativa tem como objetivo ampliar a presença policial em áreas de grande circulação e fortalecer a sensação de segurança da população.

Nesta quinta-feira (23), foi publicada a redução do interstício para promoções nas forças de segurança do DF, ampliando o número de progressões na carreira de policiais militares e bombeiros. Na Polícia Militar, a medida resultou em 652 promoções, considerando oficiais e praças.

O número representa um aumento expressivo em relação ao cenário sem a redução do tempo mínimo exigido para progressão na carreira. Sem a medida, seriam 162 promoções. Com a flexibilização do interstício, outros 490 policiais militares foram beneficiados. Entre os oficiais, foram efetivadas 287 promoções, alcançando mais 210 militares. Já entre os praças, foram 365 promoções, beneficiando outros 280 integrantes da corporação.

Corpo, território e memória como fundamentos do debate sobre cultura

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Debate realizado durante o seminário “Cultura pra Quê?” aponta a cultura e a memória como ferramentas coletivas de resistência e transformação, fundamentais para imaginar novos modos de existência

Corpo, território e memória não são dimensões separadas: eles se atravessam continuamente, como aspectos interligados de uma mesma vivência no mundo. É nesse entrelaçamento que a cultura emerge como o que estrutura, alimenta e orienta a vida.

O tema foi debatido na manhã do segundo dia do Seminário Internacional “Cultura pra Quê – Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, realizado pelo Sesc-DF de 22 a 25 de abril, na 511 Norte do Plano Piloto, onde funcionará o Sesc Cultural.

Para a poetisa, ensaísta, dramaturga e professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais Leda Maria Martins, no Brasil e no mundo, “o olhar colonizador europeu percebeu os povos colonizados a partir de paradigmas de pensamentos nos quais as comparações se deram por modelos do que se considerariam universais”. Com isso, “os seres não brancos se tornam objeto, coisa e equipamento”, o que segue uma “lógica do capitalismo e do mercantilismo”, que caminham junto com o apagamento das memórias.

A mudança dessa lógica — de modo que se compreenda que “a vida na terra é parte da totalidade de totalidades”, como afirma a pesquisadora — passa também pela cultura. Para Leda Maria Martins, essa cultura deve se desvincular do olhar colonizador. “Uma floresta com um único tipo de árvore não é uma floresta, é no máximo um pomar, não importa quão extensa seja. Uma floresta é sempre um conjunto na diversidade”, metaforiza.

Durante o debate, foi levantado ainda que os centros culturais podem ser equipamentos relevantes nas mudanças estruturais para o rompimento com o que hoje se estabelece enquanto sistema. “Acreditamos que as transformações, as revoluções, se fazem nas ruas, nos movimentos sociais. As instituições não podem desarmar o sistema, administrar o sistema. Mas centros culturais como esse, que têm sido uma conquista da classe trabalhadora, se não podem acabar com o sistema, pelo menos podem não sustentá-lo, não reproduzi-lo”, avalia a educadora popular e feminista Adriana Guzmán Arroyo, que é integrante da organização Comunidade Feminista Antipatriarcal e Feministas de Abya Yala.

Segundo Guzmán, “a memória deve servir para descolonizar”. “Memória não é história. A história está nos corpos-ferramenta de mobilização, para nos indignar, para sairmos às ruas”, diz. Entretanto, a ativista boliviana afirma que a memória vem sendo “coisificada, convertida em objeto de consumo”, e dessa forma, acaba perdendo sua capacidade de transformação.

Tanto Leda Maria Martins como Adriana Gusmán Arroyo foram resolutas ao afirmar que as mudanças almejadas, projetadas em expressões culturais, devem ser coletivas, não sendo a raça humana o centro de tudo, mas parte do todo.

Nesse horizonte, a cultura deve ter raízes em uma ética do sujeito coletivo, recusando a lógica da dominação. É preciso fazer da memória um gesto vivo de insurgência, do corpo um território de resistência e do coletivo um espaço onde novas possibilidades de existência possam ser continuamente imaginadas e construídas.

Programação

O primeiro dia do Seminário Internacional “Cultura pra Quê – Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, realizado dia 22/4, foi marcado por uma oficina com o artista, contador de histórias, curador independente, teórico cultural e produtor de cinema de Guadalupe Olivier Marboeuf, que iniciou a pintura de painel de grandes proporções, elaborado a partir de criação coletiva, para imaginar futuros possíveis para a cidade.

Já na tarde dessa quinta-feira (23/4), foi realizada a mesa “À margem do mundo”, reunindo o historiador e pesquisador do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana Claudio Alvaro Lincopi, membro da Comunidad de História Mapuche; a urbanista, arquiteta e professora da USP Raquel Rolnik; e a artista interdisciplinar e escritora Jota Mombaça. O dia foi finalizado com intervenção artística de Paulo Nazareth.

Nesta sexta-feira (24/4), o evento continuará com debates direcionados em dois eixos: “Partir permanecendo” e “Êxodos para um outro fim possível”.

Acesse a programação completa no link https://saibamais.sescdf.com.br/cultura-para-que e assista ao evento ao vivo no canal do Sesc-DF no Youtube https://www.youtube.com/@sescdf

 

Seminário internacional “Cultura pra Quê?” consolida Sesc-DF como agente de transformação social

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Em meio a escombros que viram galeria de arte, encontro reúne especialistas do mundo inteiro para repensar o papel de museus e centros culturais

“Em obra”, alerta o aviso inserido entre escombros que serviam de galeria de arte, com pinturas do mundo inteiro, no prédio onde funcionará o Sesc Cultural, na 511 Norte do Plano Piloto. No andar de cima, pensadores, pesquisadores, artistas da América Latina, África, Oriente Médio e Europa debatiam, a partir de palestras, mostras audiovisuais e intervenções artísticas, como museus e centros culturais, historicamente atrelados a estruturas coloniais, podem se reinventar.

Esse é o cenário do Seminário Internacional “Cultura pra Quê? — Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, realizado pelo Sesc-DF de 22 a 25 de abril.

> Assista à transmissão do seminário em https://youtu.be/TT4O36VdCCs

Na abertura do evento, o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, destacou o papel da cultura como ferramenta de inclusão. “Não podemos pensar na cultura para dividir a sociedade. A sociedade merece cultura e lazer, que são ferramentas de transformação social, caminho para um futuro mais justo e plural”, discursou.

Aparecido ressaltou que o seminário representa um marco para a concepção do Sesc Cultural, e consolida a instituição como instrumento de transformação social. “Nosso público cultural cresceu 50% nos últimos quatro anos. Atendemos mais de 770 mil pessoas entre cultura, esporte e lazer só em 2025. Correspondemos a 70% de tudo o que se produz em evento cultural no Distrito Federal”, afirmou, comprovando que a cultura como direito sempre foi um dos pilares da instituição.

“Uma janela para o DF”

O diretor regional do Sesc-DF, Valcides Araújo, nascido e criado na Ceilândia — cidade que abriga a maior favela horizontal do Brasil —, definiu o seminário como “mais um passo importante na história cultural da nossa cidade e na trajetória do Sesc”.

“Este Centro Cultural vai se estabelecer como uma janela de compartilhamento para o DF. Por essa janela, esperamos receber grandes nomes, protagonistas da cena cultural brasileira e internacional em todos os segmentos: literatura, música, teatro. Vamos criar oportunidade de acesso a este equipamento para as populações mais carentes que circundam o DF”, afirmou.

Curador sênior do seminário, Manuel Borja-Ville trouxe uma reflexão abrangente sobre memória e pertencimento. “Assumir as memórias de todo o mundo é chave para compreender o legado do mundo em comum, não só de uma província da terra. Implica reconhecer que a dor de quem sofre violência sistêmica é de todos, e entender que esse ‘todos’ já não é exclusivo dos humanos”, disse.

Diretor reginal do Sesc-DF, Valcides Araújo fala sobre a importância de democratizar o acesso à cultura

Ao explicar o título do seminário — “Cultura pra Quê?” —, Borja-Villel lembrou que a proposta é também rebater o discurso de grupos reacionários para quem “cultura não serve pra nada”. Ele também citou o livro homônimo de Aracy Amaral, que questiona os marcos de referência pelos quais a história foi contada. “História, arte e cultura são inseparáveis. Cultivá-las é cuidar da vida, e vice-versa”, concluiu.

Debates e intervenções

Após a abertura do seminário “Cultura pra Quê?”, foi realizada a mesa “Corpo, território e memórias”, com a educadora popular e feminista boliviana Adriana Guzmán, integrante da Comunidade Feminista Antipatriarcal e Feministas de Abya Yala, e Leda Maria Martins, poeta, ensaísta, dramaturga e professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais.

À tarde, foi realizada a mesa “À margem do mundo”, reunindo o historiador e pesquisador do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana Claudio Alvaro Lincopi, membro da Comunidad de História Mapuche; a urbanista, arquiteta e professora da USP Raquel Rolnik; e a artista interdisciplinar e escritora Jota Mombaça. O dia será finalizado com intervenção artística de Paulo Nazareth.

Oficina

O Seminário Internacional “Cultura pra Quê? — Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis” teve início nessa quarta-feira (22/4), com uma oficina com o artista, contador de histórias, curador independente, teórico cultural e produtor de cinema de Guadalupe Olivier Marboeuf, que iniciou a pintura de painel de grandes proporções, elaborado a partir de criação coletiva, para imaginar futuros possíveis para a cidade. Essa será a primeira obra do artista em Brasília e a segunda no Brasil. A primeira, La Ronde des vies bonnes (A Roda das Boas Vidas) (2025), marcou a 36ª Bienal de São Paulo.

Em sua prática artística, Marboeuf explora temas como imperialismo, servidão e as consequências da opressão racial. A abordagem busca revisitar o passado ao mesmo tempo em que apresenta novas formas de narrar e representar a história.

Programação completa do evento, que segue até sábado (25/4), disponível no link saibamais.sescdf.com.br/cultura-para-que

Semana S no Distrito Federal traz Luísa Sonza ao Taguaparque com entrada gratuita

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No próximo dia 16 de maio, shows, corrida de rua e atendimentos médicos gratuitos marcarão o maior evento integrado do Sistema Comércio. Retirada dos ingressos começa nesta sexta (24)

A cantora Luísa Sonza é a atração principal da Semana S de 2026. Com show gratuito, ela integra uma programação que traz, também, corrida de rua e atendimentos médicos gratuitos. O evento será realizado dia 16 de maio, a partir das 9h, no Taguaparque, em Taguatinga.

Para o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a qualidade de vida do trabalhador e da comunidade. A Semana S representa a nossa dedicação em levar qualidade de vida à sociedade. Ao reunir saúde, educação, cultura, lazer e assistência em um espaço democrático como o Taguaparque, promovemos cidadania, reafirmando o papel do Sesc e da Fecomércio como pilares para o desenvolvimento do Distrito Federal”, afirma.

Shows 

Além de Luísa Sonza, a Semana S traz aos palcos nomes como Bell Lins, com sua potência vocal no pop e soul; as Margaridas, trazendo a força e o ritmo do samba e MPB; Taliz, com sua sonoridade autoral e envolvente; e DJ Umiranda, responsável por ditar o ritmo com sets dinâmicos de música brasileira e eletrônica.

Para participar dos shows é preciso fazer a inscrição no site:  https://cncsemanasbrasil.facedoor.events/df. Com o QR Code em mãos, é preciso tirar o ingressos físicos nos pontos de retirada:

Unidades do Sesc:
– Sesc Taguatinga Norte
– Sesc Guará
– Sesc Ceilândia
– Sesc 504 Sul

Horários de atuação:
Segunda a sexta-feira: 12h às 20h
Sábados e domingos: 9h às 12h

Shoppings:
– Águas Claras Shopping
2º Piso, entrada principal, próximo à lotérica

– JK Shopping
Piso L1, ao lado do Outback

IMPORTANTE: Na unidades do Sesc-DF e no JK Shopping a retirada começa nesta sexta (24/04) e no Águas Claras Shopping é na terça-feira (28/4).

Corrida 

A programação da Semana S inclui corrida de 4 km, com percurso que circulará o Taguaparque. São mil vagas gratuitas, que receberão o kit com número de inscrição, camiseta e toalha. Inscrições serão abertas em breve no site do Sesc-DF (sescdf.com.br).

Saúde e inserção de DIU 

Durante todo o dia, o público terá acesso a uma estrutura itinerante focada na prevenção e promoção da saúde. Entre os destaques estão a Carreta da Mulher, com exames de mamografia e citopatológico, e o Ônibus da Saúde, que oferecerá consultas médicas, de enfermagem, testes rápidos e inserção de DIU. Para a saúde do homem, vans especializadas disponibilizarão consultas e exames de PSA (exame para o rastreio, diagnóstico precoce e acompanhamento do câncer de próstata). O cuidado se estende à odontologia, por meio do OdontoSesc (limpeza e restauração), e à visão, com a Van da Oftalmologia.

Oficinas 

A Semana S também valoriza o conhecimento e a vivência cultural. O projeto Cozinha Eficiente Itinerante oferecerá oficinas práticas e orientações nutricionais, enquanto o BiblioSesc promoverá o incentivo à leitura com contação de histórias e oficinas literárias.

Serviço
Semana S
Data: 16 de maio, sábado
Horário: a partir das 9h
Local: Taguaparque, Taguatinga – DF
Entrada gratuita: mediante inscrição prévia
Para as atividades específicas no site https://cncsemanasbrasil.facedoor.events/df

CenpHub em Goiânia destaca o potencial do agronegócio para o mercado publicitário no Brasil

Painel sobre a pujança do segmento evidenciou a urgência de se atualizar as narrativas de comunicação em um dos setores mais importantes do país

O agronegócio brasileiro impulsionou os dados do PIB do Brasil em 2025, ao fechar o ano com uma alta de 11,7% sobre o ano anterior (IBGE e CNA). Esse dado foi ainda mais expressivo em Goiás, em que o segmento cresceu 20,1% no PIB agropecuário do estado, de acordo com o Instituto Mauro Borges, do governo estadual. Essa pujança chama a atenção para a importância de se quebrar estereótipos na comunicação do setor, de acordo com uma das discussões promovidas pelo CenpHub Goiânia, o primeiro a ser realizado na capital do estado, com a presença de 150 participantes.

O painel “Agro em modo global: a potência brasileira que nasce no campo” discutiu como o segmento no Brasil conquistou alcance global impulsionado por inovação, tecnologia e escala. O debate integrou o evento promovido pelo Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário) realizado no dia 16, no auditório do Hotel Transamérica Collection, trazendo os principais temas da indústria da comunicação.

Moderada por Antônio Pereira, apresentador do programa Agro Negócio, exibido pela TV Serra Dourada em Goiás, a discussão específica sobre o agronegócio trouxe Daniela Noyori, diretora de operações e negócios do Estúdio Eixo, responsável por uma pesquisa que destacou a transformação sociodemográfica no campo. “A narrativa do atraso precisa ser quebrada. Hoje, a média de idade dos produtores é de 46 anos, há mulheres herdeiras em cadeiras de decisão e um avanço cultural muito pautado pela tecnologia”, afirmou.

Estudo realizado pelo Eixo aponta que, mesmo com os fortes avanços tecnológicos, a linguagem no campo segue ancorada nos pilares fé, família, tradição e trabalho. A leitura foi confirmada na prática por Gabriele Triches, gerente de comunicação da Comigo, cooperativa de produtos agropecuários fundada há mais de 50 anos em Rio Verde. Ao planejar uma campanha de comemoração, a equipe constatou que, além de planejar e comprar insumos, a atitude central do produtor antes de plantar é rezar – um insight que deu origem à música “Safra de Fé”, com o cantor Sérgio Reis. “Nossa forma de comunicação com o cooperado e a esposa, o filho, o neto, é o que faz trazer as pessoas para dentro da cooperativa”, afirma Gabriele.

A compreensão das particularidades desse segmento é também fundamental para agências e veículos de mídia — para o agronegócio, a venda padronizada não funciona, como explica Welder Lara, CEO da Rowan Marketing. “A primeira coisa pra se comunicar no agro é conhecer o relógio da safra e como ele traz oportunidades para agências e veículos”. O executivo ressaltou ainda que o agro vende credibilidade, e não produto. Assim, quem integra essa comunidade prefere ver seus pares em campanhas de mídia.

O CenpHub Goiânia abordou ainda temas como o consumo de mídia em um cenário altamente fragmentado, a necessidade de adaptação dos players e a sustentabilidade das relações comerciais. A relevância do mercado do Centro-Oeste esteve em evidência nos quatro painéis do evento. Em 2025, de acordo com o painel Cenp-Meios, o investimento publicitário na região foi de R$ 838 milhões.

O encontro contou com patrocínio master de Adobe, Globo e Kallas. O apoio estratégico foi formado por Fenapro, Sinapro.GO, CBN Goiânia e Grupo Jaime Câmara, além do apoio de mídia de Eletromidia, Exame, Saint Paul, Meio&Mensagem e Propmark.

Semana termina com 560 vagas de emprego disponíveis nas agências do trabalhador

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Interessados devem cadastrar o currículo em aplicativo ou ir a uma agência, das 8h às 17h, durante a semana

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 560 oportunidades profissionais disponíveis nesta sexta-feira (24). Os maiores salários são encontrados em uma vaga para mecânico de refrigeração e climatização, na Asa Sul, com remuneração de R$ 2.560,22.

Em seguida, há 20 vagas para oficial de manutenção predial, no Lago Sul, com salário de R$ 2.424,40, e seis vagas para oficial de manutenção predial, na Asa Sul, com remuneração de R$ 2.421,21.

Para pessoas com deficiência, há oportunidades exclusivas em diferentes áreas. Na Asa Sul, há uma vaga para auxiliar de limpeza, com salário de R$ 1.862,10, e uma para auxiliar de pessoal, com remuneração de R$ 1.924,53. Em Águas Claras, são dez vagas para empacotador, a mão, com salário de R$ 1.700. Já na Asa Norte, estão disponíveis dez vagas para operador de telecobrança e dez vagas para operador de telemarketing ativo, ambas com remuneração de R$ 1.621.

Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

Gosto ruim na boca, um sintoma típico de sinusite

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Achou o sabor da comida estranho? Da bebida, idem? Antes de reclamar com o garçom, pense bem: o problema pode estar com você! Entenda a razão!

Se a aquela comida que você tanto adora está com um gostinho estranho, assim como a sobremesa, a bebida, ou até mesmo a água está ingerindo, é bom pensar duas vezes antes de deduzir que há algo de errado com elas. A origem do problema, muito provavelmente, está com você! Ou, mais precisamente, com o seu olfato.

Muita gente não sabe, mas a sensação de gosto ruim ao se alimentar é comum em pessoas que estão com quadro de sinusite – ou seja, com inflamação dos seios paranasais, que são as cavidades ao redor do nariz.

Embora o problema não afete especificamente a língua e a garganta, suas consequências podem, sim, alterar o sabor dos alimentos e bebidas. “Além da congestão nasal, dor facial, dor de cabeça e secreção nasal espessa, que são as características mais notórias da sinusite, muitos pacientes também relatam sentir um gosto metálico, amargo, azedo ou mesmo podre durante a alimentação”, confirma o Dr. Fabiano Brandão, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta.

O motivo, segundo o especialista, se dá por conta do acúmulo de secreções nasais que escorrem para a garganta. “Isso, geralmente, ocorre devido à drenagem do muco infectado por bactérias, vírus ou fungos, para a parte de trás da garganta. Quando os seios paranasais estão inflamados e congestionados, essa secreção pode se acumular e não escoar adequadamente, resultando em um líquido espesso e desagradável, que fica alojado na parte de trás da garganta.”

Esse processo, de acordo com o médico, é chamado de gotejamento pós-nasal, que é justamente a causa da alteração que ocorre no nosso paladar. “O gotejamento pós-nasal pode levar a um gosto ruim persistente na boca, pois as secreções nasais infectadas entram em contato com as papilas gustativas na parte de trás da língua, alterando a percepção do sabor. Mesmo após escovar os dentes ou usar enxaguantes bucais, os pacientes relatam que essa sensação ruim tende a persistir e, também, costuma se agravar ao longo do dia ou após períodos deitados, quando o gotejamento pós-nasal é mais perceptível.”

Ainda de acordo com o especialista, essa sensação desagradável pode ocorrer em qualquer estágio da sinusite e, até mesmo, após o tratamento. “Depende de vários fatores, como a gravidade da inflamação dos seios paranasais, a presença de complicações e, sobretudo, a eficácia do tratamento. Por isso, é importante sempre ressaltar que o tratamento domiciliar para sinusite serve mais para aliviar os sintomas temporariamente. Ele jamais substitui a avaliação médica adequada, especialmente se os sintomas persistirem, piorarem ou em casos de sinais de alarme. Portanto, se você sente um gosto ruim na boca que não cessa, especialmente acompanhado por outros sintomas de sinusite, é aconselhável consultar um otorrinolaringologista para um diagnóstico adequado e tratamento”, finaliza o Dr. Fabiano.

Celina Leão reduz interstício e amplia promoções na PMDF e no CBMDF

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Medida amplia progressões na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros

Brasília, 23 de abril de 2026 — A redução do interstício para promoções nas forças de segurança do Distrito Federal resultou na ampliação do número de progressões na carreira de policiais militares e bombeiros. As mudanças foram oficializadas nesta quarta-feira (22), beneficiando integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Na Polícia Militar, a medida possibilitou 652 promoções, considerando oficiais e praças. Sem a flexibilização do tempo mínimo exigido para progressão, o número seria de 162. Com a alteração, outros 490 policiais foram contemplados. Entre os oficiais, foram registradas 287 promoções, enquanto entre os praças o total chegou a 365.

No Corpo de Bombeiros, o decreto também garantiu promoções em diferentes quadros e postos, contribuindo para o fortalecimento da estrutura da corporação e o avanço funcional dos militares.

De acordo com o governo, a iniciativa faz parte de uma política de valorização dos profissionais da segurança pública, ao reconhecer o desempenho e o tempo de serviço dos integrantes. Além do impacto nas carreiras, as promoções auxiliam na recomposição dos quadros e no fortalecimento das atividades operacionais das corporações.

Celina reinaugura Ginásio de Esportes de Samambaia, com investimento de R$ 1,2 milhão

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Espaço esportivo foi modernizado e volta a atender comunidade local

Brasília, 23 de abril de 2026 — O Ginásio de Esportes de Samambaia, localizado na Quadra 301, foi reinaugurado após mais de dez anos sem manutenção adequada. O espaço passou por uma ampla reforma, com investimento superior a R$ 1,2 milhão, e agora está apto a receber atividades esportivas, projetos sociais e eventos comunitários.

A obra contemplou melhorias estruturais, funcionais e estéticas, incluindo a impermeabilização do telhado, modernização das redes elétrica e hidráulica, pintura geral e instalação de iluminação em LED. Também houve a recuperação completa do piso da quadra, que recebeu revestimento em poliuretano, adequado para práticas esportivas profissionais.

O ginásio passou a contar com estrutura poliesportiva, com marcações para modalidades como futsal, handebol, vôlei e basquete. Além disso, foram reformados os banheiros, incluindo a adaptação para pessoas com deficiência, e construída uma guarita para reforçar a segurança, que funcionará 24 horas por dia.

Com investimento superior a R$ 1,2 milhão, a obra de manutenção e restauração contemplou melhorias estruturais, funcionais e estéticas | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

A intervenção também incluiu a criação de uma entrada de serviço e a implantação de rampas para melhorar a acessibilidade e a circulação no local. Segundo o governo, a reforma atende a uma demanda antiga da comunidade e busca ampliar o acesso ao esporte e ao lazer na região.

O espaço será aberto à população, com agendamento prévio para uso da quadra. Projetos sociais e escolinhas poderão utilizar o ginásio mediante formalização junto à Secretaria de Esporte e Lazer. Haverá ainda uma programação semanal, com horários definidos durante a semana e períodos reservados para uso livre nos fins de semana.

Moradores destacam que a reabertura representa uma nova oportunidade para a prática esportiva, especialmente para crianças e adolescentes da região, que passam a contar com um espaço coberto e adequado para atividades ao longo de todo o ano.