Banco BRB inaugura agência no shopping Iguatemi
Brasília lidera qualidade de vida e número de leitos de UTI no Brasil
Distrito Federal supera média nacional com 76,68 leitos por 100 mil habitantes, maior índice do país
Projeto do GDF já transformou as moradias de mais de 180 famílias
A obra mais recente foi a reconstrução de um imóvel localizado no Setor Leste, na Estrutural, beneficiando Rita Maia da Silva, de 60 anos
Fazia muito tempo que Rita Maia da Silva, de 60 anos, desejava ter um lar digno para morar com seus dois cachorros. O sonho se tornou realidade na manhã da sexta-feira (22) – a moradora da Estrutural é a mais nova contemplada do subprograma Melhorias Habitacionais, executado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Com esse projeto, moradores de baixa renda podem ter acesso gratuito a reformas ou reconstruções de suas moradias.
A casa da moradora da Estrutural Rita Maia da Silva foi totalmente reconstruída pelo Melhorias Habitacionais | Fotos: Divulgação/Codhab
Na casa de Rita, foram investidos quase R$ 100 mil em uma reconstrução completa, necessária devido às condições críticas de insalubridade em que o imóvel se encontrava. As paredes, construídas em pré-moldado, estavam rachadas e expostas, sem reboco, o que comprometia gravemente a estabilidade da edificação. O chão era bruto, sem qualquer tipo de revestimento. As instalações elétricas, com fiações expostas, representavam alto risco de choques e incêndios. O banheiro não tinha ventilação adequada nem piso, e as instalações eram impróprias para o uso.
“A minha casa estava toda caindo, era tudo cheio de buraco; eu vivia caindo e machucando porque eu não enxergo direito – por causa da diabetes, eu perdi um pouco da visão”, contou Rita. “A equipe da Codhab foi uma bênção na minha vida; e os pedreiros também, que se emocionaram junto comigo durante toda essa caminhada.”
As paredes da casa de Rita estavam rachadas e expostas, o que comprometia a estabilidade da edificação; além disso, o chão era bruto, sem qualquer tipo de revestimento
A intervenção incluiu a demolição de toda alvenaria existente; remoção de todas as esquadrias e cobertura; construção de novas alvenarias com suas respectivas necessidades estruturais; adaptação dos cômodos com barras de apoio; execução de contrapiso e piso cerâmico, com impermeabilização no banheiro; revestimentos em todas as paredes da casa; pintura e novas instalações hidrossanitárias e elétricas.
“A gente precisou adaptar toda a residência para atender as necessidades da Rita, como a baixa visão. A casa possuía muitos buracos e o contrapiso era todo irregular, por isso ela vivia se machucando. Também instalamos barras no banheiro, para que ela possa se apoiar e evitar quedas”, explicou a arquiteta da Companhia, responsável pelo projeto, Ana Kelly.
“A equipe da Codhab foi uma bênção na minha vida; e os pedreiros também, que se emocionaram junto comigo durante toda essa caminhada”, comentou Rita
Transformando realidades
O Melhorias Habitacionais proporciona muito mais do que um lar digno, são mais de 180 famílias que tiveram as realidades completamente transformadas. Mais de R$ 5,6 milhões investidos foram investidos no projeto desde 2019.
Para ser contemplado, o morador precisa ter renda mensal de até três salários mínimos; residir no Distrito Federal há pelo menos cinco anos, em áreas próprias de interesse social regularizadas ou passíveis de regularização; ser responsável pela residência (não pode ser alugada ou cedida) e não possuir outro imóvel no DF.
“Ano que vem, esse é um projeto que a Companhia precisa colocar muita carga em cima; queremos investir muito nele, porque são 40 dias de obra que muda a vida de uma pessoa”, afirmou o presidente da Codhab, Marcelo Fagundes.
Justiça, sustentabilidade e precatórios: o controverso Brasil no G20
Por Luciana G. Gouvêa
A Cúpula Social do G20, realizada no Rio de Janeiro, fórum global voltado para debates sobre inclusão e sustentabilidade, contou com a participação da Juíza Gláucia Foley, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDF), uma das debatedoras da mesa especial “Acesso à Justiça: desigualdades e violação de direitos no Sistema”, organizada pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).
Uma das maiores contradições do sistema de Justiça brasileiro são os chamados precatórios, prática que, ao postergar o cumprimento das dívidas que os governos têm para com empresas e cidadãos, acabam favorecendo o enriquecimento ilícito do governo em prejuízo direto dos cidadãos.
Em 2024, o cenário da dívida total de precatórios do Brasil é desafiador. Dados mais recentes apontam que a dívida de precatórios pode ter superado R$100 bilhões, com um aumento considerável no número de precatórios em atraso devido à crise fiscal e a necessidade de o governo conter os gastos públicos. Em 2023, cerca de R$ 50 bilhões estavam previstos para pagamento, mas uma boa parte deles não foi quitada no prazo devido.
Diante desse caos de atrasos e incertezas, a negociação de precatórios se tornou uma prática comum entre os credores. Comprar e vender precatórios tem sido uma alternativa para quem precisa de dinheiro imediato, uma vez que o governo costuma levar anos para quitar essas dívidas.
Os compradores, geralmente são investidores ou empresas especializadas, no entanto, essa negociação envolve riscos e exige cautela, portanto, o credor que decide vender seu precatório pode acabar recebendo menos do que imaginava, especialmente se não tiver uma assessoria jurídica especializada.
Os pagamentos a menor põem ocorrer porque, além para aplicar o desconto sobre o valor nominal, é preciso levar em consideração a correção monetária que deve ser aplicada desde o momento da condenação até o pagamento efetivo. Além disso, podem haver despesas adicionais, como honorários advocatícios e impostos sobre a transação, dos quais o vendedor precisa ser informado.
Além disso, é essencial verificar a regularidade do precatório. Existem casos em que o governo pode contestar ou até mesmo cancelar precatórios devido a erros administrativos ou à revisão de valores. Isso coloca o comprador em uma posição de risco, pois ele pode acabar não recebendo o valor acordado, principalmente se o precatório for cancelado ou sofrer alterações no montante.
O futuro dos precatórios no Brasil depende de reformas estruturais que garantam a transparência e a efetividade no cumprimento dessas dívidas. Em 2024, a pressão sobre os governos estaduais e municipais para resolver o impasse continua a crescer, e a instabilidade fiscal pode agravar ainda mais a situação, afetando diretamente o pagamento das dívidas judiciais.
Em um fórum global como o G20, dedicado à inclusão e sustentabilidade, o debate sobre reformas estruturais no sistema de Justiça brasileiro ganha ainda mais relevância. É essencial assegurar um sistema justo e eficiente que permita ao cidadão receber prontamente o que lhe é devido em processos judiciais contra o governo.
O bordão associado a esses casos, “ganha, mas não leva”, deve ser superado. Sem essas mudanças, o Brasil continuará perpetuando uma dinâmica que privilegia o Estado em detrimento dos direitos de seus cidadãos, comprometendo os pilares de uma sociedade verdadeiramente democrática, justa e equitativa.
LUCIANA GOUVÊA – Advogada Especialista em Proteção Legal Patrimonial e Proteção Ética e Legal Empresarial, informação e entrega de direitos. Especialista na área de inovação e tecnologias
Descoberto atinge capacidade máxima após intensa temporada de chuvas
O reservatório, responsável por abastecer 50% do Distrito Federal, atingiu a cota de 1.030 metros e provocou um espetáculo visual com sua vertente
Da Redação
A Barragem do Rio Descoberto, que abastece quase metade da população do Distrito Federal, atingiu sua capacidade máxima neste domingo (24) após uma série de chuvas intensas na região. O reservatório, que é crucial para o fornecimento de água em Brasília, alcançou a cota de 1.030 metros, criando um visual impressionante com a água vertendo sobre o vertedouro. Esse fenômeno, que normalmente ocorre entre fevereiro e março, trouxe alívio para os moradores da capital, além de proporcionar uma paisagem deslumbrante.
O Reservatório do Rio Descoberto abastece cidades como Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e várias outras áreas, beneficiando quase 50% da população do Distrito Federal. Segundo Luís Antônio Reis, presidente da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do DF), os investimentos realizados pelo GDF e pela Caesb em infraestrutura de água e esgoto foram determinantes para garantir a qualidade de vida da população, especialmente durante os períodos de escassez hídrica.
Desde 2019, mais de R$ 1,2 bilhão foram investidos em obras para garantir o fornecimento contínuo de água potável para os quase 3 milhões de habitantes da capital federal.
Inaugurada em 1974 e localizada ao longo da BR-070, a Barragem do Rio Descoberto é uma das mais importantes da região. Com 265 metros de crista e um vertedouro de 55 metros de comprimento, ela possui um lago de 12,5 km², com capacidade para armazenar até 86 milhões de metros cúbicos de água.
Em 2023, a Caesb executou um investimento de R$ 8 milhões em melhorias na barragem, com o objetivo de reforçar a segurança da estrutura e aumentar sua durabilidade, conforme as diretrizes da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).
A equipe da Caesb vê este momento como uma demonstração do compromisso com o desenvolvimento sustentável e a segurança hídrica do Distrito Federal, especialmente considerando os desafios enfrentados durante a maior seca da história da região.
IPEDF lança Boletim do Comércio Exterior do Distrito Federal
A primeira edição do documento será divulgada pelo canal do instituto no YouTube
Nesta segunda-feira (25), às 15h, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) realizará, em seu canal do YouTube, o lançamento da primeira edição do Boletim do Comércio Exterior do Distrito Federal. O estudo apresenta uma síntese sobre as dinâmicas de exportação e importação do DF, com foco em tendências e fatores que influenciam o comércio internacional.
A iniciativa é fundamental para compreender a posição do DF no mercado global, identificar desafios e oportunidades e embasar a formulação de estratégias econômicas eficazes.
Nesta edição inaugural, o boletim traz uma análise detalhada sobre o primeiro trimestre de 2024, com destaque para o comportamento das exportações e importações, os principais produtos comercializados, os mercados de destino e as oscilações nos preços internacionais.
Serviço
Boletim do Comércio Exterior do Distrito Federal
⇒ Data: segunda (25)
⇒ Horário: 15h
⇒ Acompanhe aqui.






