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Feriados de fim de ano alteram funcionamento dos bancos

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Bancos terão expediente reduzido na véspera de Natal e Ano Novo. Sistema PIX funcionará normalmente, mas compensações e TEDs não serão realizadas

Da Redação

As festas de final de ano irão alterar o expediente bancário nas próximas duas semanas, conforme anunciado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os bancos estarão abertos para atendimento ao público apenas das 9h às 11h, horário de Brasília, na véspera de Natal, dia 24 de dezembro. Já na véspera do Ano Novo, no dia 31 de dezembro, não haverá expediente e as compensações bancárias, incluindo TEDs, não serão realizadas.

Nos dias 23, 26, 27 e 30 de dezembro, o atendimento será normal, e as agências funcionarão durante o horário habitual. Contudo, nos feriados nacionais de 25 de dezembro (Natal) e 1º de janeiro (Ano Novo), os bancos estarão fechados, sem atendimento presencial ao público, e as compensações bancárias também não ocorrerão.

Segundo a Febraban, o sistema PIX funcionará normalmente, permitindo transferências 24 horas por dia, inclusive em feriados e finais de semana. No entanto, boletos bancários de consumo, como água, energia e telefone, com vencimento em 25/12, 31/12 ou 01/01, poderão ser pagos sem acréscimo no dia útil seguinte.

Para tributos e impostos, que não têm datas ajustadas para os feriados, a Febraban recomenda que o pagamento seja antecipado para evitar o acréscimo de juros e multa. Para facilitar o pagamento, os clientes podem usar canais digitais, como aplicativos e sites dos bancos, ou agendar pagamentos em caixas eletrônicos.

Em relação à compensação bancária, é importante lembrar que, de acordo com a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), os sábados, domingos e feriados não são considerados dias úteis para operações bancárias. Assim, os clientes devem se planejar para realizar seus pagamentos e transferências de forma antecipada ou por meios digitais.

Os Melhores do Mundo e Cia Saltimbancos brilham na Martins Pena

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O secretário de Cultura do Distrito Federal, Claudio Abrantes, agradeceu e expressou sua satisfação ao presenciar no palco um espetáculo que celebra a essência cultural de Brasília

Neste domingo (22), a Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro foi palco de uma celebração dedicada à valorização dos talentos que transformaram o Distrito Federal em uma verdadeira vitrine de arte para o país. Com uma programação que mistura humor, teatro e magia para todas as idades, o evento encantou o público e reafirmou o compromisso do Teatro Nacional em promover o que há de melhor na cultura local. Pela manhã foi a vez da apresentação infantil Cia Saltimbancos e à noite, em duas apresentações repletas de humor e risadas garantidas, Os Melhores do Mundo encantaram o público com o espetáculo Tela Plana.

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Claudio Abrantes, agradeceu e expressou sua satisfação ao presenciar no palco um espetáculo que celebra a essência cultural de Brasília. “Chegar a este momento exigiu um esforço imenso. É imprescindível reconhecer e agradecer o empenho do Governo do DF e de todos os envolvidos no processo de revitalização. O Teatro Nacional foi requalificado com extremo cuidado para preservar sua originalidade, ao mesmo tempo em que oferece acessibilidade e segurança à população. Foi um grande trabalho para que pudéssemos receber ‘Os Melhores do Mundo’ nesse espetáculo tão especial”, afirmou o secretário.

O subsecretário de Cultura do DF, Felipe Ramón, destacou a emoção de ver o Teatro Nacional repleto de programações voltadas para públicos de todas as idades. “É emocionante ver o teatro pulsando novamente, com atividades que encantam tanto adultos quanto crianças. Este espaço é um símbolo da cultura de Brasília, e é gratificante testemunhar a sua reabertura com uma programação tão diversa e inclusiva”.

A Cia Saltimbancos, em uma apresentação especial que mistura música, teatro e fantasia proporcionou às crianças um momento de alegria, cores e muita animação. A atriz Dani Neri falou da felicidade em estar de volta num lugar repleto de história e arte. “É uma emoção muito grande estar nesse palco outra vez. Todo mundo dessa companhia estreou nesse palco, seja no teatro, na dança ou na música. A gente está dando luz à essa abertura do Teatro Nacional para classe artística fazer parte desse teatro”, falou a atriz da Cia Saltimbancos.

Reconhecido nacionalmente pelo humor inteligente e perspicaz, o grupo Os Melhores do Mundo subiu aos palcos com uma programação que celebrou o DNA da cidade e que fortalece o vínculo entre o público e a arte. Jovane Nunes falou da importância e significado que a sala Martins Pena tem na vida do grupo. “Essa sala faz parte da nossa formação e da nossa história. Os Melhores do Mundo vão completar trinta anos de carreira e grande parte dessa história foi nessa sala e na sala Villa Lobos, que vai ser reformada. É muito emocionante receber de volta esse equipamento cultural tão importante”, destacou.

Com ingressos gratuitos, o evento foi uma homenagem à riqueza artística do DF e à capacidade do Teatro Nacional de ser um espaço de conexão e diversão para todos. Mais um evento que ficará marcado na história da cidade e no coração do público.

Manutenção suspende energia de áreas do Paranoá nesta segunda

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A suspensão será feita para manter a segurança das equipes de trabalho e da população; confira os horários e locais impactados

O fornecimento de energia será interrompido em endereços do Paranoá, nesta segunda-feira (23), das 12h às 18h, devido à modernização da rede elétrica. A medida impacta o Condomínio Euller Paranhos, Km 3,5, Avenida Buriti, chácaras 23, 25, 26, 34, 37 e 40, e o Núcleo Rural Sobradinho dos Melos, DF-250, Km 05, Chácara 35. O objetivo é manter a segurança das equipes de trabalho e da população.

Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

 

Agências do trabalhador do DF têm vagas com salários de até R$ 3 mil

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São 208 oportunidades para quem procura um emprego; há chances para pessoas de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta segunda-feira (23), 208 vagas para quem procura um emprego. Há posições para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Algumas oportunidades são exclusivas para pessoas com deficiência. Os salários chegam a R$ 3 mil.

O posto que oferece maior remuneração é o de estoquista, em Taguatinga. Há uma vaga disponível e os candidatos precisam ter ensino médio completo e experiência prévia na função.

Já o cargo com mais vagas abertas é o de consultor de vendas, na Ceilândia Norte. São 25 oportunidades para pessoas com ensino médio completo. Não é preciso, porém, ter experiência. O salário é de R$ 1.850.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Festa organizada pelo Sesc-DF marca a reabertura da Sala Martins

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A cerimônia contou com a presença do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, do governador Ibaneis, do secretário de Cultura, Claudio Abrantes, e do diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo

Depois de quase 11 anos fechado, a Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Claudio Santoro, foi oficialmente reinaugurada nesta sexta-feira (20). O evento foi realizado pelo Sesc-DF, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e o Banco de Brasília (BRB), e contou com uma apresentação especial da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), ao lado da dupla Chitãozinho e Xororó.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, do governador Ibaneis Rocha, do secretário de Cultura, Claudio Abrantes, do diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo, e outras autoridades, que celebraram o retorno do Teatro Nacional e o fortalecimento da cultura no DF.

José Aparecido destacou os esforços do Sistema Fecomércio-DF para fomentar a cultura no Distrito Federal. Ele mencionou a revitalização dos teatros do Sesc e anunciou a construção de um Centro Cultural na Asa Norte. “Um prédio inteiro dará lugar um grande ponto de encontro para apresentações, oficinas, palestras e diversas ações culturais. Com isso estamos reforçando nossa presença em várias cidades do DF”, afirmou Aparecido..

O show de Chitãozinho e Xororó e da OSTNCS foi um dos destaques organizados pelo Sesc-DF nesta primeira etapa da reabertura do Teatro Nacional. O fim de semana contou ainda com apresentações de grupos locais de dança e teatro, como a Cia Melhores do Mundo. Nesta segunda-feira (23) haverá uma homenagem à banda Plebe Rude.

A reabertura da Sala Martins Pena marca um passo importante para a retomada do protagonismo do Teatro Nacional como um dos maiores ícones culturais do Distrito Federal.

Sobre o inquérito das FAKE NEWS – A interpretação dos ministros do STF

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Por Ives Gandra  Martins

Neste artigo divergirei da interpretação de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal acerca do inquérito das fake news, razão pela qual faço um primeiro esclarecimento. Tenho grande admiração por todos os Ministros da Suprema Corte e admiro-os como juristas. Tenho livros escritos com a maioria deles, participei de bancas de doutorado com alguns e de palestras com quase todos, ao longo destes sessenta anos de magistério universitário.

Por outro lado, acompanhei os vinte meses de trabalhos da Constituinte, participei de audiências públicas e mantive contato permanente com o relator Senador Bernardo Cabral. Desse modo, como velho professor, entendo que posso divergir, pois convivi com os constituintes durante todo aquele período. Além disso, analisei a Constituição brasileira com o professor Celso Bastos, saudoso amigo, em 15 volumes e mais de 10 mil páginas, ao longo de 10 anos, logo após a promulgação da Carta Magna.

Feitos esses esclarecimentos sobre o respeito que tenho pelos Ministros, mesmo diante de divergências, passo à segunda consideração sobre o previsto na Constituição, que vi e discuti com Bernardo Cabral e com Ulisses Guimarães, o qual chegou a assistir palestra minha sobre o parlamentarismo, tese que adotou até a Comissão de Sistematização. Roberto Cardoso Alves, todavia, liderando grupo de parlamentares, derrubou-a no Plenário.

Há determinadas disposições na Constituição que, entretanto, refletem a tendência parlamentarista. A primeira delas está na competência do Congresso Nacional, previsto em primeiro lugar, no mais longo título da Constituição, que vai dos artigos 44 a 135, ou seja, o da Organização dos Poderes. Isso porque, como disse recentemente o Ministro Luiz Fux, o Congresso é o Poder mais importante da República, pois é o único que representa o povo por inteiro.

De fato, no Congresso há situação e oposição. Os constituintes, que saíam de um regime de exceção, queriam harmonia e independência entre os Poderes e, para tanto, descreveram suas competências exaustivamente, começando com o Poder Legislativo. O Poder Executivo, que comanda a administração, aparece em segundo lugar, pois representa a maioria da população e, quando há segundo turno, nem a maioria.

Pelo artigo 1º da Lei Suprema, há uma única soberania: a do povo. Essa soberania do povo é exercida por representantes por ele escolhidos, o que não ocorre no Poder Judiciário. Este vem, portanto, em terceiro lugar para fazer respeitar a lei, que não elabora porque só o Congresso Nacional pode fazê-lo, bem como o Poder Executivo, com o aval do Legislativo, por meio das medidas provisórias e das leis delegadas.

Por essa razão, o constituinte prevê no inciso XI do artigo 49, que “é da competência exclusiva do Congresso Nacional zelar pela preservação de sua competência normativa em face da atribuição normativa de outros Poderes”.

Vale dizer, não pode permitir que outros Poderes avancem em sua competência normativa. Em face disto, é que entendo que as duas PECs, em discussão hoje no Congresso Nacional, são de extrema importância por serem explicitadoras da norma constitucional; não inovadoras.

Pela PEC 28/2023, por exemplo, decisões que deferirem determinadas medidas cautelares terão que ser referendadas pelo colegiado. É uma explicitação do artigo 97 da Lei Suprema, segundo o qual a lei ou ato normativo só pode ser declarado inconstitucional – de rigor, toda a matéria no STF é sobre constitucionalidade – por maioria absoluta.

A outra explicitação é a da PEC 50/2023, segundo a qual, sempre que houver invasão, por parte do Judiciário, da competência legislativa do Congresso Nacional, a este caberá, por dois terços de seus integrantes, preservar a sua competência exclusiva de legislar, sustando a eficácia da decisão judicial, conforme já previsto no artigo 49, inciso XI, mas sem que tivesse o Constituinte definido o procedimento para tal preservação.

São, portanto, duas PECs explicitadoras de um poder que o constituinte já tinha dado ao Congresso Nacional desde 5 de outubro de 1988.

Há mais um aspecto que me parece importante, antes de entrar no tema das fake news.

O artigo 103, § 2º da Constituição, diz o seguinte: “Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.”.

Como se vê, para o Executivo é dado o prazo de 30 dias, mas nenhum prazo é estabelecido para o Congresso Nacional elaborar a lei nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão.

Neste tocante, lembro-me de, num jantar que tivemos durante a Constituinte, — Bernardo Cabral, relator da Constituinte, o ministro Sidney Sanches, que foi meu colega de turma, Odyr Porto, que era o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, e eu – em que discutimos este artigo.

Propus o seguinte: “Sidney, Bernardo, como é que vocês, diante de decisão do Supremo em ação direta de inconstitucionalidade por omissão que declara uma omissão inconstitucional, não fixam um prazo para o Congresso elaborar a lei?” Pretendia colocar um prazo de seis meses.

Sidney Sanches lançou um verdadeiro exocet sobre meu argumento, dizendo o seguinte: “Ives, como é que nós vamos fazer se, em seis meses, o Congresso não elaborar a lei? Você acha que teremos condição de mandar prender 503 deputados e 81 senadores, por desacato à ordem judicial?” – À época eram 503 deputados -. O argumento de Sidney derrubou o meu e Bernardo concordou com ele, permanecendo sem prazo a redação do artigo 103, §2º.

Fato é que, nem mesmo nas ações diretas por inconstitucionalidade por omissão do Congresso Nacional, pode o Supremo legislar.

Então, parece-me que, no artigo 1º, a soberania é do povo e dois Poderes o representam. Há um terceiro Poder que é guardião da lei, que não elabora; por isso, aparece em último lugar na organização dos Poderes.

Ora, a Constituição foi elaborada para dar equilíbrio e harmonia entre os Poderes, em um momento em que saíamos de um regime em que havia um poder dominante. Os constituintes, durante vinte meses, buscando não ter um Poder dominante, definiram exaustivamente as competências de cada um dos Poderes.

Por essa razão, entrando na última parte desse artigo, entendo que o inquérito das fake news, que meu querido amigo, Ministro aposentado do STF Marco Aurélio Mello, chama de inquérito do fim do mundo, não poderia continuar; pois virou um verdadeiro buraco negro. Tudo quanto é matéria é considerada fake news.

Se verificarmos, a Constituição não permitiria esse inquérito. Devemos, pois, analisar o artigo 5º, que é o mais importante da Constituição por definir, claramente, quais são os direitos individuais, sociais, políticos e de nacionalidade que têm o cidadão brasileiro.

Logo no início dele, nos incisos IV e V, declara o seguinte: “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato; é assegurado o direito de resposta proporcional ao agravo, além da indenização por dano material ou moral à imagem”.

Significa dizer que não é possível pré-determinar o que o cidadão pode ou não dizer, o que não impede dele ser punido caso o faça abusivamente. Em outras palavras, o que o constituinte declarou é que é livre a manifestação de pensamento, mas o abuso, sendo vedado o anonimato, dá direito à resposta e à indenização por danos morais, sendo possível, ainda, pelo princípio da recepção do Código Penal, a configuração da denunciação caluniosa, injúria ou difamação.

Ocorre que o Supremo está discutindo se o artigo 19 da Lei da Internet (Lei 12.965/2014) – segundo o qual “o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente” –  ficará como está ou se pode dar a ele uma nova redação. Ora, isso é competência do Legislativo, não do Supremo. < span style=”font-size:11pt”>Em suma, o Supremo Tribunal Federal está deliberando atualmente sobre a Lei da Internet, de um lado e, por outro lado, sobre o inquérito das fake news, em tramitação há 5 anos – inquéritos devem durar 60, 90 dias no máximo -, atraindo muitas coisas que não tem nada a ver com fake news, virando, assim, um buraco negro judicial que, como no universo, atrai tudo que está perto.

Ora, de acordo com a Constituição, o eventual abuso só pode ser punido posteriormente e a livre expressão de pensamento, que é a característica maior de uma democracia, está nela preservada. Todo cidadão deve ter a liberdade de dizer o que pensa e, se abusou, será responsabilizado “a posteriori”, não “a priori” impedido de dizer aquilo que desejava, posto que a democracia admite sempre um debate de ideias.

A questão é preocupante, pois quando ideologias prevalecem- e a ideologia é a corruptela das ideias -, é evidente que teremos o Poder orientando o pensamento do cidadão.

De rigor, resumindo todo o exposto, a Constituição diz que só pode haver um controle “a posteriori”, e não uma definição “a priori” e, a meu ver, o inquérito das fake news, independente de outros aspectos jurídicos que, num espaço curto, não se pode analisar – como a questão do juízo natural, já que estamos diante do exercício alargado das competências definidas pelos artigos 102 e seguintes da Constituição, com pessoas que não têm foro privilegiado sendo  julgadas em primeira instância no Supremo Tribunal Federal – vejo, apesar de toda admiração por livros escritos, palestras dadas, bancos de doutorado juntos e respeito que tenho pelos eminentes julgadores, que há uma divergência profunda naquilo que eu vi durante aqueles 20 meses de  debate entre os constituintes, para que tivéssemos uma democracia ampla, na qual os Poderes fossem independentes e harmoniosos, cada um deles trabalhando dentro das competências específicas da Constituição, sem preocupação de invasão de competências alheias.

O inquérito das fake news, a meu ver, representa, enfim, um reescrever da Constituição, com as substituições de juízo natural, entrada de tudo aquilo que se considera fake news, e fazendo com que efetivamente o Congresso Nacional vá perdendo importância, sendo que, conforme dizia o ministro Fux, o Legislativo é o Poder mais importante da República, pois o único que representa a totalidade da população.

Portanto, o inquérito das fake news, malgrado todo respeito e admiração, pois tenho livros escritos, participei de inúmeras conferências, participei de programas de televisão com o ministro Alexandre Moraes e escrevi livros com o ministro Toffoli, proferindo palestras com ele e tendo ele proferido palestra no lançamento de livro que participou em homenagem aos meus distantes 80 anos, o que me sensibilizou sobremaneira, tenho que divergir, nesse momento, da permanência desse inquérito e apoiar o que disse o ministro Marco Aurélio de Mello, entendendo que o inquérito das fake news, em vez de fortalecer a democracia, enfraquece-a sobremaneira, e o que é mais triste, vai limitando o que é extremamente importante numa democracia, que é a liberdade de expressão.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

GDF e BRB celebram reabertura da Sala Martins Pena no Teatro Nacional

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A reabertura do espaço simboliza a recuperação de um patrimônio arquitetônico e um novo nascimento da vida cultural da cidade

O Governo do Distrito Federal (GDF) e Banco de Brasília (BRB) celebraram a reabertura da Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Claudio Santoro, após quase 11 anos de fechamento. A cerimônia de reinauguração ocorreu na última sexta-feira, 20 de dezembro, marcando um momento histórico para a cultura da capital federal.

A Sala Martins Pena, inaugurada originalmente em 1966, é um dos espaços mais emblemáticos do Teatro Nacional. Ao longo de sua história, recebeu apresentações memoráveis de artistas renomados, consolidando-se como um templo das artes em Brasília. Seu fechamento em 2014, devido a irregularidades apontadas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Ministério Público, representou uma significativa perda para a cena cultural local.

A reabertura do espaço simboliza a recuperação de um patrimônio arquitetônico e um novo nascimento da vida cultural da cidade. O BRB, como banco da cidade, orgulha-se de ter contribuído para a realização deste projeto, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento cultural e social do Distrito Federal.

Este marco só foi possível graças ao esforço conjunto do Governo do Distrito Federal (GDF), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e de parceiros como a Fecomércio. A união de forças permitiu a restauração completa da Sala Martins Pena, que agora retorna com infraestrutura modernizada e pronta para receber espetáculos das mais variadas naturezas.

A cerimônia de reinauguração contou com uma apresentação especial da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, acompanhada pela dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, proporcionando uma noite inesquecível para os presentes.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, destacou a importância da reabertura: “Devolver o Teatro Nacional foi um compromisso com a nossa população. Estamos entregando um símbolo da cultura nacional e esperamos que essa reinauguração aqueça o setor cultural e turístico da cidade. A reabertura da Sala Martins Pena é um passo importante para todo o DF.”

O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Cláudio Abrantes, celebrou o momento e indicou os próximos passos: “A reabertura da Sala Martins Pena representa um marco para a cultura do Distrito Federal. Estamos resgatando a história e devolvendo um espaço fundamental para artistas e público. Seguiremos com o compromisso de revitalizar todo o Teatro Nacional, incluindo as salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, e trazer ainda mais vida para este centro cultural tão querido por todos os brasilienses.”

O BRB reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas locais que promovam a cultura e o bem-estar da comunidade. A reabertura da Sala Martins Pena é apenas o começo. O GDF anunciou a licitação para a segunda etapa de restauro do Teatro Nacional, que incluirá as salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, o foyer da Villa-Lobos e o Espaço Dercy Gonçalves, com um investimento previsto de R$ 315 milhões.

Nos próximos dias, a programação especial de reabertura continuará com apresentações de artistas locais e nacionais, incluindo shows de Almir Sater, o grupo de comédia Os Melhores do Mundo e a banda Plebe Rude, celebrando este novo capítulo na história cultural de Brasília.

Toda a população é convidada a participar desta celebração e a desfrutar das atrações que marcam o retorno de um dos mais importantes palcos culturais do país.

Sobre o BRB

O Banco de Brasília (BRB) é uma instituição financeira comprometida com o desenvolvimento econômico, social e cultural do Distrito Federal. Com uma trajetória de mais de 50 anos, o BRB atua de forma integrada com a comunidade, apoiando projetos que promovam o bem-estar e a qualidade de vida da população.

Inscrições para os centros interescolares de línguas será em janeiro

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Vagas para o 1º semestre de 2025 nos CILs contemplam quatro idiomas: inglês, espanhol, francês e japonês

Os centros interescolares de línguas (CILs) do Distrito Federal terão inscrições para o 1º semestre de 2025 no período de 4 a 10 de janeiro, exclusivamente pelo site oficial da Secretaria de Educação do DF (SEEDF). As vagas são destinadas a estudantes da rede pública de ensino do DF, alunos de colégios militares e à comunidade em geral, a partir do 6º ano do ensino fundamental. E, em 2025, haverá um período único de inscrições para todos esses públicos.

A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da SEEDF, Francis Ferreira, chama a atenção para o período único de inscrições para todos os grupos que podem pleitear uma vaga. “É importante ficar atento, pois no ano que vem, haverá um período único de inscrições para estudantes da rede pública de ensino do DF, Colégio Militar de Brasília, Colégio Dom Pedro II e comunidade em geral”.

Apesar do período único de inscrições, o sorteio das vagas será feito em etapas de acordo com o grupo ao qual o indivíduo inscrito está inserido. Primeiro serão sorteadas as vagas para os estudantes da rede pública. Depois disso será a vez do sorteio para estudantes dos Colégios Militares de Brasília e Dom Pedro II. Só no final, serão ofertadas as vagas remanescentes para a comunidade.

As vagas estarão disponíveis em todos os 17 CILs espalhados pelo Distrito Federal. Serão ofertados cursos de Inglês, Espanhol, Francês e Japonês. O número total de vagas será divulgado até 2 de janeiro, quando cada CIL informará a disponibilidade.

Resultados

Os resultados serão divulgados no site oficial às 18h, conforme o cronograma previsto
⇒ 20 de janeiro: 1ª chamada – estudantes da rede pública do DF;
⇒ 3 de fevereiro: 2ª chamada – estudantes da rede pública e colégios militares;
⇒ 19 de fevereiro: vagas remanescentes/comunidade.

Matrículas

Após a divulgação dos resultados, os candidatos contemplados deverão realizar a matrícula presencialmente na secretaria escolar do CIL escolhido, apresentando a seguinte documentação:
⇒ Original e cópia da Certidão de Nascimento ou RG do estudante;
⇒ CPF do estudante;
⇒ RG e CPF do responsável legal (caso menor de idade);
⇒ 2 fotos 3×4;
⇒ Comprovante de residência ou declaração conforme a Lei Distrital nº 4.225/2008;
⇒ Comprovante de tipagem sanguínea e fator RH (Lei Distrital nº 4.379/2009);
⇒ Carteira de vacinação atualizada (Lei Distrital nº 6.345/2019);
⇒ Declaração de escolaridade.

Períodos de matrícula
⇒ 20 a 24 de janeiro: 1ª chamada – estudantes da rede pública;
⇒ 3 a 10 de fevereiro: 2ª chamada – estudantes da rede pública e colégios militares;
⇒ 20 e 21 de fevereiro: comunidade.

Reabertura da Sala Martins Pena emociona público brasiliense

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O espaço está na memória afetiva dos frequentadores, que destacam a importância da volta do complexo cultural, que ficou fechado por mais de dez anos

Símbolo da cultura e do turismo do Distrito Federal, o Teatro Nacional Claudio Santoro está na memória de muitos brasilienses. Entre 1966 – quando o complexo cultural foi inaugurado – e 2014 – quando o espaço foi interditado –, foram quase 50 anos de diferentes histórias vividas no prédio de 50 mil metros quadrados no centro da capital federal.

Sueli Moraes e o marido, Márcio Desidério, têm muitas lembranças do Teatro Nacional: “É importante voltarmos a ter arte de qualidade aqui, porque acredito que os artistas estão com saudade desse espaço”, afirma ela | Foto:  Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Depois de um apagão de mais de dez anos durante o fechamento do teatro por descumprir normas de segurança, combate a incêndio e acessibilidade, a reinauguração da Sala Martins Pena – que passou pelo processo de restauro e adequação às diretrizes atuais – representa a oportunidade de construção de uma nova série de lembranças para os antigos e futuros frequentadores, que voltarão a poder frequentar o equipamento cultural do GDF com a reabertura da primeira etapa da ampla reforma do teatro.

Público cativo

A educadora física Sueli Moraes, 59, tem diferentes lembranças no Teatro Nacional. Já participou de apresentações nas salas Villa-Lobos e Martins Pena na época em que integrou grupos de dança da cidade, bem como já assistiu lá a vários shows e espetáculos com o marido e os filhos.

“Era muito chique e tinha uma efervescência por causa dos projetos da Fundação Cultural. Esperamos que volte a ser assim de novo”

Marcio Desidério, advogado e escritor

“Eu gostava de ir para ver as figuras interessantes da cidade e ser vista”, recorda. “Ir ao Teatro Nacional era realmente um evento. Tudo ali era muito bonito, diferente e fino. Todas as melhores peças e espetáculos iam para lá. Até quando a gente não conseguia ingresso, a gente ia para o foyer para ver se sobrava algum ou simplesmente só para ver as pessoas. É importante voltarmos a ter arte de qualidade aqui, porque acredito que os artistas estão com saudade desse espaço.”

O marido dela, o escritor e advogado Marcio Desidério, 58, também tem boas lembranças do teatro: “Fiz algumas apresentações na adolescência quando eu fazia parte de projetos teatrais, como a peça O Voo dos Pássaros Selvagens, na Sala Martins Pena, mas também fui muitas vezes como público. A gente chegava lá e eram filas e filas de carros. Era muito chique e tinha uma efervescência por causa dos projetos da Fundação Cultural. Esperamos que volte a ser assim de novo”.

Expectativa

“Acho incrível essa reabertura, porque o teatro faz parte da história de Brasília e estava precisando de uma boa repaginada”

Bianca Sampaio, publicitária

Hoje com 32 anos, a publicitária Bianca Sampaio também se lembra do Teatro Nacional Claudio Santoro com carinho. “Na minha infância, passei várias vezes ali perto e sempre via aquele monumento, mas nunca tinha tido oportunidade nem de entrar para conhecer – até que a escola de dança que eu frequentava resolveu fazer uma apresentação de encerramento do ano lá, e eu tenho uma memória muito afetuosa do primeiro contato, das salas, das escadarias… Lembro-me de me encantar muito com tudo aquilo”.

Depois, Bianca  passou a assistir a peças, shows e espetáculos diversificados. “A última vez que eu estive por lá foi num show de stand-up com a minha mãe, e foi maravilhoso, mas a estrutura já estava um pouco sucateada, então acho incrível essa reabertura, porque o teatro faz parte da história de Brasília e estava precisando de uma boa repaginada”, defende.

Agora, a expectativa dela é voltar ao teatro ao lado da família: “Quero muito levar os meus filhos para conhecer e plantar, quem sabe, uma sementinha da paixão pelo teatro e pela cultura, porque são itens importantes para a bagagem da vida deles, que vai ajudá-los, no futuro, a serem adultos com uma visão mais ampla, com mais conhecimento e com mais resoluções de problemas, porque a cultura ajuda muito no desenvolvimento criativo”, define.

Programação

A reabertura do Teatro Nacional está sendo feita em etapas. A primeira fase liberada foi da Sala Martins Pena e de seu respectivo foyer, que integraram as obras iniciadas em dezembro de 2022 com investimento de R$ 70 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF). Nos próximos anos, o restante do corpo do teatro também será reformado para que o equipamento público possa ser completamente devolvido ao setor cultural e à comunidade brasiliense e brasileira.

Esse processo de devolução teve eventos fechados de reinauguração da Martins Pena. Um dia foi dedicado aos trabalhadores da obra, com apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) na quarta-feira (18). Na sexta (20), com a reinauguração oficial, a dupla Chitãozinho e Xororó se apresentou, para convidados, com a OSTNCS.

No sábado (21), o público teve a chance de conferir o resultado da reforma na apresentação do violeiro Almir Sater. Neste domingo (22), o dia é todo dedicado às artes cênicas com a montagem de Os Saltimbancos, da Agrupação Teatral Amacaca, às 11h, e duas encenações do espetáculo Tela Plana, às 17h e 19h30, da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo.

O terceiro dia, segunda-feira (23), terá um tributo ao rock de Brasília com show da banda Plebe Rude. O último dia será 26 de dezembro, quinta-feira, com o Dia da Dança, das 18h30 às 21h, com dança contemporânea, dança urbana, dança brincante e balé.

A entrada é franca, mediante retirada de ingressos no site Sympla.

Praça da Bíblia é revitalizada e entregue à comunidade da Candangolândia

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Espaço renovado por R$ 320 mil terá maior acessibilidade e área para lazer e cultura

Brasília, 21 de dezembro de 2024 – Um dos pontos de convivência mais emblemáticos da Candangolândia, a Praça da Bíblia, foi entregue completamente revitalizada pelo governador Ibaneis Rocha neste sábado (21). Com um investimento de R$ 320 mil, a reforma era uma demanda antiga da comunidade e contemplou 1,7 km de novas calçadas, paisagismo renovado e a ampliação de áreas para atividades culturais, religiosas e recreativas.

“A Candangolândia é uma das cidades mais tradicionais do Distrito Federal, e tem uma população muito harmônica. Estamos reformando os espaços públicos que existem aqui, trazendo novamente essa memória da cidade, que é muito importante para todos nós. Esse é mais um local entregue para a população e para a nossa criançada, e com um símbolo muito importante, que é o da Bíblia”, declarou o governador Ibaneis Rocha.

Além dessa intervenção, a cidade recebeu outras melhorias nos últimos anos, como a reforma da Feira Permanente, da Praça do Bosque, do Salão Comunitário, além de quadras esportivas, um campo de grama sintética e o primeiro ponto de táxi de Brasília.

A vice-governadora Celina Leão também celebrou a entrega: “Reinaugurar a Praça da Bíblia, em Candangolândia, é uma alegria imensa. É sempre muito importante para nós atendermos às demandas da população, e temos certeza de que este espaço será muito bem utilizado. Com a revitalização, o local ficou mais acessível e excelente para a convivência comunitária, essencial para a qualidade de vida e para que todos possam professar sua fé”.

“Há muito tempo não tinha visto uma coisa tão linda. Aqui era tudo escuro. Mudou da água para o vinho”, disse o aposentado Pedro Nogueira

A praça foi instituída em 2008 pela Lei nº 4.125 e, desde sua construção, nunca havia recebido uma intervenção tão significativa. O espaço inclui o Calçadão Central e o Salão Comunitário, ampliando suas possibilidades de uso para a população.

Moradores expressaram sua satisfação com a reforma. O mestre de capoeira Wisley Pereira, que realiza projetos sociais no ginásio da cidade, afirmou que o espaço revitalizado será um local ideal para algumas das atividades: “Com o novo espaço bem iluminado e estruturado, vamos trazer algumas aulas de capoeira para fora, como a roda de capoeira, para que a comunidade possa nos assistir”, disse.

O aposentado Pedro Nogueira, morador desde 1989, ficou encantado com a transformação. “Há muito tempo não via algo tão bonito. Antes era tudo escuro. Agora ficou maravilhoso. Só tenho a agradecer a todos que fizeram isso sair do papel”, comemorou.

Espaço mais acessível e funcional

A reforma, conduzida pela Secretaria de Obras e Infraestrutura em parceria com a Companhia Energética de Brasília (CEB), foi viabilizada por uma emenda parlamentar do deputado distrital Hermeto. As melhorias incluíram a substituição do piso de pedras portuguesas por concreto, novos bancos em áreas sombreadas e a remoção de obstáculos que dificultavam o uso do espaço.

“Era uma praça abandonada, mas recuperamos calçadas, paisagismo, e ainda instalamos um parquinho para crianças e recuperamos o estacionamento. É uma obra simples, mas com grande impacto para a comunidade”, destacou o secretário de Obras, Valter Casimiro.

Vila Noel e programação natalina

A inauguração da Vila Noel marcará as celebrações natalinas no local. A partir das 18h, Papai Noel chegará em uma viatura do Corpo de Bombeiros, seguido por um desfile pela cidade. O espaço oferecerá brinquedos infláveis, casinhas decoradas e iluminação especial para a diversão das crianças e famílias.