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GDF faz acolhimento à população em situação de rua no Plano Piloto

Operação está prevista para começar na terça (25) e seguir até domingo (30), passando por 67 pontos

O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua que estão instaladas em 67 endereços distintos no Plano Piloto. A ação está prevista para ter início 9h desta terça-feira (25) e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), além do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Novacap, da Codhab, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e do Conselho Tutelar.

A DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. As pessoas em situação de rua também serão encaminhadas para atendimento da Sedes-DF, da SES-DF, da Sedet-DF e demais pastas, se assim optarem.

No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas.

Confira abaixo os pontos de ação no Plano Piloto para esta semana:  

· SMAS Trecho 4, Conjunto 5/6, Rodoviária Interestadual – Asa Sul
· Entre o Eixo L e Eixão, próximo à SQS 203, Bloco H
· Entre o Eixo W e Eixão, próximo ao Hran
· Entre o Eixo L e Eixão, em frente à SQN 213/214
· Entre o Eixo W e Eixão, próximo ao posto Petrobras, na 107 Norte

· Entre o Eixo W e Eixão, em frente à 113/114 Norte
· Entre o Eixo W e Eixão, em frente à 115/116 Norte
· Entre o Eixo W e Eixão, em frente à SQN 116
· Próximo à Torre de TV
· Setor de Clubes Esportivos Norte, atrás do posto de gasolina Melhor
· Rua dos Engenheiros (Acampamento Pacheco Fernandes) – Vila Planalto
· Estrada Parque das Nações, Via L4
· Setor de Rádio e TV Sul – W3 Sul
· Muro lateral do Hospital Sarah Kubitschek – W3 Sul
· CCBB / Setor de Clubes Esportivos Sul
· 16. SCES Quadra 2/3, atrás do Clube do Rocha
· 601 Norte
· Ao lado do MPT e Banco do Brasil
· 716 Norte
· Próximo ao Mané Garrincha e à subestação Gianfranco Cagni – Asa Norte
· Centro Pop, na 903 Sul
· Nas proximidades do Complexo Cultural da República
· 207 Norte
· Eixo Monumental, abaixo da Catedral Militar Rainha da Paz
· 110/111 Norte, Bloco A
· SQNW 311, na área verde em frente ao comércio 10/11
· SQNW 302, na área verde – Noroeste
· EQN 208/209, ao lado da Escola Canarinho
· 612 Norte, atrás da Igreja Mormon
· Hemocentro Asa Norte, em frente à 302 Norte
· 915 Norte, na lateral do Centro Espírita da Fraternidade Cícero Pereira
· L2, na altura da 602 Norte, abaixo do Serpro
· 306 Sul, área verde entre a 306/307, ao lado da W2
· 1ª Avenida Sudoeste, virado para o Eixo Monumental
· Em frente ao Memorial JK, na mata adjacente
· 213 Norte
· Hospital Santa Helena Norte, em frente ao Boulevard Shopping
· SCRN 716, Bloco C, Loja 6
· SES 805, próximo à Embaixada da Hungria
· Hospital Santa Helena, no estacionamento das concessionárias
· Entre a SGAS 601 e a SES, na Quadra 801, em frente à Embaixada do Panamá
· SES, entre as quadras 805 e 807, nos fundos da Embaixadas da Finlândia e da Noruega
· Entre SGAS 607 e SES 809, em frente à Embaixada da Bélgica
· SES 805, aos fundos da Embaixada do México
· SEN 802, aos fundos da Organização das Nações Unidas;
· SGAN 908, atrás do Ceub
· SGAN 908, perto do Ceub
· SGAN 910, perto do muro da Casa do Ceará
· SQN 306 Norte
· 411 Norte, atrás do posto de gasolina
· Em frente ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
· SHIGS 703/704, na Praça Galdino Jesus dos Santos
· Quadras 710/711 e 910/911
· SMI Trecho 2, atrás do Iate Clube
· Setor Bancário Sul (SBS), Quadra 1, Bloco L
· Via N2, próximo a 5ª DP – Asa Norte
· SMHN Quadra 03, perto do Hemocentro – Asa Norte
· SHCGN 703, próximo ao Colégio Militar de Brasília
· Via W3 Norte, perto do Atacadão Assaí
· DF-004, em frente ao Deck Norte
· SGAN 601, Via N4 Leste
· CLN 201, atrás do Banco do Brasil
· SGAN 607, L3 Norte
· SGAN 610, L3 Norte
· SGAN 611, L3 Norte
· SGAN 612, L3 Norte
· 507 Norte, nos fundos da Agência do BRB.

 

Casamento Comunitário do DF alcança recorde de participação

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Primeira edição do ano ocorreu neste domingo (23), no Pontão do Lago Sul. Noivos tiveram acesso a trajes, maquiagem, transporte e outros insumos de forma gratuita

Este domingo (23) ficará marcado na memória dos 100 casais que oficializaram a união no primeiro Casamento Comunitário de 2025. Os pombinhos disseram o tão esperado “sim” às margens do Lago Paranoá, no Pontão do Lago Sul, em uma estrutura montada especialmente para o grande dia. A edição teve o maior número de participantes desde o início da política pública, em 2020. O evento é organizado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), e cobre todos os custos da celebração, garantindo que os noivos tenham a melhor experiência possível.

O matrimônio foi formalizado durante o entardecer em um espaço coberto de 1.118 metros quadrados, composto por uma passarela especial, um palco para o enlace oficial, cadeiras para os convidados e um ambiente preparado para o brinde e o corte do bolo. A decoração contou com arranjos de flores, mobiliário em madeira, além de mesas com frutas e docinhos. Uma banda ao vivo ficou responsável pela trilha sonora do evento e houve participação de dueto do Corpo de Bombeiros Militar do DF para o Hino Nacional. Os casais chegaram a bordo de um carro de luxo e entraram por um tapete vermelho ao som da marcha nupcial.

Marcela Passamani: “O papel da Secretaria é trazer segurança jurídica com a formalização da união dessas pessoas que estão juntas há muito tempo” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

“Foi uma programação intensa nesses últimos três meses para que esse dia fosse muito emocionante. As noivas são tratadas como clientes do início ao fim do Casamento Comunitário, que não garante só a taxa cartorial, mas que o dia mais importante da vida de cada uma seja inesquecível”, conta a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “Em termos de política pública, o papel da Secretaria é trazer segurança jurídica com a formalização da união dessas pessoas que estão juntas há muito tempo. Apesar de o casamento ser equiparado com a união estável no código civil, para alguns trâmites legais é importante a formalização da união que muitas vezes já está consolidada há anos.”

“A gente garante os direitos, principalmente, de quem já vivia em situação marital. Além disso, reforça os vínculos familiares”

Celina Leão, vice-governadora

Para a vice-governadora Celina Leão, além de trazer benefícios jurídicos aos casais, a iniciativa promove a realização de sonhos. “O Casamento Comunitário é muito importante para regularizar a situação daqueles que não teriam condições de arcar com os custos de um casamento civil”, observa. “Com isso, a gente garante os direitos, principalmente, de quem já vivia em situação marital. Além disso, reforça os vínculos familiares. É uma política pública que faz a diferença na vida das pessoas.”

Trajes, buquês, doces, cabelo e maquiagem, bem como o transporte e sorteio de brindes foram fornecidos pela Sejus-DF com apoio da iniciativa privada e de voluntários. O Sistema S foi um dos parceiros. “O Senac fez a maquiagem, o cabelo e os ajustes dos vestidos. O Sesc forneceu alimentação para as noivas, já que foi um dia inteiro de preparação. Então, é importantíssima a participação da Fecomércio-DF, assim como dos outros parceiros, porque isso tudo é gratuito e traz uma segurança jurídica para todos os casais”, observou o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.

O momento especial contou com tudo a que os noivos têm direito, com a participação de 800 convidados, entre autoridades, familiares e amigos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

A preparação para subir no altar ocorreu em quatro salões de beleza, dos quais um foi montado no Museu Nacional da República. Os pombinhos tiveram acesso, ainda, a um ensaio pré-nupcial, realizado no último sábado (15) na Legião da Boa Vontade (LBV), onde também ensaiaram os detalhes da celebração.

Os responsáveis por oficializar a união dos noivos foram os juízes de paz Mirtala Carvalho Delmondez, do cartório de Sobradinho; Carla Cristina Garcia Andrade, de Taguatinga; e Josicélia do Nascimento Ramos de Sousa, de Samambaia. Estiveram presentes mais de 800 pessoas, entre autoridades, familiares e amigos dos noivos.

Felicidade genuína

Rosângela Fernandes formalizou a união de quatro anos, graças ao projeto do GDF | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Desde o momento da decisão até a entrada no espaço do matrimônio, a cuidadora Rosângela Fernandes, 37 anos, viveu um mix de emoções. “Quando fiquei sabendo, conversei com o meu noivo, ele aceitou, e não pensei duas vezes. Fazer a inscrição foi bem fácil e hoje estou aqui, casando. O coração fica até acelerado”, conta. “São quatro anos juntos, nosso sonho era casar. Graças a Deus essa oportunidade surgiu. Com a ajuda do GDF está sendo tudo muito bom.”

Vestir-se de noiva, com direito a maquiagem e penteado especial, era um dos maiores objetivos da auxiliar de limpeza Ana Cássia Ferreira, 18. Graças ao esforço deste GDF, ela viveu este momento de forma gratuita e, ainda, teve o pôr do sol do Pontão do Lago Sul como cenário. “É um dia muito especial, estou muito feliz por casar. Era um sonho desde a adolescência”, conta. “Era tanta variedade de vestido que foi um pouco difícil escolher, mas deu certo, eles ajustaram no corpo e fizeram cada detalhe como a gente pediu, com muito carinho e dedicação.”

Noivo de Ana Cássia Ferreira, Francisco de Assis eram só felicidade neste dia tão especial | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Agora esposo de Ana Cássia, o carpinteiro Francisco de Assis, 29, conta que, sem o apoio governamental, não conseguiria proporcionar a experiência para a companheira. “Se não fosse pelo GDF, não poderíamos viver isso porque o custo seria muito alto, mais de R$ 10 mil, com certeza”, descreve. “Não tenho nem palavras para descrever o quanto estou feliz com tudo, o coração está a mil.”

Política pública

Criado pelo Decreto nº 41.971/2021, o Casamento Comunitário já realizou o sonho de mais de 440 casais em dez edições. Em 2025, serão quatro cerimônias, totalizando 600 casais beneficiados. As próximas edições serão nos dias 29 de julho, 31 de agosto e 7 de dezembro, sempre aos domingos.

A política pública tem como objetivo garantir os direitos civis aos noivos, como inclusão em benefícios sociais, plano de saúde, herança e previdência, e estimular o convívio familiar. O programa é voltado para casais residentes no DF, hipossuficientes e que desejam a habilitação, o registro e a certidão de casamento. Além da cerimônia, as taxas cartoriais são totalmente cobertas, e os noivos recebem todos os insumos necessários para garantir que cada detalhe seja perfeito.

Inscrições abertas para as oficinas Vem Ver Arte 2025 no Gama

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Desenho, Violão, Ukulele, Percussão, Audiovisual e Iluminação Cênica com aulas gratuitas e presenciais para promover formação técnica e artística da comunidade

Estão abertas até segunda-feira, 31 de março, as inscrições gratuitas às Oficinas do Projeto Vem Ver Arte 2025.  São ofertadas aulas de desenho (pintura), violão, ukulele, percussão, audiovisual(celular/mobile) e iluminação cênica. As aulas serão presenciais na Cia Lábios da Lua ( Quadra 4 Lote 16 Loja C e D – Setor Sul do Gama), com duração de 80 horas/4 meses por turma (duas turmas por oficina) com vagas limitadas e 30% das vagas reservadas para minorias sociais. Inscrições pelo site cialabiosdalua.com.br ou pelo link na Bio do Instagram @cialabiosdalua

Este projeto é realizado pela Cia Lábios da Lua por meio de Termo de Fomento do Ministério da Cultura.

O coordenador-geral do projeto, Geovane Batista, diz que o Gama não tem um espaço que acolha a arte e os artistas da cidade- não tem um cinema, um palco sequer desde o fechamento do Centro Cultural Cine Itapoã em 2005. Ainda segundo ele, o fechamento de um cinema numa área periférica pode ter várias consequências negativas, incluindo a perda de acesso à cultura e espaços de convivência, impactando negativamente a qualidade de vida e a coesão social da comunidade.

“Diante desta realidade e cumprindo o seu papel de fomentadora cultural, a Cia Lábios da Lua se lança neste projeto em função da percepção de que a música e a arte, de forma geral, podem atrair e envolver os jovens e adolescentes elevando sua autoestima, a criatividade e a imaginação. Além disso, esse projeto tem a determinação de minimizar a carência de espaço; de conhecimento técnico e artístico dos agentes culturais da cidade; de formação de músicos e/ou iniciação teatral; de cenário para artistas locais; de palco para plateias ainda não acostumadas a shows intimistas e a cooperar para a diminuição dos índices de violência que assolam a cidade periférica, distante do centro de Brasília”, ressalta Geovante, que preside a Cia. Lábios da Lua.

Geovane também pontua que o Vem Ver Arte visa desenvolver o talento artístico em oposição, ainda à violência doméstica e a promoção da troca cultural de todos os tipos de alunos, acima dos 12 anos de idade, (Lgbtqian+, negros, mulheres e idosos).

“Faremos isso por meio da realização de aulas com intervenções dos temas sensíveis que promovem uma convivência saudável e igualitária para todas as comunidades, aos carente de sonhos, de se comunicarem, de afeto e de aprendizado científico”, finaliza o coordenador-geral.

As oficinas  
As aulas terão turmas com capacidade para 20 alunos, com 30% das vagas reservadas para as minorias sociais, com Certificação (80h/4 meses), material de apoio incluso e professores capacitados.

Desenho (pintura) – segunda e terça, das 9h30 às 11h30
Violão – segunda e quarta, das 14h às 16h
Ukulele -terça e quinta, das 10h às 12h
Percussão -terça e quarta, das 19h às 21h
Audiovisual(celular/mobile, segunda e quarta das 14h às 18h
Iluminação cênica,segunda, das 18h às 21h; terça, das 16h às 17h e sábado das 10h às 12h

Projeto Vem Ver Arte 2025
Atua na difusão da arte e formação de novos talentos artísticos e de plateias por meio da realização de oficinas artísticas culturais e do treinamento de público, por meio da vivência com a arte, e para promoção da escuta atenta.

Para obras na rede, desligamento de energia afetará Recanto das Emas

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A suspensão será feita por segurança, devido à modernização do sistema elétrico

Nesta segunda-feira (24), a Neoenergia fará serviços de modernização na rede elétrica do Recanto das Emas, entre as 9h e as 15h, causando a interrupção de energia para a segurança das equipes que executam os trabalhos.

Os endereços afetados serão as quadras 11 (conjuntos 6, 7, 8 e 10) e 112 (conjuntos 2, 3, 4 e 6). Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio.

Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

Semana começa com 574 vagas abertas nas agências do trabalhador

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Oportunidades desta segunda-feira (24) contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência; salários chegam a R$ 3,2 mil

As agências do trabalhador do Distrito Federal abrem a semana, nesta segunda-feira (24), com 574 vagas para quem procura um emprego. Há oportunidades para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários variam entre R$ 1.518 a R$ 3,2 mil.

O posto que oferece maior remuneração é o de analista de recursos humanos, no Núcleo Bandeirante. Há uma vaga aberta para pessoas com ensino superior completo na área de recursos humanos e experiência prévia. A remuneração é de R$ 3,2 mil mais benefícios.

Já o cargo com mais vagas abertas é o de consultor de vendas, em Vicente Pires. São 70 oportunidades para candidatos com ensino médio completo. O salário é de R$ 1.518.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

Associação dos Moradores do Jardim Botânico será restruturada

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Durante a reunião, os moradores planejam indicar o jornalista Toni Duarte como candidato ao cargo de presidente da AJAB

Síndicos e moradores do Jardim Botânico se reunirão nesta segunda-feira (24) no Lago Sul, em Brasília, com um objetivo claro: reestruturar a Associação dos Moradores do Jardim Botânico (AJAB).

A entidade histórica e pioneira na defesa dos interesses da região deve voltar a ocupar o seu espaço nos debates em defesa da maior cidade condominial do DF.

O encontro, marcado para discutir estratégias de reorganização, pode definir novos rumos para a associação, que há décadas desempenha um papel fundamental na luta pela regularização fundiária e pelo desenvolvimento da cidade, hoje habitada por mais de 150 mil pessoas.

A AJAB é reconhecida como uma das primeiras organizações a representar os moradores do Jardim Botânico, tendo liderado movimentos essenciais para a transformação da região.

Seu marco inicial foi a batalha pela criação da Região Administrativa XXVII, formalizada em 2004, que emancipou o setor habitacional então subordinado ao Lago Sul, elevando-o à condição de cidade autônoma.

Esse foi somente o primeiro passo de uma trajetória marcada por conquistas, como a pressão pela criação da Lei Federal n.º 13.465/2017, um instrumento jurídico que revolucionou a regularização fundiária no Distrito Federal.

Hoje, essa legislação é amplamente utilizada pelo governo local para garantir segurança jurídica aos parcelamentos da região, beneficiando milhares de famílias.

Durante a reunião, os moradores planejam indicar o jornalista Toni Duarte, editor do Radar DF, como candidato ao cargo de presidente da AJAB.

Conhecido por sua atuação crítica e engajada na cobertura das questões locais, Toni Duarte é visto como uma liderança capaz de revitalizar a entidade.

Ele destacou a relevância histórica da associação: “A AJAB surgiu moldada na luta em defesa dos interesses de uma cidade e carrega consigo o legado de transformar sonhos em direitos, como a regularização dos condomínios e a consolidação do Jardim Botânico como uma região próspera e reconhecida”, disse.

A proposta de reorganização chega em um momento importante da cidade que passa pelo seu crescimento populacional e pelos desafios persistentes, como saneamento básico, infraestrutura e segurança.

Para Claudemir Pita, um dos guardiões da AJAB, “a indicação de Toni Duarte reflete o desejo da comunidade de alinhar experiência jornalística e conhecimento local à gestão da associação, fortalecendo sua capacidade de diálogo com o poder público e de mobilização dos moradores”.

GDF investe mais de R$ 100 milhões de infraestrutura em Ceilândia

Montante empenhado pelo governo na cidade mais populosa da capital prevê a execução de reformas na mobilidade e drenagem, além da construção de equipamentos públicos

O Governo do Distrito Federal (GDF) investe mais de R$ 104 milhões em obras de infraestrutura por toda a região administrativa de Ceilândia. O montante prevê, em toda a região da cidade mais populosa da capital, a construção de novos equipamentos públicos, novo asfalto nas pistas principais e marginais, além de novas calçadas, redes de drenagem e de captação de águas pluviais.

Segundo o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, o investimento significa mais qualidade de vida, mobilidade e segurança para a população local. “Estamos estimando um empenho de mais de R$ 100 milhões. São obras estruturantes para a cidade, que esse ano terá melhorias significativas”, enfatiza.

Algumas das obras previstas no planejamento do governo já estão em curso. Os serviços são executados pela própria administração regional, por equipes do GDF Presente e pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), que mantém contratos com empresas terceirizadas.

“Nosso trabalho é integrar todas as forças do governo para trabalharem juntas. É por meio dessas parcerias que conseguimos dar suporte e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem nas cidades que atendemos. Nosso objetivo é fazer o governo acontecer na porta da casa de cada morador”, ressalta o coordenador do Polo Oeste II do GDF Presente, Rodrigo Caverna.

No âmbito da educação, o GDF está investindo quase R$ 22 milhões, montante que inclui a construção da Escola Classe 59 de Ceilândia e de dois novos Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis). As novas creches, localizadas nas quadras QNP 11 e QNO 18, são fundamentais para suprir a crescente demanda por vagas na região.

O Governo do Distrito Federal (GDF) investe mais de R$ 104 milhões em obras de infraestrutura por toda a região administrativa de Ceilândia | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Dignidade e qualidade de vida

Entre as ações já concluídas está a recuperação asfáltica das vias N3 Norte e M1 Norte, P4, P3, P2, na EQNN 19/21 e 21/23, Avenida Hélio Prates, QNQ 5 e QNM 3. Somente nos dois primeiros meses deste ano foram usadas mais de 300 toneladas de massa asfáltica na restauração de vias públicas que sofreram danos em decorrência do período chuvoso na região administrativa.

Também de olho nas chuvas, o governo trabalha para solucionar o problema dos moradores do Conjunto U da QNP 28, no Setor P Sul. O local era alvo constante de alagamentos em função da localização em declive da rua e da ausência de uma captação adequada das águas pluviais.

“Moro aqui há 35 anos e a água que vem lá de cima entrava toda nessa rua. É muita água, os moradores sofriam muito, especialmente as casas mais baixas. Em dias de chuva, os carros não subiam e nem desciam pela rua”, relata Maria das Graças Evangelista, 66 anos.

Para o aposentado Álvaro Pinto, 74, a criação do Parque Urbano do Setor O pôs fim a uma espera de décadas

A realidade, contudo, está prestes a mudar graças a este GDF. Uma nova rede de drenagem, que se conecta à existente situada perpendicularmente ao conjunto, está sendo construída. Só neste serviço são empenhados mais de R$ 600 mil, com recursos do Executivo e provenientes de emenda parlamentar do deputado distrital Max Maciel.

“Estamos todos torcendo pela melhora. Em casa, a água entrava um palmo de altura e agora é só alegria. É agradecer que estamos sendo lembrados agora”, acrescenta o autônomo Jemison Martins, 36, morador da rua desde 2018.

Em paralelo, ainda no P Sul, foram executadas limpeza de bocas de lobo, remoção de mais de 24 toneladas de inservíveis e entulho, implantação de calçadas, desobstrução da rede de águas pluviais com uso de hidrojato, recuperação de assoreamento e ampliação da rede de captação pluvial.

“Moro aqui há 35 anos e a água que vem lá de cima entrava toda nessa rua. É muita água, os moradores sofriam muito, especialmente as casas mais baixas. Em dias de chuva, os carros não subiam e nem desciam pela rua”, relata Maria das Graças Evangelista

Saúde e lazer

Outra obra muito aguardada pelos ceilandenses e que está em ritmo acelerado é a construção do Parque Urbano do Setor O. Criado em 1995, o local enfrentou diversos problemas na gestão até ser liberado para uso. Durante 23 anos, o terreno era utilizado clandestinamente como depósito de lixo e para moradias irregulares.

Em maio de 2024, após uma espera de 29 anos, o governador Ibaneis Rocha assinou o Decreto n°45.796, que criou oficialmente o Parque Urbano do Setor O, aprovando o Plano de Uso e Ocupação do local e autorizando o cancelamento do registro de parcelamento dos lotes que interferiam em sua poligonal. Na prática, o decreto estabeleceu o perímetro da poligonal e os usos permitidos.

Com a medida, foi possível garantir mais qualidade de vida aos frequentadores, que terão um ambiente mais estruturado e com melhor aproveitamento. Elaborado pela Administração Regional de Ceilândia, o plano de ocupação do local estabelece uma área total de 103.252,072 m² para o parque.

“Essa era uma obra muito aguardada pela comunidade. A inauguração será muito em breve e esperamos ter campos de areia, de grama sintética, bancos, um parcão,academias de ginástica ao ar livre, bebedouros, a sede da administração, guarita, entre outros”, destaca o administrador regional.

Para o aposentado Álvaro Pinto, 74, a criação do parque pôs fim a uma espera de décadas. “São 17 anos de Setor O e esse parque é tudo aquilo que imaginamos quando chegamos aqui. Esse parque chega em momento extremamente oportuno; a gente já estava desistindo da ideia de ver um parque aqui e, agora, isso está virando realidade”, defende.

8ª edição da Mostra Sesc de Cinema está com inscrições abertas

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Cineastas de 19 estados e do Distrito Federal podem inscrever seus curtas, médias ou longas-metragens até 15 de abril

A Mostra Sesc de Cinema, uma das principais iniciativas de fomento ao cinema independente no Brasil, chega à sua oitava edição em 2025 e está com inscrições abertas até 15 de abril.

O evento oferece uma oportunidade única para cineastas exibirem seus trabalhos em unidades do Sesc por todo o país, além de premiar os vencedores com um licenciamento de até R$ 255 mil. As inscrições podem ser feitas pelo site www.sesc.com.br/mostradecinema.

Quem pode participar? 

Cineastas podem inscrever curtas, médias e longas-metragens de ficção, documentário e animação, finalizados a partir de 1º de janeiro de 2023, desde que não tenham sido exibidos no circuito comercial. As produções serão avaliadas por comissões estaduais compostas por profissionais do Sesc e especialistas convidados.

Estados participantes: 

  • Alagoas

  • Bahia

  • Distrito Federal

  • Espírito Santo

  • Maranhão

  • Mato Grosso

  • Mato Grosso do Sul

  • Minas Gerais

  • Pará

  • Paraíba

  • Paraná

  • Pernambuco

  • Rio de Janeiro

  • Rio Grande do Norte

  • Rio Grande do Sul

  • Rondônia

  • Roraima

  • Santa Catarina

  • São Paulo

Categorias de seleção:

Os filmes inscritos concorrem em três categorias:

1ª. Panorama Brasil – Escolhe um filme de cada estado participante (total de 19 obras);
2ª. Panorama Infantojuvenil – Seleciona até 10 produções voltadas para crianças e jovens;
3ª. Panorama Estadual – Exibe os filmes em seus respectivos estados de origem.

Os selecionados serão anunciados em julho, e os vencedores das categorias Panorama Brasil e Panorama Infantojuvenil terão uma exibição especial na Mostra Nacional, em setembro, antes de iniciarem um circuito de exibições de um ano pelas unidades do Sesc no Brasil.

Entre outubro e dezembro, acontecem as Mostras Estaduais e Regionais, onde cada estado ou região exibirá o filme vencedor do Panorama Brasil, além dos demais títulos selecionados.

SERVIÇO
VIII MOSTRA SESC DE CINEMA 
Inscrições: 18 de março a 15 de abril, no site www.sesc.com.br/mostradecinema
Participação: obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2023, de todo o país
Resultado: Até 1º de julho de 2025
Exibição das produções selecionadas Panorama Nacional e Panorama Infantojuvenil: Última semana de setembro de 2025
Exibição das produções selecionadas Panorama Estadual: entre outubro e dezembro de 2025 (conforme programação regional)
Inscrições: gratuitas
Edital e mais informações: www.sesc.com.br/mostradecinema

Hemocentro oferece transporte para grupos de doadores de sangue

Serviço busca ampliar as doações ao facilitar o trajeto dos voluntários até à fundação

Com o objetivo de manter os níveis de estoque de sangue, o Hemocentro de Brasília oferece transporte gratuito para doações feitas em grupo. O serviço atende de 10 a 19 pessoas no trajeto de ida e volta até a fundação. O translado ocorre de segunda a sábado, com atendimento de até seis grupos por dia, sendo três no período matutino e três no vespertino.

“Essa é uma forma que temos de dinamizar, favorecer e facilitar o acesso do cidadão ao Hemocentro, uma vez que a gente atende 100% da rede pública de Saúde do Distrito Federal. Nosso trabalho é sempre com foco para atingir a meta de manter os estoques a nível estratégico, o que é considerado seguro e adequado para atender urgências e plenamente os pacientes que precisam”, afirma a gerente de Captação de Doadores do Hemocentro, Kelly Barbi.

Nos últimos cinco meses, o Hemocentro teve 278 campanhas de grupos de diversos segmentos, sendo 220 com pedidos de transporte. Em geral, eles são formados por estudantes de escolas e faculdades, militares das Forças Armadas e das forças de segurança pública, comunidades de igrejas católicas e evangélicas, jovens e amigos de pacientes internados ou em tratamento.

Qualquer cidadão pode solicitar o serviço pelo telefone (61) 3327-4413 ou pelo WhatsApp (61) 99136-2495. Para isso, é preciso reunir um grupo de pelo menos 10 pessoas – os doadores devem ter mais de 18 anos e, caso tenham entre 16 e 17 anos, precisam apresentar um documento de autorização. O transporte cobre qualquer localidade dentro do Distrito Federal.

“O Hemocentro, inclusive, convida os voluntários e os interessados em organizarem grupos de campanha de doação para utilizar o serviço de segunda a quinta-feira, porque são dias mais tranquilos de atendimento e que temos mais dificuldade no preenchimento de vagas”, destaca Kelly.

Projeto Produtor de Água no Pipiripau incentiva conservação de água

Iniciativa reconhecida internacionalmente remunera agricultores que contribuem com a conservação do recurso hídrico e do solo, e viabiliza ações de preservação do meio-ambiente

Em celebração ao Dia Mundial da Água, neste sábado (22), a Agência Brasília retrata o impacto do projeto Produtor de Água no Pipiripau, exemplo de sucesso na integração entre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. A iniciativa surgiu em 2011 para promover a preservação da bacia hidrográfica Ribeirão do Pipiripau, utilizada tanto para o abastecimento urbano como para a atividade rural. As ações contribuem com a infiltração da água no solo, a recarga do lençol freático e a redução do escoamento superficial, minimizando processos erosivos e assoreamento.

O trabalho é coordenado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), em parceria com 13 instituições. Já foram firmados 235 contratos com agricultores da região, abrangendo o núcleo Rural Pipiripau, o Núcleo Rural Taquara e o Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina. Para este ano, estão previstos mais 50 acordos.

Os núcleos rurais Pipiripau, Taquara e Santos Dumont são alguns em que a Adasa, em conjunto com 13 instituiçõs, levou medidas de preservação da água | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Em mais de uma década de atividade, houve readequação de 134 km de estradas rurais, construção de 1.316 barraginhas, construção e manutenção de 1.160 hectares de terraços, plantio de mais de 410 mil mudas nativas do Cerrado para recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), semeadura direta em 29 hectares, instalação de 42 km de cercas, tubulação do canal de irrigação Santos Dumont e criação de programas educativos. Conforme estimativa da Adasa, o investimento nas ações chega a R$ 30 milhões, provenientes de diversas fontes.

“O projeto está dividido em dois eixos. O primeiro corresponde ao pagamento pela proteção dos recursos hídricos de acordo com o projeto de cada propriedade. O segundo engloba as ações das entidades parceiras para conservação do meio ambiente. Nesse sentido, a tubulação do canal foi uma das mais importantes, já que agora todas as propriedades têm acesso à água e a Caesb fica com o volume outorgado para abastecimento de Sobradinho e Planaltina”, explica o assessor da Superintendência de Planejamento e Programas Especiais da Adasa, Israel Pinheiro Torres.

Israel Pinheiro Torres: “O projeto fortalece a governança hídrica e a cooperação entre instituições e produtores rurais, garantindo segurança para o abastecimento público e para as atividades agrícolas, essenciais para a economia local”

O assessor técnico lembra que, antes do Produtor de Água, a bacia do Pipiripau enfrentou desafios ambientais e hídricos significativos, especialmente nos períodos de seca. Segundo ele, as principais causas desse cenário foram a manipulação ambiental, a escassez de cobertura vegetal nativa e o uso inadequado do solo. “Os resultados vão além da recuperação ambiental: o projeto fortalece a governança hídrica e a cooperação entre instituições e produtores rurais, garantindo segurança para o abastecimento público e para as atividades agrícolas, essenciais para a economia local”, afirma.

Biodiversidade e consciência ambiental

O produtor rural Joceilson Alves de Souza, 53 anos, foi um dos primeiros a aderir o projeto de conservação da água e do solo. Na época, ele estava criando uma agrofloresta na propriedade e encontrou na iniciativa o apoio técnico necessário. “O objetivo é proteger a terra para que a água da chuva seja retida no lençol freático, como uma esponja. Uma prova de que está dando certo é que este ano, pela segunda vez consecutiva, surgiu uma nascente, mostrando que tem água aqui embaixo”, conta.

Pelo segundo ano consecutivo, uma nascente surgiu na propriedade de Joceilson de Souza

Joceilson também participa do Produtor de Água Mirim, projeto que leva estudantes de escolas públicas e privadas para uma imersão no campo. As turmas têm a oportunidade de plantar mudas de árvores e aprender sobre a preservação do meio ambiente. “O projeto é uma forma de trazer para os produtores o pertencimento ao meio ambiente, a consciência de que cada um deve ter a responsabilidade de preservar a vegetação, bem como cuidar do lixo, e é muito importante ensinar isso às crianças”, observa.

O produtor Rodinaldo Xavier, 61, também tem uma chácara no Núcleo Rural Taquara e conta que sempre buscou preservar o local. No entanto, foi a partir de 2012, quando aderiu à iniciativa, que obteve os melhores resultados. O quintal do agricultor tornou-se uma floresta a partir do plantio de mudas fornecidas pelo projeto e, hoje, concentra diversas nascentes e espécies de animais.

“A biodiversidade aumentou muito por conta do projeto, que trouxe milhares de mudas e me ajudou em um processo que seria trabalhoso e dispendioso”, diz Rodinaldo. “Tenho muito cuidado com a natureza daqui da propriedade, já que não é só plantar. Estamos atentos ao fogo, que é devastador, e pode, em minutos, transformar um trabalho de 20 anos em cinzas. Com a preservação, eu ganho qualidade de vida, biodiversidade, e a sociedade ganha água limpa, que não seca.”

Rodinaldo Xavier: “A biodiversidade aumentou muito por conta do projeto, que trouxe milhares de mudas e me ajudou em um processo que seria trabalhoso e dispendioso”

Esforço conjunto

O Produtor de Água do Pipiripau é reconhecido internacionalmente e serve de inspiração para outras unidades da Federação. O sucesso é resultado do trabalho das 14 instituições envolvidas. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), por exemplo, atua com a divulgação da iniciativa aos produtores, com o auxílio na elaboração dos documentos necessários para participação e com o apoio técnico para implantação das práticas de conservação.

“A água que chega às nossas torneiras começa no campo e garantir qualidade e disponibilidade é um compromisso que envolve todos nós”

Iclea Silva, engenheira ambiental da Emater

“A água que chega às nossas torneiras começa no campo e garantir qualidade e disponibilidade é um compromisso que envolve todos nós”, ressalta a engenheira ambiental da Emater-DF e uma das responsáveis pelo Produtor de Águas do Pipiripau pela empresa, Iclea Silva. “Esse projeto mostra que a conservação ambiental e a produção rural podem caminhar juntas, trazendo benefícios para quem cuida da terra e para toda a sociedade. Cuidar das nascentes e preservar as bacias hidrográficas é investir no futuro da água e na sustentabilidade do Distrito Federal.”

Os agricultores participam voluntariamente e são recompensados financeiramente pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Desde 2013, já foram pagos mais de R$ 3,4 milhões, sendo cerca de 70% repassados entre 2019 e 2024. Para os próximos cinco anos, está previsto investimento de R$ 5 milhões na remuneração dos participantes do projeto, com repasses anuais de R$ 1 milhão.

Presente nas reuniões de construção do projeto, o engenheiro florestal da Caesb, Fábio Bakker, afirma que houve um amadurecimento nas ações de preservação ao longo dos anos. “A agricultura e o saneamento agora são parceiros na gestão da água, são parceiros na produção de água, se ajudam para que esse bem comum para alimento e água, condições fundamentais para a nossa sobrevivência, estejam juntos nesse processo”, observa. “O projeto do Pipiripau nos deu espaço para, durante a crise hídrica, estabelecer um diálogo mais harmônico e aberto com os agricultores.”

A Caesb está à frente do projeto Produtor de Água no Descoberto, criado em 2019. Assim como ocorre no Pipiripau, a ideia é tornar a bacia do Alto Descoberto uma referência em produção sustentável de água e alimentos, garantindo segurança hídrica e preservando a vegetação nativa. Neste ano, serão investidos R$ 2 milhões no plantio de 13.570 mudas nativas do cerrado em uma área de aproximadamente 14 hectares, reforma de estradas rurais e instalação de sistemas de esgotamento sustentável.