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Preparatório para alunos com deficiência ou transtornos que vão fazer o Enem tem aula inaugural

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Projeto da SEEDF prepara estudantes com deficiência para o exame nacional

Brasília, 18 de agosto de 2025 – A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), lançou no último sábado (16) a edição 2025 do projeto Enem Inclusivo e Especial. A iniciativa, voltada a estudantes da rede pública com deficiência ou transtornos funcionais, oferece aulões preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O evento inaugural ocorreu no auditório do Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas) e marcou o início de encontros semanais que seguirão até a realização da prova.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a essência do programa. “O projeto nasceu para garantir que todos tenham oportunidades iguais. Cada detalhe foi pensado para os estudantes, desde o apoio de intérpretes de Libras até a dedicação dos professores”, afirmou.

Neste ano, o programa apresenta uma novidade: a parceria com o Senac-DF, que disponibiliza uma plataforma digital acessível. O ambiente virtual conta com recursos de tecnologia assistiva, legendas, audiodescrição e suporte de profissionais especializados. Segundo a subsecretária Vera Lúcia Barros, criadora da iniciativa, “o diferencial está na acessibilidade integral, que assegura a cada aluno um espaço de aprendizado seguro e inclusivo”.

A edição de 2025 já soma 41 estudantes inscritos diretamente no Enem Inclusivo e Especial, além de outros 50 acompanhados pelo eixo de empregabilidade, que prepara os jovens para o mercado de trabalho. A proposta vai além do ingresso no ensino superior, contribuindo para que esses alunos conquistem autonomia e melhores condições profissionais.

Secretária de Educação, Hélvia Paranaguá (D), participou da aula inaugural: “A educação é a chave que abre portas, mas é o coração de vocês que decide atravessá-las”

Um exemplo do impacto do projeto é a trajetória de Luis Felipe Sales, ex-participante que ingressou em jornalismo pelo Enem e, recentemente, conseguiu seu primeiro emprego formal. “Graças ao programa, tive apoio para seguir em frente. Hoje estou empregado e planejando novos passos”, contou. Ele também aconselhou os atuais alunos a aproveitarem cada aula, manterem hábitos de estudo e cuidarem da saúde para alcançar bons resultados.

Além das aulas de conteúdo, os encontros semanais incluem atividades de motivação, orientação sobre rotina de estudos e técnicas de memorização. Para Hélvia Paranaguá, o objetivo vai além da preparação para o exame. “A educação abre portas, mas é a determinação de cada estudante que faz a diferença”, afirmou.

O Enem Inclusivo e Especial consolida-se, assim, como um espaço de aprendizado, apoio emocional e valorização das diferenças, reforçando o compromisso da rede pública com a inclusão educacional. “A inclusão transforma vidas. Este projeto é prova disso”, completou Vera Lúcia Barros.

Decisão de Flávio Dino coloca em risco o sistema financeiro do país

Medida do ministro do STF contra sanções estrangeiras gera alarme sobre possível colapso financeiro e instabilidade econômica no Brasil

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, anunciada nesta segunda-feira (18), que determina que leis, atos administrativos e decisões judiciais estrangeiras, como a Lei Magnitsky, não têm validade automática no Brasil, desencadeou um debate acirrado sobre seus impactos no sistema financeiro nacional. Proferida em resposta a uma ação do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a medida busca proteger a soberania nacional, mas críticos alertam que ela pode levar o Brasil ao isolamento financeiro global, com potencial para causar um colapso sistêmico na economia.

A liminar de Dino estabelece que sanções estrangeiras, como as impostas pelos EUA ao ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky, só terão efeito no Brasil após homologação pelo STF ou pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão, embora motivada por um caso envolvendo litígios de municípios brasileiros na Justiça britânica, é amplamente vista como uma reação às sanções americanas contra Moraes, acusado por Donald Trump de promover “prisões arbitrárias” e “censura” contra Jair Bolsonaro e seus aliados. Dino notificou o Banco Central, a Febraban e outras entidades financeiras, determinando que operações como bloqueios de ativos ou cancelamentos de contratos por ordens estrangeiras dependem de autorização judicial brasileira.

O ministro argumentou que “leis estrangeiras, atos administrativos e ordens executivas” não podem afetar pessoas, bens ou empresas em território nacional sem validação, sob pena de violação da soberania. Ele criticou “tentativas de imposição de força” por nações estrangeiras, apontando riscos de “protecionismos e neocolonialismos”.

No entanto, a medida colocou o Brasil em uma encruzilhada, especialmente no contexto das tensões diplomáticas com os EUA, que também impuseram tarifas de 50% a produtos brasileiros.

Críticos, como o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), afirmam que a decisão de Dino é um “atentado ao sistema financeiro nacional”, com potencial para jogá-lo no “caos”. A principal preocupação é o dilema imposto aos bancos brasileiros: cumprir as sanções americanas, desobedecendo o STF, ou seguir a determinação de Dino, enfrentando possíveis sanções secundárias dos EUA. Essas sanções poderiam incluir multas, restrições a transações em dólar ou exclusão do sistema SWIFT, essencial para operações internacionais. Bancos como Itaú, Bradesco e Santander, com forte exposição global, seriam os mais afetados, enquanto instituições focadas no mercado interno, como Banco do Brasil e Caixa, enfrentariam menor impacto.
Nas redes sociais ecoam o temor de um “total colapso do sistema financeiro brasileiro”, sugerindo que a decisão poderia desestabilizar a economia. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi ainda mais longe, comparando o Brasil a nações como Cuba e Coreia do Norte, alertando para um possível “estrangulamento financeiro” por isolar o país do sistema global. Ações de bancos como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) caíram até 2% na B3 no dia do anúncio, refletindo a incerteza do mercado.

Apesar do alarme, analistas de veículos como InfoMoney e Valor Econômico consideram a narrativa de colapso exagerada. O sistema financeiro brasileiro é robusto, com reservas de R$ 1,2 trilhão em depósitos compulsórios no Banco Central (dados de julho de 2025) e uma regulação sólida. Mesmo em um cenário de sanções secundárias, apenas bancos com grande exposição internacional seriam significativamente impactados, e o Banco Central poderia intervir com linhas de crédito emergenciais. A Febraban, em nota, afirmou que os bancos estão avaliando os impactos e reforçando protocolos de compliance, enquanto o Banco Central sinalizou diálogo com autoridades americanas para evitar escaladas.

A decisão de Dino intensificou as tensões entre o STF e o Congresso. Parlamentares da oposição, como Luciano Zucco (PL-RS), classificaram a medida como uma “declaração de guerra aos EUA”, enquanto aliados do governo Lula, como Orlando Silva (PCdoB-SP), a defenderam como uma afirmação da soberania. A medida também ocorre em um contexto de crise política, com a oposição obstruindo sessões no Congresso para pressionar pela votação da anistia aos condenados do 8 de janeiro e do impeachment de Moraes.

No mercado, a incerteza reflete-se na alta do dólar, que pode superar a cada dos R$ 6 como em dezembro de 2024, impulsionada por conflitos institucionais e pela necessidade de ajustes fiscais. A decisão de Dino, embora não diretamente ligada às emendas parlamentares, alimenta o clima de instabilidade, dificultando a aprovação do orçamento de 2025. O governo teme que a “piora no clima político” permita a inclusão de “jabutis” na Lei Orçamentária Anual, comprometendo os planos da equipe econômica.

Embora a decisão de Dino seja juridicamente fundamentada na defesa da soberania, sua implementação prática coloca o Brasil em uma posição delicada no sistema financeiro global. O risco de colapso total do sistema financeiro, como alertado por alguns, parece exagerado, mas não é desprezível. A dependência do Brasil no sistema SWIFT e nas transações em dólar expõe vulnerabilidades, especialmente para bancos com operações internacionais. A comparação com países como Cuba e Venezuela, feita por Flávio Bolsonaro, é hiperbólica, mas reflete o temor de isolamento econômico.

A pacificação do Brasil, como defendido por governadores de direita sob a liderança de Ibaneis Rocha, exige diálogo entre os poderes e com parceiros internacionais. A carta de Ibaneis a Trump, destacando a redução de homicídios no DF e apelando por relações diplomáticas, é um sinal de que o caminho para evitar uma crise passa pela negociação, não pelo confronto. A decisão de Dino pode agravar as tensões se não for acompanhada de esforços para mitigar seus impactos no sistema financeiro e na economia.

 

DÍVIDA PÚBLICA VERSUS SERVIDORES, APOSENTADOS E PENSIONISTAS

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POR LUCIANA GOUVÊA

Agosto de 2025 inaugura mais um capítulo da já avançada crise de confiança que corrói a democracia e a moralidade institucional no Brasil. Diante da nova onda de taxações impulsionadas pelo governo dos Estados Unidos e da instabilidade global, o governo brasileiro acena com medidas econômicas que, mais uma vez, miram os de sempre: consumidores, pequenos empreendedores, servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Sem força política para negociar com o cenário internacional, a conta sobra, como sempre, para os cidadãos comuns. O “pacotão fiscal” em discussão ameaça empurrar milhões de brasileiros para o colapso financeiro. O cenário é de sufocamento: aumento de tributos, deterioração dos serviços públicos e esvaziamento de direitos conquistados com décadas de trabalho.

Hoje, o Brasil conta com mais de 11 milhões de servidores civis, mais de 90% deles vinculados a estados e municípios. São professores, médicos, policiais, engenheiros, administradores e técnicos que mantêm viva a espinha dorsal do serviço público. Muitos deles, já aposentados, estão entre os mais afetados pelas distorções do sistema, como revela a realidade no Estado do Rio de Janeiro.

Desde a criação do Rioprevidência, beneficiários enfrentam um verdadeiro labirinto burocrático: erros nos contracheques, descontos indevidos, ausência de atualizações legais e a necessidade de travar longas batalhas judiciais para reaver o que já lhes é devido. A nota inferior a 6 atribuída ao órgão no site Reclame Aqui é sintomática do sentimento de abandono institucional.

E o problema vai além para o funcionalismo público. Mesmo quando o servidor ou beneficiário consegue uma vitória judicial, depara-se com um novo e frustrante obstáculo: o precatório. Um instrumento que deveria simbolizar o fim da disputa e o reconhecimento de um direito legalmente conquistado, transformou-se em emblema da morosidade e da negligência institucional. Governos utilizam o não pagamento como ferramenta de ajuste fiscal e moeda de troca política, relegando credores a intermináveis filas, mesmo após decisões definitivas do Judiciário.

Para piorar, tramita no Congresso a PEC 66/2023, que propõe excluir os precatórios e as RPVs (Requisições de Pequeno Valor) do cálculo das despesas primárias do Executivo. Em outras palavras, o governo poderá maquiar o cumprimento de metas fiscais enquanto posterga, indefinidamente, o pagamento de suas dívidas judiciais. Trata-se de um retrocesso grave, que institucionaliza o calote e corrói ainda mais a confiança da população no Estado e na Justiça

Enquanto isso, partidos políticos e lideranças evitam tocar num ponto incômodo: os supersalários. Embora representem menos de 0,23% do funcionalismo, os vencimentos acima do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 39,2 mil, o equivalente a 35,6 salários mínimos, continuam sendo pagos sem pudor, impactando diretamente o orçamento público e contribuindo para distorções no PIB. Essa minoria privilegiada segue sendo blindada, enquanto a maioria, que sustenta os serviços públicos essenciais, é empurrada para o sacrifício.

Há casos isolados de remunerações que ultrapassam R$ 100 mil por mês, turbinadas por penduricalhos e brechas legais acumuladas ao longo dos anos. Só esses desvios consomem cerca de R$ 2,6 bilhões por ano, o suficiente para custear o Bolsa Família por um ano para mais de 1 milhão de famílias.

Fica clara a contradição: enquanto o governo promete proteger os mais pobres e tributar os mais ricos, mantém privilégios “legalizados” para uma elite de funcionários públicos que já migraram para a categoria dos super-ricos, e faz isso às custas do sacrifício da maioria, que já perdeu poder de compra, reajustes e estabilidade.

É hora de encarar a verdade: a responsabilidade é coletiva e começa com cada cidadão, seja servidor, aposentado, pensionista ou consumidor consciente. Exigir transparência, fiscalizar contracheques, denunciar abusos, revisar contratos, apoiar instituições que defendem direitos e unir-se a redes de ação são formas possíveis e urgentes de enfrentar esse colapso.

Ações simples, como revisar anualmente extratos bancários, cálculos previdenciários e reajustes legais, podem evitar prejuízos de longo prazo. Mais que um dever individual, essa vigilância é uma forma de resistência democrática. O mesmo vale para consumidores que enfrentam taxas abusivas, serviços ineficientes ou contratos lesivos. A justiça só acontece quando é provocada, e não é apenas sobre dinheiro. É sobre dignidade. É sobre o futuro, o bem estar das diferentes gerações brasileiras.

Ações aparentemente simples como revisar extratos bancários, contracheques, cálculos previdenciários e reajustes legais — podem ser o divisor de águas entre a perda silenciosa de direitos e a reconquista da dignidade. Em um país onde o desrespeito se institucionalizou, vigiar seus próprios direitos é um ato de resistência democrática. Para todos nós, significa compreender que justiça não é um favor, é uma conquista, e conquista só acontece quando alguém age. Não se trata apenas de dinheiro. Trata-se de liberdade, de bem-estar, de garantir um amanhã mais justo para esta e para as próximas gerações de brasileiros.

LUCIANA GOUVÊA – Advogada. Especialista em Proteção Legal Patrimonial e Proteção Ética e Legal Empresarial, informação e entrega de direitos. Especialista na área de inovação e tecnologias

Reforma de UTI no HRL prevê cirurgias de alta complexidade mais ágeis

Hospital da Região Leste, no Paranoá, é referência em procedimentos na coluna

A reforma da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, iniciada em agosto, envolve melhorias estruturais em todo o setor. Estão contemplados piso, teto, paredes, redes elétrica, hidráulica e de gases (oxigênio, ar comprimido e vácuo) e sistema de climatização. A expectativa é que as adequações tragam mais agilidade à realização de cirurgias complexas.

O HRL é referência da Secretaria de Saúde (SES-DF) em procedimentos ortopédicos de alta complexidade, como nas mãos e na coluna vertebral, além de receber pacientes vítimas de traumas causados por acidentes. Contudo, mesmo quando marcadas de maneira eletiva, essas cirurgias demandam permanência pós-operatória dos pacientes na UTI.

As reformas permitirão aumentar o número de cirurgias, explica Maria de Lourdes Castelo Branco, superintendente da Região Leste de Saúde. “O intuito é otimizar o fluxo para que haja uma retaguarda de leitos; além disso, a entrega das melhorias vai ocorrer junto à chegada de anestesistas”, informa.

A unidade da Região Leste também tem recebido equipamentos para a execução dessas cirurgias e feito adequações de gestão de treinamento, como ocorre com o projeto Telescope II, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

O número de leitos permanecerá o mesmo: dez. Porém, novos equipamentos poderão ser instalados no ambiente, e a equipe multiprofissional de 70 servidores terá um espaço mais confortável e adequado a especificações técnicas para desenvolver o trabalho.

Planejamento

Enquanto os serviços avançam, o HRL continua a ter cinco leitos de UTI, em um espaço adaptado. O chefe do setor, Sidney Sotero, lembra que essa mudança foi possível graças aos contratos assinados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para a ocupação de leitos de UTI em unidades da rede privada. “O HRL sempre teve uma pressão assistencial muito grande, por ser um centro de trauma e referência para cirurgias de coluna e de mão”, reforça.

Amizade é estímulo essencial no desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down, aponta médica

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Amanda de Paula, médica especialista em Síndrome de Down, reforça a importância dos vínculos afetivos para o progresso físico, emocional e cognitivo de adultos e crianças com a condiçã

Amizade é mais que afeto na vida de pessoas com Síndrome de Down: ela atua como estímulo essencial ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Desde a infância, os vínculos afetivos com familiares, amigos e colegas contribuem para o progresso da linguagem, da autonomia e das habilidades sociais. Para especialistas, conviver com outras crianças, brincar e compartilhar experiências são práticas tão importantes quanto o acompanhamento terapêutico e médico.

Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil possui cerca de 300 mil pessoas com Síndrome de Down. Elas compartilham algumas características comuns no desenvolvimento, como atraso na fala, no controle motor e na aquisição de habilidades cognitivas. No entanto, esses desafios podem ser atenuados por estímulos adequados, explica a Dra Amanda de Paula, médica de Família e Comunidade especializada em Síndrome de Down.

“É importante que a criança com T21 seja inserida em redes de convivência desde cedo. Ter com quem brincar, conversar e compartilhar experiências contribui diretamente para o seu desenvolvimento integral”, explica a especialista. A expressão T21 refere-se à trissomia do cromossomo 21, condição genética causada pela presença de um cromossomo 21 extra nas células de uma pessoa, em vez de dois. Essa cópia adicional resulta na Síndrome de Down.

A médica Amanda de Paula (em pé de vestido preto e branco) e sua filha Aurora durante comemoração do Dia das Mães. (Foto: Arquivo Pessoal)

Dra. Amanda é mãe do André, de cinco anos, e da pequena Aurora, de 1 ano, diagnosticada com a condição após o parto. A chegada da bebê estimulou a sua especialização em Síndrome de Down. A médica defende que a amizade é mais que um fator emocional. Ela atua como ferramenta terapêutica complementar. “Nenhuma terapia isolada consegue promover os mesmos resultados quando não há uma rede de apoio que inclui afeto, trocas e confiança. A criança aprende no convívio com o outro — e isso vale para qualquer criança, com ou sem deficiência”, afirma.

Incentivo à amizade

Além do acompanhamento clínico e de terapias multiprofissionais, a inserção em contextos sociais diversos — como escolas inclusivas, grupos comunitários, clubes e associações — pode impulsionar aspectos como autonomia, autoestima e linguagem. “É necessário dar chances reais para que essas crianças vivam experiências significativas. Isso significa permitir que errem, tentem, persistam. O diagnóstico não deve ser um limitador de possibilidades”, complementa a especialista.

Dra. Amanda comenta que conheceu outras mães atípicas durante sua busca por especialistas para tratamentos diversos da filha. O contato constante virou amizade, que também fortalece a jornada dessas mulheres. “A rotina de uma mãe atípica é exaustiva, com diversas idas ao médico, pesquisa por informações, além dos compromissos em casa e no trabalho. A gente acaba encontrando apoio uma na outra, além de trocar experiências. Vira uma comunidade”, afirma. Pelo menos uma vez por mês, mães e bebês se encontram para piqueniques, passeios e atividades que estimulam o desenvolvimento das crianças.

A valorização das amizades também contribui para o combate ao preconceito e à segregação. Ao conviver com a diversidade desde cedo, crianças sem deficiência aprendem sobre empatia, respeito e cooperação. “A inclusão não é benéfica apenas para quem tem Síndrome de Down. Ela transforma a sociedade como um todo”, diz Amanda.

Dra. Amanda Ferreira de Paula é médica de Família e Comunidade pela AMB – Associação Médica Brasileira (RQE 15.314 | CRM ES 15.515). Formada em Medicina pela Universidade Vila Velha (UVV), tem atuação voltada para o cuidado integral de pessoas com Síndrome de Down.

Possui formação em consultoria em amamentação, curso de cuidados ao longo da vida na Síndrome de Down pelo Hospital Albert Einstein (SP) e é pós-graduanda em Síndrome de Down pelo CEPEC/SP.

Obesidade infantil tem aumentado o índice de colesterol elevado desde a infância

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Em agosto celebra-se o Dia Nacional de Controlo do Colesterol e é importante estar atento, principalmente com a saúde das crianças

O colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do nosso corpo, pois participa na formação de hormônios e vitaminas. No entanto, torna-se prejudicial para a saúde quando está fora dos valores normais, podendo acumular-se nas artérias e impedir o fluxo sanguíneo e contribuir para o desenvolvimento de doenças coronarianas.

“O colesterol alto é um importante fator de risco para diversas doenças, por isso mantê-lo dentro dos parâmetros normais é essencial”, ressalta o pediatra do Hospital Icaraí, Dr. Gabriel Farias, lembrando que as principais causas do colesterol elevado em crianças são o consumo excessivo de gorduras na alimentação, o excesso de peso e o sedentarismo.

“Algumas crianças e adolescentes podem apresentar colesterol alto mesmo sendo magros e tendo uma alimentação equilibrada, devido à dislipidemia familiar”, alerta o especialista.

Valores de colesterol total em crianças:

Ideal: inferior a 110 mg/dL

Limítrofe: 110–129 mg/dL

Elevado: acima de 130 mg/dL

Nos adultos:

Ideal: inferior a 200 mg/dL

Limítrofe: 200–239 mg/dL

Elevado: acima de 240 mg/dL

Dicas para prevenir o aumento do colesterol na infância:

Alimentação saudável, incluindo frutas (maçã, banana, mamão, laranja), legumes e hortícolas (cenoura, beterraba, curgete, abóbora, pepino, agrião, cebola, acelga, couve, brócolos, aipo, etc.), cereais, raízes e tubérculos (trigo, arroz, milho, centeio, cevada, aveia, pão, massas, batata, cará, inhame, mandioca) e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, soja, grão-de-bico), além de gorduras saudáveis (azeite de oliva).

Evitar o consumo de gorduras saturadas, como carnes gordas, manteiga, linguiça, leite integral e hambúrgueres.

Incluir peixes, especialmente de águas frias, como salmão, atum e truta, fontes de ácidos gordos e ómega-3 (gordura saudável).

Praticar atividade física regularmente (no mínimo 3 vezes por semana).

Manter controle do peso.

Reduzir o sal na alimentação. Atenção ao teor de sódio nos produtos industrializados.

Diminuir o consumo de açúcar, doces, guloseimas e refrigerantes.

Evitar frituras.

Preferir alimentos grelhados ou cozidos.

O médico finaliza lembrando que todas as pessoas devem realizar exames de colesterol, inclusive crianças magras, pois mesmo estas podem apresentar níveis elevados.

“Mudar hábitos começa pelas escolhas do dia a dia. Quando o assunto é saúde e prevenção da obesidade, vale lembrar: é melhor descascar do que desembrulhar”, finaliza.

Goiás bate recorde histórico de ocupação e alcança menor desemprego em 12 anos

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, referente ao segundo trimestre de 2025, registra 3,89 milhões de pessoas ocupadas e taxa de desemprego cai para 4,4%

No segundo trimestre de 2025, Goiás alcançou 3,89 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente desde o início da série histórica, com crescimento de 1,9% em relação ao trimestre anterior. O resultado indica que a economia estadual cria mais empregos e consegue incluir cada vez mais trabalhadores no mercado formal. Já a taxa de desemprego caiu para 4,4%, a menor em 12 anos. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB).
O avanço foi impulsionado por quase todos os setores da economia. O destaque vai para o comércio, que registrou alta de 6,5%, somando 820 mil vagas, o terceiro maior crescimento entre as unidades da Federação. O setor de serviços também alcançou recorde, com 2,01 milhões de trabalhadores. A indústria apresentou expansão de 1,3%, totalizando 478 mil ocupados, enquanto a agropecuária avançou 1,7%, empregando 265 mil pessoas reafirmando a relevância do campo para a economia estadual. Apenas o setor da construção teve retração, com queda de 1,6% e 316 mil trabalhadores.
Adriano da Rocha Lima, secretário-geral de Governo, destaca que o resultado reflete tudo o que vem sendo feito pela atual gestão desde 2019. “Trata-se de um resultado que demonstra que sempre estivemos no caminho certo em relação à recuperação da economia e, em consequência, a geração de empregos em todas as áreas, incluindo, claro, na indústria. Recebemos o Estado quebrado e o recuperamos com responsabilidade”, avalia.
Já o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, ressalta que os resultados confirmam a solidez da economia goiana. “O recorde de empregos nos setores de Indústria, Comércio e Serviços reflete a solidez da economia goiana e o trabalho exemplar do governo estadual em parceria com os empresários. Com segurança jurídica, incentivos fiscais e qualidade de vida, Goiás cria um ambiente propício para a expansão dos negócios, atração de novos investidores e, assim, a geração contínua de empregos e renda para toda a população”, afirma.
Desemprego em queda

A taxa de desocupação caiu para 4,4%, patamar inferior à média das economias da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 4,9%. No ranking nacional, Goiás ocupa a nona posição entre as menores taxas do país e está 1,4 ponto percentual abaixo da média brasileira (5,8%). Esse é o menor índice de desemprego registrado no estado em aproximadamente 12 anos. Em relação ao trimestre anterior, a queda foi de 0,9 ponto percentual; na comparação anual, 0,8 ponto percentual.
Renda e massa salarial

Além de mais postos de trabalho, os goianos também viram seus rendimentos crescerem. O rendimento médio real mensal atingiu R$ 3.437, o maior valor da série histórica, com alta de 2,6% frente ao trimestre anterior. O aumento do número de ocupados e dos salários fez a massa salarial alcançar R$ 13,3 bilhões, outro recorde histórico.

Informalidade e desalento

A taxa de informalidade recuou para 35,0%, a menor já registrada. Já o desalento, indicador que mede o percentual de pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu para 0,9%, colocando Goiás com a terceira menor taxa do país.

 

Um a cada nove condutores testados no fim de semana estava alcoolizado

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Fiscalização em Sobradinho, Samambaia, Santa Maria, Taguatinga e Gama flagrou 61 pessoas que conduziam após consumir álcool, entre outras infrações

Durante as ações de policiamento e fiscalização de trânsito entre a noite de sexta-feira (15) e a madrugada desta segunda-feira (18), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) retirou das vias 61 condutores que estavam dirigindo sob influência de álcool. Esse total representa 11,5% dos condutores testados  (530).

Os agentes ainda flagraram dez condutores não habilitados, seis com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há mais de 30 dias, dois com o direito de dirigir suspenso ou cassado e 12 que conduziam veículos com escapamentos alterados. Ainda foram registradas outras 34 autuações por infrações diversas.

“Trabalhamos de forma preventiva, retirando os condutores não habilitados e principalmente os alcoolizados da direção de veículos a fim de que não se envolvam em sinistros e garantindo mais segurança viária à população do DF”, destaca o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, Bruno Baruque.

As operações, que contaram com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), foram feitas em Sobradinho, Samambaia, Santa Maria, Taguatinga e Gama.

CTB

De acordo com o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir sob influência de álcool ou outra substância psicoativa é infração gravíssima, penalizada com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir. Em caso de reincidência no prazo de 12 meses, a multa é aplicada em dobro.

Coluna do Vasco | Reencontro com a grandeza

Por Raimundo Ribeiro

O Vasco visitou o Santos de Neymar, num Morumbi com mais de 50 mil torcedores.

Nada disso serviu para intimidar o gigante da colina que desde o início se impôs no melhor estilo Diniz.

Após mais um ataque pelo lado esquerdo em que a bola teria saído pela lateral, a bola vai para o lado direito do ataque do Vasco, vem o cruzamento e Piton faz 1×0.

No segundo tempo o Santos ensaiou uma reação levando perigo ao gol do Vasco em 2 oportunidades, mas logo o Vasco retomou o controle da partida, e no melhor estilo Diniz tocava a bola de primeira,

verticalmente, e com naturalidade foi fazendo os gols, até o placar definitivo de 6×0.

Foi uma aula de que futebol não tem segredo, bastando organização, velocidade e deslocamento.

O Vasco teve tudo isso, mas além disso teve algo que torna os times vencedores: CORAGEM.

O Vasco de hoje, ressuscitou aquele espírito que o caracterizou como um gigante, o gigante da colina que desperta o sentimento de orgulho de “tua imensa torcida é bem feliz norte sul, norte sul deste Brasil. Tua estrela, na terra a brilhar ilumina o mar.”

Como todos sabem, sou tricolor de coração mas como todo tricolor, naturalmente amamos o bom futebol e sabemos reconhecer a grandeza dos nossos rivais, e o Vasco hoje honrou o título de gigante da colina.

Normalmente só escrevo nos jogos do meu Fluminense, mas hoje excepcionalmente faço minha homenagem ao Vasco, em especial aos amigos Valenza, Hezir, Victor Dan, Luciano, Teté, Bruno, Jordana, Eugênio Piedade, Tio Raimundo e tantos outros que neste momento dizem “vamos todos cantar de coração…”.

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e naturalmente, tricolor

Goiás tem maior produção de feijão das últimas quatro safras

Estado se destaca na produção de feijão cores e lidera em produtividade com municípios entre os primeiros do país nas três safras

A produção de feijão em Goiás segue em ritmo positivo e deve alcançar, na safra 2024/2025, o melhor resultado desde o ciclo 2020/2021. Segundo análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de que o estado produza 303,1 mil toneladas do grão, resultado impulsionado por um aumento expressivo na segunda safra e pela adoção de tecnologias e boas práticas agrícolas no campo.

Com esse desempenho, Goiás se mantém como o quarto maior produtor de feijão do país e o segundo com maior rendimento médio das lavouras (2,5 ton/ha), atrás apenas do Distrito Federal.

“O feijão é um alimento essencial na mesa dos brasileiros e Goiás tem se destacado pela produtividade e qualidade, com grande protagonismo em todas as fases da produção. Isso é reflexo do empenho dos nossos produtores, da eficiência sanitária das lavouras e do suporte técnico e institucional oferecido pelo Governo de Goiás”, afirma o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende.

Destaques regionais
Goiás também ocupa o segundo lugar nacional na produção de feijão cores, com 280,6 mil toneladas previstas, alta de 5,4% em relação à temporada anterior.

O município de Cristalina lidera o ranking estadual, com 15,7% da produção total (55,7 mil toneladas em 2023), sendo ainda o quinto maior município produtor do Brasil. Outros municípios goianos também se destacam no cenário de produtividade nacional, na 1ª safra, Flores de Goiás e Cabeceiras ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares. Já Formosa e Planaltina lideram o ranking da 2ª safra, já na 3ª safra, Silvânia e Catalão são os municípios de destaque na safra 2024/25.

Exportações em alta
O mercado internacional também confirma o bom momento da cultura. Em 2024, Goiás registrou o segundo melhor desempenho da série histórica, totalizando 5,7 mil toneladas embarcadas para 12 destinos e um faturamento de US$7,0 milhões.

Em 2025, os embarques seguem em alta, consolidando o Brasil e Goiás como referências globais na produção de feijão. Ao mesmo tempo, as importações brasileiras mantêm trajetória de queda, reforçando a capacidade produtiva nacional e a competitividade do setor no mercado global.

Produções goianas
Informações das principais cadeias agropecuárias do estado estão reunidas na 71ª edição do Agro em Dados, informativo mensal da Seapa, que neste mês destaca a produção de feijão no estado. A publicação está disponível para consulta em: https://goias.gov.br/agricultura/boletins-de-safra/.