Intervenções incluem calçamento, recuperação de quadra e reforma de balão viário
Brasília, 10 de setembro de 2025 – O Setor de Oficinas Norte (SOF Norte) está passando por uma série de melhorias realizadas pela Administração Regional do SIA, em parceria com a Novacap e o programa RenovaDF, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). O pacote de obras tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana, garantir mais segurança para pedestres e motoristas e valorizar os espaços públicos da região.
Entre as intervenções estão a construção de um novo calçamento, a recuperação de uma quadra poliesportiva e a reforma do balão viário existente. As melhorias vão beneficiar não apenas os moradores, mas também trabalhadores e visitantes que circulam diariamente pelo setor.
O novo calçamento proporcionará acessibilidade ampliada para pedestres, enquanto a revitalização da quadra vai oferecer um espaço adequado para a prática de esportes e atividades comunitárias. Já a reforma do balão tem como objetivo organizar o fluxo de veículos e reduzir pontos de congestionamento.
O RenovaDF desempenha um papel central na iniciativa, aliando qualificação profissional à melhoria da infraestrutura urbana. Durante a execução das obras, os participantes do programa recebem treinamento prático, adquirindo experiência e contribuindo para a transformação da cidade.
“Estamos promovendo uma transformação importante no SOF Norte, com obras que vão além da infraestrutura. Elas representam cuidado com a cidade, incentivo ao desenvolvimento econômico e social e valorização da comunidade local”, destacou Bruno Oliveira, administrador regional do SIA. “Essas ações são resultado de uma parceria sólida entre governo e programas voltados para a melhoria da qualidade de vida da população”, completou.
Ceilândia, Sol Nascente, Água Quente e São Sebastião recebem serviços de melhoria na mobilidade
Brasília, 10 de setembro de 2025 – O Governo do Distrito Federal (GDF) segue atuando na recuperação de vias não pavimentadas em várias regiões administrativas, com o objetivo de reduzir os impactos das chuvas e garantir melhores condições de mobilidade à população. Nesta semana, Ceilândia, Sol Nascente, Água Quente e São Sebastião receberam serviços de terraplanagem, aplicação de resíduos da construção civil (RCC) e intervenções para o escoamento da água da chuva.
As ações fazem parte do programa GDF Presente, coordenado pela Secretaria de Governo (Segov-DF) em parceria com as administrações regionais, a Novacap e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
São Sebastião
Na cidade, as equipes atuaram na quadra 11, Rua 3, no bairro Zumbi dos Palmares, onde foram aplicadas 80 toneladas de RCC ao longo de quatro quilômetros de via. A operação contou com nove trabalhadores e maquinário, incluindo motoniveladora, rolo compactador, pá carregadeira e quatro caminhões trucados.
“Este serviço atende a uma demanda solicitada pelos moradores por meio da ouvidoria. Durante o período chuvoso, a execução é mais difícil, então aproveitamos a estiagem para intensificar os trabalhos em todas as vias não pavimentadas”, explicou Leandro Cardoso, coordenador do GDF Presente Polo Sudoeste.
Ceilândia e Sol Nascente
No Núcleo Rural Alexandre Gusmão (Incra 09), foram utilizados 16 caminhões, somando 128 toneladas de RCC para recuperar 850 metros de estrada vicinal. Já na chácara 401, no Pôr do Sol, dez vias foram atendidas com 200 toneladas de RCC e construção de curvas de nível, melhorando o escoamento da água. Essa área integra o trajeto do programa Caminho da Escola, que garante transporte seguro para estudantes da região.
De acordo com Rodrigo Caverna, coordenador do GDF Presente Polo Oeste II, a ação tem impacto direto no dia a dia das comunidades rurais: “Nosso objetivo é oferecer mobilidade mesmo nas áreas mais afastadas. Durante o período de seca, intensificamos os trabalhos para evitar problemas durante as chuvas”, afirmou.
Água Quente
No setor de chácaras Quaresma, próximo à DF-280, a manutenção alcançou 1,2 km de estrada, com nove toneladas de RCC aplicadas e serviços de terraplanagem.
Com essas intervenções, o GDF reforça a estratégia de prevenção para reduzir danos durante o período chuvoso e melhorar a mobilidade nas comunidades atendidas.
Premiação reconhece ouvidorias que promovem inclusão e atendimento acessível à população
Brasília, 10 de setembro de 2025 – A partir desta quarta-feira, estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Concurso Selo Acessibilidade, iniciativa da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) que busca reconhecer boas práticas de acessibilidade nas ouvidorias do Sistema de Gestão de Ouvidoria do Distrito Federal (Sigo-DF).
O concurso tem como objetivo valorizar e incentivar a inclusão no atendimento público, garantindo que cidadãos com deficiência ou mobilidade reduzida tenham acesso adequado aos serviços. As ouvidorias com melhor desempenho receberão o Selo Acessibilidade 2025, que poderá ser utilizado em materiais institucionais como símbolo de compromisso com a acessibilidade.
Segundo o controlador-geral do DF, Daniel Lima, o selo é uma ferramenta estratégica para fortalecer a cultura de inclusão.
“Ao reconhecer ouvidorias que adotam práticas acessíveis, estamos incentivando a melhoria contínua da gestão e garantindo que todos os cidadãos tenham acesso igualitário aos canais de escuta e participação”, afirmou.
A ouvidora-geral do DF, Daniela Pacheco, destacou a importância da iniciativa para o serviço público.
“A participação das ouvidorias no concurso é uma oportunidade de mostrar que a inclusão pode e deve ser parte da rotina institucional. A acessibilidade é um direito, e o selo é o reconhecimento a quem o coloca em prática”, disse.
Critérios de avaliação
As ouvidorias serão avaliadas com base em três critérios principais, que somam pontos para a classificação final:
Atendimento em Libras – 1 ponto por servidor capacitado para atendimento em Libras ou presença do adesivo DF-Libras na sala da ouvidoria (máximo de 2 pontos);
Capacitação em acessibilidade – 1 ponto por certificado de curso com carga mínima de 4 horas, realizado entre 2022 e 2025, por cada servidor indicado (máximo de 5 pontos);
Acessibilidade física – 1 ponto por item de infraestrutura acessível, como rampas, piso tátil e banheiros adaptados (máximo de 8 pontos).
Em caso de empate, serão considerados, nesta ordem, os critérios de atendimento em Libras e acessibilidade física.
Cronograma do concurso
Inscrições: 10 a 30 de setembro, pelo site oficial;
Avaliação: 1º a 20 de outubro;
Divulgação dos resultados e premiação: segunda quinzena de novembro, durante a Semana de Combate à Corrupção.
Até 50 ouvidorias poderão ser premiadas, com possibilidade de ampliação conforme decisão da comissão organizadora. As informações enviadas serão verificadas por documentos ou visitas técnicas.
Mais detalhes e o edital completo estão disponíveis neste link.
Capacitação busca aprimorar diagnóstico e tratamento da tuberculose no DF
Brasília, 10 de setembro de 2025 – Enfermeiros, médicos, farmacêuticos e demais profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atuam diretamente no atendimento a pacientes com tuberculose participam, até esta quarta-feira (10), de uma oficina de capacitação voltada ao manejo da doença em adultos. O treinamento tem como meta reforçar as estratégias de controle, promovendo diagnóstico rápido e tratamento adequado.
Organizada pela Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist), a atividade conta com o apoio de especialistas do Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM).
Segundo a gerente da Gevist, Beatriz Maciel, a tuberculose ainda representa um desafio no DF.
“Nos últimos cinco anos, foram registrados aproximadamente 1.594 novos casos. A taxa de cura está em torno de 53%, enquanto o abandono do tratamento chega a 14%”, detalha.
A gestora destaca que estão sendo intensificados o monitoramento da doença, a criação de fluxos específicos para grupos vulneráveis, como a população carcerária, e a estruturação de uma linha de cuidado. “Essa capacitação é essencial para fortalecer a rede de atendimento e melhorar os índices de tratamento e cura”, acrescenta.
Panorama nacional e desafios
A oficina aborda temas como prevenção, diagnóstico e tratamento, além do cenário epidemiológico da tuberculose no DF. A consultora técnica da CGTM, Gisela Unis, reforça a gravidade da doença no país.
“O Brasil registra cerca de 90 mil casos por ano, e aproximadamente seis mil pessoas morrem em decorrência da tuberculose. O tratamento é eficaz e a cura é possível, mas é fundamental diagnosticar cedo e garantir o cuidado correto”, alerta.
Sobre a tuberculose
Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch, a tuberculose é transmitida pelo ar, por meio de gotículas eliminadas durante tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão tosse persistente por mais de três semanas, febre baixa, suor noturno, perda de apetite, cansaço e emagrecimento.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, cerca de 10,8 milhões de pessoas adoeceram pela doença no mundo, resultando em 1,25 milhão de mortes. A entidade destaca que, além da exposição à bactéria, fatores como condições socioeconômicas precárias aumentam o risco de adoecimento, atingindo principalmente população em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, indígenas, imigrantes, pessoas vivendo com HIV/Aids e profissionais de saúde.
No Distrito Federal, as 181 unidades básicas de saúde (UBSs) oferecem diagnóstico e tratamento gratuitos. A recomendação é procurar atendimento médico quando a tosse persistir por mais de três semanas.
Sistema reduz erros e agiliza processos, garantindo mais segurança para pacientes e equipe médica
Brasília, 10 de setembro de 2025 – O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), implantou uma tecnologia automatizada que está transformando a rotina do banco de sangue da unidade. Desde julho, os exames das bolsas de sangue são realizados por um equipamento moderno, que aumenta a precisão dos resultados, reduz falhas humanas e acelera a preparação para transfusões.
Antes, todo o processo era feito manualmente, exigindo atenção redobrada dos profissionais e apresentando maior risco de erros, como troca de amostras ou falhas na identificação. Agora, basta inserir a amostra no aparelho, que conduz toda a análise automaticamente, sem necessidade de manuseio direto.
“O risco de erro caiu praticamente a zero. O equipamento é muito mais sensível e preciso, o que traz tranquilidade para a equipe e, principalmente, segurança para o paciente”, afirma Suelen Biao, chefe substituta do banco de sangue.
Segurança em cada etapa
Apesar da automação, os protocolos de checagem continuam rigorosos. Antes da transfusão, a equipe confirma nome completo e data de nascimento com o paciente ou acompanhante. Em casos de pacientes acamados ou inconscientes, a verificação é feita por meio da pulseira de identificação e do leito.
Cada bolsa de sangue sai do banco identificada exclusivamente, evitando qualquer possibilidade de troca.
“Se a bolsa é destinada à paciente Larissa, por exemplo, ela já sai daqui com o nome dela. Não há como ser usada em outra pessoa”, reforça Suelen.
Agilidade que salva vidas
Com o novo sistema, o tempo de preparação foi reduzido em até 30 minutos. Antes, os exames levavam cerca de uma hora para serem finalizados. Agora, as fases de incubação e centrifugação continuam com a mesma duração, mas todo o fluxo se tornou mais ágil, permitindo prioridade para casos emergenciais.
“Quando precisamos de um exame emergencial, conseguimos colocá-lo na frente dos demais. Essa agilidade faz toda a diferença quando o paciente precisa de sangue com urgência”, explica Larissa Lopes, analista do setor.
Mais confiança e eficiência
A integração entre tecnologia avançada e protocolos rígidos de segurança garante um processo confiável tanto para a equipe quanto para os pacientes.
“Nosso compromisso é garantir que cada transfusão seja realizada sem riscos. A automação veio para somar à dedicação da equipe, que segue atenta a cada detalhe. O resultado é mais segurança, confiança e agilidade para salvar vidas”, conclui Larissa.
Levantamento o instituto Real Time Big Data esfria tentativa de retorno do ex-governador, que não conseguiu dissipar desaprovação mesmo após oito anos do encerramento do último mandato
Faltando pouco mais de um ano para a eleição de 2026, a pesquisa Real Time Big Data apresenta uma má notícia ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB). No momento em que o tucano ensaia um retorno ao tentar viabilizar nova candidatura ao Palácio das Esmeraldas, o levantamento despeja nele um verdadeiro ‘balde de água fria’. Marconi é disparado o mais rejeitado entre todos os pré-candidatos ao governo.
De acordo com a pesquisa, 51% dos eleitores afirmam que não votariam em Marconi em nenhuma hipótese. Por si só esse percentual é devastador. Em uma análise mais detida é ainda pior: 1) primeiro, restaria ao tucano menos da metade do eleitorado para tentar trabalhar sua pré-candidatura; 2) com os embates de uma campanha eleitoral, a tendência é que as rejeições cresçam, não o contrário; 3) passados quase oito anos do encerramento do último mandato, a rejeição a Marconi segue intacta. Assim, se não conseguiu dissipá-la nesse longo período como faria no pequeno espaço de uma campanha eleitoral?
A Real Time Big Data tem ainda outra notícia negativa para o ex-governador. O atual vice-governador Daniel Vilela (MDB), sucessor natural do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) – que lidera a disputa com 26% das intenções de voto contra 23% de Marconi –, tem somente 18% de rejeição, quase um terço do eleitorado que ‘torce o nariz’ para um possível retorno do tucano. Em resumo, Daniel tem potencial de crescimento muito maior que o do ex-governador, como já havia explicado diretor da Quaest, Felipe Nunes, ao analisar o resultado da pesquisa realizou em Goiás.
A pesquisa mostra ainda que a deputada federal Adriana Accorsi (PT) é rejeitada por 35% dos eleitores e o senador Wilder Morais (PL) por 27%, ambos impactados pela polarização nacional entre petistas e bolsonaristas. O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PSD) tem rejeição de 20% e, por último, os pouco conhecidos Iure Castro (Cidadania) e Telêmaco Brandão (Novo) fecham a lista com 9% cada.
Encomendada pela Record TV Goiás, a Real Time Big Data ouviu 1.200 eleitores no estado, entre os dias 6 e 8 de setembro. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Ministro da Primeira Turma argumenta falta de foro privilegiado para réus e violações ao juiz natural, abrindo divergência no julgamento da suposta trama golpista
Da Redação
O ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela anulação integral do processo que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, alegando incompetência absoluta da Corte para analisar o caso. O voto, proferido nesta quarta-feira (10), durante sessão da Primeira Turma, abriu divergência em relação aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que, na terça-feira (9), rejeitaram as preliminares das defesas e votaram pela condenação dos acusados.
Fux argumentou que os réus, incluindo Bolsonaro, não possuem mais prerrogativa de foro, uma vez que os cargos foram encerrados antes da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele destacou que o entendimento atual sobre a manutenção da competência do STF para ex-autoridades é recente, datado de março de 2025, e viola o princípio do juiz natural, previsto no artigo 5º da Constituição Federal, além de comprometer a segurança jurídica.
“Estamos julgando pessoas sem prerrogativa de foro, e a competência para o presidente da República sempre foi o plenário do STF. Se é ex-presidente, o processo deveria ir para a primeira instância”, afirmou Fux, citando precedentes como a anulação de ações contra o presidente Lula em 2021 por incompetência relativa.
O ministro também apontou incompetência da Primeira Turma para o julgamento, defendendo que, se o caso permanecesse no STF, caberia ao plenário de 11 ministros analisá-lo. Fux acolheu argumentos das defesas sobre cerceamento de defesa devido à abundância de provas e ao curto prazo para análise, mas divergiu ao validar a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, considerando-a proporcional e ritualmente válida.
Ele enfatizou que o STF não deve realizar “juízo político” e que o juiz deve atuar com distanciamento e imparcialidade.
A sessão, iniciada às 9h10, foi transmitida ao vivo pela TV Justiça e gerou reações nos bastidores. A defesa de Bolsonaro expressou euforia com o voto inicial de Fux, enquanto colegas do STF demonstraram surpresa com possíveis incoerências, como o fato de Fux ter julgado centenas de réus dos atos de 8 de janeiro de 2023 na mesma Turma.
O julgamento prossegue com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, com decisão final por maioria simples (três dos cinco ministros). Independentemente do resultado, as partes podem recorrer no próprio STF.
O caso, conhecido como núcleo crucial da suposta trama golpista, investiga crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, com penas que podem superar 40 anos de prisão para Bolsonaro. A Primeira Turma aceitou a denúncia em março de 2025, tornando os réus, mas Fux já havia divergido na ocasião, sendo voto vencido.
A partir desta quarta, quase 5 mil competidores de até 17 anos disputam medalhas em 20 modalidades na maior edição da história; DF será representado por 235 competidores em sua delegação, muitos deles com bolsas do GDF
O judoca Luiz Coelho, de 16 anos, é o atual campeão dos Jogos da Juventude, na categoria de 66kg. Depois da conquista em João Pessoa, na Paraíba, no ano passado, ele se prepara para voltar ao tatame e defender o título em casa. A capital federal sedia a competição nacional, entre os dias 10 e 25 de setembro. Luiz é um dos cerca de 5 mil jovens atletas de até 17 anos, de todas as regiões do país, que desembarcam no Distrito Federal em busca de medalhas nas 20 modalidades da maior edição na história do torneio.
“Com oito anos meu pai me colocou no judô e com dez anos eu comecei a competir. Ano passado, eu fui campeão dos Jogos da Juventude e, esse ano, aqui em Brasília, eu pretendo ser campeão de novo. Eu treino de 6 a 7 horas por dia todos os dias e nos finais de semana faço o curso de faixa preta”, afirma o atleta, que hoje é faixa marrom.
Para chegar ao topo, Luiz conta com o Bolsa Atleta, que ajuda a manter os treinos, a suplementação alimentar e os equipamentos. Ele também integra o Programa Compete Brasília, que oferece transporte aéreo e terrestre para competições fora do DF. Em março, Luiz foi pela primeira vez pra Europa participar de uma competição internacional, na Alemanha.
Campeão em 2024, Luiz é um dos talentos do DF nos Jogos da Juventude Caixa Brasília 2025 e defenderá o título atuando em casa | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília
Segundo o pai, Júlio César da Silva Coelho, o incentivo dos programas é essencial para possibilitar conquistas futuras. “Apoiar o atleta na base, igual ele está agora, na sua formação, é essencial porque é quando eles realmente precisam. O meu sonho é continuar apoiando ele, independente da medalha”, diz, orgulhoso.
Competição histórica
Os Jogos da Juventude Caixa Brasília 2025, competição organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF), têm patrocínio de empresas viabilizado pela Lei de Incentivo ao Esporte. A delegação do Distrito Federal contará com 235 jovens competidores.
Para o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, é um orgulho mostrar que os programas do Governo do Distrito Federal, como o Compete Brasília e o Bolsa Atleta, têm sido fundamentais para transformar sonhos em realidade. “Esses investimentos garantem que jovens talentos possam competir em alto nível, com as condições necessárias para evoluir em suas carreiras esportivas. Cada atleta que participa é prova viva de que o esporte é uma ferramenta de inclusão, cidadania e transformação social”, afirma o secretário.
Isabely Vasconcellos, de 15 anos, também participa dos programas Bolsa Atleta e Compete Brasília. A moradora de Planaltina treina junto com o Luiz, em Taguatinga. Ela começou no judô com sete anos de idade e, agora, pela segunda vez, vai disputar os Jogos da Juventude. “Eu comecei o judô em um projeto social. Hoje, a minha rotina de treino é bem puxada. Esse ano, eu conquistei o terceiro lugar no campeonato brasileiro. Agora nos Jogos da Juventude quero ser campeã. Meu sonho é continuar crescendo, me classificar para o Mundial e até chegar nas Olimpíadas”, acredita Isabely.
Parceira de treino de Luiz e treinada por Phyllis Marques, Isabely também disputará os Jogos da Juventude Caixa Brasília 2025
Luiz e Isabely se inspiram na treinadora Phyllis Marques, que além de comandar a equipe de judô da academia de Taguatinga, também é tricampeã brasileira no campeonato de veteranos. “Eles veem que o esporte é para a vida toda. O que a gente ensina, o que a gente fala é para a vida toda. A gente compra os sonhos deles com eles. Isso é muito importante para o atleta. Ter não só a família, mas toda essa rede de apoio”, diz a treinadora.
Do tatame para as piscinas
Além do judô, os Jogos da Juventude reúnem jovens talentos de 20 modalidades esportivas. Outro destaque do Distrito Federal é a nadadora Maria Eduarda Borges da Nóbrega. Aos 15 anos, a atleta já tem uma rotina que poucos adolescentes encaram: treinos de natação diários, quase sempre em dois turnos, percorrendo cerca de 50 quilômetros por semana dentro da piscina. Além de sessões com psicólogo, fisioterapia e preparação física na academia.
Esforço e comprometimento que dão resultado. No último mês, Duda, como é conhecida pelos amigos, conquistou o segundo lugar na prova de 4 km do Rei e Rainha do Mar, disputada no Lago Paranoá, com tempo de 57min34s. A atleta também é campeã brasileira nos 10 km em águas abertas e vice-campeã nos 5 km.
Conquistas que foram possíveis graças ao programa do GDF Compete Brasília. No ano passado, Duda participou de toda a etapa de Águas Abertas com o benefício do programa e viajou para cidades como Palmas (TO), Fortaleza (CE), São Bernardo do Campo (SP), São Luís (MA), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS).
“Esses investimentos garantem que jovens talentos possam competir em alto nível, com as condições necessárias para evoluir em suas carreiras esportivas. Cada atleta que participa é prova viva de que o esporte é uma ferramenta de inclusão, cidadania e transformação social”
Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer
Agora, a jovem atleta também se prepara para os Jogos da Juventude Caixa Brasília 2025, onde vai competir nas provas de piscina de 1500m, 800m e 400m livre e em águas abertas, no Lago Paranoá, nos 5 km e no revezamento. “Vai ser minha primeira oportunidade participando na federação. É muito gratificante estar aqui. Este ano, a gente está com foco no campeonato brasileiro de piscina. Eu tive ótimos resultados no último. Então, a gente quer dar uma forçada para ver se eu consigo pegar algum pódio”, conta a nadadora.
Paixão que veio de casa
Duda cresceu em um ambiente cercado pelo esporte. Filha de triatletas e irmã de um atleta profissional de triathlon, que hoje mora na Espanha, ela se acostumou desde cedo com a rotina de treinos. “Eu sempre tive a prática de escolinha, mas ano passado eu entrei no alto rendimento. O Waldemyr me deu uma chance e eu entrei pra equipe”, lembra a nadadora.
Waldemyr Saldanha é o treinador de Duda. Há dois anos, ele veio de Curitiba para Brasília e logo percebeu o potencial da jovem nadadora. “Eu convidei ela para vir treinar no período da equipe principal, à tarde, e eu tenho certeza que foi um acerto. Ela é uma menina muito dedicada. O sucesso não está só no talento. Nesse curto período, ela tem mostrado que é uma menina com um futuro muito promissor”, afirma o treinador.
Para Waldemyr, o Distrito Federal sempre revela atletas de ponta no cenário nacional, tanto na natação em piscina quanto em águas abertas. “Quando eu vim para Brasília o que mais me motivou foi a qualidade dos atletas que tem aqui no Distrito Federal”, destaca o treinador.
O novo meio oficial de divulgação será eletrônico e deverá ser veiculado, gratuitamente, no site do TCDF
Nesta terça-feira (9), o Plenário da Câmara Legislativa autorizou a criação de um diário oficial próprio para a publicação dos atos administrativos e processuais do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). A iniciativa está prevista no projeto de lei complementar nº 62/2025, apresentado pela Corte de Contas e aprovado, em dois turnos e redação final, nesta tarde, pela Casa de Leis.
O novo meio oficial de divulgação será eletrônico e deverá ser veiculado, gratuitamente, no site do TCDF. As publicações no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal (DOE-TCDF) vão substituir a divulgação em outros meios oficiais para quaisquer efeitos legais, à exceção dos casos que, por lei, exigirem intimação ou vista pessoal.
De acordo com a proposta, as publicações atenderão aos requisitos de autenticidade, integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Além disso, os conteúdos serão assinados, digitalmente, com base em certificado emitido por autoridade certificadora credenciada.
O projeto prevê também que, excepcionalmente, na hipótese de problemas técnicos que impossibilitem a edição ou a publicação do Diário Oficial Eletrônico do Tribunal, ou, ainda, em casos de força maior, os atos processuais e administrativos de caráter urgente poderão ser publicados no Diário Oficial do Distrito Federal. Esses atos deverão, contudo, ser republicados posteriormente no DOE-TCDF.
Iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação oferece formação de programação, design e marketing para mais de 1,2 mil estudantes
A primeira edição do projeto Gamifica, que oferece cursos de desenvolvimento, design e marketing de jogos eletrônicos em escolas públicas do Distrito Federal, será concluída em outubro. A iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), em parceria com a Associação das Empresas Fomentadoras do Bem-Estar e o Instituto Bombeiros de Responsabilidade Social (Ibres), abriu 1.250 vagas distribuídas em cinco polos. Ao final, os estudantes receberão minicomputadores montados a partir de equipamentos TV Box doados pela Receita Federal, com acesso a todos os programas necessários para o aprendizado.
Com duração de sete meses, os cursos vão desde noções básicas de informática até a criação de personagens, cenários e estratégias de divulgação. A proposta é incentivar o empreendedorismo e preparar novos talentos para o mercado de jogos eletrônicos. “O Gamifica vai muito além da criação de jogos digitais. É uma porta de entrada para que nossos jovens se qualifiquem em áreas altamente demandadas pelo mercado de trabalho. Estamos preparando uma geração que não apenas joga, mas que cria, inova e encontra novas oportunidades a partir desta formação”, destaca o secretário da Secti-DF, Rafael Vitorino.
Com duração de sete meses, os cursos vão desde noções básicas de informática até a criação de personagens, cenários e estratégias de divulgação | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Segundo a diretora do projeto Gamifica, Silvani Nogueira, a proposta nasceu com o objetivo de “virar a chave” na vida dos estudantes. Muitos deles passam horas jogando, mas sem perceber que os games podem ir além do lazer e se tornar oportunidade de profissionalização. “Queremos mostrar que o jogo pode abrir um leque de possibilidades, porque trabalhamos com três eixos: design, marketing e desenvolvimento. Dentro dessas áreas, o aluno pode desenvolver jogos eletrônicos ou até aplicar o conhecimento em outras frentes. Temos casos de estudantes que já começaram a ganhar dinheiro, como na produção de conteúdo para redes sociais e venda de produtos com estratégias de marketing aprendidas no curso”, explica.
A diretora destaca ainda o caráter empreendedor da iniciativa. O curso, segundo ela, não se limita à formação técnica, mas incentiva os jovens a se enxergarem como profissionais em potencial em diferentes ramos. “O marketing, o design e o desenvolvimento permitem que o estudante siga vários caminhos. O nosso trabalho é justamente ampliar esse horizonte de possibilidades profissionais”, afirma.
Atualmente, o Gamifica funciona em cinco polos: no Centro de Ensino Médio 1 do Guará, no CED Incra 8 (Brazlândia), no CED 14 e no CED 16 (Ceilândia), além do Centro Educacional do Lago. A faixa etária dos participantes começa a partir dos 13 anos, geralmente estudantes do 9º ano em diante. O projeto passou por uma fase de pré-produção em janeiro de 2024, quando foram estruturadas as salas de aula, com bancadas, computadores, cadeiras e internet. As aulas começaram em fevereiro deste ano e seguem até outubro, com possibilidade de prorrogação.
Lucas Dias, 17 anos, viu no projeto uma chance de se preparar para o futuro profissional
Grande parte dos participantes é formada por estudantes em situação de vulnerabilidade social. Eles vêm de diferentes cidades do DF, como São Sebastião, Jardim Botânico e Itapoã, e também do Entorno, como Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental. A escola oferece transporte e alimentação, para facilitar a permanência dos jovens. Apesar da preferência para estudantes matriculados nas unidades de ensino, o curso também abre vagas para a comunidade em dias específicos.
Oportunidade
Segundo a vice-diretora do Centro Educacional do Lago, Géssica Fiama, receber o projeto Gamifica na escola representa a oportunidade de enxergar a tecnologia como aliada, e não como inimiga. Para ela, a iniciativa abre caminhos de profissionalização e oferece oportunidades que muitos estudantes dificilmente teriam acesso em outros espaços.
Ela conta que já percebe mudanças entre os alunos. “É um curso que também aborda o empreendedorismo, e alguns estudantes já começam a se interessar por esse tema. Recentemente, eles conseguiram produzir um jogo do zero, até chegar à versão final funcionando, e isso aumentou muito o interesse. Tanto que as turmas do Gamifica estão entre as primeiras a serem preenchidas”, destaca.
Segundo a vice-diretora do Centro Educacional do Lago, Géssica Fiama, receber o projeto Gamifica na escola representa a oportunidade de enxergar a tecnologia como aliada, e não como inimiga
Na escola, que funciona em tempo integral, os alunos têm pela manhã a formação geral básica e, à tarde, podem escolher entre diversas trilhas e atividades. O Gamifica e os jogos digitais fazem parte dessa etapa, mas a participação depende da inscrição voluntária dos estudantes, o que reforça o engajamento deles no projeto.
O estudante Marcos de Jesus, 16, conta que se inscreveu no curso por causa do interesse em tecnologia da informação. “Quero seguir na área de TI e o Gamifica já me ajuda a aprender conceitos de informática e a me interessar cada vez mais por computadores. A parte que mais gostei foi a programação, embora não me identifique muito com desenho”, comenta. Para ele, a oferta do curso dentro da escola é um diferencial: “Facilita bastante, porque muitas escolas não oferecem esse tipo de programa. Ter essa oportunidade aqui é algo novo e muito bom.”
O mesmo entusiasmo é compartilhado por Lucas Dias, 17, que viu no projeto uma chance de se preparar para o futuro profissional. “É uma grande oportunidade, porque eu queria um curso de programação e sei que vai me ajudar no mercado de trabalho”, afirma. Ele destaca a união da turma e a qualidade das aulas como pontos positivos. “O que eu achei mais desafiador foi a programação, mas é isso que me motiva. Ter acesso a esse tipo de curso, ainda mais de forma gratuita, é muito importante, principalmente para quem não teria condições de pagar”.