A intensificação da fiscalização do Detran contra condutores alcoolizados nos fins de semana é louvável e demonstra responsabilidade no cuidado com a vida de todos. As blitzes têm aplicado testes de bafômetro de forma constante e rigorosa, inibindo quem pensa em dirigir após consumir bebida alcoólica e aumentando a segurança no trânsito do Distrito Federal.
Além de punir infrações, a ação educativa nas abordagens contribui para a mudança de comportamento, conscientizando motoristas sobre os riscos reais de acidentes graves. Ver o Detran atuando com firmeza e seriedade mostra o comprometimento do governo local com a integridade dos cidadãos.
Que essa operação continue frequente e, se possível, ampliada — especialmente em festas populares e terminais de transporte — para que o DF se torne referência em trânsito seguro e preventivo.
Desde 2019, quando foi lançada pelo GDF, iniciativa já recuperou mais de 145 áreas por meio da colaboração comunitária e parceria com a iniciativa privada
Lançado em 2019 pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o programa Adote uma Praça já transformou mais de 145 espaços públicos. Só neste ano, foram recuperados 12 locais no Guará, Lago Sul, Gama, SIA e Taguatinga. O objetivo da Secretaria de Projetos Especiais (Sepe-DF), pasta responsável pelo programa, é ampliar o número de parcerias com empresas, associações e pessoas físicas.
O projeto promove ações urbanas comunitárias que visam desenvolver o senso de pertencimento e melhorar a qualidade de vida da população local. Além das praças, o programa contempla jardins, rotatórias, estacionamentos, canteiros de avenidas, pontos turísticos, monumentos, parques infantis e pontos de encontro comunitário (PECs).
Um dos exemplos mais recentes é a reforma da Praça Renato Russo, na QI 11 do Lago Sul. Antes da ação, o local era motivo de preocupação por parte da comunidade, devido ao abandono.
Entretanto, há quatro meses, o empresário do ramo da construção civil Fábio Fernandes Oliveira decidiu aderir ao programa e reformou a praça localizada em uma movimentada área comercial do bairro. “Tenho uma construtora que atua muito aqui na região do Lago Sul e acabo frequentando bastante esse local por também ser morador do bairro. Fizemos por genuína retribuição mesmo”, conta. “Entregamos, fizemos com muito carinho, mas agora é a sociedade que precisa cuidar”, acrescenta.
O empresário Fábio Fernandes Oliveira aderiu ao programa e “adotou” a praça Renato Russo. “Agora é a sociedade que precisa cuidar”, pondera
Após a parceria, o local recebeu reassentamento do revestimento de piso (com pedra portuguesa), criação de novo nível de bancos, manutenção dos bancos existentes, adequação de rampa, recuperação da iluminação e do relógio já presentes, instalação de irrigação automática, paisagismo completo, entre outras melhorias. Toda a reforma respeitou o projeto urbanístico original. “É um jeito de retribuir, né? O bairro nos acolheu muito bem. Temos grandes obras, inclusive nesta quadra, e entendi que essa é uma forma de agradecer”, conclui o empresário.
Ocupar para preservar
O secretário de Projetos Especiais, Marcos Teixeira, conta que, ao assumir a pasta em janeiro deste ano, percebeu que o projeto precisava se tornar ainda mais conhecido. “Estamos realizando um trabalho para dar mais visibilidade ao programa, para que as pessoas entendam melhor a proposta. E tem funcionado. As pessoas têm nos procurado para propor reformas e projetos grandes”, comemora. “A intenção é que as pessoas voltem a usar os equipamentos públicos. O princípio de adotar uma praça é fazer com que a população volte a ocupar os espaços públicos, promovendo sua preservação — seja uma quadra ou um local para caminhadas. Assim, moradores e empresários podem desenvolver projetos próximos às suas residências ou empresas, garantindo o uso adequado do local”, explica.
O secretário de Projetos Especiais, Marcos Teixeira, ressalta que há um ganho indireto para os empresários que investirem no programa
O secretário destaca ainda que existe uma contrapartida indireta para os empresários que aderem ao programa. “Há um ganho indireto, seja na movimentação das pessoas, seja na segurança, na qualidade de vida ou na utilização do espaço. Apenas ao deixar um ambiente mais limpo e agradável, as pessoas se sentem mais tranquilas para circular na área, o que fomenta os negócios locais”, afirma Marcos Teixeira.
A empresária Meire Reis, proprietária de um salão de beleza em frente à praça, concorda. Segundo ela, antes da reforma, o local enfrentava problemas urbanísticos e atraía usuários de drogas. “Isso intimidava e afastava nossas clientes. Já presenciamos até brigas entre usuários de drogas aqui em frente”, relembra.
Meire Ramos ficou satisfeita com o resultado da obra: conforto, beleza e segurança
Meire se diz satisfeita com a readequação da área. “Não sou só eu que estou satisfeita. Minhas colaboradoras e clientes também estão. Essa praça floresceu após a reforma”, comemora. “Acho que todos nós devemos cuidar deste espaço. É um bem para todos, não apenas para os comerciantes, mas para todos os moradores”, conclui.
A bancária Juliana Lima, moradora da região e frequentadora do comércio local, elogiou a iniciativa. “Achei linda, ficou muito ‘clean’. Esses grafites que retratam Renato Russo [compositor e cantor brasiliense] deram leveza ao espaço, que ficou bem mais aprazível. Essa obra, combinada com a paisagem do lago à frente, ficou excepcional. Se houver eventos aqui, virei com certeza”, afirma. “Acho que a iniciativa do empresário que ‘adotou a praça’ demonstra cuidado. Um olhar de atenção para nossa cidade, e isso faz toda a diferença para a população. Precisamos disso: cuidado”, conclui.
Como adotar um espaço público
As pessoas interessadas em participar do projeto Adote uma Praça e contribuir para o bem-estar de suas comunidades devem procurar a administração regional responsável pelo logradouro público e pelo mobiliário urbano, e apresentar requerimento contendo as seguintes informações:
– Proposta de manutenção e dos serviços a serem realizados;
– Descrição das melhorias urbanas, paisagísticas e ambientais, devidamente instruída com croqui e projeto básico para análise e avaliação;
– Período de vigência da cooperação.
Para pessoas físicas, o requerimento deve conter:
– Cópia do documento de identidade;
– Cópia da inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
– Cópia do comprovante de residência.
Para pessoas jurídicas, o requerimento deve conter:
– Cópia do registro comercial, da certidão simplificada expedida pela Junta Comercial, do ato constitutivo e de suas alterações subsequentes, ou do decreto de autorização para funcionamento, conforme o caso;
– Cópia da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
Equipe do IgesDF compartilhou experiências em saúde mental no 25º Congresso da ISMA-BR, realizado em junho, em Porto Alegre
Em junho, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUQVT) representou o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) no 25º Congresso de Stress da International Stress Management Association (ISMA-BR), realizado em Porto Alegre (RS). O evento é considerado o maior do país voltado à promoção da saúde mental e do bem-estar no ambiente profissional.
Com o tema “Viver melhor: trabalho, stress e saúde”, o congresso reuniu especialistas, empresas e representantes do setor público para debater práticas e políticas voltadas ao equilíbrio emocional no ambiente de trabalho. Durante o evento, o IgesDF apresentou duas iniciativas de destaque implementadas em suas unidades, relacionadas à saúde mental dos profissionais da linha de frente.
Um dos trabalhos foi o painel “Intervenção Psicológica no Pronto-Socorro: impactos na saúde mental e qualidade de vida dos profissionais de enfermagem”, que abordou o desgaste emocional enfrentado pelas equipes de urgência e emergência, e os resultados positivos do suporte psicológico institucional oferecido pelo Instituto.
Já a apresentação oral “Atenção multidisciplinar à saúde dos colaboradores do IgesDF” evidenciou a atuação integrada do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho ao longo de 2024. O estudo mostrou como ações de acolhimento e promoção da saúde têm contribuído para transformar o ambiente hospitalar e melhorar o bem-estar das equipes.
“A participação no congresso foi uma oportunidade incrível para mostrar o que estamos construindo dentro do IgesDF, mas, principalmente, para aprender com outras instituições e trazer novas inspirações que podemos aplicar à nossa realidade”, destacou Paula Paiva, chefe do NUQVT.
Além do congresso principal, o evento contou com fóruns e encontros paralelos, como o 27º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, o 17º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e o 17º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público.
Segundo Paula, os trabalhos apresentados no congresso mostram que, mesmo entre grandes instituições e empresas renomadas, poucas desenvolvem ações com a mesma abrangência e consistência das implantadas pelo IgesDF. “O conjunto de serviços oferecidos hoje pelo NUQVT e pelo Projeto Acolher é algo que não vimos ser replicado com a mesma qualidade em outros lugares, nem mesmo em grandes empresas”, acrescenta a chefe do NUQVT.
Redução de mais de 97% em relação ao ano passado reflete ações integradas do GDF e maior conscientização da população; vacinação, mutirões de limpeza e combate ao mosquito continuam
O Distrito Federal tem registrado uma redução expressiva nos casos prováveis de dengue em comparação ao ano passado. A queda é resultado de fatores multifatoriais, como questões ambientais, vulnerabilidades e hábitos da população, além de uma resposta estruturada da Secretaria de Saúde (SES-DF). Essa resposta envolve o trabalho articulado com outras áreas do Governo do Distrito Federal (GDF), com mobilização e mutirões de limpeza que continuam ocorrendo nas regiões administrativas, além do engajamento da população na eliminação dos focos.
O subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos, ressalta a importância dessa participação popular no combate ao mosquito Aedes aegypti, com a adoção de medidas simples no dia a dia. Ele reforçou a orientação de que cada morador dedique ao menos dez minutos por semana a vistoriar a casa e o quintal, para eliminar possíveis criadouros. “A presença do mosquito começa realmente em casa”, adverte. “São cuidados simples e que até uma criança pode ajudar a adotar. Isso faz diferença para o coletivo e para o trabalho da Secretaria de Saúde”.
Medidas precisas
Entre as medidas, ele citou a limpeza de calhas — que podem acumular folhas mesmo no período seco –, o fechamento adequado de caixas-d’água e tonéis, o armazenamento de pneus em locais cobertos e o esvaziamento de vasos de plantas, com a recomendação de lavar os pratinhos com bucha para remover os ovos do mosquito, que são depositados nas paredes do recipiente. Ele lembrou ainda que qualquer objeto que possa acumular água deve ser eliminado ou mantido limpo, já que o mosquito costuma se reproduzir próximo das residências, onde normalmente se inicia a transmissão.
Até 22 de junho, foram notificados 14.543 casos suspeitos, sendo 7.745 prováveis, conforme o Boletim Epidemiológico nº 22. O número representa uma redução de 97,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando o DF somava 268.255 de casos prováveis da doença.
A força-tarefa no combate ao Aedes Aegypti envolve as administrações regionais, Corpo de Bombeiros, DF Legal, Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Secretaria de Educação (SEEDF) e outras instituições. “As ações incluem mutirões, uso de carregadeiras para remoção de entulho, fiscalização de descartes irregulares e o incentivo ao uso dos canais de ouvidoria, como o 160 e o site da Ouvidoria DF, para denúncias de focos do mosquito”, explica Fabiano dos Anjos.
Reforço da educação
Além das ações de limpeza e fiscalização, o subsecretário destaca o trabalho integrado com a educação, por meio de mobilização social, que promove atividades educativas voltadas ao público infantil e adolescente nas escolas, e da campanha de vacinação contra a dengue. Atualmente, o público-alvo da vacinação são adolescentes de 10 a 14 anos, e o maior desafio, segundo ele, é garantir que esses jovens retornem para tomar a segunda dose. Apenas cerca de 30% dos que receberam a primeira dose retornaram para a segunda, essencial para garantir a proteção completa.
A vacina da dengue conta com duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas. No Distrito Federal, 231.794 doses foram aplicadas na população-alvo, desde o início da vacinação até março deste ano, segundo a SES-DF. A meta é vacinar 90% desse público. Pais ou responsáveis devem comparecer à unidade básica de saúde mais próxima de casa com documento de identificação e a caderneta de vacinação.
Se a criança ou adolescente teve dengue, é preciso aguardar seis meses para iniciar a vacinação. Caso a infecção ocorra após a primeira dose, a segunda deve ser aplicada na data prevista, desde que tenham se passado pelo menos 30 dias da doença. A vacina não é recomendada para pessoas com imunodeficiência (congênita ou adquirida), em tratamento imunossupressor, com HIV sintomático, com função imunológica comprometida, com alergia às substâncias da bula, gestantes ou lactantes.
Sintomas
Os principais sintomas da dengue são febre alta (acima de 38°C), dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Diante de qualquer sinal de febre, é importante procurar uma unidade de saúde, principalmente se a pessoa estiver em locais com alto número de casos da doença.
Quando a doença se apresenta com sinais de alarme, os sintomas apresentados são dores fortes na barriga, vômitos persistentes, tonturas, cansaço e sangramentos no nariz, boca ou fezes. Já a dengue grave se caracteriza por extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e até à morte.
Mulheres grávidas, crianças e idosos têm mais chances de desenvolver complicações. Os riscos aumentam quando o indivíduo tem alguma doença crônica, como asma brônquica, diabetes mellitus, anemia falciforme ou hipertensão, além de infecções prévias por outros sorotipos.
Tratamento
Como não há medicamento próprio para o combate ao vírus, o principal tratamento da dengue é a hidratação correta, calculada de acordo com o peso. Para aliviar os sintomas, é necessário a prescrição de anti-inflamatórios, além de repouso, tudo com o devido acompanhamento.
A pessoa com suspeita de dengue não deve se automedicar, pois há medicamentos que podem piorar o quadro, como os salicilatos. Os anti-inflamatórios não hormonais, como ibuprofeno, cetoprofeno, nimesulida, diclofenaco e as drogas com potencial hemorrágico também não devem ser utilizados.
Na maioria dos casos leves, a dengue tem cura espontânea após dez dias. Para casos graves em que as pessoas apresentem sinais de alarme, é recomendado buscar atendimento em unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais regionais.
Oportunidades incluem diferentes níveis de escolaridade e oferecem salários de até R$ 3,5 mil, com benefícios
Nesta segunda-feira (7), as Agências do Trabalhador do Distrito Federal disponibilizam 640 vagas de emprego para quem busca uma colocação no mercado de trabalho. Os salários variam entre R$ 1.518 e R$ 3,5 mil, com oportunidades que exigem diferentes níveis de escolaridade e experiência, além de 18 vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PcD) e 38 para Jovem Aprendiz na vaga de auxiliar administrativo.
Entre as opções que não exigem escolaridade ou experiência comprovada, destacam-se cargos como ajudante de carga e descarga, auxiliar de costura e cozinheiro de restaurante. Os salários chegam ao valor de até R$ 2,5 mil, além de benefícios.
Já as vagas que demandam experiência comprovada incluem funções como técnico em manutenção de equipamentos de informática, churrasqueiro, auxiliar de limpeza, atendente balconista e vendedor pracista. Neste último caso, é exigido ensino médio completo e a remuneração é de R$ 3,5 mil, além de benefícios.
Como participar
Para se candidatar, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou comparecer a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, em dias úteis. Mesmo que as vagas disponíveis no dia não interessem ao candidato, o cadastro permanece no sistema, aumentando as chances de futuras seleções, já que os perfis dos candidatos são cruzados com as demandas das empresas.
As vagas também podem ser consultadas no site Emprega Brasil ou no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
Empregadores interessados em divulgar vagas ou realizar processos seletivos nas agências podem se cadastrar pessoalmente nas unidades, pelo aplicativo Sine Fácil, pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br ou pelo Canal do Empregador disponível no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
Operação conjunta aplicou multa de R$ 5 mil e determinou recuperação ambiental em Vicente Pires
Brasília, 6 de julho de 2025 – Uma retroescavadeira utilizada para desmatamento ilegal em uma Área de Proteção Ambiental (APA), localizada nos fundos da Chácara 56, na Colônia Agrícola Vicente Pires, foi apreendida neste sábado (5) durante uma operação do Governo do Distrito Federal (GDF). A ação ocorreu nas proximidades da EPTG e teve a participação da Secretaria DF Legal, do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental.
A operação flagrou a máquina realizando movimentação de terra em área protegida, configurando crime ambiental. Como resultado, além da apreensão do equipamento, o Ibram aplicou um auto de infração no valor de R$ 5 mil à associação de moradores do condomínio responsável pela área.
De acordo com o órgão ambiental, a vegetação nativa foi destruída, o que exige agora ações de reparação. Por isso, o condomínio foi notificado a recuperar toda a área degradada no prazo de 120 dias.
A Secretaria DF Legal informou que, com o fim da ação de pronto emprego, irá oficiar a Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para que investiguem o caso e apurem responsabilidades.
O desmatamento em áreas protegidas é considerado infração ambiental grave e, além das sanções administrativas, pode resultar em responsabilização penal e cível, conforme a legislação ambiental em vigor.
Com cursos gratuitos e presença de PCDs, iniciativa do DF promove inclusão e sensibilidade no setor cultural
Brasília, 6 de julho de 2025 – A Jornada da Acessibilidade, projeto apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e executado com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), ultrapassou os limites do Distrito Federal e alcançou 13 estados brasileiros com cursos gratuitos voltados à inclusão de pessoas com deficiência (PCDs) na cultura.
A iniciativa ofereceu formações online e presenciais nas áreas de Acessibilidade Cultural, Audiodescrição e Braille, com foco não apenas em recursos técnicos, mas também no fortalecimento de uma abordagem afetiva e sensível ao tema. “Queríamos promover uma mudança de percepção. A acessibilidade não deve ser vista apenas como obrigação, mas como possibilidade de ampliação da experiência sensorial para todos”, afirmou a diretora do projeto, Cássia Lemes.
Durante o primeiro semestre, a Jornada registrou 359 inscrições, com 140 alunos matriculados. Os cursos contaram com a participação direta de PCDs como consultores e palestrantes, reforçando a representatividade e o protagonismo dessas vozes nas discussões.
Ao longo do primeiro semestre foram ofertadas formações em três cursos, sendo dois online e um presencial: Acessibilidade Cultural, Audiodescrição e Braille
Entre os participantes, 76% eram mulheres e 32% se autodeclararam pessoas com deficiência. As formações reuniram agentes culturais de estados como Amapá, Bahia, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Pará, evidenciando o alcance nacional do projeto.
“Ficamos muito felizes com os resultados. Conseguimos mostrar como Brasília está na vanguarda quando se trata de acessibilidade cultural. Queremos agora dar continuidade e buscar novos recursos para ampliar ainda mais o projeto”, destacou Cássia.
A Jornada da Acessibilidade nasceu da própria experiência da diretora, que enfrentou desafios ao buscar formação na área. “Tive que aprender muita coisa sozinha, conversando com pessoas com deficiência e pesquisando. Percebi a ausência de espaços formativos e decidi criar esse projeto para encurtar o caminho de outros agentes culturais e promover uma abordagem mais humana e sensível”, explicou.
Equipamento público teve o gramado e o alambrado recuperados, bem como um sistema de captação de águas pluviais ampliado, construção de nova calçadas e pintura da estrutura
O campo sintético da QR 409, em Santa Maria, foi oficialmente reinaugurado, neste sábado (5), em solenidade com a presença da governadora em exercício Celina Leão. O espaço público dedicado ao esporte passou por uma reforma completa promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Foram investidos R$ 2,2 milhões provenientes de emenda parlamentar da deputada distrital Jaqueline Silva. Os serviços foram executados por empresa contratada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).
“Esse campo é histórico. Ele tem um valor sentimental e emocional para a cidade. Só na nossa gestão ele já passou por duas reformas. Essa é mais uma entrega do Governo do Distrito Federal”, afirmou Celina Leão. “Sabemos que o esporte salva vidas e nosso governo tem esse olhar. Nós já reformamos mais de 80 campos sintéticos. Temos certeza que isso traz saúde, alegria e disciplina para nossas crianças”.
A reforma contou com a substituição do gramado por grama sintética de alto desempenho, com 50 mm de altura e preenchimento de borracha e pó granulado de pinho, que ajuda a reduzir o aquecimento da superfície. Também foram instalados 1.980 m² de novo alambrado e feitas a pintura da estrutura e a recuperação das arquibancadas e vestiários, além da ampliação do sistema de captação de águas pluviais. Foram construídas ainda calçadas acessíveis, somando 518,75 m² de área. Ao todo, a intervenção contemplou uma área de 6.144 m².
“Entregar campos sintéticos como esse, bem como quadras poliesportivas, PECs ou parquinhos é mais que fomentar o esporte. Trata-se de uma ação para aumentar a sensação de segurança da população e o sentimento de pertencimento do cidadão, melhorar a qualidade de vida e a infraestrutura da região. É um trabalho que vai além do que a gente enxerga”, definiu o presidente da Novacap, Fernando Leite.
Incentivo ao esporte
Com mais de duas décadas de história, o local é conhecido como Arena Heraldo Cabral, uma homenagem a um falecido morador reconhecido pelas contribuições e incentivo à prática esportiva na cidade. O espaço é considerado o principal campo de futebol de Santa Maria pela sua dimensão, capaz de atender tanto equipes de base quanto times amadores. A população tem acesso livre ao local. Jogos e treinamentos seguem conforme cronograma da administração regional.
Arthur Pereira, 9 anos: “[O campo] É bom para gente poder treinar e fazer uma variedade de coisas aqui, como jogar e se divertir”
“É uma comunidade que precisa. Temos diversas escolinhas que funcionam que são atendidas através de projetos sociais e não adianta se não tivermos os equipamentos [públicos]. Não tenho dúvida que essas escolinhas serão cada vez mais potencializadas. A gente constrói, reforma e faz a manutenção para que esses espaços sejam democráticos e de formação de atletas”, destacou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.
O administrador regional de Santa Maria, Josiel França, reforçou que a Arena Heraldo Cabral é um ponto de encontro da comunidade da região. “Ele é um campo muito utilizado por todas as áreas sociais, culturais e esportivas. Ele é muito importante para a cidade, por isso a gente fez essa reforma com muito carinho e amor. Tentamos implantar o que é mais moderno em questão de campo sintético para ter uma estrutura boa para a comunidade”, definiu.
“A gente constrói, reforma e faz a manutenção para que esses espaços sejam democráticos e de formação de atletas”, destacou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira
Marcos Rodrigues é fundador da Escolinha de Futebol Alvinegro, que atua no espaço desde junho de 2005. “Um campo desse traz muitos benefícios não só para as crianças, mas para toda a comunidade”, pontuou. “Então a reforma desse campo é tudo que a população de Santa Maria esperava, porque isso aqui vai trazer muita alegria para todos. Tenho certeza que teremos muitas festas e muitos corações felizes de serem campeões”, comentou.
Davi Lima de 13 anos é um dos alunos do Alvinegro. Fã de Neymar, ele sonha em ser atacante do Flamengo um dia e os passos para conduzi-lo a esse desejo estão sendo dados no campo sintético da QR 409. Ele acredita que a melhoria do espaço pode ajudá-lo a ser um jogador ainda melhor. “Antes até dava para jogar, mas a grama não tava tão boa, agora tá bom demais. A reforma ficou muito boa. Acredito que vai nos ajudar a jogar bolar, nos destacar e, quem sabe, ir para fora”, disse.
Marcos Rodrigues, fundador da Escolinha de Futebol Alvinegro, que atua no espaço desde junho de 2005. “Um campo desse traz muitos benefícios não só para as crianças, mas para toda a comunidade”
Quem também comemorou a reforma foi o atleta mirim da Escolinha de Futebol Lyon Arthur Pereira, 9 anos. “É bom para gente poder treinar e fazer uma variedade de coisas aqui, como jogar e se divertir. Aqui tem também muitos jogos, então estava precisando, principalmente porque tinha muito buraco ali na área. Agora está muito melhor”, elogiou.
Já o professor da Escola de Futebol Lyon Carlos Nunes destacou o papel dos campos sintéticos no futuro dos jovens. O projeto social atende em média 130 alunos por ano desde a criação há 14 anos. “Começa que, para a comunidade, é uma bênção porque tira as crianças das ruas. Temos agora um campo adequado para praticar esporte da melhor maneira. Antigamente, estava cheio de buracos. Agora não, está todo reformado e eles conseguem mostrar melhor o talento deles”, comentou.
População marcou presença na quarta reunião preparatória da 6ª Conferência Distrital das Cidades
Mais de 850 pessoas discutiram sobre políticas urbanas neste sábado (5), durante a quarta reunião preparatória da 6ª Conferência Distrital das Cidades (CDC). O evento foi organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), no auditório da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnb), no Plano Piloto.
O objetivo foi promover um debate amplo e democrático entre a sociedade e o poder público, para construir propostas sustentáveis que solucionem diversos problemas urbanos do Distrito Federal, sendo o tema da habitação o que registrou maior participação popular. O encontro abrangeu as regiões do Plano Piloto, Candangolândia, Cruzeiro, Sudoeste/Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Park Way, Varjão, Paranoá, São Sebastião, Jardim Botânico e Itapoã.
Compareceram representantes de vários segmentos da sociedade civil, como movimentos populares, organizações não governamentais, trabalhadores, empresários e entidades acadêmicas. A reunião contou com painéis, grupos de discussão, plenárias e transmissão ao vivo pelo canal no YouTube Conexão Seduh.
Nesta etapa, a população elegeu os delegados responsáveis por aprovar as propostas locais a serem encaminhadas à 6ª CDC, que será realizada nos dias 29, 30 e 31 de agosto, em local ainda a ser definido e com a participação aberta a toda a população.
“Estamos promovendo esses encontros para debater os rumos da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano”, resumiu a coordenadora executiva da Comissão Organizadora da 6ª CDC e secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Tereza Lodder. “As propostas resultantes dos debates tem por objetivo a construção de cidades mais inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, destacou.
Na avaliação do representante do Ministério das Cidades e coordenador do Observatório das Metrópoles em Brasília, Thiago Trindade, a participação da população na reunião é fundamental para melhorar a eficiência da gestão pública. “Não é possível fazer um bom planejamento urbano sem ouvir o que a sociedade tem a dizer”, afirmou Trindade. “O que será falado aqui se tornará política pública, o que mostra a importância desse evento”, ressaltou.
“Que o Distrito Federal consiga levar para o âmbito nacional propostas de relevância, que sejam executáveis e guiadas, para melhoria da habitação e do desenvolvimento urbano no país. Essa é uma etapa importante de construção democrática dessas propostas”, declarou a reitora da UnB, Rozana Naves.
Dinâmica
Durante a reunião, a população foi dividida em salas para discutir cinco grupos temáticos: habitação; mobilidade e infraestrutura; gestão democrática; meio ambiente e clima; trabalho e renda. Como a maioria dos participantes optou por debater o tema da habitação, foi necessário abrir mais salas para atender a demanda.
Após os debates, os participantes elegeram 104 delegados para irem à 6ª CDC, que aprovaram 13 propostas. Entre elas, reduzir a dependência do automóvel e expandir ciclovias, ciclofaixas e calçadas seguras, com acessibilidade universal; garantir investimentos em tecnologias e infraestrutura para melhorar o clima e a drenagem urbana; e garantir moradia adequada a famílias vulneráveis, por meio da destinação de imóveis vazios, construção popular e financiamento acessível.
As propostas aprovadas serão encaminhadas à 6ª CDC e, posteriormente, à 6ª Conferência Nacional das Cidades, organizada pelo Ministério das Cidades e prevista para outubro.
Sobradinho
A reunião preparatória que será realizada em Sobradinho, no próximo sábado (12), tem como finalidade eleger delegados e aprovar propostas apresentadas anteriormente em Planaltina.
O encontro será retomado a partir do momento em que foi interrompido na reunião anterior, no dia 14 de junho. Na ocasião, o evento precisou ser suspenso durante a eleição dos delegados, devido à falta de consenso entre os participantes. Vale lembrar que só poderão participar novamente quem já se credenciou em Planaltina, portanto, não serão abertas novas inscrições.
Confira as informações sobre a próxima reunião preparatória:
12/7
Local: Ginásio de Esportes de Sobradinho
Endereço: Quadra 2, Área Especial 3
Regiões de abrangência: Planaltina, Sobradinho, Sobradinho II, Fercal e Arapoanga
A aprovação popular às blitzes educativas contra incêndios promovidas pelo Governo do Distrito Federal demonstra como orientações simples, porém eficazes, fazem a diferença na prevenção de tragédias. Ao alertar sobre cuidados com faíscas, descarte de lixeiras irregulares e manejo seguro de áreas verdes, a iniciativa fortalece a cultura de segurança ambiental e comunitária.
As equipes presentes em ruas, parques e áreas rurais têm conscientizado moradores e frequentadores sobre riscos e procedimentos preventivos. Essa presença visível e o diálogo direto facilitam o entendimento e adesão às recomendações, reduzindo chances de acidentes e preservando vidas — além do patrimônio natural do DF.
Que as blitzes continuem com regularidade e sejam expandidas para regiões mais vulneráveis, garantindo que todos participem ativamente na construção de um ambiente mais seguro e consciente.