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Janja reage a perguntas de jornalistas com termo ‘vira-latas’

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Primeira-dama nega que expressão foi direcionada à imprensa, mas a bolsonaristas, após questionamentos sobre tarifas dos EUA

Da Redação

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, gerou controvérsia ao usar a expressão “cadê meus vira-latas” durante um evento no Palácio do Itamaraty, em Brasília, nesta quarta-feira (9). O comentário ocorreu enquanto jornalistas questionavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas tarifas a produtos brasileiros.

Lula optou por não responder, e Janja interveio com a frase, que foi interpretada por alguns como referência aos jornalistas presentes.

A assessoria da primeira-dama emitiu nota esclarecendo que o termo não se dirigia à imprensa, mas a “bolsonaristas que estão traindo os interesses e a soberania do Brasil”.

O episódio aconteceu após um almoço com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, no Itamaraty. Trump havia declarado que o Brasil “não tem sido bom” para os EUA e anunciou que divulgará detalhes sobre as tarifas em breve, o que motivou as perguntas dos jornalistas.

A fala de Janja repercutiu nas redes sociais, com críticas de opositores, incluindo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que acusou a primeira-dama de desrespeitar a imprensa. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, reforçou que o comentário visava bolsonaristas, não jornalistas. A situação ocorre em meio a tensões sobre a regulação de redes sociais, tema que Janja já abordou em eventos anteriores, gerando debates sobre liberdade de expressão.

 

Novas linhas e aumento de viagens para o Gama e Santa Maria

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Mais opções de horários e veículos articulados vão reforçar o BRT a partir de segunda-feira (14)

Os moradores do Gama e de Santa Maria terão reforço no transporte público coletivo, a partir desta segunda-feira (14). A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) criou duas novas linhas (2213 e 2311), que juntas farão 16 viagens passando pelas regiões do ParkShopping, CasaPark, Novacap e áreas adjacentes, indo até a estação Park Way do BRT. As viagens dessas novas linhas serão no pico da tarde e início da noite, no período das 14h20 às 19h20.

A Semob determinou também o reforço de viagens em 11 linhas de ligação do Gama e de Santa Maria com o Plano Piloto e outras regiões. Além de mais opções de horários, algumas linhas passam a operar com veículos articulados, aumentando a capacidade de transporte para as duas cidades. Ao todo, serão 34 novas viagens com alocação de mais dez veículos articulados.

“A Semob faz o monitoramento constante das linhas, analisando a relação entre a demanda e a oferta de transporte coletivo, para ver onde há necessidade de intervenção, seja com novas linhas, troca de tecnologia dos ônibus ou aumento de viagens. O objetivo é atender a população com as melhorias necessárias para os seus deslocamentos”, afirmou o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves.

Confira as alterações de cada linha

Linhas novas
2213 – Estação Park Way / SGCV (Parkshopping / Novacap)
Horários (saindo da Estação Park Way): 14h20, 14h40, 15h, 15h20, 15h40, 16h, 16h20, 16h40, 17h, 17h20, 17h40, 18h, 18h20 e 18h40.

2311 – Estação Park Way / SGCV (ParkShopping / Novacap) / Terminal de Integração de Santa Maria
Horários (saindo da Estação Park Way): 19h e 19h20.

Tarifa: R$ 5,50. Empresa Pioneira.

Linhas de Santa Maria
2302 – Terminal de Interação de Santa Maria / Rodoviária do Plano Piloto (paradora)
Troca de três veículos padrons por três veículos articulados.
Não haverá alteração de horários.

2303 – Terminal de Integração de Santa Maria / W3 Sul
Troca de três veículos padrons por três veículos articulados.
Não haverá alteração de horários.

2304 – Estação BRT de Santa Maria/ Núcleo Bandeirante / Guará II – I
Criação de uma viagem de segunda a sexta-feira, no sentido Santa Maria para o Núcleo Bandeirante e Guará.
Horários (saindo do Terminal de Santa Maria): 5h40, 6h, 6h20, 6h40, 7h20 e 7h45.
Horários (saindo do Terminal do Guará I): 16h40, 17h05, 17h25 e 17h50.

2306 – Terminal de Integração de Santa Maria / W3 Norte (semi-expressa)
Criação de quatro viagens de segunda a sexta-feira, sendo duas no pico da manhã no sentido Santa Maria – W 3 Norte, e duas no sentido contrário, no pico da tarde.

2307 – Terminal de Integração de Santa Maria / Setor de Indústrias Gráficas (SIG)
Criação de quatro viagens de segunda a sexta-feira, sendo duas no pico da manhã no sentido Santa Maria – SIG, e duas no sentido contrário, no pico da tarde.

2310 – Terminal de Integração de Santa Maria / SIA – SAAN
Criação de três viagens de segunda a sexta-feira, sendo duas no pico da manhã no sentido Santa Maria – SIA – SAAN, e uma no sentido contrário, no pico da tarde.
Horários (saindo do Terminal de Santa Maria): 5h05, 5h35, 5h47, 6h, 6h12, 6h22, 6h30, 6h37, 6h48, 7h04, 7h20, 7h36 e 8h.
Horários (saindo do SAAN – QD 1): 6h20, 6h50, 16h20, 17h, 17h10, 17h20, 17h30, 17h40, 17h50, 18h, 18h10 e 18h20.

Linhas do Gama
2202 – Terminal de Integração do Gama / Rodoviária do Plano Piloto (paradora)
Troca de um veículo padron por um veículo articulado.
Não haverá alteração de horários.

2205 – Terminal de Integração do Gama / W3 Sul
Troca de três veículos padrons por três veículos articulados.
Não haverá alteração de horários.

2206 – Terminal de Integração do Gama / W3 Norte (semi-expressa)
Criação de duas viagens de segunda a sexta-feira, sendo uma no pico da manhã no sentido Gama – W 3 Norte, e uma no sentido contrário, no pico da tarde.
Os horários estarão disponíveis para consulta no DF no Ponto a partir de segunda-feira (14).

2208 – Terminal de Integração do Gama / Setor de Indústrias Gráficas (SIG)
Criação de duas viagens de segunda a sexta-feira, sendo uma no pico da manhã no sentido Gama – SIG, e uma no sentido contrário, no pico da tarde.
Os horários estarão disponíveis para consulta no DF no Ponto a partir de segunda-feira (14).

2210 – Terminal de Integração do Gama / SIA – SMU – SAAN
Criação de duas viagens de segunda a sexta-feira, sendo uma no pico da manhã no sentido Gama – SIA – SMU – SAAN, e uma no sentido contrário, no pico da tarde.
Horários (saindo do Terminal do Gama): 5h50, 6h10, 6h30, 6h42, 6h55 e 7h10.
Horários (saindo do SAAN – QD 1): 16h50, 17h20, 17h35, 17h50, 18h05 e 18h20.

Goiânia registra queda preocupante no índice de leitura e apresenta o pior desempenho entre as capitais brasileiras

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Com apenas 40% da população considerada leitora, capital goiana ocupa a última posição no ranking nacional; especialistas apontam urgência de políticas públicas estruturantes

 Goiânia tem hoje o pior índice de leitura do Brasil entre todas as capitais. De acordo com a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em novembro de 2024, apenas 40% dos moradores da capital com mais de cinco anos afirmam ter lido ao menos parte de um livro nos três meses anteriores à pesquisa. Embora o estado de Goiás registre 52% da população leitora — um número próximo da média nacional (47%) —, o destaque negativo recai sobre a capital, que ocupa a lanterna do ranking nacional.

O levantamento foi realizado entre abril e julho de 2024, com base em entrevistas em 208 municípios brasileiros, incluindo cidades de médio e grande porte em Goiás. A pesquisa considera leitor quem leu, por inteiro ou em parte, um livro — impresso ou digital — no período de três meses anteriores à entrevista.

A retração no hábito de leitura é um fenômeno nacional, mas ganha contornos específicos no Centro-Oeste. Em Goiás, o acesso à educação básica avançou nas últimas décadas, mas não foi acompanhado de ações estruturadas para formação de leitores. O que se observa, segundo especialistas, é uma desconexão entre escolarização formal e incentivo à leitura enquanto prática cultural cotidiana.

Para o professor e linguista Carlos André Pereira Nunes, o cenário goiano expõe a negligência com a leitura como direito social. “É sintomático que uma capital como Goiânia, com tanto potencial acadêmico e cultural, esteja no fim da lista. O problema não é só estrutural — é também simbólico. O livro deixou de ser visto como ferramenta de mobilidade, de cidadania, de pensamento crítico. E isso cobra um preço alto.”

Em Goiânia, cidade com centros universitários de referência e uma cena literária vibrante, o dado de 40% surpreende e preocupa. A capital, que abriga editoras, festivais e iniciativas independentes de promoção da leitura, sofre com a falta de bibliotecas públicas acessíveis e de políticas permanentes de incentivo ao livro nas escolas e comunidades.

Carlos André, que é cofundador e diretor do Instituto Carlos André, a maior instituição de ensino especializada em português e redação para vestibulares e concursos públicos da região Centro‑Oeste, e consultoria em comunicação de alta performance para empresas, com mais de 30 mil alunos aprovados e mais de 40 empresas atendidas no Estado de Goiás, ressalta que a crise leitora afeta diretamente a qualidade da democracia. “Sem leitura, o cidadão perde a capacidade de interpretar, questionar, imaginar alternativas. Em um Estado como Goiás, onde a política e o discurso público têm ganhado complexidade, é fundamental que a população esteja equipada para compreender, avaliar e escolher com consciência.”

A pesquisa também mostra que a leitura na escola perdeu força. Apenas 19% dos entrevistados afirmaram ter sido motivados a ler no ambiente escolar. Em contrapartida, 85% dizem ler em casa, de forma autônoma. Essa fragilidade no papel das instituições de ensino é considerada crítica pelos especialistas, sobretudo em regiões onde o livro ainda depende do incentivo escolar para entrar na vida do aluno.

Outro dado relevante é o impacto das redes sociais. Em Goiás, como no restante do país, plataformas digitais tomaram o lugar da leitura tradicional. Vídeos curtos, conteúdos fragmentados e rolagens infinitas competem diretamente com a concentração necessária à leitura de um livro.

Segundo Carlos André, é preciso enfrentar o problema com seriedade e visão de longo prazo. “Não se trata apenas de campanhas pontuais. Goiás precisa de um pacto estadual pela leitura, com investimento em bibliotecas, formação de professores leitores, parcerias com o setor privado e criação de redes literárias que envolvam bairros, escolas, universidades e espaços culturais.”

A diferença entre a capital e outras regiões do Estado também merece atenção. Enquanto Goiânia registra apenas 40% de leitores, cidades do interior como Anápolis, Jataí e Rio Verde apresentam índices mais próximos da média estadual, embora careçam de dados desagregados na pesquisa nacional.

A situação de Goiás reforça a urgência de políticas públicas regionais com foco em leitura, literatura e democratização do acesso ao livro. Para especialistas, é preciso que o Estado assuma o livro como equipamento básico de cidadania, tanto quanto uma escola, um hospital ou uma estrada.

“Não podemos naturalizar a ausência do livro na vida das pessoas”, conclui Carlos André. “Um Estado que lê pouco pensa pouco. E um povo que pensa pouco, infelizmente, escolhe mal, reage mal e se torna presa fácil para discursos prontos. O desafio de Goiás é urgente: reconquistar a leitura como bem público e como prática de liberdade.”

INSTITUTO CARLOS ANDRÉ – CONCURSOS, VESTIBULARES E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Com mais de 24 anos de experiência, Professor Carlos André Pereira Nunes é cofundador e diretor do Instituto Carlos André, a maior instituição de ensino especializada em português e redação para vestibulares e concursos públicos da região Centro‑Oeste, e consultoria em comunicação de alta performance para empresas, com mais de 30 mil alunos aprovados e mais de 40 empresas atendidas no Estado de Goiás. Antes de fundar o Instituto Carlos André, atuou como docente nos principais colégios e cursos preparatórios de Goiás e do Distrito Federal. A partir de 2010, passou a atuar também como como mentor em comunicação de alta performance em grandes empresas do Estado de Goiás e no Distrito Federal. É professor das  Escolas Superiores da Magistratura e da Advocacia e preside a Comissão Nacional de Direito, Linguagem e Literatura da OAB Nacional, onde lidera a modernização da linguagem jurídica no Brasil. É professor de Comunicação de Alta Performance no IPOG. É advogado e linguista referência nacional em comunicação e redação jurídica, e preside a Comissão Nacional de Direito, Linguagem e Literatura da OAB Nacional, onde lidera projetos voltados à modernização da linguagem jurídica no Brasil.

Quadras do P Sul, em Ceilândia, são reformadas pelo RenovaDF

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Mais de 2 mil alunos atuam na reforma de espaços públicos e recebem formação em manutenção predial

Brasília, 9 de julho de 2025 – Alunos do programa RenovaDF estão promovendo melhorias em quadras poliesportivas da QNP 14 e da QNP 16, na região do P Sul, em Ceilândia. Aproximadamente 150 estudantes colocam em prática os conhecimentos adquiridos durante o curso de qualificação, realizando ações como substituição de alambrados, consertos em pisos e arquibancadas, além de pintura geral.

Na QNP 14, seis turmas atuam com serviços de encaixe e pintura dos alambrados. Já na QNP 16, duas turmas aplicam o primer no piso, um produto que reforça a aderência e a durabilidade da pintura final. Além das quadras, já foram reformados também brinquedos infantis, espaços comunitários, pergolados e campinhos da área.

Desde o início de 2024, mais de 60 equipamentos públicos em Ceilândia foram revitalizados com a colaboração de cerca de 2.100 participantes do RenovaDF. As aulas práticas são supervisionadas por profissionais do Senai-DF, com acompanhamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), responsável pela coordenação do projeto.

O secretário Thales Mendes destaca a importância da iniciativa. “Ceilândia concentra a maior parte das frentes de trabalho neste ciclo. Isso reforça nosso compromisso com a profissionalização e com a valorização dos espaços públicos”, pontua.

A fiscal Adriana Cipriano explica que as atividades seguem um protocolo de segurança e aprendizado. “O grupo conhece primeiro o local e depois se divide em equipes para realizar as tarefas, sempre em diálogo com as administrações regionais sobre eventuais demandas adicionais”, detalha.

Moradores locais também valorizam as melhorias. A corretora de seguros Suely Lima da Silva, de 55 anos, vê a transformação com bons olhos. “Uma quadra arrumada muda o clima da vizinhança. Só que precisamos manter o cuidado, evitar pichações e vandalismo”, comenta.

O curso oferecido pelo RenovaDF tem três meses de duração e carga horária de 240 horas, abordando práticas de alvenaria, carpintaria, elétrica, hidráulica e outras habilidades. Os participantes recebem auxílio financeiro, vale-transporte e seguro contra acidentes.

Kênia Teixeira, em menos de dois meses, já contabiliza benefícios: “Aprendi a mexer com as ferramentas, com serralheria, pintura”

Para muitos, a iniciativa representa uma nova chance. É o caso de Severino Ferreira da Silva, de 62 anos, que viu no programa um recomeço após perder o emprego. “Me inscrevi e fui chamado de primeira. Já tenho experiência na área, mas agora estou me atualizando”, diz ele.

Já Kênia da Silva Teixeira, de 41 anos, encontrou na capacitação uma forma de superar o desemprego. “Nunca tinha trabalhado com construção, mas agora sei pintar, serrar, consertar grades. Isso me deu mais autonomia”, conta a moradora de Brazlândia.

As inscrições para o RenovaDF e demais programas de qualificação profissional promovidos pelo Governo do Distrito Federal estão disponíveis no site oficial da Sedet-DF.

Parcerias entre PCDF e instituições aumentam atendimento a mulheres vítimas de violência no DF

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Parcerias institucionais e expansão dos núcleos especializados explicam aumento da procura por apoio

Brasília, 9 de julho de 2025 – Um levantamento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revela que, apenas nos seis primeiros meses deste ano, foram realizados 988 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou de crimes contra a dignidade sexual. O número se aproxima do total registrado durante todo o ano de 2024, que somou 1.102 atendimentos.

O crescimento é atribuído principalmente ao fortalecimento de parcerias institucionais com entidades especializadas e à ampliação da estrutura de acolhimento oferecida pela PCDF. Organizações como o Centro Universitário de Brasília (Ceub), a Cruz Vermelha Brasileira – Filial DF, o Instituto Euro Americano (Unieuro) e a Única Educacional (Icesp) têm atuado na prestação de suporte jurídico e psicológico especializado às vítimas.

Uma novidade recente é a participação da Rede Internacional de Proteção à Vítima – Laço Branco Brasil, que passou a integrar a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher (Diam), reforçando a oferta de atendimento psicológico, jurídico e assistência social às mulheres em situação de violência.

Núcleos especializados ampliam proteção

Os atendimentos ocorrem nos Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher (Nuiam), criados pela PCDF para oferecer acolhimento humanizado e multidisciplinar em um único espaço, promovendo o rompimento do ciclo de violência e o fortalecimento da autonomia das vítimas.

Atualmente, seis unidades dos Nuiams estão em funcionamento no Distrito Federal:

  • Deam I (Asa Sul)

  • Deam II (Ceilândia)

  • 6ª DP (Paranoá)

  • 11ª DP (Núcleo Bandeirante)

  • 29ª DP (Riacho Fundo)

  • 38ª DP (Vicente Pires)

Nesses locais, as vítimas têm acesso a atendimento psicológico, orientação jurídica e assistência social com profissionais capacitados para lidar com casos de violência de gênero. Além disso, duas novas unidades estão em fase final de implantação e devem começar a funcionar ainda este ano:

  • 13ª DP (Sobradinho)

  • 14ª DP (Gama)

Ação de acolhimento da população em situação de rua ocorre quinta e sexta-feira

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Serviços sociais, de saúde e auxílio financeiro serão oferecidos a partir desta quinta (10), em nove endereços do Paranoá

Serviços sociais, de saúde e auxílio financeiro serão oferecidos a partir desta quinta (10), em nove endereços da região

Brasília, 9 de julho de 2025 – O Governo do Distrito Federal (GDF) inicia, nesta quinta-feira (10), uma ação integrada de acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua no Paranoá. Coordenada pela Casa Civil, a iniciativa reúne mais de 15 órgãos públicos e visa oferecer serviços essenciais e oportunidades de reinserção social a quem vive em estruturas improvisadas em nove pontos mapeados da região.

A partir das 9h, equipes da Sedes-DF, SES-DF, SEEDF, Sedet-DF, SSP-DF, DF Legal, Sejus-DF, SLU, Novacap, Codhab, Detran-DF, forças de segurança e o Conselho Tutelar estarão nos locais oferecendo acesso a atendimentos de saúde, assistência social, educação, encaminhamentos para abrigo e programas de qualificação profissional, como o RenovaDF.

Como medida emergencial, será concedido auxílio financeiro excepcional de R$ 600 para aqueles que não têm condições de arcar com o aluguel, além de possibilidade de inclusão em programas habitacionais da Codhab e orientações sobre deslocamentos interestaduais para quem deseja retornar à cidade de origem. Também serão abordados cuidados com animais de estimação, muitas vezes presentes nos acampamentos.

Durante a semana, o GDF realizou abordagens sociais prévias nos pontos definidos, com mapeamento das necessidades individuais para garantir um atendimento direcionado e humanizado.

Após o atendimento, a DF Legal atuará na remoção das estruturas, com transporte dos pertences ao local indicado pelos próprios ocupantes. Caso não haja local definido, os objetos serão levados ao depósito da secretaria no SIA, onde poderão ser retirados em até 60 dias sem custos.

Pontos de atuação no Paranoá (dias 10 e 11 de julho):

  1. Avenida Contorno, eucaliptos em frente à Quadra 18 Conjunto H

  2. 129 Norte – oposto à Quadra 32 da Região dos Pinheiros

  3. Ao lado do Restaurante Comunitário

  4. DF-001, margem dos Pinheiros

  5. Estrada Parque Contorno, Quadra 24

  6. DF-001, KM 13,9 Sul, próximo ao Pinheiro

  7. Avenida Paranoá, Quadra 23, abaixo do Atacadão Droga Center

  8. Quadra 26, Conjunto AG 35, ao lado da Feira do Paranoá

  9. Paranoá Parque, Quadra 3 AE 1, próximo ao Quartel dos Bombeiros

Santa Maria recebe Comitê de Proteção à Mulher para ampliar acolhimento

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Espaço oferece atendimento gratuito e multidisciplinar com foco em segurança e cidadania feminina

Brasília, 9 de julho de 2025 – O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta quarta-feira (9), o Comitê de Proteção à Mulher de Santa Maria, instalado na sede da administração regional. A iniciativa é parte de uma política pública criada pela Lei nº 7.266/2023 e desenvolvida pela Secretaria da Mulher do DF (SMDF) com o objetivo de garantir direitos, segurança e acolhimento a mulheres vítimas de violência.

Com esta nova unidade, já são sete comitês em funcionamento no DF. A estrutura dispõe de salas de recepção e acolhimento, e conta com equipe técnica formada por assistentes sociais, psicólogos e pedagogos, preparados para atender, orientar e encaminhar mulheres em situação de vulnerabilidade ou risco.

Segundo a governadora em exercício Celina Leão, a presença do comitê em Santa Maria reforça a estratégia de atendimento descentralizado e humanizado: “Nem sempre a mulher se sente à vontade para procurar uma delegacia. Um espaço de acolhimento próximo, dentro da administração regional, facilita esse primeiro passo para o pedido de ajuda”, afirmou.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou que o comitê representa uma ferramenta essencial para democratizar o acesso aos serviços públicos voltados à proteção feminina, especialmente para mulheres com múltiplas responsabilidades. Já o administrador regional de Santa Maria, Josiel França, comemorou a entrega como uma conquista histórica para a cidade.

Os Comitês de Proteção à Mulher contam com equipes formadas por assistentes sociais, psicólogos e pedagogos, preparadas para atender mulheres em diversas situações, como casos de violência, orientação sobre políticas públicas e encaminhamento para capacitações

Durante a inauguração, a população pôde participar da ação especial “Empodere-se, mulher!”, com oferta gratuita de atendimentos psicossociais, exames oftalmológicos, serviços de beleza e orientações cidadãs, em parceria com o Seconci-DF.

Atendimento e expansão

Desde a implantação dos comitês, mais de 530 mulheres já foram atendidas, com aumento significativo registrado em 2025, impulsionado por campanhas como o programa “Mulheres Fortes, Comitês Ativos”, que leva mensalmente ações de conscientização às regiões administrativas.

A subsecretária de Proteção à Mulher, Luana Maia, explicou que o serviço está aberto a toda a comunidade, com atendimento gratuito, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, inclusive a familiares ou denunciantes de episódios de violência. “Esses espaços identificam ameaças, notificam autoridades e garantem ações rápidas para proteger a integridade física e emocional das vítimas”, detalhou.

A criação dos comitês é de autoria da deputada distrital Doutora Jane Klebia, e há planos para que a iniciativa evolua para a formação de um conselho permanente de proteção integral à mulher.

Unidades em funcionamento no DF:

  • Santa Maria – Administração Regional de Santa Maria

  • Itapoã – QD. 378, Área Especial 4, Conj. A – (61) 98312-0284

  • Ceilândia – QNM 13, Área Especial – (61) 98312-0136

  • Lago Norte – Shopping Deck Norte (sobreloja) – (61) 98312-0245

  • Estrutural – Setor Central, Área Especial 5 – (61) 98312-0285

  • Sobradinho – Feira Modelo de Sobradinho – (61) 98124-4238

  • Águas Claras – Biblioteca Pública, Rua Araribá, praça Park Sul

SEEDF lança Protocolo Antirracista para combater o racismo nas escolas do DF

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Documento será submetido à consulta pública entre julho e agosto e prevê ações pedagógicas e medidas institucionais

Brasília, 9 de julho de 2025 – A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançará, no segundo semestre deste ano, o Protocolo Antirracista, uma ferramenta institucional que tem como objetivo orientar gestores, professores e toda a comunidade escolar no enfrentamento ao racismo e na promoção da equidade racial no ambiente educacional.

A iniciativa, elaborada pela Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), é uma resposta pedagógica e coletiva à intolerância racial nas escolas, e surgiu a partir de debates promovidos em uma audiência pública organizada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) em 2024. O protocolo é também uma das ações implementadas em cumprimento à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), instituída pelo Ministério da Educação.

Segundo a subsecretária Vera Barros, o documento representa um passo importante para reduzir as desigualdades raciais nas escolas públicas do DF. “A construção coletiva do protocolo nos permite vislumbrar uma escola mais justa, plural e democrática”, afirmou.

Consulta pública aberta

Antes do lançamento oficial, o documento será submetido à consulta pública nos meses de julho e agosto, no site da SEEDF. A participação da comunidade escolar é considerada essencial para aprimorar a proposta. As contribuições recebidas serão analisadas e incorporadas à versão final do protocolo.

De acordo com Patrícia Melo, diretora de Educação em Direitos Humanos e Diversidade da SEEDF, o protocolo será um divisor de águas na orientação de fluxos institucionais relacionados à prevenção e combate ao racismo nas escolas. “A escola deve ser um espaço seguro e inclusivo, livre de qualquer tipo de violência ou discriminação”, pontuou.

Princípios do Protocolo Antirracista

O documento tem caráter pedagógico e coletivo, e apresenta princípios como:

  • Proteção prioritária às vítimas

  • Escuta qualificada

  • Celeridade nas respostas

  • Responsabilização pedagógica

  • Abordagem interseccional

Também estão previstas ações de formação continuada para professores, adaptações no currículo escolar, fortalecimento das relações étnico-raciais e a criação de canais internos para denúncias de racismo, acessíveis tanto a alunos quanto a servidores.

Documento criado pela SEEDF trabalha para que o ambiente escolar seja um espaço livre de qualquer tipo de discriminação | Foto: Jotta Casttro/SEEDF

A elaboração do protocolo envolveu a participação de um grupo de trabalho composto por estudantes, docentes, psicólogos, gestores e representantes de diversas áreas da SEEDF, com o apoio de órgãos como o Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED), a Delegacia de Crimes por Discriminação (Decrin) e o MPDFT.

Ações já em curso

Apesar de ainda não lançado, ações previstas no protocolo já estão sendo implementadas nas escolas da rede pública, fortalecendo a política de combate ao racismo de forma sistemática e preventiva.

Câmara Legislativa do DF aprova 134 proposições no primeiro semestre

O balanço elaborado pela Secretaria Legislativa da Casa demonstra um aumento no número de projetos de decreto legislativo aprovados

Nos primeiros seis meses de 2025, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou 134 proposições, sendo 73 projetos de lei (PL), 47 projetos de decreto legislativo (PDL), 8 projetos de lei complementar (PLC) e 6 projetos de resolução (PR). O balanço elaborado pela Secretaria Legislativa da Casa demonstra um aumento no número de projetos de decreto legislativo aprovados neste semestre, quando comparado com os primeiros semestres dos anos anteriores. Foram 9 PDLs aprovados em 2023 e 14 PDLs aprovados em 2024.

No primeiro semestre de 2023 a Casa aprovou 110 PLs e no mesmo período de 2024 foram 89 projetos de lei aprovados, ante os 73 PLs aprovados neste semestre, entre projetos de autoria do Poder Executivo, de deputados distritais e de comissões da Câmara Legislativa. Confira os projetos de lei aprovados neste semestre com grande repercussão na sociedade do DF:

– Atualização da Lei de Uso e Ocupação do Solo: Em 27 de maio de 2025 a Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei complementar 67/2025, de autoria do Poder Executivo, que promoveu alterações no uso e ocupação do solo em Santa Maria e no Lago Sul. O projeto também criou o modelo de condomínios de lotes, a ser regulamentado pelo Poder Executivo.

 

– Ampliação de prazo para regularização de “puxadinhos” da Asa Sul: No dia 17 de junho de 2025, foi aprovado o projeto de lei complementar 74/2025, de autoria do Poder Executivo, estendendo o prazo para regularização dos “puxadinhos”, que são ocupações em áreas públicas nas quadras comerciais da Asa Sul. O prazo para regularização passou de 1 para 5 anos, conferindo mais tempo para a adequação dos espaços à legislação.

– Crédito justo para superendividados: Em 24 de junho de 2025, os deputados distritais aprovaram o projeto de lei complementar 7/2023, de autoria do deputado Gabriel Magno (PT), que permite ao Fundo de Defesa dos Direitos do Consumidor a oferta de crédito em condições adequadas e taxas de juros subsidiadas a cidadãos em situação de superendividamento. O projeto aguarda sanção ou veto do governador.

– Isenção de taxa de inscrição para concursos a doadoras de leite materno: Em 27 de maio, a Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei 1190/2024, de autoria do deputado Jorge Vianna (PSD), que garante isenção da taxa de inscrição em concursos públicos às mulheres que tenham doado leite materno ao Banco de Leite do Distrito Federal pelo menos duas vezes por mês, durante o período mínimo de três meses, nos três anos anteriores à inscrição. O projeto aguarda sanção ou veto do governador.

 

Tony Oliveira/Agência Brasília

– Conselho Distrital de Defesa da Mulher: No dia 3 junho, foi aprovado pelos deputados distritais o projeto de lei 169/2023, de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL), que cria o Conselho Distrital de Defesa da Mulher. O objetivo é promover ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. O projeto aguarda sanção ou veto do governador.

– Uniforme escolar gratuito: No dia 24 de junho, a Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei 505/2023, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), que institui no DF o Programa Uniforme Escolar. O projeto prevê a distribuição gratuita de uniformes escolares para estudantes da educação básica da rede pública de ensino. O projeto aguarda sanção ou veto do governador.

– Lei de Diretrizes Orçamentárias: Também em dia 24 de junho foi aprovado o projeto de lei 1742/2025, de autoria do Poder Executivo, que estabelece a previsão do orçamento do Distrito Federal para 2026 no valor de R$ 71,7 bilhões. Desse total, segundo a projeção, serão R$ 43,95 bilhões provenientes de receitas próprias do GDF e R$ 27,75 bilhões virão do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Agasalho Solidário arrecadou 10 mil itens para quem mais precisa

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Instituições no bairro Santa Luzia, na Estrutural, e no Park Way foram beneficiadas com as entregas de 150 kits nesta terça-feira

Cerca de 10 mil itens já foram arrecadados pela Campanha Agasalho Solidário 2025. Iniciada em 8 de maio, a 6ª edição do projeto idealizado pela primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, e coordenado pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais tem o objetivo de ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social durante o período de baixas temperaturas. As doações das peças de inverno, como mantas, cobertores, moletons e luvas, podem ser feitas até 17 de julho nos pontos de coleta.

“Qualquer ajuda para nós é bem-vinda e faz muita diferença”, afirmou Carmélia Teixeira, coordenadora pedagógica da Creche Guerreiros da Alegria, em Santa Luzia | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

 

“Quando começamos essa edição, nós estimamos uma arrecadação de 10 mil itens e já estamos nesse número. Agora pretendemos superá-lo para que possamos fazer ainda mais entregas”, destacou Márcia Rocha, representante da Campanha do Agasalho Solidário.

A mais recente distribuição da campanha foi nesta terça-feira (8), quando foram entregues 150 kits a crianças e idosos atendidos por instituições localizadas na Estrutural, em Santa Luzia e no Park Way. “Nós estamos entregando mantas, cobertores e moletons de qualidade que foram selecionados e preparados com todo carinho, para que cada criança e idoso realmente possam receber esse presente para se aquecer. Estamos servindo de ponte entre os doadores e a comunidade”, acrescentou Márcia.

Na Creche São Francisco, na Estrutural, 40 crianças de até 4 anos foram beneficiadas com novos cobertores, moletons e calças. “Foi uma alegria imensa receber essas doações que serão muito úteis aos nossos pequenos. Estou muito feliz por isso”, afirmou a presidente da instituição, Cida Dias. A creche funciona na cidade há 10 anos. “Nós escolhemos as crianças mais carentes, que têm mais necessidades, para que as mães possam trabalhar fora de casa”, explicou.

“Ele gostou muito. É um apego com a manta”, diz Alexandra Dias de Oliveira, mãe do pequeno João Miguel, o primeiro a receber um kit na Creche Guerreiros da Alegria

 

Gratidão também foi o sentimento apontado pela coordenadora pedagógica da Creche Guerreiros da Alegria, em Santa Luzia, Carmélia Teixeira. “Qualquer ajuda para nós é bem-vinda e faz muita diferença, porque atendemos crianças vulneráveis que precisam de apoio. Então cada coisa que eles ganham, representam milhões”, comentou. Atualmente, a instituição atende 60 crianças de 1 a 7 anos no contraturno.

A dona de casa Alexandra Dias de Oliveira, 20, esteve na entrega na Creche Guerreiros da Alegria. A distribuição foi no mesmo dia em que o filho dela, João Miguel, completava 2 anos. O garoto foi o primeiro a receber o kit. “Ele gostou muito. É um apego com a manta”, disse. “Aqui eles me ajudam muito, porque antes eu não tinha com quem deixar ele”, lembrou.

Como ajudar

A campanha conta com o apoio de empresas, associações, voluntários e a sociedade em geral para ampliar a arrecadação de itens essenciais. Estão sendo aceitas peças de vestuário adulto e infantil, toucas, meias, luvas, calçados e cobertores, todos em boas condições de uso.

Os pontos de coleta estão distribuídos em locais estratégicos, como o Palácio do Buriti e o Anexo, secretarias, administrações regionais, órgãos e entidades públicas. Para mais informações, acesse as redes sociais da Chefia-Executiva de Políticas Sociais ou entre em contato pelo WhatsApp (61) 99195-4079.