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Projeto implementa artes marciais em escolas cívico-militares do DF

Pais, alunos e professores relatam melhora acadêmica dos jovens, além do fortalecimento da saúde física e mental proporcionada pelo esporte

Em busca do desenvolvimento físico, mental e social dos alunos de escolas cívico-militares do DF, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) leva aulas de artes marciais como atividades extracurriculares, em parceria com a Secretaria de Educação do DF (SEEDF). No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 16 de Taguatinga, as práticas têm impactado positivamente na vida de jovens como a aluna Rebeca Cizele Assunção, de apenas 11 anos. De kimono rosa, a pequena já fala como a luta a transformou por completo, ajudando a diminuir a ansiedade.

Assim que viu que o jiu-jítsu estava sendo ensinado nas escolas, Rebeca conta que já se interessou e pediu para a mãe a inscrever. “No primeiro dia, eu já me apaixonei e vi que era para mim. É uma luta que encanta e você sente uma paz. Ajudou em várias coisas na minha vida, como ter mais foco e parar de ter crise de ansiedade. Se pegasse a Rebeca hoje e a Rebeca de antes, teria uma diferença imensa. Desenvolvi mais paciência, melhorei minhas notas, a convivência com meus amigos e família, minha autoestima e minha autodefesa também. É algo que você se apaixona muito”.

Rebeca também ressalta a importância do projeto ser gratuito nas escolas: “Incentiva as pessoas a conhecerem mais desse mundo e isso abre novas portas para a vida. Acho importante o carinho que eles têm com a gente no projeto, que é muito grande”.

As aulas de artes marciais começaram no CEF 16 Chaparral Taguatinga Norte este ano, mas o programa funciona desde 2023, duas vezes por semana, com modalidades de judô, jiu-jítsu e karatê. Mais três Colégios Cívico-Militares (CCM) recebem as atividades: CEF 1 Núcleo Bandeirante, CEF 12 QNG Taguatinga Norte e CEF 19 QNL Taguatinga Norte. Os bombeiros ainda atuam em 17 escolas da rede da SEEDF dentro do Sistema Cívico-Militar, com projetos extracurriculares que abrangem aulas de música e Atendimento Pré-Hospitalar (APH), que ensina primeiros socorros para os alunos e funcionários.

São cerca de 40 alunos por escola que participam das aulas de artes marciais, que já alcançam 320 alunos em 2025. Segundo o sensei Márcio Diogo Ferreira, bombeiro coordenador de Artes Marciais da iniciativa, a primeira turma de 2023 começou com 20 alunos. Em 2024, houve expansão para outro colégio e a demanda subiu para 160 estudantes — o que significa um aumento de 400% desde o início do programa até 2025. “Isso mostra que o projeto é um sucesso. Acredito que ele tem um poder de formação, buscamos os alunos mais indisciplinados, porque esses são os que mais precisam. Tenho alunos que começaram porque tinham problemas no colégio ou fora dele e se disciplinaram para continuar no projeto”, observa o instrutor.

Qualquer aluno pode participar das aulas, desde que mantenha boas notas e disciplina para se manter nos treinos. O professor reforça a importância da arte marcial na transformação social e na prevenção de doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e pressão alta: “No esporte nós tiramos o menino da rua e trazemos ele para o tatame, que é o diferencial nas comunidades mais marginalizadas. A partir do momento que estão aqui, somos uma família. E o projeto esportivo é mais uma possibilidade para eles se manterem ativos, além da parte da defesa pessoal promover mais autoconfiança, especialmente para nossas alunas”.

Mais esporte, mais inclusão

Além da pequena Rebeca, outros jovens também vivenciaram transformações na maneira de se relacionar, como é o caso do Murilo Stroisner, de 13 anos. Diagnosticado com autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o estudante afirma que fazer jiu-jítsu é uma experiência boa que mudou muita coisa. “É muito legal participar de uma atividade, fazer parte de uma turma de lutadores em um esporte forte e aprender autodefesa. Agora tenho mais responsabilidade e prazer em fazer as coisas. A luta é importante e fiz muito mais amigos aqui”.

No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 16 de Taguatinga, as práticas têm impactado positivamente na vida de jovens como a aluna Rebeca Cizele Assunção, de apenas 11 anos. De kimono rosa, a pequena já fala como a luta a transformou por completo, ajudando a diminuir a ansiedade

 

Para a mãe do garoto, a farmacêutica Nayara Marra Pinho, 45, o sentimento é de orgulho. Ela explica que o filho era desorganizado e desinteressado, desde a escola até as interações sociais. Hoje ela descreve Murilo de outra maneira: “Ele está mais focado, interessado, disciplinado, organizado, calmo, centrado e até mais pontual. Aprendeu muito sobre autoridade, fala mais baixo e todas as reclamações que tive dele mudaram. Ele faz as tarefas, as notas melhoraram e todos os professores têm elogiado. O projeto ajudou muito na socialização, ele conversa e brinca mais, olha mais nos olhos, está mais atento às coisas. Ver que ele está avançando dentro de uma normalidade como qualquer outra criança é muito gratificante”, relata.

De acordo com o tenente-coronel Luciano Antunes Paz, coordenador geral do projeto de gestão compartilhada do CBMDF, a iniciativa abrange alunos típicos e atípicos por demanda. O militar afirma que o programa é ambicioso e visa formar atletas para o futuro, além de desenvolver a parte social que ajuda muitos alunos. “As escolas são escolhidas em locais de vulnerabilidade e, no momento que o aluno chega no tatame, ele aprende normas e tradições a serem seguidas. É onde muitos superam as dificuldades anteriores pela ausência de uma família estruturada. Eles entendem hierarquia, controle emocional, domínio do próprio corpo e o respeito ao próximo. Tudo isso reflete na vida deles e nosso objetivo e sonho é ter alunos que serão campeões olímpicos”.

A diretora do CEF 16 de Taguatinga, Rosane Bornelas Ribeiro, recorda que as aulas são ministradas no contraturno, o que não atrapalha as atividades dos estudantes e também complementa o trabalho realizado em sala de aula. “Reduz a ociosidade da criança, sendo uma forma de salvá-la de influências negativas. Já temos visto surtir efeito com os nossos alunos mais indisciplinados, os pais sentem que os filhos estão ficando mais calmos e pela reunião semanal com os professores já sentimos o reflexo positivo. O esporte é vida e tê-lo de uma forma gratuita ajuda muito, porque muitos alunos não têm a mínima condição para bancar uma atividade extra. Aqui estamos dentro do ambiente escolar, um local monitorado e seguro com um projeto que só tem a agregar”, completa.

Drones ampliam eficiência em salvamentos e combate a incêndios florestais

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Com câmeras térmicas e zoom de longo alcance, tecnologia promove mais assertividade e eficiência à atuação dos militares, que passam por capacitação antes de operar dispositivos

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) conta com 11 drones para auxiliar no combate a incêndios florestais, ações de busca e salvamento, monitoramento de áreas de risco e apoio à defesa civil. Os aparelhos são estratégicos para as operações, gerando assertividade e eficiência para a atuação das equipes. A gestão dos dispositivos, tecnicamente intitulados como aeronaves tripuladas remotamente, cabe ao 3º Esquadrão de Aviação Operacional (3º ESAV), instituído por decreto em 2024.

A tecnologia começou a ser empregada há dez anos, com a aquisição do primeiro equipamento do tipo Mavic 2, apelidado como Zangão 01. De lá pará cá, a aeronave passou a ser amplamente utilizada pela corporação, que investiu na capacitação de cerca de 300 militares e obteve, com recursos próprios e por doação, outros exemplares do dispositivo. Atualmente, estão disponíveis cinco drones do modelo Mavic 2, que se destaca pelo zoom de longo alcance, e seis do Mavic 3T, que conta com câmera termográfica e indicado para operações em campo.

“Com o Mavic 3T, conseguimos identificar obstáculos, vítimas em áreas de mata e até definir prioridades no combate às chamas. Já o Mavic 2, mesmo sendo mais antigo, continua sendo útil para investigações a longas distâncias”, explica o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa, responsável pela coordenação do uso dos aparelhos.

Novos drones devem ser incorporados em breve. Está em andamento um processo para doação pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e a compra de outros exemplares com recursos da própria corporação. Recentemente, o CBMDF recebeu dispositivos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e acessórios, como câmeras e cartões de memória, da Receita Federal.

Combate

Os dispositivos estão integrados a grupamentos especializados, como o de Busca e Salvamento (GBS), Proteção Ambiental (GPRAM), Proteção Civil (GPCIV) e Prevenção e Combate a Incêndio Urbano (GPCIU). Durante a Operação Verde Vivo, promovida anualmente entre abril e novembro, ao menos três aeronaves são empregadas nas missões. “Os equipamentos são muito úteis no combate a incêndios por permitirem a visualização completa da região afetada e a direção do fogo, trazendo mais eficiência ao trabalho”, salienta o tenente.

Com o reconhecimento da região atingida pelo fogo, o drone também contribui com a segurança dos bombeiros, reduzindo a exposição das tropas às chamas, e agiliza a resolução das situações de emergência. “O maior ganho é a questão do monitoramento em tempo real, já que é possível antecipar mudanças no comportamento do fogo, prever a direção que pode ser causada pelo vento, por exemplo, e assim ter uma resposta mais rápida e precisa no combate”, ressalta Costa.

“Com o Mavic 3T, conseguimos identificar obstáculos, vítimas em áreas de mata e até definir prioridades no combate às chamas. Já o Mavic 2, mesmo sendo mais antigo, continua sendo útil para investigações a longas distâncias”, explica o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa

 

No ano passado, durante o período de vigência da Operação Verde Vivo, foram registradas 9.005 ocorrências de queimadas, com 22.250,40 hectares de área afetada. Setembro, agosto e julho foram os meses com maior número de chamados, representando, juntos, quase 73% do total de ocorrências. Neste ano, de abril a agosto, foram recebidos 4.848 casos de incêndios florestais, que afetaram área de 8.797,70 hectares. Os dados de setembro ainda estão em fase de apuração.

Capacitação

Para operar os dispositivos, os militares passam por treinamento que aborda desde os princípios básicos de navegação até legislação e normas de segurança. São oferecidos três cursos por ano, além de oficinas para órgãos externos. O curso tem duração de três semanas, sendo duas online e uma presencial.

O cabo Henrique Senna concluiu a formação no ano passado e atualmente está lotado no 3º ESAV. Para ele, o emprego da tecnologia durante incêndios florestais gera mais eficiência e assertividade ao combate, impactando diretamente a proteção da população e da natureza. “Quando chegamos por terra, não sabemos a dimensão do fogo nem a direção que está tomando, se tem casas no caminho ou não. Com o drone, podemos ter essa visão antes de partir para o combate, facilitando o controle dos focos e nos ajudando a proteger as pessoas”, salienta.

Outro militar capacitado para a operação dos dispositivos é o subtenente Ricardo Cruz. Ele destaca as demais atividades que podem ser monitoradas pelo aparelho, como é o caso de grandes eventos como shows e festivais. “Temos uma maior visão das vias de acesso, da localização das viaturas e, no caso de operações de busca e salvamento, podemos usar para encontrar pessoas, principalmente em matas”, conclui.

Projeto ​Música como Remédio retorna ao Hran e leva alegria a pacientes

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Evento busca proporcionar momentos de alívio e diversão, humanizando atendimento

“Ei, dor, eu não te escuto mais”. Esse foi o trecho de uma das músicas entoadas pelo paciente do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Marcelo Felipe dos Santos, 43, ao ouvir o som do cantor Alan Cruz e banda durante uma apresentação no Jardim Central da unidade. O vigilante está internado desde o dia 10 deste mês, após sofrer um choque de energia de alta tensão.

Junto à esposa Josimira e aos filhos Gabriel, 11, e Gustavo, 20, Marcelo celebrou as horas de descontração e reencontro. “Estou sendo muito bem atendido aqui. A equipe é excelente. E essa apresentação coincidiu com a visita maravilhosa da minha família. Significa muito pra mim, dá um ânimo a mais. Acho que até a imunidade da gente aumenta com momentos assim”, arriscou a dizer.

“Essa apresentação coincidiu com a visita maravilhosa da minha família. Significa muito pra mim, dá um ânimo a mais”, relata o paciente Marcelo Felipe dos Santos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

 

A família presenciou o retorno do projeto voluntário “Música como Remédio”, que funcionou no Hran durante a pandemia. Com o auxílio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a iniciativa busca amenizar o sofrimento e as internações por meio de canções. No repertório dessa sexta-feira (26), os pacientes ouviram composições de Alceu Valença, Lenine, Luiz Gonzaga, Djavan, Roberto Carlos e outros clássicos da Música Popular Brasileira (MPB).

Música para esquecer a dor

“Ao trazer a música para o contexto hospitalar, mudamos o foco do paciente, que está na dor e na internação. As canções são capazes de, ainda que por um instante, afastá-los da realidade no hospital ou transformá-la em algo mais agradável e leve”, destacou o cantor responsável pelo projeto, Alan Cruz. Além do jardim, o “Música como remédio” também sobe andares e visita alas, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A percepção de Alan foi ilustrada pelos olhos de Eudalto Ribeiro, 61. Na cadeira de rodas e com uma bala de oxigênio, o pedreiro está internado há três dias com pneumonia e bronquite. “A gente distrai a cabeça e volta mais alegre. É muito bonito. Dou nota dez por esse momento de diversão e sensibilidade.”

Setembro Amarelo

A apresentação no Hran também buscou reforçar o Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a depressão e de prevenção ao suicídio. A intenção, segundo o superintendente da Região de Saúde Central, Paulo Roberto da Silva Júnior, é que os shows ocorram toda última sexta-feira do mês.

“Temos presenciado muitos casos de transtornos mentais nas emergências e a música consegue trazer um certo alívio e alegria. São minutos para desacelerar, ouvir uma boa canção, acalmar o corpo e a cabeça, não só dos pacientes como também dos servidores. Ela permite uma descompressão no trabalho e acaba sendo um momento de terapia para todos”, avaliou o superintendente.

Técnica em saúde, Isabel Marques realmente aproveitou e dançou animada ao som de Gonzaguinha. “A mente melhora quando vemos alguém cantando, nos sentimos mais felizes. A alegria é contagiante. E tem paciente que às vezes, mesmo em coma, sem falar, pode estar ouvindo.”

 

GDF autoriza pavimentação de 5,35 km da VC-351, no Gama

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Trecho vai ligar Ponte Alta Norte à Ponte Alta Sul e beneficiar 20 mil moradores

Brasília, 27 de setembro de 2025 – O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), autorizou neste sábado (27) o início das obras de pavimentação da VC-351, no Gama. A via, com 5,35 quilômetros de extensão, conectará a DF-180 à DF-475, ligando a Ponte Alta Norte à Ponte Alta Sul.

O investimento de R$ 13,3 milhões prevê a execução de serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical, obras complementares e paisagismo. A nova estrada terá 11 metros de largura, incluindo acostamentos de 2 metros e faixas de rolamento de 3,5 metros, melhorando a mobilidade e a segurança viária para cerca de 20 mil moradores, além de produtores rurais da região.

A ordem de serviço para o início dos trabalhos foi assinada pelo governador Ibaneis Rocha em evento na região | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

Durante a execução da obra, serão adotadas medidas de segurança, como sinalização especial e redutores de velocidade, além de ações ambientais, como reaproveitamento de solo e implantação de reservatórios de água pluvial, visando reduzir riscos de erosão e alagamentos.

Segundo o governador Ibaneis Rocha, a pavimentação atende a uma demanda antiga da comunidade.

“Estamos tratando de mais de 40 anos de atraso. Esta obra vai beneficiar moradores, produtores rurais e melhorar o escoamento de mercadorias, além de integrar a região ao polo empresarial do Gama”, afirmou.

O projeto é financiado com recursos do GDF, Banco do Brasil e emendas parlamentares dos deputados distritais Paula Belmonte e Eduardo Pedrosa. A expectativa é gerar 100 empregos diretos durante as obras, movimentando também a economia local.

Benefícios esperados

A pavimentação promete melhorar o transporte escolar, facilitar o tráfego de ônibus e garantir mais qualidade de vida aos moradores.

De acordo com Joseane Feitosa, administradora do Gama, a obra chega em um momento especial, próximo ao aniversário da cidade:

“Esse novo trecho vai beneficiar moradores, produtores rurais e linhas de ônibus escolares, além de fortalecer a agricultura local, que é muito forte na região”, destacou.

O presidente do Sindicato de Transporte Escolar, Nazom Simões Vilar, ressaltou que a pavimentação vai acabar com os transtornos causados pela poeira:

“Agora as crianças vão chegar às escolas limpas e com mais conforto”, afirmou.

Moradora da região, a aposentada Maria das Neves Melo, de 81 anos, celebrou o início da obra:

“Esse asfalto é um sonho antigo. A poeira causava muitos problemas de saúde e desconforto. Agora, finalmente, teremos qualidade de vida”, disse emocionada.

Megaoperação de Lei Seca encerra Semana Nacional do Trânsito 2025 no DF

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Ação em Taguatinga resultou em mais de 60 flagrantes de alcoolemia, 12 remoções de veículos e duas prisões em flagrante

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na noite dessa sexta-feira (26), em Taguatinga, uma megaoperação da Lei Seca que marcou o encerramento das ações de fiscalização para a Semana Nacional do Trânsito 2025.

Durante a operação, 350 veículos foram abordados. As equipes flagraram 65 motoristas sob efeito de álcool, dois deles foram conduzidos à delegacia por crime de alcoolemia. Também foram autuados 15 condutores sem habilitação, seis com a CNH vencida e dois com o direito de dirigir suspenso. Além disso, quatro veículos estavam com escapamentos adulterados.

Imprudências

Durante a blitz, o motorista de um Gol branco foi abordado e autuado por dirigir sem habilitação e por se recusar a realizar o teste do etilômetro. Após a notificação, ele contratou um motorista de aplicativo para retirar o veículo do local.

No entanto, alguns quilômetros depois, o motorista do aplicativo entregou o carro novamente ao condutor, que já havia sido flagrado e notificado. Nesse momento, ambos foram abordados pelas equipes de fiscalização. O motorista de aplicativo foi preso em flagrante por entregar a direção a pessoa alcoolizada e o outro condutor foi autuado novamente, desta vez por dirigir inabilitado e sob influência de álcool.

De acordo com o artigo 310 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada, com a habilitação cassada, com o direito de dirigir suspenso ou, ainda, a quem não esteja em condições de conduzi-lo com segurança em razão de embriaguez ou problemas de saúde, constitui crime. A infração prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, ou aplicação de multa.

“A Semana Nacional de Trânsito terminou com uma grande operação, que mostrou de forma clara o quanto o esforço integrado salva vidas. Nossa prioridade é retirar das vias aqueles que oferecem risco, seja por dirigir alcoolizados, sem habilitação ou em descumprimento da lei”

Bruno Baruque, diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF

Para o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Bruno Baruque, a operação demonstra a importância do trabalho ostensivo no combate à imprudência: “A Semana Nacional de Trânsito terminou com uma grande operação, que mostrou de forma clara o quanto o esforço integrado salva vidas. Nossa prioridade é retirar das vias aqueles que oferecem risco, seja por dirigir alcoolizados, sem habilitação ou em descumprimento da lei”, destacou.

A operação contou com um efetivo de 18 viaturas, cinco guinchos e uma aeronave, além do apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Vigilância Sanitária fiscaliza clínicas de estética no Distrito Federal

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Operação identifica falsificações de licenciamentos e protege usuários. Até o momento, foram monitorados 660 estabelecimentos

Devido ao crescimento da oferta e do aumento de denúncias sobre serviços de estética, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal iniciou, nesta semana, uma operação de auditoria em toda a capital. Neste ano, dados apontaram aumento de 14% no número de denúncias em relação a 2024, indicando irregularidades em clínicas do setor. São 56 ocorrências em 2025, contra 49 no ano passado. 

Ao todo, mais de 50 equipes de auditores de atividades urbanas avaliam a conformidade entre o que foi declarado e a real atuação das clínicas. Durante as vistorias, são avaliadas as condições dos procedimentos invasivos e a documentação registrada.

Desde o início da ação, foram monitorados mais de 660 estabelecimentos. Desse total, 66 receberam auto de infração e 55 foram interditados total ou parcialmente. Além disso, 49 termos de apreensão foram registrados, resultando em 1.585 produtos recolhidos.

Classificação de risco e ocorrências

As auditorias pretendem identificar a classificação adequada dos serviços disponibilizados nas clínicas. Estas últimas podem ser divididas em dois grupos quanto ao risco sanitário: II e III. Estabelecimentos de risco II não realizam procedimentos invasivos e, por isso, não necessitam de profissional de saúde como responsável técnico. Já os de risco III executam procedimentos invasivos — como botox — e exigem o acompanhamento de profissional de saúde como responsável técnico.

As denúncias recebidas pela Diretoria de Vigilância Sanitária em Saúde, da Secretaria de Saúde (SES-DF), apontaram que diversas clínicas declaravam ser risco II, mas, na prática, ofereciam serviços invasivos — como botox e microagulhamento — sem a devida assistência de um profissional de saúde.

Ibaneis é homenageado em evento do dia do auditor-fiscal da Receita do DF

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O governador recebeu uma placa de agradecimento da categoria, que teve 208 servidores nomeados por este GDF desde 2019; na mesma noite, também participou da posse da nova diretoria do Clube de Engenharia

A atuação do Governo do Distrito Federal (GDF) em valorização aos auditores-fiscais da Receita do DF foi reconhecida na noite desta sexta-feira (26). Durante um jantar no restaurante Steak Bull, o Sindicato dos Funcionários Integrantes da Carreira Auditoria Tributária do Distrito Federal (Sinafite) entregou ao governador Ibaneis Rocha e ao secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, placas de agradecimento. Desde 2019, o GDF já nomeou 208 profissionais, aprimorou sistemas e capacitou mais de 100 servidores com mestrado e doutorado.

“Tenho um carinho muito especial por essa categoria e tenho feito ao longo destes mandatos uma verdadeira batalha, porque existe um preconceito muito grande contra o Fisco, mas eu tenho mostrado que vocês fazem o bem para a cidade. Quem faz o bem para a cidade é quem arrecada e coloca recursos à disposição do governo para que a gente possa fazer os investimentos que são necessários em todas as áreas”, destacou o governador.

O chefe do Executivo falou sobre o orgulho da categoria: “Quero que esse trabalho continue porque Brasília precisa de vocês. Parabéns pelo dia dos auditores e pelo que fazem. Vocês é que fazem as verdadeiras políticas públicas dos Estados”.

“Tenho um carinho muito especial por essa categoria e tenho feito ao longo destes mandatos uma verdadeira batalha, porque existe um preconceito muito grande contra o Fisco, mas eu tenho mostrado que vocês fazem o bem para a cidade. Quem faz o bem para a cidade é quem arrecada e coloca recursos à disposição do governo para que a gente possa fazer os investimentos que são necessários em todas as áreas”

Governador Ibaneis Rocha

A categoria exerce um papel crucial na administração pública sendo responsável pela arrecadação de receita de forma geral, o que inclui recolhimento de impostos, fiscalização, análise e aprimoramento orçamentário e viabiliza recursos para políticas públicas de saúde, educação, segurança e infraestrutura do Distrito Federal.

“Essa é uma semana de muita alegria, em que a gente celebra o dia do auditor tributário e, ao mesmo tempo, a gente faz uma festa para comemorar todas as conquistas, porque é uma carreira típica de Estado. Os auditores tributários têm a finalidade não só de fiscalizar a arrecadação tributária no Distrito Federal, mas de desenhar o modelo tributário que faz com que o Estado consiga arrecadar recursos para financiar políticas públicas”, explicou o secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho.

O gestor revelou que a pasta assinou uma linha de crédito do Profisco (Programa de Apoio à Gestão dos Fiscos do Brasil), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com a finalidade de melhorar a capacidade de arrecadação. “Então tem linha de crédito de recursos que serão investidos na melhoria da fiscalização. Estamos com um projeto muito legal de ampliar a fiscalização tributária usando instrumentos tecnológicos”, adiantou.

O presidente do Sinafite-DF, Wanderson Vieira, explicou que a homenagem ao governador é uma oportunidade da categoria agradecer pelos avanços. “Nós últimos cinco anos, por exemplo, a gente arrecadou R$ 8 bilhões, acima do projetado. Esse ganho expressivo é fruto do nosso trabalho e sobretudo do investimento da política que o governador Ibaneis implementou desde o primeiro mandato. Ele tem investido no melhoramento do sistema e na nossa capacitação”, afirmou. “Hoje é uma oportunidade de homenagear o governador, que percebeu a importância de investir não só na categoria, quanto na própria Secretaria de Fazenda”, acrescentou.

Atualmente, o GDF tem em atividade 463 auditores-fiscais — sendo 355 homens e 108 mulheres —, com idade média dos servidores de 49 anos e 17 anos de tempo de serviço.

O Dia do Auditor-Fiscal é celebrado no Brasil em 21 de setembro desde 1941. Na capital federal, a data está incluída no calendário oficial de eventos desde julho de 2023, pela Lei 7.309/23, que institui o Dia do Auditor-Fiscal da Receita do DF.

Cerimônia de posse

Nesta sexta-feira, o governador também participou da solenidade de posse da nova diretoria do Clube de Engenharia de Brasília pelo triênio de 2025 a 2028. Foram empossados David José de Matos como presidente, Marcelo Machado Guimarães no cargo de vice-presidente e Gustavo Feu Ferreira Dias como 2º vice-presidente.

Governador participou também da posse da nova diretoria do Clube de Engenharia de Brasília

 

Durante a solenidade, o chefe do Executivo lembrou o investimento do governo na construção civil. Desde 2019, este GDF executou mais de 6 mil obras.

“Estou aqui hoje no Clube de Engenharia muito feliz porque fiz uma parceria com a engenharia. Sou um advogado de formação, mas sou um construtor de coração. Nós conseguimos ao longo desses ultimos 7 anos mudar a história dessa capital. Isso é obra de um conjunto, da união entre o setor público e privado”, disse.

Na ocasião, o novo presidente também destacou o importante papel de Ibaneis Rocha no desenvolvimento do DF. “Quando homenageamos o governador no início do ano lembramos das muitas obras feitas na cidade”, disse Matos.

Celina Leão: “Quero cumprimentar o Clube de Engenharia, que completa 68 anos e precede a nossa cidade porque para tirar o sonho do papel precisávamos de engenheiros”

 

Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão celebrou a entidade: “Quero cumprimentar o Clube de Engenharia, que completa 68 anos e precede a nossa cidade porque para tirar o sonho do papel precisávamos de engenheiros”.

Fundado em 1957 por engenheiros da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), o Clube de Engenharia de Brasília (CEnB) surgiu com o objetivo de valorizar e fortalecer a classe técnica que participou da construção da cidade. Em 1970, o CEnB se uniu ao sindicato da categoria.

Com uma história de 68 anos, a sede do Clube de Engenharia é um espaço de integração social, recreativo e de atividades culturais. O local já foi palco de grandes eventos, shows e projetos.

AtlasIntel aponta liderança de Daniel Vilela para governo de Goiás em 2026

Vice-governador aparece à frente em todos os cenários testados, com vantagem de mais de 25 pontos sobre principais adversários, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira

Da Redação

O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), lidera a corrida pelo governo estadual nas eleições de 2026, de acordo com pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (26). O emedebista aparece em primeiro lugar em todos os cenários avaliados, com ampla vantagem sobre os demais pré-candidatos.

Na pesquisa estimulada, Vilela soma 42,3% das intenções de voto. O senador Wilder Morais (PL) ocupa a segunda posição com 16,5%, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 15,6%, e pela deputada federal Adriana Accorsi (PT), que registra 15,4%. Os três estão tecnicamente empatados. Telêmaco Brandão (Novo) aparece com 0,3%. A diferença entre Vilela e Wilder é de 25,8 pontos percentuais.

O vice-governador tem maior desempenho entre jovens (57,6%), eleitores com ensino fundamental (54,7%) e moradores das regiões Norte e Noroeste do estado (60%). Wilder Morais se destaca entre evangélicos (22,8%) e crentes sem religião (24%). Adriana Accorsi concentra mais apoio em Goiânia, onde alcança 40,3%, resultado associado à sua candidatura à prefeitura em 2024.

Em cenário alternativo, sem a presença de Marconi e com o deputado federal Gustavo Gayer (PL) no lugar de Wilder, Daniel Vilela mantém a liderança, com 43,1%. Gayer aparece em segundo com 25,4%, seguido de Adriana Accorsi com 21,4%. Telêmaco Brandão repete 0,3%.

A pesquisa entrevistou 2.872 eleitores em Goiás entre os dias 17 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Setor P Sul comemora 46 anos com eventos culturais, esportivos e comunitários

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Programação inclui passeio ciclístico, shows e tradicional corte do bolo

Brasília, 26 de setembro de 2025 – O Setor P Sul se prepara para celebrar seus 46 anos de história com uma série de atividades especiais entre os dias 26 e 28 de setembro. A programação contará com atrações culturais, esportivas e comunitárias, reunindo moradores e visitantes em um fim de semana de celebração.

Entre os destaques está o 1º Passeio Ciclístico do Setor P Sul, que acontecerá no domingo (28), às 8h, com concentração em frente à Prefeitura Comunitária (EQNP 26/30). O evento tem como objetivo promover integração social e incentivo à prática esportiva, reunindo ciclistas de todas as idades. Durante a atividade, os participantes também poderão concorrer a sorteios de brindes.

Arte: Administração de Ceilândia

A programação inclui ainda o Encontro de Carros e Som Automotivo, apresentações culturais, shows e o tradicional corte do bolo de aniversário, que simboliza o fortalecimento da identidade comunitária.

Segundo o administrador de Ceilândia, Dilson Resende, a festa tem um papel importante para a região.

“O aniversário do P Sul é um momento de resgatar a história, celebrar conquistas e promover a integração da comunidade. É uma forma de reafirmar a relevância dessa área para Ceilândia e para todo o Distrito Federal”, destacou.

História e estrutura do Setor P Sul

O Setor P Sul, localizado na região administrativa de Ceilândia, foi implantado oficialmente em 1979. O bairro abrange as quadras pares QNPs 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 30, 32, 34 e 36, além da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE), que concentra estabelecimentos comerciais e industriais.

Planejado com uma estrutura geométrica regular, semelhante ao traçado original de Ceilândia, o P Sul foi projetado já considerando uma maior densidade populacional. Entre os principais pontos de referência estão a Casa do Cantador, o sítio arqueológico da Chácara Santa Terezinha nº 112, o Museu da Limpeza Urbana e a própria ADE, acessada pela Avenida Elmo Serejo.

DER-DF abre licitação para pavimentar acesso à Escola Classe Sítio das Araucárias

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Obra de 3 km deve beneficiar alunos e motoristas da região

Brasília, 26 de setembro de 2025 – O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) lançou a Concorrência Eletrônica nº 90025/2025, que definirá a empresa responsável pela pavimentação das vias de acesso à Escola Classe Sítio das Araucárias, situada na VC-257 e em via local próxima. A obra faz parte do programa Caminho das Escolas, voltado para melhorar a infraestrutura viária no entorno de unidades de ensino do DF.

O projeto prevê a pavimentação de 3 quilômetros, beneficiando não apenas os cerca de 150 alunos matriculados na escola, mas também aproximadamente cinco mil motoristas que trafegam diariamente pela região.

Arte: DER-DF

Com investimento estimado em R$ 8,1 milhões, oriundos do tesouro do Governo do Distrito Federal (Fonte 100), a obra terá prazo de execução de 180 dias consecutivos a partir da assinatura da ordem de serviço. Segundo o DER-DF, o trâmite entre a escolha da empresa vencedora, assinatura do contrato e início efetivo das obras deve levar cerca de 60 dias.

A sessão de disputa de preços está marcada para 20 de outubro de 2025, às 10h, em formato eletrônico. Após a fase de habilitação, será definida a empresa vencedora, que ficará responsável por iniciar os trabalhos.

Serviços previstos na obra:

  • Terraplenagem e drenagem;

  • Pavimentação asfáltica;

  • Sinalização horizontal e vertical;

  • Implantação do canteiro de obras;

  • Execução de obras complementares;

  • Plantio de grama;

  • Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS);

  • Desenvolvimento do projeto As Built.

A expectativa é que a intervenção melhore as condições de acesso à escola e aumente a mobilidade e a segurança viária na região, atendendo tanto a comunidade escolar quanto os motoristas que circulam pelo local.