Serviço de coleta é realizado por equipes da Administração Regional mediante agendamento, é gratuito. Mais de 859 residências foram atendidas nos últimos anos
O serviço de recolhimento de materiais inservíveis oferecido pela Administração Regional de Ceilândia já atendeu 859 residências e retirou mais de 752 toneladas de entulho desde 2024. Apenas de janeiro, foram 239 toneladas de objetos descartados corretamente, evitando acúmulo nas calçadas e ruas, contribuindo para a limpeza e sustentabilidade da maior cidade do DF.
A ação atende gratuitamente os mais de 350 mil moradores da cidade e recolhe móveis velhos, eletrodomésticos quebrados e outros itens volumosos ou danificados, encaminhando-os para o destino correto.
Segundo o administrador de Ceilândia, Dilson Resende, o serviço aproxima o governo da comunidade e oferece uma alternativa segura para o descarte desses materiais.
“O ideal seria que cada pessoa contratasse um contêiner para o descarte, mas oferecemos a coleta gratuita para apoiar a comunidade. Nossa equipe está sempre a postos, garantindo que ninguém fique sem atendimento conforme agendamento”, destacou.
Para evitar riscos à saúde, como o aumento de focos do mosquito-da-dengue, os moradores devem colocar os itens na calçada somente no dia marcado para a coleta. “Essa agilidade é fundamental para manter a cidade limpa e segura para todos. Além disso, o esforço coletivo é o que faz a diferença para uma cidade mais saudável; quando cada um faz sua parte, todos ganham”, reforçou Dilson Resende.
Como funciona
A coleta ocorre todas as terças e quintas-feiras com dois caminhões de até 7 toneladas cada. O atendimento é feito mediante agendamento prévio pelos números (61) 3550-6231 e (61) 3550-6271. A Administração organiza a rota conforme a demanda.
*Áreas atendidas*
O serviço está disponível para moradores de: Ceilândia Sul, Ceilândia Norte, Setor P Sul, Setor P Norte, Setor O, Expansão do Setor O, Setor QNQ, Setor QNR e Condomínio Privê.
Serviço
Agendamento: (61) 3550-6231 / (61) 3550-6271
Regiões atendidas: Ceilândia Sul, Ceilândia Norte, Setor P Sul, Setor P Norte, Setor O, Expansão do Setor O, Setor QNQ, Setor QNR e Condomínio Privê
Dias de coleta: Terças e quintas-feiras (mediante agendamento)
Equipes atuaram em 34 pontos de quatro regiões administrativas; durante as abordagens, o GDF oferece diversos serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social
O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil do Distrito Federal, atendeu, nesta semana, 54 pessoas no Plano Piloto, Ceilândia, Cruzeiro e Sudoeste. Do sábado (9), até a última sexta-feira (15), as operações passaram por 34 pontos e recolheram 23 estruturas precárias com auxílio de nove caminhões.
“Em cada ponto onde passamos, levamos atendimento de saúde, assistência social, acesso à educação e encaminhamentos para habitação”
Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil
“As ações de acolhimento que realizamos todos os dias, sob a coordenação da Casa Civil, refletem o cuidado e a atenção do GDF com quem enfrenta situações de vulnerabilidade extrema”, enfatiza o secretário-chefe da Casa Civil e coordenador da Política Distrital para a População em Situação de Rua, Gustavo Rocha. “Em cada ponto onde passamos, levamos atendimento de saúde, assistência social, acesso à educação e encaminhamentos para habitação. Também abrimos caminhos para que essas pessoas possam se qualificar e conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Tudo isso porque acreditamos que oferecer oportunidades é o primeiro passo para que cada pessoa possa reconstruir a vida e sair da situação de rua”.
Endereços no Plano Piloto e em Ceilândia receberam ações de acolhimento na última semana | Foto: Agência Brasília
No Plano Piloto, as equipes passaram pela região próxima à Piscina de Ondas, no Parque da Cidade, no Museu da República, na Asa Norte, na Asa Sul e no Noroeste. Em Ceilândia, a ação ocorreu nas redondezas da CNM 2 e da QNN 11. No Cruzeiro, o serviço ocorreu perto da Feira Permanente, nas Quadra 809, 801, 1601 e 903 e no Viaduto Ayrton Senna, além da CLSW 301 do Sudoeste.
Política distrital
Sob coordenação do secretário-chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, o Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF promoveu visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos.
O DF foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo STF
Em 27 de maio de 2024, o GDF tornou oficial o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira.
Em julho deste ano, a vice-governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que lançou o programa Acolhe DF, que propõe busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com vício em drogas – tanto as ilícitas quanto álcool e tabaco –, criando uma linha de atendimento a essas pessoas e, consequentemente, aprimorando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público.
No mesmo mês, o GDF inaugurou o primeiro hotel social da capital da República, destinado a acolher e abrigar a população em situação de rua. O equipamento oferece 200 vagas para pernoite e recebe também animais de estimação. Só na primeira semana, foram registrados mais de mil acolhimentos no local.
Além disso, desde 2022, o governo promove, em períodos de baixas temperaturas, a chamada Ação Contra o Frio, com oferta de espaços públicos para pernoite de pessoas em situação de rua. Apenas neste ano, a unidade aberta na Asa Sul registrou 6,6 mil atendimentos. No local, também foram oferecidos casacos e cobertores arrecadados por meio da campanha Agasalho Solidário, da Chefia-Executiva de Políticas Sociais.
Emater-DF auxilia produtores na elaboração de projetos e no acesso a recursos por meio de programas como Prospera, FDR e Pronaf
Informação, orientação técnica e acesso ao crédito rural: foi com esses pilares que a produtora Maria Aparecida Pereira, 53 anos, decidiu inovar e apostar no cultivo de mirtilo, também conhecido como blueberry. Com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e a participação em programas de fomento à produção agrícola, ela impulsionou seus negócios no campo.
Apenas neste ano, mais de R$ 5 milhões em crédito rural foram acessados por produtores do Distrito Federal com apoio técnico da Emater-DF. Ao todo, 89 projetos foram contratados por meio de programas como Prospera, Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Maria Aparecida Pereira classifica o crédito rural como “uma oportunidade única” | Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
“É uma oportunidade única para a gente, que não tem dinheiro guardado. A gente recebe o produto antes e paga depois, com dois anos de carência. É muito vantajoso”, afirma Maria Aparecida. “Recebemos as mudas e, com o recurso, conseguimos comprar os recipientes e outros materiais necessários para a produção.”
Além do cultivo de mirtilo, a produtora investiu na melhoria da produção de leite, com apoio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de âmbito federal. Hoje, ela comercializa os produtos em feiras, mas já vislumbra novos horizontes: “Queremos vender em maior volume e colocar os produtos em mercados. Isso vai nos permitir alcançar mais pessoas.”
Informação no campo
A Rota da Fruticultura incentiva o cultivo de frutas com alto valor agregado e potencial de exportação
A decisão de cultivar mirtilo veio após orientação da Emater-DF. Maria Aparecida e a família dela participaram de cursos e receberam consultoria técnica contínua. “Eles estão sempre por perto, dando força e trazendo informações importantes. A ideia da plantação surgiu com a Rota da Fruticultura, e o extensionista rural da Emater me ajudou a entrar no programa”, relata.
Segundo o extensionista rural Fernando Landim, a Rota da Fruticultura é uma iniciativa do Ministério da Integração, com participação da Embrapa, da Emater e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. O objetivo é incentivar o cultivo de frutas com alto valor agregado e potencial de exportação. “São culturas com excelente produtividade e retorno financeiro significativo para o produtor. É uma oportunidade de entrar em um nicho que ainda está em expansão”, explica.
Além da assistência técnica, a Emater-DF atua diretamente na elaboração de projetos e no encaminhamento da documentação necessária para acesso às linhas de crédito. “O crédito rural permite que o produtor faça investimentos que, muitas vezes, ele não conseguiria sozinho. A gente orienta, prepara o projeto, acompanha o processo junto aos bancos e continua ao lado do produtor durante toda a implantação: desde a compra dos insumos até o plantio e a irrigação”, detalha Landim.
Podem participar de programas de crédito produtores rurais — pessoas físicas ou jurídicas — atendidos pela Emater-DF. Para isso, é necessário comparecer ao escritório mais próximo da empresa, levando os documentos pessoais e da propriedade, para avaliação da linha de crédito mais adequada e da viabilidade do projeto.
Pelo brasileirão, o Fluminense recebeu o Fortaleza com um time mesclado de reservas e um zagueiro sub 20.
Após um início confuso, aos 8 minutos grande lançamento de Samuel Xavier, jogada de craque de Serna e Cano abriu o placar.
Aos 23 minutos sai Keno(machucado), para entrada de Canobio.
Aos 25 minutos, Renê corta pra lateral, esquece de marcar o adversário que se aproveita da falha, e faz o gol, anulado por toque de mão, mas inacreditável a displicência de Renê.
Aliás é uma constante no Fluminense não marcar a cobrança de lateral adversária.
Como é constante a opção errada de só começar a marcar a partir da nossa intermediária defensiva.
Outra falha nossa é ficar tocando a bola na nossa intermediária defensiva, pois não evolui para o ataque e corre o risco de errar o passe no nosso campo.
Vale o registro que Bernal até marca razoavelmente, mas erra muitos passes no nosso campo defensivo.
Sem nenhuma razão, o Fluminense entrega a bola para o adversário que não cria nada.
Aos 45 minutos, o árbitro marca pênalti em Martinelli, que o VAR(vamos assumir o roubo) anula após o narrador Luís Carlos Jr da globolixo implorar para anular.
Em resumo, neste caso o árbitro até apita o que vê, mas o dono das fuleiragens do apito no Brasil é o VAR, cujo significado já expus acima.
Voltamos para o segundo tempo e o cenário do primeiro tempo se repete, com o Fortaleza tendo a posse de bola, e o Fluminense contra atacando.
Aos 18 minutos Serna passa pela marcação em velocidade e toca para Canóbio fazer 2×0.
Aos 21 minutos entra Hércules, saindo Martinelli
Aos 27 minutos Cano perde excelente oportunidade.
Aos 28 minutos, 3 jogadores do Fluminense não conseguem marcar 1 jogador do Fortaleza que lança o atacante para diminuir o placar.
Aos 34 minutos saem Cano(machucado) e Ganso para entrada de Everaldo e Lima.
Apesar da vitória, visível que o Fluminense precisa ter mais ambição para fazer gols, não podendo se acomodar quando tem vantagem mínima no placar.
Melhor jogador em campo foi Serna.
Na próxima terça feira as 21:30 horas, receberemos o América de Cali em busca de mais uma vitória, e com isso garantir a vaga para as quartas de final da Sul Americana.
Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺
Raimundo Ribeiro Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor
Cinquenta e dois produtores rurais serão contemplados em ação que fortalece a segurança hídrica
Brasília, 16 de agosto de 2025 – Na próxima terça-feira (19), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizará a assinatura de 52 novos contratos do Projeto Produtor de Água no Pipiripau. A cerimônia acontecerá no Núcleo Rural Santos Dumont – Parque dos Pequizeiros.
Coordenada pela Adasa desde 2012, a iniciativa já beneficiou 235 propriedades rurais da bacia do Ribeirão Pipiripau. O projeto incentiva a recuperação de áreas degradadas e promove práticas de conservação do solo e da água, assegurando maior disponibilidade e qualidade hídrica para a região. Os produtores participantes recebem pagamento por serviços ambientais, dentro do princípio “Protetor-Recebedor”, que valoriza quem preserva os recursos naturais.
Entre os resultados alcançados, destaca-se a revitalização do canal Santos Dumont, que reduziu em cerca de 50% as perdas de água por infiltração e evaporação. A medida contribuiu para o abastecimento local e reduziu disputas pelo uso da água. Desde sua criação, o projeto já investiu mais de R$ 3 milhões em Pagamentos por Serviços de Proteção dos Recursos Hídricos (PPRH), consolidando parcerias com agricultores e gerando benefícios ambientais e sociais para toda a comunidade.
Evento gratuito será realizado no dia 7 de setembro pelo projeto Rota das Pedaladas
Brasília, 16 de agosto de 2025 – No próximo dia 7 de setembro, o Guará será palco do Passeio da Independência, atividade gratuita organizada pelo projeto Rota das Pedaladas. A concentração está marcada para as 7h, em frente à administração regional, reunindo ciclistas de todas as idades em uma manhã de lazer, esporte e integração.
O passeio oferecerá três opções de percurso: 5 km, 10 km e 20 km, acessíveis para iniciantes e experientes. Os 300 primeiros inscritos receberão um kit exclusivo com camiseta, viseira, garrafa, mochila e medalha. As inscrições podem ser feitas pelo link disponível no perfil oficial do projeto em uma rede social.
“O Passeio da Independência é uma oportunidade para celebrarmos uma data histórica de forma saudável, reunindo famílias, amigos e toda a comunidade. Queremos ver o Guará pedalando junto nesse dia tão especial”, destacou o administrador regional, Artur Nogueira.
O evento é realizado pela organização Transforma Vidas e conta com apoio da Administração Regional do Guará, do Ministério do Esporte e do Governo Federal.
Para a presidente do Progressistas do Distrito Federal, vice-governadora Celina Leão, a preservação ambiental é fundamental para qualidade de vida da população e para as futuras gerações
O Partido Progressistas (PP) promoveu, neste sábado (15), o projeto ambiental +Pet do PP. A ação foi realizada na Prainha do Lago Paranoá e reforça o compromisso da agremiação com o meio ambiente por meio de atividades que aliam a conscientização sobre a importância de preservar a natureza com lazer para toda a família.
O evento contou mergulhadores voluntários que retiraram resíduos de dentro do lago. Também houve feira de adoção de pets e doação de mudas nativas do Cerrado, além de palestras educativas e uma programação especial para as crianças. Todo o lixo recolhido foi pesado e destinado corretamente.
Para a presidente do Progressistas do Distrito Federal, vice-governadora Celina Leão, a preservação ambiental é fundamental para qualidade de vida da população e para as futuras gerações.
“Essa iniciativa significa mais do que uma limpeza no lago, mas um momento de conscientização ambiental e, sobretudo, união para cuidar do nosso Cerrado. Além de ser uma excelente oportunidade de nos aproximarmos dos jovens por meio de ações que promovam um futuro melhor para eles”, destaca Celina.
Durante o evento também foram realizadas 50 filiações de novos integrantes aos quadros progressistas.
Iniciado em 2023, o programa de regularização fundiária avança com novas ações, garantindo direito à terra e reconhecimento ao produtor rural
Não há cidade sem campo, nem alimento sem o trabalho do produtor rural e do motorista que o transporta. Com esse olhar sobre a importância da zona rural para a vida urbana, o Governo do Distrito Federal (GDF) avança no programa de regularização fundiária iniciado em 2023. De janeiro até julho de 2025, o programa somou 200 regularizações. Desde o início, já são 780 imóveis rurais formalizados por meio de diferentes instrumentos jurídicos, de acordo com a Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR).
O Governo do Distrito Federal avança no programa de legalização fundiária; de janeiro até julho de 2025, foram 200 regularizações | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Segundo o presidente da ETR, Cândido Teles de Araújo, os resultados alcançados desde a criação da entidade refletem uma mudança significativa na forma como o processo de regularização fundiária é conduzido no DF. “Com as novas tecnologias, conseguimos encurtar caminhos. Antes, para conseguir um contrato, era preciso passar por 28 etapas. Hoje, a principal exigência é que o cidadão esteja ocupando a área e desenvolvendo alguma atividade rural ou ambiental”, explica.
Outro avanço, segundo ele, foi a mudança de postura da administração pública, que passou a ir até o produtor: “Agora, nós tomamos a iniciativa de chamar as pessoas para regularizar suas terras. Por meio dos editais de chamamento, os interessados se apresentam voluntariamente. Isso evita parcelamentos irregulares, grilagens e a venda de áreas por quem não é proprietário de fato. Essa medida já beneficiou mais de 500 famílias”.
Cândido também confirmou a continuidade das ações. “Lançamos recentemente um edital de chamamento no Lago Oeste, uma área grande que recebemos da União, chamada Contagem de São João. Serão mais de 540 famílias beneficiadas. Já estamos atendendo os produtores e, nos próximos 90 dias, esse público será completamente contemplado”, conta.
Editais de chamamento incentivam os produtores rurais a, de forma espontânea, regularizarem suas terras
Sobre os modelos de concessão, a principal diferença está na exigência de matrícula individualizada: a Concessão de Direito de Uso (CDU) dispensa essa exigência, enquanto a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) requer o documento, o que encarece o processo devido ao pagamento de Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI). Na prática, ambos garantem os mesmos direitos, como posse da terra, renovação da concessão a cada 30 anos e possibilidade de compra futura. Por esses motivos, a CDU tem se mostrado mais vantajosa para os produtores. O Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), por sua vez, é destinado a assentamentos de trabalhadores rurais.
Sobre o Prat, o presidente da ETR lembra que o programa envolve terras destinadas à reforma agrária pela Terracap em 2013 e 2014. “Essas áreas foram repassadas aos movimentos sociais e parte delas está sendo devolvida à Terracap. Agora, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) conduz esse processo e a ETR poderá entregar a CDU aos ocupantes, conforme os prazos definidos pela nova legislação”, esclarece.
Em 2023, primeiro ano de execução do programa, foram formalizadas 206 áreas, sendo 190 por meio de CDU e CDRU, além de 16 transferências. Em 2024, foram 374 imóveis regularizados: 283 por CDU/CDRU, 64 por transferências e 27 pelo Prat. Até julho de 2025, o programa soma mais 200 regularizações, sendo 160 por CDU/CDRU, 30 por transferências e 10 pelo Prat.
O presidente da ETR ressaltou o impacto positivo: “É uma política de paz no campo. Com o documento, o produtor rural tem acesso a crédito subsidiado, como o FCO [Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste]. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento. O produtor rural tem os mesmos direitos que o homem da cidade. Precisa estar fixado no campo para produzir os alimentos que consumimos. A cidade processa o alimento, mas quem produz é o campo”.
Por fim, Cândido destacou o compromisso do governo: “Depois de 65 anos, o produtor finalmente está recebendo o documento da sua terra. Isso só foi possível com o apoio do governador Ibaneis Rocha, da vice-governadora Celina Leão e da Terracap. A criação da ETR foi fundamental para dar agilidade a esse processo. Nosso trabalho é feito com carinho, respeito e reconhecimento ao produtor rural. Ele tem direito a ter uma boa casa. Se o morador da cidade tem direito ao documento do seu imóvel, o homem do campo também deve ter”.
Segurança
O maior produtor rural de jabuticaba do Distrito Federal e presidente da Associação dos Produtores Pioneiros dos Caub I e II, Orlando de Azevedo, 71 anos, reforça que, com a documentação em mãos, os produtores ganham segurança jurídica. “Agora sim, é como ter um imóvel escriturado e registrado no nome. A gente pode construir, investir. Antes, a terra era do governo. Agora, é nossa. Com toda essa documentação, nós, produtores rurais, nos sentimos seguros. Tudo que foi construído aqui foi com o nosso suor e nossos recursos. Se atualizassem o valor de tudo que já investimos, a propriedade valeria como área urbana. Mas o que queremos mesmo é justiça: reconhecimento e o direito de continuar produzindo”, ressalta.
Ele lembra que chegou à região em 2003: “Desde então, sofremos pressões pela retomada das áreas. Por isso, criei a associação. Convidei outros produtores, formamos parcerias com conselhos rurais, e fomos à luta com reuniões e articulações. Até que a ETR surgiu. A fazenda foi dividida em glebas, individualizamos as chácaras, as matrículas foram registradas em cartório, e assim foi possível lançar os editais de venda para os ocupantes”.
Segundo ele, a empresa já regularizou grande parte das áreas rurais. “Ainda falta muito, mas já foi um avanço enorme. Editais de venda foram lançados e estamos comprando as terras, realizando o sonho do produtor rural de adquirir aquilo onde investimos a vida toda”, comemora.
Orlando de Azevedo, produtor rural de jabuticaba: “Agora sim, é como ter um imóvel escriturado e registrado no nome. A gente pode construir, investir. Antes, a terra era do governo. Agora, é nossa”
Gabriel de Jesus, 68, produtor rural que atua com gado leiteiro e produção de queijo, fala com entusiasmo sobre a importância da regularização fundiária para quem vive da terra. “A importância dessa regularização aqui na nossa região é fundamental. A gente luta há muitos anos por isso”, diz.
Segundo ele, a falta de regularização trouxe muita incerteza ao longo do tempo: “Durante todo esse período, produzimos acreditando que um dia esse direito viria. E agora, sim, a gente está muito feliz. Agora vamos poder trabalhar com tranquilidade, sem medo de sermos retirados da terra, como já aconteceu com outros produtores. A gente vivia com ameaça de derrubada, era difícil produzir com esse tipo de pressão. Agora, temos garantia e respaldo”.
O produtor agrícola com foco em banana, José Gonzaga, 80, também destaca que a regularização fundiária no DF representa segurança total. “Era muita insegurança, pois a gente não tinha apoio real por parte do governo. Foram anos difíceis. Hoje, graças a Deus, depois de tanto tempo, estamos vendo justiça ser feita. Receber a terra e ter um título é algo que nos dá tranquilidade, inclusive para conseguir financiamento e dar segurança para a família”, afirma.
Para o produtor agrícola José Gonzaga a regularização fundiária representa segurança: “Receber a terra e ter um título é algo que nos dá tranquilidade, inclusive para conseguir financiamento e dar segurança para a família”
ETR Acerta
Em maio deste ano, a empresa também lançou o programa de renegociação de dívidas, o ETR Acerta. Os produtores puderam aderir às condições especiais de pagamento, por meio da emissão nominal dos contratos de CDRU e de CDU para áreas rurais do Distrito Federal.
“Muitos produtores estavam inadimplentes porque os valores eram altos. Com o ETR Acerta, permitimos o parcelamento em até 12 vezes, com isenção de multas e encargos. Mais de 700 famílias estão sendo beneficiadas. Isso é bom tanto para o produtor, que regulariza sua situação, quanto para nós, que conseguimos receber”, explica o presidente da Empresa, Cândido Teles de Araújo.
As informações sobre inscrição, requisitos necessários (escolaridade, idade e CNH, entre outros dados), fases do certame (prova teórica, teste de aptidão física, dentre outras) e demais orientações estão descritas no edital. Recomenda-se aos interessados acompanhar os canais oficiais da corporação.
“Após nove anos do último edital de ingresso para nossa corporação, estamos preparados para dar início a um novo ciclo de formação de bombeiros militares e para servir a população do Distrito Federal cada dia melhor”, afirma o comandante-geral do CBMDF, coronel A. Barcelos. “O edital foi construído ao longo de todo esse período, e enfim, consolidará o esforço institucional em selecionar os candidatos que melhor se adequem ao perfil profissiográfico exigido pela corporação”.
Ações passaram por 34 pontos no DF com serviços de acolhimento, saúde e assistência social
Brasília, 16 de agosto de 2025 – O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil do Distrito Federal, realizou nesta semana atendimentos a 54 pessoas em diferentes regiões administrativas, incluindo Plano Piloto, Ceilândia, Cruzeiro e Sudoeste. Entre os dias 9 e 15, as equipes visitaram 34 pontos e recolheram 23 estruturas precárias, com o apoio de nove caminhões.
Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, responsável pela coordenação da política distrital, o trabalho busca unir acolhimento e oportunidades para quem enfrenta vulnerabilidade extrema. “Em cada ponto onde passamos, levamos saúde, assistência social, educação, encaminhamentos para habitação e possibilidades de qualificação profissional. Acreditamos que oferecer oportunidades é o primeiro passo para que cada pessoa possa reconstruir a vida”, destacou.
Endereços no Plano Piloto e em Ceilândia receberam ações de acolhimento na última semana | Foto: Agência Brasília
As ações ocorreram em locais como a Piscina de Ondas do Parque da Cidade, Museu da República, Asa Norte, Asa Sul e Noroeste, no Plano Piloto. Em Ceilândia, as equipes atuaram na CNM 2 e na QNN 11. No Cruzeiro, os atendimentos foram registrados nas proximidades da Feira Permanente, em diversas quadras e no Viaduto Ayrton Senna, além da CLSW 301 do Sudoeste.
O Distrito Federal foi o primeiro ente federativo a lançar uma política pública após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu ações de retirada forçada da população em situação de rua. Desde maio de 2024, o plano vem sendo implementado semanalmente, ampliando o acesso dessa população a serviços de saúde, assistência e políticas de reinserção social.
O DF foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo STF
Entre as medidas já adotadas pelo GDF estão o programa Acolhe DF, voltado ao tratamento de pessoas em situação de rua com dependência química, e a inauguração do primeiro hotel social da capital, que oferece 200 vagas de pernoite, incluindo acolhimento de animais de estimação. Em julho, apenas na primeira semana de funcionamento, mais de mil atendimentos foram registrados no espaço.
Outra frente é a Ação Contra o Frio, realizada anualmente durante períodos de baixas temperaturas. Somente em 2025, a unidade da Asa Sul registrou 6,6 mil acolhimentos, com oferta de abrigo, agasalhos e cobertores arrecadados na campanha Agasalho Solidário.