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Bonecos infláveis de Lula e Dilma são levados para protesto em Brasília

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Lula da Silva, batizado de Pixuleco, nas proximidades da Esplanada dos Ministérios (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)
Lula da Silva, batizado de Pixuleco, nas proximidades da Esplanada dos Ministérios (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)

Grupo protestava contra o governo durante desfile oficial do 7 de Setembro. Manifestantes não se aproximaram do palanque; área do desfile foi cercada.

Isabella Calzolari e Mateus Rodrigues, do G1 DF – Manifestantes contrários ao governo levaram na manhã desta segunda-feira (7) para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, bonecos infláveis representando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – com roupa listrada, de presidiário – e a presidente Dilma Rousseff.

Os bonecos foram exibidos simultaneamente ao desfile oficial do 7 de Setembro, do qual Dilma e ministros participavam.

As estruturas tinham cerca de 15 metros de altura e estavam protegidas por grades. O vento forte fez com que ambas murchassem, e, por volta das 9h30, os organizadores tentavam consertá-las para enchê-las novamente.

A presidente Dilma Rousseff, que assistiu ao desfile do palanque oficial, ficou isolada de manifestantes, que fizeram um protesto fora da área isolada. Toda a região nas proximidades da região do desfile foi cercada com tapumes de alumínio, que depois de instalados viraram alvos de pichações. A área cercada, de aproximadamente dois quilômetros, terminava junto às arquibancadas, no trecho onde ocorreu o desfile oficial. Esse isolamento é o mesmo adotado desde 2013, segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência. Todas as pessoas que assistiram ao desfile tiveram de passar por revista policial.

A concentração do protesto começou às 8h, entre o Museu da República e a Catedral Metropolitana. O grupo portava faixas e cartazes, com pedidos que incluíam impeachment e intervenção militar. Carros de som levados pelos organizadores reproduziam palavras de ordem contra o governo.

Durante o protesto, policiais militares fizeram barreiras para revistar manifestantes com mochilas. A PM havia vetado o uso de máscaras por manifestantes, bandeiras com hastes de madeira ou plástico, garrafas de vidro e objetos que podiam ser transformados em armas em caso de confusão.

“Hoje, o boneco [de Lula] fica parado aqui nesse cercado. Fizemos uma vaquinha para baixar a segurança, porque recebemos muitos ataques virtuais, gente dizendo que voltaria a furar o boneco [como ocorrido em São Paulo]”, disse o representante do Movimento Brasil Josan Leite.

Cédulas com os rostos da presidente e miniaturas do boneco de Lula com roupa de presidiário eram vendidas no local. O bombeiro hidráulico Valter Ferreira comprou uma e disse que o protesto é o quarto do qual participa.

“Defendo um Brasil melhor, para que todos os cidadãos de bem possam ir e vir. Comprei o boneco para colocar no carro e para ajudar o pessoal que organiza”, afirmou.

“Acredito que alguém tem que fazer alguma coisa. Os movimentos estão fazendo a parte deles convocando a população e agora vai de cada um querer agir para mudar esse país”, afirmou o desenvolvedor de sistemas Cleiton Batista, de 39 anos.

Um grupo foi vaiado ao exibir faixas e cartazes de apoio à presidente Dilma Rousseff e ao PT. Em uma das bandeiras havia os escritos “+ direitos, + democracia”.

Grupo com faixas e bandeiras de apoio ao PT (Foto: Mateus Rodrigues/G1)
Grupo com faixas e bandeiras de apoio ao PT (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

O servidor aposentado Afonso Magalhães ajudava a segurar o “bandeirão” de apoio à presidente Dilma. Segundo ele, o grupo é formado por diversos movimentos sociais e não tem uma liderança específica. “Defendemos a democracia, as conquistas dos últimos 12 anos e a companheira Dilma.”

Em greve desde a última terça por equiparação salarial com policiais federais e nomeação de aprovados em concurso, policiais civis também levaram cartazes à Esplanada dos Ministérios. Eles estavam vestidos de preto e criticavam o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e a presidente Dilma Rousseff.

“Temos essa afinidade histórica, desde que a capital foi transferida para Brasília. O governo federal ofereceu um reajuste igual ao do servidor público do Executivo, mas precisamos que o governador Rollemberg envie uma mensagem estendendo esse reajuste”, disse o presidente do sindicato da categoria, Rodrigo Franco.

Marcha

Com o fim do desfile oficial de 7 de Setembro, representantes do Movimento Grito dos Excluídos deixaram o Museu da República em direção ao Congresso Nacional. O grupo se diz a favor da presidente Dilma Rousseff, mas contra o ajuste fiscal. Segundo a organização, o ato mobilizou 1,5 mil manifestantes.

“Temos uma necessidade de democratização dos meios de comunicação e queremos debater a violência, principalmente contra a juventude. Apoiamos as medidas progressistas do governo, mas somos totalmente contra o ajuste fiscal”, declarou o articulador, Fábio dos Santos.

O Congresso Nacional foi isolado com grades e um cordão policial, e manifestantes ficaram impedidos de acessar o gramado.

Por volta de 12h15, manifestantes contrários ao governo Dilma decidiram deixar a Catedral Metropolitana e desceram em direção ao Congresso Nacional. Eles rezaram em frente ao monumento antes do início da marcha.

A líder do Movimento Papo Direto, Kelly Bolsonaro, afirmou que a marcha pede a “independência do povo brasileiro”. “Hoje, em especial, queremos que marque a independência dos brasileiros por todo o sofrimento que vem passando, por tanto roubo e principalmente pela tentativa de implantação do comunismo no Brasil (sic).”

Apreensões

Um artefato explosivo, dois canos de PVC, hastes de bandeira, facas e tesouras foram apreendidos por policiais militares durante a revista. Além disso, pelo menos dois adultos e um adolescente foram encaminhados à 5° Delegacia de Polícia depois de serem flagrados com duas porções de droga na mochila.

“As abordagens eram direcionadas a pessoas que estão com bolsas, mochilas, de bicicleta e ambulantes com caixa de isopor. Esses materiais apreendidos, em uma manifestação podem se tornar uma arma”, disse o tenente Marcelo Languedey. “Essa bomba que encontramos faz mais barulho, mas se for estourada perto de uma pessoa, pode machucar.”

A Polícia Militar informou que dois policiais civis chegaram a ser detidos por invadir a área do desfile. Eles foram liberados depois por não terem cometido crime, informou o capitão Michello Bueno.

Outro protesto

Durante o desfile de 7 de Setembro, um grupo aproveitou a ocasião para colocar fogo em pneus na altura da Rodoviária do Plano Piloto, pedindo construção de moradias populares e auxílio-aluguel. O ato aconteceu a cerca de três quilômetros de distância do local do desfile.

Os manifestantes pertencem ao Movimento Resistência Popular e disseram não ter relação com o grupo que pede a saída da presidente Dilma Rousseff, que se concentrava com faixas e cartazes no Museu da República e a Catedral Metropolitana. Eles querem um posicionamento do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

De lá, o grupo seguiu em direção ao Museu da República e prestou apoio aos manifestantes que diziam palavras de ordem contra o governo.

Sinpro reclama que mais uma vez governo Rollemberg não paga o 13º salário

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O Governo do Distrito Federal creditou o pagamento do mês, porém, não pagou o salário extra programado aos aniversariantes do mês

Professores e orientadores educacionais que fazem aniversário em agosto não receberam o 13º salário. As informações são do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF). Na noite de sexta-feira (4) para sábado (5), o Governo do Distrito Federal (GDF) creditou o pagamento do mês, porém, não pagou o 13º salário dos professores e orientadores educacionais, o qual deveria ter sido pago juntamente com a remuneração mensal.

Mais uma vez, como tem ocorrido ao longo deste ano de 2015, o governo Rodrigo Rollemberg desmembrou o pagamento e o resultado disso é os professores e orientadores passarem este fim de semana prolongado pelo feriado de 7 de Setembro sem o 13º e, para alguns, a situação ainda é pior: vão ficar também sem o pagamento do mês porque o Banco de Brasília (BRB) descontou dos professores e orientadores que fizeram antecipação de 13º alguns meses atrás já fez o desconto, não esperando o crédito do 13º salário sair.

Ou seja, professores e orientadores que fizeram adiantamento de 13º salário, além de não receber o 13º, ficou sem o pagamento do mês integral porque o BRB descontou esse adiantamento do pagamento normal. Isso fará com que esses e essas profissionais passem o fim de semana sem dinheiro.

O GDF não confirmou com a diretoria colegiada do Sinro-DF uma data de pagamento do 13º. A direção do Sinpro-DF já está entrando em contato com o banco para ver essa questão dos descontos do 13º de quem antecipou, porém, provavelmente, como nos outros meses, só irá ser resolvido de terça-feira (8) para quarta-feira (9). (Fonte Sinpro)

Audiência pública discutirá o acesso dos povos itinerantes à educação

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Deputado Reginaldo Veras ​Foto: Rinaldo Morelli/CLDF
Deputado Reginaldo Veras ​Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

A situação de itinerância impede que os alunos concluam o ano letivo em uma mesma escola

Por Anna Cléa Maduro – Segundo a resolução nº 3 do Ministério da Educação, publicada no Diário Oficial da União em 16 de maio de 2012, crianças e jovens em situação de itinerância por motivos culturais, políticos, econômicos e de saúde têm direito à educação pública gratuita e de qualidade.

O documento prevê que grupos sociais como ciganos, indígenas, povos nômades, trabalhadores itinerantes, acampados, circenses e artistas, cuja condição é de deslocamento constante de uma região à outra, tenham vagas na rede pública de ensino asseguradas e a garantia da liberdade de crença religiosa e cultural dentro das salas de aulas brasileiras.

Para o presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Casa (CESC), deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT), “a educação é um direito e o Estado deve assegurar que todos tenham acesso pleno a uma escola pública de qualidade. A situação de itinerância impede que os alunos concluam o ano letivo em uma mesma escola, mas cabe à instituição ajudar neste processo”, frisa.

A resolução determina que as instituições facilitem o processo de matrícula desses estudantes, mesmo que a família itinerante não disponha de certificado, histórico ou relatório da instituição anterior. Além disso, os professores devem desenvolver estratégias pedagógicas adequadas e acompanhar o processo de ensino-aprendizagem, respeitando o contexto social e cultural de cada um.

Apesar do documento, a realidade nem sempre é a da inclusão dos povos itinerantes no ambiente educacional. Segundo a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, o direito à educação para essas pessoas muitas vezes é violado, desrespeitando a resolução e, sobretudo, a garantia desse direito fundamental.

A fim de levar a problemática à Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), a SEMIDH propôs ao presidente da CESC um debate sobre a Educação Escolar Cigana. A resolução do Ministério Público engloba diversos grupos em situação de itinerância, contudo muitas crianças e jovens ciganos não estão sendo contemplados nas escolas distritais e é preciso tratar urgentemente da inserção desses indivíduos no contexto educacional.

Interessado na proposta, o deputado Prof. Reginaldo Veras aceitou o desafio e aguarda os interessados, o poder Executivo e a comunidade cigana para uma audiência pública na próxima terça-feira, dia 8 de setembro, às 10h, no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

GDF descarta custos ao usuário após concessão de pontos turísticos

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Foguetinho, no Parque Ana Lídia, é um dos símbolos do Parque da Cidade
Foguetinho, no Parque Ana Lídia, é um dos símbolos do Parque da Cidade

Secretário diz que governo vai estudar medidas econômica para garantir lucro das empresas

Por Carol Oliveira – O Governo do Distrito Federal deve lançar neste mês o plano de concessões que vai apontar os espaços públicos do Distrito Federal que serão administrados pela iniciativa privada. A lista inclui os principais pontos turísticos e de uso coletivo da Capital Federal e desperta a preocupação dos brasilienses e visitantes em relação a cobrança de entradas e taxas adicionais. O governo garante que não haverá custos para o cidadão.

O secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes, afirma que o governo não vai aceitar propostas que gerem gastos aos usuários.

— A nossa premissa em relação às concessões é não onerar o cidadão, que já está cansado de pagar impostos, pagar pelos serviços. Os usuários não vão pagar para entrar no Parque da Cidade, na Torre de TV. A cobrança deve ser apenas para os estacionamentos.

Para evitar os custos com entradas e pagamentos para uso dos locais, o governo realiza um estudo da viabilidade econômica dos espaços públicos que serão concedidos para garantir lucro às empresas. No Parque da Cidade, há possibilidade de aumento dos alugueis cobrados por permissionários que atuam no espaço, como restaurantes, serviços de massagem, parque de diversão e bares, além da instalação de novos negócios. Em troca, a empresa deve realizar a manutenção do espaço e garantir a prestação dos serviços.

Segundo Arthur Bernardes, o valor mensal dos aluguéis de todos os permissionários do Parque é de R$ 25 mil enquanto os gastos passam de R$ 2 milhões com a manutenção de capina, conta de luz, conta de água, limpeza e segurança.

— É injusto que os permissionários paguem aluguéis que estão muito abaixo dos valores cobrados no mercado e esses aluguéis não são reajustados há muitos anos.

No Autódromo de Brasília o governo pode autorizar o funcionamento de um restaurante e a realização de provas automotivas pelas empresas. Apesar de as medidas ainda estarem em análise, Bernardes diz que serão as mais viáveis e, provavelmente as adotadas pelo governo.

Governo pode autorizar aumento de alugueis de permissionários do Parque da Cidade para garantir lucro de empresas concessionárias

— Se você não cobra do cidadão, tem que dar possibilidade para que as empresas explorem o local economicamente para ter lucro e garantir que as empresas vão se interessar pelo negócio, diz o secretário.

Além de pontos turísticos, a Secretaria de Economia recebeu, até agosto, propostas de empresas interessadas em administrar terminais de ônibus. Em troca, eles podem ganhar concessão de terrenos próximos ou a exploração comercial de casas lotéricas e outros estabelecimentos.

As concessões são vistas pelo governo como uma alternativa de diminuir gastos e alavancar a economia local em um momento de inúmeras dívidas. Os empresários apostam nestas possibilidades para garantir crescimento em um ano de baixas. O economista Newton Marques, explica que as concessões são uma boa alternativa para diminuir custos.

— Quando não tem recursos para continuar fazendo outras atividades, o Estado precisa passar alguns serviços para o setor privado para conseguir manter outras políticas públicas. As concessões proporcionam o governo de desvencilhar de custos, explica.

Um decreto publicado em junho pelo governo estabelece que as empresas podem administrar bens públicos e realizar construções de equipamentos e infraestrutura por meio de concessões, Parceria Público-Privada, arrendamentos e permissões. Um das obras que está na mira do governo é a construção da pista da Saída Norte para desafogar o trânsito entre o Plano Piloto, Sobradinho, Planaltina e o entorno do Distrito Federal. (Do R7)

Os anti-Dilma e a esquerda disputam Brasília em 7 de Setembro tenso

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Por Afonso Benites, do El Pais – O tradicional desfile militar que comemora a independência do Brasil, no dia 7 de Setembro, promete ser cercado de tensão em Brasília. Não durante a marcha, que deve contar com 3.000 militares desfilando, assistidos por 25.000 espectadores, entre eles a presidenta Dilma Rousseff e algumas dezenas de autoridades, mas após a cerimônia oficial. Dois grupos que se opõem visceralmente prometem dividir o mesmo espaço assim que a cavalaria, os veículos blindados e a esquadrilha da fumaça deixarem o chão e o céu da Esplanada dos Ministérios.

De um lado estarão os representantes de movimentos sociais de esquerda capitaneados por sindicatos, centrais sindicais, entidades de trabalhadores rurais e sem-teto, além de partidos como o PT, PCdoB e PSOL. Juntos, eles protagonizarão o Grito dos Excluídos, que há 20 anos ocupa o mesmo espaço depois dos desfiles pelas capitais brasileiras no dia da independência.

Do outro lado estarão ao menos dez coletivos que reúnem os que são a favor do impeachment de Dilma Rousseff. São grupos de direita, ou extrema direita, que se mobilizam principalmente pelas redes sociais e ganharam força nos últimos meses com ao menos três grandes jornadas de protestos no Brasil.

O objetivo do primeiro grupo é repetir pedidos ouvidos por todos os Governos brasileiros nas últimas duas décadas, como assentar todas as famílias de sem-terra ou melhorar as condições dos trabalhadores. Dessa vez, a crítica também se direciona à política fiscal com cortes e mudanças em benefícios em meio à crise econômica . “Uma de nossas pautas é tentar evitar a aprovação da lei da terceirização, que vai escravizar os trabalhadores brasileiros”, disse secretário de políticas sociais da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal, Ismael César. Pretendem também defender a democracia —em concreto, apoiar a presidenta contra o que julgam ser uma escalada golpista.

Enquanto isso, o segundo grupo tem o objetivo de constranger Rousseff publicamente e demonstrar que a “batalha pelo impeachment” continua, como disse uma das organizadoras do ato, Carla Zambelli, do movimento Nas Ruas, que está fazendo a convocatória ao lado do Revoltados On Line e outros grupos. O coordenador do Vem para Rua, outro grupo anti-Dilma, Rogério Chequer, foi além: “Queríamos que o 7 de setembro fosse o dia da independência do Brasil desse Governo intervencionista”.

A estratégia para incomodar a presidenta e seus convidados lançará mão da nova arma dos manifestantes: a exibição do boneco gigante inflável do ex-presidente Lula vestido de presidiário. Chamado de Pixuleco ou Lula Inflado,é a tentativa de colar no ex-presidente os escândalos de corrupção, em especial as da Operação Lava Jato, que envolvem o PT. Os manifestantes prometem também uma versão gigante de Rousseff e dizem ter fabricado dezenas de “lulas infláveis” pequenos que tentarão infiltrar na arquibancada diante da presidenta. Se não conseguirem levar o boneco de Lula para as proximidades da tribuna onde ficarão as autoridades, os manifestantes o instalarão em frente ao Tribunal Superior Eleitoral, foro que deve julgar nos próximos meses ações que pedem a impugnação da candidatura da petista. A orientação é para que todos os manifestantes a favor do impeachment se vistam roupas pretas.

Esse feriado em Brasília marca a primeira vez, desde a escalada da polarização política, que grupos antagônicos convocam protestos para o mesmo dia e, praticamente, o mesmo lugar. Como além do clima do acirramento há o ânimo declarado de alguns de passar da retórica extremista aos atos, há preocupação entre os responsáveis pela estratégia de segurança que ocorra algum tipo de provocação que leve a discussões ou confronto. O contingente policial que será empregado no ato não foi divulgado.

Governo entrega mais 400 apartamentos no Riacho Fundo II

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Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Desde o início do ano, região recebeu 2.384 unidades habitacionais do programa Morar Bem

Quatrocentos apartamentos, distribuídos em três condomínios, foram entregues neste sábado (5) no residencial Parque do Riacho, no Riacho Fundo II. As famílias contempladas fazem parte da faixa 2 do programa Morar Bem — vinculado ao Minha Casa, Minha Vida, do governo federal —, destinada a pessoas com renda familiar de R$ 1.600,01 a R$ 3.275. Os imóveis são de dois e três quartos.

Onze dos novos proprietários receberam as chaves das mãos do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. “É uma alegria muito grande compartilhar o sonho e a felicidade das pessoas”, afirmou. “Estamos combatendo a grilagem e a ocupação irregular do solo, promovendo a regularização fundiária e entregando unidades habitacionais.”

Uma das contempladas é a doméstica Josefa Medeiros da Silva, de 54 anos. Ela mora em Taguatinga, de aluguel, com o marido e um filho. “Hoje estou realizada com o apartamento todo pronto; é gratificante ter em mãos a chave da nossa moradia própria.”

O chefe do Executivo agradeceu ainda ao Banco do Brasil pelo empréstimo de R$ 41,32 milhões. O recurso foi liberado no início do ano, de um total de R$ 67,78 milhões solicitados por meio do Programa de Financiamento da Contrapartida do Programa de Aceleração do Crescimento (CPAC) do governo federal. A verba permite obras de infraestrutura no Parque do Riacho, como drenagem, terraplenagem e pavimentação.

De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), com a entrega de hoje, desde o início de 2015 foram recebidas 2.524 unidades habitacionais — 56 delas em Samambaia, 84 em Santa Maria e 2.384 no Riacho Fundo II.

Também participaram da entrega o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, o administrador do Riacho Fundo II, Francisco Vicemar Medeiros, o presidente da Agência de Desenvolvimento (Terracap), Alexandre Navarro Garcia, o diretor-presidente da Codhab, Gilson Paranhos, e o superintendente regional de governo do Banco do Brasil, Antonio Carlos Servo. (da Agência Brasília)

Secretário Marcos Pacco descarta saída do governo

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Titular da pasta de Desenvolvimento Humano e Social, Marcos Pacco diz que não passa de boatos sua saída do governo

Nas últimas semanas ficou forte nos bastidores do governo que o secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Marcos Pacco, vai deixar o cargo. Caso fosse confirmada a saída seria a oitava baixa no governo Rodrigo Rollemberg.

Marcos Pacco entrou em contato com o blog e negou que esteja de saída. E que seu compromisso é com o governador e com a cidade. Ele também fez um resumo do trabalho que vem executando.

“Apesar da crise, temos avançado. Já desenvolvemos em 8 meses mais de vinte ações que tiveram e terão impacto positivo na efetivação das políticas pelas quais somos responsáveis. Aliás, sou fruto de políticas públicas e por isso mesmo acho que o cidadão que mais precisa dessas políticas deve ser o centro do nosso trabalho”, detalha Pacco.

O secretário afirma que não está no cargo por uma questão pessoal. “Não estamos ali por nós, gestores ou servidores em geral, e sim pelos socialmente mais vulneráveis e pelas pessoas que tenham seus direitos violados. Costumo dizer que somos servidores para o público e não servidores públicos. Mas mudar cultura não é algo simples. Temos excelentes servidores na Secretaria, competentes e éticos. Ainda assim, é frustrante perceber que, para uma minoria, interesses pessoais ou corporativistas se sobrepõem ao interesse público.

Marcos Pacco enviou uma nota ao blog: “Minha gestão tem contrariado algumas pessoas que estão acostumadas a práticas nocivas, que lesam o cidadão, como escalas de trabalho irregulares, ilegalidades no uso de abonos e atestados, falta de zelo com a coisa pública, além de outro grupo que quer se perpetuar nos cargos. São essas pessoas, em sua maioria, que nos criticam. Mas o bom servidor, aquele que desempenha bem o seu papel, já entendeu que o objetivo da minha gestão é ajustar a máquina para melhorar a qualidade dos serviços e reduzir as desigualdades sociais.”

GDF cancela subsídio do PAS para alunos da rede pública

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Foto: Mayke Toscano/GCOM-MT
Foto: Mayke Toscano/GCOM-MT

Governo diz que não há base legal ou previsão orçamentária para o benefício

Por Rodrigo Vilela – O Governo do Distrito Federal cancelou o subsídio para parte dos estudantes do terceiro ano que pretendem tentar uma vaga na Universidade de Brasília através do Programa de Avaliação Seriada (PAS). A Secretaria de Educação afirma que não há previsão orçamentária ou legal para o subsídio. O custo da inscrição do PAS é de R$ 100.

O GDF explica que os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CADÚNICO) estão isentos da cobrança da taxa. Além dos alunos da 3ª série do ensino médio que cursaram os três anos do ensino médio na rede pública. Os demais estudantes terão que efetuar o pagamento, algo que não ocorreu nos últimos 10 anos. (do Diário do Poder)

Unificação de secretarias pode levar deputado Júlio César para o Governo

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Júlio César é o líder do governo na Câmara Legislativa
Júlio César é o líder do governo na Câmara Legislativa

Por Odir Ribeiro, do blog Rádio Corredor – Exclusivo. O governador Rodrigo Rollemberg pretende unificar as secretarias de Esporte, Cultura e Turismo em uma só. O primeiro objetivo é cortar gastos. O segundo ponto é tentar atrair o deputado distrital e líder do governo Júlio César para essa super pasta.

Um passarinho nos contou…que Júlio César já teria topado. O decreto juntando as três pastas pode sair na semana que vem.

Caso, Júlio César carimbe sua ida para o governo, quem viraria deputada é atual secretaria de Esportes, Leila do Volei sua primeira-suplente.

Os bastidores estão agitados.

Tribunal de Contas do DF investiga tratamento de Fibrose Cística

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5 de Setembro é o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fibrose Cística

Hoje, 5 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, uma doença crônica também conhecida como mucoviscidose. Sem cura, ela provoca o mau funcionamento das glândulas lacrimais, salivares, do suor e do muco, afetando a digestão e a respiração. O tratamento da doença deve ser contínuo e precisa associar fisioterapia, remédios e suplementos.

No Tribunal de Contas do Distrito Federal, tramita o Processo 29884/11, relacionado ao tratamento da Fibrose Cística no DF. Ele foi instaurado depois que o Ministério Público de Contas do DF protocolou a Representação 20/11, questionando o cumprimento da legislação no que diz respeito ao atendimento dos pacientes fibrocísticos na Rede Pública de Saúde do Distrito Federal.

Entre as determinações já feitas pelo TCDF à Secretaria de Saúde estão: reabastecer os estoques de medicamentos, suplementos e enzimas voltados para o tratamento da doença; criar uma Comissão de Farmácia e Terapêutica; e verificar as pendências para que o Hospital da Criança se torne, efetivamente, um Centro de Referência para o tratamento de crianças portadoras de fibrose cística com atendimento multidisciplinar. A Corte ainda determinou o envio de relatório comprovando a concessão dos remédios aos portadores de fibrose cística, além do cronograma de aquisição desses medicamentos.

O Ministério Público de Contas do DF participou, recentemente, de audiência pública no Senado Federal, em razão da semana dedicada ao debate sobre o tratamento da doença. A Procuradora Geral do MPC/DF, Cláudia Fernanda, lembra que quanto mais cedo for o diagnóstico, mais efetivo será o tratamento da doença que, apesar de incurável, pode ser controlada. “Por isso, é fundamental a realização do Teste do Pezinho, o Teste do Suor e, ainda, o Teste Genético”, afirmou.

SOBRE A FIBROSE CÍSTICA

Quando suspeitar?

A fibrose cística faz com que tais secreções fiquem muito espessas, entupindo os canais e causando problemas digestivos e respiratórios. Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Os primeiros sinais podem ser similares aos de outras doenças comuns na infância, dificultando o diagnóstico correto. Os mais comuns são:

• tosse crônica, geralmente com muito escarro;

• chiado de peito freqüente;

• pneumonias constantes;

• suor excessivo e muito salgado;

• desidratação sem causa aparente;

• obstrução intestinal ;

• dificuldade em ganhar peso e altura;

• fezes volumosas e diarréia freqüente;

• dor abdominal;

• doença no fígado;

• extremidades dos dedos dilatadas;

• pólipos nasais (espécie de carne esponjosa).

Como a doença age?

No sistema respiratório

O muco espesso e pegajoso bloqueia os canais dos brônquios, no interior dos pulmões, dificultando a respiração e causando tosse e infecções por bactérias. As conseqüências mais graves são lesões pulmonares e nos brônquios (bronquiectasias), além de insuficiência de oxigênio no sangue (hipoxemia) e cor pulmonalle (repercussão cardíaca).

No sistema digestivo

O muco espesso impede que as enzimas digestivas, necessárias para a absorção dos alimentos, cheguem ao intestino. Isso causa diarréia e leva à desnutrição. Também ocorre a obstrução dos canais do pâncreas, o que provoca fibrose do órgão.